quinta-feira, 26 de março de 2015

Empresas Nanicas X Grandes; Escala; Matemática para Empresários

Não, as coisas não se acertaram, como disse na última postagem, estou passando por uma fase turbulenta nas lojas graças principalmente a falta de mão de obra qualificada, sem contar é claro com a precariedade da nossa infra estrutura que está me deixando louco: é atraso de entrega de mercadoria, é buraco que estoura roda do carro, é falta de eletricidade e internet, trânsito cada dia mais insano... Mesmo assim decidi dedicar um tempo ao blog (mentira, estou com insônia, então decidi escrever um pouco) e tentar completar minhas promessas de postagens do mês.

Hoje vou falar sobre empreendedorismo, mais precisamente sobre uma coisa que ouço e leio pouco por aí que é como a escala de um negócio pode afetar de maneira positiva ou negativa o desempenho de uma empresa. Nem sempre aquela empresa linda, luxuosa, com acabamento de primeira dentro de um shopping center é lucrativa e tem um dono rico; da mesma maneira que aquele boteco sujão da periferia que vende Itaipava, 51 e tem uma mesa de sinuca carcomida na entrada é sinônimo de dono pobre. Vejam os exemplos a seguir.


O dono desse boteco aí deve ser um quebrado,
andar de 147... Será?
Maria é cabeleireira a 10 anos, após trabalhar durante anos em salões de bairros nobres de São Paulo como Higienópolis, Moema e Jardins percebeu que muitas clientes simplesmente não conseguiam chegar ao salão simplesmente porque o trânsito não deixava, outras evitavam sair de casa por medo da violência e também visitavam cada vez menos o salão. Então Maria decidiu juntar uns trocados, comprou equipamentos profissionais, cosméticos de qualidade, colocou tudo no porta-malas do seu Ford Ka 1999 e atende clientes a domicílio. Investimento: R$ 3.000,00; faturamento bruto mensal R$ 8.000,00, lucro líquido R$ 6.000,00. Dois anos depois Maria e sua família mudaram para um apartamento melhor e o Ka 99 foi trocado por uma Meriva 2007, seu filho estuda em colégio particular e eles estão planejando a primeira viagem internacional da família.

Nossa, que loja linda, é a cara da riqueza, o dono
deve estar nadando na grana... Claro... Claro...
Jorge é metalúrgico, após um programa de demissão voluntária se desligou da montadora onde trabalhou durante mais de 20 anos, pegou uma bolada de indenização e decidiu que era a hora de ter seu próprio negócio. Encontrou uma franquia internacional de restaurantes iniciando a expansão no Brasil, após participar de uma reunião com o franqueador master, ficou apaixonado pelo modelo de negócio e pelos números da planilha do Ipad do franqueador. Jorge viu que não teria a grana toda para o investimento, cerca de R$ 700.000,00 então chamou mais dois ex-colegas de empresa para entrarem de sócio com ele no restaurante. Jorge e seus amigos montaram uma linda operação num shopping center do ABC paulista, com cerca de 40 funcionários, aluguel na casa dos R$ 15.000,00 mensais mais taxa de royalties e fundo de propaganda. Não tinha o que dar errado, afinal o restaurante do trio chegava a faturar R$ 70.000,00 num único dia, porém... deu errado! Um ano depois de aberto Jorge percebeu no escritório climatizado cheio de monitores de segurança de seu lindo restaurante que sua operação girava muito dinheiro, mas não sobrava nada no fim do mês, e pior, alguns meses havia deficit, o que os obrigou a recorrer a empréstimos bancários, abundantes pra quem tem uma empresa como essa. Dois anos depois de aberto Jorge e seus amigos fecharam o restaurante, saíram com uma mão na frente, outra atrás e uma dívida de 6 dígitos.

Dois pés atrás com uma instituição que tenta ensinar
prática através de material didático padronizado, como
se empreendedorismo fosse tudo a mesma coisa.
Os dois exemplos acima são reais, preservei os nomes, mas conheço pessoalmente ambos os casos. Claro que são dois negócios e realidades completamente diferentes, mas dá pra aprender muita coisa com isso. A primeira coisa que aprendemos é NUNCA SUBESTIME UM NEGÓCIO POR SEU TAMANHO. Maria tem uma empresa praticamente invisível, mas tem meses que fatura líquido acima de 10k, poucos dão valor, aposto que muitos devem desdenhar do trabalho dela, achar que ela é mais uma amadora que trabalha de porta em porta implorando serviço... Ledo engano... Maria deve estar fazendo por volta de 100k líquido por ano! Quantos empregados de baixa escolaridade você conhece que fazem isso? E quantas empresas? Óbvio que a empresa de Maria está mais pra autônomo que pra empresa, até porque tudo gira em função dela, não é possível expandir nem replicar a ideia de maneira realmente eficaz, se por algum motivo ela não trabalhar ficará sem renda, etc. Isso é o que os empreendedores de Sebrae falarão, que isso não é empresa e mi mi mi, mas a verdade nua e crua é que ela ganha dinheiro e o fato de ter cabeça e saber como lidar com o dinheiro está deixando-a literalmente rica! Mais rica que muito administrador, bacharel de direito, tecnólogo de empreendedorismo, pseudo especialista, etc. Assim como o negócio de Maria existem  vários outros que fazem muito dinheiro e ninguém dar valor: empresa de banho, tosa, passear com cachorro; oficina mecânica; empresa de marmitex (ou quentinha para os cariocas); empresa de limpeza pós obra e limpeza doméstica em geral, etc. São empresas vistas no meio do empreendedorismo com desdém pelos empresários fodões que possuem empresas lindas, bem instaladas, com ar condicionado, estacionamento pra clientes, 50 funcionários,  múltiplas operações. Porém quase sempre esses empreendedores nanicos não possuem dívidas porque não tiveram acesso a crédito no começo, no máximo pegaram um empréstimo familiar. Aprenderam como trabalhar na prática e 100% das vezes o conhecimento empírico é 100% mais importante que o teórico.

A segunda coisa que aprendemos com esses exemplos é: NÃO ENTRE NUM NEGÓCIO QUE VOCÊ NÃO CONHECE. Jorge jamais pisara do lado de dentro do balcão de um restaurante antes de investir quase 1kk em sua franquia, foi obrigado a aprender como administrar o negócio na marra, porém ao contrário dos negócios nanicos, os grandes são muito mais complexos e aqui que entra o lance da escala que pouca gente pensa. Administrar um bar é fácil, administrar 10 bares é muito mais difícil, e não é 10 vezes mais difícil, é 20 ou 30 vezes pior porque além dos problemas que o bar único tem ele terá problemas novos que surgem justamente devido a escala. Uma analogia cretina: um avião feito com uma folha de sulfite voa perfeitamente, experimente dobrar uma folha de papel pardo no formato de avião. Ele voará igual ao pequeno? Não, definitivamente, não. Isso porque a escala influencia no desempenho. O mesmo acontece com as empresas.

A terceira lição é JAMAIS CONFIE EM NÚMEROS NUMA PLANILHA, Jorge deixou-se seduzir pelo canto da sereia do excel. Um cara engravatado, preparado pra vender um produto (no caso a franquia) com números tentadores na frente de uma pessoa inexperiente no mundo dos negócios é a chave do fracasso. Como diria meu pai: o papel (ou o computador) aceita tudo. É preciso mais que números pra se comprar uma empresa, é preciso sensibilidade, dar uma de Sherlock e enxergar aquilo que ninguém vê, são nos pequenos detalhes que você percebe se um negócio é bom ou não. Aí você me pergunta: Corey, eu não tenho experiência, eu nunca comprei um negócio, como saber se eu conseguirei ver esses detalhes? Simples: ou você tem alguém de absoluta confiança e experiente do seu lado pra minimizar o risco (porque nada garante que o cara estará certo) ou simplesmente arrisque, mas se for pra arriscar, pelamordedeus não arrisque sua indenização de 20 anos de trabalho num negócio. Comece pequeno, vá aos poucos e outra coisa: ADQUIRA EXPERIÊNCIA. Se for necessário arrume um emprego numa empresa do ramo que você quer comprar, foda-se que você vai ganhar salário mínimo e seus amigos te verão num uniforme, o que você quer é experiência. Eu sou capaz de realizar 100% das funções das minhas lojas, se qualquer funcionário faltar, eu posso cobri-lo com competência. Nunca, mas nunca mesmo, compre uma empresa que você não sabe trabalhar em ao menos 90% das funções. Buffett faz isso porque ele tem dinheiro e conhece gente competente em todos os setores dispostas a trabalhar pra ele, mas você não é o Buffett!

Você não é o Buffett e vamos combinar: você, eu e a maioria das pessoas somos, na melhor das hipóteses, apenas medianos em tudo, não somos especiais, não somos melhores que o outro. Quero dizer que não somos super em nada, somos uns bostas então vamos nos conter em nossa bostaria e não tentar dar o passo maior que a perna. A chance de um de nós ficar trilhardário por inventar o novo Facebook é ínfima, então vamos deixar a ficha cair, acordar pra real, e lutar com aquilo que temos. Se você tem 50k pra comprar uma empresa, compre ou monte uma de 30k; se você tem 500k e nenhuma experiência, gaste os mesmos 30k, adquira confiança e depois parta pra algo maior. Dinheiro não aceita desaforo.

Como eu gostaria de viver no mundo da PEGN,
onde todos os empresários são sorridentes, usam
camisas Dudalina em seus escritórios bem
decorados com um quadro do Romero Brito...
A quarta lição é FRANQUIA NÃO É GARANTIA DE SUCESSO, muito pelo contrário, pode ser o melhor caminho para o fracasso porque normalmente os franqueados tem na cabeça a ideia que franquia é inquebrável porque leu na PEGN que X% das franquias sobrevivem ao primeiro ano enquanto 1/2X% das empresas independentes chegam lá. Fodam-se os números, eles são irrelevantes. O empreendedorismo é muito mais feeling, experiência e principalmente sorte que qualquer outra coisa. Veja meu exemplo: economia em recessão e minha loja antiga partindo pra um crescimento de 15% em 2015. Por quê? Sinceramente não faço ideia! Poderia ser ao contrário, eu poderia ter uma franquia cujo franqueador me demonstrasse por A+B que meu crescimento seria de 10% enquanto na prática poderia estar acontecendo o contrário.

A maior lição de todas é: EMPREENDEDORISMO É COMPRAR POR 5 E VENDER POR 10. Ou seja, inventem a teoria que for, mas no fim das contas é tudo uma questão de matemática simples, sua empresa pode ser resumida numa simples conta de subtração: RECEITAS MENOS DESPESAS. Se o resultado for positivo você está bem, se for negativo, tá fudido. Dane-se o tamanho do número do resultado. 1 real positivo = empesa boa; 1 real negativo =  empresa de merda.

Nêgo fica viajando com contas malucas, empresas que você investe X, alavanca Y, faz Z pra depois de 5 anos ter um retorno espetacular. Isso pode funcionar pra empresas gigantes, de capital aberto, com pesquisadores, contadores, advogados, economistas formando a equipe administrativa. Pra você que tem um boteco o que importa é lucrar no primeiro mês pós compra, afinal você tem que por gasolina no carro e comida na mesa. Pra esmagadora maioria dos mortais empreendedores é preciso ter lucro mensal, de maneira consistente, desde o primeiro mês. Os mortais não estão no mercado se arriscando, passando sufoco com funcionários, ineficiências brasileiras, bandidagem e demais zicas a troco de nada, nós estamos atrás de dinheiro. No fim, grana é o que importa, independente do tamanho da sua operação.

Aqui entra outra coisa que sempre bato na tecla: ramo bom é aquele que sempre deu dinheiro: bar, restaurante, açougue, farmácia, quitanda, posto de gasolina... Essa história de paleta mexicana, frozen iogurte, app pra celular é coisa pra quem tem saco de ficar se renovando o tempo todo. Dá dinheiro, claro que dá, as vezes muito dinheiro, mas não é sustentável. Se você quer ter empresa de maneira séria, tirar seu sustento dela, ela deve ser o mais robusta possível, dar lucro consistente, ser de um ramo "a prova de crises" e principalmente: você tem que ganhar no mínimo o dobro que ganharia caso fosse empregado. É por essas e outras que acho extremamente difícil encontrar uma empresa boa pra comprar, eu diria que 95% das lojas de varejo anunciadas em sites são péssimos negócios.

Acabei desviando um pouco do assunto, mas acho que deu pra captar a essência. O tamanho da empresa não importa, o investimento também, o que importa é o lucro líquido que ela pode dar. Parece uma ideia ridiculamente simples, mas poucos seguem isso e por isso muitos quebram a cara.

55 comentários:

  1. Eu tinha uma amiga que contou com o patrocínio do papai para adquirir uma franquia estilo fast food que vende pizza em cone.

    A ideia dela era abrir a lojinha na rua X do bairro Y, um local de classe média alta repleto de bares e restaurantes frequentados em sua maioria por playboys e patricinhas que querem passar horas bebendo, conversando, ostentando, enfim..

    Eu sugeri que talvez não fosse uma boa ideia abrir ali, pois as pessoas buscavam a rua X do bairro Y para experiências de lazer muito mais demoradas do que um fast food poderia proporcionar; e que as pessoas iam pra lá com suas melhores roupas pra se exibir, beber e conversar madrugada adentro,e não para serem vistas passando 30 minutos sentada numa cadeira de plástico vermelha comendo uma pizza-cone de R$ 9,50.

    A resposta dela foi algo nas linhas de "Madruga, minha franqueadora fez uma pesquisa de mercado e me disse que abrir na rua X do Bairro Y não tem erro".

    Nesse ponto ela virou ex-amiga, pois ouviu da boca de outros que eu estava dizendo por aí que o negócio dela não daria certo (o que é verdade).

    E lá foi a minha ex-amiga, abrir sua lojinha conforme pesquisa de mercado feita pelos franqueadores cearenses que não conhecem nada de nossa cidade, uma pesquisa que deve ter sido algo do tipo "a rua X do bairro Y dá gente pra caralho e muita gente vai lá pra cumê, então é su-ce-sso garantido".

    Eu não sei dos detalhes pois já não conversava mais com ela, mas sei que ela fechou pra nunca mais abrir entre o terceiro e o quarto mês.

    Enquanto isso, uma outra franquia de pizza em cone que abriu próximo à universidade federal e a cinco escolas particulares, num bairro estudantil repleto de repúblicas e gente querendo comer barato, está entrando em seu quinto ano de funcionamento e, até onde eu sei, vive cheia.

    Também tenho meu negócio e sei bem que é uma posição de grande conforto pra mim apontar o dedo pra ela e falar "HAHA, eu avisei que ia dar merda" depois que já deu merda, mas realmente acredito que faltou feeling da parte dela, que é formada em jornalismo e resolveu se jogar no ramo alimentício com base em propaganda da franqueadora.

    A vantagem desse tipo de coisa é que é possível aprender com o erro dos outros. Você não precisa ser o dono do erro para tirar uma lição dele. Para vida pessoal e profissional, nós lidamos diariamente com maus exemplos, e a pessoa esperta analisa essas condutas e aprende o que deve e o que não deve ser feito.

    Lembro que na época desses fatos eu estava lendo livros do Gustavo Cerbasi, e acho que um dos comentários dele que mais se encaixa a essa história é: o melhor investimento é aquele que você conhece.

    Invertendo as palavras: o pior investimento é aquele que você não conhece. Se você não tem conhecimento de causa sobre onde está se metendo, você tá mais pra apostador do que pra empreendedor ou investidor.

    Um abraço!

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    1. Cara, já fiquei assustado qd li "pizza cone", blz que pizza é um produto universal mas vamos combinar que "cone" é um modismo que pode acabar a qq momento.

      Esse pessoal metido a especialista mas que nunca ralou umbigo no balcão são patéticos e as pessoas caem como cordeirinhos nos contos deles, é triste porém real.

      Pode parecer uma posição confortável, mas nós passamos por muita coisa antes de estar nessa posição confortável de apontar o dedo e criticar alguém. Mas se a pessoa não quer a crítica de uma pessoa experiente, que se dane, deixe quebrar a cara.

      Eu SEMPRE tento aprender com o erro dos outros, por isso um dos meus lemas é sempre fazer as coisas de maneira diferente que a maioria faria. Quase sempre da certo.

      Concordo 100% com seus últimos 2 parágrafos. Fico contente em ver que outras pessoas compartilham da minha opinião.

      Grande abraço!

      Corey

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  2. Corey,

    Seu post foi simplesmente PERFEITO! Concordo com cada linha dele. Também sou empresário e as coisas são exatamente do jeito que você falou. Vale ressaltar apenas que o nosso "salário" também entra na conta das despesas e que o ideal é que a empresa tenha uma boa situação de caixa.

    Abraços.

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    1. Fala IL!

      Exatamente, nosso salário faz parte das contas da empresa e ele deve ser pago rigorosamente em dia e todos os meses, nada disso de "ah, não sobrou dinheiro não tiro nada esse mês". Isso não pode existir, ninguém deve trabalhar de graça!

      Abração!

      Corey

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  3. Valeu Corey por compartilhar sua experiência! Tenho como exemplo meu pai...muito parecido com o caso do metalúrgico. (hoje meu pai voltou a trabalhar como empregado).

    Abraços!

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    1. Coloquei esses 2 exemplos mas conheço vários, de ambos os lados, parece seguir uma regra bem definida até.

      Abraço!

      Corey

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    2. Como assim, regra bem definida em que sentido?

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    3. Como assim, regra bem definida em que sentido?

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    4. No sentido que isso parece se repetir várias vezes com histórias bem semelhantes.

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  4. Bom post, eu tive empresa e vendi 3x o valor que paguei não era aquela coisa linda mais dava lucro, só que nas minha contas receitas x despesas o lucro sempre dava mais do que a retirada mensal, acho que era as porra dos cartões que sempre fica 20 / 30 dias pra receber, o importante é que não tive prejuízo e é fato que 95% das empresas a venda são furadas. Abraço Corey

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    1. Você teve sorte em conseguir lucrar, tb tive nas 2x que precisei vender uma empresa antes do tempo previsto, mas isso é sorte, pura sorte, pq a grande maioria quebra mesmo.

      Esse lance do cartão dá uma boa postagem...

      Abraço!

      Corey

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  5. Muito bom Corey. O sebrae realmente é perigoso e faz tudo parecer fácil.

    Concordo com quase tudo que vc falou.

    É essencial conhecer o negocio que vc está investindo, ser competente, e a sorte é uma combinação do seu empenho, esforço e competência, que só aparece pra quem está na pista.


    Eu sou autonomo, não me considero empresario, mesmo agenciando alguns serviços para outros profissionais e ganhando em cima, e tem meses que chego a ganhar 8, 10, 12k líquidos, porém o que complica é o fato de não ter escala, e falta de perspectiva de crescimento, pois tudo gira em torno de mim.

    Então minha dica é: além de conhecer o ramo, tenha a visão para detectar o limite de tamanho que seu negócio terá.

    A prestação de serviços pessoais é muito boa (se vc é bom, é claro), pois qdo vc faz nome, você tem serviço sempre, além de o custo inicial ser ridículo de baixo. (No meu caso um notebook, impressora e internet, visto que trabalho em casa num escritório improvisado)
    Alem é claro, do meu capital intelectual.

    Mas como todo negócio, tem suas vantagens e desvantagens:


    Por exemplo uma distribuidora de materiais elétricos, voce monta seu escritório, contrata 2 funcionarios e sai vendendo.

    É um tipo de negócio que tende a crescer, e que não necessariamente precisa do dono em todas as horas.

    A desvantagem é o custo inicial, e também, qualquer um pode montar uma distribuidora (não quer dizer que será bem sucedido), basta ter o capital.

    Negócios mais específicos tem esse calcanhar de aquiles, que é a presença indispensável do dono (médicos, cabeleireiros, eletricistas, advogados)

    Negócios mais generalistas têm a vantagem de ter a operação mais fácil, e tendem a crescer mais. (Padarias, distribuidoras, transportadoras).

    Pra mim o segredo dos negócios, está no corte de custos.
    Muita empresa vai a falência, muitas pelo fato de o dono não controlar as despesas.


    Abraços Corey,

    Att,
    Acumulador.

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    1. É isso que sempre falo, o Sebrae faz parecer tudo fácil e sem chance de erros, enquanto a realidade é muito diferente e cruel. Acho que o trabalho deles as vezes chega a ser temerário.

      O maior entrave do autônomo é justamente a centralização e o fato de normalmente suas operações não serem vendáveis, ao contrário de um comércio, por exemplo que vc vende e ao menos recupera parte do investimento.

      LEgal seu ponto de vista, tem razão, empresas pequenas, com capital baixo podem ser lucrativas mas tb tem mais chances de concorrência. Aí acaba entrando a figura do dono e o ciclo do entrave se repete.

      Junto com o corte de custos eu coloco, no caso de empresas de venda de mercadorias, o fato do empresário saber comprar. Se ganha dinheiro na compra, não na venda.

      Abraço!

      Corey

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    2. Isso mesmo Corey, concordo. Se você aliar Boas compras e corte de custos, sua empresa será eficiente, e terá grandes chances de ser bem sucedida no mercado.

      Abraços,



      Att,
      Acumulador

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  6. Top Corey... concordo em gênero numero e grau... e olha que atuo e tenho formação para isso rsrsrs
    é muito diferente gerir uma ME, LTDA ou SA... Os fundamentos básicos são
    Receita - Despesa = Lucro que servem para os 3 modelos... mas o resto tem muitas ponderações a serem feitas, e que são relevantes ao tamanho da empresa não se aplicando aos 3 modelos (ME, LTD e SA), não adianta falar de TIR com a dona Maria, da mesma forma que você jamais poderá fugir da TIR para a SA.
    Muito bom mesmo o post... cara, parabéns.
    Rudi

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    1. Fala Rudi!

      Legal que vc tem os dois lados e pelo jeito sabe equilibrar isso, não é um burocrata. Não digo que o conhecimento teórico é desprezível, mas o empírico acaba sendo mais importante no dia a dia, no fim, os dois se complementam.

      Abraço!

      Corey

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    2. Imagina que você tem uma empresa pequena e precisa se ausentar dela por um ano, sem, nem olhar para ela, deixando lá um gerente, confiável, um ano depois você aparece e pergunta:
      O que aconteceu na empresa?

      Este é o caso máximo do dilema da teoria e da pratica, vou explicar.

      Um gerente pratico: Ele ira ficar 72 horas falando sem parar sobre tudo o que aconteceu na empresa durante este ano, no final você vai filtrar algumas coisas, esquecer a maioria e atuar na parte que lembrar. Porem lá não fala do crescimento do seu lucro.
      Um gerente Teórico: Em 2 horas ira lhe mostrar os gráficos de tudo o que você imagina, crescimento disto, manutenção daquilo, comparativos mensais, valorização do estoque, crescimento mensal da folha de pagamento, etc... você ira pegar aqueles gráficos, levar para sua sala e tentar atuar sobre aquilo, porem lá não fala da gravides da garota do seu caixa.

      Moral da historia, em uma empresa de grande porte, o dono não olha a operação e nem a teoria, porem ele chama o seu executivo de médio nível, pede uma apresentação de 10 slides, dá o foco no assunto que ele quer ver, e pede para o executivo apresentar os slides e durante a apresentação faz algumas perguntas, como por exemplo, durante o gráfico de crescimento do lucro ele pergunta se ira manter este crescimento mesmo com as adversidades, ai você conta que já esta preparado para a gravides da caixa. (perguntas abertas sempre).

      Não existe teoria sem pratica e vice versa, um pratico jamais saberá o que esta acontecendo com o lucro e um teórico não saberá o que esta acontecendo com as pessoas.

      Então se um pratico quer tirar o umbigo do balcão um dia, e um teórico quer ir cuidar da horta, eles devem contratar o gerente que seja a mistura de pratico com teórico, que analise os gráficos e entenda de pessoas.
      Remunere muito bem esse fdp, transforme ele em sócio para que ele tenha a "dor de dono" e ele fará sua empresa crescer, seja LTDA ou SA...
      O Lemam (abev3) só pôde ir morar na Suíça porque tem um Telles e um Sicupira aqui nas operações, porem o Leman remunerou e transformou os dois nos homens mais ricos do Brasil e... vice versa.
      abs,
      Rudi

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    3. Essa frase é do Kiyosaki, não? Lembro de algo assim nos livros dele.

      Gostei desses seus exemplos dos gerentes, não tinha pensado nisso, faz todo o sentido. Acredito que sou prático mas ao mesmo tempo teórico, complicado...

      Esse tipo de coisa pode funcionar pra empresas grandes, mas pra gente que é nanico, não tem jeito, temos que saber de tudo, caso contrário as chances de quebra são enormes.

      Abraço!

      Corey

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    4. Já vi pequenos com 5 lojas se ferrarem por isso... no caso que presenciei o cara estava louco porque deu problema em 2 lojas ao mesmo tempo, ele tinha um gerente meia boca em cada loja, normalmente ele promovia o melhor funcionário de uma loja para gerenciar a nova que ia abrir... mas ele esqueceu de ter um gerente top, um cara que fosse o backup dele, que fosse "ele", então ele deveria ter 4 gerentes meia boca e na principal loja "o cara"... porem como ele não tinha essa pessoa, quando deu o problema ele não conseguiu se desdobrar em 2 ao mesmo tempo rsrsrs e amargou um grande prejuízo... hoje este ele esta reformulado, tem 3 gerentes meia boca, um melhorzinho e o outro é "o cara", hoje ele consegue viajar se ausentando por um bom tempo, e controlando pelo sistema e pelas ligações que o cara faz para ele. Este gerente sócio, recolhe diariamente informação de todas as lojas, formata e repassa a ele via relatório, coisa simples, nada rebuscado, mas que funciona...
      No excell tem em cada aba uma loja, la tem os dados de todos os funcionários, data prevista de férias, quanto vendeu, atualização dos estoques, etc... ele em uma aba tem a "vida" de cada loja, e na reunião mensal põe os pingos nos is.

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  7. Excelente texto, gostei da citação "Dinheiro não aceita desaforo".

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    1. Corey,

      Essa frase aí é do meu pai português. Teu pai também é da terrinha?

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    2. Não é, mas tb ouvi isso muito de um portuga que foi um dos meus mentores.

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  8. Corey, a ideia do seu texto é perfeita.

    Muitos empreendedores que vejo por aí quebram a cara porque não possuem o mínimo de conhecimento sobre o negócio ou pior sequer querem correr atrás de ter conhecimento (experiência, estudo, informações etc.).

    É óbvio que o cara não tira a bunda da cadeira pra correr atrás de um negócio por amor à atividade. A pessoa pode até gostar da área do seu negócio, mas está ali pela grana, pelo sustento, pra botar o pão na mesa todo dia.

    O que me impressiona muitas vezes é a mediocridade das pessoas que querem "virar patrão" mas não têm a humildade suficiente pra admitir que não sabem o que estão fazendo e têm que aprender muito ainda.

    Ou seja, a pessoa que quer empreender tem que encarar o empreendedorismo como o homem das cavernas encarava acordar e sair pra caçar. Se não conseguisse o que comer MORRIA de fome ou devorado por outro animal. O caçador que fosse menos experiente, menos preparado fisicamente, não tivesse estratégia de combate ia pra cova com certeza. É a mesma coisa para o empreendedor, a vida dele depende daquilo e muitos deles usam penico cheio como boné de merda. É a realidade..

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    1. Verdade, a maioria não quer entender como as coisas funcionam, confesso que sou extremamente relapso com muita coisa... Quem ama sua atividade sobre todas as coisas normalmente não ganha dinheiro, não fica rico, o cara tem que encarar como uma batalha e ir pra cima, sem frescura. Esse lance de ame o que faz é uma furada sem tamanho...

      Gostei da sua analogia, é exatamente isso!

      Abração!

      Corey

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  9. Corey,

    Este post é um tapa na cara, como quase todos os outros! Temos que acordar, e partir para cima!

    Somente uma correção, na frase: Quero dizer que não somos super em nada, somos uns bostas então vamos nos conter em nossa bostaria e não tentar dar o paço maior que a perna. - corrigir o paço!

    Abraço,

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  10. Corey, Corey, Corey, como sempre fazendo apontamentos extremamente relevantes. Acompanho constantemente o blog e depois de passar por temas polêmicos, voltou àquele que domina com profundidade. Esta questão é mesmo séria, a rentabilidade do negócio. A vida de aparências tem suas armadilhas e a pior é achar que status e dinheiro no bolso sejam a mesma coisa. O difícil de empreender é que não raro você está sozinho, nadando no meio de tubarões, enquanto do lado os seus amigos estão desfrutando da aparência(leia-se: escravos da vida corporativa), com benesses que nem sempre lhe pertencem. Ai, você se pergunta se está ou não no caminho certo. É preciso o triplo da disciplina para entrar neste caminho(que não é para todos, o que quase nunca é dito). Um grande abraço (AMBEVIZAÇÃO)

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    1. Eu gosto de falar sobre esses temas, me sinto a vontade mas ao mesmo tempo com medo pq tenho a tendência de ir contra o que a maioria pensa, então posso parecer um louco.

      Status, carro, casa, roupa não quer dizer merda nenhuma se o cara não tem dinheiro. É simples!

      Abraço!

      Corey

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  11. Fala Corey

    Belo artigo, matou a pau hein.

    Por onde começo? Vc tem razão em tudo, quanto maior a coisa fica, pior pra gerir e fica cada vez mais longe do seu controle. Vc fica muito mais dependente de funcionário, etc.

    SP nem vou comentar, ta uma merda andar de carro nessa porra. Meu Deus do céu tá difícil essa cidade.

    Belo tapa na cara. Nego tem costume de começar a achar que é diferenciado e esquece de fazer a lição de casa.

    Sobre franquias e SEBRAE? Poucas valem a pena e nego tem que tomar cuidado com SEBRAE. O foco do SEBRAE é atingir metas de atendimento e de número de empresas aberta, pois é assim que eles recebem a verba do governo.


    Ótimo artigo para aqueles que estão querendo empreender inventando algo mirabolante e caro.


    Abs

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    1. Fala Rover!

      Pois é, a dependência de funcionário é sempre a pior parte, mesmo pra alguém pouco centralizador como eu. SP é um lixo pra se andar, mas deve ter alguma droga maluca nesse ar pq adoro essa cidade.

      Bem lembrado sobre as metas de atendimento do sebrae, mais um ponto contra.

      Abração!

      Corey

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  12. Ótimo post Corey, fiquei de boca aberta com a história da cabeleireira, não fazia ideia que era possível ganhar tanto com algo do tipo.

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    1. Ganham muito Arthur, esse é só um exemplo...

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    2. Poderia citar mais alguns exemplos? Fiquei curioso. :)

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    3. tosadora: 4k; vendedor de loja de surf: 3k, garçon de restaurante descolado, 4k

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  13. Excelente.... há frases ali que eu sempre falo, quero meus royalties hehe!!!

    Corey voce devia escrever um livro, abrir os olhos das pessoas.
    Certo, só ler um livro não vai resolver todos os erros, as ilusões, mas ajudaria muitas pessoas, seria uma contribuição e tanto.

    Pense nisso e obrigado pelos ensinamentos.
    Zen

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    1. Já pensei nisso, mas por enquanto não acho que eu tenha know how pra fazer isso...

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  14. Olá Corey

    Isso é uma coisa que eu tenho reparado bastante ultimamente, ou seja, a maneira criativa que alguns pequenos e médios empresários encontram para dar uma alavancada na vida. Confesso aqui que morro de inveja destas pessoas que encontram algum nicho e conseguem se dar bem com isso. Ultimamente minha cabeça anda a mil tentando descobrir alguma coisa para empreender pois meu trabalho atual me permite uma certa flexibilidade nos horários e por isso passo muitas horas ocioso. As vezes penso em me dedicar a estudar para concursos públicos e tentar um salário melhor porem ao mesmo tempo me aparece uns pensamentos negativos a respeito de se tudo der errado e eu acabo me auto-sabotando e deixando o assunto de lado. Numa outra vertente como disse anteriormente penso em empreender pois dado meu atual salário e considerando que meu objetivo é me aposentar com um salário razoável, se eu continuar na empresa que estou vou levar uns 20 anos para atingir o meu objetivo. Ai já era né meu amigo. Então penso em empreender, mas não sei em que ainda, mas tudo que rola seja nos blogs ou em outros lugares sobre o assunto me faz abrir o olho. Esses dias mesmo eu me vi em uma oportunidade de negócios com um tio meu que é padeiro e está aposentado. Ele está fazendo pães e vendendo de porta em porta e atualmente não está mais conseguindo dar conta da demanda, ou ele faz ou ele vende, e isso é apenas em dois ou três bairros da cidade. Ele me convidou para comprar um veiculo para ajudá-lo na parte da distribuição e da venda. Acho que é um bom negócio porem a merda do medo de perder o pouco de capital que consegui juntar em anos de suor me seguram nesta hora. É uma porcaria, a gente ter vontade de crescer, a gente vendo nego por ai ganhando 10k e eu me matando pra não ganhar nem 2. É pra cabar!
    Desculpe o desabafo.

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    1. Fala Centavos!

      Não é nem questão de nicho, isso é besteira pra grande maioria das pessoas. É questão de trabalho, matemática e encarar o dragão de frente, mais nada. Confesso que cada dia que passa fico mais cagão tb, mas isso faz parte, a gente fica velho, aprende muito e acaba ficando medroso.

      Tudo tem lado bom e ruim, empreender não é diferente, tem muito problema envolvido, mas sabendo administrar é possível arriscar de maneira consciente. Chega uma hora que vc vai ter que arriscar, ou vai ficar na mesma pra sempre. Cabe a vc ver o que é melhor pra sua vida.

      Abraço!

      Corey

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  15. Guitarrista Econômico:

    "Nunca, mas nunca mesmo, compre uma empresa que você não sabe trabalhar em ao menos 90% das funções." ISSO É UMA ÓTIMA FRASE E SERVE DE ALERTA!

    Recentemente eu e meu sócio no produto Gesso e derivados ,fizemos uma upgrade em nossas relações que será benéfica pra nós dois. A sociedade vai deixar de existir no plano documental, na realidade eu era até cotista por lá kkk., mas continuará na prática, eu explico.

    Ele ficará com a parte mais intricada (venda e SERVIÇOS TÉCNICOS QUE domina bem), lidará com equipes que trabalham o produto (gesseiros, assistentes e ajudantes). Eu ficarei do outro lado da cidade vendendo GESSO in natura (pra ele em caso de falta em seus estoques), venderei pra GESSARIAS, PEDRARIAS/MARMORARIAS, CLÍNICAS E HOSPITAIS, FAZENDAS (gesso agrícola), pra mim ficou legal/tranquilo pois não me ocuparei em serviços que rende mais, mas requer muito tempo e dor de cabeça ainda mais que vendo outros produtos também (informática e eletrônicos) como: hds exts, memórias, pends, smartphones, capas, caixa de som usb e multiuso, cabos hmdi e usb, impressoras, toner, fontes, mídias, etc. Agora estou vendendo tênis também, por enquanto é um único modelo, mas a saída está excelente principalmente em academias/uniesquinas/escolas técnicas, pois é resistente e confortável.

    Ainda estou tocando guit. no bar RESUMO DA SEMANA, ponto de encontro tradicional da boemia da cidade, recentemente tocarei em um grande evento nesse sábado.

    Valeu Corey pelas dicas em seu blog, continue a ser tão direto e verdadeiro.

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  16. Corey, tudo bom? Acompanho o seu blog há tempos. Gostei do seu texto e da sua sinceridade.

    Gostaria de acrescentar que no Brasil as coisas ainda são muito amadoras. Nunca ouvi falar, por exemplo, que um candidato a microempresário fez pesquisa de mercado com uma empresa especializada antes de abrir a empresa. O cara arrisca 400k, mas não quer pagar 5k ou menos por uma pesquisa de mercado séria. Só isto já reduziria bastante a probabilidade do negócio dar errado depois de aberto.

    Outro erro que eu vejo é falta de investimento em publicidade. Na maioria dos negócios isto é absolutamente fundamental.

    Boa sorte e prosperidade!

    Hater Revoltado

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    1. Cara, na boa, não acredito que pesquisas de mercado sejam realmente necessárias, acho que a sensibilidade de pessoas experientes conta muito mais que pesquisas engessadas...

      Publicidade é outro mito, não necessariamente funciona pra todos e muitas vezes pode até atrapalhar. Cada caso é um caso...

      Abraço!

      Corey

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  17. Neste momento este é o melhor post do blog. Bom trabalho Corey.

    Tenho nenhum ponto a discordar dessa publicação. Apenas tento a acrescentar algo sobre o conteúdo, que está excelente.

    Acredito que a forma mais segura de adquirir conhecimento empírico são através de tutores, pessoas que tem anos-luz de experiência a mais que você em uma determinada atividade e tentar aprender com a experiência daquelas pessoas tanto as ações certas quanto as erradas. É a melhor forma de quebrar menos a cara. São aqueles conselhos de pai do tipo: não gaste mais do que você ganha, estude para se foder menos, pense antes de enfiar o seu pinto... Evita-se anos de falhas.

    É importante aprender com o erro de pessoas que estão dispostas a compartilhar. Está cheio de expert por aí que só conta estórias se proclamando como um herói, agora na hora de contar os fracassos eles ficam caladinhos. Essas revista tipo PEGN, só tem cara que se diz bem sucedido, as estórias de quem fracassa não aparece em revista.

    Tem dois livros de empreendedorismo na prática que eu gosto muito e recomendo a todos do blog:
    Sam Walton, Made In America; e
    Alberto Saraiva, Os Mandamentos da Lucratividade

    Fugindo do assunto. Nenhum médico recomenda, no entanto, para mim funciona: beba vinho moderadamente e ocasionalmente antes de dormir. Ajuda a lidar com a insônia.

    Desejo-lhe conquistas,
    Maluco

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    1. Fala Maluco!

      Sem dúvida ter tutores e aprender com o erro dos outros é super importante, por isso bato na tecla que devemos sempre nos cercar de pessoas intelectualmente superiores e experientes, é melhor ser o cretino no meio dos sábios que o contrário. Sem contar que normalmente essas pessoas são dispostas a ajudar e compartilhar o conhecimento e melhor ainda: de graça.

      Abraço!

      Corey

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  18. Adorei o texto, Já indiquei várias vezes seu blog para companheiros de estudo, acho super válido para microemprendedores sua visão e realmente tenho muito receio do Sebrae, das apostilas daqueles EMPRETEC entre outros. Gostaria de perguntar então o que você está achando da "nova guru", A menina do vale do Silício, que está ganhando dinheiro de palestras as custas de iludidos.

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    1. Olá Tamires!

      Obrigado! Não conheço essa menina, mas mesmo assim tendo a acreditar que ela está certa! Não se pode demonizar o capitalismo, se ela está ganhando dinheiro as custas de iludidos, azar dos iludidos e sorte dela...

      Abraço!

      Corey

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  19. Não sou hipócrita
    tenho meu próprio negócio, e espero crescer e ter uma vida melhor, mas em todos os quesitos, desde ter um porsche na garagem, e uma casa num condomínio de luxo, como jantar fora, usar roupas de qualidade, viajar com qualidade, sem passar apertos e perrengues.

    (Vamos desconsiderar o fato de que aqui no Brasil, esses itens são caríssimos)

    Mas é o que eu quero. Não sou adepto da falsa modéstia. Quero a minha parte, pra ter mais conforto de vida e ter luxos particulares.

    E quando eu estiver com o porsche, vou querer mais, vou querer uma lamborghini e assim por diante.

    Vc acha errado em empreender pensando mais no lado das conquistas materiais acima de qualquer outra coisa?

    Abraços.

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    1. Olha Brother, vc é dos meus. Penso exatamente da mesma forma, tirando o fato que não pretendo ter tudo isso, mas não sou "humilde"... Quero andar de carro bom, comer bem, frequentar lugares com pessoas interessantes...

      Quanto a sua pergunta eu acho errado é empreender sem pensar nas conquistas materiais, o trabalho na empresa é pra dar dinheiro, qto mais melhor e ponto final!

      Abraço!

      Corey

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    2. E mudando um pouco o sentido da pergunta.

      Se você tivesse condições de ter um carro esporte e uma casa num condomínio de luxo, você teria? Aceitando os preços exorbitantes desse país? Ou levaria tudo isso em consideração?

      Por exemplo qdo vc ve prédios em sp q os aptos chegam a custar 10kk, 20kk e carros na ordem de 2kk, vc costuma perguntar a si mesmo, por que os compradores não investiram em outro país ou outro negócio, mas ao invés disso aceitaram o alto custo de manutenção desses itens?


      Resumindo, mesmo com dinheiro (ganho de forma honesta ê claro), depois de pagar todos os impostos, vc se sentiria bem em pagar 2kk pra andar de ferrari aqui?

      É difícil de acreditar que alguém que trabalhe honestamente, aceite pagar o alto custo por tais coisas no Brasil. (Mesmo que a pessoa tenha todas as condições de comprar e manter)

      Esse tipo de alto luxo, me parece mais, coisa de quem tem esquemas fáceis, de corrupção ou algo do gênero, pois o dinheiro veio de forma fácil.

      Este é meu dilema no Brasil. Tenho condições, mas será que aceito o preço das coisas boas?

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    3. Vamos lá...

      Acho que não teria nem aqui nem em lugar nenhum. Acho que esse tipo de luxo é besteira de se manter, se quiser dar um rolê de Ferrari, vai lá e aluga uma (não sei se existe isso no BR, mas é só um ex).

      Faz sentido, pode ser que a maioria que tem esses bens de alto luxo no BR compraram a partir de esquemas, mas tem aquela coisa, tem gente que ganha tanto dinheiro que ter um apê de 20kk não quer dizer muita coisa. Tb não podemos esquecer a ostentação, não é pq o cara tem dinheiro que ele não vai querer ostentar, ostentação não é só coisa de pobretão que tem Gol 1.0 e se acha o foda...

      Sinceramente, por eu ter planos de sair do BR não me preocupo muito com esse tipo de coisa. Costumo por limite de gastos em certas coisas, então me mantenho dentro disso...

      Abraço!

      Corey

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  20. Corey,

    Qual sua opinião sobre funcionário que dá um atestado na sexta feira pra não trabalhar a sexta e o sábado? Manda embora direto? Como você faz para não parecer um chefe cuzão, mas ao mesmo tempo sem parecer bonzinho demais? Outra coisa, em relação as metas coletivas: Como implantar sem desmerecer o trabalhador que vende mais? Como evitar que algum colega de trabalho surfe nas venda de um melhor?

    Abração e excelente postagem!

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    1. Olha, por sorte não costumo ter esse tipo de problema, mas qd acontece costumo dispensar mesmo, arrumo outro... Já me ferrei por ser bonzinho, cortei confraternização de fim de ano, não pago mais salário adiantado (sempre no dia, mas nunca adiantado), não sou tão flexível com folgas, etc. Em relação as metas coletivas eu sempre faço um link com as individuais, aí o cara é obrigado a correr atrás de ambas caso contrário morre na praia. Mas apesar de difícil eu pago mais que a média, então quem tá comigo é pq quer ganhar dinheiro e encara os desafios.

      Abraço!

      Corey

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  21. Fala Corey

    Não tem nada haver com o post, mas é sobre Dog. Você tem um Bulldog Ingles?

    Tenho um apartamento de 70 metros quadrados, é relativamente grande e eu queria escolher um cachorro pra ser meu parceiro.

    Pensei no buldog por ele ser meio preguicosao e tals, mas basicamente os requisitos principais é que ele não solte muito pelo, se adapte em apartamento e não destrua tudo, sofás e outras coisas.

    Pensei em buldog Ingles ou Boston tERRIER.

    Como é o bulldog? Solta pelos? Fede a casa?

    Ao mesmo tempo queria um cachorro que corresse comigo na praça kkkkk pensei em um boxer, mas ia ser dificil ter ele em apartamento.

    kkk



    Abrço

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    1. Amigo, se quiser saber minha opinião sobre cachorros, leia: http://coreyinvestidor.blogspot.com.br/2013/11/a-verdade-sobre-cachorros.html

      Entre o bulldog inglês e o boston eu ficaria com o boston por se tratar de apartamento, porém acho que essa sua ideia de correr com o cachorro não vai funcionar pq tanto um quanto o outro são preguiçosos e se cansam fácil devido ao focinho curto (tem inclusive certo risco cardíaco ou algo assim, legal perguntar pra um vet)

      Abraço!

      Corey

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