quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Empreendendo com Simplicidade

Um assunto muito interessante surgiu no meu último post. Um leitor perguntou como faço pra viajar se tenho empresas e devo permanecer de olho nelas, outros abordaram a questão de indicadores que podem ou não ser úteis na administração de um negócio. Hoje vou destrinchar um pouco mais esse assunto...

Sei que as vezes sou meio repetitivo, mas serei novamente hoje. Sou minimalista, tento levar tudo na minha vida da maneira mais simples possível, partindo desse princípio vou esmiuçar algumas opiniões que tenho sobre administração de empresas.

Deixar a empresa na mão de funcionários e viajar: nunca tive problema com isso, não tenho o menor apego com minhas lojas, nunca tive. As lojas são somente algo que me trazem dinheiro, mais nada. Ter loja não me traz prazer algum, não me desenvolve como profissional (muito pelo contrário, na última década abandonei minha profissão de verdade em prol de ganhar dinheiro com lojas), não tenho um "propósito", uma "missão" com minhas lojas, não quero transformar o mundo, melhorar o dia-a-dia das pessoas, nada disso. Eu só quero dinheiro, ponto final. Logo não vejo razão alguma em ficar com ciuminho, mi mi mi com minhas lojas... Se um funcionário fizer uma cagada, foda-se, se um funcionário me roubar, foda-se. Ter empresa é aprender a enfiar dinheiro no orifício corrugado, diariamente você perde dinheiro: impostos que você nem sabe o que está pagando, mercadoria que você perde por vários motivos, taxas e mais taxas, etc. Logo se eu perder um pouco porque meu funcionário me roubou estou cagando e andando... Não vale a pena esquentar com isso, não há controle absoluto sobre isso. O máximo que consigo fazer é tentar selecionar pessoas que aparentemente são honestas, manter um ambiente de trabalho que favoreça o funcionário e pagar um pouco acima da média, coisas que podem desestimular fraudes (veja, eu disse desestimular e não eliminar). Você acha que as grandes empresas fazem muito diferente disso? Já estive por dentro de uma empresa assim e sei que não muda muito, quem quiser roubar, vai roubar! Você acha que se o Sam Walton se preocupasse tanto com roubo de funcionário o Wal Mart seria o que é hoje? Então porquê caralhos eu vou esquentar com isso?

O outro assunto, os indicadores da saúde da empresa, aquelas siglas bizarras que os colegas investidores em ações sabem de cor e salteado e que eu não sei porra nenhuma. Não sei calcular, não sei o que são e pra que servem e mesmo assim minhas lojas sempre me deram lucro. Por quê? Essa é uma pergunta que vou tentar responder de forma simples: Porque não preciso! Esses dados são totalmente irrelevantes pro dia a dia de uma loja do varejo. Na minha opinião tudo o que você precisa pra ter sucesso no varejo é:

1- Um ramo "comum", ou seja, ter uma loja de algo que todo mundo compra, o pobre, o rico compra diariamente ou mensalmente, nada sazonal, nada revolucionário, nada inovador. Você não precisa reinventar a roda! Claro que seu o seu aplicativo pica das galaxias for descoberto pelo Google você ganhará quatrilhões de dolares mas qual a chance disso acontecer? E qual a chance de ter sucesso vendendo carne, batata, remédio, gasolina? Entende?

2- Um ponto que presta. Não adianta montar sua loja no meio do nada, no meio de uma vila sem comércio algum por perto, num lugar sem vaga de estacionamento, sem visibilidade, sem acessibilidade, etc. Não adianta pagar um aluguel barato se o ponto é um bosta.

3- Empresa deve ter lucro. Esse negócio de ter lucro negativo é coisa de empresa aérea e não consigo entender como conseguem. Sua lojinha deve dar lucro desde o primeiro dia, se isso não acontecer seu negócio não dará certo. Se você vende um produto por 10 reais ele deve custar 10 reais ou menos. Parece óbvio, mas tem muita gente perdendo dinheiro por aí na ilusão que queimar um produto vai trazer cliente, visibilidade or whatever. Esqueça, isso é tiro no pé. Se você não consegue manter uma margem de lucro decente porque seus concorrentes queimam mercadoria, retire-se do local ou mesmo saia fora do negócio.

4- Sua venda deve ter volume. Não adianta ter uma rentabilidade de 90% se você vende 1000 reais por mês. Se sua loja não tiver um volume decente de vendas não vai pagar aluguel, não vai pagar funcionários, impostos e muito menos seu pro labore. Vejo um monte de lojinha de 5, 6k de venda mensal sendo vendida. Porra, como você vai sustentar algo assim que na melhor das hipóteses vai te deixar 3, 4k BRUTO?!?!

5- Por último e mais importante: você deve saber um mínimo de matemática. Sim, matemática, aquela de primário (no meu tempo era primário), aquela matemática realmente útil que você aprende na escola até a 3ª série (depois disso só aprende coisa inútil pra encher linguiça). Você precisa saber somar, subtrair, multiplicar, dividir, fazer conta de porcentagem e mais nada. Lembre-se que você usará uma calculadora ou planilha pra fazer as contas propriamente ditas mas deve conhecer e entender como chegar no resultado desejado. Mais uma vez parece óbvio, mas conheço muita gente que não sabe isso, não tem noção de matemática básica, conheço gente que não conhece dinheiro, isso mesmo, parece não conhecer as cédulas e moedas (como acontece conosco no exterior). É amigos, o mundo está bem pior do que você pensa....

6- Trabalhar com dinheiro dos outros é coisa de empresa gigante, pobrões como nós trabalhamos com capital próprio SEMPRE. Acredite, 99% das empresas familiares, das pequenas redes de varejo e dos independentes de sucesso não usam dinheiro emprestado, eles crescem organicamente com auto-financiamento. Repense o lance de "dívida boa"...

Grande parte dos comerciantes de sucesso são semi-analfabetos mas eles são espertos o suficiente pra ter empresas de sucesso. Por quê?  A cautela e medo de fazer merda os fazem crescer melhor, todos eles seguem os 6 passos que relatei acima. O resultado são pequenas redes de mercadinhos regionais, farmácias de vila, bares e lanchonetes que bombam na mão de seus criadores e quebram quando caem nas mãos dos filhos formados na FGV com MBA na Casa do Caralho... Por quê? Porque eles querem goumertizar o negócios de seus pais e acabam fazendo merda. O jeitão tosco e simples dos velhos, que 100% das vezes nem sabem ligar um computador e fazem sua contabilidade na caderneta ou papel de pão SEMPRE dá certo.

Resumindo: sou militante pela desgoumertização da administração de empresas!

108 comentários:

  1. Minha opinião é que aqui no Brasil administrar empresas deve ser muito difícil. Já ouvi que "o governo é contra o empreendedor/lojista".

    Você deve ter nervos de aço e muita paciência hehehe

    Boa sorte.

    Ah, outra coisa: você disse que "não tá nem ai" se te roubarem, não tem apego nenhum etc. Eu sou um desses, eu trabalho para viver e não o contrário. Vou lá, cumpro meu papel e meu horário e tchau!

    Valeu corey. Considerações ótimas como sempre.

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    1. Sim, empreender no Brasil é osso, tenho contato com comerciantes dos Eua e Europa e parece que lá fora é tudo mais simples.

      Isso, sem apegos bestas que são atraso de vida.

      Abraço

      Corey

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  2. Acho legal esses posts que falam sobre mercado de trabalho e empreendedorismo, principalmente quando são feitos por pessoas que vivem da área descrita e não por estagiários de jornalismo que na maioria das vezes não entendem nada do que estão pesquisando.
    Pena que na "finasfera" esse tipo de post anda meio escasso.
    Mas enfim... Você citou que uma empresa deve ter uma determinada margem de lucro, como você fez ou faz pra concorrer com quem queima mercadoria? Já possou por isso?
    Por fim como você determina a margem de lucro no preço dos produtos que vende?

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    1. Infelizmente temmuita merda na Internet, como vc disse devem ser escritas por pessoas que não fazem ideia da realidade.

      Já passei por isso sim, em algumas situações meus diferenciais serviram e a empresa prosperou mesmo sendo mais cara que a média. Em outra oportunidade não foi tão fácil e simplesmente sai fora antes de ter prejuízo, não ganhei mas tb nao perdi. Falarei mais sobre isso...

      Meu preço é determinado pelo mercado porém sem queimar mercadoria. Minhas lojas sempre tiveram rentabilidades altas justamente por isso.

      Abraço

      Corey

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  3. Corey,

    Ótimo texto!

    Abraço!

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  4. Grande Corey, bela postagem.
    Não tenho experiência como empreendedor (a única coisa que fiz próximo disso foi comprar umas coisas da China e revendê-las pelo mercadolivre quando o dólar estava mais em conta), mas acredito que se o empresário manter-se longe das dívidas e se preocupar em ter receita maior que as despesas, isso é 90% do trabalho. Claro que o que eu disse é óbvio, mas é um óbvio que a maioria dos que quebram não fazem.
    Sobre o item 5, concordo e digo que se aplica também no mercado de ações. Sou da opinião que se a pessoa entende de matemática básica e porcentagem, ela já tem condições de investir em ações sem precisar reinventar a roda.
    Abraços e sucesso

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    1. Fala AdP!

      "a única coisa que fiz próximo disso foi comprar umas coisas da China e revendê-las pelo mercadolivre quando o dólar estava mais em conta" - aqui vc já fez o que grande parte das pessoas não faz e quebra a cara: identificou um momento difícil e parou com seu negócio. Muita gente fica dando murro em ponta de faca, perdendo dinheiro e quebra a cara.

      É tão simples e óbvio que parece mentira, mas é verdade! É focar nas receitas, manter despesas baixas e pronto.

      Abraço!

      Corey

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  5. Recentemente bateram no meu carro e fui fazer orçamento pra arrumar.
    Fiz em 2 locais
    O latoeiro gourmetizado quer R$960,00 pra arrumar
    O latoeiro da vila quer R$390,00 pra fazer o mesmo servico

    Eu vi o trabalho dos 2 e não notei nenhuma diferença, todos ficam bons.

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    1. Pois é, e não vai vc pensando que a oficina chic paga impostos certinho, etc... Não é nada disso, o cara tem que cobrar mais caro pq provavelmente tem aluguel caro e outras despesas que o cara da vila não tem. Esse atrai o público que não bota fé no vileiro só pq a oficina do cara é suja...

      Abraço!

      Corey

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  6. Fala Corey, excelente post.

    Presto serviços por conta, e informal, mas sempre tive vontade de ter um comércio.

    A dinâmica é outra, e espero abrir até o final do ano. To pensando numa farmácia, ramo totalmente diferente do meu atual.

    O que me deixa pensativo, é trabalhar finais de semana.

    Abraço!


    Att,
    Pretorian

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    1. Fala Pretorian!

      Farmácia é um dos ramos que se enquadra no que disse sobre comércios normais, sem contar que é um setor que vem crescendo mesmo com crise porém é um setor especializado, se vc não é do ramo vai apanhar e ficar refém de funcionários, funcionários esses que não possuem treinamento simples (o cara não aprende o serviço em 1 semana), portanto é um negócio delicado...

      Se trabalhar finais de semana te deixa pensativo vc deveria pensar mesmo em não empreender, rsrs (desculpe a sinceridade mas dificilmente o varejo fecha de fds...)

      Abraço!

      Corey

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    2. Na minha cidade o que não falta é farmácia, uma ao lado ou de frente da outra. Mas são só umas 4 grandes empresas, elas concorrem ferozmente entre si próprias. Alguns lances chegam a ser bizarros, você encontra umas 10 farmácias num bairro só...

      Acho que é um ramo, pelo menos na minha cidade - não sei se em outras acontece do mesmo jeito -, que não é de fácil acesso a empreendedores anons...

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    3. Pois é. No momento ja empreendo no meu escritório, mas como é um trabalho sob encomenda, quase não existe ociosidade. Quando tenho que trabalhar fds, é mais tranquilo pois sei que é pra finalizar um serviço.

      Penso no tédio de ficar sábados esperando clientes entrarem na loja.



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    4. Aqui na minha região vejo uma expansão maluca das redes de farmácia, onde tem uma a outra logo caça um ponto próximo. Tb não vejo muita brecha pra empreendedor individual já que é um negócio que exige alto investimento.

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    5. Geralmente o tédio de esperar cliente acontece durante a semana e não no sábado. Tive uma loja que o movimento de domingo era o dobro de um dia de semana...

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  7. Como vc determina um pró labore?

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    1. Da maneira mais simples e temerária possível (crianças não façam isso em casa, ok?): meu pro labore é tudo que sobra após pagar as despesas.

      Não é o correto, mas é assim que sempre fiz.

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    2. depois que a loja tiver cheia poem tudo no bolso kkkk

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    3. Queria montar pontos, seja de lojas ,lava rápido pegar uma autorização de comercio de calcada na prefeitura, bar ,mercearia ,sei la qualquer coisa e depois vender o comercio isso sem vender minha matrizinha que vem dando certo a 2 anos e traz o arroz feijão , oque acha ?converso com muita gente que já quer ter o negocio rodando fornecedores na porta ,minha intenção e vender essas pessoas que não querem ter o trabalho inicial

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    4. E o capital para abrir novas lojas?

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    5. Soldado, é exatamente isso que tenho feito, sim as pessoas querem um negócio rodando e isso é muito lucrativo. Estou preparando um post sobre isso, aguarde...

      O capital pra abrir novas lojas vem delas mesmo, mas se precisa coloco dinheiro próprio.

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  8. Desgourmetização de empresas, falou tudo, o empreendedorismo de capa de revista é muito mais marketing do que resultado, a molecada de hj em dia que quer ser dona do próprio negócio quer replicar a trajetória dos gigantes sempre... nada contra ter ambição, mas é bom essa galera aprender primeiro a fazer o próprio orçamento doméstico e pagar o cartão de crédito em dia rsrs...
    Abraço!

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    1. Comentário perfeito,não tenho o que acrescentar! É exatamente isso que vejo acontecer...

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  9. Corey,


    Pois é. Este mercado gourmetizado é comum na Europa e em alguns lugares da América do Norte, mas em terras de terceiro mundo, coisa de luxo.

    Por falar na Europa, não é estranho encontrar vários pequenos negócios gourmet. Até acho interessante devido à valorização do espaço - esses negócios funcionam em estabelecimentos de arquitetura refinada - e da qualidade dos produtos, pois há comerciantes que vendem produtos únicos, sejam eles canivetes, bebidas artesanais, selos, livros, roupas antigas, vinis, queijos e etc.

    O porém desse arranjo, como já falei num parágrafo anterior, é que ele se destina a um mercado com consumidores de alta renda, capazes de consumir esses bens "especiais", situação comum a vários países de primeiro mundo. Enquanto que, em nosso país, isso pode ser encarado, na maioria das vezes, como uma elitização de mercado, coisa que só funciona com empreendedores dispostos a investir muita grana e a pagar muitos impostos e taxas para expor seus produtos ao pessoal de classe média alta.

    Lembro-me de uma barbearia gourmet, ao estilo americano dos anos 50, em que o dono tinha revelado que gastara coisa de R$200.000 só nos seis primeiros meses, e que gastaria ainda mais R$150.000, e tudo isso estava em seu planejamento. O corte de cabelo simples era, o mais baixo, pouco mais de 30 reais. Aí ele dizia que o diferencial de sua barbearia era o clima macho do lugar, com bebidas disponíveis à compra, TV com canais esportivos - acho que estava na ESPN, no momento - e o designer dos equipamentos e arquitetura do lugar, com tudo muito clássico, bem ao estilo anos 50.

    Daí nós pensamos, quem está disposto a pagar 30 pilas por um simples corte de cabelo? Sem contar que quanto melhor o cabelo ou a exigência de corte, bem mais caro o preço do serviço.

    Enfim, gourmetizar algo só funciona em alguns casos diferenciados, não para a maioria das empresas.

    Abraço!


    Anderson

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    1. Queria saber como ela vai pagar 350k com cortes de cabelo de 30 reais, o cara tá querendo imitar barbearias comuns dos EUA gastando uma nota, barbearia é algo que vale mais a rapidez no atendimento, o corte bem feito e fiel ao pedido e sala de espera confortável do que essas viadagens.
      Na minha cidade mesmo tem uma nesse estilo, mas que você demora 3 horas(literalmente) pra ser atendido, o que adianta então toda essa estética?

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    2. Negócio gourmet costuma dar muito certo se o público alvo for o correto. Não adianta montar barbearia afrescalhada em periferia, não vai vingar por diversos motivos: cliente não está disposto a pagar o premium, ambientes sofisticados tendem a afastar clientes mais simples, etc... Por outro lado em locais mais sofisticados as pessoas estão dispostas a pagar mais por algum diferencial, se sentem atraídas por ambientes sofisticados e são menos vulneráveis a crises.

      Garanto uma coisa pra você: é mais fácil sobreviver com um comércio gourmet bem estruturado e no lugar certo que com um equivalente pro povão.

      Abraço!

      Corey

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    3. Então, Corey e Anon,


      Ele tem essa barbearia localizada num dos bairros mais valorizados do estado, TOP3. É a única no local, e está rodeada de negócios gourmet – bares, joalherias, boutiques, restaurantes, alfaiates e etc. Só aparece gente de dinheiro.

      O caso dele tende a dar certo, mas é aquela coisa, há uma série de fatores interligados para que esses negócios venham a dar certo, como o Corey falou.

      A barbearia vive cheia, aparece desde coroas aposentados a homens na faixa dos 40-50 anos e jovens. É um estabelecimento grande, com a área de corte e área de bar - com TV ligada a canais esportivos e mesa de sinuca.

      O negócio está virando um point, já.

      Mas, tornando a falar do arranjo, isso só funciona no lugar certo, e com investimento "certo". Tem gente que tenta gourmetizar uma loja que deveria ser simples, daí acaba gastando muito e não tendo retorno, ou ainda tenta criar um negócio chique num bairro periférico ou sem sal, outro erro.


      Abraço!



      Anderson

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  10. Corey, tenho 22 anos e esse ano vou iniciar um curso de Téc. Adm pelo Senac e estava pensando em fazer um curso de conserto de celulares. Você acha que pode ser uma boa? Resolvi deixar a faculdade para depois, do jeito que as coisas estão, vou me formar e ficar desempregado

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    1. É uma boa, principalmente apple. Donos de iphones fazem de tudo pelo celular. É igual criança pequena.
      Quebrou e precisa consertar? Paga
      Lançou novo modelo? Compra
      É bizarro, porém lucrativo!

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    2. Não sou o corey mais creio que posso te ajudar também.

      Acho seu plano extremamente válido e promissor, e se encaixa nas necessidades do dia a dia de um cidadão comum, ninguém mais fica sem celular hoje, e quem quebra a tela geralmente vai correndo pra arrumar.

      É uma loja que apesar de necessitar de um ponto no centro ou em outro lugar bem localizado, não pede um grande espaço, apenas um quartinho com um balcão na porta e uma bancada de trabalho no fundo.

      Algo que eu considero crucial para esse tipo de negócio é um estoque de peças dos principais celulares, porque foi se o tempo que as pessoas aceitavam esperar 1 semana pra arrumar o celular, eu moro em uma cidade do interior e o cara arrumou meu celular que tinha dois defeitos, na mesma hora, o que pra mim foi um puta diferencial, fiquei lá sentado tomando um cafézinho e em questão de minutos peguei o celular e paguei. E além de ter peças dos principais celulares estocadas na loja, você tem que conseguir peças dos celulares menos comuns de um dia pro outro de preferência, pra pessoa deixar o celular de manhã na loja e pegar na outra manhã.

      Recomendo também trabalhar em horários menos comuns, como a noite ou nas horas de almoço, porque temos que considerar que a hora comercial é quando todo mundo está preso no trabalho também, então pra atender esse público você precisa trabalhar a hora que eles não trabalham, a noite é meio puxado, mais eu recomendaria fortemente trabalhar na hora de almoço e parar pra almoçar lá pelas duas ou almoçar antes lá pelas 11 pra poder pegar esse gap onde as pessoas estão livres.

      Isso é meio óbvio mas vale ser mencionado, você tem que passar cartão, recomendo a moderninha pro(aquela que emite a notinha, acredite, tem pessoas que fazem questão daquele papel, porque elas controlam as finanças através dele).

      Não se preocupe em vender celulares, porque você não conseguirá bater o preço das grandes redes de loja, venda apenas aqueles básicos de teclado das antigas que custam 100 reais pras tiazinhas, e mesmo assim tenha uns 3 apenas, porque a saída não é tão grande.

      Faça o curso, mas compre também vários celulares usados para treinar neles, o curso te dará a teoria e pronto, a prática você tem que pegar no dia a dia, só que você não poderá se dar ao luxo de estragar o celular de um cliente, por isso aprenda em celulares velhos ou sucatas antes.

      Use dos conceitos que você aprenderá no técnico, mas não gourmetize como o corey disse, mantenha simples.

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    3. O anônimo acima já deu todo a capivara do negócio mas vou fazer algumas observações:

      Não sei como é esse ramo de conserto de celular mas me parece meio saturado sem contar que grande parte das pessoas simplesmente não arrumam e sim compram novo (eu, inclusive). Me parece que o público alvo dessas oficinas de celular é o pessoal que não tem grana mas mesmo assim tem iphone e androids de 2k (grande parcela da população, by the way) então não sei como seria isso...

      Tem que analisar o fator tempo, uma assistência técnica assim depende 100% de você que pode tanto ficar ocioso ou sobrecarregado e não dar conta do serviço.

      Sobre esquecer a faculdade e buscar algo que te de dinheiro sou o primeiro a apoiar.

      Abraço!

      Corey

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    4. O fator tempo realmente é algo a se considerar, provavelmente você terá que arrumar o celular na hora pro cliente, e os casos mais complexos terá que consertar de noite pra entregar no outro dia.

      Não se desanime por isso, já que nenhum negócio começa fácil mesmo.

      Anon 9:02

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    5. Muito obrigado por todas as respostas, Corey e anônimos! Creio que seja um mercado um pouco saturado mesmo, mas também penso em fazer outros cursos , como consertos de notebooks e tablets, macbooks e imacs entre outros para dar uma ampliada no meu serviço.

      Anôn 09:02

      A questão do estoque e do horário noturno são pontos muito interessantes.
      Muito obrigado pelas dicas!

      Abraço a todos!

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    6. Aproveitando o assunto.

      Outro diferencial é você ter um motoboy (pode até ser terceirizado) para buscar e levar os aparelhos. Quanto maior for a cidade maior a procura por esse serviço extra. Afinal, ninguém quer perder tempo e ir até o seu local.

      Abçs!

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  11. Interessante você dizer que não quer melhorar o dia a dia das pessoas, mas é exatamente isso que faz. Como? Atendendo os próprios interesses e, pra isso, tem de fornecer algo que as pessoas querem. O pai da economia moderna já falava disso.

    O engraçado é que alguns que dizem quererem melhorar o dia a dia das pessoas, transformar o mundo etc, geralmente não estão fazendo e, possivelmente, estão sugando a sociedade ou sendo papagaio de quem suga. E nem se dão conta disso (alguns sabem). Uma perfeita ilusão.

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    1. Sim, concordo, mas isso não é uma preocupação minha, não fico vomitando isso por aí, quero mesmo é ganhar dinheiro!

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    2. Exatamente, anônimo!

      A gente melhora o mundo pensando em nossos próprios interesses.

      Abçs!

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  12. Excelente texto corey, a finansfera está carente por textos que refletem mercado, e que falam de empreendedorismo, esse é o tipo de leitura que mais me agrada. Há textos em que você apenas passa por cima porque não tem paciência para parar e ler, já quando se trata desse tipo de assunto, que é do meu gosto pessoal, paro pra ler e com gosto. O empreendedorismo me cativa demais, e estou cada vez mais próximo de iniciar o meu próprio comércio, mas no meu caso será via e-commerce, site próprio, marca própria e tudo mais, para evitar os custos que a parte física do negócio me geraria (aluguel de ponto, localização, e outros impostos). Grato pelo texto.

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    1. Sim, vejo poucos textos sobre isso, talvez pq boa parte dos comerciantes estão cagando e andando pra tecnologia, não acessam internet com frequência, logo não são expostos na rede. Na medida do possível tento preencher esse gap.

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  13. Se vc não tem bom gosto e quer continuar no seu muquifo vendendo para pobre, o problema é seu.

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    1. kkkkkkkkkkk comentário hilário, não sei se foi sério, mas enfim.

      O corey pode desmentir se eu estiver equivocado, esses comércios dão mais grana que loja de shopping, onde a pessoa é assaltada de todos os lados e vende menor quantidade do que uma loja no calçadão por exemplo, mas só porque tá no xopim o pessoal acha que o dono tá podendo.

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    2. Olha, isso é uma faca de 2 gumes. A discussão daria fácil um post inteiro. Basicamente minha opinião (e experiência):

      Loja de shopping afrescalhada que exige investimentos na casa de 500k são em grande parte fadadas ao fracasso pois pra cobrir o custo elevado vc depende de volume o que nem sempre acontece.

      Loja na periferia é complicadíssimo de se manter pois vc tem que vender barato, enfrentar violência, roubos, concorrência desleal (sempre haverá um picareta sonegador ao seu lado).

      Acredito que a resposta está no meio termo: bairros classe média, classe média alta com concorrentes de mesmo peso e custos compatíveis com receitas são sem dúvidas melhores pra empreender.

      Já tive "muquifo" e não vingou. Já tive loja afrescalhada e não vingou.

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  14. Grande Corey, seu post faz muito sentido... eu sempre acreditei no simples comércio, que nego deita e rola no dinheiro... tem um senhor aqui na minha cidade que abriu uma pastelaria no centro da cidade... o cara ta rachando de vender... sempre tem fila na porra do estabelecimento... e ele nem aceita cartão kkk.. é só no cash!!! Olhando por cima parece que ele investiu uns 15/20k no negócio... Ele tem uns 5 funcionários... Ele só fica no caixa kkk... Ao contrário deste exemplo, meu primo investiu uma grana preta p/ abrir um sorveteria num bairro bem afastado aqui da cidade. Moral da história.. já correu p/ banco pedir um empréstimo... logo logo e fecha... uma pena pois ele investiu uns 50k neste negócio... a sorveteria ficou top... cheia de frufru. Um abraço

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    1. Pronto, vc resumiu bem o que pretendi dizer com o post!

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  15. Corey, o que vc acha de estacionamentos? Me parece um negócio simples e com boa margem. Abs!

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    1. Não conheço muito mas pelo que ouço falar já foi bom, hoje em dia a regulação é enorme, seguros caríssimos sem contar o aluguel do ponto que necessariamente é em local estratégico. Ou seja, custo altíssimo.

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  16. Grande Corey,

    O leitor que fez a pergunta sobre como você faz para viajar fui eu, rsrs.

    De toda forma, agradeço por seu relato! Vou passar por algo parecido em breve, e toda troca de experiências nesse sentido será muito útil para mim.

    Agora sim deu para entender o seu tacar o foda-se.

    Abraços!

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    1. Fala IL!

      tive preguiça de voltar no post e ver que havia postado, desculpe!

      Fico feliz que tenha entendido, abraço!

      Corey

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  17. Olá Corey! Excelente post! Gosto muito de posts sobre empreendedorismo.

    Ultimamente observo uma lanchonete em que costumo ir, e ela bate com tudo o que você diz! Resultado - a lanchonete vive cheia! Sabe quantos tipos de lanche ela vende? dois! Porém são simples e bons! E o cara começou com um carrinho de hot dog...

    Um dia ainda empreendo algo...

    Abraço!

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    1. Aqui perto tb tem uma nesses moldes, é um cubículo, o cara trabalha sozinho e vende 3 coisas, vive cheio.

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  18. Sempre bom ver sua visão Corey.

    A maioria dos bons comerciantes não tem muito estudo de fato, e ficam todos ricos e ainda repassam a loja para os filhos.

    Tem umas empresas familiares que chega dá gosto de ver, e também acho bonito uma família trabalhando unida.

    Mercadinhos e padarias de bairro costumavam ser assim na minha cidade natal.

    Vc aprendeu a montar loja sozinho ou com seus pais?
    Abraço!

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    1. Fala Frugal!

      Fiz um comentário no seu blog, vc viu?

      A merda começa qd passam as lojas pros filhos que quase sempre foram mimados tendo tudo aquilo que os pais não tiveram na infância. Quase sempre não dura uma década após a sucessão.

      Tive um "bom" lastro do meu velho. Aliás, ele sempre foi meu antimodelo qd o assunto é empreender, rsrs!

      Abraço!

      Corey

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    2. Legal Corey! Eu não vi mas vou voltar lá e olhar novamente! As vezes eu saio aprovando os que não são spam e deixo pra comentar depois qnd tiver tempo pra responder melhor.

      Meu pai já quebrou um bar, uma padaria, e outro bar/churrascaria. Mas meu pai não tem estudo algum, tenta fazer por tentativa e erro, nunca saiu do canto. Ultimamente tá querendo montar uma banca de revista. Ainda bem que a prefeitura enche tanto o saco que até pra vender revista tá difícil (ele queria vender cerveja também na banca) mas a prefeitura não deixa.

      Aí ele: ah mas só daria certo com uma cervejinha, um churrasquinho... tem jeito não. kkkkkkkk

      Corey vc jah falou algo sobre franquias? Abraço!

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    3. Meu pai tb já quebrou um monte de vezes mas o problema dele é misturar pj com pf e pior, achar que crédito da pj é igual sombreiro pra trocar de carro. Meu pai tem cabeça pobre, essa é a verdade. Já falei sobre franquia sim, da uma pesquisada na caixa de busca do blog. Abraço

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  19. Sugestões de posts co relacionados ao tema:

    Lojas de Shopping X Lojas de Rua

    As vantagens dos micro comércios, aquelas lojas pequenas, muitas vezes com 1 ou 2 funcionários, que vendem acessórios para celular ou qualquer outra mercadoria popular.

    Franquias: Bom negócio ou furada? Como avaliar?

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    1. Boa parte desses temas já foram abordados aqui, procure na caixa de pesquisa do blog e vc encontrará.

      Abraço!

      Corey

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  20. Sem mais comentários. Que postagem excelente!

    Um abraço

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  21. Eae Corey blz achei seu blog muito bom vem me ensinando muito...oq vc acha de financiamento em banco para investir?Sou novo tenho 21 anos como trabalho em fazenda invisto desde os 15 em gado to beirando os 100 se eu vender oq tenho hj kkk não é muito mas melhor q nd..será q vale o risco ow melhor esperar eu amadurecer mais um pouco...Se poder me aconselhar agradeço

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  22. Tem algum e-mail atualmente? Te enviei um no blogdocorey.

    Ótimo post.
    Obs: Fale mais sobre empreendedorismo

    Abrs

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  23. Muito boa a postagem Corey, mais uma publicação antológica na blogosfera de finanças.

    Sendo contra a desgoumertização da administração das empresas tem muito "gestor e consultor" que ficará desempregado. Sinto que sem as pompas tem muito cara com MBA e especialização no exterior não se sustentaria profissionalmente.

    Tem uma coisa na minha cabeça que eu não consigo entender: como o comerciante pode trabalhar de segunda a sábado e fechar o negócio dele aos domingos, sendo que domingo é o dia em que a maioria das pessoas estão livres para irem consumir? Sério, é uma coisa que eu não consigo entender.

    Tenham sucesso e sejam felizes,
    Maluco

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    1. Fala Maluco!

      Obrigado pelas palavras. Cara, não necessariamente domingo é um dia bom. Particularmente minhas lojas sempre abriram aos domingos, mas isso é inerente do ramo. Por outro lado tirando cabeleireiro, fechar uma loja na segunda feira é muito estranho e mal recebido perante a comunidade.

      Abraço!

      Corey

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  24. Otimo post.
    Sou do meio termo, n abrir na favela e nem no shopping.
    Acredito q criar muitas regras e "se" so complica as coisas.
    Ja tive uma Lan house nos tempos q dava dinheiro, vendi qnd vi q n estava dando mais certo.
    Devo entrar no comércio em ruas movimentadas de feiras e ver no q vai da.
    Forte abraço

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    1. Olá PZ!

      Tb fico no meio termo, favela nem pensar, shopping talvez...

      Tenho um conhecido que insiste em Lan House até hoje, jura de pé junto que ainda vai melhorar... esse tipo de pensamento me deprime!

      Abraço!

      Corey

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  25. Olá corey, sou o anônimo "DRE", fico muito satisfeito que meu questionamento gerou um post, adoro quando voce engata seu lado blogueiro. Sobre o questionamento, acredito que ser simples é fundamental e levo isso pra minha vida, mas quando digo de controle, vejo que é importante, principalmente quando o faturamento é grande e nos perdemos nessa bagunça, na verdade, tenho medo que ele quebre denovo e voltemos a época das vacas magras. Valeu corey!

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    1. Obrigado pela presença! Vi meu pai quebrando e se levantando a vida toda, nesse mesmo instante ele está próximo a fazer uma grande cagada financeira que provavelmente não terá tempo e saúde pra se recuperar. Não falo mais nada!

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  26. Fala, Corey!

    Acho que uma das vantagens do minimalismo é que você passa a enxergar as coisas de forma bem objetiva, sem rodeios, sem reflexões inúteis, sem romantismo, sem perda de tempo com pensamentos que não afetam diretamente o curso da vida.

    Você é objetivo, racional, focado no que é importante, sem melodrama e sem apego até mesmo na forma como toca a empresa.

    Meus parabéns!

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    1. Fala Madruga!

      Sim, o pensamento minimalista faz muita diferença na minha vida, fazer tudo de maneira objetiva chega a ser bizarro em nossa sociedade acostumada com desculpas e enrolações mas sempre vale a pena.

      Abraço!

      Corey

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  27. Corey,
    consegue fazer um post sobre precificação ? O que é uma margem de lucro boa, aceitável ou ruim ? Tanto bruta quanto liquida.

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    1. http://coreyinvestidor.blogspot.com/2012/03/empreendedorismo-comprando-uma-empresa_17.html
      http://coreyinvestidor.blogspot.com/2012/04/empreendedorismo-um-pouco-mais-sobre.html
      http://coreyinvestidor.blogspot.com/2012/04/empreendedorismo-continuacao-sobre.html

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  28. Olá Corey.

    Sei que está muito ocupado, mas pode me dar uma opinião sobre um tipo de negócio?

    Lojas de varejo do ramo eletrodomésticos e móveis.

    Você acredita que esse tipo de loja aquelas redes pequenas, de uma lojas ás vezes que ficam em pequenas cidades de interior de até 30 mil habitantes, vão sobreviver a médio-longo prazo?

    Pq penso isso, pois acho que a internet normalmente tem um preço mais barato do que o encontrado nessas lojas, elas costumam ter uma condição de parcelamento mais limitada, como compraram de grandes distribuidores atacadistas isso gera preços mais altos do que comprar direto da fábrica que não atende esses pequenas lojistas pelo volume de compra baixo, e oferecer um prazo de pagamento maior é complicado pois parcelamento maior demanda fluxo de caixa, como elas vão concorrer contra sites de grandes redes? Ou mesmo a chegada de grandes redes físicas?

    Gostaria de sua opinião sobre como o pequeno comércio pode enfrentar a concorrência do e-commerce.

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    1. Amigo, acho que vc expôs todas as características desse tipo de negócio. Particularmente acredito que não há futuro algum (aliás, já não existe presente pra esse ramo) e não acredito nem que as grandes do setor irão vingar. Veja os exemplo dos EUA, as brick and mortar especializadas em eletrônicos estão sofrendo, sendo que algumas como a Radio Shack estão reduzindo drasticamente o número de lojas. Aqui no Brasil vimos G Aronso, Arapuã dentre outras, sumindo na última década. Não vejo futuro pra essas lojas. Eu mesmo não lembro a última vez que comprei um eletrônico numa loja física.

      Abraço!

      Corey

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    2. Pegando carona no assunto:
      O e-commerce não tende também a acabar com representantes e distribuidores?
      O comércio eletrônico brasileiro só não está muito maior, porque uma grande parcela de consumidores não compram pela internet.
      Em especial pessoas acima de 40 anos.

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    3. Sim, acredito que haverá mudanças drásticas em distribuidores, aliás já vejo isso no meu ramo. A figura do vendedor está desaparecendo (graças a Deus!) e tudo está cada vez mais on-line. Outra coisa que tende ao desaparecimento em muitos ramos é o comissionamento de vendedor, em breve isso será somente coisa de loja de roupa e olhe lá. Isso tudo é benéfico para o consumidor final mas a longo prazo acredito que causará grandes problemas à sociedade (mas isso é assunto pra outro post).

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    4. Corey faça um post sobre essa questão do impacto do e-commerce.
      O e-commerce ao que tudo indica veio pra ficar e só não é maior no Brasil porque ainda tem uma parcela considerável de consumidores que não confiam na internet.
      Mas os impactos negativos que isso pode causar em toda a cadeia de distribuição e varejo tem que ser levada em conta.
      Aparentemente o comércio tradicional parece não ter sentido tanto essa concorrência até agora.
      Explore esse tema num post.

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    5. Ótima sugestão, tenho uma opinião bem peculiar sobre isso.

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    6. Também acho um ótimo assunto.

      Acredito que alguns tipos de lojas sofreram mais do que outras.

      Não vejo supermercados, por exemplo, perdendo espaço para e-commerce.

      Abçs!

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    7. Corey, sobre o comissionamento do vendedor; você acha que vai desaparecer.

      Como ficará o salário dos vendedores? Passará a ser fixo? Pode detalhes sua visão sobre o tema.

      -
      Corey, sobre as pequenas lojas de varejo, acredito que o dono deveria ter pulado deste barco em meados de 2014, o que acontece é que esse marcado está morrendo para o pequeno varejista, eles tem a ilusão de que a condição é ruim por causa da crise, mas realidade eles são vítimas de um bolo que parou de crescer e onde os pedaços estão ficando cada vez maiores para o e-commerce e o grande varejo.

      Muitos vão quebrar a cara quando lá em 2019 ou 2020, virem que a crise acabou e eles continuam com um faturamento estagnado, vão tentar vender, e já terão perdido o 'timing'.

      Para ás grandes varejistas do país acredito que o negócio ainda tendem a ser muito bons por pelo menos mais 1 década. O que vai sobreviver são supermercados, lojas de roupas, farmácias e um ou outro ramo, o resto será E-COMMERCE.

      Aguardo ansioso seu post sobre o tema.

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    8. Meu ponto de vista é bem parecido com o seu mas vejo por um lado ainda mais obscuro. Estou viajando, qd voltar farei esse post.

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  29. Você falou uma coisa aí que me fez brilhar os olhos "pagar um pouco acima da média" porra, você tem noção que tu faz parte de sei lá, 5% dos empresários brasileiros? Meu, tem dono de restaurante que paga 800 conto por mês para funcionário e reclama que o cara come muito (aqui em SP ou o cara da Vale Refeição, ou dá a comida). Já vi muita gente quebrar por querer funcionário trabalhando no chicote, e já vi muita gente prosperar enquanto pares diziam que o cara pagava muito, ou dava mordomia.

    Como você disse, uma seleção bem feita pode evitar muito problema..

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    1. Já fui taxado de louco qd tinha um gerente que ganhava mais que o dobro da média, resultado? O cara levava as lojas nas costas sem fazer cara feia, hoje tem sua própria loja (eu dei uma força mas sem o trabalho dele nada teria sido possível). Concordo, tem muita gente pagando miséria e quebrado.

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    2. Aprendi com um colega que se você quiser saber se a empresa paga bem, simplesmente olhe para o estacionamento da empresa, os carros dos funcionários que ali estão irão lhe dar uma noção salarial. Está ai a dica para os colegas empregados.

      Estejam bem,
      Maluco

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  30. Eu queria comentar em um post muito antigo (2014) relacionado a Imigração mas vi que você não responde novos comentários em postagens antigas...Por quê?

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    1. Amigo é difícil lembrar de voltar nos posts antigos, mas nada o impede de abrir um parênteses e comentar num post atual, fique a vontade. ..

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  31. Oi corey, gostei!

    O que você acha de loja de roupas?

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    1. Todo mundo precisa, alta rentabilidade, pouco efeito do e-commerce, mulheres compram mesmo sem precisar. Resumindo, acho que pode ser um bom negócio sim.

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  32. Corey, já acompanho seu blog há um tempo. Abri minha primeira loja há 2 anos e, bem antes disso, já lia suas dicas. Pois nesses 2 anos só vi suas dicas se materializarem na minha frente. Aquele papo de que sebrae mais atrapalha que ajuda, que retorno de investimento é bobagem, que o ramo deve ser tradicional, que cliente gosta de loja limpa e organizada, etc Tudo verdade!! Queria inclusive te agradecer, pois parte do sucesso da empresa (saudável e sempre crescendo) se deve ao seu blog (só não vale vir cobrar hahahaha). Muito obrigada.

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    1. Fico sempre contente com esse tipo de relato, fico satisfeito de conseguir transmitir conhecimento. Abraço

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  33. Corey, fantástico esse post. Acompanho seu blog a muito tempo mas nunca comentei aqui.

    Em algum momento nos próximos anos pretendo comprar um negócio para diversificar o patrimônio. Tenho acumulado com aportes apenas em investimentos e imóveis e tudo indica que em breve meu trabalho no ramo da minha formação passará a ser opcional.

    Bom, então penso que talvez comprar um negócio simples, tipo uma cafeteria já funcionando, seria uma experiência bacana, já que vejo umas para vender aqui na minha cidade (capital, região sul do país) por 50-80k e isso representaria percentual baixo em relação ao meu patrimônio financeiro.

    Não sei se é um ramo que você já teve alguma experiência, mas o que você acha?

    Vi também que existem umas empresas especializadas em compra e venda de negócios (tipo essa:http://www.af7consultoria.com.br/). Você já comprou/vendeu negócios através desse tipo de corretora de negócios? Será que vale a pena?

    Obrigado!

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    1. Cafeteria se enquadra bem que digo sobre não reinventar a roda: comércio tradicional, lucrativo... o sucesso acredito depender do ponto e do volume. O ponto deve ser excelente, ponto mais ou menos não serve, e deve ter volume suficiente pra se manter e aqui tá o perigo, vejo muita cafeteria de 80k fazendo 10k bruto... complicado. ..abraço

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  34. Olá Corey, tudo bem?

    Gosto mto do seu blog e ele tem me inspirado bastante para pensar em iniciar a minha jornada como empreendedor.

    Vi que vc escreveu em algum comentário que tem bastante gente que não quer ou não sabe montar empresa, então preferem comprar algo já pronto.
    Por conta disso, vc considera este um bom segmento para ganhar dinheiro (montar empresa e depois vender).

    Vc poderia escrever um artigo sobre isso?

    Obrigado. Parabéns pelo blog.

    Um abraço

    Felipe

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  35. Corey, de vez em quando você não começa a pensar como um megalomaniaco?
    Tipo, vou abrir 50 lojas nos próximos 3 anos, depois vender tudo, e começar tudo de novo...

    Depois que você virou minimalista, esse tipo de pensamento perdeu força na sua vida?

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    1. Ótima pergunta! Jamais pensei em algo assim e só de vc citar isso já me deu azia, rsrs! De maneira alguma quero fazer algo assim... não tenho saúde pra isso.... abraço

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  36. Resumindo, qual a filosofia Corey de trabalhar e viver?

    Trabalhe o suficiente, só compre o necessário e útil, visite novos países, fale inglês?

    No quesito trabalho, você tem alguma meta de onde quer chegar, ou tipo, pagar as contas e sobrar algo ja é o suficiente?

    Veja, em nenhum ponto, coloquei valores nominais, apenas o termo "suficiente".

    Também sou minimalista, talvez um pouco diferente de você.

    Meu objetivo na vida é ter uma casa e um carro (quitados, é óbvio. O carro já tenho, e o apartamento estou terminando de pagar) depois não preciso mais ficar apertado com prestações, e estou livre pra viajar mais, sem ter que me preocupar tanto com $. Não vou me matar de trabalhar, pra atingir sonhos de consumo.

    Até pensava em morar de aluguel, mas como estou numa cidade, e tenho clientes aqui na região, não compensaria uma mudança, visto que são cidades pequenas, diferente de SP, então optei mesmo por fixar residência. Sou de SC.

    Tenho focado muito em ganhar mais, por hora trabalhada. Trabalhar menos e ganhar mais.

    ótimo post Corey! Abraço

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    1. Excelente reflexão! Sim, minha filosofia de vida vai bem de encontro com o que vc disse, quero sossego e um pouco de conforto.

      Sobre o trabalho eu tenho sim alguns objetivos, entre eles trabalhar na minha área de formação (tive somente uma experiência relâmpago ) e talvez estudar um pouco mais.

      Abraço

      Corey

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  37. Corey, vc ja escreveu algo sobre o seu orcamento ?
    Um casal minimalista.. 6k é muito ou pouco ?
    Gostaria de ler um post seu sobre o assunto.
    Abraco

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    1. Não faço mais orçamentos restritos porém voltei a olhar de perto pra onde o dinheiro está indo. Sem contar as viagens Bia e eu gastamos em entre 4 e 4,5k por mês.

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  38. Curiosidade minha corey, sobre dar lucro desde o começo, desde que você iniciou no ramo foi assim ?
    Pergunto pois sempre tive a percepção de que no inicio de um negócio as coisas são um pouco mais turbulentas.

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    1. Sim, o começo é bem conturbado, eu mesmo fiquei no cheque especial por 3 anos mas meu negócio foi lucrativo desde o primeiro dia, ou seja, a loja dava lucro, tinha boa rentabilidade e o faturamento era proporcional ao preço pago. Vejo gente investindo 300k em negócios que rendem 3, 4k liquido por mês. Isso pra mim é igual a não dar lucro.

      Abraço

      Corey

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  39. Corey, se você soubesse a comissão que as operadoras pagam pros vendedores você duvidaria! Tenho um conhecido que me chamou pra ser sócio numa empresa dessas e duvidei quando li os contratos das operadoras. Nas 3 principais, vi que eles oferecem até 600℅ do valor contratado, se pessoa jurídica. Tá explicado porque eles estão fidelizando em 24 meses... Eu não tive coragem. Esse ramo é líder em reclamações e muito prostituído...

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  40. Poxa, Corey, bate um papo com o meu patrão, por favor! Ele está precisando ampliar a mente dele, no que diz respeito à gestão.

    Gostei da sua análise: direta, objetiva. Tenho vontade de empreender num futuro não tão distante e apesar de acreditar que "o olho do dono engorda o gado", acho que não é necessária tanta pirotecnia pra gerir bem. É só fazer a lição de casa que é meio caminho andado. Nego que inovar e não sabe nem básico.

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  41. Corey, o que vc acha do ramo de papelaria? (xerox, material de escritório e de escola, cadernos etc, pequenos presentes)

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  42. Excelente Post sobre Empreendedorismo, é a solução para crise.

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