quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Adaptação em Portugal - Parte 1

"Viver no exterior é viver, só que no exterior" (COREY, 2018)

Passados quase 6 meses da minha mudança para Portugal acredito que é um bom momento para fazer um post contando um pouco da minha adaptação ao país.

Resolvi começar o post com a frase acima porque ela resume bem a experiência de morar no exterior. Viver fora do Brasil é a mesma coisa que viver no Brasil, a única diferença é que você está em outro país. O que quero dizer com isso é que tirando as diferenças inerentes ao lugar sua vida não será muito diferente da que tinha no Brasil e isso pode ser um grande problema.

Antes de vir eu era daqueles que juravam de pé junto que não sentiria saudade alguma do Brasil e das coisas do Brasil, que já havia nascido adaptado e que não teria grandes problemas. Ledo engano... A adaptação é muito mais complexa do que o imaginado. Não se trata apenas de trocar problemas do Brasil por benefícios de Portugal, não é um jogo de ganha-ganha. Na verdade eu deveria saber disso porque um pouco do que vou relatar hoje é o que todo mundo que imigra fala, ou seja, há trocentos depoimentos semelhantes ao meu por aí na internet, eu apenas ignorava-os achando que comigo seria diferente, mas como seria diferente se assim como os outros eu também sou um ser humano cheio de problemas e conflitos internos?

Engraçado que a adaptação e seus problemas ocorrem de maneira e ordem cronológica diferente em cada uma das pessoas. Se 3 meses atrás alguém me perguntasse como estava a adaptação ao país eu diria com toda a convicção que estaria tudo bem, sem grandes turbulências. E isso era verdade! Passados quase 6 meses a coisa mudou, e bastante.

Saudade da família e dos amigos

Esse é o principal problema apontado pela maioria dos imigrantes. As frases do tipo "está tudo bem mas a saudade da família é a pior parte" são extremamente comuns. Eu poderia cortar a rola fora jurando que isso não me afetaria, afinal tenho pouco apego à minha família e nenhum "amigo" de verdade, logo isso seria moleza...

Não, não é nada fácil. A saudade dos "amigos" e família é algo real. No meu caso nem tanto da família porque minha família mesmo (Bia e o cachorro) estão comigo, mas não posso negar que sinto um pouco de culpa por não estar convivendo com meus pais, apesar de todos os problemas de relacionamento que tenho com eles (principalmente com meu pai). Detesto chamadas de vídeo de Whats então sempre ligo para eles no telefone mesmo, usando Skype. Procuro falar com eles uma vez a cada 10 dias, o que é infinitamente mais do que falava no Brasil, isso acabou me deixando mais próximo deles, paradoxalmente. Mudar para o exterior incrivelmente acabou por me deixar mais próximo dos meus pais.

Como já disse várias vezes aqui no blog, não tenho amigos no sentido de serem pessoas que estão sempre por perto, porém tenho muitos "colegas". No Brasil era comum eu visitar esses colegas nos trabalhos deles (a maioria empreendedor) e ficar lá meia hora batendo papo sobre os negócios e se vai chover ou fazer sol. Depois que vendi as lojas e comecei a trabalhar na área, acabei por fazer muitos colegas de profissão o que também estimulava um diálogo mono-assunto (existe isso?) porém interessante. O próprio tipo de trabalho que tive no Brasil incentivava a interação social. Nas lojas era o dia inteiro conversando com gente: funcionários, fornecedores, clientes. Quando trabalhei na área a interação social também era muito forte.

Mesmo sendo introvertido sempre consegui me socializar porque uma vez que alguém me dá liberdade, eu começo a tagarelar e um vínculo é criado. Nesse sentido eu sempre estive cercado de pessoas, nenhum amigo, porém várias pessoas com as quais o diálogo e sensação de proximidade por algum motivo acabavam acontecendo. Aqui em Portugal não é tão simples assim. Embora os portugueses tenham nos recebido muitíssimo bem (até houveram alguns casos, digamos, estranhos, mas nada demais e relevante), é muito complicado criar um vínculo rapidamente.

Primeiro lugar temos a barreira do idioma, que por incrível que pareça é enorme. Somente agora é que estou começando à desenroscar no PT-PT, eles nos entendem muito bem devido à fortíssima influência que o Brasil tem sobre a cultura portuguesa, porém entende-los é muitas vezes um desafio. Já disse aqui que logo ao chegar achava que estavam falando um idioma totalmente diferente do que eu conhecia.

Segundo lugar tem o lance da interação no trabalho que é onde grande parte da convivência humana acontece (e um dos motivos que parar de trabalhar cedo pode destruir sua vida). Meu trabalho é completamente diferente de tudo o que já fiz no Brasil, meu típico colega de trabalho é uma pessoa mais xucra porque isso é inerente do ambiente, percebo que mesmo entre eles, os portugueses, não há a mesma interação que existe entre um grupo de brasileiros. Portugueses são filhos da puta e brasileiros são gente boa? Nada disso, é somente uma diferença cultural e compreender isso é a chave para viver bem em outro país sem neuras de preconceito, por exemplo. Fui muito bem recebido no meu grupo de trabalho, o ambiente é ótimo e de ajuda mútua, todos me receberam super bem e foda-se que sou brasileiro, não notei qualquer tipo de preconceito ou algo do tipo. Entretanto o próprio tipo e ritmo de trabalho prejudica uma interação social mais próxima, não dá pra ficar de papo pro ar trocando ideia, esse fato acaba por prejudicar a interação, ainda mais de pessoas introvertidas como eu.

Terceiro lugar o choque social é um abismo e o fator que todo imigrante diz que sempre será um imigrante. Isso é algo que simplesmente não tem como mudar, devemos conviver com isso. Piadas óbvias que você solta para descontrair não funcionam, você não conhece ícones portugueses, eles não conhecem ícones brasileiros. Imagina conversar com uma pessoa que não conhece o Sílvio Santos, nunca assistiu Chaves e conhece filmes por nomes completamente diferentes. Parece besteira mas isso prejudica muito a interação com outras pessoas.

Por esses motivos venho me sentindo muito sozinho e Bia, mesmo estando mais entrosada com os colegas de trabalho, também sente o mesmo. A ficha caiu que somos somente ela e eu, isso é um tanto assustador. Conhecemos diversos brasileiros aqui na região mas isso não ajuda muito porque são quase todos de faixa etária bem diferente, com background de vida bem diferente ou simplesmente são gente que não queremos conviver.

A solução para isso? Talvez um novo ambiente de trabalho, voltar aos estudos e conviver com pessoas de interesse profissional semelhantes, sei lá...

Trabalho

Já falei da interação com colegas de trabalho, agora falando sobre o trabalho em si é algo que também achei uma coisa e a realidade é completamente diferente. Antes de imigrar eu também jurava que a parte de trabalho é muito simples: só arrumar um trabalho no-brain, braçal (que acaba fazendo bem pra saúde porque exercita o corpo), que acaba por pagar o suficiente para se viver e tudo estaria resolvido.

Mais ou menos. Quando estava no Brasil cheguei a fazer alguns trabalhos pesados como encher laje, e ajudar em obra, porém fazia isso como um passatempo, não como uma fonte de renda. Como narrei no post sobre trabalho em Portugal acabei arranjando trabalho muito rápido e é um trabalho que não exige muito cérebro e paga até que bem no fim do mês. Se você pensar que pra trabalhar na minha área de formação eu preciso estudar uns dois anos, passar por exames, concorrer com profissionais portugueses por vagas escassas (ao contrário do Brasil onde há vagas de sobra na minha área), trabalhar fim de semana e no fim do mês receber menos, fiz um excelente negócio ao optar por esse emprego.

Mais ou menos. O emprego é simples, não trabalho de fim de semana e paga bem porém o fato de não usar o cérebro e usar músculos demais está me fazendo mal. Falar que trabalho braçal é tranquilo é fácil, quero ver fazer. Mesmo não sendo algo pesado, é um trabalho que exige do corpo o que se reflete em problemas físicos como dores e cansaço excessivo. Não tenho mais vinte e poucos anos, aos trinta e tantos o corpo não é mais o mesmo, ainda mais pra alguém que alterna fases saudáveis e fases sedentárias (sei que isso tem tudo a ver com minhas atitudes perante a saúde e nada a ver com o país onde moro, mas é importante contextualizar). Encher uma laje ou trabalhar uma semana ajudando um pedreiro é uma coisa, outra é trabalhar 5 dias por semana num trabalho repetitivo e fisicamente exaustivo. Chego em casa e só penso em descansar, não dá muita coragem de fazer outras coisas.

Ao mesmo tempo que o trabalho dá uma judiada do corpo, acaba por paralisar o cérebro. É o tipo de trabalho que você precisa de 5 minutos de concentração quando começa a fazer uma tarefa nova e depois disso entra no piloto automático deixando o cérebro em stand-by pra qualquer coisa. Como se diz, cabeça vazia é a oficina do capeta, e é a mais pura verdade. Meus trabalhos no Brasil sempre exigiram um nível de concentração muito grande, seja quando tinha as lojas e precisava controlar várias frentes ao mesmo tempo (compras, faturamento, fornecedores, conflitos internos, etc) ou quando trabalhava na área de formação, algo técnico e sensível à erros. Ou seja, no Brasil meu trabalho era fisicamente de boa e mentalmente desgastante, o oposto daqui.

Basicamente fico o período de trabalho inteiro pensando em maneiras de potencializar minha vida. Seja ganhando mais dinheiro, melhorando investimentos, maneiras de tocar uma empresa remotamente, etc. As vezes me canso desse tipo de pensamento mais sério e a cabeça começa a trabalhar com coisas aleatórias do tipo: "por que o papagaio é verde?", "vale a pena comprar uma BMW 1994?". Acaba que no fim dos dias estou fisicamente cansado pelo trabalho e mentalmente cansado por usar meu cérebro pra coisas que nunca são realizadas.

"Ah Corey, isso é fácil, é só parar de trabalhar (porque você mesmo diz ser IF) ou mudar de emprego para um part-time, por exemplo.". Quis citar o lance da IF porque sempre alguém comenta isso, vou repetir novamente: tenho independência financeira no sentido que minha renda passiva cobre minhas despesas básicas NO BRASIL, aqui em Portugal, dependo de câmbio o que muda completamente o jogo. Bia e eu precisamos trabalhar para ter certa liberdade, infelizmente essa é a verdade. Outras pessoas sempre citam o fato de poder trabalhar part-time, coisa muito comum na Europa e que os brasileiros enxergam como o meio termo interessante entre ter um trabalho desgastante full-time e ficar em casa coçando o saco. Acontece que as vagas part-time são zuadas: fins de semana, madrugadas, dia inteiro X vezes por semana, enfim, part-time, ao menos aqui em Portugal é inviável se você quiser ter uma qualidade de vida legal porque embora trabalhe poucas horas, ocupa o dia ou mesmo a semana inteira. Pessoal, vejam que o buraco é mais em baixo (embaixo?), por mais que você planeja e se prepara a prática é outra.

O post está ficando grande, vou dividi-lo. Até a próxima...

53 comentários:

  1. Excelente post. Muita gente acha que mudar pra um país desenvolvido será viver um conto de fadas. Sempre haverá lado positivo e negativo.
    O que eu acho que você pode fazer é ter um plano para o longo prazo. Aprender algo que você possa trabalhar de ksa e fazer uma grana.
    Tenho exemplo de 2 conhecidas que estão se dando bem trabalhando de ksa, uma produz salgados e vende para pessoas que irão revender. Começou fazendo salgados pra uma pessoa e agora já fornece pra mais de 30. Teve que construir um local de uma área separada no quintal de ksa.
    Outra que começou a fazer bonecas por hobby. Começou a colocar fotos no instagram. As pessoas passaram a encomendar e ela disse que já tem

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    1. Enviou sem eu terminar. Mas deu pra pegar a ideia.

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    2. " Muita gente acha que mudar pra um país desenvolvido será viver um conto de fadas" - eu mesmo era um desses e definitivamente não é assim.

      Sobre o trabalho ainda está tudo meio nebuloso na minha cabeça, tenho que dar tempo ao tempo...

      Abraço!

      Corey

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  2. Legal sua sinceridade Corey. O Gabriel Torres do site terremoto estava há 10 anos no exterior, ultimamente na Austrália, e mesmo assim, morando lá, se sentiu sozinho e voltou pra Copacabana. O Brasil é uma bagunça, mas a verdade é que temos uma ligação muito forte com ele, é uma bagunça que a gente gosta e se acostuma, e passa a sentir falta. Acho que ainda é cedo pra falar sobre sua adaptação, em um ano você vai estar mais casca grossa e aguentar melhor.

    Acho que ir pra festivais, restaurantes brasileiros, encontros com grupos de brasileiros na sua cidade (se tiver) ou mesmo vir pro Brasil de vez em quando (2x/ano) devem ajudar muito. Talvez a coisa piore quando chegar o inverno aí. Seja forte. Você falou mais de você do que da Bia. Ela está bem ou está sofrendo mais que você? Eu acho que mulher sente mais saudade da família do que homem.

    Minha dica é a seguinte, tente socializar mais com os portugueses, frequentar uma academia, fazer um esporte, um hobbie, um clube, um curso (culinária é legal) ou algo assim. A chave para se adaptar é aumentar o seu senso de comunidade e pertencimento por aí, isso está na pirâmide de Meslow. O homem é um animal gregário, lembre das fogueiras com os homens das cavernas em volta.

    Portugal pode ser na europa, mas é nossa raíz sim! Isso não tem como negar, nossos ancestrais são portugueses, nossa língua também, parte de nossa cultura também. Todo brasileiro é um pouco português quer queira ou não. Qnd passei um mês aí me senti em casa, me senti em contato com muitas coisas perdidas da época da minha infância (azulejos por exemplo) hoje em dia aqui é só metal e vidro, coisas modernas. Eu acho que é isso. Abraço!

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    1. Verdade Frugal, o Brasil é uma bagunça mas essa bagunça as vezes é necessária e faz parte da nossa vida, quando isso é tirado acaba por ficar um gap.

      Sobre isso que vc falou sobre brasileiros vou falar um pouco mais na parte 2, aguarde.

      Tenho grande dificuldade em socializar a não ser que seja no ambiente de trabalho. Parando pra pensar 99,99% da pessoas com as quais tenho certo nível de coleguismo vieram do trabalho. Nem na faculdade foi assim, acabou sobrando somente uma colega de faculdade que ainda tenho contato e estamos sempre conversando. Detesto esportes no geral, então isso tb me prejudica. Tempo todo que fiz academia no Brasil jamais conversei com sequer uma pessoa.

      Verdade, temos muito a ver um com o outro e isso ajuda muito. Imagino como é pra quem imigra pra um país tipo Polônia...

      Abraço!

      Corey

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    2. Sobre a Bia vou falar mais na parte 2 mas é bem o que vc disse: ela sofre mais por ter bastante proximidade com a mãe principalmente.

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    3. É amigo, outra opção é ela vir mais ao Brasil ficar com a mãe do que você vir junto com ela, ou então sua sogra passar um tempo aí de vez em quando. Deve ter um crossfit ae, ou yoga, qualquer coisa, a intenção é aumentar esse tal senso de comunidade. Em Lisboa tem aula de remo e de vela no Tejo, deve ser muito irado, se eu morasse lá perto iria pra essas aulas. Outra opção é vc fazer uma pós aí pra aumentar o social, mesmo que seja com uma galera mais nova, ou então uma graduação em algo que vc goste (eu faria em Finanças) para além do conhecimento ter uma nova turma de amigos.

      Sobre o seu trabalho, basta apenas trocar de trabalho por um mais leve ou de carga horária menor, mas o sedentarismo com certeza prejudica a saúde física e mental. Fazer musculação não é estética, é necessidade de fato. Abraço!

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    4. Minha sogra provavelmente virá no fim do ano, estamos providenciando o passaporte dela e tentando convence-la a entrar num avião.

      O que cogito fazer é um mestrado que pode servir num futuro para dar aulas, coisas que já fiz e gostei. Quem sabe...

      Abraço!

      Corey

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  3. "Por que papagaio é verde" ...kkkk
    Rindo alto por aqui.
    Eu e minha família moramos em 5 cidades do Brasil nos últimos 10 anos. Cidades do norte e sudeste.
    Brincamos que a única coisa em comum é o idioma. Quase todo o resto é diferente.
    Cada mudança é uma história e requer um tempo de adaptação.
    Só imagino a dificuldade de mudar para um outro país.
    A saudade da família e amigos, você pode até se acostumar com o tempo, mas nunca passa.
    O melhor é procurar se inserir em alguma atividade comunitária (igreja, clube, associação), enfim, qualquer coisa que te dê prazer e alguma sensação de pertencimento ao lugar. Não é fácil, mas é o caminho que tem nos ajudado a vencer as saudades.
    Abs e felicidades.

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    1. Vc está certo sobre a inserção em alguma atividade comunitária mas isso é bem complicado para pessoas como eu que são introvertidas...

      Abraço!

      Corey

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  4. E pesando os prós e contras, tem valido a pena? Responda com sinceridade!

    Abc

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    1. Sem dúvidas! A experiência de morar fora é fantástica, se voltasse hj para o Brasil já estaria satisfeito.

      Abraço!

      Corey

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  5. Fala Corey, blz?

    Assim como eu, acredito que você antes de ir, olhou vários comentários de como deveria ser a vida por aí. Buscamos meios para tornar mais agradável a convivência, as vezes não entendemos quando alguém diz que passou por determinada situação e imaginamos que isso seria tranquilo caso ocorresse conosco, ledo engano. Agora mesmo, lendo seus relatos, essa mesma situação ocorre comigo. Em dois anos estarei aterrissando em uma cidade pouco comentada de Portugal para dar continuidade a vida em um outro país, junto com minha esposa.
    Também não sou de muitos amigos, o que mais sentirei falta são dos meus pais. Sou meio reservado, minha esposa tem formação em comunicação, aí já sabe né? É o oposto.
    Planejamentos e mais planejamentos prontos, mas ciente que quando pisar os pés na nova cidade, nem tudo será como planejado.

    Fica firme aí, abraço.

    Att,

    Léovando a Vida

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    1. É exatamente isso, a gente pensa que seria tranquilo mas no fim das contas não é. As coisas fogem bem do controle...

      Abraço!

      Corey

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  6. "ainda mais pra alguém que alterna fazes saudáveis e fazes sedentárias"

    hauhauhauhua o Corey trocou o s pelo Z em "fases" e eu li "FEZES saudáveis" e "FEZES sedentárias" hauahuauha

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  7. Talvez se você fizesse mais coisas além de trabalhar e ficar em casa você teria mais chances de conhecer pessoas. Tente fazer outra atividade, praticar um esporte, dança.. sei la, faria novos amigos e não teria tanta saudade assim da vida aqui.

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    1. Como disse no texto, falta energia e vontade pra isso. É algo muito pessoal, tem gente que adora ficar na rua, outras não...

      Abraço!

      Corey

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  8. Vivo em Portugal a quase 2 anos e já passei por várias fases. O último inverno foi pior, longo, frio, sem fim. Eu não sabia que eu gostava tanto de sol e calor. Estou agora numa fase que denomino "Torcendo pro Brasil melhorar um pouco pra poder voltar" e talvez eu volte antes de melhorar. Eu não me adaptei aqui. Vivo aqui mas tenho uma empresa no Brasil de forma que passo o dia todo conectado ao time no Brasil. Viemos, eu, esposa e filhos, pois estávamos cansados de viver em "bolhas", mas, pra mim, Portugal é uma grande bolha, com a diferença que gasto 14 horas de viagem pra atravessar. Tem diversas vantagens viver aqui, mas o Brasil é mais dinâmico, tem mais oportunidades em todas as áreas, o povo é mais alegre e expansivo, a comida é melhor, etc. A frase que não sai da minha cabeça é uma que dizem ser do Tom Jobin: "Viver no exterior é bom, mas e uma merda. Viver no Brasil é uma merda, mas é bom."

    Abraço Corey, te acompanho anonimamente desde os tempos que você tava flipando as primeiras lojas. Obrigado pelo conteúdo compartilhado.

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    1. Cara, gostei da sua analogia com bolhas, faz sentido sim... no Brasil acabamos por nos fechar dentro da bolha de nossa família e amigos, aqui acaba sendo uma bolha de boa qualidade de vida porém sem muito tempero.

      Se fosse 6 meses atrás eu diria que vc está cuspindo no prato que comeu mas hj eu digo que se essa é sua vontade, deve sim voltar ao Brasil, dará muito mais valor à tudo por lá, recomeçará com muito mais energia, por fim com certeza sua vida no Brasil será melhor que era antes de imigrar. Mudar de país muda a gente!

      Essa frase do Tom é excelente, ainda não cheguei ao ponto de dize-la mas entendo o sentido.

      Abraço!

      Corey

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  9. Sabe o que pode te ajudar, pensar que ninguém te conhece e não irão te julgar. Ou seja, se nunca vestiu uma calça verde, compre e use. Aquela camisa de presente de fim de festa na antiga empresa, tá liberado.
    Percebi na minha mudança, que as minhas "regras", como agi de maneira introvertida, era pelo fato de acreditar que sempre iria ter alguém pra me julgar ou se interessar no que "fazia de errado".
    Viva uma nova vida, sem os vícios que te impedem de criar novos laços aí, e aproveite essa oportunidade.
    Pior que do quer não ter ido, é ter vivido e não aproveitado.
    Pense nisso..liberte-se.
    Cogito essa chance e dando certo, será uma grande realização.
    Depois de uma mudança traumática, as próximas são mais leves :-)
    Sucesso e força.

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    1. Não tinha pensado nisso, rsrs! Na verdade eu já fazia isso no Brasil, nunca fui de me importar com a opinião alheia...

      Abraço!

      Corey

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  10. Olá Corey! Algumas similaridades comigo. No geral porém vou na contramão de todo mundo e realmente sinto-me no paraíso aqui. Tenho muita sorte se ignorar que os resultados são feitos de dezenas de pequenas difildades superadas ao longo do tempo. Ciente disso evito recomendar que venham pra cá pois os brasileiros tem muitos problemas burocráticos e em geral não conseguem aguentar a pressão emocional do começo.

    A burocracia aqui é um lixo e é a única coisa que tenho pra reclamar. Finalmente fiz um curso que me torna mais exclusivo e hoje ganho mil eurinhos. Somado aos 900 da esposa, sentimo-nos ricos. Lugar seguro, belíssimo, tudo bom. Seus posts me motivaram a escrever sobre o assunto também.
    Dito isso duvido que você e a sua mulher ganhem parecido como afirmou em um post anterior em tão pouco tempo aqui e nas condições que descreve salvo se forem de TI ou você qualificado na construção civil. Se quiser tratar mais do assunto tenho curiosidade.

    No começo só me fodi profissionalmente e a mulher também. Chegou a trabalhar 12h por dia num fast food de "gerente" e foi prejudicada na qualidade de vida pois diferente de mim ela leva a sério trabalho e carreira. Eu tive uma empresa por breve periodo mas não valia a pena levar mais. Trabalhei em carpintaria e part time em restaurante até pouco tempo e pra mim foi ótimo, mas foi falar mais disso em post. Quem não consegue sair disso e visa crescimento desanima e se deprime.

    Esta semana vou buscar cidadania pelo casamento e isso vai abrir portas. Talvez decida mais uma vez mudar de país. Também estamos a ver um imóvel por aqui, portanto tem muito a se pensar.

    Enfim demorou mas hoje tenho um circulo social bem legal, apesar de eu não ter amigo algum, não me sinto mais sozinho. O que posso te dizer é que o que você está sentindo é normal pra qualquer imigrante e muita coisa vai mudar com o tempo.

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    1. Opa CF! Tá sumido amigo, posta mais! Abraço!

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    2. Grande Cf, legal saber que vcs estão se adaptando bem! Grande abraço!

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    3. Creio que você tenha um perfil parecido com o Corey.
      Também tenho perfil mais introvertido, nunca fui baladeiro, não bebo.
      Gosto de conversar sobre vários assuntos e isso ajuda a lidar com as pessoas, porém, apesar de conhecer um número razoável de pessoas não tenho amizade mais próxima com ninguém, mas sinceramente não me sinto mal com isso.
      Mas concordo com o que foi comentado mais acima, as vezes pode ser necessário preencher a vida com coisas além do trabalho pra criar oportunidades de conhecer gente nova.

      Porém nem sempre sinto uma necessidade real disso.

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    4. Creio que você tenha um perfil parecido com o Corey.
      Também tenho perfil mais introvertido, nunca fui baladeiro, não bebo.
      Gosto de conversar sobre vários assuntos e isso ajuda a lidar com as pessoas, porém, apesar de conhecer um número razoável de pessoas não tenho amizade mais próxima com ninguém, mas sinceramente não me sinto mal com isso.
      Mas concordo com o que foi comentado mais acima, as vezes pode ser necessário preencher a vida com coisas além do trabalho pra criar oportunidades de conhecer gente nova.

      Porém nem sempre sinto uma necessidade real disso.

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    5. CF, visitei Portugal, alguns anos atrás, achei o país sensacional. Óbvio que turista não vê coisas ruins. Achei a comida parecida, bem melhor do que em outros locais que conheci.
      Também, sempre fiquei na dúvida de qual valor seria suficiente pra viver bem, em Portugal. Existem sites falando sobre o assunto, porém, sempre achei tudo muito superficial. A galera vive, mas não aprofunda sobre diversos itens. Por exemplo, lazer. Sair, jantar fora, cinema, ir à praia, passear no shopping, sei lá, ninguém comenta. É um carro razoável, que não tenha 200 mil km rodados? E um lugar bom, que não seja a menor cidade de Portugal, para morar? Ou seja, o mínimo de qualidade de vida, que não seja só sobreviver. Quanto custaria? Você falou que com 1900 euros você se sente rico. Porquê? O que dá pra fazer com esse dinheiro, em Portugal?

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    6. CF, tirei as burocracias de letra, aliás não tive nunhum enrrosco burocrático, tdo fluiu muito bem dentro dos prazos extabelecidos.

      Cara, não temos formação alguma em TI nem qualificação na construção civil, ela trabalha no setor comercial/serviços e eu no fabril. Não tem qualificação alguma envolvida. Sim, 1900, 2000 euros é dinheiro pra caralho e quem vem de fora pensa que estamos passando fome. Vai com 100 euros no Lidl...

      Não tivemos esse problema de trabalhar muito, demos sorte novamente. Aliás sorte é algo que felizmente nunca deixei de ter na vida. Via de regra os ventos sempre sopraram a meu favor.

      Realmente estou me sentindo bem sozinho ultimamente, vamos ver quanto tempo isso irá levar pra melhorar.

      "apesar de conhecer um número razoável de pessoas não tenho amizade mais próxima com ninguém, mas sinceramente não me sinto mal com isso." - tb já não me senti mal por isso mas de uns tempos pra cá vem me incomodando muito.

      "Existem sites falando sobre o assunto, porém, sempre achei tudo muito superficial." - isso é muito relativo, cada pessoa tem uma realidade, por isso estou expondo mês a mês meus gastos pra ajudar as pessoas a chegarem à suas próprias conclusões.

      "ocê falou que com 1900 euros você se sente rico. Porquê? O que dá pra fazer com esse dinheiro, em Portugal?" - veja minhas postagens sobre fechamento mensal e poderá entender um pouco.

      Abraço!

      Corey

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  11. Corey, se vc fosse empreender no ramo alimentício, tipo restaurante, lanchonete, pastelaria, etc. Onde vc escolheria montar o negocio, Brasil ou Portugal?

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    1. Pergunta legal. Chuto que seria no Brasil.

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    2. Brasil, com certeza. Como disse num post passado não me vejo empreendendo por aqui.

      Abraço!

      Corey

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  12. Fala Corey,
    Me identifiquei com sua frase: A adaptação é muito mais complexa do que o imaginado.
    Ninguem realmente imagina o quão dificil é até passar por isto. Cultura diferente, falta dos amigos e familia, comida, clima, sensação de distância...não é fácil superar tudo isso de uma vez ! Mas no final a experiencia é válida. Abcs

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    1. Sem dúvidas a experiência é válida. Acontece que muita gente, assim como eu, subvaloriza detalhes que somados formam um monstro. Isso é muito complicado.

      Abraço!

      Corey

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  13. Viver fora do Brasil não deve ser nada fácil! Se eu fosse me mudar, tentaria levar a vida a mais parecida possível com a que levo aqui. Se frequenta academia, arranje uma. Se faz caminhada no fim de tarde, tente fazer. Se joga bola com os colegas, uma vez por semana, tente arrumar um futebol com os pernas-de-pau portugueses. Aliás, vc será o rei da pelada. Se sai pra fazer compras com a esposa, tente fazer também. Sei lá, não deve ser fácil, mas Brasil também não tem nada muito fácil, nos dias atuais. Obviamente, para quem tem muito dinheiro, no Brasil, a vida não oferece dificuldades. As bolhas mantém as pessoas protegidas e sem sustos. Porém, para quem rala muito, acredito ser sofrido aqui ou em Portugal. O que me diz Corey? Minha percepção é totalmente fora da realidade?

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    1. "As bolhas mantém as pessoas protegidas e sem sustos. Porém, para quem rala muito, acredito ser sofrido aqui ou em Portugal." - antes de vir eu diria que vc está errado. Hoje digo que está certo, vivemos em bolhas tanto no Brasil quanto em Portugal.

      Abraço!

      Corey

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  14. Tudo tem o lado bom e o lado ruim, voce viu por muito tempo o lado bom e a enorme vontade de ficar longe de tudo de ruim que temos aqui(principal deles a insegurança), mas de alguma forma nós gostamos muito de onde estão as pessoas com quem nos relacionamos e a saudade sempre bate.
    Fico pensando eu no seu lugar, tenho muitos amigos e sou muito apegado a minha família, acho que bate a saudade na primeira semana rs.
    Corey, será que perdoar seus pais pelas merdas que eles fizeram, não significa ficar 'bobo' e deixar eles te ferrarem, mas sim ignorar o passado e tocar a vida de boa com eles não seria melhor pra você? Abraço!

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    1. É exatamente isso, é uma questão de fantasia. Vc acaba por fantasiar demais o lado bom de Portugal e amaldiçoar o lado ruim do Brasil. Isso nem sempre é saudável.

      Pra quem tem muito apego acredito que morar fora nem seja uma opção, melhor nem pensar nisso. Eu que sou desapegado estou sofrendo com isso, imagino quem não é...

      "Corey, será que perdoar seus pais pelas merdas que eles fizeram, não significa ficar 'bobo' e deixar eles te ferrarem, mas sim ignorar o passado e tocar a vida de boa com eles não seria melhor pra você? " - sim, seria, com toda a certeza. Tenho pensado muito nisso ultimamente...

      Abraço!

      Corey

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  15. Dentro da minha experiência o grande problema não é a adaptação inicial e sim quando o período de lua-de-mel acaba, no inicio é tudo novo, empolgante e as descobertas do dia a dia meio que tiram a atenção da gente da realidade. Quando saí do país jurava que nunca mais gostaria de voltar para o Brasil, mas com o tempo a empolgarão de morar fora foi sumindo e hoje só não volto por medo da violência. Muita gente me alertou sobre esse período de lua-de-mel e eu tinha a certeza que não aconteceria comigo...

    Sr. IF365

    Blog do Sr.IF365 | Acompanhe meus últimos 365 dias antes da IF e Aposentadoria Antecipada
    www.srif365.com

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    1. 365, mais pura verdade, a fase da lua de mel é fantástica, depois vai esfriando e começa perder a graça.

      Abraço!

      Corey

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  16. Corey, sou português e imigrei para o Brasil em 2012 e nos primeiros meses senti-me um pouco como vc. Na época eu namorava com uma brasileira (minha atual esposa) e foi esse o principal motivo de ter vindo para o Brasil. Vim sozinho e a adaptação no inicio foi muito dificil. Só comecei a trabalhar uns meses depois de ter chegado, sou um pouco timido e as piadas de portugues também não ajudam (kkkkkk). Mas o ser humano adapta-se a tudo e hoje sou feliz aqui, apesar de não descartar voltar para Portugal um dia.
    Meu conselho para vc. Não faça só amigos Brasileiros aí, tente se adaptar ao país onde vive, respire da sua cultura, entenda como funcionam as relações humanas nesse país. Em Portugal pode ser mais dificil fazer amizades, mas quando faz um amigo, normalmente é um amigo para sempre e pode contar com ele em qualquer momento. Não desista nas primeiras dificuldades.

    Abc.

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    1. Amigo, eu até fujo dos brasileiros, acontece que é um pouco inevitável conviver com eles e acaba sendo mais cômodo fazer amizade com conterrâneos pelos óbvios motivos. De maneira geral os portugueses me receberam muitíssimo bem, não tenho o que me queixar.

      Abraço!

      Corey

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  17. Ganhar dinheiro não é "fácil" para todo mundo. Alguns sofrem mais. Como vc disse uma vez, muita gente vai pra China para encher o bolso.

    Para investir aqui no Brasil eu ralo feito filho da puta. Sinto que ainda preciso fazer muito mais coisas para aumentar meus aportes.

    Ficar rico, juntar 5M leva tempo e dinheiro.

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  18. Obrigada pela partilha Corey
    Nem quero imaginar as saudades que se vivem por se estar distante de todas as raízes, família, amigos, lugares (...).
    Espero que o povo português o esteja a receber bem, a si e à Bia e que o nosso acolhimento o ajude a visualizar esta mudança como algo positivo
    Boa continuação :)

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    1. Sim, com certeza o acolhimento do povo português é fantástico, nisso não há queixas.

      Abraço!

      Corey

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  19. Quando alguém me pergunta, a um mês das eleições, se eu já conheço as propostas do Amoedo, fico pensando em que País esse pessoal vive...

    As propostas do Amoedo tem tanto valor neste momento quanto o diploma honoris causa do Lula. Não há nem porque perder tempo discutindo se são boas ou não, se são copiadas ou não, se são óbvias ou não. São inúteis.
    Amoedo e seus 31 eleitores/missionários se acham parte de um movimento de renovação, uma novidade na Política. No entanto, nada é mais antigo na política do que subestimar o adversário. Estão menosprezando o poder e a influência que a esquerda tem, e a disposição dela de levar seu plano de controle político e social adiante.

    A esta altura, Amoedo já deveria ter deixado seu orgulho (e seus 2% de votos) de lado, e buscado união com o único candidato capaz de combater o inimigo que ambos têm em comum. Se ele acha que sua birra em concorrer é mais importante do que a urgência de evitar outro governo de esquerda, então não está preparado para ser presidente. Simples assim.

    Bolsonaro não é a melhor opção, é a única. Dizer ser contra o projeto esquerdista, mas não votar nele, ou deixar pra votar nele só no 2° turno, é não ter noção do que está em jogo. E se ainda não percebeu isso, você merece mais 8 anos de PT.

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  20. Corey, não me leve a mal, mas acredito que o problema não seja exatamente a mudança, mas sim sua personalidade de introspecção e dificuldade de socialização, a qual a mudança apenas agravou, dado o isolamento social pelo qual um imigrante passa.
    A minha dica, por experiência própria pois eu já tive esse problema psicológico quando estava no Brasil, é procurar ajuda de um psicólogo para lidar com a questão da introspecção. Após isso, tentar se inserir em algum meio comunitário, como igreja, academia, clubes, cursos, etc.

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    1. Mas é justamente isso que eu disse no texto: o problema com fazer amigos é totalmente meu, nunca neguei isso, pelo contrário está bem explícito no texto.

      Abraço!

      Corey

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  21. cara, mto obrigado por manter o blog e compartilhar as suas experiências. Coincidentemente, o gordo tetinha está passando por algo parecido, porém oposto. Está desgastado do trabalho mental e hj tem nojo de computador. É um ótimo blog para acompanhar tbm, o cara tem uma história de vida dramática e engraçada.
    http://www.blockchainsupertrader.com/

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  22. Tenho seguido este blog porque tenho grande interesse em finanças pessoais e como muitos estou a tentar melhorar esse aspecto da minha vida. Em relação a este post apenas tenho que dizer que os rendimentos auferidos por vocês são bastante superiores ao que habitualmente se recebe cá em Portugal (pelo menos no Norte). Eu trabalho há 16 anos como administrativa e recebo limpos pouco mais de 600€, deve haver quem receba mais obviamente mas ainda assim longe dos 1000€ que falam. Tirando isso, adoro ler o seu blog!

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    1. O valor da minha esposa é referente ao ordenado (700 e tal incluindo duodécimos) mais biscates que ela faz. O meu é fabril e consigo chegar nos 1000 caso esteja disposto a trabalhar muito. Vejo por aqui o mesmo que via no Brasil: muitos reclamam que ganham pouco porém não estão dispostos a trocar de emprego ou ter uma segunda ocupação (não disse que é seu caso, mas sim o que percebo)

      Abraço

      Corey

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  23. Olá Corey ... Infelizmente aqui no Brasil e eu não sei ao redor do mundo como é , Mas meu camarada aconteceu inúmeras vezes de pessoas oportunistas se aproximarem de você com algum propósito que você irá ver somente com o tempo ..
    Dizem que o céu sem estrelas é a mesma coisa de você quando não tem amigos .. Acontece que muitas pessoas se curvam para muitas vezes serem os verdadeiros marrecos , patrocinando muitas coisas para se ter "amigos" .. Na verdade eu acabei desgostando de muita coisa .. Vendo muita coisa que eu não gostaria de ver .. Veja por exemplo existem pessoas que pagam a carne do churrasco a cerveja e tudo .. Só para ter umas 5 ou 6 pessoas na volta delas para se sentirem e colocarem no facebook .. " olha ..como eu tenho amigos" ..

    De uma coisa é certa esse ano irei na Oktoberfest de Santa Cruz .. Irei de excursão ,de ônibus e concerteza irei encontrar algum grupo para me infiltrar e trazer uma amizade momentânea .. mas se não econtrar meu caro colega .. Vou dançar sozinho .. Beber o meu Chopp.. Não irei patrocinar nenhum "amigo" afinal de contas depois com o tempo você percebe que não enchendo o tanque do carro o cara acaba se livrando de pessoas oportunistas que estão ao seu lado pelo combustível , seja porque você está patrocinando algo .. mas não pelo fato que realmente gostam de você ! São amizades tóxicas e eu me livrei de muitas .. muitas .. As vezes é difícil para mim fazer festa sozinho .. mas cara não adianta o velho ditado sempre é bom "antes só , do que mal acompanhado"

    Abraço

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  24. Só comentei porque você disse que não tem amigos , na verdade até existe amigos só que o cara conta nos dedos .. Ou .. fica por isso mesmo ..

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