segunda-feira, 6 de julho de 2015

O Que Aprendi Morando de Aluguel

Quando Bia e eu fomos morar juntos alugamos um apê antigo, com conservação precária, num prédio sem atrativo algum... Era barato, aceitaram nosso fiador e era perto dos nossos trabalhos, logo aquilo era nosso mundinho perfeito, era tudo o que precisávamos pra começar nossas vidas. Claro, quem casa quer casa, quem casa quer casa própria... então com aquele pensamento arcaico que todos devemos ter casa própria e que imóvel é o melhor investimento do mundo o comichão da compra do nosso cantinho começou.

Procura daqui, visita decorado acolá, se apaixona por decorações fodas em apartamentos de 45m², faz uma proposta, não é aceita... tenta novamente... nada... Caixa, ahhh Caixa... tão burocrática e exigente... Meses se passaram e nossa condição de empresário em começo de carreira com empresa não consolidada e devendo até as cuecas e funcionária do setor privado que recebe um fixo em carteira minúsculo e o restante comissão não ajudaram muito nessa empreitada. Estávamos quase desistindo quando descobrimos um condomínio cujos apartamentos não eram bem aquilo que esperávamos mas a construtora aceirava financiamento próprio! Fechado, era o que dava pra comprar, afinal de contas, um casal de vinte e poucos anos esperar 2 ou 3 anos pagando aluguel é o fim do mundo! Pouco tempo depois estávamos mudando. Fomos arrumando o apê aos poucos, um armário embutido aqui, outro ali, um espelho aqui, uma cortina ali. Pouco tempo depois nosso apê estava arrumadinho, sem frescuras mas do jeito que a gente queria e se sentia bem. Logo depois ele foi quitado graças a ficha que caiu e me fez perceber que eu tinha obrigação de sair da corrida dos ratos. 

Foi aí que a merda começou. Alguns vizinhos inconvenientes, depois mais alguns, e outros... até que estávamos cercados por gente no mínimo mal educada, sem contar os criminosos. O tempo foi passando, o lugar se degradando e a revolta aumentando junto com a vontade de sair daquele inferno. Quando comecei o blog, em 2012, estava justamente nessa fase, finalmente em abril de 2013 após ponderar prós e contras, fazer mil cálculos e ter a certeza absoluta de estar fazendo uma grande merda financeiramente falando, nos mudamos, não só de prédio mas também de cidade. Foi a oportunidade que sempre quis, de morar em outra cidade, com outro tipo de ritmo de vida mas ainda sim perto de São Paulo.

Esse apê na outra cidade era enorme, mais de 100m² (enorme pra um casal minimalista, of course), num prédio antigo, charmoso, bonito, bem cuidado, repleto de idosos (adoro idosos, eles são silenciosos e você aprende muito com eles, basta querer). O ambiente era uma delícia, a cidade idem, Imediatamente toda a tristeza de deixar pra trás nosso cantinho próprio, arrumado de acordo com nossas necessidades e formatado pra nosso estilo de vida ficou pra trás junto com o barulho e bagunça daquele lugar. O fato de ter alugado nosso apê no primeiro dia que colocamos no mercado também contribuiu pra nossa felicidade. O maldito cordão umbilical do apego fora cortado!

Lá estávamos morando novamente com as coisas um tanto improvisadas, lembramos imediatamente da nossa primeira moradia, onde não tínhamos móveis adequados. Era estranho, pensamos que aquele fato iria nos trazer tristeza mas a realidade é que foi muito legal, nos desprendemos das convenções e passamos a usar o que tínhamos a mão: os armários embutidos dos anos 50, uma cama da mesma idade que deve ter sido deixada por alguém que morreu ali... usei meus talentos de DIY e fabriquei muita coisa a custo baixo e muita simplicidade. No fim o resultado foi legal, durante o ano que passamos ali não tivemos problema algum com organização, afinal temos poucas coisas, não acumulamos tralha. O apê era gigante, o cachorro adorava correr... mas também era frio e impessoal, não tinha aquele aconchego que estávamos acostumados, mas o silêncio pra dormir compensava fácil essas desvantagens.

A coisa realmente começou a pegar quando percebemos que os lugares que gostávamos de frequentar estavam longe, os amigos (poucos e cada dia menos) estavam longe. Uma reviravolta na empresa me obrigou a ir e voltar todos os dias pra São Paulo, a filial que Bia trabalhava na capital convidou-a para voltar ganhando mais... Enfim, percebemos que nosso lugar era mesmo Sampa e seu ar poluído e viciante que a tornam uma cidade maravilhosa estava nos chamando de volta (não estou sendo sarcástico, eu adoro São Paulo, aliás, é uma das cidades mais legais que já conheci). O contrato do aluguel estava vencendo, então juntamos o útil ao agradável.

Ao voltar pra Sampa até cogitamos a ideia de voltar ao nosso apê, mas a experiência de ter morado 1 ano num ambiente mais agradável, com vizinhos mais agradáveis e respeitadores, num bairro com ampla oferta de comércio e serviços nos fizeram tirar rapidinho essa ideia da cabeça. Agora a gente queria continuar morando bem, havíamos percebido o quão importante é morar numa região agradável, perto das coisas que você precisa, longe da bagunça e desordem. Escolhemos então um apartamento pequeno, de 1 dormitório mas num bairro bom da capital paulista, é nesse apê que moramos hoje.

Esse apê tinha mais nossa cara, um ambiente minimalista, fácil de limpar e manter. Parcialmente mobiliado, confortável, andar altíssimo (adoro esse fato) com uma vista deslumbrante (tá bom cariocas, vocês tem razão, vista de prédio e cidade grande não é vista...), com itens de lazer e conveniência, num bairro que consegue ser agitado sem interferir no sossego dos moradores. Tudo isso tem um preço e esse preço não é barato, mas pago com gosto por ter as vantagens que isso me proporciona. O custo X benefício é ótimo para as nossas particularidades.

Pagar aluguel nem sempre é vantagem do ponto de vista financeiro, aliás, se você tem um imóvel quitado como eu as chances de estar fazendo uma grande merda são enormes, porém a vida não é só grana, você deve entender isso. A baixo descrevo as principais lições que tirei morando de aluguel:
  • Apego material é uma merda, Bia e eu éramos apegados a nossos móveis, nossas paredes pintadas das cores que a gente queria, apegados ao layout do nosso apê. Por fim percebemos que nada disso tinha real importância pra gente. Prefiro dormir num colchão inflável num apê com paredes brancas e que não seja barulhento nem tenha cheiro de maconha.
  • Se você tem condições, more num lugar legal. Morar em quebrada é pra quem é quebrado e se você mora na quebrada sem ser quebrado terá mais chances de quebrar porque sardinha nada com sardinha. O dinheiro "gasto" com aluguel pode ser visto como investimento em saúde (no meu caso foi, cheguei até a tomar remédio controlado devido ao stress que melhorou 100% depois que sai daquele lugar).
  • Morar de aluguel te permite experimentar coisas novas, morar em bairros e cidades diferentes sem muita dor de cabeça. Você não fica amarrado pra sempre, casa própria é uma âncora na vida de muita gente.
  • Você não se preocupa em deixar tudo nos mínimos detalhes. O imóvel é alugado então você não perde tempo com minucias como esconder um fio aparente com uma cantoneira, colocar tomadas exatamente nos lugares onde você precisa ou deixar todas as lâmpadas funcionando.
  • Você se obriga a ter menos coisas e não acumular, caso contrário será mais coisas pra encaixotar na próxima mudança. Fiz a última mudança sozinho, Bia e eu, com uma pick-up alugada. Foi super tranquilo! Minimalismo é o que há pra facilitar sua vida (estou devendo um post sobre isso...).
  • Você pode tentar diferentes coisas sem se comprometer pra sempre. Acha que precisa de um 3 dormitórios no lugar de um de 2? Ok, alugue um de 3 e descubra, se não gostar, um ano depois você muda novamente. Achou que precisa de uma piscina? Ok, mude pra um condomínio com piscina e descubra que você a usará meia dúzia de vezes durante o ano. 
  • Você para de pensar nas suas decisões em relação a trabalho baseado no lugar que você mora. Surgiu uma oportunidade legal de emprego a 50km de distância? Aceite! Você pode mudar imediatamente mediante pagamento de alguma multa se assim for necessário.
  • Você passa a arriscar mais, Sair da zona de conforto do meu apartamento me fez arriscar mais, tanto é que fiz vários negócios nesses últimos dois anos que dificilmente faria antes. Sua cabeça passa a entender que não é errado tentar coisas novas e isso faz muita diferença.
  • Uma coisa que Bia e eu sempre comentamos é o fato de acharmos que jamais voltaremos a morar num imóvel de maneira definitiva e que o aluguel é a solução ideal pra gente que é meio porra loca e está sempre querendo mudar coisas em nossas vidas. Por outro lado acredito que jamais deixarei de ter ao menos um imóvel como medida de contingência. Se tudo der errado, pelo menos tenho onde morar. 
  • Você não esquenta a cabeça com problemas pequenos. Se eles se tornarem grandes é simples, é só mudar. Um casal de amigos mudou para o apartamento dos sonhos e descobriu dois dias depois que o vizinho de cima deve ter uma creche e que crianças correm o dia inteiro no piso laminado... Dois meses depois não aguentando aquilo tudo eles simplesmente pagaram 5k de multa mas se livraram do problema. Aquilo que se resolve com dinheiro não é problema.
É preciso pensar fora da caixa, parar de seguir convenções sociais só porque os outros acham que você deve. Claro que ter um imóvel próprio é um excelente negócio pra muita gente, mas se você tem "bicho carpinteiro" como nós, definitivamente o aluguel é muito mais negócio.

28 comentários:

  1. Corey,

    Esta lição que você passa de como devemos nos relacionar com pessoas das quais realmente nos possam trazer algo de bom é algo que tenho tentado incluir em minha vida.

    [OFF Topic]

    Qual é a escola de inglês online que você faz?

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    1. Fico contente por ajudar. Na verdade não faço nenhum curso, estudo sozinho e com uma professora americana por Skype.

      Abraço!

      Corey

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    2. Boa tarde Corey

      Poderia falar como você estuda sozinho? "Técnicas" e tudo mais?

      Estou tentando estudar em casa, 1h/dia, 5 vezes na semana, mas fico meio perdido por onde começar. No momento estou vendo todos os vídeos no YT do canal Ingles Winner. Porém não sei o que fazer depois, parece que fico procurando o melhor "método" na internet e no final não faço nada hahaha

      Terminei o 4º semestre do curso de Inglês essa semana, ou seja, acabei o básico. Mas não me sinto confiante em conversar com alguém, parece que eu não entendo muita coisa do que a pessoa fala, e pra mim falar também dou uma travada(exceto sozinho kkkk), ou ouvir series e filmes. Já na leitura eu me saio bem
      Estou pensando em parar o curso, que custa 400reais por mês(se for considerar que pago 3 meses de ferias), e estudar somente em casa, visto que sou disciplinado e daqui alguns meses contratar um professor particular, o que você acha?

      Agradeço a ajuda, acompanho o blog todo dia e sempre fico feliz quando tem post novo hahaha
      Abraço

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    3. Estou devendo um post sobre esse assunto... resumidamente eu voltei a estudar inglês a 2 anos, antes disso tinha cursado essas escolas de inglês durante a adolescência o que já era de se esperar não foi tão útil mas mesmo assim serviu de base pra voltar aos estudos. Eu ouço podcasts, vídeos com legenda em inglês no YT e estudo um pouco de gramática de vez em quando, resumidamente tento fazer de maneira natural, assim como bebês aprendem a falar. Não me preocupo em falar errado, apenas falo. Não sou nativo então não tenho obrigação de falar perfeitamente. Tudo isso pode parecer falacioso mas na real, funciona... Parece que vai sendo cada vez mais natural e fácil, uma coisa gradativa. Estudo ao menos 10 horas por semana se somar o que chamo de estudo passivo que é quando assisto vídeos ou podcasts. Além disso toda e qualquer pesquisa que faço é prioritariamente em inglês, um dos navegadores do meu note está setado pra pesquisar em inglês e na região de Orlando. Todos meus gadgets estão em inglês tb.

      Basicamente é isso... Aguarde, farei um post sobre esse assunto.

      Abraço!

      Corey

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    4. Estou na mesma situação do outro anônimo!

      Quando vejo tenho 10 abas abertas, sobre diversas coisas só que não estudei nada realmente fixo ou organizado.

      Ouvir podcast tem sido realmente muito bom!

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    5. Na minha opinião as coisas mais importantes pra aprender inglês são: ouvir muito nativos falando em ritmo normal de conversa e ler muito em inglês de maneira a tornar o idioma o mais natural possível.

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  2. Também penso assim, ter imóvel no momento não vale a pena para mim, seja no aspecto de conforto seja no econômico.

    Imóvel próprio é algo que dá bastante trabalho, além de ser um investimento vultoso num primeiro momento (fora as inúmeras taxas da compra em si de cartório, transferência, ITBI etc). Caso se mude e alugue terá problemas com inquilino, imobiliária e taxas, provavelmente vai continuar pagando IPTU e o pior é que locatários tendem a estragar o imóvel mais do que o razoável, se for condomínio e ficar desalugado é por sua conta.

    A maior parte das pessoas não compra a vista, portanto paga juros e diversas taxas ao banco também...

    A parte boa é receber o aluguel e ter uma boa valorização no longo prazo, mesmo sem grande conhecimento de finanças. Entretanto incide IR de 15% sobre o lucro (é verdade que é mais fácil sonegar declarando o valor mais baixo), seu capital fica imobilizado, em caso de venda urgente perde-se muito no negócio... existem também as taxas que o vendedor arca na venda, como anúncios e a famigerada corretagem, normalmente 6%...

    Enfim tenho certeza que se for colocado tudo no papel dificilmente a compra de um imóvel será um bom negócio economicamente falando, as pessoas veem como um bom negócio pois não colocam todo custo efetivo na ponta do lápis, simplesmente compram hoje e vendem daqui a 10 anos pelo dobro do preço, mas esquecem de custos extras, juros do banco etc...

    Pretendo no futuro ter um imóvel próprio, quando estiver mais estável profissionalmente, mais velho, pensando no aspecto de conforto para deixar o apartamento/casa do meu jeito. Tem também uma verdade, as vezes o que mais importa não é dentro do imóvel e sim fora, como a vizinhança, o barulho/silêncio do trânsito, isso pode deixar alguém louco!

    Ótimo post Corey, achei que ia passar em branco devido a falta de inspiração da última postagem, fiquei contente em achar esse post hoje... Aguardo essa sobre a mudança apenas o casal com caminhonete alugada.... quero saber como vc faz com geladeira, máquina de lavar e coisas mais pesadas... Abraço

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    1. Sem dúvidas um imóvel próprio é dor de cabeça pra mais de metro em muitos sentidos, dei sorte quando comprei o meu pq foi antes do estouro no preço dos imóveis então alé de pagar barato fiz toda a documentação com menos de 5k na época, mas hj em dia isso é impensável.

      Tenho sorte novamente pq aluguei rapidamente o apê e nunca tive problemas com o inquilino, mas sei q isso tb é raro.

      Não sou totalmente contra o investimento em imóveis, acredito que é algo que até hj faz muito dinheiro pra muita gente então não pode ser desprezado, porém não é pra mim. Como vc disse é muito capital empatado pra pouco retorno. Só não vendo meu apê pq quero ter a garantia de um teto, por pior que seja...

      Sem dúvidas o entorno do imóvel conta muito, não entra na minha cabeça aquelas mansões no meio das quebradas. pra mim é o contrário, prefiro dormir num colchão inflável num bairro nobre cheio de serviços e comércios e vizinhança adestrada.

      Abraço!

      Corey

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    2. Sobre a mudança foi o seguinte: não levamos máquina de lavar (o prédio tem lavanderia coletiva, tipo hotel americano) e a geladeira é das pequenas, Bia e eu carregamos fácil com ajuda de um carrinho. O apê já tinha fogão então doamos o nosso junto com a lavadora. Nosso sofá é desmontável e os demais móveis eram/são planejados. Usamos caixas agrícolas pra guardar boa parte das nossas coisas, em caso de mudança, já estão arrumadas. Somos minimalistas, temos quase nenhuma tralha.

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  3. Uma das várias maravilhas do aluguel é poder sair rapidinho, caso algum morador barulhento venha encher o saco. Quempaga aluguel tem essa vantagem de de poder fugir do barulho, da maconha, dos dementes em geral.

    Tenho imóvel próprio de família, pretendo vender, comprar fiis e com os juros pagar aluguel em bairros bacanas.


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    1. Eu não ficaria sem ao menos um imóvel próprio quitado de maneira a garantir um teto pra morar, mas sem dúvidas FII é mais negócio.

      Abraço!

      Corey

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  4. Muito interessante seu relato. Faz muito sentido tudo que escreveu.

    Mas tem muito de gosto pessoal também. Eu já morei em vários apartamentos alugados e hoje tenho meu canto próprio. Adoro o fato de poder furar parede ou fazer obras sem ter que pedir permissão a ninguém. Adoro poder fazer melhorias sem sentir que estou investindo no patrimônio dos outros ou ficar negociando para descontar do aluguel. Também me sinto mais seguro sabendo que minha família tem lugar para os dias difíceis, mesmo se o país virar uma zona e o IGPM disparar. E também não sou refém de dono de imóvel que resolve pedir de volta de uma hora para outra e avisa que em 30 dias minha família vai para a rua. Junto a tudo isso, odeio me mudar. Prefiro arrumar briga com o vizinho chato barulhento maconheiro kkk.
    Abraço

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    1. Olá ID!

      Sem dúvida tem o gosto pessoal envolvido, esse foi o meu ponto de vista. Somos opostos, não dou a mínima pra melhorias nem coisas penduradas nas paredes (nesse apê fiz somente 1 furo em parede, pra pendurar um espelho), mas gosto de ter flexibilidade.. Concordo sobre a garantia pra família ter onde morar, por isso que não vendo meu apê, se tudo der errado, eu tenho um teto.

      Acredito que vc nunca teve um vizinho maconheiro nem festeiro com som alto as 4 da manhã de uma quarta feira...

      Abraço!

      Corey

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  5. Perfeito. É o que sempre falo para minha esposa.
    Como sempre iremos morar em apartamento (pela segurança), sempre poderemos ter problemas com vizinhos (apesar de que em casa pode dar também).
    Eu sou extremamente chato com barulho. Acaba com minha qualidade de vida.
    Aluguel é a solução para meus problemas. Vizinhos barulhentos? Saio. Sem stress.

    ass: Auditor

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    1. Somos 2, sou extremamente exigente em relação a conforto acústico, não suporto barulho. Morar em apê em andar alto ajuda muito nesse quesito. Se começar a ter perturbação eu simplesmente me mudo novamente.

      Abraço!

      Corey

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  6. "Aquilo que se resolve com dinheiro não é problema."

    Obrigado por me dar esse insight. Você tem toda razão.

    Abs

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  7. Me inspirei muito nessa sua história e vejo que minha situação hoje é como a sua em 2012.... vivo numa quebrada e detesto onde moro, mas como é casa propria, estou segurando a onda, com muita paciencia... uso esse tempo pra capitalizar

    Em poucos anos chego aos 500k, o que me permitira pagar um aluguel sem mexer tanto no bolso...

    o que mais me incomoda são os filhos pequenos... quero ter essa flexibilidade de mudar no menor dos problemas, mas acho importante eles terem algum lugar como lembrança, como casa de infancia sabe? sem falar que nas amizades de infancia, tanto de vizinhos como na escola....isso se constroi morando muitos anos na mesma vila/bairro.... isso sim que tem me tirado o sono....

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    1. Desculpe, mas isso de ter uma lembrança de infância é pura besteira, não agregará nada na vida dos seus filhos no futuro, por outro lado morar numa quebrada, conviver com gente suspeita pode sim interferir de maneira negativa nisso. Agora seria a hora de vc sair desse lugar, enquanto seus filhos ainda não possem (más) amizades. Opinião de um não pai.

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    2. Valeu.... realmente não precisa ser pai pra enxergar o óbvio....

      abs

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  8. Ótimo post, morar de aluguel é meio morar numa cabana, cansou ? desmonta. Oportunidade de emprego nova? desmonta e monta em outro lugar. É difícil mudar de pensamento uma vez que vivemos num meio em que o "tchan" é ter casa própria, se abandona o prazer de viver bem pela insegurança, medo de crises globais, e etc...Pode ser em alguns casos o problema para a nossa não evolução. O desejo de estar seguro S.E.M.P.R.EEEE....Obrigado por compartilhar

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  9. Corey, muito legal esse seu ponto de vista. Já morei em imóvel próprio em quebradas. E o meu padrão de vida incomodava os vizinhos. Resultado, tive que me mudar, mesmo sem querer. Mas não sinto saudades desses lugares. Acho, que sossego e paz de espírito são fundamentais. Mas infelizmente, às vezes há muito apego em coisas materiais no ser humano. Não sou contra ter um imóvel próprio. É bom, dá uma certa segurança em tempos difíceis. Mas fala sério! Morar mal, só porque é um imóvel próprio é besteira. Vale mais a paz e poder dormir tranquilo! Valeu!

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  10. Nossa! Me identifiquei demais! Como é difícil quando as pessoas argumentam contra nossa opção de morar de aluguel. Silvio Santos fez uma nação inteira acreditar no sonho da casa própria.

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    1. Tb acho .....muita gente me crítica por morar de aluguel

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  11. obrigado por compartilhar, me identifiquei muito com sua história de vida parabéns, se fosse pra ficar fixo em um lugar só teríamos raízes ao invés de pernas e pés, então sem apego. no meu caso eu estou montando bem devagar um MotorHome em um ônibus que adquiri pq depois de pronto meu quintal vai ser o mundo, desejo toda felicidade do mundo pra vocês, abraços

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  12. Agradecida e aliviada por seu post, sintia-me culpada por tentar sair da minha casa própria numa quebrada e ir morar de aluguel num local mais aprazível.Valeu.

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  13. Nossa achei tudo ótimo, serviu muito pra mim que estou morando em minha casa próprio hà 5 anos mas não me sinto feliz, longe de familia e amigos, vou me mudar para pagar alugar numa casa menos confortavel mas perto dos parentes e amigos mas estava cheio de duvidas e apegos materiais, vendo do seu ponto de vista me deu um alivio. Ja me sinto bem melhor

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  14. Sua história me lembrou da minha. Morei alugado por dois anos em um apartamento na área mais nobre da minha cidade por conta de um assalto na minha casa onde eu morava com a minha família. O apartamento era bem menor (70 m²) que a casa (210m³), mas eu me sentia segura e fui muito feliz lá até 1 ano e meio. Depois começaram problemas familiares ocasionados pelo meu pai que estragaram a minha felicidade (dívidas dele) e tive de voltar pra casa pra não vê-lo ferrado e ajudá-lo. Estava com planos até de comprar um nesse meio tempo, mas tudo foi por água abaixo. Vou retomar meus planos em breve, mas sem falar pra ninguém, inclusive pro meu pai que quer se apossar do meu dinheiro e trabalho. Morar de aluguel só quando tiver condições mesmo...

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