terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Academia de Rico X Academia de Pobre: O Que Podemos Aprender?

No carnaval me aconteceu algo curioso. Precisei dar folga para alguns funcionários da loja antiga, então trabalhei todos os dias do carnaval, Bia e eu. Por causa disso, precisei mudar um pouco a minha rotina, mas não queria parar de ir pra academia, justo agora que peguei firme novamente e estou vendo resultados relativamente rápido, por isso decidi pagar uns dias avulsos na academia "fechanunca" do lado da loja. Foi um verdadeiro estudo sobre o comportamento humano. Antes de mais nada gostaria de falar que esse post é somente sobre observações, não tem o intuito de "descobrir" quem é melhor ou pior...

Bia e eu moramos num prédio desses moderninhos num bairro classe média-alta de São Paulo capital. O prédio possui um monte dessas frescuras tipo espaço gourmet, lava-cachorro (muito útil, diga-se de passagem), coleta da água da chuva (utilíssimo nos dias atuais em Sampa) e piscina, mas não me pergunte porquê, não tem academia, mesmo a faixa etária dos moradores ser de típicos fitness. A administradora do condomínio firmou uma parceria com uma academia na mesma rua, pagamos R$ 170 o casal numa academia dessas top, cheia de equipamentos novos, ar condicionado, valet (um dos carmas de Sampa) e zilhões de professores (mensalidade avulsa em torno de, pasmem, 400 dilmas!!!). Devido a "exclusividade" da academia, somente galerinha de grana frequenta, pela manhã no horário que costumo treinar, vejo sempre um Jaguar estacionado em frente, sem contar a quantidade de gringos (também não me pergunte o porquê) e os papos sobre viagens fodas, suplementos carísssimos e negócios (essa parte é bem interessante). Tem até famosinho que frequenta lá (claro que não vou revelar, rsrs).

Noto que os frequentadores dessa academia se dividem basicamente em dois grupos:

1- Ricos ostentadores; chegam de carrão, usam roupas de academia de grifes, eletrônicos da Apple, fazem questão de expor a marca dos suplementos que tomam. São sociáveis, falam com todo mundo, procuram fazer amizade. São homens e mulheres jovens, bonitos, com "cara de rico".

2- Ricos frugais: esses são os mais interessantes pois parecem não se importar com o carro que chegam (tem um cara que um dia vai de Uno 95 e no outro de BMW série 7), usam qualquer roupa pra treinar (detalhe pras camisetas de eventos como congressos, reuniões no exterior e simpósios), fazem seu treino quase sempre interagindo somente com os professores e olhe lá. Quem veio de baixo e trabalha ou trabalhou em bairro de periferia como eu sabe muito bem discernir quem tem dinheiro e quem é pé rapado.

O que essas pessoas tem em comum quando dentro de uma academia? Treinam silenciosamente, não gritam, urram ou emitem sons alusivos a prática de exercícios físicos, usam toalhas pra enxugar o suor, desinfetam os aparelhos após o uso, oferecem pra revesar os aparelhos quando percebem que você quer usa-lo, quando falam com você costumam ser educados... Mas a coisa que mais me chama atenção é o padrão de beleza dessas pessoas. As mulheres costumam ser magras ou "encorpadas" de maneira natural. Nada daquele bundão que parece uma bola de basquete, nada de barriga tanquinho (eca, uma das coisas mais brochantes é uma mulher com gominho na barriga), elas costumam ser gostosas (meninas que estão lendo o blog, desculpe a escrotice do termo) na medida certa, são atraentes mas não vulgares. Os homens costumam ser mais definidos, braços fortes porém normais (tipo Daniel Craig), não usam aquelas camisetinhas regatas que mais parecem um fio dental vestido pelo lado errado do corpo. Homens treinam pernas e fazem aeróbico. Entre as mulheres, a "cor do pecado", ou seja, o bronzeado não é predominante, parece que mulher rica não toma sol, rsrs!

Agora vamos nos transportar para a academia de bairro ao lado da minha loja. O bairro é antigo, com muitas casas onde vivem senhorinhas que ali criaram seus filhos, vivem uma vida frugal porém confortável. Não é incomum ver fuscas 1970 único dono. No meio dessas casas, prédios residenciais vão despontando, os apartamentos são aqueles clássicos paulistanos de 45m² e dois dormitórios. Um grande empreendimento MRV está próximo, 87769874764 unidades vendidas no início do programa Minha Casa Minha Vida. Portanto, não há gente rica, mas também não é um bairro podrão de periferia, é um bairro daquilo que costumávamos chamar de classe média até os anos 90.

A academia é a melhor do bairro, relativamente grande, localizada numa sobre-loja. Não possui aquela belíssima fachada de vidro temperado que a "minha" possui, tampouco ar condicionado e valet. É simples, porém barata e funcional, tem bastante aparelho, nada sofisticado mas é perfeitamente "treinável", vive cheia e a fauna é a mais variada possível.

Não existem grupos homogêneos como acontece na academia do meu bairro. Há de tudo por lá: senhoras que só fazem aeróbico de leve, senhores que puxam um ferrinho de boa, gordões que decidiram mudar suas vidas, pré-adolescentes... Mas o predominante são os jovens, de 18 a 30 anos, dentre esses os homens se destacam pela socialidade, fazem amizade com todos, ou ao menos tentam. Ficam uns incentivando os outros, tiram sarro, fazem piadas, dão ideia nas meninas bonitinhas. Quase todos são bombados, é nítido que tomam "uns negocinhos", muitos são deformados, com aqueles braços imensos que se pintados de verde podem fazer figuração no filme do Hulk, são desproporcionais, pernas finas, parecendo palitos de dentes e costas enormes. Jamais verá homem treinando perna, "isso é coisa de mulher", as regatinhas ridículas imperam, o suor pingando por todos os lados também, nem tente revesar, alguns loteiam certos equipamentos e ninguém chega perto.

Como que uma pessoa consegue correr
na esteira com um fone desses?
Entre as meninas temos aquelas que não fazem porra nenhuma, ficam o tempo todo no celular e quando muito fazem agachamento, porém muitas são estranhas, estilo Panicat overloaded, com aqueles bundões estranhos que dá impressão que explodirão numa grande tempestade de merda a qualquer momento. Suas vozes são mais grossas que a minha, algumas tem até barba! A vestimenta é típica: para ambos os sexos camisetas chamativas, laranja, roxa, pink com dizeres do tipo "no pain, no gain", "tá pesado? faz balé", "fala menos, treina mais", etc... É muito provável de se encontrar um sem noção ouvindo funk no celular ou ao menos naqueles fones de ouvido do Pelé na copa de 94. Acredito que o tamanho da garrafinha de água tem direta influência no desempenho na atividade esportiva porque tem gente que leva garrafões de 5 (CINCO) litros!!!

As tatuagens, ahhh, as tatuagens, rico tem tatuagens pequenas, localizadas e quase sempre exclusivas, são desenhos que quase sempre só o dono entende o significado. Pessoal mais humilde tem os corpos cheios de tatoos, impressionante a quantidade de tribais, e rabiscos aleatórios nos homens e dragões, peixes e coisas assim nas meninas. Eu, como não vejo o menor sentido em nada que seja irreversível, só observo. Acho tatoo um negócio totalmente sem graça e desnecessário.

A experiência de treinar na academia da vila da loja foi super divertida. Interessante notar a extrema diferença no conceito de beleza entre "ricos" e "pobres". Para o pessoal que tem dinheiro, o importante é ser atraente de maneira natural, as pessoas menos favorecidas exageram um pouco mais, querem ser chamativos e pra isso acabam se entupindo esteroides ou morando na academia.

Não vou dizer que uma academia é melhor que a outra porque em ambas é possível treinar sem maiores problemas. Também não vou criticar um lado ou o outro, existem coisas que me incomodam em ambas, os "ricos" não são perfeitos. Esse post foi só pra fazer essa observação, o que separa ricos e pobres é muito mais que dinheiro, são atitudes, costumes, hábitos, conceitos, diretrizes de vida... Por isso acredito que se você deseja ser rico, seja de dinheiro, de conhecimentos e habilidades ou tudo junto e misturado, é fundamental conviver com pessoas também ricas, não há outra maneira, a internet não ensina tudo.

E no final usarei esse exemplo da academia e do conceito de beleza pra embasar uma coisa que tenho procurado fazer nos últimos tempos: melhorar minha vida, seja melhorando a qualidade dos produtos que consumo, a qualidade dos lugares que frequento, das roupas que uso, o lugar onde moro, o carro que tenho, o que leio, o que estudo, os programas que assisto na TV, os filmes que vejo, os lugares pra onde viajo... Estou procurando melhoria como pessoa e tudo isso conta muito. Custa dinheiro? Sim, custa, mas mesmo assim é possível ser frugal, mesmo que gastando um pouco mais. No frigir dos ovos acho que tenho mais o que aprender com o tiozão que um dia vai de Uno e no outro de BMW que com o "badboy" bombado...

45 comentários:

  1. Bom texto, eu já (quase) usei os dois tipos, frequentei uma academia de periferia que por ser em um bairro bom e sem muitos moradores não tem farofeiros dava muito maromba e donas de casa, senhoras era até um bom público, eu só frequentei-a por pouquíssimo tempo, outra ficava em um bairro de classe média-média para classe média alta, mas acredito que tinha gente com bala, nessa eu fiz natação (pois era a única opção na época) por sorte ganhei um promoção rsrs e saiu o preço da academia que eu frequentava na quebrada, a diferença era que essa tinha um grande estacionamento para os carros e uma quantidade de funcionários grande, na do bairro o estacionamento tinham quatro vagas e a maioria das pessoas iam a pé(como eu que morava no bairro vizinho).

    Mesmo frequentando por pouco tempo deu uma saudade, principalmente da natação que desestressava o corpo, como fiquei por pouco tempo quero voltar e aprender a nadar corretamente, ainda tive progressos mas leva tempo até um nível decente.

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    1. Olá Soldado!

      Nadar é um negócio que um dia preciso criar vergonha na cara e aprender. Me envergonho por não saber nadar, acho que todo homem tem obrigação de ter certos skills e nadar é um deles.

      Como eu disse a utilidade das academias são muito semelhantes, eu jamais pagaria o valor cheio de 400 conto na academia que frequento, estou nela por acaso, mas que é divertido, isso é...

      Abraço!

      Corey

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    2. Interessante ler suas observação - eu nunca frequentei academia, prefiro praticar esportes. Aliás só aprendi a nadar depois dos 35, eu também tinha vergonha de não saber. Outra coisa que tenho vergonha é não saber cozinhar, mas não vem ao caso.

      Em algum lugar vc comentou que na Europa é tudo muito travado... como assim, pode elaborar isso?

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    3. Cozinhar eu sei o basicão, não passo fome, me viro muito bem.

      Eu quis dizer que a economia é meio travada, não há muita chance pro empreendedorismo e tb não muitos empregos, os salários são baixos (porém possível de sobreviver com salário mínimo) e as chances de ganhar dinheiro de verdade são pequenas, sem contar que a maioria dos países de lá são meio socialistas, o governo controla tudo. Prefiro países como EUA e Canadá que possuem menor interferência do estado e economia mais agitada.

      Abraço!

      Corey

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    4. Ah sim, entendi. Mas vale lembrar que a Europa não é um bloco único, cada país tem suas características. Eu tenho um pequeno negócio num país europeu que está entre os top 15 no índice "ease of doing business". A burocracia é mínima, os impostos não são abusivos (aparentemente as taxas são altas, mas há mecanismos para diminuir a conta), enfim não tenho queixas. Mas naturalmente que dinheiro não é tudo, há também questões culturais para se levar em conta... cada um tem que descobrir onde se sente bem :)

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  2. fala corey,

    estou frequentando um parque público para caminhada e alguns exerccícios na barra, paralelas e etc. acho que nos próximos meses vou me matricular em alguma academia para ter essas experiências igual a você, vale a pena, também sou muito observador.

    quando eu ia trabalhar de ônibus todo dia eu brincava com os amigos que aquilo era igual a uma faculdade, você aprendia uma coisa todo dia. coisas do tipo: "sempre pode ficar um pouco pior". quando o ônibus estava cheio e logo em seguida ela passava por outro ônibus que havia quebrado e todo mundo entrava no seu ônibus, que já estava cheio. outra era o seguinte: no final de uma "batalha sempre há uma recompensa." que era quando você entrava no ônibus pela porta da frente e tinha a difícil missão de chegar até o fundo do ônibus esbarrando e ralando em todo mundo. a recompensa era ficar no final do ônibus e consequentemente não ter ninguém ralando no seu traseiro. enfim.. quem está atendo aprende muita coisa mesmo estando na merda.

    Abraço!

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    1. Olá Julinho!

      Tb faço caminhadas no parque perto de casa, mas academia é tão mais prático e rápido, sem contar o clima que não interfere nos exercícios. Durante um bom tempo eu me opus a pagar academia, mas hoje vejo que é necessário pq além de correr eu gosto de puxar um pouco de ferro pra manter a definição muscular.

      Pessoas observadoras aprendem muito em ambientes que a maioria das pessoas simplesmente ignora. Seu exemplo do ônibus é perfeito. lembro que fazia o mesmo no trem tempos atrás...

      Abraço!

      Corey

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  3. O cara está preso na dualidade: rico x pobre, EUA x Brasil, e por aí vai - sem perceber que um polo contém aspectos do outro.

    Filhote, água em baixa temperatura queima tanto quanto fogo.

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    1. O Corey só colocou os pontos de um lado e de outro, se você acha um dos lados ruins é porque é ruim mesmo, uai

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    2. Ah é, agora é assim: se vc gosta de verde, não pode gostar de amarelo e vice-versa. Pqp, essa polaridade em tudo já encheu o saco...

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    3. Quando eu digo que sou contra o PT já vem um estúpido e me chama de tucano. Mesmo sendo pardo, quando digo que sou contra cotas, me chamam de racista. Estou farto dessas falacias

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    4. Exatamente isso que acho. Eu sou pardo e não suporto mi mi mi racista...

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  4. Eu não frequento academia, apenas faço caminhadas na rua. Mas estou com um projeto de montar uma "academia" no quintal da minha casa, para treinar Calistenia, vai sair barato, tá faltando é tempo. Minha esposa gosta de academia, ela frequenta uma aqui no bairro, que fica em cima de um açougue que fica ao lado de um sacolão. Meu bairro é pobre, tem muito traficante por aqui, semana passada a policia matou 3, morei na zona sul de BH por 10 anos, e não tenho saudades. Enquanto minha esposa frequenta a academia eu frequento o açougue e o sacolão, pago 0,99 centavos por um kg de laranja, minha irmã que continua morando na zona sul paga 4 reais. São escolhas que fazemos...

    E vc Corey, vai hoje de Fiat Uno ou de BMW? rs

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    1. Fala UB!

      Cara, eu tb era assim, só fazia caminhada e corrida, achava desnecessário treino muscular. Hoje em dia acho importantíssimo treinar, aumentei a auto estima por ter um corpo mais definido, aumentei a resistência muscular e isso melhorou tudo na minha vida. Minhas dores de coluna desapareceram, torcicolos semanais tb!

      Academias caseiras são ótimas, tenho um amigo, bem mais velho que eu, que começou a treinar assim a 20 anos. O cara é um coroa zerado só pegando peso no quintal. A internet tá aí pra isso, se eu morasse em casa sem dúvidas faria o mesmo.

      Meu apartamento próprio no qual morei até 2 anos atrás fica num bairro como o seu, a mudança me fez muitíssimo bem, mas isso é muito pessoal. Eu não conseguia conviver com moleque fumando maconha na porta do prédio... O custo de vida em bairro melhor é muito relativo pq devemos considerar a qualidade dos produtos. Qd eu morava na quebrada fazia compras gerais no WalMart e frutas, verduras e carnes no Pão de Açúcar. Sabe como faço hoje em dia? Exatamente a mesma coisa, a diferença é que vou no Pão de Açúcar de bicicleta toda semana e no WalMart uma vez por mês, de carro. No fim das contas economizo gasolina.

      Ah, eu vou pra academia a pé mesmo, rsrs! Abração!

      Corey

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    2. Não disse que é desnecessário treino, inclusive disse que estou querendo montar uma academia no quintal. rs.
      sobre esta questão de maconha é relativo, no prédio que eu morava aqui na zona sul de BH, o morador debaixo fumava maconha e o cheiro subia para o meu ap, é um erro achar que nos bairros pobres tem usuários de drogas, é o contrario, os usuarios estão na zona sul, aqui no meu bairro tem é os traficantes, rs.
      Abraço!

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    3. Eu achava desnecessário treinar, não disse que foi vc que disse...

      Que seja, eu não consigo moralmente conviver com usuários, que dirá com traficantes... Isso é uma questão pessoal, mas acho um absurdo achar essa convivência normal.

      Abração!

      Corey

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    4. Vc convive com usuários sem saber, o que mais tem por aí são usuários de drogas. Só que discretos. Aqueles da cracolândia são outro tipo.

      Sobre os traficantes, eu não convivo com eles, só sei que aqui no bairro tem alguns pois é um bairro muito humilde e em bairros assim a estatística de contraventores é maior. Mas contraventores tem em todo bairro, inclusive os da zona sul, só ver esta galera que foi presa na lava-jato, rs.

      Abraço

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    5. Acho que me expressei mal, o que me incomoda não é conviver com usuários, o que vc disse está 100% certo, convivo com eles sem saber... o problema é o comportamento. Não quero conviver com cara fumando maconha na minha porta, nóia malucão causando... entende?

      Claro que existe criminoso em todo canto, mas isso não justifica a existência deles.

      Abraço!

      Corey

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  5. Eu tenho essa experiência durante praticamente toda minha vida porque por circunstancias da vida tenho um pé na classe média alta e outro na pobreza.

    Conheço gente rica milionários gente de classe média alta mas também favelados.

    Eu por renda sou classe média alta, por família e origem sou de classe média baixa, ou classe C paulista tradicional (não a emergente).

    Demorei um tempo pra entender que eu não era exatamente de nenhum dos dois mundos apesar de não ter problemas pra ser aceito na classe média alta por motivos intelectuais, financeiros, maneira de me portar. De qualquer forma não sou tão refinado como eles, nunca liguei pra usar roupa de marca, perfume importado, sair pra comer em restaurantes bons, comer a comida toda separadinha para dar apenas alguns exemplos simples.

    Corey apareceu pra mim no carnaval a oportunidade de empreender fortemente, talvez o milhão pra mim venha muito antes.
    Veja a situação eu tenho há vários anos um negocio paralelo ao meu trabalho mas relacionado ao ramo de atuação da empresa eu faço vendas de maneira autônoma. Conversando com um amigo meu na praia no carnaval que venho andando junto há um ano falei sobre meu negocio ele teve um estalo que tem o ponto comercial pra eu montar uma loja.

    A parceria será o seguinte ele entra com o ponto comercial que é próprio dele e no centro de uma cidade da grande SP que diferente da minha região o mercado não esta tão saturado do produto que trabalho, ele vai reformar o ponto deixando pronto pra ser a loja do que vamos comercializar. Eu vou entrar com o stock e meu know how de uma década trabalhando com esse produto. Ele já tem estrutura de empresa que eu não tenho, CNPJ, contador, funcionários, sistema de segurança, tempo pra ficar acompanhando a loja. Ele tem outra loja grande de outro ramo de atividade ao lado da que estamos abrindo, ou seja sempre vai estar presente lá. Vou ter a oportunidade de também investir no negocio dele, comprar carros em parceria com ele para revenda na loja dele.

    O que você acha desse tipo de parceria???

    É estranho mas eu tenho a intuição que esse negocio vai dar certo ao contrario de outras vezes que quebrei a cara não tinha tanta segurança. Sr. Foda Low Cost.

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    1. Fala FDL!

      Tb tive um pé na favela e outro na mansão durante boa parte da minha vida. Tenho família e amigos totalmente fudidos e outros ricos. Sempre foi assim! Como vc disse, aprendia a conviver com ambas as partes e sempre fui bem aceito em todos os lugares, mas confesso que me sinto melhor no meio termo, na classe média.

      Sobre seu negócio eu só tenho 2 coisas a te dizer: 1- confie na sua intuição e 2- fuja de sociedades. Explicando: nossa intuição não pode ser ignorada, não sou cético a ponto de ignorar o que meu cérebro manda eu fazer. Sobre a sociedade, sou um pouco radical: não gosto de sociedades. Prefiro ter funcionários que sócios, porém, não fecho os olhos e sei que muitas vezes uma sociedade pode ser um puta negócio, principalmente pra ganhar know how.

      É isso! Abração!

      Corey

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    2. Eu também acho Corey, mas acho essa sociedade uma oportunidade deu empreender sem me arriscar tanto, 1 – Sem largar meu bom e estável emprego pelo incerto, 2 – Não gastar dinheiro em ponto, reformas burocracias de abrir empresa coisas que sou totalmente cabaço!! Nunca fiz uma reforma na minha vida... Só vou chegar e fazer o que sei vender meu produto e investir algum capital no negocio dele que da retorno em semanas. 3 – Se nada der certo eu retiro meus produtos e espalho na minha clientela informal que absorve em alguns meses. 4 – Se der muito certo e começar entrar dinheiro grosso, oportunidades de expansão em alguns anos posso me dedicar só a isso. Sr. Foda Low Cost
      Abs!

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    3. Me parece bem interessante, FLC... Acho que vc tá consciente do que terá que enfrentar, isso me deixa aliviado pq vejo muita gente iludida por aí...

      Boa sorte, abração!

      Corey

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  6. Corey, eu não costumo comentar, mas nesse caso vou começar. Você levantou uma questão muito importante aqui:

    O MEIO NOS INFLUENCIA.

    Se vocẽ vive em um meio melhor, tudo parece mais possível. Se todos os seus amigos tem BMW vocẽ vai dar um jeito de ter uma.

    Agora se todos os seus amigos ganham salário mínimo e fazem churrasco na laje, dai dificilmente você vai subir. A influência do meio é muitíssimo importante em nossas vidas. Por isso você esta certo de tentar melhorar os locais que frequenta.

    Ass: Antidireito

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    1. Antidireito:

      Vc matou a xarada, o porquê desse post. Eu quis falar sobre os meios de influência e concordo com tudo o que vc disse, por isso prefiro andar com o cara da BMW que com marombadinho quebrado

      Abraço!

      Corey

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  7. Vc não julgou né? Simplesmente fez uma descrição poetica da academia de ricos e outra escrachada da de pobre. Mas claro, vc não julgou.

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    1. Tem como não escrachar a academia de pobre? Ele só disse verdades.

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    2. Esse politicamente correto me da nojo.
      O cara escreve como quiser no blog dele.
      não gostou? mude.
      quer criticar? Ajude.
      Não entendeu? estude.
      Não tem nada para fazer? trabalhe.

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    3. Obrigado 2 últimos anônimos, é isso aí...

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  8. Cara essa visão é o máximo... já passei por algo semelhante e é bem por ai... e você vai se chocar com uma coisa, ano passado eu fui me especializar na cidade de SF, fiquei la por um tempo e pude conhecer 2 academias distintas nestes mesmos termos descritos por você, e o mais impressionante, é igual as do Brasil, com uma diferença, na que atinge o publico com melhor renda tinha muita gente indo de bicicleta e na de menor renda muito carro tipo "muscle car", antigos mas super inteiros.
    As roupas eram nítidas em uma Nike e Under Armor iguais as da vitrine da loja, ultima coleção e na outra camisas com mensagens diversas ou de marca mas antigas, fora a diferença de barulho (som) entre uma e outra.
    Essa sua busca por coisas melhores é bacana, ganhamos muito agindo assim.
    Ser frugal por escolha e não por necessidade rsrsrsrs.
    Rudi

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    1. Fala Rudi!

      Legal o seu depoimento, acredito que isso aconteça em todos os lugares do mundo, não só em SP. Por esse motivo qd eu sair do Brasil pretendo escolher com certas exigências o local onde irei me estabelecer. Não é pq é exterior que tudo é lindo e maravilhoso...

      Abração!

      Corey

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  9. Treino em academia de rico só pra ver as gostosas mesmo.

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    1. Algo muito motivador, diga-se de passagem, rsrs!

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  10. Boa Corey, mais um ótimo texto. Me identifiquei bastante.
    Eu nem ia comentar, mas depois de ler algumas coisas senti a necessidade de expor um pequeno pensamento, nada que todos já não saibam

    Sobre a academia: há cerca de dois anos mudei de apartamento, num prédio classe média/média alta. O prédio tem academia e vejo exatamente isso que você falou sobre o perfil dos frequentadores, no meu prédio vejo: idosos que vão fazer seus 30 minutos de esteira diários, normalmente as 6 da manhã, pessoas entre 18 e 30 que querem perder peso ou definir musculatura e outros jovens que querem crescimento muscular. Nenhum deles com roupas de marca (pelo menos não aparente), nem roupas "no pain no gain", sem tatuagens de dragão no braço e ninguém faz barulho se exercitando, enfim, você descreveu perfeitamente.

    Vi um comentário aí em cima sobre o meio influenciar a pessoa e concordo plenamente. Ainda nesse prédio, várias pessoas dirigem carros estilo HB20, Corolla, Ford Ka. Mas também tem várias Mercedes, BMWs e Range Rovers, nos fins de semana as vezes ate surge um Porsche. Vejo esses carros e me sinto na "obrigação" de melhorar de vida sempre, sem ostentar, mas somente pelo conforto e alegria, sou apaixonado por carros.

    Outra coisa que quero comentar é sobre empreender e ir embora do huezil. Você falou uma coisa muito importante no post sobre o dono do food truck: inversão de valores. Aqui no br o bandido é tratado como coitado e o rico é tratado como desonesto, explorador, sonegador etc, mesmo que tenha conquistado tudo honestamente. Assim como o empreendedor food truck, meu sonho é empreender, vender a empresa e ir embora desse chiqueiro, não sei se será possível, como eu disse: é um sonho. Vi seus posts sobre os EUA e achei sensacionais, mesmo as piores cidades tem walmarts gigantes, enquanto aqui, mega cidades milionarias como SP tem os piores problemas possíveis. Penso bastante no Canadá, apesar de eu nunca ter ido pra lá me parece uma opção melhor do que os EUA, mas isso já é outro assunto.

    Desculpa pelo grande comentário, eu quis reunir vários pensamentos num único post.
    Continue com o ótimo trabalho.
    Abraços.

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    1. Olá Amigo!

      Ótimo comentário, acho que ninguém nunca juntou tudo num comentário só.

      Fico aliviado por não ser o único com essa impressão sobre a academia, foi um exemplo mais pra chegar no ponto que vc disse: da influência. Tb gosto de carros e por mim teria um sedan top, mas não tenho coragem nem quero gastar tanto dinheiro com um carro. Tenho um sedan usado porém completo. Talvez se eu morasse onde tenho um apê próprio eu teria receio de ter até mesmo esse carro usado...

      Sobre p empreendedorismo, é extamente essa a minha opinião, somos vistos como os vilões enquanto somos os maioires criadores de empregos, principalmente nos bairros longe dos centros financeiros e industriais; e tb um dos maiores pagadores de impostos. O Canadá é excelente pra quem deseja fazer uma faculdade e ficar por lá, pra empreender até onde sei, nem tanto.

      Fique a vontade pra comentar, abraço!

      Corey

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    2. Sou o anônimo do comentário principal.
      Quando citei o Canadá eu me referia à qualidade de vida, vender a empresa e curtir a independência financeira lá, ou manter um emprego low stress.
      Mas fui buscar sobre isso e o Canadá aparece em 16o no ranking de países para empreender, segue o link:
      http://www.doingbusiness.org/rankings

      Vi outros sites que o mostravam no top 5, mas acho que não incluía tantas variáveis como o link acima.
      Te desafio a achar o Brasil em menos de 15 segundos rsrs
      Abraços

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    3. Cara, grana abre portas, se vc for financeiramente independente tudo fica mais fácil, mas o grande problema que nem sempre grana resolver é a questão imigratória, ou seja, permanecer legalmente num país, seja como visto válido ou com residência permanente (green card).

      No caso do Canadá é possível imigrar se vc for profissional qualificado em alguma área de demanda e nesse caso dinheiro conta, mas nem tanto. Nos EUA dá pra "comprar" um green card a partir de USD 500 mil (visto eb5 de investidor). O cenário ideal seria ter passaporte europeu, aí dá pra viver em algum país legal da Europa sem se preocupar com isso.

      Grande abraço!

      Corey

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    4. Corey você não tem descendência europeia? E pra onde você iria se tivesse? Abraços

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    5. Tenho, mas não consigo reconhecer minha cidadania. Apesar de gostar muito da vida low profile dos europeus, acho tudo na Europa muito travado, por isso prefiro EUA, mas iria primeiramente pra onde quase todo mundo vai: Inglaterra, principalmente por causa da economia mais forte e do idioma.

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  11. Boa tarde Corey!
    Moro no interior de SP, pequena cidade de 50 mil habitantes. Aqui temos academias em clubes e condomínios fechados que atendem somente os sócios e moradores. Que atendem ao público geral são somente 06 e entre elas o que define qual a de "rico" e qual a de "pobre" não é o preço e sim as atitudes de quem frequenta, como você bem falou.
    As mensalidades aqui vão de R$ 45,00 a mais barata à R$ 65,00 a mais cara (só considerando musculação), que nem é tanta diferença assim. Já frequentei as duas, mas as de pobre são fodas, sempre lotadas, um povo que não se pode olhar muito nos olhos, ninguém limpa os aparelhos quando termina de usar, você pede pra revezar um aparelho a pessoa já faz aquela cara...
    Se você não julga, eu julgo. Academia de pobre? Nem se eu fosse pobre!
    Abraços
    Paulito's

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    1. Olá Paulito!

      Cara, academia de 45 paus não existe aqui, essa mesmo perto da loja custa uns 80...

      Eu treinaria na academia do lado da loja de boa, mas prefiro mil vezes a perto de casa.

      Abraço!

      Corey

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  12. Fala Corey

    Essa academia de bacana é bem parecida com uma academia que fui visitar quando estive em Seattle. Se eu fosse muito ficar mais tempo por lá, provavelmente teria utilizado. O mais legal era que eles tinham paredes pra escalada.

    Eu nunca gostei muito de academia pq não suporto o "tuts, tuts". Eu gosto de levantar meus pesos no silêncio (eu sei, sou estranho bagarai auhahuauh). Ajudei a montar a sala de musculação no meu prédio e levanto meus pesos por lá, bela de uma economia. Ano passado eu comecei a fazer crossfit, mas ai como só vou na academia pra isso, o preço sai mais em conta.

    Pior merda que tem é nego levantando um pesinho e urrando. Pqp coisa mais ridícula.

    "Entre as mulheres, a "cor do pecado", ou seja, o bronzeado não é predominante, parece que mulher rica não toma sol, rsrs!"

    Mulherada rica não tem o pé na senzala meu velho. auhahuauha

    Muito bom o post.


    Abs

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  13. Corey,

    Acho excelentes os seus posts sobre esses diferentes tipos de mentalidades e organizações econômicas e sociais.

    Penso que, além da questão de que ambiente frequentar, quando você se dispõe a gastar dinheiro APENAS com o que é realmente BOM, acaba tendo retorno em qualidade de vida, oportunidades, mentalidade e, até mesmo, economia (não só a velha história de que o barato sai caro, até mesmo porque o BOM nem sempre é aquilo que é o mais caro).

    Decidi aumentar o nível de exigência para tudo na vida. Por exemplo: se eu gosto de chocolate, porque comer uma porcaria de bombom de supermercado todo dia de sobremesa se posso usar o mesmo dinheiro pra uma vez por semana comprar uma trufa de qualidade? Uma ilustração boba mas que mostra um princípio que tem melhorado minha vida. E isso vale para eventos sociais, restaurantes, cursos, programas culturais, etc. O que pensa a respeito?

    Parabéns pelo ótimo trabalho. Sempre leio seu blog, vou procurar comentar mais. Abraço

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  14. Nunca vi texto tao fugaz e hipocrita, de preconceito social escandalosamente esclarecido.

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    1. Nunca vi, tanto escândalo por causa de um texto. Não vi preconceito nenhum, pare de problematizar.

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  15. Caro amigo, eu sou um emprestador empréstimo privado dando um empréstimo de taxa de juros muito baixa de 4%. Damos todos os tipos de empréstimo como um empréstimo educacional, empréstimo de negócio, fazenda casa pronta de empréstimo, empréstimo pessoal, carro pronto ou outro motivo, também dou empréstimos de cerca de 5.000 € - €5 000,000.00 em dois dólares, euros, lev e outra moeda a uma taxa de 4%. Duração de 1 a 30 anos dependendo da quantidade você precisa de empréstimo. Se você estiver interessado, entre em contato pelo e-mail: lucastrid123@gmail.com

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