segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Negócios no Brasil X Negócios nos EUA

Leiam o texto abaixo, depois conversamos. (fonte: https://endeavor.org.br/fazer-negocios-eua-licoes/)

Zé Raimundo sempre gostou muito do Brasil, mas depois de conhecer como o mercado americano funciona, ele não pretende voltar para a nação verde e amarela tão cedo.

Depois de 20 anos de sucesso no Brasil, o Zé Raimundo percebeu uma oportunidade de expandir seu negócio para fora. Meticuloso que era, estudou as oportunidades, montou um plano de negócio e resolveu começar a internacionalização pelos Estados Unidos: economia forte, público alvo com bom poder aquisitivo, demanda pelos serviços e produtos do Zé. Uma oportunidade perfeita!
A essa altura do campeonato, Zé Raimundo já tinha aberto mais de 30 lojas no Brasil, em cinco Estados e 13 municípios e já estava cansado de toda burocracia e legislação do país. Honesto e zeloso, o Zé não era adepto dos “jeitinhos”. Por conta disso, em algumas lojas, ele levou mais de um ano para conseguir a documentação de abertura. Para o Zé, abrir uma loja nova era mais ou menos assim:
  1. Arrumar um ponto comercial regularizado e com habite-se – mais da metade não tem;
  2. Negociar com o proprietário e assinar o contrato de locação;
  3. Deliberar a abertura da filial e alterar o contrato social;
  4. Mandar para a Junta Comercial do Estado de Origem e aguardar “arquivamento”;
  5. Atender as exigências da Junta, mesmo que não entenda o motivo;
  6. Receber ata “arquivada” e mandar para junta comercial do estado de destino;
  7. Atender as exigências da Junta, mesmo que não entenda o motivo;
  8. Receber a ata arquivada;
  9. Tirar CNPJ e Inscrição Estadual da nova loja;
  10. Tirar Inscrição Municipal da nova loja;
  11. Dar entrada dos projetos na prefeitura e aguarda aprovação;
  12. Aguardar aprovação da prefeitura; (multiplique isso por 10)
  13. Após aprovação da prefeitura, iniciar as obras;
  14. Solicitar vistoria dos bombeiros;
  15. Aguardar vistoria dos bombeiros; (multiplique isso por 20)
  16. Atender exigências dos bombeiros e pedir nova vistoria;
  17. Aguardar vistoria dos bombeiros;
  18. Obtém habite-se;
  19. Dá entrada no pedido de alvará;
  20. Obtém alvará de funcionamento;
  21. Inaugura a loja;
A sorte do Zé é que ele não estava sozinho para enfrentar essa via crucis: rapidamente ele descobriu que existem consultorias, que não gostam de ser chamados de “despachantes”, cuja única finalidade é ajudar empresas como a do Zé a navegar pela burocracia! Por uma módica quantia o Zé podia contratar uma assessoria especializada para tratar disso para ele! Show de bola!

Só que como “bola” não fazia parte do vocabulário do Zé, na maioria das vezes os assessores-especialistas-na-burocracia não conseguiam reduzir os prazos para obtenção dos documentos. E tome-lhe loja pronta sem poder abrir.  Zé se cansou de tudo isso, já não queria mais viver em um ambiente assim e decidiu tentar a sorte na terra do Tio Sam.
  • Rumo aos Estados Unidos
Decisão tomada, a primeira providência do Zé foi preparar uma bela apresentação do projeto. Ainda no Brasil ele ficou sabendo que o consulado americano mantém um “escritório de negócios”, focado em ajudar empresas que queiram abrir novos negócios nos EUA.
LOGO NO PRIMEIRO CONTATO, ZÉ JÁ PERCEBEU QUE ESTAVA EM UM OUTRO MUNDO: AS PORTAS SE ABRIAM.
Ele percebeu um interesse real dos americanos em que o negócio dele se instalasse lá. Os caras começaram a reunião agradecendo ao Zé por ter escolhido instalar seu negócio nos EUA. O escritório de negócios conectou Zé com a ESD – Empire State Development – uma agência do governo de NY, especializada em desenvolver novos negócios em NY, que não só o recebeu prontamente, como se prontificou a ajudar nos pontos críticos – acesso a capital, recrutamento & seleção, treinamento, etc.
Apesar de parecer óbvio, Zé não deixava de se surpreender com a constatação de que nos Estados Unidos, o ambiente é “pro-negócios”: o governo de fato incentiva e trabalha para atrair e facilitar a instalação de novos negócios no país.
A COMPARAÇÃO COM AS DIFICULDADES DO BRASIL ERA INEVITÁVEL. FOI A PRIMEIRA GRANDE DIFERENÇA QUE O ZÉ PERCEBEU ENTRE OS DOIS PAÍSES.
Vencida a primeira etapa, chegou a hora de recrutar a equipe americana. Rapidamente, Zé descobriu que existe toda uma estrutura para facilitar a contratação de profissionais. Gratuitamente, ele conseguiu espaço para conduzir o processo seletivo, dinâmicas de grupo, material de apoio para o recrutamento. Além disso, o governo americano incentiva a inclusão e a contração de trabalhadores menos favorecidos; incentiva, não obriga como ocorre no Brasil. Nos EUA não tem “cota de PNE”, “cota de menor aprendiz”, lá o modelo é: se você contrata os menos favorecidos, recebe incentivos.
Não existe a obrigatoriedade como ocorre no Brasil, muitas vezes em detrimento da produtividade. Outra surpresa foram as leis trabalhistas: lá pode-se pagar por hora, por mês ou de acordo com a produtividade, não tem nada que sequer se assemelhe ao arcaísmo da CLT. Chamou a atenção do Zé o fato de que, apesar de “menos protegidas”,  não tem FGTS, férias pagas e estabilidade. O trabalhador médio americano tem um padrão de vida muito melhor que seus colegas brasileiros.
Em outra frente, o Zé já tinha contratado arquitetos, engenheiros e desenvolvido o projeto da nova loja. O processo é basicamente o mesmo do Brasil, prepara os projetos, dá entrada na prefeitura, recebe aprovação e começa a obra.
A DIFERENÇA É O TEMPO… TODA TRAMITAÇÃO LEVA NO MÁXIMO 30 DIAS. UMA VEZ TERMINADA A OBRA, É HORA DE OBTER O HABITE-SE.
Novamente, o processo é o mesmo do Brasil: você dá entrada no pedido, aguarda a vistoria e recebe o documento.
Assim como no Brasil, a prefeitura de NY não tem fiscais suficientes para dar conta de todos os pedidos. No Brasil esse problema não é solucionado e as empresas precisam aguardar meses até que haja fiscal disponível ou então dar um “jeitinho” para conseguir a disponibilidade imediata de um fiscal. Em NY, esse problema foi solucionado com a “auto vistoria”, a própria empresa preenche os documentos, contrata um engenheiro certificado e recebe um habite-se.
A premissa básica nos EUA é que o governo não pode impedir o seu negócio de funcionar por conta de uma ineficiência operacional do próprio governo. O governo lá ajuda e nunca se coloca em posição de atrapalhar o desenvolvimento de um negócio que trará resultados positivos por meio da geração de empregos e recolhimento de impostos. Esse tiro no pé, que acontece no Brasil, é algo impensável para o legislador americano.
Ao longo dos meses, o Zé Raimundo foi percebendo outras diferenças, às vezes sutis, outras nem tanto, entre o ambiente de negócios no Brasil e nos EUA. Ele percebeu que lá todos partem da premissa de que você é honesto e que as informações que presta são verdadeiras.
“RECONHECIMENTO DE FIRMA” E “CÓPIA AUTENTICADA” SÃO FIGURAS QUE NÃO FAZEM PARTE DO DIA-A-DIA DE NEGÓCIOS NOS EUA. O QUE VOCÊ FALA VALE, E AI DE VOCÊ SE NÃO FALAR A VERDADE.
O americano confia nas informações que recebe e a punição, em caso de prestar falsas declarações, é severa. Lá você não precisa provar, antecipadamente, que é honesto e também não tem alguém te tutelando o tempo todo e dizendo o que você pode e não pode fazer. Parte-se da premissa de que as regras serão seguidas e de que quem não segui-las arcará com as consequências. Rapidamente o Zé percebeu que essas pequenas sutilezas tem um enorme impacto nos negócios.
As contratações de fornecedores são muito mais rápidas, as propostas são mais objetivas, as negociações mais claras. Ninguém fica o tempo todo preocupado com o “aonde está a pegadinha” ou achando que o “outro quer se dar bem em cima de você”. De outro lado, isso faz com que o americano seja mais “literal”. Vale o que foi dito, vale o que está na proposta. Não está na proposta? Então não faz parte do escopo. Não tem jeitinho nem “veja bem”, não tem muito espaço para interpretação.
O Zé também percebeu que o americano não gosta de negociar preço. A lógica é simples: Se um fornecedor consegue baixar o preço pedido em 30%, significa que ele estava te cobrando 30% a mais do que o valor justo. Consequentemente, se você pede para o cara baixar o preço em 30%, é como se estivesse chamando ele de ladrão, afinal, quem em sã consciência proporia um preço 30% mais alto do que o preço justo?
O Zé Raimundo perdeu alguns negócios para fornecedores que se ofenderam com o jeitinho brasileiro dele de chorar preços. Por outro lado, o Zé descobriu que o americano é competitivo, não gosta de perder negócio e não tem papas na língua na hora de apontar os defeitos dos concorrentes. O Zé adorou essa parte: além de ter certeza de que sempre estava conseguindo preços alinhados ao mercado, acabou sendo alertado para muitas questões que teriam passado despercebidas se um concorrente mais agressivo não tivesse colocado o dedo na ferida.

Por conta disso, Zé deixou de cair em boas roubadas. Apesar de adorar o Brasil, o calor humano e o jeito de ser do brasileiro, ele ficou encantado com os efeitos benéficos da competição. Um mercado competitivo produz melhores resultados para todos: gera mais riqueza, mais empregos e mais bem estar social. Apesar da falta do arroz e feijão, Zé Raimundo segue feliz da vida seu projeto nos EUA. A primeira loja abre em breve e ele já sonha com as próximas.
 Agora vamos aos comentários. Zé Raimundo é o típico self-made man brasileiro, um fudido que não caiu no triatlon  cachaça/puta/jogo e conseguiu se dar bem na vida. Conheço inúmeros Zé Raimundo, pessoas simples, sem formação acadêmica mas que trabalharam duro e conseguiram montar impérios de negócios: rede lojas de material de construção, de lanchonetes, padarias, mercados... Uma observação: jamais conheci sequer sequer um cara com "preparo" teórico (administradores de empresa, economista, whatever) dono de empresa bem sucedida...

O que to texto fala sobre a burocracia pra abrir uma empresa é a mais pura verdade, mas duvido que o Zé Raimundo chegou onde está sem molhar a mão de ninguém. É impossível! Não existe a menor possibilidade de se abrir uma empresa, ter as licenças inerentes do ramo sem jeitinhos. Ponto final. Veja alguns exemplos: abrir um CNPJ novo demora em torno de 60 a 90 dias em São Paulo, com 200 reais na mão certa, o prazo cai pra 48h. Ok, você pode aguardar 90 dias, pagar 3 meses de aluguel no seu ponto comercial, mas dependendo da licença não é tão simples assim. Tem papel que pra sair depende de outro papel e esse segundo papel não sai sem o protocolo do primeiro sendo que o prazo é de 15 dias pra você ter o primeiro e 7 dias pra ter o segundo. Entendeu? Se você não apelar pro jeitinho simplesmente não consegue saporra de papel!

Nenhum empresário em sã consciência vai ficar aguardando prazos pra abrir sua loja, ele abre e depois corre atrás. É errado? Claro que é,  mas todos fazem assim e não tem  porque você fazer diferente Ser empresário no Brasil é cagar em cima da ética, não é possível fazer as coisas 100% dentro da legislação e ser empresário ao mesmo tempo. Sabe quando tem esses "escândalos" de empresas conceituadas e sem alvará e licenças de funcionamento? Os jornais esquecem de falar que a liberação desses papéis demoram horrores por passarem pelo humor de funcionários públicos, não falam que eles demoram 20, 30 dias pra dar uma resposta e pedir mais um documento e que isso se arrasta por meses e as vezes até anos.

Um dos motivos que consigo me virar bem é porque conheço as pessoas certas, os despachantes, as empresas de "consultoria" que nada mais são que "esquemas" com funcionários e órgãos públicos... Sem esse conhecimento minha vida empresaria seria um inferno ainda maior.

Sobre abrir uma empresa nos EUA não posso comentar muita coisa, minha experiência é bem restrita mas o pouco que sei é que realmente é tudo mais simples que o Brasil, as coisas são mais simples de se entender, os contadores são mais práticos e tudo é preto no branco o que traz uma segurança jurídica maior. As chances do contador fazer merda são bem reduzidas porque as leis são mais claras, já aqui sempre estou com o cu na mão dos meus contadores fazerem merda e eu me foder.

A legislação trabalhista americana é a cereja do bolo, a simples existência do sistema part-time já deixa as coisas mais simples pro lado do empresário. Nem vou comentar sobre os "direitos trabalhistas" brasileiros, a dificuldade que temos em demitir alguém devido aos encargos, etc. A terceirização que proporciona agilidade é outro ponto importante. 1000 a zero para os Estados Unidos.

Achei esse texto bem interessante, serve pra abrir os olhos de quem nunca teve contato com o ssitema empresarial americano e me deixou com ainda mais bronca do Brasil.

36 comentários:

  1. Excelente texto. Espero que retome o blog com mais posts assim, sempre são muito interessantes.
    Abraço!

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  2. Poxa, Corey! Mas que texto, hein!

    É outro mundo. A própria mentalidade das pessoas é diferente, não há a choradeira e intervenções de sindicatos, professores universitários, vereadores, deputados, senadores, partidos políticos, Ministério Público, tribunais e outros tantos personagens pedindo "burocracia+estado+intervenção".

    Apesar de ter vários pontos negativos e de o país não ser tão livre como já foi anos atrás (e que era mais livre ainda outros tantos anos atrás, assim como mais anos...), os EUA ainda é um grande mercado competitivo, com poucas regulamentações e poucas leis (depende do estado) se comparado ao Brasil e outras dezenas de países.

    Lendo textos como esse a vontade é de partir ainda esse ano (embora seja impossível).

    Abraço!

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    1. Sem dúvidas os EUA já foi mais livre, mas entendo o pq deles estarem num processo regulatório, liberdade pode ser confundida com libertinagem o que não é nada bom. infelizmente eles se fecharão cada vez mais. Muita coisa vai depender do resultados das eleições que de qq maneira será desastrosa.

      Abraço!

      Corey

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  3. Muito bom o post.

    Fiz um post essa semana sobre os programas americanos e um é sobre "o Socio", um programa sobre um empresario americano que salva empresas com problemas financeiros e de administração...e dá pra ver a diferença abismal entre as empresas e o funcionamento da legislação americana com os daqui.

    Um país engessado e sem liberdade economica está fadado ao fracasso. E também tem a própria mentalidade do povo brasileiro que vê o chefe como alguem explorador que quer tirar vantagem das pessoas, por isso que o povo brasileiro gosta tanto de processar as empresas, todos os meus conhecidos já processaram alguma empresa por onde eles passaram e na maioria das vezes só pra arrancar dinheiro ou pra dar dor de cabeça pro chefe, e por isso que tenho receio de empreender por aqui.

    Abraço.

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    1. Esse programa é muito bom mesmo, sempre assisto. Lá dá pra ver a facilidade e a transparência das coisas, teve um episódio que o Marcus desistiu do negócio pq o contador dele levantou a capivara da empresa e estava tudo sujo. Aqui um levantamento desses leva meses e não há garantia alguma que vai puxar tudo...

      A legislação trabalhista atrapalha todos, os patrões e empregados.

      Abraço!

      Corey

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    2. Gosto demais desse programa! Acho que se fizessem algo parecido no Brasil... cada episódio seria uma novela...de tanto é a burocracia haha

      Abraços!

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  4. Ótimo, Corey.

    Infelizmente a nossa realidade é essa. Aliás, em muitas outras áreas essa lentidão impera. Como você bem disse, se não contramos as "empresas de consultoria", ou você morre na fila e gasta muito mais do que deveria ou desiste.

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    1. Grande G65!

      Não tem como, tem coisa que simplesmente não sai se vc não pagar um café, lamentável...

      Abraço!

      Corey

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  5. Olha Corey - outro texto muito bom. Eu conheço o ambiente de negocios americano e tudo o que voce mencionou é correto. A burocracia é mínima e passa a ser ainda mais reduzida se voce estiver disposto a investir em uma area de investimento alvo (normalmente areas rurais ou muito pobres que o governo tem a intenção de levar novas empresas e gerar trabalho).

    Outro tema relevante é que depois de abrir sua empresa, o pagamento de impostos é muito simples. Não chega nem perto do que temos no Brasil com impostos municipais, estaduais e federais - e uma dificuldade enorme para calcular todas eles.

    A vida de um contador nos USA é bem mais simples (não mais fácil) do que a vida de um contador no Brasil.

    Apenas um ponto que eu coloco - os USA é um país altamente regulado e acho isso extremamente positivo. O problema do Brasil é que nós somos um país extremamente controlado. É importante entender que regular é diferente de controlar - o governo brasileiro é muito controlador.

    O exemplo padrão que os americanos usam é que regular é voce criar os seus filhos com base em valores concoretos, dando exemplos e educação. Regular é voce nao fazer nada disso e depois tentar trancar eles em casa aos 18 anos para evitar que bebam e fumem.

    Novamente, parabens pelo seu excelente texto.

    Um grande abraço,

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    1. Excelente observação sobre regulação e controle, concordo com vc. Lá pra trabalhar em qq profissão legalmente vc tem que ter um permit específico, isso é regulação que traz benefícios na qualidade do serviço sem mencionar que diminui os riscos envolvidos em qq negócio.

      Abraço!

      Corey

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  6. Uma coisa que eu gosto nos EUA é a taxacao na boca do caixa.

    Eh mto saber exatamente o qto de imposto vc ta pagando e o legal eh q eh cobrado na hora. Td bem que as vezes vc fica puto ou despreparado. Mas isso abre os olhos dos consumidores sobre esses tipos de taxas.

    Meu projeto paralelo, quando estiver pronto, vai exigir abertura de cnpj para poder cobrar mensalidade (imagino eu). Nao quero nem pensar na burocracia brasileira...

    []`s

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    1. Concordo, é tão mais transparente! É estranho pra gente que vai esporadicamente mas depois acaba-se acostumando com isso, se torna natural saber q a conta nunca será o valor da etiqueta.

      Talvez vc consiga um MEI que é mais simples de ser aberto (e um pesadelo pra fechar).

      Abraço!

      Corey

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  7. Ótimo texto como sempre, muito bem escrito e com informações valiosas.
    Muito interessante o que você disse sobre os "zés" por ai a fora, e que prova que o diploma da IBMEC e MBA da FGV não servem pra nada além de fazer planilha de excel até 10hrs da noite em multinacional.
    Se as pessoas seguissem a velha fórmula do lucro(Lucro=Receita-custo) a maioria não falia, porque se você manter seu gasto proporcional a sua receita não tem onde você ter problema(obviamente não estou sendo ignorante de desconsiderar vários fatores importantes e casos específicos, como uma pousada que tem custo fixo de manutenção e fluxo de clientes variáveis, é uma generalização).
    Você poderia fazer mais posts relatando sobre os tais cafezinhos que como você disse são indispensáveis ao empresário para tocar o negócio.
    E falar também sobre os conhecimentos úteis e inúteis para um empresário, porque o que mais se vê por ai é marketeiros vendendo coisas mirabolantes para o empresário(cofcofsebraecofcof), já que com sua vasta experiência você vai sem dúvida ter discernimento necessário para dar o caminho das pedras.

    Obrigado e boa sorte na sua jornada rumo aos EUA, espero que consiga alçar vôo, e sair dessa latrina de viés socialista.

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    1. Não tem muito segredo, uma empresa deve dar lucro e esse lucro tem que começar imediatamente. Esse negócio de trabalhar no vermelho e aguardar X meses pra ter lucro é coisa de PEGN, na vida real não funciona assim. É tudo matemática básica: vc compra por 1, vende por 2 e suas despesas não devem ultrapassar esse 1 de lucro. Simples!

      Não curto negócios sazonais mas não vejo tanta dificuldade em lidar com eles. Em um negócio sazonal eu simplesmente trabalharia com o lucro do ano anterior. pronto, sem crise.

      Abraço!

      Corey

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  8. Ola Corey,

    Bacana o texto.

    Para tudo existe o 'jeitinho brasileiro', na construcao tambem conheço as pessoas e sou obrigado a 'contratar uns freelas de pessoas do governo' para agilizar meus projetos, documentos e venda. È triste mas è a realidade.

    So o tanto de coisa que vc disse ja me desanimou de abrir uma loja rs.

    Haja paciencia pra tanta "burrocracia"
    ,abraco

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    1. Fala VdC!

      Tenho um familiar que é construtor e sei bem como funciona. Ele paga caixinha pra todo mundo e como vc disse, contrata freelas de dentro da prefeitura. Antes eu me indignava com isso, hj simplesmente pago e aceito numa boa. Se é assim que funciona, assim que vai ser.

      Abraço!

      Corey

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  9. Caro Corey,

    Iniciei conversa com um amigo meu que mora nos EUA, para abrirmos um negócio juntos (provavelmente, um posto de gasolina com loja de conveniência). Seremos 3 sócios, posso acompanhar tudo daqui pela internet e câmeras de vídeo. Penso seriamente em fazer o negócio, coisa para daqui um ano provavelmente. Investir aqui? Mais? Desisti.

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    1. Fala HM!

      Tenho um amigo no Texas que tem um gas station. É uma faca de 2 gumes, tudo vai depender da sua localização e principalmente o contrato que vc tem com a fornecedora de combustíveis, o ideal é vc somente ganhar uma comissão por galão e toda a operação do posto ser de responsabilidade da fornecedora. A gasolina deve ao menos pagar seu aluguel, o lucro vem da conveniência, se houver espaço pra sublocar pra alguma franquia é melhor ainda.

      No demais é um negócio que anda sozinho, vc precisa ter funcionários amigáveis e um bom estoque. Não tem muito segredo...

      Abraço!

      Corey

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  10. Olá Corey,

    Excelente post como sempre.

    Tenho uma pergunta off-topic, mas se puder me dar sua opinião eu agradeço.
    Fiz 03 anos de curso de inglês, isso já faz uns 05 anos. Com o curso e estudando muito nas horas vagas adquiri um bom nível, porém nos últimos anos por falta de tempo e relaxo deixei de praticar e meu nível diminuiu consideravelmente, tanto que não me sinto seguro em colocar fluente no meu currículo. Nunca viajei para o exterior mas tenho muita vontade e verifiquei que existem cursos intensivos de 30 dias em países como EUA, Austrália, Canadá e etc. Com a viagem poderia estudar e ainda conhecer um país novo. Tenho 28 anos.

    Estou pensando em fazer a viagem no ano que vem. No meu lugar você faria a viagem? Você já fez algum curso de idiomas no exterior? Indica algum?

    Obrigado.

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    1. Cara, 3 anos de curso de inglês não quer dizer muita coisa... Assista esse vídeo:

      https://www.youtube.com/watch?v=dG2vTuh80K8

      Se eu faria um curso intensivo desses? Talvez. Se eu tivesse com um nível de inglês bem top e quisesse dar uma turbinada, sem dúvidas faria, caso contrário estudaria como sempre fiz: usando materiais de assuntos que me atraem e praticando conversação via skype com nativos.

      Abraço!

      Corey

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    2. Vou adiar o curso no exterior então. Vou voltar a estudar com os materiais que possuo e conversando com nativos pela internet por enquanto. Mas no futuro, quando estiver com o inglês melhor, farei o curso no exterior para dar uma turbinada no meu currículo.

      Obrigado!

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    3. Anon 4 de outubro de 2016 15:32 quais plataformas vc usa para se comunicar com nativos?

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    4. tem várias maneiras, conheci meus professores pelo buddyschool

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  11. Minha esposa passou em um concurso público esfera federal pra uma cidade de interior de estado(200mil habitantes)
    Vai ganhar o dobro que ganhamos na capital e com custo de vida muito menor.
    Abrir negócio? Pra que?
    Estamos ganhando juros com TD, rendimentos de FII e ações e também temos uma sala comercial que ganhamos de aluguel.
    Melhor coisa no Brasil são os juros. Abrir negócio só se der 30% ao ano livre dos impostos e outros custos.
    Caso contrário vivo com meus fiis + juros de 12% aoano limpinhos e sem IR

    Saudações

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    1. Embora eu seja contra o comodismo do emprego público não tenho como não concordar que sua opção de vida é ótima.

      Sobre ter 30% ao ano. Isso é loucura! O mínimo que uma empresa deve dar, na minha opinião, é 10% ao mês.

      Abraço!

      Corey

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    2. sou outro anon o minimo que vc quis dizerseria 10% de lucro liquido corey?

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    3. Se eu invisto 50.000 numa empresa, ela deve me dar 5k de retorno (no mínimo) por mês.

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    4. Corey, o valor do investimento que você se refere é somente o valor de mercado da empresa? ou inclui também todos os ativos (por ex. estoque)?

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    5. Exemplo:
      Valor da empresa: 100.000
      Entrada: 30.000
      Investimento em estoque, reforma, etc: 20.000
      Investimento total: 50.000
      Os demais 50.000 serão pagos em prestações com o lucro da própria empresa.
      Essa empresa deve dar ao menos 5k de lucro líquido

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  12. Que bom que esta aparecendo mais frequentemente Corey!

    Uma observação: jamais conheci sequer sequer um cara com "preparo" teórico (administradores de empresa, economista, whatever) dono de empresa bem sucedida...

    Sobre isso ouvi em algum lugar , não me lembro onde que tem uma lógica .
    Ninguém que entende de custos e que sabe como funciona ter uma empresa tem coragem de abrir uma, pois sabe que é muito difícil de dar certo.
    Por isso geralmente quem abre são pessoas assim sem ter estudo abrem na cara e na coragem , também por isso a mortalidade é tão grande .

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    1. Não sei... acho que isso não faz muito sentido pq na prática é possível sim manter uma empresa, se não fosse assim não existiria nada. Acontece é que o pessoal mais simplista e sem qualificação costuma fazer as coisas de maneira mais simples. Explico: o cara só entra num negócio se consegue entender como funciona.

      A mortalidade dos comércios (área que conheço) se dá mais ao fato do sujeito não respeitar a matemática, misturar PJ com PF e se achar foda por ser "empresário" do que por desconhecimento de regras tributárias e legislação trabalhista.

      Abraço!

      Corey

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    2. Geralmente, pelo que percebo, profissionais liberais e/ou da área de negócios ganham muito bem para consultar os negócios dos outros, eles preferem ser bem remunerados prestando um serviço de domínio do que tendo que arriscar um empreendimento. Na verdade, se for observar bem, um profissional liberal já é um empresário, que presta serviços ao invés de bens.

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  13. Fala Corey


    Dá vontade de chorar lendo esse texto cara. A pior parte é a burocracia. Assim como você, eu tbm tenho o meu despachante (esse não liga de ser chamado assim, é das antigas) e sempre é preciso molhar a mão de alguém pra conseguir "boa vontade" pra desenrolar burocracia. Não nego, já tive que pagar muitas vezes pra conseguir as coisas mais rápido e isso é crime, mas vai fazer o que? Não da pra sentar e esperar. Ainda mais na área em que eu atuo, é frustrante, pra não dizer outra coisa.

    Eu ando pensando muito nos EUA ultimamente e aquela ideia de não trabalhar mais quando deixar o Brasil é algo que as vezes começo a reconsiderar. Pq tenho algumas ideias de negócio que acho que poderiam funcionar excepcionalmente bem por lá.

    Obrigado por compartilhar isso Corey, aprendi ai coisas que não sabia sobre empreender por lá.

    Abs

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    1. Grande Rover!

      Quem diz não pagar bola é mentiroso, não existe isso! Sempre tive que pagar, a diferença é que agora me conformei com a situação e isso não me incomoda mais.

      Cara, eu não me vejo simplesmente coçando o saco, acho que sempre terei um trabalho...

      Abração!

      Corey

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