domingo, 26 de fevereiro de 2017

E-commerce, Grandes Redes e o Futuro do Pequeno Comerciante


No meu último post sobre empreender com simplicidade surgiu um interessante assunto: como o e-commerce e a concorrência das grandes redes de varejo está afetando a vida do pequeno comerciante. Hoje vou dar um pouco da minha opinião sobre esse assunto.


Tenho empreendido na forma de lojas de varejo a mais de 10 anos, já tive diversas lojas nos mais diferentes perfis de bairros, compradas com os mais diferentes objetivos, em breve pretendo fazer um relato sobre cada loja que tive, mas o objetivo agora é amparar meu ponto de vista nessa experiência que possuo. Vou resumir minha opinião: não vejo um futuro a longo prazo ao varejo independente e pra embasar melhor essa minha opinião vou descrever como enxergo os seguintes ramos: mercados, açougues, farmácias e postos de gasolina. Veja que esses ramos são o que considero tradicionais e que sempre deram dinheiro, são pontos de venda que praticamente 100% das pessoas frequentam todos os meses, não são sazonais (não diretamente), não são modinha, não são gourmet (em sua maioria), enfim fazem parte daquilo que sempre digo serem bons ramos pra se investir em comércio. Pode parecer inconsistente que primeiro eu diga que esses ramos são bons e depois decrete o fim deles mas explicarei melhor no final.

MERCADO: o nicho de mercados que o pequeno comerciante normalmente explora são os de mercadinhos de vila montados em pequenos salões, com variedade limitada de mercadoria e normalmente conhecidos por terem preço alto, o que nem sempre é verdade mas não importa, o que importa mesmo é a imagem que a população tem. As vantagens para o consumidor é a conveniência da localização próxima a regiões residenciais (ou mesmo dentro delas), agilidade de atendimento (dificilmente há filas), o tamanho compacto também ajuda na agilidade porque não é necessário andar quilômetros dentro de corredores e como quase nunca há rotação de mercadorias, o cliente sempre sabe onde está o que procura. As desvantagens ao cliente é o preço virtualmente maior que o das grandes redes, a baixa variedade de mercadorias e muitas vezes a baixa qualidade de alguns produtos.

  • INFLUÊNCIA DO E-COMMERCE: aos poucos grandes redes de supermercado estão trilhando certo sucesso na venda de "groceries" (desculpe, não sei um equivalente em português) pela internet. Isso se torna particularmente mais forte no público de alta renda e mais jovem. Ao andar por bairros de alto poder aquisitivo em São Paulo é normal ver os caminhõezinhos do Pão de Açúcar entregando nos prédios. No meu ponto de vista o e-commerce de supermercados ainda demora pra pegar, o cliente normalmente quer ver o que está comprando, pesquisar preços mais rapidamente (o que pode ser feito pela internet mas não é tão simples quanto olhar na prateleira), etc. Aqui os pequenos saíram na frente a muitos e muitos anos com a entrega a domicílio com bicicletas (muito comum na região central de São Paulo).
  • GRANDES REDES: aqui o bicho pega! De uns 5 ou 6 anos pra cá estamos presenciando uma verdadeira invasão das grandes redes de supermercado nos mercadinhos de vila. Pão de Açúcar Minuto, Mini Extra, Carrefour Express são alguns exemplos. Na minha opinião isso e não o e-commerce irá destruir os pequenos comerciantes de mercado. A razão é simples, pessoas associam essas marcas a boa variedade de produto com bom preço, o que não necessariamente é verdade todas as vezes mas novamente, o que importa é a imagem. Pra driblar isso existem vários modelos de franquias, associativismo e compartilhamento de bandeira mas isso tudo só faz diluir essas marcas trazendo pouca ou nenhuma expressão a não ser que o cara domine determinada região, o que de fato acontece muito principalmente nas periferias. Os grandes players estão mais concentrados atualmente nas regiões centrais das cidades mas é perceptível que estão expandindo para bairros grandes, depois será a vez dos bairros médios até dominarem a esmagadora maioria do mercado consumidor.
  • FUTURO DO COMERCIANTE DE MERCADO: acho que aqueles que estão nas regiões mais periféricas ainda terão ao menos mais uma década de relativa tranquilidade até serem engolidos pelas grandes redes varejistas. Aqueles que estão em locais onde essas redes já estão presentes acabarão encerrando suas atividades a não ser que "sejam criativos e busquem nichos que os grandes não conseguem explorar" , coloquei em itálico e sublinhado porque acredito que isso é possível somente para talvez 1% da galera, pro resto isso não é factível por diversos motivos: o empresário pode não ter saco pra tentar fazer isso, nichos se esgotam, falta dinheiro ou não é financeiramente viável, etc. É impossível concorrer com os grandes mesmo se você tiver uma loja melhor em qualidade e variedade de mercadoria, tiver preço melhor, tiver atendimento melhor... Mesmo assim o cara acaba indo no grande porque o cérebro manda. Eu faço isso e aposto que você também!
AÇOUGUE: os açougues estão espalhados por todo o país e são basicamente de dois tipos: os pequenos quase sempre tocados por seu próprio dono e os médios que normalmente pertencem a uma rede média que possui algumas dezenas de pontos de vendas. Ambos os modelos podem ser considerados empresas pequenas porque não possuem o modelo de empresas gigantes com capital aberto ou multinacional como acontece com mercados e farmácias, ou seja, açougue é na essência um comércio para pequenos comerciantes. O grande calcanhar de aquiles do ramo é a qualidade, é em volta dela que tudo gira, existe grande desconfiança em relação a higiene, qualidade, honestidade em relação a levar pra casa aquilo que realmente está comprando, etc.
  • INFLUÊNCIA DO E-COMMERCE: praticamente não existe e-commerce de carnes e o pouco que existe está relacionado com o e-commerce de mercados como relatei acima. Veja que aqui está uma grande característica que pode cutucar todos os ramos: os mercados vendem de tudo, logo o crescimento do e-commerce deles afeta todos os ramos, da venda de arroz a de remédios, passando pelas carnes. Concluo que o perigo para o dono de açougue é o crescimento e ampliação do e-commerce de mercados. ((by the way, a Swift também tem e-commerce (entenda a baixo)).
  • GRANDES REDES: não existem grandes redes de açougues (ao menos desconheço) mas um modelo de negócio muito interessante está despontando e acredito que venha pra ficar. A Swift (empresa fodona de carnes) lançou a algum tempo suas lojas de carnes que são pontos de venda sem manipulação de carnes, onde é venda somente a venda dos mais diversos cortes, tudo congelado e, diga-se de passagem, de altíssima qualidade. Lembra que falei sobre tudo girar em torno de qualidade? A Swift tem lojas bonitas, limpas e vende carne excelente por preço de mercado. A imagem das lojas transmite credibilidade ao contrário da esmagadora maioria dos atendentes de açougue, o fato da carne ser manipulada em ambiente industrial onde (teoricamente) há um rígido controle de higiene e qualidade aumenta ainda mais essa imagem. Além desse novo formato de venda de carnes é preciso entender que  não exista grandes redes de açougue mas as redes de supermercados influenciam muito o ramo. Por um lado essa influência não parece ser tão relevante afinal os mercados parecem vender carnes desde sempre e mesmo assim os açougues sobreviveram, na minha opinião isso deve-se a duas coisas: má fama da carne de mercado o que não parece ser verdade ao menos nos dias de hoje e resistência por parte do consumidor em comprar carnes pré cortadas em bandejas o que por muito tempo tem sido o padrão em mercados que combatem isso com balcões de atendimento. Vejo o exemplo dentro de casa: meu pai sempre repetiu que carne de mercado não presta, mas ele é um cara que parece conhecer carne, distinguir um pedaço de alcatra de um de maminha; característica essa que poucas pessoas possuem ou ao menos levam anos pra adquirir. Eu particularmente prefiro comprar carne olhando pra ela numa bandeja que pedindo pra um cara e descobrir o que comprei somente quando cheguei em casa... Esse parece ser o padrão da minha geração.
  • FUTURO DO COMERCIANTE DE AÇOUGUE: difícil dizer como isso caminhará, talvez daqui uns 3 ou 4 anos as coisas estejam mais claras mas basicamente acho que os açougues ainda continuarão firmes por mais tempo por diversos motivos relacionados a diversas características das diferentes classe sociais: os pobres encontram comodidade em comprar carne perto de casa, na promoção, mesmo sem saber ao certo o que estão comprando ou com qualidade duvidosa. A classe média pode resistir mais tempo ao "carne de bandeja é ruim" e continuar comprando no açougue, os ricos provavelmente não gostam do pré preparo das carnes de mercado ou da praticidade das Swift da vida (que ainda não possuem concorrente mas que com certeza terão num futuro próximo), ou seja, muitos açougues de "nicho" ainda serão necessários nos próximos anos. Uma coisa importante pra lembrar é que açougue é (e deve ser mesmo) extremamente regulado pelos órgãos de fiscalização, isso é um grande problema ao comerciante porque traz dor de cabeça e aumento de custos, mas se o cara entra num ramo desses não tem o direito de reclamar sobre isso.

FARMÁCIA: outro tradicional comércio espalhado por todos os confins do Brasil, todo bairro tem ao menos uma farmácia pequena quase sempre tocada pelo farmacêutico onde você pode não encontrar o melhor preço e variedade mas terá uma explicação sobre como tomar um remédio ou mesmo uma consulta informal onde não é preciso marcar hora com o profissional de saúde, nem dizer seu nome, basta falar que você anda meio brocha e que precisa de uma vitamina, o cara do lado de dentro do balcão vai te ajudar sem julgar por isso. O grande problema em empreender nesse ramo é o custo elevado de estoque, de mão de obra e a regulação estatal.

  • INFLUÊNCIA DO E-COMMERCE: a internet pode não matar as farmácias pequenas mas com certeza tem machucado muito, quase todo mundo que conheço e faz uso contínuo de determinado medicamento acaba comprando on-line por preços inacreditavelmente menores que qualquer farmácia física. O e-commerce de medicamentos parece ser forte mas esbarra em diversos obstáculos: se você tem uma dor forte não vai esperar 2 dias pra receber seu remédio, se você precisa de um remédio controlado não conseguirá comprar pela internet, alguns remédios que tem descontos diferenciados ou planos de saúde que oferecem descontos somente podem ser adquiridos em determinadas redes e em suas lojas físicas, ou seja, o e-commerce tende a matar o comércio de medicamentos de uso contínuo mas não os de uso emergencial ou com características especiais. Sem contar que como disse acima muitas vezes você quer conversar com o farmacêutico sobre algum assunto o que não ocorre pela internet, ou seja, o fator humano ainda é muito importante nesse ramo.
  • GRANDES REDES: as grandalhonas do ramo de farmácia estão expandindo feito malucas, parece farmácia é o único comércio que está crescendo (realmente é, basta ver os números), aqui na minha região aparece uma Drogaria São Paulo nova e logo uma Drogasil, Droga Raia e PagMenos, ou seja, um lugar que fora dominado por determinada farmácia independente durante anos, de repente é tomada por 3 ou 4 lojas de grandes redes que ofereceram uma variedade de mercadoria muito maior por ao menos o mesmo preço que o comerciante do bairro. Impossível concorrer! E se as fodonas não fossem o bastante ainda temos o nosso velho amigo (ou inimigo) supermercado de rede que está em todos os lugares e comendo por todos os lados. Praticamente todo supermercado de tamanho razoável tem sua própria drogaria que segue o mesmo padrão de trabalho que as big box do setor.
  • FUTURO DO COMERCIANTE DE FARMÁCIA: acho que as farmácias seguem o mesmo que disse sobre mercados, haverá uma forte quebradeira nos próximos anos e depois os fortes sobreviverão e explorarão nichos específicos, a regulação, o alto investimento, a redução da rentabilidade, o desinteresse da população pelos serviços oferecidos pelos pequenos em prol da variedade e preço dos grandes irá tirar muita gente do mercado.
UMA VISÃO DO EXTERIOR

Sempre que viajo tento entender como os modelos de negócios funcionam pra tentar prever como a coisa evoluirá no Brasil, já que querendo ou não, a influência e tendência sempre começa lá fora.

Nos Estados Unidos existem poucos comércios que não são pertencentes a grandes redes ou franquias, os mercadinhos existem de maneira muito semelhante ao Brasil, quase todo mall americano tem um mercadinho tocado por independente (quase sempre imigrante indiano ou latino) mas esses mercado possuem a caraterística de nicho: vendem produtos étnicos, regionais, prestam serviços financeiros, obtêm renda de outras fontes como comissões de caixas eletrônicos e loterias, grande parte estão dentro do formato de lojas de conveniência junto a postos de combustível recebendo comissões da venda de gasolina, etc. Assim como aqui eles não parecem sentir muito o peso do e-commerce pois o modelo é baseado na conveniência e urgência, mas sentem a fortíssima concorrência das grandes redes como 7-11 e Race Track. O WalMart retirou quase a totalidade de mercados médios (recomendo ler a biografia do Sam Walton) e mesmo várias redes grandes. Açougue como conhecemos aqui é raríssimo de se ver e quando existe é quase sempre algo gourmet vendendo carnes diferentes, todo mundo compra carne no mercado. Lá na terra do Tio Sam praticamente não existem farmácias independentes, sendo que o mercado é dominado por Walgreens, CVS e as farmácias dos mercados. As poucas independentes servem a públicos específicos como imigrantes.

Não manjo muito de Europa mas o que vejo por lá é um modelo de supermercados bem semelhante ao que temos aqui: mercadinhos de vila independentes são bem comuns assim como os minis das grandes redes, a diferença é que os independentes parecem ser mais fortes que aqui, talvez por terem aparência mais profissional e próxima a das redes, talvez por alguma preferência do próprio consumidor. Açougues são comuns e semelhantes aos daqui mas sofrem grande concorrência dos Mercadões Municipais que assim como o de São Paulo, reúnem todo tipo de mercadoria sendo que o comércio de carne parece ser particularmente forte. O modelo de farmácia é completamente diferente ao que encontramos no Brasil e EUA, por lá existe a forte figura do farmacêutico em pequenos estabelecimentos, não existem lojas grandes e parece haver grande controle de preço o que acaba diminuindo drasticamente a concorrência. Em Portugal o valor do medicamente vem escrito na receita e tanto faz onde você vai comprar que pagará o mesmo valor (subsidiado), na Espanha existe algo semelhante a isso, portanto aqui não vejo como comparar.

Resumindo: se você pretende ter um comércio pro resto da vida, fazer carreira em determinado ramo acredito que deva pensar melhor nessa estratégia, mas existem N outras maneiras de ganhar dinheiro com comércios. Na minha opinião querer formatar uma empresa de maneira a ter um crescimento orgânico e deixa-la para seus herdeiros não é factível pois estamos vendo muitas modificações no mercado e muitas outras virão, a vida do comerciante pequeno está cada vez mais difícil e ficará ainda pior. Dá pra surfar em algumas ondas e depois sair delas enquanto é tempo mas esperar um mar tranquilo e com bons ventos é temerário.

Bom, por hoje é isso, espero que minha opinião seja útil e que tenha conseguido trazer informações relevantes a blogosfera.


89 comentários:

  1. Qual a sua opinião sobre restaurantes self service?

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    1. Ramo trabalhoso e de lucro duvidoso, depende de bom ponto que sempre custa caro, de mão de obra qualificada que é cara e instável. É um ramo tradicional mas requer muito trabalho pra conseguir lucrar.

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  2. Você não acha que restaurantes estejam inseridos nesse quadrante?

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  3. Eu fui o anônimo que sugeriu um post sobre a influência do e-commerce sobre o comércio tradicional.
    Bom post, voltado a ramos tradicionais. Creio que o e-commerce vai afetar muitos alguns setores e pouco ou moderadamente outros.
    Açougue e mercados de bairro devem sofrer pouco ou quase nada com isso, farmácias mais ou menos.
    Mas o setor de eletrônicos/informática e calçados e roupas deve estar sentindo o peso do e-commerce com mais força.
    Temos toda uma geração de pessoas até 25 anos que cresceram na frente de computadores e celulares e desde muito cedo não se intimidam em usar a internet.
    E com relação a eletrônicos, roupas e calçados (principalmente calçados) é difícil concorrer em questão de preços. Roupa ainda tem a questão de vestir pra ver se fica bom, os outros produtos tem menos exigência.
    Não acredito muito no fim ou numa forte queda do varejo porque aqui no Brasil as pessoas passeiam nos shoppings e ruas de comércio de todo o país, o que ajuda nas vendas.

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    1. Obrigado pela sugestão!

      Acho que principalmente loja de eletrônico já morreu faz tempo, se as redes estão perdendo muito mercado pro e-commerce, imagine os independentes. Os independentes desse setor já morreram bem antes da internet, lembro que em 95 ou 96 a última loja assim da minha região fechou qd as Casas Bahia chegaram. Sapato e roupa acho complicado por ter que provar mas mesmo assim já tem muita gente que arrisca (eu não arrisco pq já detesto comprar isso, que dirá on-line...)..

      Abraço!

      Corey

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  4. Empreender e quais ramos então. ? Não sobrara nada para os pequenos. ? Rss abs

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    1. O que pretendi dizer é que dá sim pra empreender mas aquela ideia antiquada de ter um comércio pro resto da vida não vai funcionar.

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  5. o que vc acha do ramo de material de construção? principalmente a area de acabamentos?

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    1. Em relação ao e-commerce não acho relevante mas as big box pegam pesado principalmente em relação a variedade, acho que ainda tem muito campo pro pequeno principalmente em bairros mais simples. As grandes ainda não surgiram com um formato de loja compacto que possa atender bairros menores.

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    2. A parte de acabamento ficou pras grandes empresas, devido à variedade e aos preços, eles conseguem facilmente fechar um navio com pedras de acabamento trazidas dos montes urais e distribuir para o Brasil, os pequenos não, porém o material grosso como cimento, ferragem, areia, brita e ferramentaria básica o pequeno tem potencial pra dominar, já que você não pode se dar ao luxo de ir na capital só pra buscar 5 sacos de cimento(no caso de cidades menores ou regiões metropolitanas).
      Quem abre esse tipo de comércio tem que entender que o foco deve ser esse, aliados a uma logística de entregas ágil e atendimento especializado (a pessoa tem que saber as diferenças e nuances entre esse ou aquele ferro e etc).
      E uma diferença que seria interessante, porém complexa de se pôr em prática, é uma rede de pedreiros, eletricistas, bombeiros hidráulicos e etc de confiança, os quais você ofertaria. Mas isso é algo muito complexo e difícil de ser posto em prática devido ao fator humano.

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    3. Obrigado pela resposta Corey!

      Anonimo, eu percebo isso que vc falou em relação a pisos e azulejos, mas em outros produtos de acabamento eu vejo que os pequenos podem sair na frente por ter um atendimento melhor, uma entrega mais rápida e também por venderem produtos de qualidade media, já que os grandes acabam vendendo mais produtos das marcas top de mercado.

      Essa questão de ofertar os serviços de profissionais junto com os produtos é uma boa ideia. Mas vi poucas empresas que façam isso. E quando fazem, tem um ou 2 profissionais. Ouvi dizer que esses profissionais acabam manchando a imagem da empresa por serviços mal prestados. Logo as empresas preferem não arriscar.
      Um caso interessante sobre isso é a franquia Dr Resolve. Até hoje os franqueados tem dificuldades em contratar mão de obra boa nesse setor, mesmo depois do fundador ter criado uma escola que forma profissionais da construção civil.
      Fico muito curioso em saber pq as pessoas não começam a trabalhar na área de construção civil se é uma área que a maioria dos profissionais são ruins e bem remunerados. Pra aprender qualquer serviço dessa área se leva de 3 a 6 meses no máximo, enquanto uma faculdade é no minimo 4 anos, sendo que corre o grande risco de não sair com emprego ou com um salário muito mais baixo do que poderia ganhar sendo um eletricista, pedreiro ou pintor.

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    4. Creio que seja o baixo status atrelado a essas profissões, e o alto, atrelado aos bacharéis.

      Essa área ficou meio manchada entre os jovens por alguma razão.

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    5. Olá investidor X, tudo bom? Eu tenho 22 anos e começei a faculdade de analise, mas desde o começo eu to torcendo a nariz pra essa merda. Eu gosto mto de progrmação, linux e redes, mas só qnd eu to com saco pra mecher. Meu pai está construindo um predinho de 3 andares e tem tido muita dor de cabeça com pedreiros, eu as vezes me pego pensando "poxa, 300 pila, esse serviço da de fazer em 1 dia cheio...esses filhos da puta ainda deixam tudo cagado" Inspirado no post do corey 'Um pedreido diferente" eu tenho comprado tijolos e cimento e literalmente botado a mão na massa" Eu tentaria trabalhar pra elite e fazer apenas serviços pequenos e lucrativos, nada de se juntar com a massa ignorante em grandes obras(nada contra, só n é meu ambiente). Pois bem, apenas enchi o saco de vcs com meu relato, se possível gostaria de considerações a respeiro de "aos 22 anos me dedicar em ser um pedreiro". Adicionando informações sobre mim, eu tenho inglês fluente, françes e hebraico intermediário, adoro matemática e tenho um bom traquejo e linguajar ao lidar com pessoas.
      A opnião de todos é mto bem vinda!!!

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    6. Se continuar assim vc será rico!!!!sério mesmo.

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    7. Sobre o assunto pedreiro, vejam: http://coreyinvestidor.blogspot.com.br/2014/12/um-pedreiro-diferente.html

      Acredito que se o cara tiver coragem de ir contra tudo que a sociedade prega e debandar pra ser um pedreiro de qualidade com ABSOLUTA certeza terá muito sucesso simplesmente pq se os pedreiros picaretas (99%) ganham muito dinheiro, imagina um pedreiro "gourmet"...

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    8. corey kkkkkkkkkk juro q eu ia usar esse termo "pedreiro gourmet" mas deixei queto por medo de ser mau compreendido. Estou aprendendo mta coisa foda em sites e canais americanos. quero me diferenciar principalmente no atendimento, agilidade e ferramentas.

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    9. Eu apoio 1000% o seu plano de se tornar pedreiro gourmet, recomendo que busque o SENAI pra aprender melhor as técnicas, principalmente as de acabamento, um porcelanato bem assentado faz uma diferença tremenda em uma casa, não tem nem comparação, eu mesmo se tivesse a grana pagaria 500 reais por dia pro cara colocar um acabamento bem colocado em uma casa própria.

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    10. Anonimo de 22 anos

      Eu investiria nessa area, se vc conseguir lidar com as dificuldades que um pedreiro enfrenta. Trabalhar com materiais pesados e com o sol nas costas não é para qualquer um. Além de outros inconvenientes.

      Além disso, eu sugeriria a vc a pensar um pouco mais longe. Ou seja, começar como pedreiro (ou eletricista, assentandor, pintor...), passar para mestre de obras/ tecnico em edificações e depois para engenheiro civil. E nesse meio caminho, formar uma boa equipe.

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    11. Se eu tivesse 20 anos novamente com certeza trilharia caminhos alternativos a faculdade/empreender, sempre me pego pensando que a vida poderia ter sido completamente diferente se existisse blogs e youtube qd eu era moleque...

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  6. Aqui no meu bairro no Rio não existe açougue. O mais perto disso é um mercado de carnes que é restaurante ao mesmo tempo. Também nunca vi supermercados venderem remédios, somente perfumaria. É comum em SP isso?

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    1. Igor, você deve morara em bairro nobre, pois no centro lembro de 3 açougues próximos ao Mundial, já na zona sul lembro só de um.

      O que sinto um pouco de falta aqui no Rio é de uma boa delicatesse ou padaria.

      Abraços
      Cauchy investidor

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    2. Oi, Igor!


      No meu estado é comum supermercados e até mesmo minis oferecerem remédios. Há uma ala à qual os remédios são enviados, geralmente pertencentes a grandes marcas - Pague Menos, BR Pharma, Drogasil, Ultrafarma e algumas outras que são menores, mas têm poder de competição.


      Abraço!


      Anderson

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    3. Igor, aqui em SP há açougues por todos os lado sendo que são menos concentrados nos bairros mais nobres mas na periferia há diversos. A legislação proíbe a venda de remédios em mercados a não ser que eles tenham uma farmácia separada, ou seja, não pode ter um corredor com remédios. Uma coisa que me chamou atenção em Búzios é que farmácia vende de tudo: chinelo, sorvete, bebidas, carvão... aqui em SP isso não existe.

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  7. Opa, Corey!


    Nesta semana eu estava refletindo sobre essa volatilidade dos empreendimentos. Com a tecnologia cada vez mais desenvolvida, a tendência é que as coisas mudem conforme novos métodos e meios de oferecer bens e serviços apareçam.

    Tenho um desejo de ser empresário, mas ainda não é o momento para tal - pretendo acumular capital suficiente para, além do investimento no negócio, ter uma boa reserva de emergência, caso o meu possível empreendimento vá à falência. Porém, esse desejo se ver prejudicado por essas mudanças constantes no mercado. Não posso me dar ao luxo de investir 100 ou 200 mil num negócio e ele não dar certo para depois tentar mais vez, ou ainda mais outra... tenho que acertar a mão... O problema é que o empreendimento pode desmoronar se eu imobilizar capital numa coisa que, cinco anos após a abertura dele, venha a sucumbir a uma nova maneira de servir ao consumidor.

    Olha o caso da Amazon. Ela vai abrir uma loja física, mas extremamente automatizada, com apenas um funcionário em loja. Já pensou se esse modo de venda se dissemina às outras empresas EUA afora?

    Aliás, uma coisa a ser levada em consideração. A automação sempre elevou a qualidade de vida da humanidade, pois ela diminui os custos das empresas, o que, por sua vez, diminui os preços e facilidade de se adquirir produtos. Essa redução de preços e maior produtividade faz com que o consumidor gaste menos dinheiro para comprar as coisas, isso o permite consumir ainda mais coisas; ou seja, envia um sinal aos empreendedores de que há mais nichos a serem explorados. Até aí, ok.

    O problema entra no fato de que a automação libera mão de obra e recursos ao setor de serviços - o que em si não é o problema, ao contrário, é ótimo. O problema mesmo é que a automação vem entrando pesadamente no setor de serviços. Então, aonde irá a mão de obra de serviços? Lojas como a Amazon.GO tende a extinguir, ou quase isso, os serviços de vendedores, a transformar o comércio em pontos de robôs e máquinas.

    Sinceramente, não sei aonde iremos chegaremos com essas mudanças cada vez mais repentinas...


    Abraço!



    Anderson

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    1. As mudanças sempre ocorreram, isso é natural, mas agora é tudo muito rápido o que complica muito a vida do pequeno.

      "Não posso me dar ao luxo de investir 100 ou 200 mil num negócio e ele não dar certo para depois tentar mais vez, ou ainda mais outra..." - vc está certo, vejo gente que junta dinheiro a vida toda pra ter um negócio, empata a grana e fica esperando o retorno que nunca vem...

      O que vc disse sobre automação é a mais pura verdade e podemos trazer isso pra dupla Uber e Airbnb. Graças a tecnologia hoje em dia é fácil e prático conseguir uma "carona" ou emprestar o sofá de alguém, coisas que sempre existiram mas a falta de uma tecnologia e automação, nunca engrenaram em grande escala como vimos hoje.

      "Sinceramente, não sei aonde iremos chegaremos com essas mudanças cada vez mais repentinas..." - esse é assunto pra um post que estou escrevendo...

      Abraço!

      Corey

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    2. Eu trabalhei em uma indústria mecânica, fiz técnico em automação industrial e atualmente estou no último semestre em análise de sistemas. Estou longe de ser uma autoridade no assunto, no entanto tenho estado em um ponto privilegiado para discutir a respeito sobre a automação.
      Ela tem as suas vantagens para o empresário em eliminar a força de trabalho (custo), criar vantagem competitiva (padronização nos produtos) e produzir em grande escala. Só que ela tem dois problemas:
      1 - A aquisição dela é cara, muito cara mesmo a ponto de se o empreendedor optar em fazer uso da tecnologia ele poderá quebrar por causa dos custos de aquisição, manutenção e dependência de mão-de-obra qualificada;
      2 – Ela pode tirar a flexibilidade do empresário - vamos supor que ao invés de eu ter 10 açougueiros eu tenho uma máquina que faça o mesmo serviço, caso eu esteja em um momento de baixa produção não é possível eu demitir digamos 3/10 da máquina, por exemplo; a máquina pode ser capaz de executar os cortes de carne A, B e C, se eu precisar de um corte D talvez ela não atenda e para isso eu tenha que contratar pessoas, na qual eu não tinha, pagar para ter uma máquina que faça o corte D ou então reconfigurar a máquina existente para ter o corte D.
      O que a Amazon está fazendo é oferecer um serviço de nicho no momento, tenho certeza que o custo de ter uma loja daquele tipo é muito superior ao de um tipo convencional, fora a gestão técnica para dar suporte aquela estrutura. Existe um chip que pode ser colocado em qualquer produto na qual quando você passa por um leitor de frequência magnética ele automaticamente computa o produto que a pessoa está levando. Quando eu trabalhei no Carrefour, lá nos anos 2000 o pessoal comentava que o preço por chip era de R$0,30, então vamos lá um pacote de bolacha que custaria R$1,50 se tornaria R$1,80. O consumidor quer ter sim as benesses da tecnologia, já pagar por ela é outra estória. Então, prefiro não pensar que o que a Amazon está fazendo seja o futuro, eles terão primeiro que baratear aquele modelo de negócio.
      O caso do Uber é que eles operam com um baixo custo por não serem tributados adequadamente, até o momento como as outras formas de transporte (táxi, transporte coletivo) e o preço cobrado pessoal, aquilo é claramente uma prática de Dumping, uma vez que os taxistas forem eliminados tenho certeza que o preço subirá.

      Sucesso para todos,
      Maluco

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    3. Uma coisa que conta a favor da tecnologia é a preguiça humana, muitas vezes é melhor investir em tecnologia que depender de mão de obra imprevisível. Nos anos 90 meu pai teve uma padaria e investiu uma grana numa máquina de enrolar pãozinho que poderia ser operada por qq pessoa não necessariamente o padeiro (mão de obra cara, imprevisível e volátil).

      Sobre o Uber pode ser que o preço suba após "eliminar" os taxis, porém até lá a concorrência estará mais forte portanto acredito que uma coisa cobre a outra.

      Abraço!

      Corey

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    4. Corey,

      Opa, estarei esperando esse artigo, =)


      Maluco,

      Sim, o custo de automação é caro, mas a tendência é que haja avanço na tecnologia dos bens de capitais - isso foi quase sempre certo na história - e, portanto, uma maior facilidade de se adquirir esses fatores de produção.

      O caso da Amazon é cedo, mas, pelo andar da carruagem, o que se espera é uma minimização da obtenção e manutenção daquele aparato tecnológico, e se isso acontecer, possivelmente muitas lojas do ramo de serviço a usarão. E aí entra o meu ponto, a tecnologia dos bens de capitais possibilita maior produção e redução de custos - em todos os sentidos, desde a matéria prima adquirida, como redução nos custos da Matéria prima consumida na produção, custos de produtos em produção, de mão de obra direta, custos indiretos, custos de produtos em produção, custos de produtos acabados e etc - e essa redução de custos permite um preço e quantidade de produtos bem mais acessíveis, o que é bom para os consumidores, pois poderão gastar menos dinheiro para comprar o que já compravam. Isso na indústria é ótimo. Além de que, os trabalhadores desempregados da indústria vão parar no setor de serviços, já que ele acaba crescendo com o barateamento e massificação de produtos industrializados - aquela coisa, o povo acaba tendo maior poder de compra, o que, por sua vez, os permite a gastar mais em "futilidades", entretenimento e lazer.

      O problema é que o setor de serviços acaba sendo "o último" setor a receber capital humano, pois os outros - agronegócio e indústria - já enxugaram a quantidade de trabalhadores na produção. Logo, se houver uma acelerada automatização no setor de serviços, então, literalmente, fodeu! Os desempregados não terão lá tantas opções de aonde buscar empregos...

      Sobre a Uber. Ela foi uma maravilha. E não concordo com essa coisa de "tributado adequadamente". Aliás, a tributação é apenas uma das formas de encarecer e artificializar o preço de um produto. Se a Uber não está sendo tão tributada quanto outros serviços semelhantes, ainda bem!

      E não existe lá essa coisa de Dumping. Pelo menos não da maneira como é disseminada pelos protecionistas. A Uber está mostrando que é possível, sim, oferecer um serviço de qualidade a preço menor; o questionamento deveria ser lançado aos serviços monopolistas e oligopolistas de transportes, que são justamente reconhecidos como ineficientes e muito caros.

      E caso a Uber venha a ganhar o mercado - com a falência dos ineficientes taxistas, ônibus e meios semelhantes - o que ocorrerá é o que ocorre em todos os mercados livres diante da mesma situação. Os lucros do setor enviam um sinal aos empreendedores de que há muita demanda para pouca oferta, logo, novos empreendedores aparecerão - como a WillGo, Cabify, Televo e outras empresas do ramo. Agora, se o governo inventar de regulamentar inconvenientemente, tributar fortemente e pedir outras tantas mil licenças, aí o negócio empacaria, e a Uber, caso esteja com o mercado em mãos - conforme o cenário indicado por ti -, não hesitaria em aumentar os seus preços, já que não haveria concorrentes à altura.

      Abraços!

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    5. Excelente comentário! Tributação e controle estatal é sempre ruim, até concordo que deve haver certo controle mas não como vemos por aqui, sou contra protecionismo, a coisa tem que evoluir mesmo que evolução signifique acabar com determinado setor.

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  8. Meu pai tem há 40 anos um mercado e açougue em um bairro vizinho ao Centro aqui na cidade. Ele ainda sobrevive pelo simples fato de ter uma clientela grande e fiel. Também pelo fato da qualidade açougue, visto que ele evita vender carne embalada e prefere comprar os traseiro bovinos inteiros e ele mesmo fazer os cortes.

    A maioria dos mercados pequenos que abrem por aqui fecham muito rapidamente. De cabeça eu só sei de um mercado que abriu em uma rua próxima a onde moro, e sobrevive só porque não tem nenhum mercado por perto. A partir do momento que começar a aparecer concorrentes, o dono certamente vai ter que se mexer pra manter a clientela.

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    1. Comerciantes tradicionais ainda ganham dinheiro mas tendem a desaparecer pq a clientela vai mudando de bairro, morre, os filhos não dão o mesmo valor que os pais, etc, etc. Isso de manter um comércio por 30, 40 anos está acabando e em breve simplesmente não existirá mais. Muita gente vê esse modelo arcaico e acha viável, mas só é viável pra aquela determinada pessoa e não pra outro que entrar no lugar dela. É muito mais complexo que parece.


      Abraço!

      Corey

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    2. Na condição de cliente percebo que muitos comerciantes esquecem que eles não vendem apenas um produto, no caso do seu pai MRE, carne. Eles vendem junto um serviço, uma experiência e as pessoas compram isso. Padaria têm várias próximo de onde eu moro, e o sabor do pão não muda muito de uma para outra, geralmente vou naquela em que os funcionários são mais agradáveis.
      Tenho uma hipótese, o comerciante lucra pouco com a primeira venda que ele faz com alguém, pois o custo de aquisição de um cliente é alto, a subsequência das vendas com o mesmo cliente é que faz a margem de lucro aumentar na relação que o comerciante tem com o cliente.

      Maluco

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    3. Sem dúvidas, mas chega uma hora que esses diferenciais que o pequeno normalmente possui acaba sendo irrelevante perante os diferenciais dos grandes e um dos motivos disso é a própria internet. Hoje todo mundo consegue ficar bem informado sobre praticamente qq coisa pela internet eliminando o papel do comerciante como consultor.

      Abraço!

      Corey

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    4. Concordo com tudo o que foi dito. Inclusive meu pai é um dos que tem as ideias paradas no tempo. Eu trabalho com TI, e já dei algumas dicas pro meu pai, de diferenciais que ele pode demonstrar aos clientes e fazer à concorrência, mas tudo aquilo que envolve muitas técnicas atuais de marketing e afins ele rejeita.

      Eu não forço muito a barra pra cima dele, pelo fato de ele já ser aposentado, ter dinheiro guardado pra emergências e pra render e ter propriedades. Ele trabalha mesmo pelo simples prazer de trabalhar. Foi um dos poucos que veio do interior com uma mão na frente e outra atrás e conseguiu prosperar.

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    5. Mesmo não sendo "velho" não curto muitas inovações e essa é uma das razões que não vejo muito futuro pra mim no empreendedorismo, estou aproveitando enquanto é tempo...

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  9. No bairro em que cresci, na periferia, ser comerciante era sinônimo de ser rico.
    Um vizinho de minha avó abriu um mercadinho pequeno, foi crescendo e ficou rico.
    Quando eu era adolescente eu pensava em ter meu próprio mercadinho.
    Mas nos últimos anos o bicho pegou. Duas grandes redes abriram unidades no bairro. A hora que você passa os mercados estão cheios, até moradores do bairro nobre vizinho vêm fazem compras.
    Alguns tradicionais mercadinhos pequenos já fecharam.
    Um tio meu que tem ponto comercial no bairro acabou de fechar contato de aluguel por 10 anos com uma rede de farmácia.
    Ele tinha uma bomboniere, fechou pra alugar o ponto. Disse que irá ganhar mais com aluguel que o que tirava com o comércio.
    O bairro tem várias farmácias tradicionais, com as velhas práticas de vender mais caro, mais vende fiado. São meio bagunçadas, com atendimento informal. Agora essa realidade vai mudar.

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    1. Na minha opinião quem vai absorver uma parte desses empreendedores de pequeno porte são as franquias.
      Hoje há franquias dos mais variados ramos e para os mais variados bolsos, portanto muita gente que pretende empreender no varejo deve acabar se afiliando a alguma franqueadora. Tanto que mesmo com a crise política e econômica dos últimos 2 ou 3 anos o segmento de franquias em nenhum momento parou de crescer.

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    2. "Um vizinho de minha avó abriu um mercadinho pequeno, foi crescendo e ficou rico." - isso era muito comum nos anos 70 e 80, hoje em dia não mais e muita gente pensa que ainda é fácil assim, investe tempo e dinheiro e quebra a cara.

      Conheço um cara que tb fechou um comércio e alugou o ponto pra uma rede varejista enorme, o ganho dele será cerca de 50% maior.

      As franquias vão sim absorver grande parte dos independentes mas é preciso lembrar que franquia não é garantia de sucesso e que deve ter MUITO nome no mercado pra compensar. Franquia que ninguém conhece e nada é a mesma coisa.

      Abraço!

      Corey

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    3. Tive um professor que falava que franquia é para empreendedores covardes, é empreender com um manual e tutela.

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    4. Não acho que seja coisa de covarde porém não consigo enxergar vantagens relevantes nas franquias...

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    5. "Tive um professor que falava que franquia é para empreendedores covardes, é empreender com um manual e tutela."

      Não vejo problema em ser assim. Acho q o q os franqueados querem é dinheiro, e não se provar como um grande empreendedor. Se algo puder ser facilitado (usando um manual), por quê não?

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    6. Pois é, esse negócio de ser um "super-empreendedor-sofrido-que-começou-o-negócio-com-1-real-e-agora-fatura-1-milhão" é coisa do PEGN e fora da realidade.

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  10. Fala Corey,

    Interessante texto.

    Uma coisa que noto no bairro onde morava que sempre penso nos seus textos é a quantidade de barbearias que abriu.

    Eram 2 grandes, após 3, numa rua com poucos metros são mais de 8 concorrentes.

    Não tem muito a ver o que eu disse, mas o que percebo é:

    A cada dia fica mais difícil para quem tem loja.

    Abraço

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    1. Fala VdC!

      Barbearia, pet shop e loja de colchão! Nunca vi tantas dessas lojas! Barbearia e Pet Shop é coisa que pequeno monta achando que vai rachar de ganhar dinheiro (o que já foi verdade num passado não muito distante), mas loja de colchão na minha opinião tem algo obscuro envolvido pq não entendo como uma loja que vende tal produto consegue se manter em pontos caríssimos e espalhados por todos os cantos, só se cada colchão vendido por 1000 custar 10.

      Abraço!

      Corey

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    2. Segundo um amigo meu, a margem é de mais ou menos 300%.

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    3. Loja de colchão também não entendo.

      Só comprei um colchão depois de 29 anos pra casar kkk.
      Dúvidas da vida, daria uma boa postagem corey.

      Abraço amigos

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  11. Corey

    Sua visão sobre o futuro do varejo é parecida com a minha. Realmente o pequeno comerciante, caso tudo siga conforme os indicativos, venha a ser esfolado pelas grandes companhias e redes varejistas.

    'Be Hunt or be Hunted' no sentido mais literal possível.

    Parabéns pelo conteúdo. Completo, realista e elucidativo. Se for pra deixar uma sugestão, sugiro que você realize mais posts -análise combinada com opinião - como este acima. Estarei acompanhando, sem dúvidas.

    Abs!

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  12. Boa publicação Corey.

    O livro Sam Walton: Made In America, na qual você cita é excelente, na minha opinião é o melhor livro de empreendedor que há, um livro de empreendedorismo que adoro é o Anything You Want de Derek Sivers, um livro de empreendedor brasileiro que eu gosto é Os Mandamentos da Lucratividade de Alberto Saraiva.

    Fazendo referência ao livro do Sam Walton, tem uma passagem do livro que ele cita que mesmo com a expansão do Walmart nas cidades pequenas ele não conseguia competir com as pequenas lojas de ferramentas, pois nelas os pequenos comerciantes davam assistência para os consumidores de qual o melhor equipamento para fazer uma determinada operação, qual é o produto mais indicado para se consertar algo e coisas do tipo. O atendimento personalizado é um diferencial que ele não conseguia dar nas grandes lojas dele.

    Acredito que muita loja “tradicional” regional irá quebrar com a expansão das grandes redes, talvez as lojinhas “tradicionais” já deveriam ter quebrado e isso só não aconteceu pela falta de competição local.

    E o oposto também acontece, perto da minha casa tem um açougue que a clientela é fiel a ele, o cara é legal, trata todo mundo bem, o produto é ótimo, tem um relacionamento e uma reputação com a comunidade superior a 10 anos, é o tipo de lugar que você se sente bem para gastar o seu dinheiro. Não creio que uma Swift conseguiria tirá-lo do mercado.

    Lembro que nos anos 2000 falava-se que o comércio todo seria todo feito pela Internet. “Ah, sei”.

    Já li uma história que considero interessante, quando o Cinema foi criado falava-se que ninguém mais iria ao Teatro, quando a TV foi criada falava-se que ninguém mais iria ao Cinema, com a banda larga da Internet falam que não iremos mais assistir TV. Acho que isso também se aplica ao comércio, tem cliente para todas as modalidades e gostos.

    É isso aí, um abraço,
    Maluco

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    1. Maluco,

      Esse trecho é muito bom, os próprios gerentes do departamento de hardware indicavam lojas individuais aos clientes e muitas lojas acabaram crescendo invés de quebrar após a chegada do WM, mas veja que pra cada loja que sobreviveu, centenas fecharam pelo simples fato que grande parte dos clientes prefere preço a serviço personalizado (eu mesmo sou assim, jamais compro roupa em loja com vendedor).

      Esse tipo de comerciante como vc citou do açougue está acabando e não vejo nossa geração formando novos. Poucas pessoas querem ficar 20, 40 anos trabalhando no mesmo lugar (eu inclusive, 2 anos é hora extra pra mim) e menos ainda vê relevância nesse tipo de diferencial.

      Não se trata de exterminar determinada coisa em prol de outra e sim de diminuir drasticamente. Melhor exemplo: vídeolocadoras, conheço uma sobrevivente que bomba, vive cheia e eu mesmo de vez em quando passo por lá, mas veja quantas milhares fecharam e quantas dezenas sobreviveram. O que quero dizer é que não haverá mercado a todos.

      Abraço!

      Corey

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  13. Corey...o que voce pensa sobre mercado digital e tambem sobre um tal de shopify que tem crescido demais no EUA e Canadá?

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  14. Corey, ótimo texto. Qual sua opinião sobre lava jato de bairro?

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    1. Muita burocracia e regulação estatal o que leva ao encarecimento do serviço, eu particularmente não uso, dou uma ducha no posto a cada 6 meses ou 1 ano, mas tem gente que é doente e lava o carro 2x por semana. Não sei até que ponto é um bom negócio, acredito que já foi melhor...

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  15. O varejo sempre foi o ramo mais complexo de se trabalhar, e tem piorado mais ainda, creio que o pequeno empreendedor, (aquele que tem até aprox. 150k pra investir) deve se direcionar para o ramo de prestação de serviços diretos, especializados e personalizados, porém não gourmetizados.
    Um pequeno exemplo seria uma empresa de instalação e manutenção de gesso, onde o dono tem todo o expertise, não ficando assim na mão de funcionários e tendo a capacidade de supervisionar e inspecionar a qualidade, no qual o mesmo possui outros 4 funcionários e uma frota composta por uma fiorino e um iveco daily, estrutura essa que ele divide em manutenção e instalação, o mesmo acompanha os principais serviços de perto, delegando ao funcionário mais experiente os serviços de menor complexidade, a parte de contabilidade, SAC, vendas e demais burocracias seriam feitas pela esposa em um pequeno home office, a estrutura formal da empresa seria um pequeno galpão onde guardaria os insumos necessários à atividade e a sua frota.
    Esse é só um exemplo, que pode se estender para outros ramos da construção civil, por exemplo, mas que se pensarmos um pouco veremos que tem potencial para atingir outros ramos.

    Mas tenho minhas dúvidas quanto a dominação da venda de produtos e serviços em massa, aqui na minha cidade tem um professor de inglês que dá aulas em casa e segundo meus cálculos ganha cerca de 7k limpos, porque ele te ensina inglês de fato, não é aquele embuste das franquias, ele com certeza ganha mais do que os donos das grandes franquias da cidade.

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    1. Excelente ponto de vista, concordo! O grande problema do setor de serviços é simplesmente o LIXO de atendimento e compromisso, se vc cumprir prazos e fazer um serviço honesto (veja que isso não é diferencial algum, deveria ser padrão) poderá cobrar o dobro e terá fila de gente pra contratar seus serviços.

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    2. Se estivesse começando a vida profissional hoje, com certeza optaria por esse caminho. Mas não iria me endividar para já ir comprando carros e outros equipamentos. Eu iria adquirindo essas coisas aos poucos, com o lucro que conseguisse guardar.

      Porém, esse é um estilo de vida que te limita. Depois de uns 5 a 10 anos é preciso buscar voos mais altos. Mas com certeza é um bom começo. Bem melhor que fazer uma faculdade.

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    3. Sem dúvidas é um excelente começo, o cara já começa ganhando alto... Aliás, grande parte das carreiras alternativas são assim.

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  16. Olá Corey,

    Sou o autor do comentário sobre as redes de eletrodomésticos que gerou aquela discussão e depois a demanda do pessoal pelo post (não sabia que minha simples pergunta iria tão longe rsrs').

    Sobre Colchões, trabalho em uma empresa que também possui uma indústria de colchões, sei de produtos que são vendidos a custo de 1,8K para o cliente de varejo e depois são revendidos por 4k ou até mesmo 6k.

    Essa automatização dos serviços seria a tal Quarta Revolução Industrial, será que isso não vai gerar desemprego em massa? As vezes penso que esse patamar de 12% de desempregados no Brasil nunca vai voltar aos 5% de antigamente.

    Acho que essa Crise Brasileira tem um lado ''positivo'' esta separando quem sabe gerir um negócio de quem não sabe. O que tinha nesse país era aquele Boom desde a Era Lula, o povo resolvia abrir um negócio totalmente descapitalizado, apostando em surfar na onda de consumo e lucrar apenas a médio prazo, na ilusão de um lucro futuro estrondoso. Muita gente quebrou, quem está vivo hoje no mercado é porque soube fazer a lição de casa, acho que quem viu lá em meados de 2012-13 o barco entrando água ainda conseguiu fazer os reparos pra sobreviver a crise.

    Muita gente aposta nessa questão de atendimento personalizado, mas acho que o BIG DATA já faz esse papel cada vez melhor, hoje em dia, a entrega no Brasil ainda que muito ruim em comparação com a Americana é o suficiente. Eu moro no interior, compro pela Netshoes, Americanas, Walmart e etc e tenho tudo na minha casa em 5 dias úteis. Odeio os vendedores de loja de roupa, não servem pra nada só pra falar que é 'X produto é bonito', 'X produto tá na moda' e tudo o que voce prova tá bonito, prefiro comprar sem vendedor ou mesmo online.

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    1. A separação dos picaretas e dos profissionais é algo inerente a crises, vejo muita loja fechando e se vc for investigar verá que o financeiro era um caos, então nesse primeiro momento a crise dá uma peneirada nos muito ruins. Mesmo sendo controlado não está livre de ser chutado do mercado por diversos motivos, entre eles a própria crise.

      Eu mesmo fui um que surfou com a onda de otimismo, comprei minha primeira loja nessa época, fiz um monte de merda, fiquei devendo até os rins e sobrevivi, se fosse hoje com certeza estaria quebrado.

      Se vc estiver em LA e fizer um pedido de NY consegue receber em menos de 24h... Imagine aqui...

      Obrigado por despertar a discussão!

      Abraço!

      Corey

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  17. Excelente post!
    Aguardando um post sobre a "BIBLIOTECA DO COREY".

    Abc!

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    1. Tem alguns posts sobre livros, jogue "Livro" na caixa de pesquisa

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  18. Gostei da postagem. Gosto do seu blogue porque fala sobre empreendedorismo,e não sobre mercado financeiro etc.
    Continue postando mais, estou te seguindo!

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    1. Não manjo de mercado financeiro, deixo pra quem manja, rsrs!

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  19. Bom post, Corey! Vejo que o proximo segmento de negocios tops (que vão substituir os tradicionais) vão ser na area de TI: Venda de sistema e afins.

    Corey, durante o carnaval li seu blog de cabo a rabo e quero aprender cada vez mais, por isso vou pedir sua opinião.

    Tenho uma empresa que comprei junto com meu sócio, a empresa custo +- R$100k, compramos com dívidas e aliada a nossa baixa experiência, patinamos um bom tempo.

    Hoje, mais de 3 após comprada, tem dado um lucro razoável, sendo que podemos tirar 5k de salário cada um. Você acha esse um salário bom pelo valor investido? Vislumbramos aumento de faturamento, mas como você bem deve saber, nao é facil.

    Um abraço

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    1. Fico contente de ser fonte de informação durante o carnaval que nada agrega.

      Vc parece ter uma empresa equilibrada, 10% considero um retorno razoável, ou seja, eu manteria uma empresa assim.

      Abraço!

      Corey

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  20. Corey,

    Sempre leio o blog mas nunca tive a coragem de perguntar,mas este topico me fez repensar muito.
    Dou aulas de ingles(segunda fonte de renda) e tenho pensado em focar nisso apenas.
    Acha que o e-commerce vai ajudar ou atrapalhar nesse ramo?
    Sei q sai um pouco do seu conhecimento, mas acho válido perguntar devido aos leitores tbm, q podem de certa forma abrir uma visão que nao tenha

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    1. Open english e english town, a tendência é que elas tomem o mercado, porque é muito mais vantajoso aprender direto com um nativo, em qualquer hora e qualquer lugar do que aprender com o professor brasileiro, que só pode te ajudar até certo ponto.
      No entanto, na minha cidade tem um cara que deu muito certo com essa ideia, só que ele tem um marketing fortíssimo, já que a cidade é pequena e ele deu aulas em todas as escolas da cidade, nas quais ele cativou os corações das crianças com seu carisma, o que permitiu que ele formasse uma clientela fiel, hoje em dia ele tem fila de espera.
      Exceto em casos excepcionais, creio que seja uma jogada muito arriscada.

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    2. Concordo, os Open English, English Town e Italki são imbatíveis pela qualidade, preço e principalmente conveniência. Não me leve a mal mas professor sem ser nativo serve somente até o nível intermediário, depois disso tem que ser obrigatoriamente nativo pois aprender um idioma não é só falar a língua, tem a ver com aprender a cultura.

      Abraço!

      Corey

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  21. Corey, vc tem a capacidade de extraír o óbvio e deixa-lo facilmente identificável para leigos. Meus parabens, se encher o saco de empreender pode pensar em escrever artigos regularmente.

    Ass: Baiano

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  22. Engraçado ler seu post... ontem mesmo eu estava conversando com meu primo dono de uma ótica muito tradicional aqui em minha cidade (interior SP).. ele herdou o negócio do pai... a ótica fica bem no centro da cidade... no passado eles ganhavam muito dinheiro pois havia 2 ou 3 óticas na cidade... acontece que nos últimos anos a cidade recebeu várias franquias como óticas Carol, óticas Diniz, etc... daí ele me disse que as vendas cairam 50%... ele tb me disse que a óticas Carol vende alguns óculos de marca no preço abaixo da tabela de CUSTO!!! O e-commerce tb afetou bastante as vendas.. hoje por exemplo vc compra um Ryban direto do fabricante... num preço bastante competitivo... concorrência é mto no bom, mas essas redes grandes realmente faz um estrago em pequenos comerciantes... aqui na minha cidade já fechou muitos mercadinhos e farmácias tradicionais... o mesmo está acontecendo com as sorveterias... as grandes redes estão tomando conta da cidade... com preço e qualidade!!! Um abraço

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    1. Muita gente usa óculos mas não 100%, nunca entrei numa ótica na vida, ou seja, é um ramo pouco inclusivo o que significa mercado consumidor limitado, junte a isso as redes tipo Carol e o e-commerce e a merda tá feita.

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  23. O e-commerce é muito abrangente, mas me parece que ele vai continuar sendo mais uma forma de comércio, não será a única e talvez nem a principal em termos gerais, pode ser a principal em alguns setores.
    Vejo que muitas empresas que vendem pelo e-commerce continuam com suas lojas físicas. Isso vai desde lojas avulsas até grandes redes.
    Já lí também que a grande maioria das lojas virtuais brasileiras tem poucas visitas e poucas vendas.
    O grosso do e-commerce deve ficar na mão de grandes players e o restante ficará com lojas virtuais de produtos ou nichos específicos.

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    1. Tem muita gente achando que vai montar uma lojinha virtual de cacarecos e ficar rico simplesmente pq está na internet, o mesmo acontece com quem monta uma lojinha na garagem. É preciso antes de mais nada analisar se vale a pena ou não investir num negócio seja ele físico ou virtual.

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  24. Caro Corey, você tem experiência ou conhecimento a respeito da área industrial e de agronegócio? Tenho vislumbrado oportunidades nessa área, já tenho o conhecimento específico e estou no processo de adquirir os conhecimentos relativos ao empreendedorismo(adm, economia, contabilidade, etc).
    Porém a questão da rentabilidade e do cotidiano são nebulosas, você é o único que eu conheço em toda a internet que expõe essa faceta do empreendedorismo, e por essa mesma razão, agradeceria se você me desse um panorama dessa área, mesmo que baseado em relatos de colegas, qualquer informação seria útil.

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    1. Não manjo nada de indústria e agronegócio. Não entendo o porquê mas rentabilidade é muitas vezes deixada em segundo plano embora seja o principal fator de sucesso de uma empresa.

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  25. Excelente artigo. Gosto bastante de ir pessoalmente ao mercado comprar as coisas, acho meio triste essa coisa de fazer tudo pela internet, as pessoas ficam cada vez mais trancafiadas dentro de casa.

    Abraço!

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    1. Tb sou assim, rsrs! Aliás eu gosto de fazer compra em mercado, rsrs!

      Abraço!

      Corey

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  26. Fala, Corey.

    Ótimo post.

    Sou aquele anon que disse que 70% dos seus posts são absurdos, sem lógica, mas os outros 30% são coisas de gênio, fantásticos.Lembra ?

    Esse post é parte dos 30% geniais. Show de bola.

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  27. Corey, O que acha do ramo de papelaria? E do ramo de gráfica?

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  28. Corey o que vc pensa sobre investir em imoveis para alugar a populaçao de baixa renda.

    explico:

    Meu irmao é advogado (e nem sei como ele teve essa ideia que é totalmente fora do ramo dele). Comprou um terreno de 5x25m e fez 8 casinhas aqui na zona oeste de sp, para pessoas de baixa renda, cada uma alugando a 700 reais.

    Investiu 350k em uns 18 meses entre compra do terreno e construçao e tira 5,6k mantendo todas alugadas.

    Ele mesmo administra direto do escritório que ele tem, no escritório ele tem mais 2 sócios, mas as casas baixa renda são so dele mesmo.

    O que vc pensa sobre esse tipo de investimento??

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    Respostas
    1. Amigo, não sou o Corey (lógico), mas vou opinar, se você permitir, claro: EXCELENTE investimento ... Só tem que saber lidar, saber que terá aborrecimentos, pessoas chatas, etc. Mas, vale a pena.

      Abraço

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