segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Mitos Imigratórios

Tudo na vida possui mitos, muitos são realistas, outros nem tantos mas devemos prestar atenção em todos quando decidimos tomar alguma decisão. Nesses últimos 2 anos tenho pesquisado muito a respeito de imigração para países desenvolvidos e concluí que existem vários mitos que são comumente aceitos mesmo por aqueles que estão pensando em emigrar e fazem pesquisas extensivas sobre o assunto. São os mitos que todo mundo acredita, hoje gostaria de levantar alguns desses mitos e minha opinião a respeito. Como acabei de dizer, é a minha opinião, o meu ponto de vista o que de maneira alguma representa a verdade. Se você não concorda ou possui fontes da verdade, por favor, contribua de maneira construtiva nos comentários.

MITO NÚMERO 1: É FÁCIL EMIGRAR PARA O CANADÁ

Isso parece mais verdade que 2+2=4, é algo impregnado na cabeça das pessoas. Quando o assunto é imigração, todos repetem: "vá para o Canadá, é fácil emigrar legalmente pra lá, conheço pessoas que foram e estão muito bem e documentadas..." Será mesmo? A resposta pode ser tanto sim quanto não. Sim porque no passado recente, coisa de 5 anos atrás era relativamente fácil para uma pessoa com bom nível de escolaridade emigrar para o Canadá, bastava certa experiência na função, um nível razoável de inglês, juntar a papelada e as chances eram bem razoáveis. Vários brasileiros emigraram para as terras do Norte sem ao menos conhecer o país, chegaram lá documentadas. Esse é o caso do casal Dimitri e Fabiana do canal do Youtube "Canadá Diário". Outras pessoas foram estudar inglês, usufruíram de uma antiga lei que dava visto de trabalho a estudantes de inglês, trabalharam e conseguiram emigrar oficialmente através do "Work Experience Class", um programa canadense de imigração muito popular. Infelizmente isso não é mais possível, agora somente estudantes de college que estudem em instituições públicas canadenses (que são pagas e caras) possuem direito a visto de trabalho, assim como seus cônjuges. O processo federal pelo qual Dimitri e Fabiana emigraram foi completamente reformulado, ficou mais ágil porém mais exigente. Se o cara não cursou uma universidade top, não tem nível avançado de inglês, bastante experiência na área, nem é jovem as chances de emigrar pelo processo federal (Express Entry) são bastante irrisórias. Se você é como eu, um profissional meia boca formado por uma Uniesquina e que não sabe usar o Present Perfect, amigo, esqueça, será praticamente impossível você emigrar. Existem 1001 processos imigratórios provinciais, mas basicamente é tudo a mesma coisa.

Logo, concluo que emigrar para o Canadá é sim fácil pra quem é altamente educado, possui muita experiência e sua área é informática, engenharia ou medicina. Do contrário, esquece, o Canadá é pouco receptivo a você. Isso porque nem levantamos a questão dos investidores e profissionais de baixa qualificação, aí mermão, as chances são praticamente nulas. Antes o Canadá tinha um programa de startups para investidores estrangeiros cujo investimento era na casa dos CAD 200 mil, parece que não existe mais. Desconheço qualquer outra forma de imigração por investimento. Além disso o governo canadense é extremamente arisco no que diz respeito ao trabalho ilegal. Foi pra lá com visto de turista, ficou fora de status, arrumou um trampo de entregar pizza, polícia te parou. Cara, você está completamente fodido, todas suas chances de permanecer no país foram por água a baixo. Digamos que você tem status de estudante e descola um bico pra ajudar a pagar o tuition do college, cara, você também terá problemas porque é preciso provar de onde a grana vem, se você está trabalhando ilegal, eles podem até aceitar a grana mas no futuro você terá problemas pra se legalizar. E aqui fica o gancho para o próximo mito.

MITO NÚMERO 2: É LOUCURA FICAR ILEGAL NOS ESTADOS UNIDOS

Grande parte dos imigrantes que moram nos EUA são os chamados "ilegais", dentro desses é preciso separar dois grupos: aqueles que entraram pelo México e que realmente estão "meio fodidos" caso não morem na Califórnia e os "fora de status" que são aqueles que entraram com visto, seja de estudante ou de turista ou outro qualquer mas ficaram além da expiração de seus prazos de saída do país. Outros não estão fora de status, são turistas dentro da permanência legal ou estudantes, mas trabalham sem visto de trabalho. Vamos por partes.

O pessoal que pulou a fronteira é considerado fora da lei por burlar a legislação americana e literalmente invadir o país. Esses normalmente possuem pouco ou nenhum direito, digo normalmente porque na Califórnia, o estado camarada dos imigrantes, eles podem tirar carteira de motorista, abrir conta em banco e no passado até fazer hipotecas de casas. Milhares dessas pessoas estão nesse exato momento limpando privadas, entregando pizzas, abrindo valetas em obras, limpando casas... Eles ajudam a mover a economia americana, muitos estão ricos, muitos ganham mais dinheiro que o americano médio. Acontece que se eles forem parados pela policia por qualquer motivos, as chances de deportação são gigantescas, mesmo que estiverem trabalhando de boa sem causar problemas, afinal, em última instância eles são criminosos.

O segundo grupo são aquelas pessoas que entraram pela porta da frente, ou seja, pelo aeroporto, com algum tipo de visto. Essas pessoas foram aceitas nos EUA e não cometeram crime algum. Estudantes no geral não podem trabalhar legalmente no país (existem exceções mas são raras e difíceis de acontecer), turistas menos ainda. Porém assim como os puladores de fronteiras, existem milhares de turistas e estudantes trabalhando nos EUA. Eles costumam fazer o serviço pesado e ganham muito bem por isso. Aqui entra o mito. A verdade (por fontes americanas) é que é raridade uma dessas pessoas ser deportada por estar trabalhando. A polícia comum não tem comunicação com a polícia de imigração, e a realidade real bem realista é que americano precisa dos imigrantes sem papel por diversos motivos, entre eles:

  • O americano médio é preguiçoso e se recusa a pegar no pesado mesmo se for pra ganhar mais, logo a latinaiada, brasileiraida, chinesada chega lá encarando qualquer trabalho. Se esse povo todo for embora, não vai ter quem abra buraco em obra, entregue pizza nem limpe casa
  • Imigrantes recebem "Under the table", ou seja, por fora, sem declaração. Ou você acha que americano gosta de pagar imposto?
A polícia faz vista grossa pros imigrantes trabalhadores e que não arrumam confusão. Em diversos estados existem verdadeiras cidades de imigrantes que, caso eles quisessem deportar, teriam que fretar navios pra isso. É o caso de Newark em New Jersey cuja população é praticamente toda de brasileiros e portugueses e também de Boston onde é praticamente uma "Nova Governador Valadares" tamanha a quantidade da mineirada dessa cidade por lá. Você realmente acredita que o governo americano não sabe disso?

O governo também oferece privilégios para essa galera sem papel: é possível tirar uma espécie de CPF americano (Tax ID Number) pelo qual o cara pode pagar imposto de renda. Veja, o governo combate tanto os imigrantes que dá a eles o direito de pagar impostos o que pode contribuir positivamente para um futuro processo imigratório. Além disso com esse tax ID number é possível abrir uma empresa totalmente legal no país, oferecer serviços para outras pessoas jurídicas, emitir nota fiscal. Mais uma vez, você acha que o governo americano não sabe dessa "brecha"? Em grande parte dos estados o imigrante pode tirar driver licence (carteira de habilitação) que é o documento mais importante por lá, é usado pra tudo desde dirigir até comprar bebida alcoólica embarcar em vôos domésticos. Isso mesmo, o imigrante fora de status pode viajar de avião dentro dos EUA sem o menor problema. Qual a chance do TSA (polícia dos aeroportos americanos) não saber o real status imigratório de uma pessoa? Não se esqueçam que estamos falando de EUA, o país mais xereta do mundo. 

O tão mal falado sistema de saúde americano é outra falácia, muita gente se fode de verde e amarelo (ou seria de vermelho e azul?) com medical bills gigantes porque são relaxadas a ponto de não pagarem plano de saúde, mesmo tendo condições. Lá o governo não é mamãe e papai que toma conta de você, a parada é outra: você ganha dinheiro, logo você paga por tudo. Muito simples! Se você for um imigrante, fora de status, pobre e sem condições de pagar um seguro saúde, mesmo assim você não está totalmente desprotegido. O estado de Massachusetts tem um sistema de saúde pública muito bom e praticamente de graça e mesmo nêgo que pulou a cerca e entrou pelo México pode aplicar (e deixam os cidadães do estado putos da vida de sustentarem pessoas que muitas vezes ganham mais que eles mesmo, o que vamos e venhamos está errado)

Então concluo que se o governo federal aceita os impostos do imigrante sem documento, a polícia não os prende pelo simples fato de estar trabalhando e tocando a vida, a população precisa dessas pessoas, logo o mito de que viver fora de status nos EUA é uma furada está parcialmente quebrado.

Parcialmente porque claro, nem tudo são flores, embora o governo americano seja brother e feche os olhos pra você que se apaixonou tanto por Orlando que foi visitar o Mickey, nunca mais voltou e hoje entrega pizza de madrugada com seu Corolla 99 de mil dólares, você enfrentará vários problemas entre eles:
  • Ao menos que você tenha um visto de estudante válido você não poderá deixar o país e retornar em seguida, você levará uma vida muito boa mas será um "prisioneiro" dentro dos EUA. Se deixar o país, bye bye EUA, serão ao menos 10 anos sem ao menos ter o direito de tentar o visto novamente. Esse no meu mode de ver é o grande (e talvez o único) problema de ser fora de status nos EUA. Imagine se um familiar morre e você simplesmente não pode dar adeus ou apoiar a família mesmo tendo dinheiro pra isso?
  • Você terá problemas pra quase tudo (o que não quer dizer que não conseguirá resolve-los com grana): pagará mais caro por aluguel (principalmente depósitos caução), mais caro por planos de celular, muito mais caro por financiamento de carros ("absurdos" 10% ao ano nas lojas de usados que vendem pra quem não tem papel), dificilmente conseguirá hipotecar uma casa. Agora entra o lance da inteligência financeira, se você é inteligente, nada disso será problema porque você simplesmente não faz dívidas, paga tudo a vista.
Esse lance de ser "cidadão de segunda classe" e sofrer preconceito é muito relativo. Após conversar com muitos brasileiros e latinos que moram nos EUA concluí que isso é 100% algo da cabeça da pessoa assim como acho que preconceito contra gays, negros e nordestinos também vem da pessoa (tenho uma cara de cearense inconfundível e não dou a mínima para "preconceitos"). É algo 8 ou 80, ou a galera é cuca fresca e tira de letra possíveis situações embaraçosas ou são 100% neuróticas e veem preconceito em tudo.

MITO NÚMERO 3: É MUITO DIFÍCIL EMIGRAR LEGALMENTE PARA OS EUA

No mito 2 falamos da galera que vai para os EUA com o único objetivo de trabalhar e ser feliz sem depender muito da legalidade. Aqui vou falar do outro lado, daqueles que querem ir legalmente para os EUA. O mito é que imigrar legalmente para os EUA é dificílimo. É verdade?

Sim e não, sim porque os programas de imigração americanos são muito complexos, exigem altas somas financeiras, advogados e acima de tudo muita paciência. Não porque apesar de complexos, eles são acessíveis a um monte de gente.

É possível ir legalmente através de investimentos menores que USD 100 mil se você for cidadão de um país que tenha acordo comercial com os EUA (visto E2). O Brasil não está na lista mas Itália, Espanha, Japão entre outros estão o que abre uma porta para aqueles brasileiros com dupla cidadania. Se você for brasileiro vira latas como eu, sem ascendência européia direta, mesmo assim é possível emigrar com um investimento relativamente baixo (na casa dos USD 100 mil) através do visto L, tudo bem que é algo bem complexo, é preciso manter uma empresa no Brasil, provar 1001 exigências... Pode não ser viável (como concluí não ser pra mim) mas possível é. 

Se você tiver bala na agulha e não tiver dó de "emprestar" USD 500 mil ao governo americano (sem receber praticamente nada em troca do ponto de vista financeiro), você e sua família terão um tapete vermelho e green cards esperando no aeroporto americano mais próximo da sua casa, as simple as this.

Se você pulou a cerca, fez alguma cagada, foi deportado mas casar com um cidadão americano. Mermão, mesmo após fazer uma bosta atrás da outra você terá direito de morar nos EUA. Se você estiver fora de status e casar com americano, seu status é ajustado e a primeira coisa que você recebe na sua casa dias após o casamento será sua permissão de trabalho, podendo trabalhar no Mc Donalds mais próximo a 8 dólares a hora sem o menor problema.

Os EUA são uma mãe para os imigrantes, essa é a verdade!


MITO NÚMERO 4: AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA SÃO MOLEZA PRA EMIGRAR

Esse não chega a ser um mito dependendo do ponto de vista. Na minha opinião o buraco é mais em baixo. Austrália e Nova Zelândia possuem diversos programas de imigração, grande parte deles sendo bem acessíveis, eu diria que eles estão hoje como o Canadá de 5 anos atrás, não é preciso ser um crânio pra imigrar legalmente pra lá. Mas... como tudo que é fácil, tem um lado ruim e na minha opinião esse lado ruim é bem ruim por diversos motivos, entre eles:
  • O idioma da Austrália não é inglês, aquilo é "autralianês", puta que pariu como é diferente, seja em relação a sotaque fortíssimo ou em relação a vocabulário. Todos os americanos que conheço dizem sentir extrema dificuldade pra conversar com Australianos, o mesmo para os Kiwi (pessoal da NZ). Como crescemos com a influência do inglês norte americano, e pouco do inglês britânico, entender e aprender o inglês da Oceania é um desafio. Isso pode ou não ser um problema.
  • Distância. Em 8 horas e mil reais é possível chegar de Miami em São Paulo. Experimente fazer Sydney ou Wellington - São Paulo... 5 conto de passagem e uma viagem possivelmente fatal para aqueles que voam de classe econômica. Isso faz muita diferença. Visitar o Brasil, a família e amigos, é algo muito fora da realidade de quem mora do outro lado do mundo. Tenho 3 amigos morando naquelas bandas, todos se mudaram no início dos anos 2000, somente um visitou o Brasil em uma única ocasião nesses 15 anos. Lembre-se do exemplo da morte do familiar. O cara que mora na Florida pode chegar no Brasil rapidamente, e o cara que mora na NZ?
  • Fuso horário. Muita gente pode argumentar que com Whatsapp, Skype e Facebook não existe razão pra se preocupar com a distância. Porém, é dificílimo manter contato ao vivo mesmo por mídias sociais com o pessoal que mora na Oceania. O fuso horário complica demais, o cara que mora em Adelaide vai almoçar e socializar pelo Facebook as 14h, o que são 2 da manhã por aqui... É osso...
Então se por um lado emigrar pra Oceania é menos complexo do ponto de vista burocrático, há outros fatores importantes que devem ser considerados.


Bom, o texto ficou longo, espero que tenha sido de utilidade para aqueles que assim como eu possuem ideia de mudar de país. 

47 comentários:

  1. Clap!, clap!, clap!
    Achei perfeitas essas particularidades dos estados nos Eua.
    Já nos dá uma ideia de como conquistar o sonho americano sem muita perturbação.
    Realmente do jeito que você falou, O país é mãe para os imigrantes :D

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    1. O país é uma mãe para os imigrantes mas um padastro pra aqueles que fazem merda.

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  2. Mais um ótimo post camarada quero muito ir com minha família para os EUA temos um patrimônio bom só que em real moeda, Minha esposa tem condições de ter dupla cidadania no caso argentina que tem acordo comercial com os EUA, nesse caso o que vc acharia melhor ir com visto e2 de comerciante ou com visto de estudante? Um abraço

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    1. Eu iria com F de inglês por um ano pra experimentar, conhecer e pesquisar mercado e depois com o E pra ficar.

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  3. Ola Corey,


    Belo trabalho de pesquisa. Eu tenho uma opniao um pouco diferente da tua. Estou morando aqui nos EUA a dois anos legalmente e te falo que cada dia é mais complicado para o imigrante ilegal em termos de tirar carteira de motorista, trabalhar e ter acesso a qualquer tipo de credito e possibilidades de deportacao.

    Eu nao recomendaria a vc entrar ilegal, e se aventurar. Mesmo q formado numa uniesquina, vc tem um talento para os negocios, para empreendedorismo, q aqui seria desperdicado com a ilusao de um sub-emprego temporario e que nem de perto te daria o retorno q vc tem hoje no Brasil.

    Ainda acho que vc deveria procurar bolsas de estudo e fazer uma pos, tendo direito a trabalhar por 1 ano como recem formado, e nesse tempo conseguir uma empresa que te empregue e aceite ser teu sponsor. Se o teu curso superior é de uma uniesquina, mas é reconhecido como curso superior no Brasil, isso nao importa, vc conseguira se matricular numa pos-graduacao da mesma maneira.

    Se tiver chance de ir com o visto de investidor, melhor, mas ai te recomendo, como escrevi no outro post, um pouco de paciencia.

    Quanto a discriminacao, acho um mito aqui. EUA é um pais de imigrante e sempre sera. Acho que rola muito mais discriminacao no Brasil q por aqui. É que nem a ideia de que aqui so se alimentam de hamburguer, mitos é o q nao faltam.

    Abs e bom saber que vc esta ainda focado no tema imigracao para outro pais. Vc nao vai se arrepender quando tiver a chance de sair e emigrar do Brasil.

    Abs meu camarada.

    Investidor Diversificado
    investidordiversificado.blogspot.com

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    1. Pode ser complicado ficar fora de status mas não é impossível sendo que os problemas enfrentados podem ser irrelevantes dependendo da situação da família no Brasil.

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  4. Boa postagem, Corey. Estava a espera dela mas não sabia que sairia tão rápido.
    Não sabia dessas possibilidades para os imigrantes ilegais nos EUA. Interessante. Deve ser por causa disso que pessoas como Donald Trump (nada contra o cara sem tirando sua razão) ganharem força.
    Abraços e sucesso

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    1. Fala AdP!

      Verdade, olhando do ponto de vista do trabalhador americano, principalmente de Massachusetts e Califórnia, eles tem toda a razão de discriminar parte dos imigrantes e sim, é por isso que discursos como o do Trump ganham força.

      Abraço!

      Corey

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  5. Inglês australiano não tem nada de mais, antes de eu aprender a falar inglês fluente, escutava os brasileiros falando a mesma coisa. Um conselho, aprenda inglês Britânico, pois 80% da população que fala inglês, usa o britânico. Brasileiros, devido ao marketing de escolas como FIsk e CNA, pensam que o inglês de negócios é o americano, quando não é. Mesmo nos EUA, te levam mais a sério se você falar o inglês correto. Em toda África, oriente médio, Oceania eÁsia ( Malásia, Singapura,HOng Kong) e Europa se usa inglês britânico e, se você começar a falar com sotaque brasileiro, e pronuncia americana, não vão te entender. Conselho de quem aprendeu inglês americano nos EUA e, mora no oriente médio há 10 anos.

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    1. Nada a ver, quantos de nós vamos morar no Oriente Médio? O mundo todo sofre influência dos Est Unidos e entende o inglês deles.

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    2. Bom, essa é a minha experiência de vida, uma pessoa que já morou em 2 países, incluindo os EUA, e viajou e trabalhou em mais de 30 países com pessoas de diversas nacionalidades. Acho que você não entendeu o que eu quis dizer, citei 80% do mundo que fala inglês, e não somente o Oriente Médio,ok? Mas enfim, cada um tem a sua opinião, mas não me venha falar "nada a ver...", pois sem querer ser arrogante, duvido que você tenha mais experiência de vida do que eu quanto a isto. Te garanto que o alemão, japonês, marroquino etc...quando aprende inglês na escola local, lhe ensinam apenas o Britânico, entao quando se comunicam em inglês irão usar a pronúncia e as palavras com tal. Por exemplo : Spare em vez de extra; falam pretty ao invés de " preery" enfim. E se você não for um americano nato e falar com seu sotaque brasileiro com a pronúncia americana, vai causar constrangimento, isso é meu conselho para quem quer se dar bem no meio corporativo de qualquer país que não seja EUA e, que não tenha, necessariamente, o inglês como língua oficial, Holanda e Suíça por exemplo. Caso você seja só turista, até linguagem dos sinais da certo, mas se a pessoa quer progredir em uma carreira em uma multinacional, banco, esse é um ponto a ser pensado. Sem contar que a maioria dos diretores expatriados, no mundo inteiro são britânicos , aliás sou casada com um e, não americanos, os quais, dificilmente se aventuram para fora de seu país, em proporção com os britânicos.

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    3. Bom, não tenho opinião formada sobre isso, acho sinceramente que o sotaque é irrelevante desde que vc faça-se compreender. Veja o caso dos Indianos, é muito mais difícil entende-lo mesmo sendo nativos da língua que entender um latino ou um japonês que fale bem inglês, mesmo com sotaque forte.

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    4. Nossa Vivi que absurdo rs,cara vc pode ter vivivo uma experiencia que outros nao viveram respeito isso, mas vc pode nao ter entedido nada da experiencia que viveu entenda isso tb rs .

      Oque vc escreveu é um ABSURDO sem tamanho apostaria a minha vida nisso heheh

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    5. Acho q o q ela esta falando é sobre a questão da impressão passada, a postura, a credibilidade nos negócios. Como ela mesma falou, pra turismo até lingua dos sinais se comunica. Mas passar credibilidade não se resume a se fazer entender.

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    6. Eh muito difícil de se fazer entender escrevendo por aqui. Acho que poucos conseguiram captar o que eu quis dizer. Com certeza sotaque pouco importa, e se você não for nativo, jamais terá um sotaque como tal. O comentário acIma entendeu o que eu quis dizer, se você quiser ter sucesso no mundo empresarial é essencial que se comunique com uma boa gramática, dicção, tenha uma escrita perfeita. Mas a enfim, isso é apenas para quem pense realmente em fazer uma carreira de sucesso fora do Brasil a nível mundial mundial, diretor até CEO/Presidente. Caso não seja sua intenção, tanto faz. Aliás, comentaram de indianos, e é isso o que eu quis dizer, trabalhei muito com indianos e eles possuem um sotaque bem forte mesmo, mas o inglês deles é britânico, na gramática, sintaxe, pronuncia das palavras, porém tem o sotaque forte deles. Bom, é isso que eu quis dizer. Talvez só pudesse explicar melhor falando cara a cara, mas encrevendo, Fica difícil de se fazer entender.

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    7. Besteira. A diferença entre inglês norte americano e britânico é muiittttooo menor que a do português de Portugal para o nosso português visto que se a pessoa de inicio, se não tiver os ouvidos acostumados a saber como os portugueses pronunciam TODAS as palavras não entende!!

      Esta mais para as diferenças que temos dentro do Brasil no português a diferença entre inglês-BR e inglês - USA.

      Basicamente existe diferença de sotaque, ALGUMAS palavras diferentes, e ALGUMAS palavras pronunciadas diferente como os famosos T com som de R nos States como BETTER (beter UK vs berer USA).

      Tranquilamente da para aprender as duas versões, eu estudei inglês com livros de Cambridge e lá mesmo ensina palavras na versão americana e inglesa e tem como os dois personagens principais dos listening uma britânica e um americano.

      E outra se você aprende inglês para usar como ‘’língua franca’’ não para morar em um país de língua inglesa, você fala da maneira mais neutra possível, com vocabulário universal não usando modismos regionais de falantes da língua.

      Já falei com sul-africanos, com australianos, com americanos com irlandeses, se tratando de trabalho, os caras falam de maneira muito clara ficam até parecidos.
      São como nós quando falamos entre nós usando um português cheio de modismo local, mas quando usamos no trabalho e com um estrangeiro especialmente pronunciamos as palavras completas, (não cê, tamo, nois) português formal sem gírias e acabamos não carregando no nosso sotaque local. Sr. Foda Low Cost.

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  6. Vivi, esse é um ponto de vista. Apesar de achar que mais de 350M de americanos, Canadenses e latinos falam com sotaque dos EUA. Alem do restante das Americas, agora a Asia esta invadindo os cursos de ingles por aqui nos EUA, bem antes desse novo tratado de comercio do pacifico ser assinado, o que trara uma influencia ainda maior do ingles americano.

    Pra falar a verdade, mais importante que falar com sotaque A ou B, é aprender o ingles corretamente. Como mencionei antes, os EUA é um pais essencialmente de imigrantes, e voce escuta sotaque do mundo inteiro, e ninguem esta nem ai se vc fala com sotaque da India, do Panama ou de algum pais europeu, contato que vc fale um ingles que as pessoas entendam e estaja correto do ponto de vista gramatical.Eu trabalho com gente do mundo inteiro na area de TI e o sotaque em ingles que mais escuto é de indianos, latinos e chineses. Se comunicar corretamente é mais importante, e com toda essa globalizacao vc escuta uma salada de sotaque.

    Abs e bacana tua experiencia de vida.

    Investidor Diversificado
    investidordiversificado.blogspot.com

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    1. Tb acho que o importante é falar direito e ir aperfeiçoando tanto gramática quanto pronúncia com o decorrer do tempo. Se o cara for esperar ter uma pronúncia perfeita pra falar, tá fodido.

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  7. Acho ele em razão, pois a raiz do inglês americano é o britânico, e não devemos fechar as portas para demais países não badalados. E ele externou algo do dia a dia, não de quem está em terra tupiniquins sem conhecimento prático.

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    1. Sim. O português correto é o de Portugal, mas qd os estrangeiros aprendem português, qual eles aprendem na maioria das vezes? O Brasileiro. Isso pq a maioria deles farão negócios ou turismo no Brasil e não em Portugal ou na Africa.

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    2. Correu, sempre pensei o mesmo. Até alguns anos achava isso, realmente os EUA eh uma das maiores potências mundiais, mas não se esqueça que o maior império já visto neste planeta, foi o Britânico. Até mesmo aqui no Brasil influenciou bastante e ainda influência. E no resto do mundo eles deixaram marcas até hoje. Boa parte da Ásia e oriente médio, 60% da África, Oceania, América do Norte. Até hoje eles controlam o preço do petróleo e gás natural do mundo, graças ao Lawrence da Arábia, controlam várias outras commodities mundiais, como o nosso niobio...a Libra é a moeda mais forte e valorizada do mundo, MI5 fundou a CIA, a capital mundial dos bancos eh Londres...Enfim, não é possível fazer nenhum paralelo entre Portugal e UK e Brasil e EUA. Aliás, só fazendo um adendo, aqui fora quando se compra um curso de língua portuguesa, esse sempre será de Português lusitano, só não será caso procure um específico de português brasileiro.

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  8. Excelente tópico. Não poderia você ter uma renda passiva de 8k e morar em alguns destes países. Perde-se muito quando envia dinheiro para fora?

    Acredito que a pessoa tendo uma renda passiva boa e um emprego a qual não seja tão estressante, dá para viver relativamento bem no Brasil.

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    1. Não se perde muito, vai depender do arranjo bancário. O grande problema é ter 8k ou seja lá quanto de renda passiva segura e hoje em dia R$ 8k não é nada em dolar ou euro, por exemplo.

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  9. Correu, interessante sua postagem. Já procurou ver algo relacionando países de baixa natalidade x especialidades profissionais? Parece que até pouco tempo atrás a Austrália importava uma série de profissionais especializados em determinadas áreas, e agora quem o faz é a Suécia. Não sei se é a sua situação profissional, mas é algo legal de divulgar.

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    1. Não me interessa morar em países paradões como os europeus, só iria pra um lugar desses se a coisa ficasse realmente feia aqui. Eu gosto de economia vibrante, nada desses países socialistas europeus.

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  10. Gostaria de dar a notícia que minha esposa está perto de conseguir sua cidadania italiana, abrindo para nós o leque de opções. Ilegal ou não, com ou sem IF, América ou Europa estou indo embora ano que vêm.

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  11. Tudo depende da cotacao do dolar. Hoje, R$ 8K/mes, da um pouco mais de USD 2K/mes. Se vc colocar um aluguel de um apto de 1 quarto pequeno (no mínimo USD 1K), alimentacao (no minimo USD 400/casal), impostos, saude, transporte, fica dificil se manter com esse valor. A nao ser que fosse um pais mais barato, por exemplo na America Latin ou na Asia, mas essa não é uma ideia cogitada pelo Corey.

    Quanto a perda ao remeter dolares ao exterior desde o Brasil, depende muito de banco para banco. Os bancos com menor spread vao te morder de 2-3% de spread em cima da cotacao do dolar comercial.


    Investidor Diversificado
    investidordiversificado.blogspot.com

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    1. Exatamente!

      Quanto a mandar dinheiro para os EUA existe maneira de pagar somente o dolar comercial + 0,38% de IOF.

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    2. Em 2011 comprei uma cas por 25k, só que ao enviar para Noruega pelo BB, paguei mais 5k.

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  12. "É possível ir legalmente através de investimentos menores que USD 100 mil se você for cidadão de um país que tenha acordo comercial com os EUA (visto E2). O Brasil não está na lista mas Itália, Espanha, Japão entre outros estão o que abre uma porta para aqueles brasileiros com dupla cidadania."

    Minha esposa tem cidadania espanhola. Tem como explicar melhor este visto E2? USD100k não é nada do outro mundo.

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    1. Na verdade não são menos de 100k, e sim, abrir uma empresa que pague impostos e gere alguns empregos, o que não tem valor determinado, mas sempre deu certo com 100-150k pelo que li.

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    2. Joja E2 visa no google, brother, a internet tá aí pra quem não tem preguiça de pesquisar.

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  13. Cara você me quebra com este artigo

    Voltei faz 11 anos dos EUA onde fiquei ilegal(turismo e era menor de idade) e você me escreve esse excelente artigo???
    Aí você me quebra!!! Me fez querer voltar hoje mesmo

    Sacanagem pow!!!

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  14. Corey,

    Você está pensando em ir ilegalmente para os EUA? Fiquei com essa impressão ao ler o post, rs.

    Abraços.

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  15. Fala Corey


    Que artigo excelente. Tirando Austrália e Nova Zelândia, que eu li pouca coisa até o presente momento, você acertou em todo o resto, principalmente na parte sobre o Canadá e na parte sobre poder funcionar nos EUA como imigrante sem status legal.

    A única coisa negativa é aquilo que você citou, se estiver lá nessa situação e precisar sair, não vai poder e tem o fato de que pode demorar muitos e muitos anos para conseguir se legalizar se vc não casar com um cidadão de lá.


    Muito bom. Eu ri na parte do hamburguer. Povo aqui pensa que lá só se comer hamburguer e toma-se coca cola. Mal sabem que dependendo da cidade é dificil ver gente obesa.


    Abs

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  16. Corey, vc se incomoda se eu republicar esse artigo no meu blog? Com os devidos créditos, é claro.

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  17. http://www.umbilheteporfavor.com/2015/10/canada-retira-exigencia-de-vistos-para-brasileiros/
    Assim q vi so pensei em voce,
    Abraço

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  18. Corey, seria possível adicionar meu blog ao seu blogroll? Seria muito bom p/ meu blog que começou agora, mas já tem acessos consideráveis pelo tempo. O seu já esta adicionado e sempre acompanho. Um abraço, VDC

    viverdeconstrucao.blogspot.com

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  19. Cara, o Canada ainda é "facil", basta um pouquinho mais de dinheiro... 6/7k CAD o semestre de um college... Vc tem direito a trabalhar 20 horas semanais durante o college, nesse tempo vc faz networking, alguem te indica pra uma vaga ou vc acha, e trabalha part time, faz um trabalho bom la e explica pro patrao que o seu college termina as aulas em dia x e a partir dali vc vai poder trabalhar full time (quem sabe ele te contrata pq vc é eficiente?)...

    As 20 horas durante o college nao contam como experiencia, mas vc tem 1 ano, ou o tempo do seu curso pra achar um part time na sua area... ai é só pular pro full time...

    Estou juntando grana pra fazer um college de 1 ou 2 anos, e aplicar essa estratégia pra conseguir tempo pra experiencia canadense :)

    De dificil ai, só o dinheiro mesmo amigo, antes era mamão com açucar demais tambem ne... |:

    E, nao desdenhe do sofrimento alheio, vc mesmo tem uma ideia do q é preconceito pq da sua propria cara de cearence...

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  20. Ah, esqueci de complementar, anonimo das 11 e pouca: Imigrar direto do Brasil com o express entry é praticamente impossivel mesmo... Só juntanto grana pra college, assim ja passa na frente de todas essas pessoas que imigram de fora, pois vc ja tera experiencia no canada, e o nivel de ingles/frances num nivel bem melhor... Não acho tão dificil, rs...

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  21. Parabéns pelo artigo!!!! Ótima qualidade

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  22. Tenho um amigo que foi com a cara e a coragem para os EUA. Lavou carro, trabalhou em restaurante até que, depois de algum tempo, começou a aparar grama de mansões na cidade. O cara trabalha umas 80h por semana (inclusive alguns Domingos), mas fatura algo em torno de 35 mil obamas por ano. Algo que não ganharia nunca aqui no Brasil, pois fez administração numa uniesquina.Tá feliz da vida. Sabe que não pode mais voltar para o Brasil. O que provoca medo e receio é ser pego pela imigração americana. Por isso, quando ele vê um policial na rua, ele muda a direção com receio. Fora isso, ele tá de boa lá. Ou como ele mesmo diz: tá meio ruim, mas tá bom.

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  23. Corey, tudo bem?

    Gostaria de sugerir uma postagem sobre os melhores livros que abordam investimentos, essa postagem seria como uma luz para os que pretendem iniciar mas não possuem conhecimento suficiente.

    Se por acaso achar inviável, poderia indica-los aqui para mim?
    Desculpe por fugir totalmente da temática da postagem.

    Obrigado.

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  24. Corey, ótima postagem, esclarecedora sobre esse tema.

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