quinta-feira, 28 de maio de 2015

Sobre os Perrengues da Primeira Loja

Cresci ouvindo meu pai falar que não é possível ter as coisas sem fazer prestações, que absolutamente não existe possibilidade de se guardar dinheiro por livre e espontânea vontade. Esse mesmo pai sempre quis ser rico, ter carrões, se achar o fodão quando tivesse dinheiro. Só que ao longo da minha infância e adolescência o vi quebrando e se reerguendo ao menos umas 10 vezes. Não tiro o mérito da batalha, coisa que o velho sempre fez, jamais ficou com a bunda no sofá esperando o governo ajudar ou um Dharma pack cair do céu, sempre foi pra cima pra tentar se levantar.

Mesmo reconhecendo esse lado batalhador do meu velho eu sempre soube que ele fazia coisas erradas, ridiculamente erradas e nunca acreditei 100% nas coisas que ele me falava sobre grana, sempre tive um pé atrás. Não é preciso ser um gênio pra concluir que uma pessoa com sérios problemas em manter dinheiro não é o melhor exemplo a ser seguido. Quando eu estava com meus 16 anos trabalhava com um velho português o qual considero meu "pai rico", uma clássico exemplo de pessoa esperta (portugueses são burros... sei... você já viu português ou japonês pobre?), uma pessoa com tino pra lidar com dinheiro. Enfim, com 16 anos já tinha ouvido alguns conselhos que me pareciam mais inteligentes que os do meu "pai pobre" (meu pai mesmo), mas a falta de maturidade não me deixava discernir o certo do errado.

Aos 17 anos, após muita pressão da família (todo mundo da família do lado do meu pai é algum tipo de empreendedor e acha que ser funcionário é assinar o atestado de fracasso) comprei minha primeira loja. Uma biboca que, embora em excelente ponto comercial, não tinha mercadoria, era feia, velha, ultrapassada, endividada com fornecedores, tinha dívidas trabalhistas, processos municipais, estaduais e federais. Meu pai, quase sexagenário me fez acreditar que aquele era um bom negócio, afinal eu não entraria com dinheiro, somente assumiria as dívidas que, na cabeça dele, eram fáceis de serem negociadas e pagas. Nunca ninguém me disse que era necessário dinheiro pra comprar mercadoria, reformar o espaço, fazer propaganda, contratar funcionários e, pasmem, ligar uma linha telefônica (nem telefone a loja tinha!). Naquele momento eu sentia que algo não estava certo, mas afinal de contas eu estava seguindo os conselhos do meu pai e de pessoas que se diziam experientes. A única pessoa que me alertou que aquilo não tinha muita chance de sucesso fora meu "pai rico". O portuga disse educadamente que achava aquilo uma furada, mas se fosse preciso, as portas da empresa dele estariam abertas pra mim. Dito e feito, pouco tempo depois eu estava usando o uniforme amarelo das lojas do português novamente. O óbvio aconteceu, o negócio não deu certo, devolvi ao antigo proprietário. Não tive prejuízo porque não tinha dinheiro pra investir, por muito pouco não perdi o Chevette, porque tive sangue frio de segura-lo.

Lá pelos 20 e poucos anos eu já tina um carrinho popular, uma moto e alguns trocados. A vontade de empreender estava mais forte do que nunca graças a pressão familiar e a vontade de ter o status de empreendedor que eu via todos os domingos no Pequenas Empresas Grandes Negócios. Eu realmente achava que ser empresário era algo bacana, que traria moral perante os familiares, tanto da minha família quanto da família da Bia (já namorávamos). Achei o anúncio de uma loja no jornal, no dia seguinte eu já estava trabalhando na minha nova aventura. Essa segunda loja foi realmente onde "peguei o ofício" de ser empresário. Fiz tudo de errado que poderia, cometi todas as cagadas possíveis, no fim ainda consegui sair com alguma grana que acabou originando minha carteira de Independência Financeira que se transformou em carteira de Emigração. Mas até chegar nesse ponto, sofri muita coisa e finalmente é sobre isso que eu quero falar hoje, sobre como é foda viver na pindaíba quando você tem uma loja.

Considero essa loja como sendo a minha primeira, a loja "zero", a loja problemática, eu nem conto porque aquilo foi algo completamente maluco e fora de propósito. Entrei nessa primeira loja com todo o dinheiro que eu tinha no banco e um refinanciamento do meu popularzinho, além disso assumi altas prestações durante alguns meses (acho que 24, se não me falha a memória), sem contar uma sociedade atrapalhada que não durou muito. A loja precisava de mercadoria, então peguei empréstimos familiares pra estoca-la. Durante o decorrer da coisa, fui tomando novos empréstimos bancários, afinal o CNPJ era antigo então linha de crédito é o que não faltava. No meio do caminho Bia e eu fomos morar juntos, mobiliamos apartamento, dobramos nossa despesa mensal do dia pra noite, compramos mais um carro... Pouco depois disso compramos nosso apê financiado. Separação entre PJ e PF? Pra quê? "Isso é coisa de empresa grande, lojinha de bairro o dono gasta o que ganha" (palavras do meu pai pobre). Quando nos demos conta a bucha era gigante, eu devia um rim e quem sabe um pedaço considerável do fígado...

Aí a ficha caiu de quanto degradante é para um micro-empresário não ter dinheiro. Se você é uma pessoa com problemas financeiros provavelmente sabe das frustrações que passa por não ter coisas que gostaria de ter, por não poder ir naquele restaurantes com os amigos, ou ter que andar de busão por não ter grana pra comprar um carro, enquanto seus colegas de trabalho andam ao menos de Uno financiado. Eu era um empresário, estávamos no auge econômico do Brasil, meus vizinhos comerciantes estavam reformando suas lojas, os concorrentes tinham estoque transbordando as gôndolas e eu contando cada centavo das compras da loja, perdendo vendas por falta de mercadorias, com a loja caindo aos pedaços e sem um puto pra reforma-la... Só não quebrei porque o ponto era (ainda é) muito bom e mesmo com essas dificuldades eu tinha clientela. Ao mesmo tempo vendi o carro novo, troquei o carro velho por um mais velho ainda, andava de moto pra economizar gasolina, comíamos salsicha com pão toda noite. Nossa diversão era pedir uma pizza barata da padaria no sábado a noite e assistir SBT na nossa 20". Após mais de um ano nessa pindaíba, eu trabalhando 12 horas por dia mais faculdade, Bia em 2 empregos mais faculdade, finalmente terminamos de pagar todas nossas dívidas. Continuei nessa loja mais algum tempo, melhorei o movimento e o estoque, troquei de carro (por um popular zero) e fizemos nossas primeiras viagens. Vendi a loja, tirei um sabático, iniciei o blog e comprei minha loja atual.

Passar perrengue quando você é pessoa física é uma coisa, como pessoa jurídica é outra completamente diferente porque além de sua empresa estar ruim das pernas, automaticamente suas contas pessoais também estarão. Não gosto de ser vitimista, mas a verdade é que é extremamente humilhante você ser o comerciante quebrado perante os outros que estão bem, com suas lojas bonitas e com faturamento crescente. isso me fez muito mal. Além disso os próprios clientes percebem quando sua loja está mal das pernas e isso é de matar. Certa vez um cliente vira pra mim e pergunta: "Vocês estão pra fechar? Quase não tem mercadoria...". Fiquei sem reação, nem lembro qual foi minha desculpa pra aquilo. Eu sei é que aquelas palavras jamais saíram da minha cabeça, fiquei muito mal na época, mas por fim aquilo serviu de incentivo pra eu sair ainda mais rápido daquela crise. 

Não sou daquelas pessoas que sente orgulho de ter passado necessidade, até porque eu não passei tanto perrengue assim, mas essa experiência de estar quase quebrado me fez aprender muita coisa. Aprendi que não quero ser como meu pai, com altos e baixos financeiros, não quero ser rico, mas quero sempre ter uma vida confortável, espero nunca ter que dar passos pra trás. Aprendi que os sustos e crises nos fazem aprender muito. Quando eu vendi essa primeira loja, meus colegas de ensino médio estavam entrando no mercado de trabalho após terminarem suas faculdades e pós graduações. Na época 100% eram sustentados pelos pais e eu já tinha passado por tudo aquilo. Eu estava anos luz a frente deles em todos os aspectos. isso me deixava contente. Já sabia como repartições públicas funcionavam, já havia aprendido como a camaradagem, o "buddy system" político brasileiro funcionava (meu concorrente tinha uns brothers na política e levava muitas vantagens com isso), já havia sofrido violência, já havia trabalhado 18 horas por dia por mais de 10 dias consecutivos, já contratara e demitira, já lidara com fiscais dando indiretas por propinas (me orgulho por ter pago multas, não propinas), por saber lidar com toda sorte de clientes, etc... Essa loja me deixou alguns "calos" como o de fugir de dívidas, mesmo aquelas boas, de tentar fazer todo negócio somente a vista, de fugir de todo tipo de imprevisibilidade.

Passar perrengue nos faz crescer mas espero não mais ter que passar por isso.


51 comentários:

  1. Muito legal o depoimento Corey!

    Sou analista de sistemas e tenho um trabalho confortavel na iniciativa privada...

    Admiro os emprendedores mas acho que quanto mais avanço na carreira mais fica dificil tentar algo assim, sorte sua ter sido desde o começo incentivado!

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    1. Empreender não é um mar de rosas, as vezes é melhor ficar na iniciativa privada mesmo. Ser empreendedor não é assinar o atestado de incompetência como minha família acha. Ainda mais no Brasil...

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  2. Muito bom.

    "Empreender é mastigar vidro".

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    1. Verdade! Mastigar até que é fácil, o duro é engolir e...

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  3. também admiro o empreendedorismo, e tenho muita, mas muita vontade de empreender e virar um comerciante, porém tenho pouca, mas bem pouca iniciativa, estou no mesmo emprego há quase 09 anos ( e olha que só tenho 27 anos ), mas o medo do fracasso me paralisa.

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    1. Eu não trocaria a estabilidade de um emprego de 9 anos para empreender ao menos que tivesse certeza absoluta do que estaria fazendo.

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    2. mesmo se for um emprego de vendedor de balcão ganhando 2,5k pra um casal?????

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    3. Tem capital pra um negócio que gere ao menos 5k líquidos já no primeiro mês? Se tiver, vá fundo, caso contrário, pense duas vezes...

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  4. Como já disse várias vezes...
    Nada como a realidade para dar umas voadoras para gente aprender do pior jeito possivel, mas que ao mesmo tempo nos faz ficar espertos :)

    Uta!

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    1. Pois é Estagiário, nunca aprendi tanto quanto nesses anos da primeira loja... foi foda!

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  5. Bela história, Corey! Empreender também é persistir! Se você tivesse que passar 3 ensinamentos sobre a vida de empreendedor, quais seriam?

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    1. 1- Não faça dívidas ou se for faze-las, faça com muito pé no chão. Empreendedorismo é instabilidade, tudo pode acontecer, então quanto menos dívidas, melhor.

      2- O governo é seu pior inimigo, não tente engana-lo, ele sempre vai te foder na primeira oportunidade, mesmo você fazendo tudo certo.

      3- Empreenda por dinheiro, não por paixão. O único motivo racionalmente falando pra se empreender (ao menos no Brasil) é pra ganhar mais. Você deverá ganhar no mínimo (no mínimo mesmo) o dobro do que ganharia investindo o mesmo número de horas como empregado.

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    2. Dívida é a prisão do indivíduo realmente, não sei como uns loucos por aí conseguem dar o balão na praça de milhões e dormir tranquilamente.

      O governo realmente lhe fode de todas as maneiras possíveis e imagináveis, direta e indiretamente. Como diz um ciente meu: "é ir pra festa de r*l* fantasiado de c*!"

      Kkkkkk.. Muito boa a última. Exatamente como eu me sinto em relação ao empreendedorismo.

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    3. "é ir pra festa de r*l* fantasiado de c*!" - essa eu não conhecia, ri muito aqui, rsrs!

      Vc sempre será prejudicado pelos governos seja por tributações inesperadas, taxas, papéis inúteis que custam 300 reais, obras, etc.

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    4. No caso do governo,como assim não tente enganalo?
      Todos os impostos tudo direitinho é o que devemos fazer? Não há nada que possa empurrar pra debaixo do tapete?

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  6. Corey,

    Sensacional seu relato! É impressionante o quanto de maturidade vc conseguiu com essas experiências, tanto a das lojas quanto sua vivência com dois "pais".
    É uma boa história de superação na minha opinião. Histórias como essa me motivam pra algum dia empreender. Talvez seja esse ano, tomara! Todo dinheiro novo estou guardando pra isso, e talvez venda todas as ações/FII/TD pra realizar o sonho de ser empreendedor. Conforme a história for se desenrolando vou contando no blog, mas até agora tá em standby mas acho que desse ano não passa!

    Abraço!

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    1. PR, realmente amadureci muito rápido e na porrada. Na boa, se o lance de empreender for por sonho e não por dinheiro é melhor vc acordar desse sonho antes que ele se transforme em pesadelo. Cuidado com isso...

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  7. Corey,

    fale um pouco sobre esses adiantamentos de recebíveis que sempre oferecem para os comerciantes.

    Uma faculdade de Adm ou MKT agregaria ao empreendedor?

    Um colega fala que para o pequeno empreendedor o que mata é o aluguel do ponto. Os pontos bons tem aluguel caro e o ponto ruim não vale a pena.

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    1. As adms de cartões estão entre as maiores inimigas do empreendedor, elas não estão erradas, somente agem da maneira capitalista da coisa, mas o comerciante tem que abri os olhos. Eles tentam vender a imagem de serem amigos do lojistas por fazerem adiantamentos, mas veja bem, uma boa taxa de adiantamento é 10%, some os 3 ou 4% da taxa de operação e terá 15% de desconto nos recebíveis! As vezes isso é mais que o lucro, portanto minha opinião é que adiantamento de recebíveis é uma coisa ridiculamente burra de ser feita.

      Faculdade de adm ou mkt? Sei lá, não fiz nenhuma nem outra, não tem como opinar.

      Se o cara não tem cash pra pagar o ponto é pq ele não deve estar naquele ponto, simples assim. Nêgo tem medinho de pagar aluguel alto, mas esquece que paga aluguel pra um ativo, não um passivo. Conheci um cara que achava 5k de aluguel caro na sua loja e pagava 3k de aluguel num apê... Não faz sentido!

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    2. Mas alguns alugueis estão fora da realidade. Por aqui os prioritários preferem ficar com as lojas fechadas do que diminuir o aluguel. Resultado um bando de lojas fechadas por aqui.

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  8. Fala, Corey.

    Me identifico com sua história. Seu post me fez recordar de muita coisa que já vivi, por isso meu dia será melhor.

    Grande abraço.

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    1. Muita gente já passou por esses perrengues... e muitas ainda passarão, não tem jeito, é assim mesmo!

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  9. Olá Corey,

    Admiro muito os empreendedores do Brasil, até invejo pra falar a verdade. Já li vários artigos que você e que outros escreveram sobre o assunto e entendo os riscos e problemas a serem enfrentados, e apesar disso, espero um dia poder empreender e ter meu próprio negócio. Digo isso pela vontade que tenho de ter liberdade nas tomadas de decisões e ter mais motivação também, porque a iniciativa privada tá me matando, não aguento mais isso. Sou gerente de logística há 06 anos e ralo que nem um condenado, tenho que aguentar: diretor tetinha, reclamação de cliente, stress de funcionário, problemas com distribuidores, além de ter que dar satisfação de todos os meus atos, muitas vezes me sinto "engessado" por não poder tomar as decisões que acho corretas... se ainda ganhasse bem, mas nem isso!
    Tenho amigos que trabalham na iniciativa privada e a maioria já tá saturada, de saco cheio mesmo, alguns estão migrando para iniciativa pública e outros empreendendo.
    Aporto uma parte do meu salário todo mês e invisto em renda fixa para num futuro próximo, quem sabe, se eu não mudar de planos, poder investir ou empreender em algo.
    Boa sorte pra você e para todos os empreendedores!
    Abraço,

    Chimpa.

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    1. Chimpa, esse pensamento de ter liberdade como empreendedor me assusta muito, lendo seu relato concluo que vc não faz a menor ideia do que é ser empreendedor, é a típica pessoa que tem tudo pra se frustrar se um dia empreender. Dá uma olhada nos meus posts antigos, principalmente os de 2012/13 onde falo um pouco sobre a realidade de ser empreendedor. Garanto pra vc que esse lance de liberdade pra tomar decisões não ocorre da maneira que vc acha. Esse lance de cliente, supervisor e gerente reclamando será multiplicado por 1000 quando vc for empreendedor...

      por favor, tenha cautela...

      Abraço!

      Corey

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    2. Chimpa, acredito que o problema de sua vida não é a iniciativa privada, mas a logística. Quando tudo dá certo, vc fez sua obrigação, quando algo não sai como planejado, a culpa é sua!

      Eu já fui da parte de distribuição e hoje migrei para outro setor (gestão de frota) e, acredite, minha vida melhorou 400%.

      Talvez seja hora de mudar de ares, não necessariamente empreender.

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  10. Muito Bom seu Exemplo Corey,Esse post sera de otimo uso pra a vida ,pq muitas coisa acima citados ja passei e sei mas ou menos o que vc passou,, Parabéns mas uma vez,

    abrcs Corey

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  11. Realmente tem que ter colhões para ser microempresário nesse país.

    É você tentando criar um negócio rentável e um monte de pancada vinco de todos os lados tentando te socar pra baixo.

    Seu post me fez lembrar sobre tudo que passei e passo... um dia escrevo sobre no meu blog.

    Abraço.

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    1. É bem como vc descreveu Madruga, depois ainda por cima somos invejados e vistos como vilões... É foda!

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  12. Fala, Corey,

    Muito bacana seu post. ele vai servir a muitos que querem empreender. é importante passar experiência aos mais novos.

    No meu caso, vou continuar comprando ações e fiis para viver da minha renda. Como serei um pão duro master, sem carro, sem viagem internacional, sem casa própria e principalmente, sem filhos, vou ter o mínimo do mínimo de despesas. Quero viver no estilo Buffet e Luiz Barsi, exemplos de bilionários hiper pão duros.

    Se no futuro houver chance de ir para o Caribe e de morar num paraíso fiscal, com praia e boa temperatura, posso considerar a ideia da emigração. Os EUA são bacanas, mas cobram imposto de renda e imposto é imoral em qualquer lugar do mundo.


    Boa sorte na emigração.

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    1. Não tiro sua razão, essa pode ser uma vida legal se bater com sua personalidade. O minimalismo pode te ajuda muito, já leu a respeito? Eu mesmo gostaria de ser mais frugal e minimalista, mas aí perco qualidade de vida o que não me interessa.

      Abraço!

      Corey

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    2. Não vejo muito sentido em ter dinheiro sem ter experiências. Acredito que pessoas que querem dinheiro simplesmente para não trabalhar estão fazendo a coisa errada. No fim, quando conquistar isso, o que vai ser? Sentar numa cadeira coçando o saco e esperando a morte chegar?

      Precisamos fazer a vida valer a pena, para não chegar no fim do caminho e se arrepender.

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    3. Tb cheguei nessa mesma conclusão, por isso abri mão da IF em prol de ter uma vida melhor.

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  13. Muito legal seu post. Parece uma versão nacional de pai rico e pai pobre.
    é muito bom ter uma visão prática das agruras do empresariado tupiniquim.

    abç

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    1. Nem tanto, não tive o mesmo contato que o RK com o pai rico dele, mas guardada as proporções as histórias são bem semelhantes mesmo...

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  14. Cada um na blogosfera tem uma história diferente. É importante conhecer outros pontos de vista.

    Mas todo mundo quer encher MUITO o bolso, que também é um desejo maravilhoso e um ótimo motivador de vida.

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    1. No fim das contas, dinheiro é o que importa e o que é necessário, ele abre portas... Mas na verdade hj eu busco mais qualidade de vida que ter uma fortuna...

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  15. Olá Corey,

    Realmente uma história de superação.
    Olhando para trás, parece até maluquice você ter feito tudo o que fez. Provavelmente se fosse para fazer isso novamente, você pensaria duas ou três vezes antes. rs
    Mas acho também que é por isso que é tão importante começar a trabalhar cedo. Quando se é jovem, a gente tem mais energia, mais vontade e coragem de vencer e enfrentar tudo e todos.

    Parabéns Corey.

    Abraço

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    1. Fala BBB!

      Com certeza absoluta eu jamais repetiria tudo isso! Vc tem razão, qd a gente começa a trabalhar cedo tem mais energia, menos medo (até por desconhecer os medos) então arriscamos mais e a chance de dar certo é maior.

      Abração!

      Corey

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  16. 'Eu estava anos luz a frente deles em todos os aspectos.'

    Todos uma ova, intelectualmente eles estavam (e provavelmente ainda estão) melhores que você. Ainda mais considerando-se que naquele tempo diploma era diploma mesmo, não havia as fábricas de diploma de hoje.

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    1. Talvez...mas no fim das contas eu tb fui pra faculdade, hj sou intermediário em inglês (a maioria nem é básico) e ganho mais que todos. Sobre as fábricas de diplomas, todos fizemos faculdades nessas... infelizmente faculdade aqui no BR era e é uma piada (tb não faz tanto tempo assim...).

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  17. Poxa corey fiquei até emocionado aqui,estou um tanto quanto próximo dos 18 anos e não vejo sinais de uma moça igual a bia, o tempo que vcs estão juntos, as coisas que passaram juntos e tudo mais, me dá até inveja de vc por ter arrumado uma mulher como essa, era mais fácil vc achar um diamante num terreno baldio e mesmo assim conseguiu, no sentido da camaradagem fidelidade e etc a bia é mulher dos sonhos (sem ofensas), não conheço uma mulher que aceitaria comer cachorro quente caseiro toda noite e ainda continuar com o parceiro e feliz.

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    1. Com certeza eu sou sortudo, mas existem sim outras Bias por aí, mas infelizmente acho que são raras...

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    2. A época do corey é outra, ano é 2015 não há mais espaços para moças e nem para relacionamentos.
      Acabou a sintonia entre os gêneros e dentro de uns 2 séculos sai o útero artificial.
      Esquece esse negócio de relacionamento.
      Todos os caras que eu conheço da nossa idade que namoram estão mal.

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    3. Estão mal por n motivos , não podemos fugir das mulheres para sempre chapa . E os relacionamentos mudaram muito , querer casar com uma menina virgem gostosona é ilusão , viver cheio de ciumes , acreditando em amor eterno também . Temos que nós adaptar na minha visão essa é a melhor epoca de todos os tempos para se ter um relacionanto , claro , sem a posse sentimental que a maioria dos casais têm , de querer achar que possui é dono outro ser humano .

      Antigamente muitas pessoas eram casadas por força sem ter qualquer sentimento , pela pessoa , hoje já é diferente ,é quem pensa de modo pessimista é revoltadinho da real , que so sabe reclamar e nunca dar a solução .

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  18. Corey,
    qual o percentual de lucro líquido sob o valor do empreendimento você considera ideal? Exemplo uma loja que custou 100k precisaria ter um lucro líquido de pelo menos 10k mensais pra valer a pena (10%)?

    Eu tenho vontade de empreender justamente para ganhar mais dinheiro. Get rich or try dying. Na iniciativa privada, todo o meu esforço extra em nada agrega o meu salário. Posso trabalhar 18h pro dia. Sábado e domingo. No fim do mês vou receber a mesma porcaria. Não tenho receita variável e não posso fazer hora extra. Dá vontade é de arrumar um segundo emprego. Mas como tenho que estar a disposição da empresa para viagens, complica. E o mercado ruim como está, nem posso me dar ao luxo de mudar para uma empresa mais "amigável" neste aspecto. Isso pq também não sou muito fan de negócios virtuais. A minha vida inteiro eu sinto falta do "físico", material... nada de apps ou sites, não é pra mim.

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    1. correção: get rich or die trying!
      hehehehe

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  19. Fala Corey,

    Você disse que fazer fortuna já foi seu maior objetivo, no entanto, hoje você preza pela qualidade de vida.

    Poderia explicar o que é a qualidade de vida que você busca? Que aspectos de qualidade você procura? Poder morar num lugar bacana? Trabalhar menos, ir a restaurantes? Ter um carro confortável?

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  20. Corey como vc faz pra colocar o lucro sobre determinada mercadoria?
    Coloca sempre 50%?
    Leva em consideração outra coisa além do preço de custo?
    Sou iniciante,essas coisas me confundem muito.
    Valeu.

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  21. Eu deixei meu emprego de 8 anos como gestora em uma multinacional e com um salário confortável para empreender. Fiz diversas escolhas erradas e isso me levou a falência. Acabo de vender meu ponto...porém perdi toda minha economia. Não sou a chefe da família.Isso contribui bastante para estar um pouco mais confortável, mas as dívidas ainda são um pesadelo. Mas sinceramente, não me arrependo de ter saído da empresa e empreendido, me arrependo de não ter me preparado mais. Carrego comigo a seguinte frase: "E até o maior fracasso, até o pior, o mais irretratável erro, supera o inferno de nunca ter tentado."

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    1. Como assim anon? Nao se arrepende?
      Quais lições aprendidas? Como vc se prepararia mais?
      O que pretende fazer agoraß Voltar à empreender ou ao mercado?
      valeu!
      MF

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