terça-feira, 14 de agosto de 2018

É Uma Casa Portuguesa com Certeza!

Hoje o assunto é bem light, vou falar um pouco sobre minhas impressões, o que gosto e que não gosto das casas portuguesas. Vamos lá.

Os problemas com as casas portuguesas começam mesmo antes de você entrar. Encontrar um endereço pode ser um grande desafio. Muitas vezes as ruas não seguem numeração crescente, existem duas ruas com o mesmo nome na mesma cidade e várias, várias casas não tem número. O gajo do CTT (carteiro) deve ficar louco na primeira semana de trabalho.

Uma vez que você conseguiu vencer os desafios de encontrar o prédio, a batalha é para interfonar no apartamento correto. Desconheço prédio residencial com porteiro, logo você terá que usar o interfone que terá teclas mais ou menos assim:



No Brasil seguimos a lógica que num prédios de apartamentos os que começam com "4" são do quarto andar e que os números seguintes designa a unidade em questão. Aqui em Portugal "pode ser" que o andar seja o primeiro número, mas a designação da unidade é feita por "direito", "esquerdo", "frente", etc. Logo "apartamento 4 E" quer dizer "quarto andar, apartamento da Esquerda", mas esquerda de quem olha de frente ou esquerda de quem está dentro do apartamento? "D" é direito; "F" é de frente, assim por diante...

Aqui também há os "R/C" (rés de chão) que são o que chamamos de térreo no Brasil. Os "C", ou "cave" são os apartamentos bizarramente enfiados no porão dos prédios, quase sempre com ventilação merda e janelinhas estranhas.

Essas janelas são provavelmente da sala e do quarto de um apartamento
na cave deste prédio. 
Ok, você achou o apartamento no interfone e teve a entrada autorizada, agora a briga é achar a unidade porque não se usa número na porta. Como saber qual é o apartamento? Use uma bola de cristal!

Beleza, seu amigo estava esperando na porta e não foi difícil achar o apartamento, agora deixe-o fechar a super porta à prova de bomba atômica e seja bem vindo. As portas de entrada dos apartamentos costumam sem estranhamente robustas, com várias trancas, dobradiças de porta de castelo e outros artifícios de segurança como olho mágico, correntinhas "pega ladrão" e geralmente mais de uma fechadura. Claro, Portugal é um país violentíssimo...

Ah! Cuidado, se você bater a porta por fora só consegue entrar com a chave. Se esquecer a chave, amiguinho, estás fudido porque só abre mesmo com a chave. A "bola" da maçaneta é fixa. Então o que fazer para prevenir? Deixe uma cópia no relógio de luz/gás/água ou na garagem (a super-porta perde o sentido quando há uma cópia da sua chave "escondida" num lugar óbvio, não?). Ah, você normalmente estrará no prédio sem grandes problemas porque abrirá o portão com uma senha que todos possuem, inclusive o cara da NOS e da MEO (operadoras de TV).

Falando em garagem, se você tem um carro maior que um Smart ForTwo terá grande dificuldade em manobrar nas garagens dos prédios portugueses. Na verdade a garagem está lá só pra constar, ninguém usa a não ser para guardar motAs (sim, motA e não motO) e tranqueiras afinal a maioria das garagens portuguesas são atá que grandes mas não há espaço para manobrar carro algum (sem exagero). O ponto alto das garagens de prédios portugueses é que são na maioria fechadas, ou seja, uma garagem dentro da outra. Você consegue tranca-las e guardar o que quiser lá dentro, não são simplesmente uma "vaga", são um cômodo mesmo.

Outra foto merda, mas é o que temos pra hoje.
Voltando ao apartamento, ao entrar você provavelmente não estará na sala como é de costume nos apartamentos brasileiros e sim em algum ambiente esquisito e sem função específica onde pode colocar seu casaco e deixar suas botas sujas da rua (alguém sabe como se chama esse "cômodo"?). Mais um ponto positivo.

Muito provavelmente você terá os cômodos bem definidos, cozinha grande e fechada, nada de cozinha americana, para ser justo agora estão começando à vender alguns apartamentos com a opção de abrir a cozinha para a sala (e não fechar como fazem no Brasil). Sou muito fã de cozinha americana e integração de espaços então pra mim isso é um ponto negativo. Na cozinha não haverá "área de serviço", nada de tanque, somente uma máquina de lavar daquelas que se abre pela frente integrada com os móveis da cozinha. Não há secadora, afinal você pode pendurar as roupas no "estendal" (varal) do lado de fora da janela da cozinha e talvez da sala, ponto a favor do meio ambiente (secadoras são coisa de americano, rsrs!). Outro ponto a favor do ambiente é a ridícula quantidade de água que as máquinas de lavar usam, ao ver a roupa sendo lavada você tem a séria impressão que as roupas estão mal molhadas devido aos 100 mL de água que parece estar dentro da máquina. No fim das contas a roupa sai limpa e sem vestígios de sabão, mesmo usando pouca água...

A geladeira, ahhh a geladeira (ou frigorífico como falam por aqui). Grande parte das geladeiras portuguesas são simples, brancas e sem frescuras porém com uma configuração inteligentíssima e que não sei o porquê de não serem comuns no Brasil, entenda o que quero dizer:

Geladeira em cima, freezer em baixo. Distribuição de talvez 60/40%.
Adeus freezer minúsculo que só cabe um pote de sorvete, uma cumbuca de gelo e dois
pacotes de peito de frango. Adeus geladeira gigante que só tem água e eco.
Portugueses são burros? Reveja seus conceitos.
É claro que a pia tem água quente e provavelmente uma torneira acoplada à uma mangueira, o que facilita lavagens mais radicais como de uma panela grande ou cachorro pequeno. O "esquentador" (aquecedor) provavelmente fica dentro do armário da cozinha e abastece o apartamento inteiro com água quente. Mais uma vez a maioria dos esquentadores é a favor do meio ambiente sendo do tipo "por demanda", ou seja, só aquece quando abre a linha de água quente. De todo modo você estará fodido com o gás: botija por € 25,00 ou gás encanado obscuramente cobrado. Combustíveis são muito caros em Portugal.

Perceba o aquecedor "escondido" (nem tanto) dentro do armário da cozinha
A não ser que a pessoa seja realmente esbanjadora, o micro-ondas será do tipo "analógico" que custou não mais de € 39,99 no Jumbo. Pra ser sincero o único lugar que vi micro-ondas de "botões" digitais foi nas lojas, o aparelho da foto abaixo está presente em 99,9999999% das cozinhas portuguesas. Micro-ondas foi, aliás, a única coisa que precisei comprar para a cozinha, o resto já estava no apartamento.

Sinceramente, você realmente precisa de um botão "pipoca"?
Outro ponto a favor para a coifa que é coifa mesmo, e não um mero depurador de ar como é comum no Brasil. A coifa arranca o bafo do fogão para fora do apartamento e não simplesmente dá uma garibada e devolve o ar para o mesmo ambiente. Muito importante para qualquer utilização da cozinha no inverno de 0º e no verão de 45º quando o aquecimento/ar condicionado estão ligados e não se abre janela. Muito mais importante quando você se lembra que aqui se come peixe várias vezes por semana, refoga-se até miojo com azeite e frita-se pataniscas de bacalhau quase todo fim de tarde. Eliminar cheiros é crucial.

Uma coisa interessante das casas portuguesas é a ausência de frescuras comuns no Brasil. Cama queen ou king? Não, aqui é solteiro e casal, colchão de rolo da Ikea. Sofá articulado com ........... (esqueci o nome daquele troço que estica as pernas)? Não, é joguinho de sofá requinguelo da loja de Chinês ou sofá-cama da Ikea. Rack de parece com trocentos compartimentos para eletrônicos? Rack de € 20 da Ikea. Mesa de jantar com 65 cadeiras estofadas compradas na Rua Jurubatuba por R$ 70.000,00? Mesa da Ikea, € 20, com almofadas compradas no China. Por outro lado não pode faltar a cristaleira que aparenta ter 123 anos de idade...

Felicidade da pessoa quando descobre que consegue carregar um
colchão de casal dentro de um Fiat 500!
Créditos: http://umjeitomanso.blogspot.com/2017/02/ir-ao-ikea-e-sobreviver-e-depois-voltar.html


Mesa de centro por € 5? Ikea. Cama e colchão por € 100? Ikea.
Pastel de nata e café por € 0,50? Ikea.
Precisa de um carregador de celular, uma caneca de café, uma
rola de borracha, um tambor pra gasolina? Seus problemas
acabaram na loja chinesa mais próxima de você.
Muderno!
Não podemos nos esquecer do carnaval das paredes, Sim, por que (porque, porquê, por quê) pintar as paredes de branco quando você pode pintar uma de cada cor? (com tinta, rolo, pincel, bandeja comprados no China, claro). Por outro lado aqui se usa muito tinta esmalte o que deixa as paredes mais laváveis que o latex.

Melhor ainda é pintar uma parede com 3 cores!!!
O banheiro. Ah, o banheiro (ou casa de banho). São tantas as diferenças... A luz se acende do lado de fora porque se o interruptor for colocado do lado de dentro pode causar curto-circuito, choques ou coisas do gênero. Nenhum problema ocorre com tomadas (todas 220v, by the way). Qualquer engraçadinho pode te deixar cagando no escuro, mas a real é que as pessoas não fazem isso por respeito. Uma casa de banho portuguesa pode até não ter uma "sanita" (vaso sanitário) mas aposto que terá um bidê, puta que pariu, quem usa saporra, só serve pra dar trabalho pra limpar... No banheiro está uma das coisas que as vezes me faz comprar uma passagem pra GRU: banheira. NINGUÉM usa banheira! Não entendo essa fixação que europeu e americano tem por banheira. Se fosse uma hidromassagem, ok, até justificaria ter uma banheira, mas não, as banheiras são daquelas simples, de fibra de vidro. Tomar banho é um tormento, você tem que entrar na banheira, centralizar o chuveiro (que não é fixo), se equilibrar num espaço de 40cm de largura, fechar a cortina (coisa nojenta, feia e brega) e aí sim tomar banho, quando sair tem que tomar cuidado para não sofrer um traumatismo craniano ao sair da banheira molhada. Graças à Deus, Alá e Maomé os portugueses estão se tocando que banheira é uma ignorância e substituindo por um simples box. As próprias empresas de material de construção já vendem o kit completo com serviço incluso. Pelo menos não usam carpete dentro do banheiro como os americanos.




Dizem quem as casas portuguesas são as menos preparadas para o inverno, que possuem vedação tosca e tudo mais. Há até uma classificação energética que diz o quanto um imóvel consegue reter calor e dessa maneira poupar custos com aquecimento, isso vai de A à F (se não estou enganado). Sei que o apartamento onde moro é "C", o que seria talvez um intermediário. As paredes esternas são duplas, possuem quase meio metro de largura, os vidros das janelas são duplos e as esquadrias são vedadas com borrachas e encaixes. É muito engenhoso para quem não está acostumado, eu mesmo precisei calafetar as janelas do meu primeiro apartamento no Brasil usando Durepoxi na tentativa em vão de diminuir a entrada de ar frio no rigorosíssimo inverno de 12º de São Paulo. Mesmo assim a tal janela tinha gaps de meio centímetro!!! A vedação térmica traz o "efeito colateral" de vedar o barulho e isso por si só é motivo pra me manter em Portugal! Tem uma obra na esquina de casa e o barulho chega tão abafado que não incomoda, à noite não se houve nada deixando silêncio suficiente pra ouvir o cachorro respirando no pé da cama. 

Ah, falando em isolamento térmico e acústico não poderia deixar de falar dos "estores", que nada mais são que aquelas persianas embutidas nas janelas. Morei num apartamento "de luxo" no Brasil que tinha essas coisas, adorava porque aquilo isola do barulho, da temperatura e da luz, deixando o ambiente um breu total durante a noite ou mesmo durante o dia. Ao chegar aqui percebi que todas as casas possuem isso! Meu Deus, que benção para o conforto.

Sou tão chic que os estores de casa são elétricos, rsrs!
Esse post foi mais uma brincadeira, uma maneira descontraída de mostrar algumas curiosidades sobre Portugal, espero que ninguém se ofenda e não venham com o mimimi de sempre: "Aiiimmmm Corey, isso não tem nada a ver com investimentos...". Se gostaram de posts assim, avisem, posso fazer mais com a mesma temática. Abraço!

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Ode ao Fim de Semana

Esse é um post tapa buraco, hoje era pra sair o esperado post sobre Empreender em Portugal porém fui lê-lo antes de programar a postagem e vi que estava uma merda. Dei umas viajadas na maionese, ficou todo desconexo, decidi cancelar... Terei que escrever outro do zero entretanto como hoje é sexta (na verdade é quinta a noite, mas deu pra entender né?!) e o fim de semana está batendo na porta não ia dar tempo. Aí veio a ideia de louvar o fim de semana, vocês entenderão o porquê logo abaixo.

Bia e eu trabalhamos a vida inteira nos fins de semana. E quando digo "a vida inteira" quer dizer "a vida inteira" mesmo, não é figura de linguagem. Trabalhar sábado, domingo e feriado é completamente normal aos comerciantes e nas profissões que Bia e eu nos formamos, logo sempre tivemos que trabalhar... Quando eu tinha as lojas trabalhava a maioria dos fins de semana para poder dar folga aos funcionários, como Bia também trabalhava, estava ok e folgávamos nos dias úteis. Na verdade haviam várias vantagens como não pegar filas nos lugares, pagar mais barato em churrascaria e cinema, balada mais vazia, etc. Trabalhar fim de semana na verdade nunca trouxe muito problema pra gente e sequer incomodava muito porém com certeza ao longo dos anos isso contribuiu muito para nossa dificuldade em manter amizades porque isso acaba com socialização, nunca entendemos o tal do "sextou" e a tal "depressão do domingo a noite", porque pra gente os dias eram todos iguais.

Pra falar a verdade, tenho a opção de trabalhar de sábado e domingo e se for, é muito bem pago, mas no geral não costumo ir porque cheguei numa fase que não preciso disso e descobrimos que folgar fim de semana é uma delícia!!! Isso pode soar estranho, afinal para a maioria das pessoas isso é normal, mas pra gente é novidade. O fato é que folgar sábado e domingo, ainda mais no verão europeu, é completamente diferente que folgar durante a semana, a vibe é completamente diferente.

O que quero dizer é o seguinte: valorize o fim de semana, você não faz ideia que uma grande parte da população não tem e nunca terá esse benefício. Há uma horda de gente que tem somente o tal "um domingo no mês", que não sabe o que é folgar de sábado porque é dia mais movimentado, essa gente tem muitas vezes que fazer mil tramoias de troca de folgas ou mesmo pagar um colega para ir ao seu lugar simplesmente pra conseguir ir à um casamento. Seja educado sempre, mas principalmente no sábado quando for ao McDonalds comprar uma casquinha, faça questão de sorrir e dizer um boa tarde para o atendente. O mesmo pensamento se aplica para aqueles que trabalham na madrugada, evite fazer barulho seja qual for a hora do dia, você nunca sabe se tem um enfermeiro tentando descansar às 3 da tarde, esse mesmo enfermeiro pode ter que cuidar do seu filho num plantão da vida... E não se esqueça que ter dois dias de folga seguidos é um luxo que muita gente também não consegue ter.

A idade vai chegando e tenho dado cada vez menos valor à tranqueiras materiais e muito mais valor à coisas singelas da vida, o fim de semana é algo divino, isso que alguém um dia inventou de trabalhar 5 dias e descansar 2 é fabuloso, bem mais que você imagina. Lave a boca com sabão antes de reclamar da sua rotina segunda à sexta das 9 às 18h...

Bom fim de semana à todos!!!

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Trazendo Cachorro para Portugal

Em 2013 escrevi um post sobre cachorros onde falei com sinceridade minha opinião sobre esses bichos, muita gente se sensibilizou e concordou comigo. Basicamente é o seguinte: amo cachorros, mais especificamente amo tanto meu cachorro que o trato como filho sim!!! Por outro lado não sou cego e consigo ver todas as limitações que ter um cachorro pode trazer em nossas vidas.

Quando Bia e eu estávamos planejando a mudança, jamais passou por nossa cabeça viajar sem nosso cachorro, isso era completamente fora de questão, tanto que um dos motivos de virmos para Portugal e não UK, por exemplo, foi devido ao cachorro. Cachorro de fora do UK praticamente não entra lá, então para entrar lá seria necessário que o bicho tivesse documentação européia, como não havia essa possibilidade antes de chegarmos na Europa, decidimos por Portugal que seria um destino onde ele entraria sem muitos problemas. Se decidirmos ir para o UK, agora tudo bem, meu cachorro já tem passaporte europeu e é permitido nas terras da rainha, mas somente se entrar via "terrestre" (via trem pelo canal da mancha) porque via aérea também não dá.

Tudo começou quando voltei da Itália após dar entrada na cidadania, Bia e eu não sabíamos ainda quando nem para onde nos mudaríamos porém como o processo de cidadania estava rolando as chances que a imigração aconteceria num futuro próximo eram imensas, maiores ainda eram as chances de virmos para a Europa que possui mais exigências para a entrada de animais que os EUA, por exemplo. Então decidimos iniciar o processo de legalização do cão como se fossemos para a Europa, melhor pecar pelo excesso.

Bia e eu estávamos mais ou menos a par do processo todo ao acompanhar grupos do Facebook (que é uma excelente ferramenta de informação, quando bem usado), porém decidimos não arriscar e contratamos uma empresa para nos ajudar no processo.

O primeiro passo foi a microchipagem. Na Europa é obrigatório que todos os cães tenham chip de identificação e para entrar aqui também.
Kit de aplicação do chip
O chip tem o tamanho de um grão de arroz e é inserido em baixo da pele do pescoço do cão através de uma seringa e agulha (foto acima) parecido com uma injeção. Dá dó e nitidamente dói, mas não tem outro jeito. O veterinário foi em casa aplicar o chip. Um leitor específico para esse fim lê os dados do chip que contém uma numeração e os dados do proprietário, como endereço e telefone. Posso trocar esses dados a qualquer momento, on-line.

Após a chipagem é aplicada a vacina de raiva. No meu caso o cão já estava vacinado porém foi necessária uma nova vacinação porque tudo antes da aplicação do chip é como se não existisse. A vacina é registrada no chip. Após 30 dias foi feita coleta de sangue para sorologia. Esse teste somente é feito por alguns laboratórios e demos muita sorte porque na ocasião somente a prefeitura de São Paulo era autorizada para fazer no Brasil (agora parece que há outro em BH), e vira e mexe eles não possuem material para fazer o exame (que é pago), sendo que nesses casos o sangue deve ser enviado para os EUA (!!!). O resultado demorou alguns dias para sair e deu tudo ok, a contagem estava dentro da janela necessária. A prefeitura emite uns documentos com validade internacional.

Próximo da data da viagem a empresa de assessoria nos enviou outro documento emitido pelo ministério da agricultura brasileiro onde constava as condições ok para o cachorro viajar. É com esse documento, chamado CZI (certificado de zoonoses internacional, ou algo assim) é que conseguimos embarcar.

Durante a compra das passagens efetuei também a compra e reserva do lugar do cão. Ele veio na cabine devido ao porte e peso. No dia do embarque apresentamos os documentos e tudo certo, embarcamos sem problema algum.

A viagem foi toda tranquila, ele não deu trabalho algum, também não comeu, não cagou nem mijou, deixou pra fazer tudo isso na sala da veterinária do aeroporto aqui em Portugal, onde os documentos são novamente analisados, paga-se uma taxa de € 40,00 e fomos embora. A veterinária me deu um documento que legalizava o cão por 60 dias (ou seriam 40?), após esse período eu deveria procurar a "junta de freguesia" (espécie de prefeitura) da região onde moro para fazer o "registo" (aqui se fala registo e não registRo). Foi o que fiz, paguei € 2,00 e o cão agora está totalmente legalizado no país por 1 ano, ano que vem tenho obrigação de fazer o registo novamente. Se não for registado o proprietário do cão pode ser multado

Na mesma semana que chegamos fomos à uma clínica veterinária onde vacinamos contra leishmaniose e vermifugamos contra doenças específicas da região. Aproveitamos para fazer o passaporte de animal de companhia que é o documento do cão caso vá para qualquer outro país da UE.

Seria meu cachorro um cidadão português, opá?
Todo o custo de trazer o cão pra Portugal, incluindo consultoria, vacinas, chips, exames, documentos, passagens, taxas, passaporte, remédios foi em torno de R$ 2.000,00.

Ter meu dog ao meu lado trouxe uma sensação de "estar em casa" desde o primeiro dia no país e confesso que foi um alívio deitar na cama naquele primeiro dia no país e te-lo do meu lado. Sempre rola um medinho de dar alguma merda durante a viagem, ainda mais com o meu que tem vários probleminhas de saúde, mas correu tudo muito bem

Num próximo post vou falar como tem sido a adaptação de ração, remédios e diferenças entre ter cachorro em Portugal e no Brasil. Abraço!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Empreendedorismo Remoto: É Viável?

Quem tem acompanhado o blog nos últimos meses deve ter lido o post onde comentei sobre o rebuliço que está dentro da minha cabeça. Desde que me mudei para Portugal tenho pensado muitas coisas novas, várias ideias malucas tem passado pela minha cabeça. É impressionante como mudar para o exterior pode abrir a cabeça de uma pessoa...

Uma dessas ideias era:
9- Formar um dream team com ex funcionários e parceiros, comprar lojas no Brasil e tocar aqui de Portugal, fazendo a parte administrativa e burocrática on-line, visitando as lojas a cada 3 meses. Parece loucura (e é) mas posso provar por A + B a viabilidade disso, ideia não descartada.
Pois é, a ideia parece e é maluca porém pode ser viável sim dentro de algumas circunstâncias. Primeiramente é preciso entender o contexto em que estou. A cerca de 2 anos vendi minhas lojas no Brasil, obtive um bom retorno financeiro dessas transações e jurei de pé junto que não voltaria à empreender tão cedo, vários leitores comentaram que duvidavam disso, achavam que à primeira oportunidade eu compraria outra loja para flipar. Foi meio o que aconteceu porém esse negócio não deu muito certo e perdi dinheiro*. Mais uma vez fiz juras que não empreenderia mais.

Porém o vírus-empreendedor uma vez contraído é de difícil extermínio. Não vou negar, o fato de ganhar um bom dinheiro em questão de meses ao fazer a flipagem de um negócio é extremamente gratificante, mesmo com todos os problemas inerentes que esse tipo de negócio traz. Por outro lado a ideia de fazer um buy-and-hold de comércio nunca me foi muito agradável, coisa essa que tentei somente uma vez, com minha primeira loja. Acredito que o principal motivo de não querer manter um negócio no longo prazo e focar apenas no ganho financeiro rápido foi justamente esse: a minha primeira loja. Foi nessa loja que vi a coisa feia, dívidas de 6 dígitos, trabalho de até 16h por dia, meses sem uma folga sequer, a sensação de quase quebrar, a sensação de tocar uma loja merda por não ter mercadoria suficiente... Enfim, acho que foi uma experiência traumatizante demais e que talvez até hoje não tenha superado. Isso tirou todo meu tesão em ser um comerciante "comum", daqueles que tem o comércio como fonte de renda e nem pensa em vende-lo.

Despertei para isso somente agora, tenho pensado muito sobre essa época, onde tudo estava dando errado e se não fosse o excelente ponto da loja, a economia do país em ascensão e a energia dos meus 20 e poucos anos eu estaria fodido até hoje. Por outro lado aprendi absurdamente com isso tudo que passei, uma vez que saí das dívidas não devi mais 1 Real sequer, meu patrimônio somente subiu e tudo fluiu. Tive e ainda tenho muita disciplina pra me controlar financeiramente. A conclusão que cheguei é que se eu empreendesse hoje com certeza faria muita coisa diferente, minha cabeça está bem diferente, aprendi muita coisa... tenho 50% de certeza que tenho preparo para manter empresas com a mentalidade buy-and-hold. Entretanto são os outros 50% que não me deixam sair por aí arriscando pra ver no que dá.

Tenho algumas pessoas que trabalharam comigo que são excelentes profissionais, a maioria deles está sub-utilizado por aí e tenho quase certeza que muitos deles me acompanhariam na empreitada de novas lojas caso os chamasse. Confiança é algo que se conquista e tenho certeza que consigo conquistar a confiança das pessoas com as quais trabalho por ser leal, justo, pagar bem e dar condições de trabalho acima da média. Você planta o que colhe, em tudo na vida, e com funcionários não é diferente.

Outra razão que me deixa balançado em recomeçar uma parada dessas são ideias "inovadoras" (não gosto desse termo, parece coisa de marqueteiro) que posso empregar no ramo de negócios que tenho experiência. Ter saído durante um período me faz olhar a coisa toda de fora e ver coisas que antes não imaginava existir. Na verdade o que penso em fazer não tem nada de inovador, é somente uma compilação de boas ideias que juntas podem dar certo dentro de um cenário propício. Como já disse várias vezes, pra empreender com sucesso não é preciso de muito: um ramo estável, nada de sazonalidades relevantes, pouca dívida, boas pessoas, estoque acima da média, bom atendimento, preços medianos. Não tem muito segredo.

Então o resumo da ópera seria comprar lojas, colocar meu "dream team" pra toca-las, empregar meus "novos" conceitos e tocar aqui de Portugal, fazendo toda a parte financeira, compras, pagamentos e demais burocracias usando a tecnologia disponível. Ir pessoalmente a cada 2 ou 3 meses para ver como estão as coisas. Parece impossível? Pode ser difícil, mas impossível não é. Eu mesmo já tive uma experiência digamos, rústica, disso em 2012/13. Cheguei a ficar 30 dias nos EUA e meus funcionários da época até hoje não sabem, rsrs!

Em primeiro lugar se eu contar essa ideia pra qualquer pessoa que conheço ela vai dizer que sou um louco e que "os olhos do dono é que engordam o gado". Já nem sei quantas vezes ouvi essa frase, 99,99% empregadas com toda convicção e verdade por pessoas que jamais empreenderam. Rapaziada, sinto informar mas isso não é necessariamente verdade.

Parto sempre do princípio que falcatruas internas irão acontecer e ponto final. Como disse no meu post sobre MFII, toda e qualquer empresa faz trambique e por trambique entenda maracutaias feitas pelos donos ou pelos empregados. Responda com sinceridade: se você é empresário, jura que jamais cometeu uma picaretagem? Se você é empregado, jura que jamais fez um corpo mole aqui, imprimiu um documento ali ou se apropriou de alguma coisinha??? Não precisa responder nos comentários mas já prevejo um monte de santos dizendo que "não, Corey, jamais fiz nada disso". Tá bom... O que o empresário tem que se preocupar não é se o funcionário está roubando (isso não é uma questão de "se" e sim de "quanto") e sim se o que o funcionário está roubando está prejudicando o dia-a-dia da empresa. Percebe a diferença? É uma questão de alocação de energia. Brother, você já teve a oportunidade de estar dentro de uma empresa grande, com várias filiais, onde o dono (ou diretor, ou CEO) faz visitas de ano em ano? Você sabia que mesmo no começo do WalMart, quando haviam poucas lojas, Sam Walton quase não fazia visitas? Ele se preocupava em pôr as pessoas certas para tocar as lojas, suas visitas eram em cidades com potencial para receber lojas novas e não em lojas estabelecidas onde gerentes eram pagos para dar lucro e permitir a expansão.

Se eu tocar um projeto desses minha preocupação no sentido de evitar fraudes será algo mais preventivo, coisa que a tecnologia atual ajuda absurdamente: câmeras, softwares de controle, pagamentos por meios digitais crescentes, etc. Ferramentas antigas também são extremamente úteis: cliente-oculto, auditorias, visitas surpresas, balanços terceirizados... Existe custo nisso tudo? Claro, mas faz parte do jogo.

Quem disse que o "olho do dono" é super poderoso à ponto de fazer o gado crescer? O que engorda o gado é a qualidade do pasto, as vacinas e consultas veterinárias em dia, o manejo correto... O máximo que o "olho do dono" faz é ver se estão plantando a grama certa, se o veterinário está fazendo o trabalho corretamente e se o estábulo está sendo limpo com frequência. Essa ideia de dono presente, assim como o mito do capital de giro são ideias ultrapassadas, coisas de quem pensa que "aluguel é dinheiro jogado fora". Muita calma nessa hora, não é bem assim... Você sabia que nos EUA existe um modelo muito adotado por franquias chamado de "absentee owner"? Isso nada mais é que uma empresa cujo modelo de negócios é pensado justamente para ser tocado "sem o dono". Vamos ser francos, você, comerciante, pode até se virar em todas as frentes da sua empresa (assim como eu sou capaz) mas não será expert em todas, será mais como um pato que nada, voa e anda mas não faz nada direito. Ao empreender temos que ser racionais, saber delegar, escolher e pagar bem pessoas boas para as mais diferentes funções, não tentar fazer tudo pra economizar alguns trocados e no fim fazer tudo nas coxas. Muitas vez o tal olho do dono mais atrapalha que ajuda (e esse é um dos motivos pelos quais muita gente quebra).

Sinceramente não sei se encaro o desafio, porém é algo que faz cócegas sim! Existem muitos fatores para um negócio desses valer a pena, mas basicamente seria o seguinte:

1- Alavancagem máxima. Pode parecer estranho um cara que afirma de pé junto que dívida é coisa do demônio e que não existe dívida boa dizer que deseja alavancar um negócio, porém nunca tentei ser coerente, coerência engessa as pessoas. No meu ramo é possível sim alavancar praticamente 100% de um negócio, infelizmente não posso explicar como funciona porque cada negócio é único, mas a possibilidade é real. Alavancar permitiria a criação de valor a partir do nada. Se eu comprar um negócio de R$ 300.000 alavancado, após o período de pagamento terei o negócio (valendo mais ou menos que os R$ 300.000) em mãos e ao contrário de um financiamento imobiliário, por exemplo, o negócio se auto-paga, logo é sustentável.

2- Pessoas corretas. Para tocar um negócio desses tenho que contar com a ajuda de pessoas de confiança, que acredito serem capazes de fazer a coisa toda andar sem papai ficar no pé. Como disse, conheço algumas pessoas assim, mas nada garante que conseguiria traze-las no momento oportuno para meu lado.

3- Porte decente. Não adianta comprar uma lojinha que no frigir dos ovos vai me deixar mil reais. Em virtude do modelo de negócio sei que a rentabilidade não seria a mesma que de um negócio "normal" onde eu trabalhasse no dia-a-dia e acabasse por substituir algum funcionário. Sou capaz de fazer qualquer função dentro das lojas, logo sirvo de Severino Quebra Galho e o simples fato de estar perto já tira a necessidade de alguns funcionários, o que representa uma boa diminuição de despesas. Como isso não é possível, a despesa é sim maior, logo pra conseguir sobrar algum no fim do mês é necessário um faturamento mais expressivo.

Esses 3 critérios devem ser obrigatoriamente atingidos para começo de conversa. Como pode perceber não é tão fácil assim, logo isso dificulta ainda mais a viabilidade da coisa. Porém, vai que os astros se alinham... Já vi cada coisa acontecer...

Me comprometo com uma coisa que pode ser revolucionária na internet brasileira, quiçá mundial. Se entrar num negócio desses, prometo esmiuçar o dia-a-dia aqui no blog, com números e tudo, como jamais foi visto em site algum (se você conhece algum site com conteúdo assim, por favor poste nos comentários que estou curioso para ver).

* Sobre a loja fracassada: minha esperança do comprador ter mais sucesso que eu se revelou certeira. Felizmente a pessoa está indo relativamente bem, está estabilizando as contas e a loja exibe um crescimento tímido porém concreto. Vejo ajudando-o na medida que posso com o dia-a-dia da empresa e felizmente está dando certo. Menos mal...

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Receitas e Despesas Julho/2018

Vamos logo aos números, depois conversamos:


Acredito que julho será um bom espelho da média das minhas receitas e despesas aqui em Portugal. Mesmo apesar das férias Bia e eu tivemos um bom salário, destaque para algumas horas extras que fiz (17 no total) e um segundo trabalho que Bia arranjou unindo um hobby à uma fonte de renda (Seria um hustle? Mesmo eu que curto usar termos gringos não consigo engolir hustle, prefiro chamar de "bico", mas bico em Portugal é outra coisa, então chamo de "biscate", mas bicaste em São Paulo é outra coisa, rsrs!).

Gastamos menos que o imaginado mesmo tirando alguns dias de férias na praia. O Airbnb foi pago com bônus do próprio Airbnb e por algumas milhas que vendi, portanto não computei essa despesa (em torno de € 170). As demais despesas da viagem como gasolina, pedágios e alimentação estão inclusas nos valores da tabela.

Em julho atingimos o break-even com folga, até deixamos uma boa beirada de sobra. Respondendo alguns questionamentos, não investirei dinheiro proveniente da minha renda. Já não ia investir, agora com o falecimento do VdC não vou mesmo! O valor da minha carteira de investimentos no Brasil está mais que satisfatório, ainda tenho dinheiro para receber da venda das lojas e o resto os juros compostos podem fazer. Não haverá aportes provenientes dos nossos salários, o que ganhamos é para ser gasto de alguma forma, já atingi um ponto na vida onde posso fazer isso.

Em julho infelizmente não consegui trazer os € 1.500,00 do Brasil conforme planejado. Fato esse devido à uma bucha que precisei pagar das minhas ex lojas (problemas com documentação, licenças e outras buRRocracias dos quais já sabia que ia ter que pagar algum dia), paciência, essas coisas acontecem... Paguei essas despesas com a renda passiva e pouco sobrou para trazer para Portugal, sendo assim trouxe somente R$ 900,00 (€ 194,00) que é o que recebo de aluguel do meu primeiro apartamento (na verdade recebo R$ 1.000,00 mas deixei R$ 100,00 para formar um colchãozinho em BRL). Costumo considerar esse valor como uma espécie de "auxílio-moradia" porque caso ainda morasse nesse apartamento, não estaria recebendo esse valor, portanto sempre uso esse dinheiro para "abater" do aluguel que pago onde moro (porém na tabela o valor está integral).

Esse mês dei a última dose da vacina de leishmaniose no cachorro e também tive que comprar pipetas anti-pulgas. Mês que vem tenho que dar as vacinas anuais e inclusive a de raiva que não posso atrasar de jeito nenhum para não perder a sorologia, também precisarei comprar tapete higiênico e ração. As despesas com pet nunca tem fim, pense trocentas vezes antes de arrumar um... Também gastei dinheiro em farmácia, coisa bem rara de acontecer, mas foi necessário porque tive dores devido ao trabalho (passar de quase sedentário para peão nem sempre é fácil).

Não estou indo todo dia de carro para o trabalho, arranjei um esquema de "boléias" (caronas) onde cada um leva o carro uma semana, vamos em quatro, logo vou dirigir somente uma semana por mês. Esse fato barateou minhas despesas com transporte durante o mês, sendo que quase todo o deslocamento foi feito em viagens, fui para a praia mas também para a Espanha e para uma cidade participar de um festival de música. Meu carro continua bizarramente econômico, chegando a fazer 22km/L de gasolina, isso para um carro de 150.000 km, 16 anos de idade e com manutenção porca é muito bom! Rodei mais de 2.000 Km em julho.

Nosso gasto com vestuário foi absurdo! € 57,00 em roupa é algo sem precedentes em nossas vidas (tirando quando vamos aos EUA), mas Bia comprou tênis, saiu com 5 sacolas da Zara e ainda comprou outras roupas na loja Chinesa e na feira semanal da cidade onde também comprei um chinelo tipo Havaianas por € 1,00.

Verão está cortando giro em 14.000 RPM, nesse exato momento são 19:49 (1/8/18) e está 32ºC! Previsão de fucking 42ºC para o fim de semana. Bia quer ir tomar sol na piscina pública da cidade (€ 2,00 por pessoa) mas acho que prefiro ficar em casa moscando no sofá, com o ar condicionado ligado e um pack de Sagres gelado do lado...

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Identidade de Blogueiro

De vez em quando surge algum idiota metido à sabichão que diz ter descoberto a identidade de algum blogueiro, de vez em quando isso realmente acontece. Essa semana recebi 3 comentários de "revelações", então decidi escrever um post sobre o que penso a respeito.

Assim como eu, a maioria dos blogueiros prefere manter a identidade em sigilo por diversos motivos, sendo que a segurança é o principal deles. Outros não se importam em revelar seus nomes verdadeiros. Seja qual for a opção da pessoa, é necessário respeita-la, simples assim.

Especular sobre a identidade de um blogueiro, dizer que fulano usa óculos, mora Itaquaquecetuba e dirige um Ford T 1929 é pura idiotice. Ninguém, absolutamente ninguém ganha porra nenhuma com esse tipo de coisa, muito pelo contrário, só se perde. Se um blogueiro é descoberto, qual a primeira atitude? Exclui o blog! Então de uma hora para outra toda aquela avalanche de informação, troca de ideias e tudo de interessante que um blog pode conter se perde para sempre, são muitas vezes ANOS de trabalho gratuito que ajuda trocentas pessoas que se perde por pura idiotice de um figurinha metido à Sherlock Ao mesmo tempo a pessoa fica exposta e dificilmente irá retornar à internet da mesma maneira.

Entenda que 99% dos blogueiros não ganha merda nenhuma com os blogs, os blogueiros são ativos pelos mais diversos motivos mas normalmente não são financeiros. Recomendo a leitura do excelente post do nosso amigo Frugal aqui, nesse post ele diz exatamente isso que estou tentando dizer: a blogosfera é grátis, feita por pessoas que se dispõem a gastar seu tempo ajudando outras que sequer conhece. Já parou pra pensar que coisa preciosa é isso nos dias atuais onde só se vê gente passando a perna em outra?

Você acha justo acabar com isso? Espero que não! E para que isso não acabe pare de tentar descobrir identidade de blogueiro, arrume outro passatempo, vá aos Xvideos, ande de bicicleta, sei lá... E você blogueiro, peço que modere esse tipo de comentário, exclua imediatamente, não alimente esses trolls tão destrutivos.

Por mim já deixo uma mensagem bem clara: se um dia for descoberto excluirei o blog e jamais voltarei. Sei que tenho muito material legal aqui no blog e sei que ajudei e continuo ajudando muitas pessoas, mas quero ter o direito da privacidade garantido e acabar com esse espaço é minha espécie de "punição à humanidade" por ferir esse direito. Como sempre os bons pagam pelos ruins.

Sexta sai o fechamento de receitas e despesas de julho. Abraço à todos!
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