domingo, 1 de março de 2015

Resumo - Fevereiro/2015

Antes de falar sobre o mês de fevereiro gostaria de comentar um pouco sobre o comportamento de algumas pessoas que comentaram no meu último post Academia de Rico X Academia de Pobre: O Que Podemos Aprender?, Algumas pessoas comentaram que eu estava escrachando o lado pobre, que eu sou polarizado e só me envolvo com "ricos", que só porque meus negócios vão bem eu estou de nariz empinado, metido, que perdi a humildade, etc. Gostaria de esclarecer uma coisa. Ao contrário de muita gente, eu não tenho a menor preocupação em parecer humilde, gente boa com todo mundo, eu jamais idolatro favelização. Se você me acha metido é porque eu sou metido, embora respeite todos (no sentido de não maltratar ninguém) eu não sou obrigado a gostar mais de alguém por ela ser pobre, não sou obrigado e achar churrasco em laje regado a Itaipava, funk, forró, barulho e incômodo a vizinho como algo saudável e divertido. Não sou obrigado a achar a cultura do "pobre" melhor que a do "rico". Não sou obrigado a odiar comidas e lugares goumertizados: eu como paleta mexicana, já fui algumas vezes no Paris 6 e provavelmente não viajarei mais dentro do Brasil. Por outro lado não saio falando onde vou e deixo de ir, não tenho orgulho de dizer que vou ao Fogo de Chão, do mesmo jeito que também não tenho orgulho de dizer que adoro o churrasco grego de um cara na Avenida São João, lá em cima, perto da bolsa (pqp, um dos melhores que já comi, inclusive acabei de lembrar de uma história que me aconteceu lá, conversei com um mendigo muito interessante - merece um post...). Essa história politicamente correta de não poder gostar de "coisas de rico" e ter que respeitar "cultura de pobre" é uma das coisas mais imbecis dos dias de hoje...

Bom, agora vamos ao que interessa, fevereiro passou, carnaval acabou e com isso espero que o ano comece a andar de maneira mais estável. Não posso reclamar, fevereiro foi um mês muito bom de faturamento nas lojas, aliás, isso tem se repetido nos últimos tempos, exceto por novembro de 2014. Estou motivado pra trabalhar e também para fazer minhas coisas pessoais, isso tem repercutido positivamente no faturamento das lojas.

Aparentemente o crescimento da loja nova começou a estabilizar, não houve um crescimento expressivo nesse último mês. Ótimo, isso teria que acontecer mesmo e quer saber, espero que estabilize sim porque se continuar crescendo me trará problemas como funcionários e tributação mais elevada. Como não pretendo me desfazer dessa loja tão cedo, não há porque aumentar o faturamento exponencialmente e junto com isso ter que encarar os problemas inerentes disso. Estranho? Sim, pode ser, mas essa é mais uma questão que não se ensina nos Sebrae da vida... nem sempre aumento de faturamento é uma coisa boa. Fevereiro foi o último mês que reinvesti todo o lucro da loja nova, a partir de março, irei fazer retiradas mensais, dinheiro esse que será 100% enviado aos Estados Unidos. Agora preciso descobrir como investir essa grana lá pra ao menos proteger contra a inflação deles (que não é muita, mas existe). Sugestões?

Por outro lado, houve um crescimento considerável do faturamento da loja antiga quando comparado com o mesmo período dos últimos anos, acredito que isso seja devido a mudança do nome fantasia, da fachada, dos uniformes e do layout interno. Povo besta, só porque tem nome de rede pensa que a loja é melhor que as outras, tsc tsc tsc... Pelo jeito a goumertização do mundo chegou até a minha loja, rsrs! Vou aproveitando isso e ganhando dinheiro... Os negócios vão bem, não só pra mim mas para vários colegas de ramo, esse seria um motivo e tanto pra expandir ainda mais os negócios, ganhar mais dinheiro e permanecer no Brasil, afinal, enquanto muitos reclamam, os noticiários dão notícias desgraçadas e sombrias sobre a economia, a gente consegue crescer bem acima da inflação. SQN! Isso só serve pra ratificar minha decisão e facilitar as coisas, dinheiro e sucesso profissional (ou empresarial) não me seguram no Brasil.

Finalmente em fevereiro consegui voltar com tudo pra academia e também aumentar as horas de estudo de inglês, tudo graças a uma escala de horários padrão militar que estou seguindo. Sou procrastinador nato, preciso me policiar pra fazer as coisas, mesmo aquelas que gosto de fazer. Tem dado certo, farei um post a esse respeito no decorrer do mês.

Os temas que pretendo abordar durante o mês de março são:

  • Como uma rotina pré estabelecida e levada a risca pode melhorar a vida de uma pessoa
  • E se for preciso continuar no Brasil, o que farei?
  • Empresas nanicas, lucros astronômicos: as empresas que você não dá a mínima e que faturam alto
  • Custo de vida nos EUA, concorrência e baixa margem de lucro das lojas americanas

45 comentários:

  1. Sugestões?

    Até o fim de março espero terminar a série "como abrir uma conta bancária no exterior".

    Aí vai ficar bem fácil se mudar para qualquer lugar do mundo.

    Abçs!

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    1. Opa! Eu tenho conta no Wells Fargo desde 2013, agora preciso desvendar a renda fixa americana.

      Abraço!

      Corey

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    2. O museu do WF em SF eh muito show, uma aula de historia.
      abc
      Rudi

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    3. Atualmente os juros estão muito baixos por lá.

      Se quiser um pouco mais terá que partir para títulos em dólar de países emergentes ou empresas sem investment grade (como a Petrobras).

      Abçs!

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    4. Na verdade eu só quero proteger contra a inflação.

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    5. Olá, Corey. Não sei se você já fez um post com esse tema (se já fez me desculpe), mas você poderia fazer um falando sobre como é possível ir para os EUA ou Canadá trabalhando como empregado de uma empresa lá?

      Abraço e continue com o blog! Gosto muito de ler seus posts.

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    6. Olá Nerd!

      Não fiz pq isso é fora da minha realidade, mas veja esses dois canais do youtube, podem ser úteis:

      https://www.youtube.com/user/pinhopro
      https://www.youtube.com/user/EUA101/

      Abraço!

      Corey

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    7. Micro Investidor Nerd3 de março de 2015 13:48

      Obrigado, Corey!

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  2. Corey,

    A renda fixa americana é algo complicado, não de se entender, mas sobre o retorno da mesma. Recomendo que dê uma olhadinha no blog do Tetzner, ele comenta sobre os REITS... Acredito que seja algo bom de se avaliar...

    https://tetzner.wordpress.com/internacional/

    Caso seja algo que não esteja procurando, as dívidas públicas podem ser compradas, se não me engano assim como no Brasil, você precisa de uma conta em uma corretora, ou no seu Banco, não conheço a Wells Fargo, mas acredito que eles tenham algo simples para se investir...

    Porém, se realmente quiser algo um pouco diferente mas com a mesma ideia e um retorno um tanto quanto melhor... Sugiro investir em TD e curto prazo e mandar para os EUA o juros recebidos... Assim você protege o seu dinheiro do real dolarizando ele, e já prevê a desvalorização com a taxa mais alta aqui no Brasil... É um meio termo, mas que acredito que valha a pena ser analisado também.

    Uta!

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    1. Corey e Estagiário


      Pelo que andei pesquisando REITs no Canadá são um investimento melhor que nos EUA, pois parece (não posso confirmar com certeza absoluta) que no Canadá REITs ficam de fora do income tax. E isso para investidores baseados nos EUA tbm.

      Me corrijam se eu estiver errado.

      Abs

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    2. Fala Estagiário!

      Verdade, os saving accounts do WF pagam incríveis 0,5% ao ANO! Valeu pela dica, vou usar essa postagem pra guardar todas essas informações.

      Eu meio que já estou fazendo isso que vc sugeriu, mando todo mês USD 500 e boa parte disso vem dos cupons do TD e dos FIIs, a diferença é que agora o valor vai aumentar bem...

      Rover:

      A questão tributária tb é bem complicada, ainda mais pra PF lá nos EUA, estou começando a pensar em já contratar um advogado tributário pra me ajudar desde o começo e não correr o risco de fazer merda.

      Abraço!

      Corey

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    3. se estivesse nos EUA investir em ETF desde cedo era a melhor opçao disparado. Os bonds sao foda.

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    4. Mas eu não quero investir, eu quero proteger o capital contra a inflação.

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    5. Rover,

      Não sabia disso não.

      Corey,
      Bonds estão dando muito pouco... Recomendo que você invista aqui e replique o valor pra lá, neste caso, você pode colocar o dinheiro nos savings da WF, ou verificar algum tipo de investimento como por exemplo os CDBs daqui do Brasil.

      Uta!

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    6. Mas acontece que eu quero despachar a grana do Brasil, quero ter o mínimo possível aqui, ir mandando aos poucos...

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  3. "carnaval acabou e com isso espero que o ano comece a andar de maneira mais estável"
    Tenho minhas dúvidas, 2015 será uma ano que não existiu, espero estar errado.

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    1. Tamo junto, o que eu disse foi mera esperança, mas na realidade vc está certo. Se 2015 for um ano que nunca existiu já estaremos no lucro, o problema é que acho que ele vai existir sim, mas de maneira bem negativa.

      Abraço!

      Corey

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    2. Uórrem, o ano sempre existe, apesar das intempéries econômicas.

      Existe outras dimensões do cotidiano. Não gosto desses reducionismos, parece que nada de bom acontece nessas epocas.

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    3. Meu Deus, o cara não sabe interpretar... É óbvio que o ano existe, o UB quis dizer que esse será um ano difícil...

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  4. Boa Corey,
    Com cada vez maia o cerco se fechando nas opções de investimento, tenho pensando todos os dias a comecar a empreender, idéias mil e experiência zero rs
    Essa questão da rotina militar eu adotei algo semelhante, não estava conseguindo mais empurrar com a barriga.. O bom é que depois de alguns dias acabei acostumando.

    Abraço

    Jovem Audaz

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    1. Olá Jovem!

      Empreender é bom pq vc tem mais controle sobre o dinheiro e, pelo menos deveria, ter um retorno muito superior que na renda passiva, porém o lance de experiencia zero é bem complicado.

      No começo a rotina militar é complicada, mas depois a gente se acostuma pq o sucesso de completar tarefas serve como incentivo.

      Abraço!

      Corey

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  5. Corey,

    se não me engano existe um título como nossa NTN-B lá, vou procurar saber a nomenclatura correta e te aviso.

    Sobre o primeiro tema que você listou em março, você utiliza algum método? Pergunto pois esta é uma das características que mais tenho investido para mudar. Consegui bons resultados aplicando algumas técnicas do zen to done (ztd). Já até escrevi um post bem no início do blog sobre isto. Sei que cada pessoa se adapta, ou não, a tipos diferentes de métodos, mas acho que seria uma boa pelo menos conhecer!

    E, por último: fiz uma espécie de enquete no meu texto, te convidei a responder. Se vc puder e se interessar dê uma passada lá!

    Um abraço!


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    1. Olá Casado!

      Se souber informe aqui, pode ser útil pra outras pessoas tb.

      Falarei melhor no post, mas não utilizo método algum, sou meio contra complicações desnecessárias, pra mim qto mais simples, melhor.

      Passarei lá, abraço!

      Corey

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    2. Cara, não consegui entrar no seu blog... manda o link!

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  6. "Ao contrário de muita gente, eu não tenho a menor preocupação em parecer humilde, gente boa com todo mundo, eu jamais idolatro favelização. Se você me acha metido é porque eu sou metido, embora respeite todos (no sentido de não maltratar ninguém) eu não sou obrigado a gostar mais de alguém por ela ser pobre, não sou obrigado e achar churrasco em laje regado a Itaipava, funk, forró, barulho e incômodo a vizinho como algo saudável e divertido. Não sou obrigado a achar a cultura do "pobre" melhor que a do "rico"..."""
    cara incrível como penso parecido, será que so eu que noto a "glamorização" da pobreza no brasil.
    Ass: Baiano

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    1. Não Baiano... eu também noto.. e também estou de saco cheio desse "politicamente correto"....Estou de saco cheio de "intelectuais" e artistas da turma da Regina Casé...
      Estou de saco cheio de pessoas mal educadas e que falam alto... Odeio barraquentas...
      Não suporto falta de respeito..
      Tenho saudades da cultura de qualidade..da música de qualidade... arquitetura de qualidade...
      Odeio quem acha que o pichador está manifestando a sua arte...

      Enfim... tá foda... muito difícil resgatar o conservadorismo cultural e desfazer todas as mazelas da contra-cultura.

      Grande Abraço

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    2. Pois é, pessoal, me irrita isso de vc ser obrigado a gostar de "coisas de pobre" e receber críticas por gostar de "coisas de rico". Eu gosto de produtos de qualidade, prefiro comprar menos porém melhor, isso faz parte do que considero frugalidade, então por isso as vezes compro coisas que são taxadas de "produtos de luxo" (enquanto em outros países são somente bens de consumo de qualidade).

      Catarrento, isso que vc falou sobre falta de educação, pessoas que falam alto, barulho, etc são o que mais me irrita no povão. PQP! Custa cada um ficar na sua, sem chamar atenção? Sobre arquitetura é algo que pouca gente nota, mas estamos numa fase muito pobre. Aqui em Sampa temos, por exemplo, prédios lindos, bem elaborados, assinados por arquitetos famosos de outrora, coisa que não existe mais, de 20 anos pra cá, tudo é exatamente igual.

      Grande abraço!

      Corey

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  7. Corey: o título que o Investidor Casado aventou (a NTNB deles) é o US-TIPS.
    Aguardo ansiosamente seu post sobre como vencer a procrastinação, pois sou um procrastinador nato também, e isto, sinceramente, me traz sofrimento.

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  8. Fala Corey,

    O Brasil é um país incrível mesmo.
    O empresário torcer para não vender mais porque senão o negócio dele fica inviável devido a questões tributárias.
    Sobre isso, fiz o que poderia ser feito. Quando vejo que vou me complicar, fecho a loja mais cedo no final do ano para não vender mais. kkkkk cômico

    Abraço

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    1. Fala BBB!

      Pensei que era só comigo isso, rsrs! Infelizmente é assim, nosso país incentiva a baixa produtividade e até nós que produzimos mais que muita gente somos obrigados a entrar nessa espiral descendente.

      Abraço!

      Corey

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    2. Vixi, estou nesse drama faz tempo.
      Fiz o que poderia ser feito, agora sou obrigado a fechar a loja mais cedo.
      Por "sorte" esse ano parece que será difícil, acho que isso vai ajudar.

      Abraço

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  9. Fala Corey

    "Essa história politicamente correta de não poder gostar de "coisas de rico" e ter que respeitar "cultura de pobre" é uma das coisas mais imbecis dos dias de hoje..."


    Cara, grava isso numa placa de bronze com moldura e começa a vender. Eu compro uma. auhauhahuauha


    Sobre a empresa, no caso a minha e não a sua, eu até poderia me dispor ao risco para aumentar um pouco e com isso sei que o lucro aumentaria. O problema é que eu teria que aumentar meu quadro de funcionários, e não quero isso. Outra coisa que nos difere é que pretendo vender o negócio para ir embora, vc vai deixar uma loja aqui para abrir a filial nos EUA. No mais eu concordo com tudo.

    Abs

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    1. Fala Rover!

      Eu gosto de produto de qualidade, pago mais caro por isso. Não troco uma Stella Artois por uma Itaipava só pra ser o legalzinho "humilde".

      Funcionários sempre são o calcanhar de aquiles do empresário, seja pela baixa qualidade deles ou pelas questões tributárias em volta. Eu até que tenho sorte com funcionários e mantenho até mais do que deveria pq não quero nem vou me matar de trabalhar, mas tenho consciência que meus lucros poderiam ser bem melhores...

      O plano inicial seria manter a empresa aqui somente pra manter o visto L1 nos 3 primeiros anos até sair o Green Card, depois me desfaço de tudo. Na verdade vender a empresa e se mandar é sempre a melhor coisa a ser feita, mas aí entra essa questão do visto. Como vc pretende fazer? Vai pro Canadá, né? Com qual visto?

      Abração!

      Corey

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  10. Olá pessoal, Corey, quanto ao:

    1º parágrafo - Existe a manifestação cultural popular do tipo: assistir Regina Casé, churrasco na laje, funk, "beber umas breja" com os amigos; e a manifestação cultural de elite do tipo: assistir Roda Viva, comer no Figueira Rubaiyat, concertos de Jazz, fumar charuto e beber whisky com os amigos. Apesar das diferenças nada impede que uma pessoa possa assistir a um concerto do Andre Rieu e no dia seguinte beber cervejas com os amigos no quintal de casa no meio de uma churrascada, com os homens sem camisa e todos usando chinelo de dedo. Acontece que é nessa situação que muitas pessoas se encontram, gostam de coisas de rico e coisas de pobre.

    Não acredito que há uma ode a favelização, o que ocorre é falta de respeito as suas preferências. Aqueles que sentem ofensa pelos seus relatos no "mundo da cultura elitista", acredito que seja porque qualquer coisa diferente daquilo que gostam soa como ofensivo, nós seres humanos somos conservadores aos nossos gostos e valores por natureza, se é diferente é uma ameaça aos nossos instintos. 200 mil anos de evolução ao homo sapiens não tem sido o bastante para aceitarmos o diferente de forma inteligente.

    Próximo a minha residência, ocasionalmente ocorre de madrugada passar alguns caras usando o carro como um auto-falante ambulante tocando funk em volume ensurdecedor. Eles poderiam estar tocando Tchaikovsky que continuaria sendo um imenso incomodo. É a cultura do babaca. A cultura que tem que ser preservada na minha opinião é a cultura do bom senso, tenho certeza que ela agrada tanto o povão quanto a elite.

    2º ao 4º Parágrafo - Lembro que no final do ano passado você passou pela seguinte experiência: A sua primeira loja teve uma leve queda no faturamento e a segunda que tem uma estrutura semelhante ocorreu lucrando acima da sua expectativa. Conseguiu identificar o porquê da queda de faturamento da primeira loja? Mesmo após estes meses.

    Quanto a fazer investimento nos EUA - Eu sei porra nenhuma de investimento, mas sei como atingir resultados satisfatórios. Por sorte você sabe como investir, e com o seu know-how de investidor sugiro você testar todas a possibilidades sensatas e que te agradam de investimento, gastando o mínimo possível, se possível gaste apenas US$1,00 e acompanhe o resultado, na prática é muito mais que isso para se investir o mínimo, mas o conceito é esse. É uma técnica pragmática, adoro pragmatismo, chamada: "validação de conhecimento". Você pensa, planeja, executa na menor estrutura viável possível (MVP- Minimum Viable Product), acompanha o resultado, faz as mudanças necessárias e executa novamente ou cai o fora. Muitos dos seus investimentos poderão ser furadas, mas aqueles poucos que derem resultado positivo irão compensar as perdas. Investimentos em startup e joint venture funcionam assim.

    Exemplo: Você dono de uma padaria, em um dia ensolarado em que os pássaros cantam alegremente e um funcionário diz:
    -"Chefe porque nós não fazemos pão francês usando farinha de mandioca ao trigo?"
    Você responde: - "Que ideia estúpida, já viu alguma padaria usar farinha de mandioca para o pão francês? Imagino que a textura da mandioca não dá liga no pão. Alguém iria comprar pão de mandioca francês? Os clientes iriam sumir da minha querida padaria." Errado. Errado. Tudo errado.
    Usando a técnica da validação de conhecimento as coisas funcionam assim: tente produzir um pão, um único pão, e com esse pão venda-o com lucro, após vende-lo, melhore o produto, aumente o volume ou nunca mais venda-o. Comparando o resultado dele com tradicional pão francês.

    Na minha percepção esta técnica é a forma mais segura de inovar e empreender internamente, o famoso intrapreneurship. Passo vergonha ao dizer essa palavra, a pronúncia é muito difícil. Em meus projetos eu utilizam essa técnica. Funciona para mim, talvez funcione para você.

    Alimentem-se bem,
    Maluco

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    1. Fala Maluco!

      Entendo seu ponto de vista, mas discordo um pouco... Veja bem, eu adoro churrasco com amigos, mas tenho plena consicência que não atrapalhamos vizinhos pq apesar de comer e beber, sabemos nos comportar. O lance do carro tocando funk X música clássica está certo em partes, claro que um carro tocando música clássica alto de madrugada é inconveniente, mas quantos carros assim vc já viu? Além do que o lance do funk tem a ver com as letras imorais o que causa muito mais problema que o incômodo sonoro. Veja bem, acho que vc está tentando fazer justamente o que sou contra: justificar a imoralidade e baixaria chamando-as de "cultura". Não, amigo, fazer barulho, ressoar refrões pornográficos não é nem nunca será cultura, isso é selvageria, coisa de gente que não sabe viver em sociedade. Não podemos respeitar o funk e suas letras ridículas, isso não merece respeito. O que não acho certo é incentivar a baderna (usando o exemplo da festa do "pobre") e olhar torto pro cara que vai no concerto do Andre Rieu pq ele é "rico". Existe sim uma glamouralização da pobreza.

      Sobre a queda do faturamento em novembro foi algo generalizado, não aconteceu só comigo. O mesmo não ocorreu na loja nova pq ela estava no auge do crescimento, acredito que se o mês tivesse sido bom pra loja antiga, a nova teria faturado ainda mais.

      Esses dias eu estava lendo um artigo justamente sobre o MVP, achei uma teoria bem interessante, sem querer e sem saber já implementei isso diversas vezes e vou continuar fazendo. Na verdade eu não quero investir o dinheiro dos EUA, eu quero protege-lo contra inflação ter liquidez.

      Abração!

      Corey

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    2. Grato pelas respostas quanto ao desempenho da sua empresa durante o final do ano passado. Empreendedorismo aplicado é o que eu mais gosto do seu blog.

      Quanto a ver algum carro tocando música clássica fazendo barulho. Eu nunca ouvi, acredito que nunca ouvirei em minha vida e se um dia acontecer de eu ouvir, a quantidade de carros nessa situação seria desprezível quanto ao grupo do funk, forró ou sertanejo.

      Antes de continuar, quero salientar que nós dois temos percepções muito diferente quanto a cultura. Acredito que isto é saudável, colocar as idéias em conflito para depois ter uma nova ideia ou fortalecer a já existente.

      Fazer barulho, ressoar refrões pornográficos, o funk e suas letras ridículas são formas de manifestação cultural: sim. Ocorre que as culturas interagem de muitas formas que podem ser danosas a outros grupos sociais.

      Exemplo: aqueles pichadores de muro que por rebeldia tem a característica de destruir a arquitetura urbana. É a cultura da pichação. Eu gosto? Para mim eles têm que ser responsabilizados e arcar com a reparação financeira pelo dano moral e ao patrimônio.

      Já as letras de putaria propagadas pelo funk em alto som para mim só deveriam ser expostas em local isolado com o grupo isolado para eles fazerem o que bem entenderem ali. Se eu tivesse uma filha pequena e tivesse que explicar para ela o que significa aquelas letras, eu não faria ideia do que responder. E além do mais, por compartilhar um território, uma língua em comum, e ser assistido pelo mesmo Estado que eles, não significa que eu e eles somos da mesma sociedade.

      Proibir a pichação eu sou a favor, se quer rabiscar em uma parede que seja consentido pelo proprietário, como os grafiteiros fazem. Proibir o funk eu sou contra, pois é possível isola-los dos outros grupos da sociedade.

      A definição da palavra bárbaro na cultura da Roma Antiga é em essência: todos os povos que estão fora de Roma. Uma preocupação que eu tenho quanto a moralidade são os meus valores ditarem o valor dos outros, é eu não aceitar as outras formas de moralidade e é eu considerar bárbaro tudo aquilo que me incomoda. Em suma, se eles quiserem enfiar uma faca no próprio cu, que eles façam onde ninguém mais assista e ninguém os proíba ou impeça de fazer.

      Agora o "olhar torto" que existe quando se participa de alguma atividade o ter alguma posse tida para "ricos" e ser desprezado por participar ou ter, sinto o que você quer dizer. As vezes acabo escutando coisas do tipo: "-Isso é coisa de viado. -Tá com frescura? -Você é burro de gastar dinheiro com aquilo". Eu queria entender porque ocorre, por ignorância eu não sei.

      Abraço,
      Maluco

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    3. Eu não disse me banir nada, sou contra banimento das coisas o problema vai muito além da "música", o problema maior é moral. O cara achar que sair vomitando refrões pornográficos na rua sem respeitar crianças e idosos (sem respeitar ninguém, na verdade) é uma coisa normal é de cair o cu da bunda...

      Sou a favor da liberdade, mas sem exagero, como vc disse, certas coisas devem ser mantidas em sigilo, num grupo reservado. Assim como 110% dos homens com acesso a internet sou consumidor de pornografia, mas faço isso dentro da minha casa, envolvendo no máximo minha esposa (que estará de acordo), sem incomodar ninguém, aí que tá, vc pode fazer o que quiser desde que não incomode ninguém.

      Eu tô cagando e andando pra julgamentos, mas o que vc disse está certo, somos julgados de "viados" por gostar de coisas boas. Como se uma coisa tivesse relação com a outra... e como se ser gay fosse melhor ou pior que ser hetero...

      Abraço!

      Corey

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  11. Boa Corey....
    Vejo que vc e o Rover... Comentamo muito sobre lojas e tals...
    Poderia fazer um post de como seguir os passos de vcs ?

    Abs

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    1. No começo do blog tem uma série de postagens onde falo sobre como comprar uma empresa em andamento e tb outras a respeito de precificação, dá uma olhada lá...

      Abraço!

      Corey

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  12. Muito bom Corey, espero os temos propostos por você principalmente, se for ficar no Brasil o que fará.

    Lobão.

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  13. Olá Corey,
    Fico feliz que tenha adotado essa rotina militar, no meu caso, credito grande parte do meu sucesso a essa disciplina que aplico em meu dia-a-dia advindo dos anos em que fui atleta.

    www.nzofinancas.blogspot.com.br

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  14. Corey, procrastino bastante. Hoje ia procrastinar um pouco, mas vou deixar pra amanhã. rs
    pegue essa boa onda nos negócios e surfe bem.
    abraço

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  15. Corey, ótimo post.
    Sobre os haters do "academia de rico x academia de pobre", eu te falo uma coisa: na minha opinião, se existe algo que vai levar a humanidade a decadência é o "politicamente correto". Essa praga tem o dom de inverter os conceitos.
    Aguardo as postagens do mês, muito bom te ver animado e bem disposto com o blog!

    Investidor Mineiro

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