quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Sobre Caridade

Pode reparar, quando você entra em blogs gringos sobre finanças, independência financeira, minimalismo, simplicidade voluntária ou mesmo blogs sobre desenvolvimento pessoal e olha o orçamento mensal das pessoas, a caridade está presente em praticamente todos eles. Gringo faz muita caridade, é normal as pessoas comuns doarem dinheiro para ONGs, ajudarem financeiramente outras pessoas, etc.

Aqui no Brasil percebo que caridade a nível pessoal é algo mais restrito. O mais comum é ajudar um familiar que está no sufoco financeiro mas quase sempre a pessoa que doa leva isso como algo provisório, somente alguns meses até o cara se estabilizar. Outras pessoas continuam doando anos a fio mas o sentimento quase sempre é " porra, tô de saco cheio de ajudar essa pessoa". Não existe muito a cultura da caridade como algo natural e que todos devam fazer.

Meu post não é pra dizer que você deve ser bonzinho e fazer caridade e caso não faça é uma pessoa do mal que irá para o inferno, nada disso. O objetivo é somente despertar esse pensamento que não é muito comum nas pessoas.

Vou falar por mim: não faz muito tempo que despertei para a importância da caridade. O que me abriu os olhos foi justamente os blogs, sites e vlogs gringos. A esmagadora maioria das pessoas que tratam sobre independência financeira e minimalismo coloca caridade no orçamento mensal. Ao ler biografias sobre pessoas bem sucedidas percebi que todos fazem caridade, em menor ou maior grau, mas fazem. Acredito que o fato do gringo, principalmente os mais ricos, fazerem mais caridade é devido aos abatimentos de impostos que possuem, claro que existem pessoas que gostam de ajudar outras mas se puderem fazer isso aliando com ganho financeiro com certeza farão mais. Perceba que a maioria das universidades, institutos de pesquisa e organizações não governamentais americanas são mantidas por gordas doações de milionários ou empresas. Pessoas como Buffett e Gates doam a maioria do dinheiro que possuem. Graças a essas doações imigrantes possuem cobertura de saúde, pessoas com AIDS e câncer são tratadas, pobres vão para as universidades. Como é legal um país onde até a ajuda aos pobres é privada!

Bom, após perceber que a gringaiada  leva caridade tão a sério, decidi que eu também deveria fazer algo. Não tenho um orçamento para caridade nem um plano de ação. Eu faço quando o coração manda. Conforme disse no meu texto sobre religião, sou um cara que valoriza as energias. Ajudar uma pessoa me traz um load de energia positiva muito bom, atrapalhar alguém ou fazer algo que não considero legal traz justamente o oposto.

O que costumo fazer? A maioria da caridade que faço é na forma de pequenas quantias, quase sempre ajudando moradores de rua que vivem próximo das lojas. Normalmente pago uma refeição na lanchonete, compro algum alimento no mercado ou algo assim. Certa vez dei 1 real em dinheiro para um cara que abriu o jogo: "amigo, eu poderia mentir pra você, mas vou falar a verdade, quero 1 real pra me ajudar a comprar uma pinga pra me esquentar essa noite". Aquela sinceridade me convenceu, rsrs! Ok, você pode dizer que moradores de rua são vagabundos, que escolheram viver a margem da sociedade, que existem oportunidades para todos, ainda mais em São Paulo. Você está correto, eu concordo com você! Mesmo assim eu acho legal ajuda-los, ninguém sabe os reais motivos que os fizeram ir parar na rua... Além disso por algumas vezes já aprendi coisas com eles, veja uma dessas histórias aqui.

Além de ajudar moradores de rua, contribuo para ajudar animais abandonados, faço doação de sangue, e o que considero o principal: tento não atrapalhar a vida de ninguém. Isso custa zero reais e se todo mundo fizesse o mesmo viveríamos num mundo muito melhor. Pretendo num futuro próximo doar um pouco de tempo para ajudar idosos, veja que não é preciso gastar dinheiro para fazer caridade, você pode dedicar algumas horsa de trabalho voluntário, por exemplo.

Digo novamente: não sou melhor que ninguém por fazer um pouco de caridade, aliás é justamente ao contrário, acho que sou egoísta. Faço porque me sinto bem em fazer, me dá uma sensação boa, uma carga de energia positiva que me ajuda no dia-a-dia. Se você faz caridade, parabéns, se não faz, ao menos considere a questão. Pode ser legal pra você mesmo.

54 comentários:

  1. A malandragem do brasileiro me dá asco.
    Quando tenho um troco sobrando prefiro doar para entidades gringas do que brasileiras. Sempre tem algum tipo de pilantragem envolvida no meio.

    Acredito que todos são responsáveis por aquilo que colheu, tirando as crianças que vieram ao mundo com problemas por puro egoismo dos pais.

    E dar esmola só os tornam mendigos profissionais. Chega ser bizarro, mendigos ganhando mais que vários trabalhadores assalariados só pedindo.

    Por isso se for pra fazer caridade eu prefiro fazer para entidades gringas.

    Tipo o Ryans Well que cava poços artesianos em várias partes da africa ou o humble bundle que você pode "comprar" jogos quase de graça e/ou doar (tudo ou não) para a caridade.

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    1. Respeito sua opinião, ainda não vi como doar para essas entidades, valeu a dica, vou fuçar. Abraço!

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  2. Desculpa, mas TODOS os brasileiros DÃO GRANDE PARTE do seu salário (em forma de impostos) para os mais necessitados terem educação, saúde, segurança, ...

    Você quer que ainda doemos mais ?

    Nem pensar!

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    1. Eu não quero que vc doe nada, só escrevi um post sobre esse assunto...

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    2. Boas,

      Doar penso eu, significa dar por livre e espontânea vontade e não ser descontado sem ao menos ver o dinheiro.

      Quero parar de "doar" os impostos então, como faço?

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  3. O problema de caridade no Brasil e exatamente o que falou o Forreta.
    Os altos impostos e taxas pagas todos dias para o governo faz com que a "caridade" no Brasil seja muito pequena em relação aos países desenvolvidos.
    Alex

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    1. Até é possível ter isenções por caridade mas o sistema tributário brasileiro é tão complexo que poucas pessoas se arriscam a fazer algo fora do comum.

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  4. Bom dia!

    Prezado,

    Também já dei grana para um alcoólatra sincero.
    Costumo também pagar pinga e cigarros para um senhor surdo-mudo e um catador de latinhas que conheço de vista em um boteco que frequento.

    Grana mesmo, não dou para ninguém. No máximo uma marmita para uma senhorinha pedinte que fica perto de um restaurante que frequento no horário do almoço.

    Abraço.


    Gaúcho

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    1. Não precisa de muito dinheiro pra fazer o dia de uma pessoa melhor ao mesmo tempo que nos deixa tb melhor.

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  5. Um familiar próximo teve uma doença muito grave e recebeu tratamento de primeiro mundo em um hospital de uma ong fundada por uma pessoa totalmente altruísta, então pude ver o outro lado da doação.
    Procuro ajudar sempre que aparece a oportunidade, teve o incêndio da chapada mesmo, eu ajudei como pude, uma casa de idosos abandonados iria fechar por falta de estrutura eu ajudei porque uma pessoa juntou um grupo de amigos e espalhou a história, de R$ 10,00 em R$ 10,00 foi possível ajudar os velhinhos. A galera fica de mimimi Brasil isso, Brasil aquilo. Ajudar é ajudar e pronto, faz quem quer. Gostei do texto Corey. Também sou assim, não me sinto melhor que ninguém por fazer, mas sinto que mesmo que com um 0,000001% já colaborei para o mundo ser um lugar menos pior, e de fato a gente ganha uma carga de energia positiva imensa.
    As pessoas falam tanto da gringa, e eu me pergunto, quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? Eles são assim porque o país propicia isto? Ou o país é bom porque as pessoas tem um pensamento mais evoluído? É para refletir.
    Abraços Corey

    Sandra

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    1. Oi Sandra!

      Tb procuro participar de campanhas de arrecadação de mantimentos como ocorreu em Mariana. Uma pessoa do prédio onde moro organizou o envio e juntamos uma kombi de mantimentos, foi muito gratificante.

      Sobre seu último parágrafo não tiro uma vírgula. Na minha opinião o primeiro mundo é o primeiro mundo devido as pessoas.

      Abraço!

      Corey

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  6. Olá Corey,

    Achei excelente o seu post, porque nunca vi ninguém tocando no assunto. O que eu penso:

    Sim, os impostos aqui no Brasil são absurdos e incomparáveis com o dos americanos, mas na minha opinião isso não é justificativa para deixarmos de ser caridosos. Para mim, a caridade é uma questão moral e interpessoal. Não é porque pago algo como 40% de impostos que eu estou fazendo caridade. A caridade forçada simplesmente não existe, o que existe é a caridade voluntária, sem alardes e estritamente pessoal. Doar faz bem para a alma, motiva e dá uma sensação de bem estar, como você bem descreveu. Este sentimento é muito nobre.

    Eu, assim como você, também não doo grandes cifras, mas tenho uma regularidade definida e procuro aumentar as doações a cada ano. É pouco, mas em um mundo repleto de pobreza e sofrimento, qualquer ajuda é válida.

    Abraço!

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    1. Olá PM!

      Verdade, não vemos muitos posts a respeito disso o que prova o pouco envolvimento do brasileiro com o assunto.

      Concordo com vc, acho que melhor que deixar de ajudar por causa dos impostos é procurar pagar menos impostos, seja lá de qual maneira a pessoa conseguir fazer isso.

      Tb acho que não deve ser forçado nem alardeado.

      Abraço!

      Corey

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  7. Eu não dou nada, não ajudo flanelinha, não ajudo ninguém. Sou roubado com altos impostos no Brasil e já faço minha parte e se os políticos não deixam o dinheiro que foi roubado de mim chegar nos pobres não é problema meu. Como muitos disseram, o brasileiro é o maior filho de uma P. só pensa em levar vantagem nas costas dos outros. Outro dia na casa da mãe da minha esposa passou um pessoal em cadeiras de roda pedindo dinheiro (sempre fala para não ajudar) mas ela sempre ajuda. Sabe qual foi a surpresa: Ela resolveu sair para comprar verduras e topou os pedintes na entrada do bairro com as cadeiras de rodas na mão e tomando SKOL. Caguei de rir quando ela me contou isso.

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    1. Eu tb jamais dou esmola em dinheiro, ajudo comprando coisas, se o cara vai fazer mal uso depois fica na consciência dele, não na minha.

      Abraço!

      Corey

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  8. Prefiro ir visitar os velhinhos, eu sempre gostei de ouvir as histórias. Alguns demonstram como dá pra passar uma vida inteira sem muita coisa e ser feliz mesmo assim.

    Até entendo, apenas agora com mais de 30 anos, algumas explicações do tipo:

    "Pra quem não tem controle, ter um financiamento pra pagar é a única forma de juntar alguma coisa." - O velho se referia a uma pessoa farrista que gastava com festas, mulheres e bebidas tudo que recebia.

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    1. fala Baiano!

      Eu adoro conviver com velhinhos, da pra aprender muita coisa. Isso que vc falou é verdade, pra quem é gastão a melhor coisa é se enfiar num financiamento mesmo.

      Abraço!

      Corey

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  9. Fazer caridade no Brasil na maioria das vezes é assinar atestado de otário, os recursos jamais chegam a quem realmente precisa, quem se dá bem no final são os profissionais da esmola, já vi cada coisa que me dá asco só de lembrar.

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    1. Posso ser bobo mas acredito que o gesto é o que importa, se desviarem minha parte eu fiz.

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    2. Boas,

      Se quer doar, doe seu TEMPO, o maior ativo que temos...ele se gasta e não volta atrás. NUNCA

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  10. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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    1. Desculpe amigo sei que fez a postagem nas melhores intenções mas não quero esse tipo de conteúdo no meu blog, não gosto desse tipo de informação propagada de qq maneira.

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  11. Isto me lembrou uma vez, estava no centro da minha cidade, eu tinha comprado alguns pasteis para levar para casa, após ter feito um lanche numa lanchonete simples.

    Um pedinte sentado na calçada do ponto, me pediu dinheiro, disse que estava esfomeado, e sem dinheiro algum para comprar nada.

    Fiquei comovido, tirei a sacola com os pasteis, e passei para ele ... Ele disse que não iria querer, que queria era dinheiro para comprar a pedra dele ... Ainda bem que não passei os pasteis, passei foi é raiva.

    De qualquer forma, acredito que é importante sim doar ... Mesmo que, sejam roupas velhas, alguma coisa que você não usa mais e pode servir aos outros, isto já é de grande valia.

    Uma vez anunciei um sofá velho no OLX, preço simbólico ... Uma pessoa veio e levou o sofá, meu pai nem acreditava que alguém pagaria frete para levar um sofá velho, mas o rapaz que comprou era do Espírito Santo e tinha vindo em minha cidade para morar, com pouquíssimo dinheiro, e ele agradeceu de coração o preço simbólico que fiz, e levou o sofá todo feliz.

    Pra mim, valeu a pena.

    Ajudar é sempre bom.

    Grande abraço

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    1. Fala VdC!

      Já aconteceu algo parecido comigo, mas nem liguei.

      Vc me despertou uma coisa, sempre anuncio coisas no Mercado Livre e OLX a preços ridículos somente pra me desfazer sem ter que jogar fora, faço como os gringos nos garage sale. Se vc analisar isso tb acaba servindo como caridade pois pode ajudar uma pessoa que não tem condições de comprar algo novo.

      Abraço!

      Corey

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  12. Corey , voce não tem filhos e nem tem planos de te-los e querendo ou não , voce é um cara foda e vai ter uma herança a deixar , que tal não doa-la no futuro ? Melhor que deixar pro estado ! Ja pensou nisso ?

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    1. Sim, já pensei, o que eu não conseguir beber de whisky e comer de picanha será doado pra uma ONG que não tem a ver com caridade mas que admiro muito e para alguma outra que cuide de animais.

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    2. Corey, ajudo todo mês uma Associação Paraíso dos Focinhos eles realmente resgatam e cuidam de animais, estão no Facebook.Ajudo com dinheiro mas aceitam também outros tipos de doação.Ajudo com o que posso e é muito bom, gera uma sensação boa!! Eles sempre precisam pois Sempre aparecem novos animais necessitados.
      Um abraço
      VL

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    3. Legal! tenho uma amiga que tb doa para uma entidade de cachorros, inclusive ela trabalha de voluntária 2x no mês.

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  13. Fala cara, blz?

    Navegando pela internet, acabei caindo em seu blog, e gostei bastante de suas histórias e principalmente por abordar um assunto que me interessa muito, que é investimento.

    Esse ano eu consegui levantar uma patrimônio, cerca de 60k, que estão na poupança, e eu gostaria de dicas para conseguir investí-lo. Sou um completo idiota em relação a investimentos, não sei nada sobre nada, portanto gostaria de dicas de onde como e quanto investir, porém, principalmente, onde e como conseguir estudar sobre investimentos.

    Abração e feliz 2016!!

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    1. Boa tarde, bem vindo a blogosfera de finanças, posso não te ajudar, mas aí no lado direito tem os links dos nossos companheiros de luta, cada um tem uma história diferente. Aproveite!

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  14. Eu não gosto de dar dinheiro para mendigos na rua. Provavelmente gastarão com bebida e crack. Se é para doar, é melhor doar de forma organizada. Ou seja, doar para instituições de caridade, como a Fundação Abrinq, que tem vários programas direcionados às crianças pobres. Existem várias outras instituições brasileiras, que ajudam os pobres brasileiros.
    Em resumo, doar dinheiro para mendigos e pedintes de rua: no way! Doar dinheiro para instituições gringas para ajudar pobres gringos: no way!
    Doar dinheiro para instituições brasileiras para ajudar os pobres tupiniquins: yes!

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  15. Invisível sou, invisível continuarei.

    Após trabalhar nas ruas tive uma outra visão do porquê muitas pessoas chegaram a tal estado calamitoso. "Colheras o que plantou".

    Mergulho cada dia mais no meu próprio mundo.

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    1. Fala VdA!

      Por ter trabalhado a vida inteira em comércio já tive contato com todo tipo de gente que vc pode imaginar, desde o mendigo cagado da esquina até o governador do estado. Como vc disse, depois que vc tem contato com pessoas passa a entender melhor esse tipo de coisa.

      Abraço!

      Corey

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  16. opa importante este seu post, lembra da nossa questão de devolver.

    No meu planejamento financeiro estimei uma meta de ajudar ao longo do ano com um salário mínimo, assim quando tem algum problema de enchente ou algo parecido eu vejo como uma oportunidade de ajudar a comprar água etc.. Confesso que planejo um salario mas no final do ano acabo doando menos, ainda assim serve como uma meta, uma referencia e um lembrete pra eu me acostumar a doar.

    Outro costume que tenho é de comprar produtos solidários, por exemplo ao invés de comprar uma camiseta de marca e ainda por cima de marca gringa, dando dinheiro pra fora do país, eu acabo comprando camisetas solidárias, como a do hospital pequeno principe aqui de curitiba.(http://www.lojapequenoprincipe.org.br/)

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    1. Bom ponto de vista e abordagem. Não tenho um valor especificado pra isso pq ultimamente não tenho levado um orçamento estrito, mas acredito que seu ponto de vista está correto.

      Abraço!

      Corey

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  17. Olá, existem várias entidades sérias e que recebem R$ 10 ou R$ 30 por mês através do cartão de crédito ou débito em conta.

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    1. Isso me fez lembrar dos médicos sem fronterias:

      https://www.msf.org.br/doador-sem-fronteiras

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  18. Olá, Corey, gostaria de saber quais blogs ou sites a respeito do estilo de vida minimalista você acessa.

    Abraços.

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  19. Essa questão de caridade e egoísmo é bem interessante. O Flávio Augusto disse uma vez que se o egoísta soubesse como é bom pra ele mesmo ajudar o próximo, ele ajudaria por puro egoísmo. Ele botou em palavras esse sentimento de ajudar um mendigo e se sentir a melhor pessoa do mundo. Também não me importo se o cara vai comprar cachaça rsrs

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    1. Exatamente! Eu me sinto bem por doar e isso é egoísta, mas não me preocupo com isso.

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  20. Acho que no Brasil não se fala tanto em caridade porque faz parte da nossa cultura fazer o bem sem alardear aos 4 ventos. Enquanto que em outros países é culturalmente aceito ficar martelando nessa tecla e se dando tapinhas nas costas. Morando no exterior eu gostaria que as pessoas na minha volta tivessem um pouco mais de modéstia, essa coisa de todo mundo se vangloriar de como é "caridoso" cansa bem rapidinho mesmo.

    Tenho certeza que no Brasil a gente encontra muita gente que doou muito mais (tempo e dinheiro) que o europeu médio, a vida toda, sem necessidade de chamar atenção. Meu pai por exemplo: sempre doou 10% do seu salário para instituições de caridade, mesmo aposentado continua fazendo exatamente o mesmo com a sua aposentadoria. Só tomei conhecimento porque meu irmão teve que ajudá-lo recentemente com assuntos financeiros e ficou sabendo disso. Desconfio que muitos parentes meus façam coisa semelhante, mas não é assunto que a gente fique eternamente comentando e se vangloriando. Eu não gosto muito de ajudar instituições (por vários motivos; instituições "gringas" então, nem pensar). Doar dinheiro para pedintes na rua também não é comigo. Prefiro ajudar pessoas que eu conheço, diretamente sem intermediários. Faz muitos anos que meu marido e eu pagamos um salário mínimo mensal para complementar a aposentadoria de um senhor (trabalhador doméstico aposentado, conhecido nosso). Já ajudamos outras pessoas de baixa renda ao longo da vida, mas sempre diretamente, sem instituições para determinar onde iria o dinheiro. Os parentes e amigos não ficaram sabendo, muitos menos desconhecidos. Mas agora aqui estou eu, fazendo como os gringos e usando o seu blog para me dar tapinhas nas costas, tsk tsk.

    Mas falando sério Corey, vc tem o hábito de alardear toda a caridade que vc faz para seus conhecidos? Ou para as redes sociais (facebook/twiteer), ou com adesivos no seu carro? Acredito que não. Imagino que, assim como eu e meu pai, vc vai lá e faz caridade, simplesmente, sem necessidade de platéia e aplausos. Já o europeu, no seu lugar, iria tocar trombetas e fazer um grande escarcéo antes/durante/depois de fazer a doação... é muito circo, vai cansando! Então minha crítica é mais nesse sentido. Mas claro que é importante ser generoso na vida, não apenas com tempo e dinheiro mas também com nossa educação, gentileza, paciência... Como vc bem menciona no texto simplesmente não atrapalhar já é uma grande ajuda :)

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    1. Não posso opinar pq não conheço o comportamento europeu mas acho válido vc falar sobre isso.

      Tenho dúvidas se os brasileiros ajudam sem alardear, justo a gente que é barulhento e espalhafatoso em todos os aspectos...

      Abraço!

      Corey

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  21. Já comentaram o que tenho a dizer então apenas reforço minha opinião... Quanto maior o governo menos propenso a caridade é a população de um país... Se o governo está aí para redistribuir a renda e garantir boas condições de vida para todos, não há necessidade (ou sentido) para fazer caridade... Já pago muito imposto para este fim...

    É assim que inconscientemente a maioria das pessoas pensam... Se você comparar EUA com Europa, verá que os norte-americanos gastam muito mais com caridade do que os Europeus e o tamanho do estado está diretamente ligado a isso...

    Por fim, considero a caridade uma forma boa, apesar de tímida, de manter um movimento de diminuição gradual do governo... Atualmente podemos doar parte do imposto que pagamos a instituições de caridade e acredito que isso deveria ser melhor divulgado e mais praticado por todos que tem um vies libertario... Bora fazer uma campanha a favor disso... Nem é necessário tirar dinheiro do bolso... É possível repassar parte de seu imposto diretamente para ongs auditadas... É um pequeno passo para diminuirmos o estado!!!

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    1. Penso exatamente isto...... O foda que eu já tentei destinar parte do meu imposto de renda, para alguma instituição, mas pqp, foi ultra confuso........ vou tentar ver novamente este ano..... acho que já caducou o tempo para indicar a instituição, não sei......

      Parabéns Corey, foi um excelente post.....
      Eu, geralmente não doo dinheiro para pessoas pedintes..... Eu fico observando moradores de rua que batalham mesmo.... Ajudei muito um senhor que era catador de recicláveis e morava na rua... chegava e dava uma grana boa para ele.. me sentia muito bem..... era como renovasse meu dia....... Mas nem sempre tinha dinheiro.... :-(

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    2. Concordo em relação ao governo "caridoso". O lado ruim é que ele fica com fama de bonzinho e o povão quer faze-lo crescer cada vez mais.

      A merda de repassar IR como caridade é a complicação disso. Não conheço ninguém que o faz justamente por medo de dar alguma bosta.

      Abraço!

      Corey

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  22. Corey, eu já tive um pensamento parecido com muitos que comentaram aqui, "po, já é difícil demais me manter, nem rola de ajudar ninguém" "ninguém me ajuda, não vou ajudar ninguém" ou até " se eu ganhar muita grana eu ajudo". Mas assim como você, percebi uma ordem inversa disso tudo. Quando você é uma pessoa caridosa, que faz o bem as pessoas ao seu redor as coisas acontecem para você. As pessoas vão te procurar para te ajudar, consequentemente o dinheiro vai aparecer para você e com esse dinheiro você pode ajudar muito mais, virando assim um ciclo virtuoso. E com certeza é bom ganhar dinheiro, gastar com bens materiais e viagens, mas a satisfação de fazer o bem a quem precisa de verdade não tem comparação.

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    1. Fala Sovina!

      Vc resumiu muito bem o que penso. Não é questão de ajudar por ajudar, é questão da lei do retorno: vc faz bem, vc se sente bem, coisas boas acontecem contigo.

      Abraço!

      Corey

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  23. Só lembrando que WB Gates Zuck e outros afins só "doam" as fortunas como manobra fiscal pois o imposto sobre heranças nos usa eh altíssimo. Ou seja de bonszinhos eles não tem nada.

    Sim eles podem até fazer a caridade mas não se engane achando que vai aquele dinheirão todo pra caridade.

    Se acompanhar os jornais americanos vai ver que vire e mexe aparece alguma acusação nessa Marfia velada da caridade.

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  24. Belo post, acerca da caridade, acredito que quem doa fica mais feliz, não imagino a razão, talvez seja pq Deus existe mesmo. (belo raciocínio lógico, né não??? eheh.)
    Penso que falta caridade da nossa elite, que devia procurar qualificar o povo, afinal são seus clientes. Por oportuno, antes que digam que sou um socialista, digo que acredito que no Brasil falta é capitalismo de verdade, competição e trabalho duro. As vezes penso que somos os otários do capitalismo, pois temos muitos carteis, praticando preços sem concorrência. Abraços. Manezinho.

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  25. Ronaldo;
    Conheci este Blog por acaso, hoje.
    Corey --- > Mensagem importante.
    Acredito que todos sempre temos condiçoes de ajudar, de alguma forma. Existem muitas formas, por ex : Algumas sugestoes para quando estivermos sem grana : Um olhar fraterno, um sorriso de bom ânimo, uma palavra confortadora, ajudar um deficiente a atravessar a rua, um aperto de mao, visitar doentes, ouvir um pessoa desesperada, dentre outros atos simples.
    É prudente propagar, divulgar a todos sobre pessoas ou algum local que saibamos que esteja atravessando uma fase dificil na vida, carente de algo.
    Fazendo a nossa parte, é importante tocar o coraçao de todos, ajudando e divulgando também, pois existem muitas pessoas de bem.
    Sempre dispostas, prontas para ajudar voltadas para o bem comum.

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