quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Vlog 18 Rodas e o Desenvolvimento Pessoal

Hoje é o último post do ano e decidi fazer algo diferente. Como sempre repito aqui no blog, sou um cara que gosta de aprender com os exemplos, sejam eles ruins ou bons. Nada melhor que ouvir histórias das pessoas e tentar tirar algum proveito. Espero que o post de hoje sirva de inspiração pra muita gente em 2016. Sinta-se livre para assistir somente o último vídeo do post caso não tenha tempo ou não queira muitos detalhes.

Hoje trago a você um pouquinho da história do meu amigo Marcos, do Vlog 18 Rodas, ele é brasileiro, de Santos, mora nos EUA a 20 anos. Foi pra lá, como ele mesmo diz, com o único objetivo de ganhar dinheiro, pegou uma boa época, época que a brasileirada fazia muita grana em dólar lá e rachava de comprar imóveis desvalorizados em Reais aqui no Brasil. Foi isso que o Marcão fez. Trabalhou como manobrista, entregador de pizza e agora é caminhoneiro. Entenda a história fantástica desse cara nessa entrevista que ele deu ao Carlinhos Troll (em 3 partes):




Marcão é um cara singular, além de fazer um vlog sensacional mostrando as maravilhosas (sou paga pau sim) estradas americanas, é um cara com opiniões objetivas, pragmático e prático. Pra você ter uma ideia em 20 anos de EUA ele está somente no segundo carro, um Honda Civic 2006 que é o equivalente de ter um Gol aqui no Brasil, ou seja, o American Way of Life não o afetou como acontece com vários que estão andando de BMW no primeiro ano de América simplesmente porque custa 5 mil dólares.

Em 2014 Marcão se demitiu da transportadora e foi fazer o que? Uma volta ao mundo! Tirou um período sabático de 16 meses e rodou o mundo todo (menos África e parte da Ásia que pretende fazer no futuro). Durante essa viagem ele se separou da ex-esposa, fez uma auto análise, descansou e conheceu uma mulher que está mudando sua vida pra melhor. Veja o vídeo onde ele conta sobre sua demissão e o sonho de viajar o mundo:



Sua atual namorada, Dani Delanos, é uma brasileira que mora em Londres, também é vlogueira com conteúdo voltado a mulheres, mesmo assim tem diversos vídeos interessantes do ponto de vista feminino que também podem servir de incentivos a diversas pessoas. Veja o vídeo onde ele apresenta sua namorada:


Feito essa introdução sobre o Marcão, agora vai o vídeo principal desse post, onde Marcão conta sobre sua dieta e a influência da Dani em sua nova vida:




Antes de conhecer a Dani, Marcão estava uma bola, com alimentação desregrada, sem preparo físico. Após sua viagem de volta ao mundo e o início do namoro adotou uma dieta Dukan, não muito restrita, e emagreceu 20kg. O objetivo desse post e a mensagem do vídeo vai além da dieta, o intuito é que vocês percebam como uma mulher pode revolucionar a vida de um homem e como o desenvolvimento pessoal é importante. Pessoal que não entender isso e vier discutir coisas como "a dieta dele té errada" ou "ele é corno porque a mulher mora em Londres" serão excluídos sem cerimônia, ok? (fico puto em ter que explicar isso, mas fazer o que...)

Ontem recebi um email do "Gilson", um rapaz de 20 anos que queria opiniões, dicas e conselhos. Ele é cara que cresceu dentro de casa, jogando vídeo game, virou um adolescente gordinho e com nenhuma interação social, tem problemas sérios em fazer amizades e claro, na lida com mulheres. Trabalha em home office, não tem contato com pessoas. Infelizmente esse perfil do Gilson não é incomum, vejo cada dia mais homens nessa situação. Qual a saída para a maioria deles? É fácil, é só reclamar que é um "beta", pobre, feio e que as mulheres são todas putas e se conformar com a situação. O que Gilson fez? Começou a lutar contra suas fraquezas, procurou ajuda e se livrou da depressão, ou seja, identificou o problema e o atacou. Mandou emails para blogueiros com quem se identifica pedindo conselhos, ou seja, quer opiniões, quer aprender com a história dos outros. Alguém tem alguma dúvida que Gilson terá muito mais sucesso pessoal que o pessoal chorão que se conforma em ser gordo, fedido e barbudo? Expus minhas experiências de maneira que Gilson possa aprender algo com o que passei na vida. 

Agora voltando ao Marcão. Assim como Gilson, Corey e outros tantos, Marcão queria buscar desenvolvimento pessoal, aprender, viajar, conhecer o mundo e se auto conhecer. O que ele fez? Fez planos, traçou metas e principalmente agiu. Foi viajar, rodou o mundo aprendeu muito (nem imagino a carga de aprendizado que uma viagem assim possa trazer), conheceu uma mulher fantástica e voltou revigorado. Por ser um bom profissional voltou a trabalhar na mesma transportadora que se demitira 16 meses antes, emagreceu 20kg, está muito mais alegre e extrovertido. Ele mudou a própria vida. Marcão não é milionário, não nasceu em berço de ouro, ele é um trabalhador. O fato de viver num país próspero e que valoriza todo tipo de trabalho ajuda muito mas com certeza se ele fosse preguiçoso não teria chegado onde está. Leva uma vida simples, não mora numa McMansion nem anda de C200 mesmo tendo condições financeiras para tal. Perceba que o dinheiro é somente um meio pra te trazer felicidade e não a própria. O dinheiro o fez viajar o mundo e conhecer a namorada, voltou do sabático mais pobre de grana e muito mais rico de experiência e desenvolvimento.

Perceba a influência que uma mulher pode fazer na vida de um homem. A Dani mudou a vida do Marcos. Se eu estou onde estou a Bia tem grande parcela de responsabilidade nisso. Por outro lado vejo muito cara totalmente fudido por estar com mulheres âncora. Não vou discutir muito esse assunto porque sempre rola polêmica, mas só falo uma coisa: a mulher que está ao seu lado será responsável por ao menos 90% do seu sucesso pessoal, profissional e financeiro. Se sua namorada, noiva ou esposa não tem essa influência toda provavelmente você deveria estar sozinho, não existe relacionamento a longo prazo sem envolvimento total. Também não vejo problema algum em ser solteiro convicto, aliás, se eu fosse solteiro hoje em dia provavelmente continuaria. Você não deve usar energia pra procurar a mulher certa e sim pra escapar das erradas. É a mesma coisa com grana, mais importante que ganhar é não perder.

Espero que a história do Marcos sirva de exemplo para que 2016 seja um ano melhor para todos vocês. Feliz ano novo!

domingo, 20 de dezembro de 2015

Sobre Religião

Só hoje me dei conta que já tratei de vários assuntos aqui no blog menos sobre religião. Sei que disse na retrospectiva 2015 que fugiria de assuntos polêmicos mas acredito que esse post será diferente. Embora religião cause sempre discussões bestas, acho eu que não trará tretas nos comentários pois não vejo meus leitores como religiosos fervorosos. Essa época de fim de ano é uma boa época pra pensar em religião.

Cresci numa típica família católica (hipócrita) dos anos 90. Minha mãe sempre foi muito religiosa, tem diversas imagens de santos, faz orações diárias, acende velas, ia na missa com certa frequência. Mas nada disso a impedia de ser uma pessoa inconveniente, brigar comigo e meu pai a troco de nada, etc. Meu pai sempre se disse sem religião mas com forte tendência católica, é devoto de santo, vai a missa com pouco frequência mas faz orações diárias, lê a bíblia... Assim como minha mãe, essa pseudo fé do velho nunca o impediu de ser extremamente grosseiro, mal educado, de fazer negócios duvidosos, se envolver com gente, digamos, estranha, etc. Ou seja, cresci num ambiente onde a fé católica sempre foi presente mas nunca muito respeitada, nunca duvidei da existência de Deus e acreditava no Deus punitivo.

Durante alguns anos, no começo da adolescência, eu ia semanalmente a missa, achava que aquilo me colocava nos caminhos de Deus, seja lá o que isso significasse. Quem já foi em uma missa católica sabe o quanto aquilo é chato, repetitivo e sem sentido. Sem contar que você é obrigado a aceitar o sermão de um padre como verdade absoluta. Ir a missa era mais uma auto-tortura que qualquer outra coisa, mesmo assim eu ia, sem ninguém me obrigar. Quando comecei a trabalhar tive contato com outras religiões, principalmente evangélicos leves, daqueles que vão ao culto mas bebem, fumam e trepam. Era a versão evangélica da minha família. Conheci Bia, cuja família tem exatamente o mesmo perfil religioso que a minha, mas com ela descobri outros tipos de celebrações católicas mais interessantes, como os grupos de jovens. Com ela fui a outros cultos, abri a mente, frequentei alguns cultos evangélicos, igreja Metodista, celebrações espirituais. Ficou tudo na primeira experiência, nada daquilo também nos atraia.

Nos casamos, as orações eram diárias, mas eu sentia que aquilo era algo imposto, algo feito no automático, não por vontade de procurar Deus ou uma entidade superior, era tudo feito por fazer. Depois de casado a gente frequentava com certa frequência um templo católico específico no qual a gente se sentia muito bem, mas após um sermão totalmente contrário nosso modo de vida, aquele templo também perdeu o sentido. Algum religioso pode alegar que se a gente não concordou com aquele sermão é porque estamos "fora do caminho de Deus" ou algo assim. Pode até ser, mas o que o padre falou naquele dia, sobre jamais aceitar homossexuais, jamais abortar, que sexo é somente uma maneira de Deus punir, entre outras coisas, não entra na nossa cabeça. Desse dia em diante nosso interesse por religião foi sendo perdido dia a dia, as orações, ora diárias, se tornaram menos frequentes, as idas a igreja diminuíram ainda mais.

Se existem duas coisas que revolucionaram minha vida, que abriram meus horizontes e me deixaram com mais vontade arriscar, de procurar um caminho diferente, essas coisas foram viajar para o exterior (e concluir o óbvio, que o mundo é grande pra caralho pra nascer, viver e morrer num lugar só) e abandonar o catolicismo (o que me fez aceitar as diferenças religiosas e entender que tomar um caminho diferente da manada não é errado).

Eu acredito em Deus, não sei como chama-lo, mas acredito que existe algo além de nós, uma força, um ser, uma energia, sei lá... Me acho um cara bem racional e pragmático mas acredito em algo que não vejo simplesmente porque existem coisas que não tem explicação lógica, portanto um ser não lógico deve existir também. Seria eu um agnóstico? Sei lá... de o nome que quiser. Acredito em coisas como energia positiva e negativa, intuição (cada dia mais!), acredito na lei da atração, ou seja, acredito em coisas não físicas e acho que elas influenciam muito nossas vidas. Embora eu seja um cara "bandeira branca" (termo usado nos postos de gasolina sem marca) em relação a religião, tento seguir aquilo que todas as religiões pregam genericamente: não roubar, ser honesto, ajudar o próximo de alguma maneira (ou ao menos não atrapalhar). O motivo da existência desse blog é justamente para seguir isso, pra ajudar alguém. Meu principal meio de aprendizagem é vendo exemplos de terceiros, logo tento dar meus exemplos para que outras pessoas se auto-ajudem.

Sinceramente não acredito que Deus se importa com o tamanho do seu cabelo, da sua saia, se você usa ou deixa de usar bermuda dentro da igreja (só fui me dar conta disso cerca de 5 anos atrás, até então jamais entrava de bermuda na igreja por acreditar que era ofensivo a Deus, foi a Bia que tirou essa besteira da minha cabeça), se você tem tatuagem, se você transa com uma pessoa do mesmo sexo... Acredito que Deus quer que você seja uma pessoa boa, séria, honesta e pra isso mermão, tanto faz ser puta ou virgem. Não acredito num Deus punitivo, mas sei que toda vez que faço algo "errado", receberei uma punição de alguma maneira no futuro, mas isso não é Deus me punindo e sim a lei da ação e reação.

O lado ruim da religião, assim como em tudo na vida, é o fanatismo. Vou contar a história de Carlos. Carlos é um amigo de infância, nos conhecemos em 1992 e desde então somos amigos. Carlos sempre foi um dos melhores alunos da turma, inteligentíssimo para exatas, um dos melhores em inglês e português. Assim como eu, era um dos mais pobres daquela escola particular. Durante o ensino médio Carlos se converteu de católico (do mesmo perfil da minha família) para evangélico fervoroso, batizado, daqueles que trabalham na igreja e tudo mais. O curioso é que Carlos, ao contrário da maioria dos evangélicos praticantes, nunca foi chato, nunca tentou evangelizar ninguém, nunca deixou de falar palavrão (embora reduzira bastante), ou seja, continuou sendo um amigo, um cara legal pra conversar sobre qualquer assunto. Carlos era pobre, mas inteligente, tinha tudo pra ser um baita profissional em qualquer área, mesmo sem grana ele tinha total capacidade de passar numa federal e fazer um curso foda. O que ele fez? Após o término do ensino médio Carlos começou a fazer uns bicos de garçom, office boy, entregador e finalmente entrou pra área da construção civil fazendo um trabalho muito específico. Nunca foi pra faculdade, casou-se com uma mãe solteira e hoje leva uma vida extremamente limitada e apertada financeiramente. Não sei explicar o porquê mas acredito 1000% que a igreja teve uma influência negativa sobre Carlos o que o bloqueou e o impediu de prosperar. Fico muito triste toda vez que converso com ele porque vejo uma mente genial desperdiçada.

O exemplo de Carlos acontece de montes por aí, assim como tem o inverso. O cara torto que se alinha depois de entrar para uma religião e acaba prosperando. Como tudo na vida acho que o segredo é o caminho do meio. Religião no meu modo de ver deve ser uma aliada na vida das pessoas e não A vida da pessoa. Sinceramente eu gostaria muito de encontrar uma religião que me completasse, que me service como um guideline, mas ainda não achei. Talvez isso seja mais um objetivo para 2016.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015 e Planos para 2016

2015 foi um ano tenso, não vou falar aqui sobre as merdas da economia e política porque todos já sabem e outros já explicaram muito melhor que eu. Sinceramente eu sou um completo alienado quando o assunto é política e economia. Minha dieta de informação me impede de me inteirar desses assuntos, afinal por mais que eu tente entender não conseguirei por não ter o background necessário, logo prefiro saber somente as informações picadas que chegam aos meus ouvidos e olhos. No fim das contas pouco me importa o que Cunha faz ou deixa de fazer, o que Dilma cagou ou deixou de cagar. O que importa é minha vida e saber que o governo sempre vai tentar me foder, logo tenho que tentar escapar disso da maneira que for possível. Como não consigo entender o que se passa me protejo do jeito que dá, um deles é me manter fora da bolsa ou mesmo evitar ter dinheiro parado em banco. No dia de hoje, a única grana que tenho em instituições financeiras são meus FIIs. Não quero discutir se essa estratégia é fundamentada ou não, certa ou errada, apenas estou fazendo o que acho melhor, no momento atual não confio em ter grana em banco, tenho esse receio por pura intuição.

Se tem uma coisa que aprendi em 2015 é que pra viver no Brasil você não pode querer ser o certinho, o seguidor das regras. Você tem que dançar conforme a música, se adaptar e infelizmente usar muito do jeitinho brasileiro pra sobreviver. Isso é fato! Perdi saúde, tempo e dinheiro tentando escapar dos jeitinhos, fazer as coisas da maneira correta até me dar conta que as coisas no Brasil não foram feitas para funcionar do jeito certo. Viver no Brasil é jogar no modo hard! A partir da hora que me dei conta disso as coisas começaram a fluir melhor e eu me estressar menos. O ódio de fazer as coisas pelo "modo jeitinho" é muito menor que o de querer fazer pelo jeito certo e me frustrar.

Iniciei 2015 cheio de planos e ilusões a respeito da emigração. Terminei desapontado e com a realidade esfregada na minha cara que as coisas não são simples do jeito que imaginei. Ainda continuo com os planos de morar ao menos um período no exterior, mas como mamãe me disse: "seus planos só darão certo quando você calar sua boca". Portanto não comentarei mais a respeito aqui no blog. O que posso dizer é que minha primeira opção, de ir aos EUA com visto L1 é completamente inviável. É impossível de manter uma empresa aqui no Brasil enquanto estiver nos EUA, sem contar que o ingrediente principal dessa equação, a grana, está cada dia mais difícil. Não por ser difícil de ganhar (o que definitivamente não é problema no Brasil) e sim devido a conversão para o dólar.

Falando em blog, 2015 foi um ano ambíguo na blogosfera. Se por um lado tivemos discussões enriquecedoras, novos companheiros surgiram e tivemos textos de excelente qualidade, por outro lado tivemos uma invasão de haters, pessoas polarizadas, gente que não respeita opinião alheia, que se acha o dono da verdade. Acredito muito em troca de energia, lei da atração, essas coisas, portanto acredito que essa galerinha do mal traz mal fluídos a blogosfera. Sem mi mi mi ou vitimismo, mas acredito que essa carga de coisas negativas possa ter me influenciado negativamente e me ajudado a fazer cagadas. Meu objetivo para o blog em 2016 é mante-lo sem compromisso, afinal estou e continuarei trabalhando bastante logo o tempo é escasso, mas fugir de assuntos polêmicos (aprendi que jamais devo tocar no assunto mulher, casamento e filhos) e principalmente não compartilharei planos futuros. Vocês saberão o que acontece na minha vida porque acho isso válido, estou tomando atitudes diferentes (fora da caixa, como sempre), mas saberão com delay, ou seja, quando já tiver acontecido. Infelizmente quem mais perde com isso sou eu mesmo porque deixarei de discutir planos e ter opiniões de terceiros, mas acho necessário para evitar os "seca pimenteiro" da vida...

Meu objetivo para 2015 era expandir os negócios visando somente lucro, nada de mi mi mi de "propósito", "mercado", "paixão por empreender", nada dessas frescuras, o objetivo era grana e ponto final. No começo do ano eu disse: "medo eu tenho, mas quando eu não ligava pra essa história de política eu arriscava muito mais e ganhava muito mais, meus negócios dependem mais de mim que da política e economia do país." Isso se mostrou verdade. Arrisquei pra caralho em 2015, colocando inclusive minha saúde em risco, fiz negócios malucos, coisas que não recomendo nem pessoas experientes fazer. Deu certo, muito certo, bem mais certo que o esperado (olhando do ponto de vista financeiro). Obtive retornos espetaculares mas insustentáveis no longo prazo. Tem muita coisa acontecendo nesse sentido, mas como disse, compartilharei quando tiver passado. Para 2016 o plano é seguir capitalizando do jeito que der.

Infelizmente não consegui viajar em 2015, mas não estou triste por isso, não dá pra ter tudo na vida. Consegui muita coisa esse ano, então estou de boa... Provavelmente 2016 será a mesma coisa. Não progredi muito no inglês, mas acredito que ao menos consegui manter o nível, culpa da falta de tempo e também da preguiça. O que fodeu de vez foi a saúde. Devido a carga altíssima de trabalho não consegui manter um ritmo legal de exercícios, e principalmente relaxei na alimentação. Comida é meu ponto fraco, gosto de comer porcarias. Agora no fim do ano voltei a andar de bike o que tem me ajudado ao menos a não engordar mais, o que já é um progresso. Em 2015 engordei alguns bons quilos, tive um princípio de infarto, fui parar no hospital, ou seja foi uma bosta completa. Hoje entendo o porquê da grande maioria dos executivos e empresários terem suas saúdes fodidas e esse é mais um motivo pelo qual não quero ser assim. Melhorar a saúde é o principal objetivo que tenho para 2016.

Eu gostaria muito de compartilhar meus planos para 2016 de maneira mais concerta, mas como disse acima, não farei isso. Aguardem os próximos meses, garanto que terá muita informação legal pra quem pensa fora da caixa e não faz questão de seguir a manada. Abraço!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Coloque no Pau Sim!

Minha última postagem onde afirmei que o Pobretão está certo em usar as leis trabalhistas a seu favor, tentar ser demitido e assim sacar o FGTS gerou uma certa polêmica. Muitos concordam que devemos tirar proveito das leis, outros não. Alguns acham que o Pobreta deveria agir com ética e jamais relaxar no trabalho ao ponto de ser demitido, que ele deveria jogar aberto com seus superiores, etc. A verdade é que sempre o cenário ideal é o da verdade, da sinceridade porém não vivemos num mundo cor de rosa com nuvens de purpurina, o buraco é mais em baixo e nem sempre o approach correto é o que dará certo. Esse foi o ponto da minha postagem, que não adianta querer jogar contra o sistema, se você faz isso ficará louco (assim como eu quase fiquei ao não me conformar com as coisas erradas no país e tentar fazer tudo de maneira correta, no fim só serviu pra prejudicar minha saúde).

Bom, agora serei meio contraditório, admito (como se contradição fosse algo ruim... muito pelo contrário, se você é contraditório isso muitas vezes quer dizer que você repensa sobre suas opiniões e não aceita verdades absolutas, anyway...). Se por um lado acho que devemos danças conforme a música e jogar com o regulamento em baixo do braço, por outro acho que devemos ir contra certos padrões estabelecidos ao longo do tempo. Um deles é o mito que "se você colocar uma empresa no pau, estará sujando sua reputação". Isso tem um fundo de verdade mas acredito que isso já passou da hora de mudar e só mudará quando as pessoas começarem a processar as empresas quando isso for necessário.

Veja bem, sou microempresário a mais de 10 anos, sempre tentei ser um patrão justo, sempre tentei fazer o que achava certo e esse é um dos motivos do meu desgaste como empreendedor e também do relativo pouco sucesso que obtive nesses anos de proprietário (não posso reclamar, mas conheço pessoas que tiveram muito mais sucesso no mesmo tempo, assim como conheço outras que quebraram a cara). Nunca tomei um processo trabalhista mas não bato no peito pra dizer isso porque não estou livre, aliás, ninguém está livre e nem deveria estar. Acho que o motivo disso é o que já disse, sempre tentei ser justo com meus funcionários, pagando bem, procurando ver o lado pessoal deles, etc. Claro que se minha microempresa tivesse se transformado num WalMart (em 10 anos Sam Walton, fundados do WalMart, saiu de meia dúzia de lojas de "1,99" para a maior rede de supermercados dos EUA) eu teria processos trabalhistas pelo simples motivo que perderia o approach pessoal com meus funcionários. Logo empresas grandes são muito mais sujeitas a porcessos trabalhistas que as pequenas (pelo menos assim deveria ser).

Nessa década de empreendedorismo já vi muita sacanagem tanto de empregado quanto de patrão. Existe muita empresa filha da puta por aí, aliás acredito que boa parte das empresas são filhas da puta. E patrão filho da puta deve se foder e ponto final. As pessoas deveriam começar a processar as empresas com mais frequência, só assim o tratamento melhoraria. As leis de "proteção" do empregado não são tão eficientes quanto a liberdade de processar um empregador por não cumprir um contrato de trabalho assim como nenhum sindicato (odeio) e multas tem tanto poder quanto uma paulada que um empregador deve pagar a título de indenização a um empregado.

Digo mais, a grande maioria das pessoas são preguiçosas e relaxadas em seus trabalhos graças ao empregadores. Falo isso porque meus funcionários tem um desempenho muito acima da média do setor e não acredito que sou um ás da contratação, possuidor de uma mente de análise perfeita que seleciona somente aqueles indivíduos excepcionais. Não, não é isso, meus funcionários trabalham acima da média porque recebem acima da média, possuem vida pessoal (dentro do possível) porque faço escalas de trabalho justas e equilibradas, não fazem hora extras não remuneradas (insisto para que o cara esteja fora da loja em no máximo 5 minutos após o fim do expediente), tiram férias todo ano impreterivelmente quando elas vencem, etc. A partir da hora que o cara decide ser empreendedor ele assume o compromisso de seguir com as leis trabalhistas, ele não precisa concordar (assim como eu não concordo com tudo) mas deve seguir. É tudo extremamente simples!

Quer um exemplo de como forçar as coisas pode funcionar? Experimente andar a pé no centro de São Paulo ou região da Paulista e em Itaquera. Anos atrás no centro de São Paulo foi feita uma campanha de conscientização da importância de dar passagem ao pedestre, as pessoas eram orientadas a gesticular com a mão e pedir passagem. Poucas pessoas aderiram a isso mas as que fizeram simplesmente forçaram a barra: se enfiavam na frente dos carros para faze-los parar, brigavam com motoristas, etc. Resumindo: São Paulo está longe de ser Barcelona mas os motoristas respeitam um pouco mais o pedestre, dão passagem, etc. O mesmo para bicicletas. Agora experimente andar a pé na quebrada de Itaquera... Mermão, as chances de você morrer atropelado são enormes. A partir da hora que as empresas começarem a ser processadas com mais frequência, o tratamento dos funcionários vai melhorar assim como os motoristas paulistanos melhoraram o trato dos pedestres.

Isso do processo serve também para outras áreas da vida. Nos EUA se processa por tudo, existem advogados especializados em todo tipo de causa que você imaginar. Tomou Viagra e ficou com a cara vermelha? Dr Fulano vai processar a Pfizer. Se entupiu de BigMc durante anos e ficou hipertenso? Dr Ciclano processará o Mc Donalds... Precisamos de algo parecido aqui. O americano não é bonzinho, educado e cordial a toa, parte disso é fruto da cultura do processo, as empresas tem medo de serem processadas, por isso fazem de tudo pra seus clientes. Por isso as embalagens tem orientações estranhas e exageradas, veja:


Como eu disse, esse texto poderia ser um pouco contraditório porque ao mesmo tempo eu prego que devemos usar as regras a nosso favor e falo pra desafiar o sistema e o status quo. É contraditório e não tenho uma solução para esse impasse, eu simplesmente não acho legal polarizar e tomar somente uma opinião como verdadeira. Sinceramente não saberia como resolver um impasse desse caso fosse necessário na minha vida, mas o importante é a reflexão.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Leis Trabalhistas: Use-as a Seu Favor

Hoje de manhã estava navegando pela blogosfera e me deparei com o novo post do Pobreta, onde ele conta seu novo plano visando melhora de vida, destaco a seguinte parte:
"Resolvi então dar um basta. Mas é um basta diferente. Eu irei forçar minha demissão sem justa causa para pegar meu FGTS mais a multa que vai dar uma turbinada poderosa no meu patrimônio. Para isso eu não irei mais me esforçar na empresa como faço nem me matar. Irei começar a sair no horário, começarei a ser condescendente, fugirei de responsabilidades e tarefas, serei escrotinho com chefes e irônico. Como meu desempenho é bom na empresa historicamente deve demorar um pouco mas em 2016 é provável que eu seja sacado."
Resumindo: ele pretende forçar sua demissão para sacar o FGTS e então procurar um novo emprego. Ele está errado? É mais um jeitinho brasileiro? Ele é um filho de uma puta? Não, não é! Não, ele não está errado! Infelizmente o sistema o força fazer isso.

Você deve estar se perguntando: "Como assim Corey, logo você, microempresário, está falando que o Pobreta está certo em fazer uma presepada dessas?". Sim, estou falando que ele está certo por dançar conforme a música, não adianta querer ir contra a maré nesse caso, não vai conseguir nada de bom.

Agora veja o que essa atitude do Pobreta vai causar:

1- Ele está insatisfeito com o trabalho e continuará trabalhando lá sem a menor vontade e pior, diminuirá sua produtividade de propósito

2- A empresa terá um funcionário desmotivado que muito provavelmente vai prejudicar o andamento dos negócios e pior, contaminar outras pessoas com pessimismo

3- O Pobreta vai perder um tempo precioso nesse processo de esperar ser demitido e arrumar outro trabalho, sabe Deus quanto tempo isso vai demorar, impossível programar a vida com essa incerteza

Tudo isso e muito mais devido a leis trabalhistas feitas pra "ajudar" o funcionário. Ajudar o caralho! Leis trabalhistas fodem com a vida tanto do patrão quanto do funcionário. Num sistema livre de tanta legislação trabalhista como nos EUA um caso desse jamais existiria. O funcionário não tem um teco da sua renda sendo extorquido pelo governo paternalista que tenta nos ensinar como poupar para a aposentadoria, logo num caso desses é tudo muito fácil: o cara se demite e parte pra outra. Simples assim.

Claro que algumas empresas possuem o 401k que é um especie de previdência privada das empresas, mas não é obrigatório. Se você achar melhor receber seu salário integral, assim será. Essa canalhice de FGTS é mais uma coisa que impede o progresso das empresas no Brasil.

No meu caso, por ter uma proximidade grande com os funcionários consigo perceber quando alguém quer sair, seja por feeling, porque outro funcionário me contou ou simplesmente porque o cara se sente livre pra me contar. Sempre que possível faço acordos de maneira que a galera possa sacar  o FGTS e arrancar o seguro desemprego do governo. Está errado? Sim, claro que está, mas o que não está errado no Brasil? Nunca tive um problema trabalhista por fazer acordos e se acontecer vou pra cima também, tenho um bom advogado que já inclusive arrancou dinheiro de cliente espertinho que tentava tirar proveito da minha empresa.

Penso assim: o Pobretão não está errado em fazer uma manobra dessas, assim como grande parte dos funcionários não estão errados em usar atestados e licenças a seu favor. Se o sistema é assim, dance conforme a música. Palavra de um microempresário cansado dessa porra!

domingo, 6 de dezembro de 2015

"Ela foi honesta!!" - Por DB Movie Maker

DB é um brasileiro morando em Boston, Massachutes. Vejam a situação que ele passou recentemente e parem pra pensar se isso não deveria ser rotina... Temos muito o que aprender antes de nos acharmos pessoas do bem!




sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Juntando o Útil ao Útil e Eliminando Pseudo-problemas

Como sabem estou numa fase bem corrida, trabalhando muito, várias horas por dia, o que está me deixando sem tempo para minhas atividades pessoais.

De tudo o que faço no âmbito pessoal, existem duas que são as mais importantes: atividade física e estudar inglês. São também coisas que jamais poderei deixar de fazer, são atividades pra vida toda. Atividade física todos sabemos é questão de saúde, confesso que sou preguiçoso mas depois que começo até que vai. Inglês deveria ser fundamental na vida de todos, se você não é ao menos intermediário nesse idioma saiba que está perdendo muito, quem não sabe inglês fica retido no mundinho da internet em Português, isso só pra citar um exemplo da importância desse idioma.

Agora como fazer ao menos essas duas atividades perante uma rotina de 16 horas de trabalho ao menos 6 dias na semana? Não é exatamente fácil, mas eu achei um meio. Juntei o útil ao útil!

A solução é relativamente simples e não tem nada de revolucionário. Ao menos 4 vezes por semana eu tenho que percorrer cerca de 8km de casa ao trabalho, até então eu fazia esse percurso de metrô, moto ou mesmo carro. Agora vou de bicicleta! Durante muito tempo procrastinei essa ideia baseado em pseudo-problemas que eu mesmo criei e estava somente dentro da minha cabeça:

Problema 1: Perigo. Realmente andar de bicicleta em São Paulo não é das tarefas mais seguras porém isso melhorou absurdamente nos últimos anos, pelo menos na capital, na região onde trafego de bike, a grande maioria dos motoristas respeita o ciclista. Junte isso ao fato que por ter bastante experiência nesse meio de transporte (usei bicicleta como meio de transporte diário durante ao menos 1 década) e percebi que esse perigo não é tão importante assim. Sobre o perigo de assalto, isso não me preocupo, minha bike tem mais de 20 anos de idade e não tem frescura alguma.

Problema 2: Relevo. São Paulo é um pirambeira só, ladeira pra todos os lados. No caminho pra uma das lojas preciso enfrentar várias ladeiras, mas como tudo que sobe uma hora desce, isso também é outra coisa irrelevante. Nunca fui um ciclista, digamos, intenso. Ou seja, desde moleque nunca me fiz de rogado pra subir um morro empurrando a bike, não me mato no pedal. Empurro na subida e na volta é só alegria, as ladeiras se transformam em descidas.

Problema 3: Suor. Sempre li matérias sobre ir ao trabalho de bike e em todas elas sempre tocam no assunto suor, que você chega fedendo, tem que tomar banho no trabalho, etc. A verdade é que por sorte ou sei lá o porquê (talvez por ter quase nenhum pelo), não sou de suar muito e meu suor não fede rapidamente. Como sei disso? Nada melhor que perguntar para as pessoas como os funcionários e principalmente pra esposa (se não estou fedendo na volta pra casa, não estarei na ida). Além disso deixo o uniforme na empresa, troco de roupa, passo um desodorante e deu.

Superado os pseudo-problemas de ir trabalhar de bike, agora consigo unir o útil de ir trabalhar ao útil de me exercitar. São ao menos 5 horas por semana de ciclismo o que é bastante pra quem ficaria parado de outra maneira. Além disso meu dia-a-dia no trabalho é agitado, não fico parado nem sentado muito tempo. Estou experimentando trabalhar de pé mesmo no computador quando estou fazendo tarefas burocráticas, cansa mas melhora a produtividade e reza a lenda, faz bem pra coluna.

E o inglês? No caminho para o trabalho vou ouvindo podcasts ou áudios de vídeos que me permitem ao menos treinar o listening. Além disso sempre dou uma de louco e simulo diálogos comigo mesmo pra treinar o speaking. Então se você ver um louco de bike falando inglês sozinho, prazer, você acaba de conhecer o Corey.

Com essa simples atitude, de deixar a preguiça de lado e montar em cima da bike eu consegui vencer pseudo-problemas, me exercitar e praticar o inglês com o bônus de economizar gasolina e muitas vezes, tempo. Falando em bike, economia, saúde e inglês, leia o excelente artigo do Mr Money Mustache: http://www.mrmoneymustache.com/2012/05/07/what-do-you-mean-you-dont-have-a-bike/

A vida é simples, a gente que complica demais!




terça-feira, 24 de novembro de 2015

Minimalismo - Não se Importe com os Detalhes

Hoje vou falar sobre algo muito importante pra quem, como eu, quer levar uma vida simples e minimalista, aliás é uma coisa tão importante que é chave pra uma vida tranquila, mas infelizmente é um assunto pouco comentado: esqueça o perfeccionismo e detalhes.

Outro dia fuçando no random do site do Mr Money Mustache me deparei com o seguinte texto:

Cure Yourself of Tiny Details Exaggeration Syndrome

Nele, MMM fala sobre o que ele chama de "Síndrome do Exagero de Pequenos Detalhes" (numa tradução livre e porca), o que nada mais é que a característica humana de se apegar com detalhes irrelevantes das coisas. Ele usa o exemplo do Havaí, toda ilha tem um lado bom e um lado ruim. O lado bom tem a casa dos famosos, os restaurantes sofisticados, as melhores vistas, e lado ruim tem "somente" o mar azul, o sol, o clima agradável e a brisa do mar no fim da tarde. Ou seja, no frigir dos ovos os dois lados das ilhas do Havaí são exatamente a mesma coisa, é a mesma ilha, o mesmo sol, o mesmo mar... mas as pessoas valorizam mais uma parte que outra baseada em detalhes que na prática são irrelevantes. O mesmo vale pra alguns bairros que possuem casas muito mais caras por estarem numa rua histórica, ou 1km mais perto do shopping center, etc. MMM usa outro exemplo: seu bairro que fica 2,4 milhas de distância do centro da cidade e muitos consideram suburbs (os subúrbios americanos são normalmente áreas residenciais localizadas longe dos centros comerciais), por ser considerado subúrbio sua cidade é barata mesmo estando tão perto do centro...

O mesmo pensamento pode ser extrapolado em tudo na vida. Quer o melhor exemplo de todos? Smartphone. O cara tem um celular bom, com uma câmera de sei lá, 7.1mp e internet 3G. Lançam outro com uma super câmera de 7.2mp e internet 4g. Ele corre pra comprar esse celular avançadíssimo afinal esses 0,1mp farão uma diferença enorme na qualidade das fotos e a internet 4g também facilitará muito sua vida, afinal ele vive conectado no WiFi de casa e do trabalho. Sem falar no super mega blaster processador octacore pra usar Whatsapp. Se você parar pra pensar a maioria dos produtos é assim: você paga um absurdo a mais por pequenos detalhes irrelevantes.

Carro: meu carro de 20 anos e 12k faz o mesmo serviço que um Rolls Royce, mas as pessoas pagam uma fortuna pra ter um guarda chuva embutido na porta.

Café: agora é modinha tomar café dos "arautos das montanhas da mogiana velha" como o tal (se existir, inventei esse nome agora) fosse muitíssimo melhor que outros. Mermão, Café Pilão é muito bom e barato, não existe justificativa lógica pra pagar mais caro por um café gourmet. Aliás, tudo que é gourmet é assim. você paga uma fortuna a mais por um detalhe quase sempre irrelevante.

Algumas pessoas tem máquina pra tudo na cozinha: de arroz, de pão, cafeteira espresso, de fazer pipoca, waffle, torrada, 4 panelas de pressão... Precisa mesmo?

Falando nisso, esses dias me deparei com esse puta texto do meu amigo Madruga: http://seumadrugainvestimentos.blogspot.com.br/2015/11/o-preco-da-sofisticacao.html. Leitura obrigatória para seres pensantes.

O Paulistano Idiota

O paulistano é sem dúvida um dos brasileiros mais idiotas e bestas (aviso aos malas de plantão: posso não ser paulistano de nascimento (sou nordestino e, aliás, concordo com quase tudo que meu amigo Rover disse aqui: http://projetofreelifestyle.blogspot.com.br/2015/11/o-brasil-e-o-pais-do-futuro.html) mas passei toda minha vida por aqui portanto me sinto no direito de falar da minha "raça"). O paulistano médio consegue complicar e encarecer absolutamente tudo. O melhor exemplo disso você pode perceber num domingo de manhã no Ibirapuera. O corredores que lá se exercitam parecem ter saído de um filme de ficção científica: usam trajes especiais: camisa que deixa o suor passar, short com proteção no saco e boné com super ventilação desenvolvido pela Nasa. Sem contar o pedômetro (nossa, como é útil saber quantos passos você deu), medidor de frequência cardíaca, a super abraçadeira de colocar Iphone e alguns acessórios que outros usam como dilatador nasal, óculos de alta performance, etc. Não vou falar do tênis especial pra correr na grama, na terra, no asfalto, no caralho... Resumindo o cara investe milhares de reais pra praticar uma atividade física que é de graça, não exige equipamento algum além de um tênis razoável que pode ser comprado por 100 reais (ou que pode custar zero reais se você correr descalço na praia).

O paulistano compra bicicleta de 10k com 474637464839 marchas pra dar rolê de domingo na ciclofaixa do Haddad. Puta que pariu, vai ser besta e complicador assim na casa do caralho. Uma "barra forte" de pedreiro faz o mesmo serviço com a vantagem de ser barata e robusta (sem chamar atenção de ladrão). Por que caralhos você precisa de uma super bike? Por que caralhos você precisa de uma camiseta de 100 reais pra correr? Meu Deus do céu, me irrita só de escrever... Depois essa galerinha fica endividada até as tampas e não sabe o porquê! Os detalhes são irrelevantes. Eu corro com o mesmo tênis que vou trabalhar (compro nos EUA o modelo mais barato de marcas boas, 2 por USD 50, cada um dura ao menos 1 ano), camisetas surradas que são as mesmas que uso pra dormir (tomo banho de noite, coloco uma camiseta limpa, a noite uso pra fazer exercício, coloco pra lavar, tomo banho...) e tenho 2 shorts pra academia/corrida que paguei 9,90 no Carrefour. Agora você vai tentar me convencer que o executivo que gasta milão pra correr vai ter resultados muito melhores que o meu? Os detalhes só fazem diferença pra quem é profissional e se apegar aos detalhes não te fazem um profissional!

Portanto antes de comprar qualquer coisa, acho válido questionar se essa coisa vale realmente o que custa e se esse valor será recuperado pelo uso. Esqueça os detalhes, eles são quase sempre irrelevantes e só servem pra encarecer alguma coisa. Eu duvido que uma bicicleta fodona faz um serviço melhor pra dar rolê na ciclofaixa que a minha de 25 anos de idade. Eu duvido que meu smartphone de 400 conto seja tão pior que um Iphone 6 (vixi, agora peguei pesado, mexi com a Apple... fale mal de Deus e do CUrintia, mas não fale da Apple. rsrs).

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Estou de Volta... E os Veganos...

Estou de volta após uma semana de descanso. Obrigado pelos comentários pedindo para que eu não parasse com as rapidinhas do blog, é isso que incentiva os blogueiros. Infelizmente alguns amigos não gostaram do fato de eu ter retirado alguns posts e a esses eu peço desculpas. Os posts ficarão fora do blog sim porque como disse, não gosto de polêmica. Eu gosto de posts com assuntos polêmicos, gosto de discussões controversas e que estimulem o raciocínio, o que é bem diferente de querer polêmica em si, com xingamentos, agressividade e coisas fora do contexto, deu pra entender?

Quero deixar bem claro para todos os frequentadores do blog que esse blog é uma página pessoal, o espaço do Corey. Portanto eu tenho total controle sobre o que acontece aqui, eu exerço meu direito de censura, isso não é nem nunca será uma democracia (a ilusão da democracia é outra falácia...) Sou totalmente a favor da propriedade privada, inclusive na internet. Se você acha que tem algum direito de dizer o que devo ou não devo fazer no meu blog, por favor se retire. Se você não aceita esse blog como ele é, você não é bem vindo aqui. Eu adoro sugestões e críticas construtivas, você tem todo o direito (e por que não dever?) de sugerir coisas, de me criticar de maneira educada (assim como várias pessoas fizeram no último post).

Embora meu amigo  não concorde, eu aprendi muito com essa confusão. Aprendi que devo tomar mais cuidado com posts que vão contra o pensamento da manada (traduzindo: eu devo ser politicamente correto, eca!) porque muitas pessoas se sentem ameaçadas quando tem suas "verdades" e seu estilo de vida contraposto e reagem de maneira agressiva. Aprendi que a história do sapo que vai esquentando junto com a água até morrer se aplica a muita coisa na vida inclusive e principalmente às convenções sociais que ainda são muito enraizadas na nossa sociedade. As pessoas continuam fazendo as coisas sem pensar o porquê as fazem e simplesmente não suportam a ideia de outras pessoas a contestarem.

Hoje entendo o que se passa na cabeça de veganos, na cabeça deles comer um animal é uma coisa quase criminosa, na minha é uma necessidade diária. Veja que diferença de pensamento mais extremo... Eu jamais, em hipótese alguma pararia de comer carne mesmo amando animais, na minha cabeça existem animais "amigos" e animais "comida". Essa diferenciação é muito nítida. Porém para os veganos esse diferenciação simplesmente não existe. Eu tenho nojo da maioria das verduras e legumes, eles tem nojo de carne. Quem está certo? Veganos ou carnívoros como o Corey? Nenhum nem outro! Simples assim! Não existe razão pra complicar... Cada um tem o pensamento moldado de uma maneira diferente, é impossível modificar isso e não há razão pra modificar isso. Porém certas coisas não podem ser negadas.

Os carnívoros não podem negar que existe crueldade animal na lida de rebanhos de corte, que pintinhos são mortos por liquidificadores só por estarem fora do padrão. Não podemos negar que comemos cadáver, um pedaço de bicho morto em putrefação cheio de hormônios e outras tranqueiras. Isso é inegável e eu como carnívoro devo abaixar a orelha perante tais fatos.

Veganos não podem negar que o corpo humano é preparado pra ingerir carne, temos dentes caninos, enzimas digestivas de proteína animal. Carne quase sempre vem acompanhada de colesterol o que é BOM pra sua saúde por diversos aspectos. Pessoas que não se alimentam de fonte proteica animal no longo prazo ficam com aparência de doentes além de diversas doenças. Esses são os fatos que os veganos não podem fechar os olhos.

O mesmo modelo de pensamento deve servir pra qualquer outro pensamento alheio.

Talvez eu seja o vegano das convenções sociais: não quero filhos e não vejo sentido em te-los, levo uma vida minimalista num apê minúsculo por pura opção e não necessidade. Tenho um casamento que não sabe o que é briga. Sou "empresário" que anda de carro com 20 anos de idade. Não quero mais ser empresário, acho melhor ser empregado CLT. Detesto futebol. Não vejo sentido em proibir uniões entre pessoas do mesmo sexo e em proibir drogas leves como maconha. Sou a favor do aborto, e eutanásia sobre qualquer circunstância. Também não entendo o porquê de um criminoso fodão ser mantido vivo...

Minhas opiniões e meu lifestyle são tão simples e óbvios pra mim que fica difícil entender como outras pessoas não as seguem, porém toda vez que eu me ver pensando assim, devo me lembrar dos veganos. O lifestyle deles é óbvio na cabeça deles mas é completamente fora da minha realidade. Você deveria fazer o mesmo!

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O Que Aprendi Hoje com o Blog

Após minhas duas últimas postagens, que retirei do ar porque o intuito do blog não é causar polêmica, aprendi algumas coisas:

1- Uma alfinetada pode se transformar numa facada no peito dependendo do ponto de vista. Eu tento levantar uma discussão saudável, alguns se ofendem e tudo vira uma guerra.

2- Não tenho conhecimento técnico da língua portuguesa suficiente pra me fazer entender por textos, ou seja, eu escrevo uma coisa e as pessoas entendem outra. Se a maioria entende diferente do que tentei falar, é óbvio que estou errado. Essa não foi a primeira vez que isso aconteceu. Preciso tomar mais cuidado com isso.

3- Assuntos proibidos nesse blog: mulheres e ter ou não ter filhos. Simplesmente não há diálogo saudável sobre esses assuntos, de 10 que comentam, 9 são em tom agressivo. Não quero isso por aqui.

4- Preciso respeitar esse meu período off line, não adianta eu querer colocar matérias curtinhas pra manter o blog ativo se não tenho tempo pra administrar comentários. Hoje mesmo perdi horas pra moderar e tentar responder comentários. Não posso me dar a esse luxo no atual momento.

5- As pessoas tentam justificar coisas que não precisam ser justificadas, isso além de chato é inútil, só serve pra perder tempo.

Vejo vocês em breve, me manterei afastado da blogosfera por algum tempo, esse negócio de posts de terceiros e curtinhas não deu certo. Abraço aos amigos e mais tolerância aos inimigos.

domingo, 8 de novembro de 2015

"Escola é uma Merda" por Izzy Nobre

O Izzy Nobre abordou de maneira direta o que sempre digo: escola no Brasil é uma tremenda perda de tempo e nisso incluo faculdades também. Veja o que escrevi aqui:

http://coreyinvestidor.blogspot.com.br/2012/04/faculdade-e-mesmo-necessario.html
http://coreyinvestidor.blogspot.com.br/2014/07/a-falacia-do-curso-superior-no-brasil.html

As pessoas sofrem lavagem cerebral desde cedo, são forçadas a acreditar que o estudo formal é importante e blá blá blá... Na minha opinião a escola é um mal necessário, necessário para o cara se enquadrar numa sociedade normal, mas puro tempo perdido. Acredito que a escola deveria preparar os alunos ensinando-os skills básicos para o dia-a-dia (como o Izzy disse que acontece lá no Canadá): cozinhar, dirigir, elétrica e mecânica básica, etc. Infelizmente passamos anos na escola, saímos de lá sem saber porra nenhuma, entramos na faculdade aprendemos um monte de bosta inútil e só vamos realmente aprender uma profissão no dia-a-dia do trabalho. Isso sem contar as Uniesquinas que nada mais são que linhas de produção de "profissionais". Eu fiz Uniesquina, eu fui enganado, meu currículo acadêmico é inferior ao de um estudante do high school americano que optasse pelo mesmo curso.

Vejam o vídeo do Izzy:


Aproveito pra perguntar aos leitores o que estão achando desse tipo de postagem que tenho feito ultimamente: postando vídeos e textos de outros blogs em posts curtinhos. Esse é o tipo de postagem que o momento atual me permite fazer, espero que sirva de alguma coisa.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Produtividade Brasileira e Direitos Trabalhistas

Assistam esse vídeo do meu amigo Marco:


Nada como uma visão de fora pra enxergar a verdade das coisas. A produtividade do brasileiro médio é um lixo, os direitos trabalhistas engessam o mercado de trabalho: o patrão mantem funcionário ruim pra economizar nas despesas de demissão, o funcionário fica no emprego ruim pra não perder tempo de casa, INSS e demais "benefícios". O patrão nunca sabe o custo real de um funcionário, sempre tem impressão que está pagando mais que deveria. O funcionário sempre acha que está ganhando menos. O que você acha disso?

terça-feira, 3 de novembro de 2015

"Por que parei de seguir as pessoas de sucesso"

Como disse nas últimas postagens, estarei ausente da blogosfera nos próximos meses devido a mudanças que estou fazendo na minha vida. Estou me dedicando a uma coisa de cada vez, colocando minhas energias em um desafio por vez, estou tentando evitar distrações, portanto não estou escrevendo para o blog.

Prometo para aqueles que não me abandonarem durante esse período sabático do blog que serão agraciados com muito conteúdo legal e inédito não só na blogosfera mas como na internet. O que estou fazendo é algo raro, ainda mais pra pessoas na minha situação, então segura a onda ai mermão que coisas boas virão.

Enquanto isso vou compartilhando coisas legais que acho na internet durante meus momentos de descanso, o texto de hoje é bem interessante, vejam:

"Por que parei de seguir as pessoas de sucesso, Mesmo querendo muito ter sucesso" por Gustavo Tanaka

domingo, 1 de novembro de 2015

Resumo - Outubro/2015

Outubro foi punk porém fluiu. Tracei um plano de ação pra mudar tudo o que não está legal na minha vida. Mergulhei de cabeça nesse plano e esse é um dos motivos pelos quais estou distante da blogosfera. Vou continuar assim nos próximos tempos (talvez meses), quando tiver algo interessante, publicarei (um vídeo, um texto de outro site, etc). Peço desculpas a quem me acompanha mas essa pausa é necessária. Não vou parar o blog porque ele me faz bem, mas por algum tempo estarei ausente.

Esse meu plano já está dando resultados, é uma verdadeira revolução que mudará absolutamente todos os fatores da minha vida, espero que pra melhor. Quando tudo isso passar prometo que escreverei muito a respeito. Grande abraço a todos!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Mitos Imigratórios

Tudo na vida possui mitos, muitos são realistas, outros nem tantos mas devemos prestar atenção em todos quando decidimos tomar alguma decisão. Nesses últimos 2 anos tenho pesquisado muito a respeito de imigração para países desenvolvidos e concluí que existem vários mitos que são comumente aceitos mesmo por aqueles que estão pensando em emigrar e fazem pesquisas extensivas sobre o assunto. São os mitos que todo mundo acredita, hoje gostaria de levantar alguns desses mitos e minha opinião a respeito. Como acabei de dizer, é a minha opinião, o meu ponto de vista o que de maneira alguma representa a verdade. Se você não concorda ou possui fontes da verdade, por favor, contribua de maneira construtiva nos comentários.

MITO NÚMERO 1: É FÁCIL EMIGRAR PARA O CANADÁ

Isso parece mais verdade que 2+2=4, é algo impregnado na cabeça das pessoas. Quando o assunto é imigração, todos repetem: "vá para o Canadá, é fácil emigrar legalmente pra lá, conheço pessoas que foram e estão muito bem e documentadas..." Será mesmo? A resposta pode ser tanto sim quanto não. Sim porque no passado recente, coisa de 5 anos atrás era relativamente fácil para uma pessoa com bom nível de escolaridade emigrar para o Canadá, bastava certa experiência na função, um nível razoável de inglês, juntar a papelada e as chances eram bem razoáveis. Vários brasileiros emigraram para as terras do Norte sem ao menos conhecer o país, chegaram lá documentadas. Esse é o caso do casal Dimitri e Fabiana do canal do Youtube "Canadá Diário". Outras pessoas foram estudar inglês, usufruíram de uma antiga lei que dava visto de trabalho a estudantes de inglês, trabalharam e conseguiram emigrar oficialmente através do "Work Experience Class", um programa canadense de imigração muito popular. Infelizmente isso não é mais possível, agora somente estudantes de college que estudem em instituições públicas canadenses (que são pagas e caras) possuem direito a visto de trabalho, assim como seus cônjuges. O processo federal pelo qual Dimitri e Fabiana emigraram foi completamente reformulado, ficou mais ágil porém mais exigente. Se o cara não cursou uma universidade top, não tem nível avançado de inglês, bastante experiência na área, nem é jovem as chances de emigrar pelo processo federal (Express Entry) são bastante irrisórias. Se você é como eu, um profissional meia boca formado por uma Uniesquina e que não sabe usar o Present Perfect, amigo, esqueça, será praticamente impossível você emigrar. Existem 1001 processos imigratórios provinciais, mas basicamente é tudo a mesma coisa.

Logo, concluo que emigrar para o Canadá é sim fácil pra quem é altamente educado, possui muita experiência e sua área é informática, engenharia ou medicina. Do contrário, esquece, o Canadá é pouco receptivo a você. Isso porque nem levantamos a questão dos investidores e profissionais de baixa qualificação, aí mermão, as chances são praticamente nulas. Antes o Canadá tinha um programa de startups para investidores estrangeiros cujo investimento era na casa dos CAD 200 mil, parece que não existe mais. Desconheço qualquer outra forma de imigração por investimento. Além disso o governo canadense é extremamente arisco no que diz respeito ao trabalho ilegal. Foi pra lá com visto de turista, ficou fora de status, arrumou um trampo de entregar pizza, polícia te parou. Cara, você está completamente fodido, todas suas chances de permanecer no país foram por água a baixo. Digamos que você tem status de estudante e descola um bico pra ajudar a pagar o tuition do college, cara, você também terá problemas porque é preciso provar de onde a grana vem, se você está trabalhando ilegal, eles podem até aceitar a grana mas no futuro você terá problemas pra se legalizar. E aqui fica o gancho para o próximo mito.

MITO NÚMERO 2: É LOUCURA FICAR ILEGAL NOS ESTADOS UNIDOS

Grande parte dos imigrantes que moram nos EUA são os chamados "ilegais", dentro desses é preciso separar dois grupos: aqueles que entraram pelo México e que realmente estão "meio fodidos" caso não morem na Califórnia e os "fora de status" que são aqueles que entraram com visto, seja de estudante ou de turista ou outro qualquer mas ficaram além da expiração de seus prazos de saída do país. Outros não estão fora de status, são turistas dentro da permanência legal ou estudantes, mas trabalham sem visto de trabalho. Vamos por partes.

O pessoal que pulou a fronteira é considerado fora da lei por burlar a legislação americana e literalmente invadir o país. Esses normalmente possuem pouco ou nenhum direito, digo normalmente porque na Califórnia, o estado camarada dos imigrantes, eles podem tirar carteira de motorista, abrir conta em banco e no passado até fazer hipotecas de casas. Milhares dessas pessoas estão nesse exato momento limpando privadas, entregando pizzas, abrindo valetas em obras, limpando casas... Eles ajudam a mover a economia americana, muitos estão ricos, muitos ganham mais dinheiro que o americano médio. Acontece que se eles forem parados pela policia por qualquer motivos, as chances de deportação são gigantescas, mesmo que estiverem trabalhando de boa sem causar problemas, afinal, em última instância eles são criminosos.

O segundo grupo são aquelas pessoas que entraram pela porta da frente, ou seja, pelo aeroporto, com algum tipo de visto. Essas pessoas foram aceitas nos EUA e não cometeram crime algum. Estudantes no geral não podem trabalhar legalmente no país (existem exceções mas são raras e difíceis de acontecer), turistas menos ainda. Porém assim como os puladores de fronteiras, existem milhares de turistas e estudantes trabalhando nos EUA. Eles costumam fazer o serviço pesado e ganham muito bem por isso. Aqui entra o mito. A verdade (por fontes americanas) é que é raridade uma dessas pessoas ser deportada por estar trabalhando. A polícia comum não tem comunicação com a polícia de imigração, e a realidade real bem realista é que americano precisa dos imigrantes sem papel por diversos motivos, entre eles:

  • O americano médio é preguiçoso e se recusa a pegar no pesado mesmo se for pra ganhar mais, logo a latinaiada, brasileiraida, chinesada chega lá encarando qualquer trabalho. Se esse povo todo for embora, não vai ter quem abra buraco em obra, entregue pizza nem limpe casa
  • Imigrantes recebem "Under the table", ou seja, por fora, sem declaração. Ou você acha que americano gosta de pagar imposto?
A polícia faz vista grossa pros imigrantes trabalhadores e que não arrumam confusão. Em diversos estados existem verdadeiras cidades de imigrantes que, caso eles quisessem deportar, teriam que fretar navios pra isso. É o caso de Newark em New Jersey cuja população é praticamente toda de brasileiros e portugueses e também de Boston onde é praticamente uma "Nova Governador Valadares" tamanha a quantidade da mineirada dessa cidade por lá. Você realmente acredita que o governo americano não sabe disso?

O governo também oferece privilégios para essa galera sem papel: é possível tirar uma espécie de CPF americano (Tax ID Number) pelo qual o cara pode pagar imposto de renda. Veja, o governo combate tanto os imigrantes que dá a eles o direito de pagar impostos o que pode contribuir positivamente para um futuro processo imigratório. Além disso com esse tax ID number é possível abrir uma empresa totalmente legal no país, oferecer serviços para outras pessoas jurídicas, emitir nota fiscal. Mais uma vez, você acha que o governo americano não sabe dessa "brecha"? Em grande parte dos estados o imigrante pode tirar driver licence (carteira de habilitação) que é o documento mais importante por lá, é usado pra tudo desde dirigir até comprar bebida alcoólica embarcar em vôos domésticos. Isso mesmo, o imigrante fora de status pode viajar de avião dentro dos EUA sem o menor problema. Qual a chance do TSA (polícia dos aeroportos americanos) não saber o real status imigratório de uma pessoa? Não se esqueçam que estamos falando de EUA, o país mais xereta do mundo. 

O tão mal falado sistema de saúde americano é outra falácia, muita gente se fode de verde e amarelo (ou seria de vermelho e azul?) com medical bills gigantes porque são relaxadas a ponto de não pagarem plano de saúde, mesmo tendo condições. Lá o governo não é mamãe e papai que toma conta de você, a parada é outra: você ganha dinheiro, logo você paga por tudo. Muito simples! Se você for um imigrante, fora de status, pobre e sem condições de pagar um seguro saúde, mesmo assim você não está totalmente desprotegido. O estado de Massachusetts tem um sistema de saúde pública muito bom e praticamente de graça e mesmo nêgo que pulou a cerca e entrou pelo México pode aplicar (e deixam os cidadães do estado putos da vida de sustentarem pessoas que muitas vezes ganham mais que eles mesmo, o que vamos e venhamos está errado)

Então concluo que se o governo federal aceita os impostos do imigrante sem documento, a polícia não os prende pelo simples fato de estar trabalhando e tocando a vida, a população precisa dessas pessoas, logo o mito de que viver fora de status nos EUA é uma furada está parcialmente quebrado.

Parcialmente porque claro, nem tudo são flores, embora o governo americano seja brother e feche os olhos pra você que se apaixonou tanto por Orlando que foi visitar o Mickey, nunca mais voltou e hoje entrega pizza de madrugada com seu Corolla 99 de mil dólares, você enfrentará vários problemas entre eles:
  • Ao menos que você tenha um visto de estudante válido você não poderá deixar o país e retornar em seguida, você levará uma vida muito boa mas será um "prisioneiro" dentro dos EUA. Se deixar o país, bye bye EUA, serão ao menos 10 anos sem ao menos ter o direito de tentar o visto novamente. Esse no meu mode de ver é o grande (e talvez o único) problema de ser fora de status nos EUA. Imagine se um familiar morre e você simplesmente não pode dar adeus ou apoiar a família mesmo tendo dinheiro pra isso?
  • Você terá problemas pra quase tudo (o que não quer dizer que não conseguirá resolve-los com grana): pagará mais caro por aluguel (principalmente depósitos caução), mais caro por planos de celular, muito mais caro por financiamento de carros ("absurdos" 10% ao ano nas lojas de usados que vendem pra quem não tem papel), dificilmente conseguirá hipotecar uma casa. Agora entra o lance da inteligência financeira, se você é inteligente, nada disso será problema porque você simplesmente não faz dívidas, paga tudo a vista.
Esse lance de ser "cidadão de segunda classe" e sofrer preconceito é muito relativo. Após conversar com muitos brasileiros e latinos que moram nos EUA concluí que isso é 100% algo da cabeça da pessoa assim como acho que preconceito contra gays, negros e nordestinos também vem da pessoa (tenho uma cara de cearense inconfundível e não dou a mínima para "preconceitos"). É algo 8 ou 80, ou a galera é cuca fresca e tira de letra possíveis situações embaraçosas ou são 100% neuróticas e veem preconceito em tudo.

MITO NÚMERO 3: É MUITO DIFÍCIL EMIGRAR LEGALMENTE PARA OS EUA

No mito 2 falamos da galera que vai para os EUA com o único objetivo de trabalhar e ser feliz sem depender muito da legalidade. Aqui vou falar do outro lado, daqueles que querem ir legalmente para os EUA. O mito é que imigrar legalmente para os EUA é dificílimo. É verdade?

Sim e não, sim porque os programas de imigração americanos são muito complexos, exigem altas somas financeiras, advogados e acima de tudo muita paciência. Não porque apesar de complexos, eles são acessíveis a um monte de gente.

É possível ir legalmente através de investimentos menores que USD 100 mil se você for cidadão de um país que tenha acordo comercial com os EUA (visto E2). O Brasil não está na lista mas Itália, Espanha, Japão entre outros estão o que abre uma porta para aqueles brasileiros com dupla cidadania. Se você for brasileiro vira latas como eu, sem ascendência européia direta, mesmo assim é possível emigrar com um investimento relativamente baixo (na casa dos USD 100 mil) através do visto L, tudo bem que é algo bem complexo, é preciso manter uma empresa no Brasil, provar 1001 exigências... Pode não ser viável (como concluí não ser pra mim) mas possível é. 

Se você tiver bala na agulha e não tiver dó de "emprestar" USD 500 mil ao governo americano (sem receber praticamente nada em troca do ponto de vista financeiro), você e sua família terão um tapete vermelho e green cards esperando no aeroporto americano mais próximo da sua casa, as simple as this.

Se você pulou a cerca, fez alguma cagada, foi deportado mas casar com um cidadão americano. Mermão, mesmo após fazer uma bosta atrás da outra você terá direito de morar nos EUA. Se você estiver fora de status e casar com americano, seu status é ajustado e a primeira coisa que você recebe na sua casa dias após o casamento será sua permissão de trabalho, podendo trabalhar no Mc Donalds mais próximo a 8 dólares a hora sem o menor problema.

Os EUA são uma mãe para os imigrantes, essa é a verdade!


MITO NÚMERO 4: AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA SÃO MOLEZA PRA EMIGRAR

Esse não chega a ser um mito dependendo do ponto de vista. Na minha opinião o buraco é mais em baixo. Austrália e Nova Zelândia possuem diversos programas de imigração, grande parte deles sendo bem acessíveis, eu diria que eles estão hoje como o Canadá de 5 anos atrás, não é preciso ser um crânio pra imigrar legalmente pra lá. Mas... como tudo que é fácil, tem um lado ruim e na minha opinião esse lado ruim é bem ruim por diversos motivos, entre eles:
  • O idioma da Austrália não é inglês, aquilo é "autralianês", puta que pariu como é diferente, seja em relação a sotaque fortíssimo ou em relação a vocabulário. Todos os americanos que conheço dizem sentir extrema dificuldade pra conversar com Australianos, o mesmo para os Kiwi (pessoal da NZ). Como crescemos com a influência do inglês norte americano, e pouco do inglês britânico, entender e aprender o inglês da Oceania é um desafio. Isso pode ou não ser um problema.
  • Distância. Em 8 horas e mil reais é possível chegar de Miami em São Paulo. Experimente fazer Sydney ou Wellington - São Paulo... 5 conto de passagem e uma viagem possivelmente fatal para aqueles que voam de classe econômica. Isso faz muita diferença. Visitar o Brasil, a família e amigos, é algo muito fora da realidade de quem mora do outro lado do mundo. Tenho 3 amigos morando naquelas bandas, todos se mudaram no início dos anos 2000, somente um visitou o Brasil em uma única ocasião nesses 15 anos. Lembre-se do exemplo da morte do familiar. O cara que mora na Florida pode chegar no Brasil rapidamente, e o cara que mora na NZ?
  • Fuso horário. Muita gente pode argumentar que com Whatsapp, Skype e Facebook não existe razão pra se preocupar com a distância. Porém, é dificílimo manter contato ao vivo mesmo por mídias sociais com o pessoal que mora na Oceania. O fuso horário complica demais, o cara que mora em Adelaide vai almoçar e socializar pelo Facebook as 14h, o que são 2 da manhã por aqui... É osso...
Então se por um lado emigrar pra Oceania é menos complexo do ponto de vista burocrático, há outros fatores importantes que devem ser considerados.


Bom, o texto ficou longo, espero que tenha sido de utilidade para aqueles que assim como eu possuem ideia de mudar de país. 

domingo, 11 de outubro de 2015

Desacelerando

Primeiramente gostaria de agradecer as palavras de incentivo que vários leitores deixaram nos comentários do meu último post, onde relatei os dias difíceis que tenho passado. É por essas e outras que ainda mantenho esse espaço. Mesmo com meia dúzia de haters imbecis, a esmagadora maioria dos meus leitores são pessoas do bem, que estão aqui pra agregar, não pra destruir.

Pois bem, as coisas pioraram ainda mais desde a última postagem, outros problemas surgiram o que afetou ainda mais minha saúde incluindo uma passadinha rápida no hospital pra tomar algumas injeções e comprimidos pra fazer minha pressão sair da casa dos 20 e também para levar um esporro do médico bicho-grilo tatuado e de sotaque estranho mais novo que eu que disse literalmente: "ou você desacelera ou será mais um no ranking dos homens de 30 anos que morrem por stress". Sério, fiquei assustado, não só pelas palavras e esporro muito bem colocado do médico mas também com a cara de desespero (misturado com ódio) da Bia que estava comigo. Percebi que tudo o que estou fazendo está errado, não me dará futuro.

O fato é que eu TENHO que desacelerar. Não há outra alternativa, todos os meus planos não serão concretizados se eu continuar nesse ritmo de stress simplesmente porque possivelmente não estarei aqui ou estarei com uma saúde podre pra usufruir. Preciso dar um jeito na minha vida, não quero isso mais pra mim. Bia e eu tivemos uma conversa muito séria e chegamos a conclusão que mais uma vez (que ódio eu tenho de errar a mesma coisa novamente) planejamos nossa vida de maneira muito audaciosa e detalhada ao mesmo tempo que não somos audaciosos e sabemos que não temos controle sobre os detalhes. Puta que pariu, como é frustrante se dar conta de algo tão simples!!!

A grande merda é que uma vez que se começa a ganhar dinheiro e descobre-se maneiras de multiplicar esse dinheiro mesmo tendo que enfrentar problemas. Num primeiro momento pensa-se que os problemas serão driblados com facilidade, que é tudo por um curto prazo e bla bla bla. Porém, a realidade é que temos uma aversão muito forte ao risco ao mesmo tempo que temos uma extrema dificuldade em lidar com ineficiência, burocracia e tempo perdido. Empreender é uma atividade de altíssimo risco aqui no Brasil, ainda mais com toda essa ineficiência estatal, o alto risco legal e a crise que estamos iniciando. O objetivo principal de multiplicar as lojas sempre foi ter mais dinheiro para colocar nosso plano de emigração em prática. Sem entrar no mérito de qual plano imigratório seria o mais apropriado o fato é que qualquer um deles esbarra num "pequeno" detalhe: a cotação do dólar. Com o dólar subindo ou ao menos instável, sem perspectiva de melhora no médio prazo nossos planos de emigração se tornaram inviáveis pois todos eles partiam do princípio da utilização de renda passiva proveniente do Brasil o que nos dia de hoje quer dizer menos dólar por real e mais risco a cada dia que passa. Ter renda passiva viável e segura no Brasil é algo, vamos ser francos, bem difícil. Então todo o esforço que eu vinha fazendo para manter as lojas de repente se torna inviável pois o objetivo principal se tornou inviável.

Concluímos que é hora de suspender nosso plano de emigração. Não desistimos, mas suspendemos. Suspendendo esse objetivo fica mais fácil de agir e é isso que já comecei a fazer. Vendi parte do meu estoque em excesso a um colega, logo minhas lojas agora estão praticamente com o estoque para o dia a dia. Fiz um remanejamento dos funcionários, vendi alguns itens de mobília, negociei recebíveis. As lojas estão oficialmente a venda, por um preço justo porque quero vender rápido. Não calculei quanto deixei de ganhar com toda essa operação, mas tenho certeza que não perderei dinheiro e ainda sairei com um bom lucro levando em consideração a carga de trabalho que tive no último ano. Infelizmente esse não é o melhor momento pra vender as lojas, mas foda-se, eu preciso fazer isso, caso contrário não terei saúde pra continuar. Empreender é gostoso somente quando você vê o dinheiro engordando a conta bancária, mas de resto é um exercício de frustração diária. Embora eu saiba fazer muito bem, não é algo pra mim.

E depois, o que farei? Não sei! Pode ser que eu me mande para os EUA com visto de estudante e faça como milhares: arrume um sub-emprego e vá ficando até "quando der"; pode ser que eu fique por aqui, compre um imóvel pequeno porém bem localizado, arrume um trampo na minha área de formação e leve uma vida classe média baixa; pode ser que eu me mande pro nordeste, para uma capital onde o preço dos imóveis é a metade de Sampa; pode ser que eu use toda a grana pra comprar paçoquinha... Sei lá, depois eu penso nisso, por pensar muito e planejar muito é que cheguei a esse ponto de esgotamento físico e mental. Só tenho uma certeza: quero levar uma vida mais simples a cada dia, quero minimalizar tudo o que for possível, quero curtir mais o presente e tocar o foda-se com o futuro. Do jeito que estou, não vou ficar.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Resumo - Setembro/2015

A crise finalmente me atingiu, percebi nitidamente que esse mês foi mais complicado de se trabalhar. O faturamento das lojas no geral se manteve, mas graças a loja 3 que está em ascensão, ou seja, o faturamento caiu nas outras 2 lojas. Percebo que está mais difícil de fechar vendas, as pessoas estão mais cautelosas em relação ao que comprar. Prevejo um futuro de mais trabalho e menor retorno. Isso é extremamente frustrante pois até então o otimismo me segurava, agora não segura mais.

Estou trabalhando feito um retardado, as vezes até 18 horas por dia, sem folgas. O objetivo de ganhar o máximo de dinheiro possível no menor prazo possível está me deixando louco e já tenho dúvidas se estou fazendo a coisa certa. Como disse no último post, ando muito desconfiado com o futuro dos investimentos no Brasil, ao mesmo tempo que a alta do dólar está fodendo com meus planos de emigração. Sinceramente não sei ao certo o que fazer daqui pra frente. Ando muito estressado nem tanto pela situação do trabalho e das lojas porém mais com a situação do Brasil. Sinto certa inveja de quem é ignorante e simplesmente leva sua vida de maneira tranquila, de casa pro trabalho, do trabalho pra casa, novela, futebol... Me pergunto diariamente se essa ânsia por crescimento intelectual/financeiro/social é algo saudável. Os pensamentos minimalistas dos quais sempre falo estão cada vez mais martelando na minha cabeça, as vezes sinto vontade de largar tudo e levar uma vida extremamente simples em algum lugar. Pra completar Bia insiste todos os dias que "devemos simplificar", que nossa vida é complicada demais, que devemos viver mais o hoje e deixar o amanhã pra amanhã, que "não deixe nada pra semana que vem porque semana que vem pode nem chegar". Começo a dar mais ouvidos a ela, não sei se essa vida de muito trabalho/dinheiro é realmente o melhor caminho.

Minha saúde está uma bosta, engordei 5kg nos últimos 2 meses, a pressão arterial está subindo (como aconteceu a 5 anos atrás), não estou dormindo direito. Graças a Deus, Alá e Maomé a parte sexual "ainda" não foi atingida, rsrs! Que merda, estou repetindo meus erros do passado e sou tão idiota que estou percebendo isso sem fazer nada pra mudar...

Como talvez vocês tenham percebido minha cabeça está um turbilhão, estou completamente confuso em relação ao futuro, ao que fazer, etc. Peço desculpas pela ausência no blog dos amigos, mas isso infelizmente vai continuar durante algum tempo. Bom outubro a todos!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

É Seguro Investir no Brasil?

A pergunta-título desse post vem martelando na minha cabeça nos últimos tempos. Estamos passando por um momento tão tenso, cheio de possibilidades bizarras que podem nos foder a qualquer momento que estou seriamente preocupado com isso.

O governo está com fome de dinheiro, está levantando as mais horripilantes propostas pra elevar a arrecadação: CPMF, aumento de IPI, aumento de impostos sobre grandes riquezas, cortes em programas sociais/cabrestos populares como o Minha Casa Minha Vida e Farmácia Popular, etc. Quem garante que não taxarão proventos de FIIs, LCI e LCA (esses estão bem próximos de serem taxados), quem garante que não confiscarão poupança como nosso querido Collor fez... Algum de vocês consegue afirmar categoricamente que esses investimentos estão a salvo da mão de bosta do governo? Acredito que ninguém em sã consciência afirmará uma coisa dessas...

E aqui surge mais um obstáculo: vale a pena continuar investindo num plano de independência financeira num cenário onde além de insegurança econômica também temos insegurança tributária. Quem garante que seu magnífico plano de independência financeira continuará funcionando no futuro? Veja meu caso, que abri mão da IF em troca de emigrar, se manter a grana no Brasil corro o risco de sofrer com a caneta pesada do governo, se mandar para o exterior estarei mandando uma merreca devido a alta do dólar. O que devo fazer? Estou me perguntando isso a todos os minutos!

As vezes paro pra pensar que estou trabalhando duro a troco de nada, pois meu plano de emigração está cada vez mais distante devido ao enfraquecimento da nossa moeda, ao mesmo tempo que se eu ficasse no Brasil, minha grana não teria um destino sólido muito menos em algo que gerasse renda passiva interessante. Não tenho medo do mercado mas sim do governo, ele como sempre está tirando minhas opções. O que fazer com a grana? Comprar tudo em imóvel e loca-los para ao menos bancar as despesas? Essa é uma possibilidade que está passando na minha cabeça, aliás, vender tudo e enfiar em imóveis me parece a coisa mais sensata a fazer nesse momento. É óbvio que sei que imóveis não são sempre bons negócios, aliás, dificilmente imóveis são bons negócios, mas em virtude da insegurança que estou sentido, passo a dar valor aos ensinamentos dos mais velhos que sempre dizem: "terra é sempre terra, tijolo não derrete na chuva nem no sol". Sou obrigado a concordar...

Sinceramente não sei o que fazer, só sei que nunca senti tanta insegurança para mexer as peças do jogo da vida como no atual momento. Me sinto perdido. E você o que pensa sobre esse assunto?

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O Corey tá Quebrado!

O título dessa postagem tem a ver com dezenas de comentários que tenho recebi nos últimos dias, mais precisamente desde o post onde comento sobre meu carro novo (O carro de R$ 12 mil). Muita gente veio comentar que: "Corey, você está quebrado e está com vergonha de falar", "Corey, você vive falando que devemos ter coisas de qualidade e agora compra um carro velho... você tá quebrado". "Ahahaha! O dia chegou, o Corey quebrou", "Corey vai voltar a morar na favela porque ele tá quebrado..". E por aí vai... Claro que não liberei todos os comentários afinal grande parte deles era só pra trollar mesmo.

Não fiquei bravo, chateado ou coisa assim em relação a esses comentários. Na verdade eu fiquei preocupado. O que de princípio parecia uma brincadeira de mal gosto logo transformou-se em preocupação. Será que as pessoas realmente pensam que o patrimônio/riqueza tem a ver com o carro que o cidadão tem? Será mesmo? Espero que não... Muito me preocupa que uma grande parcela das pessoas possam ter esse pensamento: anda de BMW 2015 é rico, anda de Uno 1994 é pobre. Se as pessoas que acompanham os blogs de finanças pensam isso, acho que deveríamos todos encerrarmos nossos site porque tudo o que discutimos nesses quase 4 anos de blogosfera foi completamente inútil.

Vejam meu caso: em 2006, no auge do meu endividamento eu tinha 3 carros: um popular, um hatch médio e um sedã médio. Todos novos, com no máximo 2 anos de uso. Eu era rico? Não sei, respondam vocês mesmos baseados nas próximas linhas. Os 3 carros foram financiados sem entrada em 72x. Nosso apartamento, recém comprado, fora pago com R$ 30 mil de entrada (dinheiro emprestado) e o resto financiado. A loja que eu tinha na época estava sem estoque, com 3 contas bancárias no vermelho, eu devia mais da metade das prestações ao antigo proprietário. Eu era rico? Com certeza absoluta eu era, pelo menos nos olhos míopes da população que pensa que carro novo é sinônimo de riqueza e estar bem de vida. Veja minha situação hoje: tenho 3 lojas, todas quitadas, estocadas, com capital de giro na conta bancária, gerando 7 a 8 vezes a renda que preciso pra viver. Caso eu as vendesse hoje e colocasse a grana na poupança, os juros mensais seriam mais que o suficiente para manter meu padrão de vida. Isso sem contar minha carteira de FIIs e o apartamento (quitado) alugado que me geram uma renda passiva interessante. Hoje em dia sou pobre porque apesar desse patrimônio eu ando de carro 1996.

Outra coisa interessante. O lance da qualidade dos produtos, coisa que sempre bato na tecla por aqui. Ao comprar um carro 1996 eu segui essa minha regra (de comprar produtos de qualidade). Meu carro tem mais itens de segurança e conforto que grande parte dos carros que saem das fábricas hoje em dia. Meu carro tem robustez mecânica superior a média (tanto é que está em grande forma, mesmo com quase 300 mil km rodados), é confortável e principalmente: atende as minhas necessidades. Sou casado, não preciso de um carro "abre pernas" (não vejo absolutamente nada de errado em ter um carro que chame atenção das mulheres, cada um luta com a arma que tem, devemos usar as regras do jogo ao nosso favor, como diria meu amigo Rover), faço deslocamentos curtos em meio a trânsito maldito. Meu carro de 12 mil dá de 1000 a 0 em qualquer carro novo que custa abaixo de 50 paus. Produto bom não é necessariamente o mais caro, e vice versa. Ser frugal é isso: comprar aquilo que te atende por um preço justo, sem exageros. 

Update sobre o carro. Conforme pedidos, vou procurar descrever minha experiência de ter um carro barato. Bem, o carro está ótimo, fiz uma viagem de 1200km recentemente e foi tudo tranquilo, o que me espanta é como o nível dos carros nacionais decaíram nos últimos anos. 20 anos atrás os carros eram mais bonitos e tinham mais qualidade, sem contar que tinham as mesmas configurações dos seus irmãos gringos, não essa coisa depenada que vemos aqui (compare o Civic 2015 americano e o brasileiro nas mesmas versões e você entenderá). O consumo dele é algo impressionantemente baixo se você analisar no peso e tamanho do motor, acho que é devido ao fato de ser um monocombustível puro e não flex. A sensação de segurança é ótima, nem vendedor de farol vem me oferecer produtos porque devem imaginar que sou um quebrado, passo desapercebido em qualquer lugar e isso é muito legal.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Como Lido com Funcionários

A ideia dessa postagem surgiu com o excelente artigo do meu amigo Mr Rover sobre como se portar como homem, entre outras importantes dicas ele mencionou as roupas que usa para trabalhar e como isso é importante para que ele seja respeitado como chefe:


Eu poderia ir trabalhar de camisa polo, jeans e sapatênis na minha empresa também. Eu posso mas eu não vou. Sabe por que? Porque se eu me vestir assim eu não vou mostrar seriedade para meus funcionários, vou mostrar que não sou um profissional sério o suficiente. Vou mostrar que estou no mesmo nível que eles lá dentro, na hierarquia da empresa. Eu sou o chefe, o proprietário, o cara que eles precisam levar a sério, seja por respeito ou por medo de perder o emprego. Eles precisam saber que eu sou o líder ali e que sou eu quem eles devem procurar para qualquer coisa. Seja uma conquista, uma dúvida, um pedido ou seja um pepino. Sou eu que pago o salário deles.

Ao ler isso percebi que faço o extremo oposto, ou seja, me visto exatamente como meus funcionários, uso uniforme e tento passar desapercebido junto aos clientes. Eu não quero ser visto como o chefe. E agora, quem está certo, Mr Rover ou eu? Eu respondo: ambos estamos certos, a única diferença é que temos abordagens diferentes na lida com os funcionários.


Dentro da minha realidade de trabalho, no meu ramo e dentro daquilo que acho certo, é importante que os funcionários me vejam como referência de trabalho. É importante que eu saiba fazer (e bem feito) todas as funções da loja, desde lavar banheiros até atendimento passando por entrada de mercadoria, etc. Eu sou a referência quando um funcionário tem dúvida de como executar certa ação, eu sei fazer absolutamente tudo lá dentro e quero que seja feito da minha maneira (nem tanto também, mas isso é assunto pra outro dia). Claro que isso não é possível em todos os ramos, claro que muitas vezes contratamos profissionais mais qualificados que nós para fazer determinado trabalho, esse é o motivo pelo qual se contrata contadores e advogados, mas no dia-a-dia da minha empresa (novamente, é a MINHA empresa, o MEU ramo) eu sei fazer absolutamente tudo.

Minha abordagem com funcionários é tentar ser o mais próximo possível deles, dessa maneira tento tornar o ambiente de trabalho o mais familiar possível. Tem dado certo, quase não temos desavenças entre colegas de trabalho, existe respeito na hierarquia, existe "por favor" e "obrigado". Na minha opinião o funcionário deve me identificar como aquele cara capaz de fazer tudo, de me identificar como "amigo", ou seja, que não tenha vergonha ou medo de vir conversar comigo seja sobre o último lançamento da Fiat ou para pedir um aumento ou troca de horário. Para isso procuro me parecer o máximo possível com eles e aí entra o lance de vestir uniforme (todos meus funcionários vestem o mesmo uniforme, independente do cargo), estar no "chão de fábrica" o maior tempo possível, almoçar minha marmita no refeitório junto com eles; dividir o refrigerante, café e pizza; falar palavrão, discutir assuntos banais, etc. Tenho plena convicção que isso jamais será totalmente natural, como comentei aqui, mas funciona muito bem para o objetivo de manter os funcionários ao meu lado. Eles me respeitam e não contrariam ordens pois sabem que se eu posso fazer alguma coisa, eles também podem.

Tenho convicção que sou um patrão legal, por ter poucos funcionários consigo ter uma relação personalizada com eles, coisa que numa empresa grande é impossível e daí vem boa parte das queixas que normalmente as pessoas fazem. Numa empresa pequena como minhas lojas, é possível que o funcionário tenha uma relação pessoal com o patrão, então tento usar isso a meu favor e também como maneira de segurar bons funcionários. Não vejo problemas em troca de folgas, em juntar banco de horas de maneira a garantir folgas emendadas, converso sobre a melhor época pra se tirar férias, etc. Procuro ser bacana dentro daquilo que está ao meu alcance, não dificulto a vida dos meus funcionários e isso se reflete em bom humor.

Outra coisa que faço é amarrar desempenho coletivo a renda variável, meus funcionários de vendas recebem suas comissões baseadas não só no desempenho individual, mas também através de métricas do desempenho não só da loja que trabalham, mas das outras lojas também. Dessa maneira eles trabalharam em equipe, um tomando conta do outro porque sabem que seus salários dependem do desempenho do colega. Dá certo.

Sou aquele patrão que dá ordens sem ser autoritário, peço as coisas, não mando. Quase sempre dá certo e se não está rolando o problema está com o funcionário que não tem perfil pra trabalhar comigo. Não consigo trabalhar com gente que só funciona na base do grito, esses eu dispenso logo. Não sou autoritário mas também não sou mole, se fazem cagadas, chamo atenção sem o menor pudor, não uso a técnica de "elogie em público e corrija privado", comigo não funciona assim. Se tenho que elogiar, faço na frente de todos, se tenho que comer o toco, também faço da mesma maneira. Isso inibe cagadas porque ninguém quer ser chamado atenção na frente dos outros. Sou um cara estourado, fico nervoso com facilidade mas no trabalho faço o possível para que isso jamais aconteça, é como eu disse, as vezes temos que ser pessoas diferentes da gente mesmo pra conseguir se sair melhor de determinada situação, como Mr Rover disse: use o sistema a seu favor.

Mr Rover tem uma abordagem diferente, ele ganha pela diferenciação de hierarquia, essa é uma abordagem mais comum e natural. Já tentei fazer isso no passado e até hoje de vez em quando uso dessa maneira quando percebo que minha abordagem de proximidade não está dando certo por algum motivo. Ele está certo, cada um sabe a maneira de lidar com seus funcionários, tem gente que simplesmente não te obedece se você não falar grosso com elas, outras só te obedecem se você der voltas e voltas pra pedir algo, outras só entendem se você for direto ao assunto. Lidar com gente é sem dúvida a pior parte do empreendedorismo. Não existe fórmula mágica, não existe receita pronta de como devemos lidar com nossos funcionários e essa é uma das razões pelas quais muita gente quebra a cara quando tenta empreender. Também não acredito em técnicas mirabolantes de "liderança", em jargões estúpidos como: "líder", "associado", "colaborador". Isso pode funcionar num ambiente engessado de grande corporação, mas nas "Lojas do Corey" definitivamente esse tipo de coisa só me faria parecer um babaca.

Resumindo: não existe fórmula perfeita pra lidar com funcionários. É preciso se adequar ao tipo de gente que você contrata e vice-versa. Não dá pra ter funcionários com perfil muito diferente do que a empresa busca. O ideal é não tratar todos de maneira igual, mas nem sempre isso é possível. Enfim, essa é mais uma coisa que só se aprende com o dia-a-dia.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

7 de Setembro, Patriotismo, Intervenção Militar

Ontem foi 7 de setembro e pela primeira vez desde que eu era moleque, assisti o desfile cívico de 7 de Setembro no Anhembi em São Paulo, sai de lá com um sentimento bom e um pouco de esperança no coração.

O motivo pelo qual me fez ir ao Anhembi é o fato de, como boa parte dos "meninos", gosto de carros militares, acho legal formações de soldados, uniformes, essas coisas... Motivo besta, mas no fim das contas foi uma experiência melhor que o imaginado. Fiquei contente em ver o helicóptero Águia da Polícia Militar dar rasantes sobre a arquibancada, em ver a disciplina e sincronia da banda da Polícia do Exército, de ver o belo uniforme das oficiais da Marinha, os tanques do Exército, os lindos cavalos das tropas... Tudo isso foi legal, mas o mais legal foi ver a quantidade de famílias presente no eventos, pais com seus filhos, explicando que aquelas pessoas desfilando ali na frente são as responsáveis pela defesa do país. Fiquei contente em participar do coro "Dilma, vai tomar...", fiquei contente também (e isso pode ser polêmico) em ouvir o coro de "Intervenção! Intervenção!". Não vi sequer uma manifestação em favor do governo, não vi bandeiras vermelhas nem coisas correlatas. Aquela parecia ser a festa da família brasileira, festa do trabalhador que num feriado ensina seus filhos um pouco como as coisas funcionam. A esmagadora maioria das pessoas ali presentes pareciam fazer parte da classe média, média baixa. Era o povão! E por incrível que pareça o povão estava organizado, não havia confusões e a unanimidade dizia estar descontente com o governo. Claro que ali estavam muitos apoiadores do governo, ao menos apoiaram nas urnas no ano passado, mas acredito que muitos estavam arrependidos.

Posso ser romântico, otimista e sonhador, mas ontem senti uma pontinha de esperança em relação ao nosso país. Por outro lado tenho certeza que se houver alguma melhora não estarei aqui pra ver. Isso não muda nada minha opinião sobre o povo brasileiro como todo, não muda nada em relação aos meus planos de deixar o país, porém ao ver os símbolos nacionais, as pessoas que trabalham em favor da defesa da ordem do país (talvez uma das poucas classes de funcionários públicos que realmente merecem seu salário), ao ver a força que temos, isso tudo fez despertar um pouco do patriotismo que tenho dentro de mim. Não aquele patriotismo idiota e nojento de pendurar bandeirinha do Brasil na janela do carro em tempos de Copa do Mundo, mas sim o patriotismo de saber que meu país é forte, tão forte que aguenta toda essa putaria que fazem com ele, esse mesmo patriotismo me deixa cada vez com mais raiva por saber que dificilmente algo de bom acontecerá no médio prazo.

Após ouvir os gritos de pedidos de Intervenção Militar mais uma vez me peguei pensando e repasso a seguinte pergunta para vocês (por favor, respondam nos comentários, me ajudem a chegar numa opinião sólida sobre o assunto):

Para o cidadão de bem, o pai de família, que trabalha, curte um churrasquinho no fim de semana, toma uma cerveja no bar com amigos de vez em quando, cujos filhos frequentam escola pública, cujo luxo é ir pra Santos no Réveillon. Para esse pacato cidadão, que não quer saber de bagunça, cuja maior encrenca que arruma é para discutir se seu time foi ou não roubado pelo juiz, para esse cara quão ruim seria uma intervenção militar no Brasil? Imaginamos o cenário dos anos 70 nos dias de hoje. É dentro desse cenário de progresso econômico, investimento do estado na infra estrutura e principalmente ordem pública  que quero que vocês respondam essa pergunta. O que o cidadão médio sofreria se houvesse uma intervenção militar?

Claro que sei de todo o lado podre, a corrupção dos milicos (corrupção essa que chegou com os Portugas em 1500), a censura (Será que censura é tão ruim assim? Será que censurar certas letras de funk não seria uma boa ideia)... Eu sei que ditaduras sejam elas quais forem são péssimas no longo prazo para a população, aliás sou libertário, acredito que quanto menor governo, melhor. Porém mesmo assim será que não chegamos num ponto onde é necessário um remédio amargo pra conseguir melhorar depois? Tenho a tendência de pensar que se pensando somente na segurança e ordem pública já se justifica uma intervenção militar. Mais uma vez eu repito (como já disse aqui no blog algumas vezes): as únicas pessoas que eu conheço que viveram a época da ditadura e que reclamam dela são comunistas. De resto, todo o resto elogia e sente saudades. Será que eles estão tão errados assim? Será que a gente, no auge dos 30 e poucos anos, temos lastro suficiente pra tratar sobre esse assunto? Será que a molecada que tanto critica o regime militar mas sequer nasceu durante essa época tem experiência pra criticar esse regime por ter lido a história deles em livros que são em sua maioria de tendência esquerdista?

Sei que esse é um tópico chato, cheio de perguntas, mas eu realmente gostaria de discutir isso de maneira civilizada, não tenho opinião formada sobre o assunto, tenho tendências e mais nada, estou aberto para opiniões divergentes.
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