segunda-feira, 2 de junho de 2014

Aprendendo com a Southwest Airlines

A Southwest airlines é uma das principais companhias aéreas dos Estados Unidos, foi possivelmente a empresa que espalhou o conceito de low-cost que hoje tanto falamos, em mais de 40 anos de operações eles revolucionaram muitos aspectos não só no mercado aeronáutico.

Lição nº1-  Inovação: Fundada nos anos 70, a Southwest inicialmente servia cidades no Texas, a revolução começou por aí, como as cidades eram relativamente próximas, as pessoas que precisavam se deslocar entre elas normalmente utilizavam carros ou trens, no começo da companhia, muitos voos saiam com poucos passageiros. A empresa conseguiu convencer os passageiros a utilizar seus serviços através de tarifas bem baixas em troco de um serviço simples, foi o começo da simplificação do transporte aéreo que até então era cheio de frescuras (vamos ser francos, aviões são máquinas fantásticas, mas não passam de um meio de transporte rápido porém desconfortável). Não sou praticante da inovação nos meus negócios, mas como veremos a seguir, a Southwest inovou mas também adotou outras práticas bem peculiares.

Lição nº2 -  Copie sem medo: A empresa não se fez de rogada no começo de suas atividades ao copiar descaradamente procedimentos utilizados em outra companhia, a PSA, como oferecer tarifas baixas, manuais de treinamento de tripulação, etc. Acredito que toda receita de sucesso deve ser copiada, se possível melhorada ou diferenciada e pronto, um modelo de negócio pode ser implementado, na minha opinião a inovação é para poucos e agindo racionalmente, é besteira tentar reinventar a roda, vejam o caso da Apple, tem produtos "revolucionários" mas sem inventar nenhum!

Lição nº3 -  Não entre em guerra de preço: Certa vez uma companhia concorrente decidiu oferecer vôos em determinado trecho por 13 dólares, a Southwest cobrava 26, logo os clientes começaram a sumir, o que fizeram? Diminuir as tarifas significaria entrar em guerra de preços e possivelmente quebraria a empresa no médio prazo, ao invés disso, passaram a oferecer garrafas de bebida como brinde aos passageiros que comprassem o bilhete pelo preço cheio. Cada garrafa custava menos que o valor da diferença da passagem e rapidamente os passageiros migraram novamente para a Southwest, a medida ainda serviu como marketing.

Lição nº4 -  Saiba virar uma situação ruim a seu favor: A Southwest mudou seu slogan e uma pequena empresa aérea a processou por usar um slogan similar ao seu, ao invés de brigarem na justiça os presidentes das duas empresas decidiram disputar o controle do slogan numa competição de braço de ferro, sim, isso mesmo que você leu! O perdedor permitiria que o ganhador usasse o slogan e ainda doaria uma quantia a instituições de caridade. O presidente da Southwest perdeu, doou o dinheiro para caridade e o presidente da outra empresa permitiu que ambos usassem o slogan. Mais dinheiro foi levantado para a caridade ao vender ingressos para a bizarra competição. Inteligência! Todos ganharam publicidade e ainda ajudaram quem precisava. Outra vez, logo no começo das atividades, foram obrigados a vender um de seus aviões para quitar dívidas, com um avião a menos, precisavam decolar mais rapidamente, inventaram procedimentos mais rápidos que diminuíram o tempo de espera do avião no finger de 40 para 10 minutos, padrão que até hoje é utilizado pela maioria das empresas.

Lição nº5 -  Economize muito dinheiro com padronização: A Southwest usa somente um tipo de avião, o Fusca dos céus, o Boeing 737, são aliás a maior operadora desse avião no mundo. Foram os primeiros a padronizar frota, com isso racionalizaram o treinamento dos pilotos, mecânicos, estoque de peças, ferramentas, kits de manutenção, etc. Essa ideia é válida para tudo na vida, sempre que você consegue padronizar alguma coisa, com certeza terá um ganho financeiro. Quer um exemplo idiota porém eficaz: uso somente um tipo de meias, as brancas compradas em pacotes no Wal Mart, quando uma fura, jogo-a fora mas conservo o outro pé, quando fura outra, junto as duas remanescentes e um novo par de meias ressurge das cinzas. Imagine o mesmo efeito com peças caríssimas de aviões...

Lição nº6 -  Não exagere na manutenção preventiva: Esse tópico pode ser um pouco temerário, mas na prática dá certo. A Southwest tem fama de usar seus aviões além do limite da vida útil, já foi inclusive multada por isso, ao mesmo tempo nunca teve um acidente fatal (houveram 2 mortes envolvidas com eles, mas nenhuma fruto de acidente) em mais de 40 anos de atividade, sendo que fazem mais de 3400 voos por dia e cada um de seus 600 Boeing 737 fazem em média 6 voos diários. Acredito que embora a obsolescência programada seja algo bem real, há casos que sempre dá pra esticar o uso de determinado produto. Aprendi ainda adolescente com um velho amigo taxista que sempre dá pra atrasar a troca do óleo do carro em 20% de quilômetros, desde meu primeiro carro faço isso, além de trocar o filtro de óleo somente em trocas de óleo alternadas, nunca tive problemas de motor! O mesmo serve para outras peças como fluido de freios e de radiador, já usei um carro tirado zero por 60.000km somente trocando óleo, fazendo alinhamento, balanceamento e rodízio (para conservar os pneus). Sei que isso é errado, portanto, não tente fazer isso em casa, ok crianças?!

Lição nº7 -  Cada centavo conta muito: A Southwest não serve refeições, somente snacks e bebidas não alcoólicas como água e refrigerantes, isso é compreensível já que a maioria dos seus voos são curtos e todos são domésticos (iniciarão voos para o Caribe e América do Sul em breve). Certa vez o diretor de marketing propôs trocar os saquinhos de amendoim (até então o único snack servido) por barras de chocolate Snickers, o presidente retrucou dizendo que o chocolate custaria 0,38 a mais que o amendoim, disse o número de passageiros servidos e mandou o marketeiro fazer as contas. No fim, o Snickers não foi aceito mas cada passageiro poderia pegar 2 saquinhos de amendoim. Sinceramente não sou defensor da economia a nível de centavos, estou numa fase onde valorizo mais qualidade que preço, mas é fato que para uma companhia que briga por preço, contar os centavos é muito importante. Por outro lado, combato com todas as forças o desperdício.

Lição nº8 -  O cliente sempre tem razão... só que não!!! A Southwest não puxa saco de cliente, ao contrário das outras companhias aéreas que nos anos 80 só faltavam oferecer sexo oral a seus clientes, eles nunca deram muita bola pra reclamações de passageiros, acreditam que são como o Mc Donalds, que não possui a melhor comida, mas quem vai até lá e se propõe a pagar aquele preço baixo, sabe o tipo de hamburger que receberá em troca, portanto não tem muito direito de exigência. Concordo totalmente, o que mais vejo são clientes querendo levar vantagem em cima de empresa, basta entrar no ReclameAqui e ver o nível de reclamações, já vi caso de um cidadão reclamando por não conseguir entrar num bar que já havia encerrado o expediente, vá pra merda!

Lição nº9 -  Valorização de funcionário é uma das chaves do sucesso: A Southwest já foi eleita várias vezes como a melhor empresa aérea para se trabalhar, possuem uma das menores rotatividades do setor, seus funcionários não são sindicalizados (possuem associação própria que os defende) e muitos possuem décadas de empresa, além disso são lembrados pela simpatia, alegria e por terem certa liberdade em suas funções. É normal ver comissários dando instruções de segurança em forma de rap, outros perguntado antes do embarque se os passageiros se alimentaram (fazendo piadas deles mesmos que não servem comida a bordo), outros organizam competições de karaoke durante os voos, pilotos fazem mágicas pra entreter os passageiros dentre outras bizarrices. No 9/11 um piloto pagou com seu próprio cartão de crédito as passagens de trens de alguns de seus passageiros que estavam loucos para reencontrar suas famílias mas não tinham dinheiro. É mais importante dar ouvidos aos funcionários que aos clientes e manter um ambiente agradável de trabalho é obrigatório para a saúde de qualquer empresa.

Lição nº10 -  Agressividade faz parte do capitalismo: Muitas técnicas capitalistas podem sofrer contestações éticas, porém fazem parte do jogo. Quando seu maior mercado ainda era o Texas, a Southwest usou de técnicas de lobby político para repelir a construção de um trem de alta velocidade que ligaria as cidades por ela servidas. A ferrovia não saiu do papel. Foram os primeiros a utilizar edge nas negociações de combustíveis, pegaram tanto o jeito da coisa que começaram a especular o que rendeu alguns processos na justiça. Tenho sérios problemas com esse tipo de técnica, sou careta demais para implementar coisas que corriqueiramente meus concorrentes fazem ou outros comerciantes fazem, esse é um dos motivos que me chateiam na vida de empreendedor. De maneira alguma critico que faz esse tipo de coisa, desde que não seja ilegal, acho válido e o jogo capitalista é dos mais espertos, mas infelizmente (ou não) não nasci pra jogar.

Gosto muito de ler sobre empresas de sucesso e tentar entender o porquê que se sobressaem da concorrência e chegam ao topo, podemos tirar muitas lições para nossas vidas pessoais ou profissionais, aprender com o acerto e principalmente o erro dos outros nos faz ganhar tempo e dinheiro.

Para saber mais sobre a Southwest consulte: http://en.wikipedia.org/wiki/Southwest_Airlines  e procure um excelente documentário do Discovery sobre ela (não achei o link).

34 comentários:

  1. Interessante como uma empresa bem administrada, mesmo no ramo aéreo pode ter sucesso!
    Aqui na terra de tupiniquins por exemplo, tenho gostado muito dos serviços prestados pela companhia aérea Azul, entretanto os seus vôos nem sempre estão baratos, o que me leva por vezes a ir para o concorrente.

    O que é esse edge praticado pelas empresas corey?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Insano!

      A Azul é excelente mesmo, tem um ótimo serviço, aviões confortáveis, tripulação gentil... a parte ruim é que grande parte dos voos saem de Campinas e nem sempre os preços são bons, mas se der pra escolher prefiro Azul e Avianca sobre Tam e Gol.

      Edge é qd uma empresa faz negociações no mercado futuro de combustível visando controlar melhor o preço que pagará no futuro pelo combustível.

      Abraço!

      Corey

      Excluir
  2. Muito bom o artigo, Parabéns ! Só discordo de que não se deve prolongar a vida útil do óleo lubrificante, pois com determinado tempo de uso o componente vai perdendo suas características.
    A prática de padronização de equipamentos é mais comum do que imaginamos, vide transportadoras, que ganham redução de preço e plano de manutenção. E os sucateiros que ganham vendendo peças usadas.
    Abraço, continue postando.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Então, aí que tá, sei que errado prolongar a vida útil do óleo mas na prática não dá problemas, o mesmo vale pra fluido de freio e radiador, acho que isso só passa a dar problemas em carros mais sofisticados, de qq forma sei que é errado.

      Abraço!

      Corey

      Excluir
    2. tambem fazia isso com moto passava uns 20% no caso da moto 1200km mAS comecei a fazer isso meio involuntariamente por sempre trocava de sabado acabava rodando um pouco mais de 1000 km

      Excluir
    3. Quando eu tinha moto trocava de óleo a cada 3000km e nunca tive problema (rodei 90.000km com uma 125 sem problema algum de motor), acho exagero trocar a cada 1000.

      Excluir
  3. Grande Corey,
    Não conhecia essa empresa aérea, mas pelo que comentou ai, já fiquei fascinado.
    São coisas muito simples e que demonstram que o grande diferencial na verdade é a inteligencia aplicada em áreas estratégicas, mas uma coisa que eu sempre digo e eles fazem é... Manutenção Preventiva...

    Faço isso na minha moto com um mecânico de confiança, visto que aqui na minha cidade a única concessionária da Yamaha fechou, porque o dono, com o perdão da palavra era um tremendo pau no cú. Gasto em torno de R$50,00 a mais a cada trimestre pra fazer a uma revisão completa com ele, mas já me rendeu duas belas escapadas de acidentes feias... Uma por conta de uma pastilha de freio com defeito de fabricação e outra por conta da corrente. Pode parecer besteira, mas são coisas que nem nos tocamos de lembrar no dia a dia que só iremos pensar nisso quando a merda grudar. Por conta disso eu sempre digo, fazer manutenção preventiva é essencial, igual a check ups no médico, ao menos uma vez por semestre ou por ano.

    Uta!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fala Estagiário!

      Eles devem ter uma manutenção preventiva boa pq usar os aviões além da vida útil sem acidentes só é possível com manutenções. Confesso que sou bem relaxado nesse aspecto, nesse carro novo encostei logo que peguei e mandei fazer tudo o que precisava, ficou zerado, mas daqui pra frente é só óleo, usarei mais uns 3 anos e passo pra frente, sou porcão com carro.

      Abração!

      Corey

      Excluir
  4. Muito bom o seu post.... engraçado ver o que uma empresa faz para se posicionar no mercado, de forma diferenciada. Muito bom!

    ResponderExcluir
  5. Fala Corey,

    Os americanos são muito bons mesmo, eu tiro o chapéu para eles.
    Só essa Companhia aérea tem 600 aviões. Acho que se somarmos toda a frota da TAM, GOL e Azul, não chega nisso.
    Os caras sabem fazer dinheiro e esse seu post mostrou bem isso, muito legal.

    Abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fala BBB!

      Os caras são muito foda e a agressividade comercial deles é algo assustador! A Gol tem 158, a Tam 165, Azul 138, impressionante, né? É muito avião pra uma empresa só, lembrando que lá tem uma paulada de empresas menores além das grandes como Delta e AA (647 aviões!!!)

      Isso pq nos EUA eles usam muito carro mesmo em viagens grandes e as passagens não são tão baratas quando comparamos com a Europa (paguei Barcelona - Madri 10 euros!!!).

      Abraço!

      Corey

      Excluir
  6. Corey, o artigo ficou bom, mas quero destacar que não é porque a SW fez que necessariamente uma coisa é boa. Acho que a grande sacada dela foi focar numa estratégia (low fare low cost) e mantê-la com rigor. Isso não significa que itens isolados são melhores ou piores. O Grande segredo é focar em um mercado específico que até então não existia e que, portanto, foi criado por ela. Existem inúmeros exemplos de empresas bem sucedidas em mercados criados por elas (Apple, Cirque Du Soleil, etc) e que não necessáriamente investiram na simplificação ou no baixo custo (ou com economia "exagerada").
    A questão do cliente sempre tem razão (só que não) é bem relativa, pois existem empresas bem sucedidas que tratam o cliente com maestria (vide Apple).
    Parabéns novamente pelo artigo.
    Abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá EI!

      Claro que não, nenhuma empresa é completamente certa, apenas fiz o texto usando um exemplo diferente da média. Sim, ela criou o mercado e isso é bem comum e inteligente.

      Desculpe mas acredito que Apple é um péssimo exemplo de respeito ao consumidor, eles estão mais para pastores de sua religião q outra coisa, podem ter produtos bons, mas criam uma legião de fanáticos e isso é sempre ruim, sem contar o desrespeito por impedir concorrência na manutenção, usar peças exclusivas parecidas com comuns (como os fones de ouvido), etc.

      Abraço!

      Corey

      Excluir
    2. Corey,

      Cada um tem uma opinião e respeito a sua com relação à Apple, mas eu tenho a impressão que você está confundindo respeito ao consumidor com estratégia empresarial. Por respeito ao consumidor eu considero que criar produtos de qualidade, facilitar a vida dos usuários (por criar facilidades de manuseio) e serviço de atendimento (vá a uma loja da Apple e você vai ver o que é bom atendimento).

      Já a questão de usar software e hardware proprietário, é parte da estratégia da empresa para preservar seu investimento em inovação. Isso é o mesmo que empresas farmacêuticas que não revelam suas fórmulas, fruto de milhões de dólares de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. O mesmo se aplica à Coca-Cola ou até mesmo à Ambev que não revelam suas fórmulas.

      BTW, esta história do plug do fone de ouvido é lenda.

      Abraços

      Excluir
    3. Com certeza essas são estratégias comerciais da Apple, mas na minha opinião certas coisas são sim falta de respeito, mas eles estão corretos, conseguiram formar uma legião de fanáticos que fazem de tudo por seus produtos e só isso já é motivo mais que suficiente pra coloca-los onde estão no mercado.

      Nunca tive produtos Apple por simplesmente não achar que valem o que custam (o mesmo serve para produtos concorrentes como os Galaxys fodões), mas conheço ao menos 3 pessoas que tiveram problema com fone de ouvido, inclusive um blogueiro tb teve (não me lembro quem).

      Vc deve ter um iphone, né? rsrs!

      Abraço!

      Corey

      Excluir
    4. Com certeza é fanboy da apple.. Eles são piores que o Steve Jobs. Pior que a apple é moh marca de moçoila.

      Sobre a SA, é estudo de caso bastante famoso em estratégia de liderança de custos.

      Excluir
    5. Fala Pobreta!

      Não sabia que a Southwest era usada como estudo de caso, sem querer reparei em algo que é usado como exemplo, legal...

      Eu até compraria um Apple se custasse um preço razoável, mas como não vejo necessidade de ter tablet nem mp3 player, estou satisfeito com windows e não pago mais de 500 conto num smartphone, não faz sentido pra mim...

      Abraço!

      Corey

      Excluir
    6. Hehe, ter eu não tenho, mas uso um iPhone que é cedido pela empresa que trabalho. Mas considero ele o melhor telefone do mundo não por ser Apple, mas por ser da marca genérica "de graça". Nunca fui muito fan dos produtos Apple, mas comecei a gostar desde que comecei a usar há 2 anos. Por outro lado sempre admirei a empresa, principalmente a fase que ela entrou de 2001 pra cá. Leia a estratégia do Oceano Azul que vai entender o que estou dizendo.
      Agora, vai por mim, esta história do plug do phone é lenda.
      Abraços

      Excluir
    7. Sabia, rsrs! Todo mundo que tem iphone diz isso, mas esse conceito de melhor telefone do muuuunnnnddooooo (meio propaganda da Hyundai, né?) é muito relativo, Bia tem um Galaxy fodão comprado usado de uma colega idiota que troca de celular como troca de roupa que tem 1001 funções a mais que o meu, mas dessas 1001 funções eu não usaria metade, então ele não seria melhor pra mim...

      Como já disse, é incontestável a competência da Apple mas uma empresa bem sucedida não é necessariamente a melhor tampouco a mais correta (procure os textos sobre o Starbucks aqui no meu blog e vc vai ver um outro exemplo disso que estou falando).

      Abraço!

      Corey

      Excluir
    8. Você não entendeu, para mim o melhor telefone do mundo é o da marca "DE GRAÇA". Não importa se é iPhone, Samsung, Motorola, Nokia pelado ... rs

      Excluir
    9. Entendo, tudo bem... mas que vc passou a imagem de fanboy, isso passou, rsrs! Criticar Apple e Volkswagen é pedir pra comprar briga, rsrs!

      Abraço!

      Corey

      Excluir
    10. já fui fan da Volkswagen, graças a meu pai, hoje só compro Honda, rs

      Excluir
    11. Não sou radical com marcas, mas VW só Fusca! Depois que VW virou carro de mano abandonei a marca...

      Excluir
  7. Sério Pobreta, estão se a empresa que você trabalha te der um iPhone você vai devolver ou jogar fora?

    ResponderExcluir
  8. O blogueiro que falou sobre a Apple fui eu. Eu tive problema no plug interno do fone de ouvido. Quando fui a assistência o técnico queria me cobrar 180 reais para trocá-lo. Ele disse também que o plug do fone da Apple é de um tamanho milimetricamente diferente dos convencionais, e que eu por usar um fone convencional danificou meu Ipod. E eu acredito que isso seja verdade sim pois, além de ser um técnico autorizado da Apple falando, a Apple tem mania de ter tudo diferente. Outro exemplo é o cabo de saída de vídeo do meu Ipod (é a mesma saída do fone de ouvido, mas é um conector com 4 terminais ou invés de 3):
    https://www.cinestec.com.br/ecommerce22/banco_de_imagens/F13163g.jpg

    Até aí tudo bem. O problema é que todo o mercado, quando vai utilizar este conector com 4 terminais, tem uma ordem certa entre o terra e as saídas. Mas claro, a Apple tem a sua própria ordem. Quase nada do restante do mercado é compatível com a Apple e quase nada da Apple é compatível com o restante do mercado.

    Concluindo, importei a entrada de fone de ouvido do exterior, abri o Ipod e troquei eu mesmo a peça. Gastei cerca de 45 reias (reais, não dólares), incluindo a peça, ferramentas e frete.

    Abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado AdP, não lembrava que tinha sido com vc, "coincidentemente" conheço pessoas com problemas similares ao seu. Respeito quem compra esses produtos e sem dúvida possuem qualidades mas pra minha percepção esse tipo de coisa é falta de respeito.

      Abraço!

      Corey

      Excluir
    2. AdP e Corey, parece que estou defendendo a Apple, mas o intuito aqui não é este, até porque não tenho nem ações dela, mas neste caso do plug eu acho que é lenda mesmo. A Apple vende mais iPhones que bebês nascem por dia e vocês acham que se fosse realmente fora do padrão este assunto não estaria exposto, teria muita gente reclamando e os próprios fabricantes de fones (BTW a Apple comprou a Beats estes dias). Eu uso fones Bose e conheço mais um monte de gente que tb usa fones de diferentes marcas (como Beats) e nunca ouvi falar de problemas deste tipo.

      Além disso, veja mais informações sobre os padrões de plugues, me parece que a Apple usa um padrão (TRRS) que também é adotado por outras empresas http://en.wikipedia.org/wiki/Phone_connector_(audio)

      Agora, outra coisa é falar do uso de tecnologias proprietárias, portanto que realmente é uma empresa que se "beneficia" desta estratégia, isso não tem como negar (vide exemplo do conector de dados "fora do padrão" que te obriga a comprar os da Apple, até alguém conseguir piratear com qualidade), mas como eu disse anteriormente, faz parte da estratégia da empresa e ela lucra bilhões com isso (ao se aproveitar desta vantagem competitiva que ela conseguiu obter) e se eu fosse sócio apoiaria. (se pensarmos nas práticas de venda casada ou de exigência de exclusividade praticada pela Ambev vamos ver que tudo faz parte do negócio e da estratégia).

      Abraços

      Excluir
  9. Como sempre seu post está ótimo.
    Uma das sacadas dessa empresa que eu admiro e faço também é valorizar funcionário.
    Tenho o motorista do caminhão que eu freto que é pau pra toda obra. Ele se torna um funcionário a mais nas minhas operações e sabe por que ele está cada vez melhor? Porque além do frete, eu pago pra ele mais do que o valor da diária de um peão carregador. E isso é uma ótima economia para ambos pq ele ganha mais do que se espera e eu economizo um funcionário de carteira assinada.
    Abracos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá SP!

      Tb faço coisa parecida, boa parte dos meus funcionários recebe um cascalho a mais pra poder quebrar o galho em outras funções, pago mesmo se não for preciso, além disso dou várias regalias e confortos que jamais vi em concorrentes.

      Abraço!

      Corey

      Excluir
  10. Excelente artigo Corey!
    A lição número 5 funciona perfeitamente no nosso mercado de Vending Machines. Sempre recomendamos usar uma mesma máquina, facilita muito o processo todo!!!

    A Southwest é um brilhante exemplo de como prosperar num mercado complicado. Quantas outras empresas de aviação ja faliram?

    Não lembro quem foi que falou, mas essa frase é emblemática.
    "É fácil ficar milionário na aviação. Basta ser um bilionário antes!"

    Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá VM!

      Aviação é muito ingrata, mas vejo que as empresas que prosperam o fazem de verdade, ano após ano e dificilmente quebram, já as que começam dando problema...

      Abraço!

      Corey

      Excluir
  11. Na verdade, essa luta constante por dinheiro e qualidade de vida é um erro. Temos muitos instintos adormecidos e esquecidos dentro de nós, amarrados por conta de nossa vida urbana e pacata. Isso produz homens efeminados e incapazes de lidar com frustrações de maneira racional. Por isso é vital que liberemos nossos instintos primitivos. Estou com um novo projeto para que isso ocorra. Viver na selva. Isso liberará todos os fluídos esquecidos pelo seu corpo e cérebro há milênios. Você será outra pessoa e e desenvolverá instintos animalescos capazes de superar qualquer problema.

    Pense, se você for capaz de viver na selva, sem ajuda nenhuma, tendo que matar ursos para sobreviver, fugir de lobos, matar leões, você será capaz de tudo. Já viu esses caras que vivem em florestas, matutos mesmo, já viu como são destemidos? A única coisa que os prejudica é que são ignorantes. No nosso caso, não vai ser assim porque somos urbanizados.

    Quando voltarmos de nossas temporadas na selva seremos rei nas cidades. Encararemos quaisquer desafios. Nós, no meio urbano desenvolvemos fobias e medos ridículos de quaisquer coisas, as quais no tempo do paleolítico, eram devidamente justificados por conta das situações extremas pelas quais passávamos.

    Então, cara, vivendo na selva, redirecionaremos esses instintos para as situações para as quais eles são naturalmente intrínsecos. Já tentou fazer uma fogueira no quintal da sua casa com um pedaço de galho seco e palha? Experimente e verá como é difícil. Eu demorei 14 horas tentando fazer isso esses dias.

    Muitas pessoas reclamam da vida, mas se esquecem de que o homem do paleolítico tinha muito mais dificuldades. A sobrevivência era de uma dificuldade extrema. Pessoas hoje se estressam por pouca coisa. Temos várias facilidades, muito comodismo e nos alimentamos muito mal. Nosso instintos ficam presos e são aplicados a coisas que não têm nada a ver com a real natureza deles.

    Eu já fiquei acampado em um matagal perto da minha casa por uma semana. Eu mesmo fiz uma cabana com folhas de palmeiras que achei por lá. Aprendi a fazer telhas com bambu e vedar tudo para que a água não entrasse. Consegui água da chuva que escorreu pelas telhas. Colhi goiaba de uma árvore que tinha aos arredores e consegui matar um passarinho. Foi foda. A fogueira consegui fazer depois de muito tempo. Demorou uns três dias, mas consegui. Defumei a carne para que ela durasse por um bom tempo.

    No lugar onde eu acampei não tinha muita coisa para caçar e comer. Mas estou planejando me isolar em uma ilha ou em uma mata fechada. Essa experiência que tive deu para ver como é o impacto de viver só, isolado no meio do nada. Mesmo a civilização estando a um quarteirão dali. A sensação é única. Noite ao relento, medo, tudo em estado de alerta. Definitivamente é uma experiência sem igual.

    Não vejo a hora de me isolar como um verdadeiro homem do paleolítico. Esse movimento de viver como o homem das cavernas está tomando conta do mundo. Vide séries de sucesso como Bear Grylls, Largados Pelados, Ed Stanford, Sobreviva Se Puder, Survivorman, Viver Para Contar, etc.

    Adquirindo e redirecionando instintos comuns ao Paleolítico, o homem se tornará muito mais homem. Eu só tenho medo de gostar tanto de viver como homem paleolítico e não voltar mais para a civilização. Deve ser muito bom viver ao relento, tendo que caçar para sobreviver, vivendo como se cada dia fosse o último.

    Terminei um curso de sobrevivência dado pelo exército e no final do ano já estarei partindo. Ainda não sei o destino corretamente. Mas será no na mata atlântica brasileira no Amazonas, Nova Zelândia, África ou em alguma ilha do pacífico. Vai ser demais. Sinceramente, tenho certeza de que não voltarei mais. Ainda mais se for em alguma ilha. Abraços.


    Hater do Caralho

    ResponderExcluir

Os comentários desse blog são moderados, ou seja, passam pelo meu controle antes de serem publicados. Esse é o motivo pelo qual seu comentário não aparecerá logo após você clicar em "Publicar", portanto não precisa postar 2 ou 3 vezes! Posso demorar, mas publicarei e responderei todos os comentários que não contenham trolagens, intrigas, propagandas e baixo nível.