sábado, 20 de dezembro de 2014

Independência Financeira e o Futuro da Carteira

Em agosto de 2013 após "sofrer" um ataque de haters e por não saber ao certo como lidar com esses, declarei o fim do Blog do Corey e noticiei que tinha atingido a independência financeira. Muitos me parabenizaram, outros ficaram putinhos e me esculacharam... Até hoje nêgo vem me encher o saco dizendo que é impossível atingir a IF com uma carteira pequena feito a minha, que não é possível obter os proventos que obtenho com tão pouco investido e mi mi mi... Acontece que naquela época eu contava com os proventos do meu negócio B, negócio esse paralelo onde eu era somente investidor e que me rendia gordos proventos. O investimento desse negócio jamais foi computado no valor da carteira por seguir as regras do ranking do Pobretão onde somente ativos financeiros poderiam ser somados para formar a carteira da IF.

Aquele momento foi precipitado por vários motivos. O primeiro é que a robustez desses proventos do negócio B se mostrou frágil poucos meses depois quando fui obrigado a me desfazer do negócio por não concordar com mudanças de regras. Segundo porque logo depois disso fiz a viagem que mudou minha vida e me mostrou que o Brasil não é o meu lugar. A partir desse momento o sonho da independência financeira se dissolveu e o sonho de uma vida com mais qualidade de vida num país com cultura e sociedade mais alinhados com o que quero pra minha vida ,mesmo que com mais trabalho, tomou seu lugar. Eu tinha saído da Matrix.

Desde então perdi totalmente o interesse em estudar sobre investimentos, alocações, balanceamento, proventos, análises, etc. O objetivo agora era fazer dinheiro de maneira a acelerar os planos de emigração, nesse cenário entra a loja nova comprada com o objetivo de ganho de capital numa revenda futura. Para a compra dessa loja utilizei o dinheiro recebido pela venda do negócio B, os aportes que seriam destinados a carteira de IF nos últimos meses além de sangrar a própria poupança da IF. O dinheiro não brotou do solo como sugeriram alguns "leitores assíduos apaixonados por este site mas que não dão o braço a torcer".

Então, resumindo o lance da IF: me precipitei ao anuncia-la a um ano e meio atrás e agora nem vejo mais sentido na ideia de parar de trabalhar com 30 e poucos anos e continuar morando no Brasil. Continuo não gostando de trabalhar (quem gosta?), mas agora consigo administrar isso se estiver associado a um objetivo maior lá na frente, que nesse caso é sair do Brasil. Estou trabalhando mais duro do que nunca, mas estou vendo resultados. Confesso que visto o sucesso que estou tendo na loja nova dá muita vontade de derreter o resto da carteira e entrar em mais um negócio. A perspectiva de rendimentos de 5 dígitos mensais é tentadora... Sobre o fim do blog, também foi precipitado e anunciado num momento de raiva, o blog me faz bem, conviver com pessoas tão diversas, com ideais de vida tão diferentes mas que ao mesmo tempo possuem coisas em comum comigo é muito gratificante. Já disse e vou repetir: não sinto saudade do Facebook, mas não consigo ficar sem o blog...

Agora sobre o futuro da careira da IF. Mesmo após sair do país, pretendo manter alguns investimentos por aqui devido a alta rentabilidade que nossa economia pode oferecer, entre eles estão meu apartamento alugado e os fundos imobiliários. De resto pretendo dissolver tudo e usa-los no exterior, então o futuro da minha antiga carteira da IF será somente os FIIs que já tenho e os que comprarei com os proventos dos mesmos quando não precisar mais deles (estou usando os proventos para pagar contas devido ao investimento na loja nova). Os aportes estão suspensos, mas quando voltarem serão alocados no exterior em princípio na minha conta americana. No futuro precisarei de dinheiro disponível para investir num possível negócio americano, portanto não posso comprometer capital em algo sem liquidez. Não manjo praticamente nada sobre investimentos no exterior, tenho uma longa estrada para percorrer.

O último "balanço público" do Blog do Corey será publicado em 1/1/15, após isso não mais publicarei números mas comentarei como estão indo as ideias. Isso me ajuda a organizar a cabeça! O blog está prestes a completar 3 anos e fico contente por ter vários por aqui desde o começo, espero continuar nessa comunidade interessante e inteligente por muito tempo, contribuindo no que posso e pegando dicas novas. Sei que as pessoas gostam quando escrevo sobre empreendedorismo porque essas informações são escassas na internet, aproveito para pedir sugestões de tópicos, pretendo fazer um "mês do empreendedor" em janeiro ou fevereiro, mas preciso de ideias. Abraço a todos!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Um Pedreiro Diferente

Durante a reforma da loja nova lidei com muitos prestadores de serviço, isso me dá calafrios, detesto lidar com essa galera que, via de regra, são incompetentes, irresponsáveis, porcos e muitas vezes criminosos. Tive diversos problemas, precisei por a mão na massa várias vezes, recorrer a tutoriais do Youtube para aprender entre outras coisas a instalar um ar condicionado, montar paredes de dry wall e instalar porcelanato. Felizmente no meio de um monte de merda as vezes é possível achar uma pepita de ouro.

Precisava de um pedreiro para fazer alguns servicinhos na sala comercial: quebrar uma parede, levantar outra, instalar encanamento, etc. Serviço simples, porém nada simples de achar alguém para faze-lo. Após tentar 3 caras que chamei de 3 mosqueteiros da vadiagem (um maconheiro, um alcoólatra e outro maconheiro E alcoólatra) conheci Jaime por indicação de um vizinho de loja. Segundo ele Jaime era um profissional ímpar: educado, limpo, competente, ágil porém careiro. Desconfiei da esmola excessiva, mas chamei o cidadão para uma "entrevista".

Ao telefone Jaime informou que só realiza estimativas após as 19 horas e que estava com a agenda lotada mas se o serviço fosse pouco poderia fazer em "horários alternativos" sem o menor problema e sem cobrar nada a mais pelo serviço. Disse que tudo bem e marcamos uma visita para as 20 horas do mesmo dia. No horário marcado uma Corsa Wagon 1999 impecavelmente conservada encostou na frente da loja e um senhor, de uns 60 anos se dirigiu a mim. Era Jaime. Rapidamente entrou, fez a estimativa de preço, falou que aquele valor poderia variar 10% para baixo e 20% para cima dependendo do nível de dificuldade encontrado durante o trabalho e que se eu quisesse poderia começar, pasmem, naquele momento e que se eu providenciasse o material até a manhã estaria pronto. Fiquei meio sem ação, jamais esperaria aquela atitude de um pedreiro!!! Concordei com o preço e imediatamente ele retirou suas ferramentas do carro e iniciou o trabalho, fez uma lista de materiais por escrito que logo providenciei.

Durante o trabalho notei extremo capricho e cuidado para não sujar ou quebrar o que não devia. Enquanto trabalhava Jaime foi falando um pouco do seu trabalho, como adoro essas histórias fui puxando papo também sobre sua vida. Ele disse que começou a trabalhar ainda moleque e só cursou até a 6ª série, mas que sempre faz cursos profissionalizantes oferecidos gratuitamente pelas próprias empresas de materiais de construção, não pega grandes obras, faz somente trabalhos pequenos porque são mais lucrativos. Trabalha para prestadores de serviço que constroem lojas de shoppings, então está acostumado a trabalhar de madrugada e aos finais de semana. Naquele dia, havia trabalhado desde as 7 da manhã em outro local e deveria ficar acordado 24 horas, porém teria 2 dias de folga na sequência nos quais iria com a esposa para o apartamento na praia (mostrou fotos no celular, um bom apartamento, diga-se de passagem). Assim como o apê da praia, sua casa num bairro classe média estão quitados a tempos, aliás, jamais fez uma dívida na vida, tem a Corsa desde zero km e é seu único carro, para trabalhar e passear, tem mais de 300 mil km! Os salões e quitinetes que tem alugados na periferia serão deixados para os filhos, um administrador de empresas formado pela FGV e com especialização na Inglaterra (não soube dizer a instituição) que trabalha numa multi-nacional e uma médica formada em uma universidade privada. Deu risada ao dizer que como pedreiro ganha mais que o filho que tem um cargo fodão e que sua filha ganhou mais que ele pela primeira vez no mês passado.

Além de ao menos 2 dias de folga semanais faz anualmente uma viagem com a "veínha" para lugares como Fernando de Noronha, Natal, Rio, Madri, Amsterdã e Paris (devidamente comprovadas com fotos no celular). Fala inglês básico que comprovei puxando papo (macarrônico, mas perfeitamente entendível), arranha francês e está estudando italiano porque ano que vem quer conhecer o Vaticano. Falou bastante sobre Cabernet Sauvignon e Chardonnay, mas não entendi 10%. Não pretende parar de trabalhar porque gosta do que faz e não falta trabalho.

Ao terminar o trabalho, limpou tudo, juntou as ferramentas, guardou no carro e me chamou para a "Inspeção de Entrega", me explicou tudo o que foi feito, deu orientações gerais e só então aceitou receber o pagamento. R$ 800 por algumas horas de trabalho. Paguei com o maior prazer apesar dos 3 mosqueteiros da vadiagem terem cobrado menos da metade. Valorizo trabalho bem feito e principalmente valorizo gente inteligente, que trabalha ao invés de ficar com mi-mi-mi. Me deu um cartão de visitas com seus contatos: telefone celular, Whatsapp, Facebook e site; entrou no carro e foi pra casa.

É meus amigos, o dinheiro tá aí pra quem quiser, basta trabalhar. Já disse mais de mil vezes que faculdade é irrelevante e que as melhores oportunidades de ganho estão pra quem quer encarar serviço pesado. Estamos passando por uma transformação, a mão de obra está sendo cada vez mais valorizada, profissionais decentes estão cada vez mais em falta, a molecada quer trabalhar de terno e gravata numa mesa na frente do computador numa sala com ar condicionado, mas isso tem um preço, o preço de ganhar uma miséria, ser estuprado mentalmente por chefes e viver descontente. Reflita.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

De São Paulo para o Texas: Buscando uma Vida Melhor nos EUA

A ideia inicial era fazer essa postagem em formato de entrevista mas não ficou legal, então vou meio que transcrever a história do meu amigo assim como ele me contou, acho que ficará mais natural e com leitura mais agradável.

Em dezembro do ano passado, fiz uma longa viagem de carro pelo sul e oeste dos Estados Unidos, além de visitar lugares turísticos procurei me inserir na sociedade americana visitando lugares que turistas não costumam visitar e conversando com todas as pessoas com as quais tive oportunidade. Durante essas andanças parei para abastecer e ao entrar na loja para pagar pelo combustível notei um pequeno símbolo do Palmeiras colado na vitrine, junto com os bilhetes de loteria. Aquilo era estranho porque, ao contrário da Flórida, você não encontra brasileiros em toda esquina no Texas. No caixa havia um cara cuja cara de palmeirense não negava sua origem. Foi assim que conheci Eduardo e sua esposa, Mônica (tá, já sei, faltou criatividade...), um casal de brasileiros que foi aos EUA em busca de uma vida mais tranquila seguindo um caminho pouco usual porém muito sólido no qual me inspiro em busca dos meus objetivos de melhorar a qualidade de vida cada dia mais. Essa é a história de Eduardo:

Meu nome é Eduardo, tenho 45 anos, sou engenheiro civil, casado com Mônica, 43 anos, fisioterapeuta. Vivíamos uma boa vida em São Paulo, durante o auge do boom imobiliário em 2007 não me faltava trabalho, tínhamos uma situação financeira estável e confortável: casa boa, carros bons e novos, viagens ao exterior todo ano, poupança e nenhuma dívida até que a violência de São Paulo bateu a nossa porta, por pouco não perdi o que tenho de mais precioso: minha esposa e filha. Após isso a ideia de mudar de país que a muito tempo martelava na minha cabeça veio novamente a tona e decidi por em prática. Comecei a analisar as possibilidades e concluímos que o melhor país para o nosso perfil seria os EUA, porém não gostaríamos de ficar ilegal afinal nosso objetivo não era simplesmente ganhar dinheiro como a maioria que chega por aqui, descobri um tipo especial de visto concedido a europeus que permite tocar um negócio nos EUA e residir legalmente. Sou descendente de europeus, mas não tinha os documentos, também não tinha experiência como empreendedor. O primeiro passo foi correr atrás dos documentos o que consegui no prazo de 1 ano, depois precisava experimentar o empreendedorismo, então comprei uma lanchonete. Quase desisti do plano ao me deparar com tantos obstáculos que o empreendedor brasileiro deve enfrentar, não gostei da experiência nem ganhei dinheiro (pelo menos empatei), mas tinha esperança de tudo ser mais fácil nos EUA. Nessa altura meu inglês já estava intermediário e decidi que a hora da mudança havia chegado. Já tinha me desfeito de praticamente tudo no Brasil, vendi a lanchonete e em 2010 cheguei na Flórida, a esposa e eu fomos primeiramente estudar inglês, durante esse período encarei o que todo imigrante mais cedo ou mais tarde vai encarar: subemprego. Fui trabalhar, veja só que ironia, na construção civil. Um engenheiro abrindo buraco e preparando argamassa, no princípio não contei pra ninguém que era engenheiro por vergonha mesmo, mas pouco tempo depois descobri que por aqui todo trabalho é valorizado, logo eu tinha orgulho de dizer que era engenheiro e até dei uns pitacos nas obras. A esposa foi trabalhar na faxina, logo não dependíamos mais do dinheiro vindo do Brasil, o nosso "salário" de peão de obra e faxineira era mais que o suficiente pra manter uma vida quase do mesmo padrão que tínhamos no Brasil.
A comunidade brasileira na Flórida é algo que me ajudou quando cheguei, mas logo percebi que brasileiro aqui fora costuma ser pior que brasileiro no Brasil, logo de cara comecei a me distanciar dos compatriotas e me enturmei mais com os espanos. Um ano depois meu inglês já estava praticamente fluente e decidi que era hora de por em prática o resto do plano: comprar a empresa e me legalizar por ela. Conheci um  corretor americano que me ajudou na busca, para fugir um pouco dos brasileiros decidi subir um pouco, acabamos encontrando esse posto de gasolina aqui no Texas. Amamos o lugar a primeira vista: lindo, seguro, com incentivos fiscais, um estado rico, bem cuidado e com poucos brasileiros nessa região. Em 2 dias estava me mudando. Logo descobrimos a diferença entre ter um negócio no Brasil e nos EUA, aqui tudo é feito pra facilitar, as instituições públicas funcionam, é possível resolver quase tudo on line, etc. Nesses quase 3 anos trabalhamos bastante, mas o negócio vai bem sem ter que fazer muita força, a empresa nos mantém, tenho segurança, minha filha frequenta uma escola pública de fazer inveja a muito colégio top paulistano.
Nesses 4 anos de América passei por quase tudo que a maioria dos imigrantes passam. Não tive problemas financeiros porque me planejei, mas tive problemas de adaptação principalmente em relação a saudade de amigos e parentes, passei pela síndrome da rejeição que acontece quando se descobre que o país antes imaginado como perfeito também tem problemas, você passa a acreditar que seu país de origem vai melhorar (o que nunca acontece), ainda tenho problemas com o idioma e as vezes dá saudade de certas comidas. Irei ao Brasil em 2015 pela primeira vez desde que cheguei aqui, mas não estou empolgado com isso. Meu visto não dá direito a green card, posso renova-lo mas se o governo mudar as regras terei que deixar o país, portanto tenho um plano B e C. O plano B minha esposa já está pondo em prática que é tentar validar o diploma de fisioterapeuta, conseguir um visto de trabalho e aplicar para o green card. Infelizmente não é fácil porque as faculdades brasileiras não chegam nem perto dos cursos técnicos americanos. O plano C é cursar novamente engenharia (não consigo validar porque o curso é totalmente diferente) e tentar o green card por emprego. Meu sonho é ser cidadão desse país que me acolheu e continua acolhendo aqueles que tem vontade de trabalhar e gostam de viver segundo as leis.
Infelizmente não tenho documentos europeus como Eduardo, mas o que ele fez é inspirador e prova que com planejamento e dinheiro é possível sim por um plano de imigração robusto em prática em pouco tempo. Gostaria de agradecer ao Eduardo e a Mônica por terem permitido que eu divulgasse a história deles e espero que isso sirva de auxílio para todos aqueles que, assim como eu, querem buscar uma vida melhor em outro país.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Atualização - Carteira - Novembro/2014

Praticamente nem vi novembro passar! Tudo muito rápido desde a compra da loja nova. A loja antiga após sofrer com um mês complicadíssimo acabou fechando com "somente" 20% de queda em relação a outubro. Considero isso uma vitória! Por outro lado a loja nova só está me dando alegrias!

Continuo empolgado e com energia pra trabalhar apesar das dores de cabeça com funcionários e órgãos públicos. Não consigo me conformar com a ineficiência das empresas e das pessoas, mas infelizmente tenho que lidar com isso. Dezembro está aí e com ele vem a avalanche de despesas. Concordo 100% com meu brother BBB, dezembro é super tenso. A minha sorte é que provisionei o 13º dos funcionários da loja antiga. Não tive tempo de fazer isso para os da loja nova, mas como estou a menos de 3 meses não isso não será problema. Como disse o BBB, um possível aumento de faturamento até o dia 20 não paga as despesas extras. Dezembro me dá prejuízo!

Quanto aos investimentos continua tudo no automático. Houve uma retirada de R$ 35.000,00 para a compra de um carro (estava usando um alugado). Aproveito para avisar que a atualização de dezembro, que sairá no começo de janeiro será a última. Não vejo mais sentido em continuar divulgando a carteira já que não tenho mais o objetivo de faze-la crescer (assunto para outro post). As coisas mudam, e a IF não é mais minha prioridade.

Estou um pouco mais tranquilo com relação ao trabalho, o gerente novo está dando conta do recado, mas continuo sem tempo para o blog porque tenho outras prioridades como inglês e academia.

Vou enumerar aqui alguns posts que quero fazer durante dezembro (para que eu me organize e não esqueça, rsrs).

  • Entrevista com meu amigo que mora no Texas (única pessoa além da Bia que sabe da existência do blog);
  • Futuro da carteira da IF
  • História de vida bem interessante do meu pedreiro
Bom fim de ano a todos!

Resumo da carteira em 01/12/2014:


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Valeu Chaves!

Hoje é um dia muito triste, não pude conter as lágrimas ao descobrir que dessa vez foi verdade. Esse cara fez a infância de muita gente mais feliz, conseguiu ser engraçado sem apelações sexuais por décadas consecutivas, conseguiu fazer sua obra ser eterna, com magia eterna... dou risada até hoje mesmo sabendo as falas de cor. Uma palavra o descreve: Gênio, talvez um dos maiores gênios que a América Latina já teve. Impossível não lembrar da infância, da TV 20" sem controle remoto que pegava o "4" muito mal, do meu pai assistindo comigo, dando risada juntos. Do álbum de figurinhas e do óculos do Chaves, de perceber a torsquisse absurda dos cenários do Chapolin. Roberto Bolagnos sempre estará no meu coração.


terça-feira, 25 de novembro de 2014

O doutor, a gata e pensar fora da caixa

Conheço Ricardo desde dos tempos de CCAA, sempre foi um cara muito gente fina, mas com um gosto um tanto sofisticado por quase tudo. Engraçado que mesmo sofisticado nunca foi pernóstico, arrogante ou coisa assim. Ele simplesmente gostava de coisas boas e as tinha dentro das possibilidades de seu pai, comerciante que também gostava de coisas de qualidade e não populares como esportes gringos.

Moravam em uma casa bem legal num bairro bom da cidade, seu pai tinha um carro popular, porém top de linha, com uns 2 ou 3 anos de uso, vivia limpíssimo e bem cuidado. Ricardo vestia roupas de marca, mas não aquelas marcas que a molecada estava acostumada e gostava, eram marcas mais adultas e pouco conhecidas na época como Ralph Lauren e Calvin Klein. Ele tinha uma bicicleta muito bacana, melhor que as nossas, mas novamente, não se achava o fodão por causa disso. Era popular entre os moleques, mas nunca foi muito com as meninas apesar de se vestir bem, ter um comportamento adulto e ser relativamente atraente.

Reencontrei Ricardo no começo da nossa vida adulta numa baladinha. Ele estava ralando pro vestibular de medicina. Sempre fora um bom aluno, portanto aquilo não era algo impossível. Algum tempo depois visitei a loja de seu pai que me informou que o Ricardo estava morando em outra cidade devido a faculdade, estava muito orgulhoso por ter seu único filho como médico. Estava com o mesmo carro do nosso tempo de moleque, dessa vez com mais de 10 anos de uso, mas novamente super limpo e bem conservado.

Surgiu o Orkut, encontrei Ricardo pela rede social, estava ralando na faculdade mas continuava com seus gostos “excêntricos” como jogar tênis, frequentar baladinhas top, etc. Não parecia ter muito sucesso com a mulherada, confesso que até desconfiei de “algo”, mas não fazia muito sentido (sempre convivi com gays então conheço de longe, rsrs). Desde então temos mantido contato pelas redes sociais, compartilhamos gostos e desgostos como detestar futebol e não querer ter filhos. Ele que arrumou um colega que fez minha vasectomia.

Ricardo, agora médico solteiro, morando com os pais, tinha muita grana disponível e descobriu as profissionais do amor. Se orgulhava de transar com gatas top toda semana, dizia que não queria namorar, etc. Nada contra, acho esse estilo de vida totalmente saudável desde que o cara consiga bancar financeiramente e não sinta o peso psicológico de não ter uma companheira (não é porque isso é importante pra mim que será para todos). Era cômico ver os selfies enviados por Ricardo em seus momentos de “lazer” com as profissionais... até que Ricardo deu uma sumida, parou com suas fotinhas e com as atualizações ácidas e politicamente incorretas (poxa, eu adoro pessoas politicamente incorretas) nas redes sociais.

Já estava sentindo falta do meu amigo até que um dia o encontrei num hospital, havia anos que não nos víamos pessoalmente. O que mais me chocou foi descobrir que ele estava namorando! Estava explicado o sumiço...  Papo vai, papo vem, ele me mostrou fotos da moça (uma baita de uma gostosa, gatíssima, diga-se de passagem), questionado sobre a mudança de opinião tão repentina ele disse:

Nada a ver com a Sandy, coloquei foto
dela porque era minha musa da
adolescência.
“Brother, cansei da putaria, já gastei muita grana com profissionais e não me arrependo, mas as coisas mudam, sabe, comecei a sentir falta de programas mais adultos como sair pra jantar num bom restaurante, porra, eu sempre quis ir no Dom, no Fasano, Terraço Itália, mas ia chamar quem? Uma enfermeira capenga metedeira? Ir sozinho? Chamar minha mãe? Não dá né cara... Aí decidi que ia descolar uma mina top, afinal você tá ligado o status que ser médico e ter um carrão dá né... não ia sair por aí desfilando com uma candanga... Um dia estava numa confraternização daqui do hospital e apareceu essa mina, arrastei e desde então estamos juntos, mas é jogo aberto: a gente se curte, mas é mais uma troca: ela me faz companhia enquanto frequenta os lugares que eu curto frequentar, banco tudo, mas me divirto, passo um tempo com uma pessoa bacana, bonita, me faz bem, não temos cobranças... É meu bibelô igual aquele sedã branco lá fora..."

Essa história do Ricardo é verídica e fico muito contente por meu amigo, é mais um exemplo que pensar fora da caixa é sempre a melhor opção, fugir do efeito manada também... Ficar preso a convenções sociais, medinhos idiotas, se amarrar a opiniões alheias e conselhos de familiares é SEMPRE uma péssima opção. Fazer aquilo que te dá na telha, levar um estilo de vida diferente mas dentro do respeito com outras pessoas é muito legal. Me identifico com Ricardo porque também tenho um estilo de vida diferente das demais pessoas, seja pelo lado pessoal, profissional ou financeiro. Não sou sofisticado como ele, curto coisas mais simples, jamais iria no Dom nem se custasse 10 reais simplesmente porque não curto comer com frescura, gosto de comida de verdade, rsrs, mas aprecio um bom scotch e uns cubanos (se bem que descobri uns charutos baianos deliciosos (no sentido literal, claro)). Gosto de histórias como essas, elas reforçam ainda mais o meu pensamento de abdicação de convenções familiares e sociais idiotas que só servem como prisão e não te fazem crescer, muito pelo contrário, te colocam pra baixo todos os dias.

Fugi do óbvio várias vezes na vida e tenho poucos arrependimentos. Eu poderia ter continuado trabalhando de empregado até o fim da faculdade, depois seguido uma carreira tradicional ou quem sabe ser funcionário público (eca!), poderia ter tido filhos e estar casado com uma mulher embarangada somente pelas crianças, nesse caso teria amantes ou saidinhas como 99% dos meus amigos. Poderia estar gordo, sedentário, trabalhando 12 horas por dia em prol de pagar os carnês. Poderia, quem sabe, ter um carrão financiado numa bíblia de 8778678678 prestações. Poderia mil coisas, ter seguido o "rumo natural da vida" e ser mais um infeliz como grande parte das pessoas... Ao invés disso optei por caminhar numa trilha diferente. Mas hoje estou no auge da minha saúde, preparo físico e principalmente capacidade de aprendizado intelectual, estudando um segundo idioma e trabalhando em cima de  possibilidades para uma mudança radical de vida (pra muito melhor) num outro país. Tenho uma esposa maravilhosa no sentido físico e psicológico, algum dinheiro guardado e estabilidade financeira sem 1 real de dívidas... É amigos, pensar fora da caixa não é tão ruim... Se eu pudesse dar um único conselho para um jovem ele seria: FAÇA DIFERENTE!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Pode isso Arnaldo?

Faturamento da loja nova: previsão de crescimento de 20% em relação a outubro.
Faturamento da loja antiga: previsão de QUEDA de 35% em relação a outubro.

É esse tipo de situação que o empreendedor deve lidar. Aí tem gente que acha um absurdo eu querer um lucro líquido de no mínimo 10%. Haja estômago pra segurar esse tipo de coisa.

O que está acontecendo? Ressaca do PT? Nuvens negras chegando? Apocalipse zumbi na cidade vizinha? Sabe Deus... Em todos esses anos de empreendedor nunca vi uma queda como essa da loja antiga, simplesmente os clientes sumiram! Bizarro porque meu ramo não é sujeito a flutuações de economia, do dólar, do petróleo... Confesso que estou assustado!

Está todo mundo reclamando, não sou somente eu e meu ramo, o japonês da quitanda tá chiando, o português da padaria também.. .Por outro lado imagino como seria o crescimento da loja nova se não fosse essa onda de merda que estou passando...

2015 será tenso, muito tenso!!!

sábado, 8 de novembro de 2014

Sobre Faturamento, Ausência de Inovação, Funcionários, Treinamento e Marca

A loja nova vai bem, muito bem! Estou até desconfiado que há algo de errado, estou muito propenso a acreditar que o fator novidade está muito mais presente que o imaginado. O faturamento está muito acima do esperado, fechei os primeiros 30 dias com venda superior ao projetado para daqui 4 meses... Novembro vai no mesmo rumo, com crescimento praticamente diário. Claro que estou feliz, mas isso dá um certo receio. Até quando esse crescimento continuará? O que acontecerá daqui uns meses? Enquanto isso o faturamento da loja antiga está estacionado.

Uma coisa interessante de ser analisada é que não fiz absolutamente nada de inovador, diferente e inusitado na loja nova, ou melhor, não fiz nada além do que deveria ser padrão de todo comércio. Reformei tudo, troquei instalações comerciais por outras modernas e bonitas porém não sofisticadas como muitos dos concorrentes. A loja é clean, não tem nada de mais porém é aconchegante e formatada de maneira a facilitar a circulação dos clientes e incentivar compras por impulso. A sala comercial inteira possui ar condicionado e música ambiente. Uma coisa que eu faço e poucos concorrentes fazem e não chega a ser nada inovador é manter um estoque variado e com boa quantidade: minhas lojas sempre estão cheias de mercadoria. Isso além de mostrar para os clientes que a empresa é saudável, favorece a compra. Ninguém gosta de comprar algo que tem pouco em estoque. Talvez meu grande "diferencial" seja o atendimento. Assim como na outra loja, faço questão absoluta que toda e qualquer pessoa que coloque os pés dentro das minhas lojas sejam recebidas de maneira cordial e que os funcionários estejam disponíveis para ajudar cada potencial cliente da melhor maneira possível. Isso não quer dizer que puxo o saco de cliente, nada disso, somente cumprimentamos, agradecemos e focamos em encontrar a melhor solução para o cliente aliado a melhor lucratividade para a loja. Simples, muito simples...

Atender decentemente é simples, porém está cada dia mais difícil encontrar pessoas que consigam pronunciar as palavras bom dia, boa tarde, boa noite, obrigado... É impressionante a mediocridade das pessoas! Apesar desse problema continuo com sorte em relação a funcionários. Após certa rotatividade inicial parece que encontrei funcionários dentro do que preciso. O golpe de sorte foi reencontrar um ex-gerente que havia se desligado da minha loja anterior (aquela que vendi a 4 anos) para tocar seu próprio negócio, após quebrar devido a falta de experiência e uma passada de perna do sócio, voltou ao mercado de trabalho com a faca nos dentes e sangue nos olhos pra ganhar dinheiro. Era a peça que estava precisando no meu quebra cabeça.

Uma das coisas que aprendi com Kiyosaki foi reconhecer as fraquezas e pagar bons profissionais para realizar as tarefas nas quais somos incompetentes ou simplesmente não queremos fazer. Sou um completo zero a esquerda quando o assunto é treinamento de funcionários. Além de não gostar, não sei fazer. Não tenho paciência para ensinar, quase sempre acabo sendo grosseiro, etc. Por isso estou treinando os novos funcionários de duas maneiras: os mais qualificados, com conhecimento técnico foram enviados para a loja de um amigo que trabalha de maneira muito similar a minha e está treinando-os em troca de pagamento; os funcionários mais gerais, que não possuem conhecimento técnico e exercem funções mais genéricas estão sendo treinados pela Bia na outra loja. Ela tem expertise nessa função e está fazendo um bom trabalho. Acredito que isso tem ajudado a reter boas pessoas, tenho consciência que no passado perdi bons funcionários por não saber treina-lo adequadamente.

Esse mesmo amigo que treina meus funcionários, eu e outro amigo formamos uma sociedade que a princípio explorará uma mesma marca. Essa era uma ideia antiga que foi colocada em prática a toque de caixa devido a reinauguração da loja nova. Fizemos um brainstorm e chegamos a um nome muito interessante. Pagamos uma agência de publicidade que criou a identidade visual e a minha nova loja debutou essa nova marca, o próximo passo será implanta-la nas demais lojas: a minha loja antiga e as 3 lojas dos meus amigos. Dessa maneira pretendemos criar uma cara de rede de lojas e ao mesmo tempo manter nossa individualidade. Por enquanto está tudo acertado de boca, mas pretendemos correr atrás da formalização da parceria no começo de janeiro. Até agora estou gostando do resultado, o layout ficou muito profissional e realmente parece uma loja pertencente a um grande grupo.

Continuo com minha rotina de 16 horas de trabalho todos os dias, sinto que com meu novo gerente (agora supervisor) isso mudará em breve. Estou muito cansado fisicamente, nunca tomei tanto café na vida (nem na faculdade), mas minha cabeça está ótima! Continuo estudando inglês mas infelizmente abri mão da academia e de qualquer forma de exercício físico, estou sentindo falta, mas como disse, em breve o ritmo diminuirá. O resumo é que até agora tudo está valendo o risco...

sábado, 1 de novembro de 2014

Atualização - Carteira - Outubro/2014

Outubro foi sem dúvidas o mês mais maluco da minha vida. Com a compra da loja nova, tudo virou de pernas para o ar, mas apesar disso estou muito contente e empolgado, parece que recebi uma injeção de otimismo e energia, ver que as coisas que arriscamos estão dando certo é uma das sensações mais legais que existem.

Como comentei alguns posts atrás, esse mês teve aporte negativo devido a compra da empresa e reforma da mesma. Além disso usei a grana dos proventos dos FIIs e poupança pela primeira vez desde que comecei a investir para pagar algumas contas. Minhas planilhas estão uma bagunça e não posso garantir que as contas estão 100% certas, ainda vai tempo até conseguir organizar tudo. A perspectiva para os próximos meses é de aporte zero + consumo dos proventos de FIIs e TD. Após isso provavelmente começará entrar a grana proveniente da loja nova, a princípio pretendo mandar todo e qualquer dinheiro novo para o exterior, motivo? O plano imigratório está mais forte que nunca e o prognóstico não muito favorável do futuro do Brasil após a reeleição da nossa amada presidAnta. Brasil pra mim (pra eu?) de agora em diante é somente um lugar pra ganhar dinheiro (coisa que continua bom pra quem tem vontade de faze-lo).

Estou insatisfeito com os FIIs, estou totalmente por fora do que está acontecendo no mercado dessa modalidade por pura falta de tempo e vontade de estudar, tenho outras prioridades no momento, etão vou mante-los até entender o que está acontecendo e aí si agir (ou não). Talvez em novembro aconteça uma nova retirada da poupança da independência financeira porque preciso comprar um carro (andar de 1.0 pelado de locadora é assustador).

Aos poucos vou entrando numa rotina, apesar de muito trabalho, então pretendo voltar a ativa com o blog, escrever e interagir mais com os amigos. É impressionante a falta que isso me faz...

Resumo da carteira em 01/11/2014:


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sobre a Dilma, Preconceito e Bola pra Frente

É simples: mais 4 anos de PT! Nossa presidAnta foi reeleita com compras indiretas de voto, campanha forçando a divisão do Brasil, blá blá blá... Todos estamos carecas de saber disso, mas vamos combinar, não adianta ficar de choradeira. Direitistas estão de choradeira assim como esquerdistas costumam fazer.

A realidade é que o Aécio não seria o salvador da pátria, é óbvio (e ele nunca escondeu isso) que os programas sociais continuariam e que ele viraria isso a seu favor para garantir uma possível reeleição. Portanto, meu amigo, mesmo se o azul ganhasse você continuaria sustentando a vagabundagem através das bolsas, a corrupção continuaria e você continuaria a reclamar do Brasil (com todo o direito e razão). Ficou louco Corey? Virou esquerdopata? Não, claro que não! Eu somente tento ser pragmático e racional perante tudo na vida e estou vendo muita gente agindo com todos os sentimentos, menos com a razão. Votei 45, aliás, nem me lembro a última vez que não anulei o voto. Fiz minha parte, não deu certo, mas estou com a consciência tranquila que ao menos tentei trocar o ladrão. Acho que esse é o sentimento que todos os amigos que votaram no 45 deveriam ter em mente.

A vida continua, você vai continuar trabalhando e sendo estuprado pelo governo através dos impostos. Se o Aécio ganhasse isso não ia mudar. Você vai continuar poupando para a independência financeira, a bolsa vai continuar caindo e subindo, o dólar idem. O Aécio também não mudaria isso. Sabe a única coisa que a reeleição do vermelho mudou na minha vida? Vou repensar minha estratégia de IF, começo a achar que vale mais a pena jogar todas as fichas no plano de emigração.

E falando em emigração, vi no Facebook da Bia a quantidade de posts ofensivos e xenofóbicos contra nordestinos e fiquei um tanto assustado. Confesso que concordo com o argumento "separatista", mas ele é totalmente falho, impraticável e utópico, além de ser preconceituoso. Logo no começo do blog eu falei sobre preconceito, continuo achando que não há nada de errado com o preconceito em si, acredito que o preconceito é criado por aquele grupo que sofre o próprio preconceito, mas daí a pessoa levar isso como verdade absoluta já são outros quinhentos...

De onde vem o preconceito contra nordestinos aqui no sul e sudeste? Vem do próprio comportamento do nordestino (atenção, estou no direito de falar porque sou nordestino e convivo diariamente com vários) que no geral é barulhento, tem sotaque forte, não se enquadra no padrão de beleza europeu que nós homens tanto gostamos, etc. Outro problema com nordestinos é que nós temos fama de preguiçoso. Faz sentido, já conheci muito "baiano" que vive encostado nos outros, mas também conheço muitos (muitos mesmo) nordestinos que vieram pra SP e fizeram fortuna, sabe como? Trabalhando! E essa galera normalmente tem pouco estudo e não tem a menor ideia do que quer dizer ação preferencial. Por isso que digo: o trabalho quebra todos os preconceitos, se você é trabalhador, pode ser preto, pobre e feito que será (ou pelo menos deveria) ser respeitado. O nordeste não é só gente ignorante (no sentido literal da palavra: gente sem escolaridade), tem muito "dotô" por lá, mas infelizmente o paulista convive com o nordestino mais sofrido e menos escolarizado. O preconceito é enraizado em fatos e ninguém pode esconder isso. Não estou aqui pra defender o nordeste, tampouco sou daqueles que dizem ter "orgulho da cultura do nordeste", nada disso. Só quero fazer a galera refletir um pouco sobre o assunto. E mando um recado para os patrícios do NE: querem respeito? Não querem ser discriminados? Simples! Ajam, parem de frescura, parem de perseguição e vão pra cima: estudem, trabalhem, larguem esse câncer chamado bolsas assistencialistas.  

Uma das coisas mais nobres e que mais admiro em uma pessoa é a capacidade de ação. O cara deixar seu local de origem e tentar uma vida melhor em outro é por si só, digno do mais profundo respeito. O nordestino ignorante trabalhando na construção civil em São Paulo está na mesma situação que o dentista paulista que trabalha como pintor em Miami. Não importa a distância, ambos saíram da zona de conforto e buscaram uma vida melhor. Tiro meu chapéu para ambos. Quer outro exemplo? Os haitianos que estão invadindo o Brasil, um amigo que trabalha na construção civil empregou alguns haitianos e agora está desesperado em busca de mais. Trabalham duro e não reclamam. Já já vai vir uma galerinha reclamar que estão tomando o emprego do brasileiro (assim como os rednecks fazem nos EUA), mas quantos brasileiros trabalham sem reclamar?

Mudei muito nas últimas semanas, deixei um pouco o pessimismo de lado e abracei o realismo. Por isso sei que com Dilma ou Aécio, vou continuar a ser abusado pelo governo corrupto e incompetente. Sei também que se eu não me mexer e correr atrás da grana, ela não vai cair no meu colo. O Brasil está longe de ser o melhor lugar do mundo pra se empreender e viver, mas é o que tenho de ferramentas no momento, portanto, vou em frente... Liguei o "foda-se" e estou indo em frente, independentemente de partidos políticos, previsões apocalípticas e opiniões alheias.

sábado, 25 de outubro de 2014

A Compra da Loja Nova

Hoje começarei a falar um pouco sobre minha loja nova. Para você que caiu de para-quedas agora, aconselho a leitura do post onde falo sobre o início das negociações (leia aqui). Pra resumir: um corretor de comércios encontrou um bom negócio, uma loja localizada num baita ponto comercial, num bairro classe média-alta de São Paulo, a empresa estava a mais de 30 anos na mão do mesmo proprietário (doravante chamado Seu João), extremamente cabeça dura, que entre outras bizarrices relaxou totalmente na manutenção da loja e estava pedindo um preço totalmente fora da realidade. Para tornar o post mais interessante e ao mesmo tempo não me expor demais, adotarei a mais nova unidade monetária chamada Banana (Ba$), Ba$ 1 não vale R$ 1, ok?

No início das negociações Seu João estava pedindo Ba$ 300 mil pela loja cujo faturamento, segundo ele, era de Ba$ 30 mil. Duvido que a empresa tinha esse faturamento, com sorte Seu João faturava Ba$ 20 mil, não tinha como ele saber ao certo porque não tinha controles por escrito (informatizado então...). Enfim, se o faturamento fosse realmente os Ba$ 30 mil, o preço da loja seria no máximo de Ba$ 150 mil (muito bem pagos). O corretor tentou negociar, mas Seu João recusava-se a largar o osso, até que um fato aconteceu...

O Concorrente Predador

Dias depois de visitar a loja, fiquei sabendo no meu bar de estimação (todos devem ter um bar de estimação, me lembrem de escrever sobre isso) que um grande concorrente, daqueles bem porra louca estava para montar uma filial perto da loja do Seu João. Fiquei com aquilo na cabeça, pensei que seria uma boa hora para cutucar novamente Seu João, afinal o concorrente doidão não me oferece tanto perigo quanto parece. O lance dele é vender barato, o meu é atendimento decente, ou seja, duas características bastante distintas, sem contar que já "luto" com ele na loja antiga (é um dos meus principais concorrentes). Não foi preciso, dias depois o corretor me liga e diz que Seu João estava disposto a negociar.

Marquei uma reunião na loja, o corretor, Seu João e seu filho estavam presentes. A presença do filho me deixou animado, eu sabia que ele estava lá para puxar o pai para a vida real, era um sinal que o negócio poderia acontecer mais facilmente. O velho já começou as negociações com Ba$ 250 mil, o corretor foi mediando as partes, fiz um teatrinho básico sobre o concorrente fodão, disse que eu não sabia se queria a loja porque sabia que o cara iria abrir uma loja nas proximidades, que o velho demorou pra fechar, ficou fazendo cu doce, mi mi mi,,, Como negociações são coisas fantásticas, prazerosas e empolgantes. Você finge alguma coisa, o cara finge que acredita e vai em frente... Disse que por aquele valor eu nem começaria a negociar, o filho tomou a frente, mandou o velho ficar quieto e disse que me ligaria.

No dia seguinte o corretor me liga, marcamos outra reunião. Dessa vez o papo foi todo com o filho que já começou a conversa com Ba$ 200 mil. Disse que meu preço era Ba$ 70 mil no cash. Houve um momento de tensão, mas o cara ficou de conversar com a família. No outro dia, o corretor me liga e faz uma outra proposta, colocando uma grana de entrada, umas prestações mensais, umas anuais, carência... Enfim, uma complicação do cacete. Bati o pé no valor de Ba$ 70 mil no cash. Passaram-se algumas horas, o corretor liga novamente. Marcamos outra reunião...

Chegando lá percebi que eu estava no meio de uma reunião de família: filhos, esposa, genro... Todo mundo estava lá para fazer o velho assinar os papéis. Acabamos fechando em Ba$ 75 mil o que considerei um ótimo negócio. Fiquei sabendo que o velho é dono de metade da vila, incluindo o prédio da loja (agora sou seu inquilino); tem propriedades na Europa, litoral e interior de SP. Típico caso de gente que trabalha por doença, por vício.

O Pagamento

Para pagar, utilizei a grana do meu negócio B (quem se lembra dele?), meu carro (estou de carro alugado), além de uma boa fatia da poupança da independência financeira (falarei mais no fechamento do mês). Precisei de recursos não só para fechar o negócio mas também para e mega reforma que fiz na loja. Ao todo a reforma consumiu Ba$ 30 mil dos Ba$ 20 mil previstos. Renovei absolutamente tudo, a loja ficou linda (assunto para outro post).

Portanto a loja encontra-se paga e reformada. A única "dívida" que tenho é com fornecedores pois achei melhor estocar a loja utilizando financiamento próprio deles que é praticamente sem juros (ganho um descontinho quando compro a vista) e com a minha loja antiga, ou seja, devo para eu mesmo porque realoquei estoque. Ao fazer transferências os gerentes dos bancos ficaram loucos tentando me vender empréstimos, que era para eu manter a grana e blá blá blá... Também tinha a opção do BNDES, mas como eu tinha a grana não fazia o menor sentido pegar empréstimo. A mercadoria será paga em 6 meses e para isso utilizarei a grana do meu aporte mensal na poupança da independência financeira, portanto ficarei pelo menos esse tempo sem aportar. Os lucros da loja nova serão 100% reinvestidos também por 6 meses.

Como está indo?

Fazem poucos dias que reinauguramos, não tenho nem 1 mês completo de funcionamento, junte a isso o fator novidade que pode minguar depois de um tempo, mas mesmo assim estou com uma previsão de faturamento de Ba$ 50 mil nos primeiros 30 dias. Considero isso muito bom, afinal eu tinha certeza que o Seu João não faturava Ba$ 30 mil, logo se eu fizesse isso já estaria contente. A loja foi muito bem recebida pela clientela da região que é nitidamente diferente da outra loja, que embora perto, tem público mais humilde. Em "sociedade" com colegas, criamos um nome fantasia que iremos compartilhar. Isso era um plano antigo mas acabamos implementando em cima da hora devido a essa minha nova loja (mais um post que devo fazer, meu Deus, acho que não conseguirei cumprir tudo, rsrs!).

Problemas

Os problemas que estou enfrentando são: falta de funcionários, falta de entrosamento entre os funcionários existentes, dificuldade para obtenção de documentos secundários, prestadores de serviço da reforma que sumiram antes de terminar o trabalho (eu mesmo estou fazendo o que faltou) e principalmente overdose de trabalho. Estou trabalhando mais de 16 horas por dia, mas sei que isso é assim mesmo, que em breve acaba, e confesso que estou contente por trabalhar assim. Fiquei triste por ter que cancelar minha viagem para a costa leste do Canadá que faria em dezembro, mas faz parte! Preciso comprar um carro, mas por enquanto alugarei um nos próximos meses.

Bom, é isso pessoal! Fiquem a vontade de perguntar, ficarei contente em ajudar e tirar as curiosidades dos amigos (mas nem adianta perguntar o ramo da loja, ok?).

sábado, 18 de outubro de 2014

Sobre Sumiço, Mudança de Opinião e Eleições

Primeiramente gostaria de pedir desculpas aos amigos e leitores pelo meu sumiço repentino, ainda estou muito atarefado e sem tempo algum para o blog, vocês entenderão o porquê já já. Não estou tendo condições de responder a todos e fico triste por isso, gosto do blog, gosto de interagir com os leitores e demais colegas da blogosfera. De vez em quando dou uma passada rápida no blog dos amigos mas infelizmente não tenho tempo para comentar, sei que o meu colega de batalha BBB quase nos largou na mão (aí de você BBB, rsrs), o Pobreta está fazendo ótimos textos assim como o Estagiário, etc.

Bem, vamos lá, o motivo do meu sumiço é que comprei outra loja, quem acompanha o blog deve se lembrar de uma postagem onde contei sobre uma loja interessante que estava a venda mas o vendedor era casca dura e estava pedindo um preço surreal. Pois bem, o corretor conseguiu dobra-lo (além de outros acontecimentos), ele caiu na real, acabamos fechando negócio. Como eu disse no texto anterior a loja exigia uma reforma geral, e esse é o motivo do sumiço. Comprei a loja, fechei e descemos a marreta (literalmente) em tudo, a reforma durou quase 30 dias e finalmente reinauguramos. Terei muito assunto a respeito do negócio e pretendo escrever mais pra frente, mas o tempo continua escasso porque estou tocando a loja 100% do tempo, ou seja, 16 horas por dia, sem contar a outra loja. Está tudo muito complicado a começar pela equipe que está longe de ficar ensaiada, até contratei uma "consultoria" pra me ajudar. A documentação como sempre é a maior dor de cabeça, mas está desenrolando (no ritmo tupiniquim mas está). Pra esse negócio utilizarei parte da grana da poupança da independência financeira além de suspender os aportes por alguns meses, é aquela coisa, um passo atrás pra dar dois pra frente depois.

"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do
que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"
Engraçado é que de repente minha vida passou de um marasmo para uma agitação maluca, fui contra vários pensamentos antigos, mudei várias opiniões de uma hora para outra, tomei decisões importantes meio na pressa, sem pensar muito, abri mão de planilhas e fiz cálculos de cabeça, fui contra a onda de pessimismo que assola o Brasil (coisa que eu acho muito sensata), coloquei a Bia pra trabalhar comigo (indo contra minha ideia que esposa e marido não devem trabalhar juntos) enfim, estou fazendo tudo completamente diferente do que costumo fazer, sai totalmente da minha zona de conforto. Os dados foram lançados, agora é esperar o resultado. Espero que tudo corra bem assim como nas outras vezes que arrisquei. Não estou confortável, mas estou contente por esse desconforto, me sinto como um adolescente conquistando a menina mais bonita da escola... Não tenho vergonha de mudar de opinião, a vida é muito curta pra ficar enraizado em conceitos e ideias pré estabelecidas. Mudei algumas opiniões e estou contente com essas mudanças.

Uma das opiniões que mudei e estou pagando minha língua é a respeito do voto. A mais de 10 anos eu anulava o voto alegando que nenhum candidato presta, o que continuo acreditando. Acontece que esse ano foi diferente, percebi que votar no Aécio é hoje um dever de todo cidadão trabalhador de classe média, independente se ele é um bom candidato ou não, é a única maneira que temos em mãos para tentar mudar. Pois bem, cumpri com o meu dever e o farei novamente no segundo turno. Assim como meu amigo e colega de ganha pão BBB eu teria todos os motivos para votar no PT, aliás em 2010 eu quase fiz isso (ainda bem que na hora achei melhor anular). O Brasil realmente melhorou em muitos aspectos durante o governo do PT, isso é fato e negar é ser hipócrita, e essa melhora se manifestou no comércio. Por outro lado acredito que essas melhoras aconteceriam de qualquer maneira independentemente do partido, no fundo no fundo foi tudo colheita das sementes plantadas pelo FHC. O que não dá pra aceitar é a venezualização que estamos passando... Só espero que o Aécio, se eleito, não seja contaminado pela ilha do Castro.

Bom, não tenho ideia quando conseguirei voltar ao ritmo normal de postagens, mas tentarei publicar ao menos uma por semana, conto com a compreensão de todos. Grande abraço e um ótimo domingo a todos.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Atualização - Carteira - Setembro/2014

Estou num período off-line, peço desculpas a todos os leitores, muita coisa boa acontecendo, voltarei em breve e juro que responderei os emails, rsrs! Abraços!

Resumo da carteira em 30/09/2014:



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A Importância de Quebrar a Cara

Cresci vendo meu pai quebrando a cara, fazendo negócios errados, com pessoas erradas, nos momentos errados. Durante toda minha infância e adolescência a situação financeira dos meus pais foi sempre marcada por altos e baixos. Um dia meu pai tinha carro zero e a dispensa estava cheia, no outro estava a pé e com os cartões de crédito estourados. A situação só foi melhorar quando eu já era praticamente adulto e já trabalhava. Aquela situação era extremamente chata, eu nunca sabia como estaria a situação após 3 ou 4 meses, tudo dependeria do sucesso dos negócios que o velho fazia. A grana da minha mãe male má dava para pagar minha escola (a coisa que sou mais grato!). Jurei pra mim mesmo que jamais teria altos e baixos!

E assim foi, desde que ganhei meu primeiro salário consertando bicicletas, sempre fui controlado. Jamais gastei tudo e sempre guardava um pouco com medo de ter um revés e ficar duro como meu pai. Quando comprei minha primeira loja acabei me enrolando, não tinha experiência com grandes quantias e me enfiei em dívidas, porém na minha cabeça aquilo não era um revés, não era uma rasteira da vida como as dezenas que meu pai levou, era somente um período obscuro com um futuro brilhante pela frente. Eu estava certo, consegui sair rapidamente das dívidas após trabalhar incansavelmente durante algum tempo. Logo tudo se estabilizou e até hoje, 2014, não tive altos e baixos na vida. Talvez se eu tivesse arriscado mais poderia ter tido mais altos, mas também poderia ter tido baixos, coisa que nunca quis. Enfim, tenho conseguido cumprir minha promessa.

Uma coisa tem me intrigado. Ultimamente tenho relembrado muitas histórias de pessoas que quebraram e se reergueram, ou quebraram e se acertaram mas não voltaram ao ponto que estavam antes da quebra. Meu pai mesmo está estabilizado financeiramente, acho que a idade chegou e finalmente ele se tocou que não pode mais ficar fazendo loucuras em busca de uma riqueza que nem ele mesmo valoriza. Não está no seu auge financeiro, mas se tudo correr bem, não terá grandes dificuldades financeiras até o fim da vida. Um amigo dele que nos anos 90 era rico (casas de aluguel, apartamentos de temporada no Guarujá e em Campos do Jordão; Tempra e Alpha Romeu do ano, etc) quebrou a ponto de não ter onde morar, reza a lenda que ainda deve perto de 1kk na praça, hoje vive aparentemente feliz num apartamentinho no centro e nem carro tem, trabalha de garçom num bar onde o encontrei semana passada. Um outro que também foi rico nos anos 90 e perdeu tudo para o triatlo puta/cachaça/jogo virou evangélico, largou os vícios e hoje está mais rico que antes. Uma coisa que vejo em comum entre todas essas histórias é que a pessoa está mais feliz hoje que antes, parece que a quebra foi um rito de passagem, algo que fez a pessoa se desenvolver.

Toda essa volta pra chegar no seguinte ponto: essa blindagem que criei contra quebra financeira pode estar me privando de um desenvolvimento pessoal interessante. Calma! Não estou falando que vou dar um jeito de perder tudo o que tenho, não é isso! Ultimamente tenho pensado que pode ser interessante assumir riscos maiores, não sei como eu poderia fazer isso de maneira a equilibrar risco e meu sentimento de anti-quebra, mas gostaria de assumir riscos maiores, sentir o frio na barriga de estar fazendo algo arriscado... Quando comprei a primeira loja a 10 anos atrás eu senti uma alta adrenalina que me fez muito bem na época, era algo muito legal ir dormir pensando no que eu estava arriscando e vislumbrando um futuro legal lá na frente. O futuro chegou, a adrenalina abaixou e hoje me sinto de boca aberta cheia de dentes esperando a morte chegar.

Sou jovem! Com minha idade meu pai nem tinha chegado ainda no auge financeiro, depois que isso aconteceu ele ainda quebrou e se levantou algumas vezes, começou e terminou alguns negócios; só foi atingir a estabilidade financeira na 3ª idade. Porra! Por que tenho que ser super conservador se ainda tenho saúde, condicionamento físico e, modéstia a parte, capacidade mental de aprender mais coisas? Meu pai tem muitos defeitos, mas uma coisa é certa: ele jamais parou de tentar, nunca ficou um dia em casa esperando o governo dar uma bolsa merreca ou um vizinho vir ajudar. Se ele errou, foi pelo excesso, não pela omissão. O mesmo acontece com as outras pessoas com histórias similares, o padrão é sempre tentar, independente do resultado, tentar...

A gente planeja demais, pesquisa demais, quer saber os detalhes de algo antes de entrar, quer saber 464984654965 casos de sucesso antes de fazer algo diferente, revira a internet de ponta cabeça, faz até pesquisa em chinês pra no final ficar na mesma. Quantos de vocês já passaram por isso? Aposto que a maioria. Numa era pré internet as pessoas arriscavam mais, a informação era escassa e por mais que você pesquisasse, os detalhes seriam descobertos somente após tentar.

Tenho um bom histórico de loucuras grandes na vida que deram certo: 100% de aproveitamento! Primeiro foi a compra da primeira loja, eu tinha uns 10% do capital necessário e 0% de experiência no que tinha que encarar pela frente. Arrisquei e deu certo! Segundo foi meu casamento: Bia e eu fomos morar juntos sem pensar muito, decidimos tudo em 3 ou 4 dias, não pensamos nas consequências, não fizemos buscas na internet, não sabíamos o que teríamos pela frente. Deu super certo! Portanto se eu for olhar pra trás, tenho obrigação moral de arriscar mais... Quantas e quantas pessoas da minha idade já arriscaram tudo mais de 2 vezes e estão aí, com uma grande experiência de vida... Preciso criar vergonha na cara!!!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Atualização - Carteira - Agosto/2014

Agosto foi um mês de altos e baixos. O faturamento da loja foi uma grata surpresa, inacreditavelmente bati alguns recordes e isso me ajudou a superar os baixos que aconteceram durante o mês. Se por um lado o faturamento foi bom, por outro grandes problemas surgiram, frutos, claro, da incompetência das pessoas que me cercam. Começo a pensar que existe uma conspiração para arrancar dinheiro do meu bolso sem fazer o trabalho contratado (leia mais aqui). Dessa vez a coisa foi bem mais grave que o funileiro que entortou meu carro ou a atendente do Mc Donalds que coloca pickles no meu lanche. Vou fazer um post a respeito mais para a frente.

O resultado dos investimentos também foram um down. Os proventos dos FIIs caíram, assim como suas cotações. Confesso que estou completamente alheio as novidades do setor, então se alguma alma caridosa puder fazer um resumo sobre o que aconteceu, ficarei muito agradecido. Mesmo assim fiquei no zero a zero, com rentabilidade de -0,01%. A procura do negócio perfeito continua e nesse mês até encontrei uma loja interessante, mas o proprietário vive em outro planeta e parece não entender a relação preço X valor, portanto, nada feito... Por outro lado ando tão desanimado com as cagadas que acontecem a minha volta que bate um medinho de entrar em outra enrascada. A ideia de uma emigração precoce está mais viva do que nunca, enfim, tenho várias possibilidades. Vamos aguardar e ver o que o futuro me prepara...

Esse mês tive a oportunidade de conversar com uma pessoa sensacional: meu ex-patrão. Ele é quase um guru na minha vida. Essa conversa serviu para abrir minha cabeça e novas ideias surgiram, pretendo fazer um post a esse respeito em breve.

Agosto foi um mês interessante do ponto de vista do lazer. Fizemos pequenas viagens, passeios pela capital, baladas, bares, churrascos com amigos... Enfim, curti bastante e foram essas saídas as grandes responsáveis por manter minha sanidade mental perante tantos problemas.

Resumo da carteira em 01/09/2014:




sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Festival de Incompetências

Esse post é 100% inspirado num post do meu amigo BBB (veja a postagem do BBB aqui). Assim como ele, ultimamente ando profundamente irritado com a incompetência generalizada que me cerca por todos os lados em absolutamente tudo o que tenho que fazer. Sério! Sem piada, tenho andado com receio até de pedir um sanduíche no Mc Donalds porque eles conseguem sempre fazer errado... Sem mais delongas, vamos a alguns exemplos:

Problema: aumento da velocidade da internet da loja
Detalhes: solicitei aumento da velocidade da internet a quase 90 dias, a Net já cobrou 2 contas com o aumento mas a velocidade continua a mesma e pior, agora estou tendo quedas constantes de sinal, coisa que não acontecia antes do pedido de aumento da velocidade.
Incompetência: mil operadores de telemarketing incapazes de resolver um simples aumento de velocidade de internet.
Prejuízo: R$ 160 (por enquanto)

Problema: geladeira quebrada
Detalhes: chamei um técnico que me cobrou R$ 400 para arrumar, como uma nova custa mais de R$ 1000 achei que valia a pena o conserto. 35 dias depois a geladeira pifou novamente, o técnico sumiu. Outras empresas se recusaram a consertar o modelo da minha geladeira.
Incompetência: técnico bandido, ladrão e sem vergonha que presta um serviço de merda e depois desaparece.
Prejuízo: R$ 400 (tive que comprar uma geladeira nova)

Problema: cartão de crédito novo
Detalhes: recebi uma correspondência da American Express me oferecendo um upgrade para um cartão fodão com benefício de anuidade grátis pra toda a vida. Entrei em contato e fiz a solicitação, recebi o cartão e na primeira fatura um valor de anuidade de R$ 200 (1ª parcela). Liguei furioso e prometeram me estornar.
Incompetência: não cumpriram a promoção que eles mesmo informaram, se eu não prestasse atenção, acabaria pagando a anuidade sem perceber.
Prejuízo: R$ 200 (espero ser reembolsado)

Problema: entupimento de esgoto na loja
Detalhes: após ser surpreendido por uma explosão fecal na loja e ter que fecha-la durante meio dia só para limpar, contratei uma desentupidora que literalmente cagou ainda mais fazendo uma bagunça impressionante. 2 dias depois voltou a entupir.
Incompetência: contratação de uma empresa sem o mínimo de compromisso com o cliente, que deixou o local incrivelmente sujo e bagunçado e que não resolveu o problema.
Prejuízo: R$ 600 (eu mesmo resolvi com algumas ferramentas e conhecimento de pedreiro que adquiri aos 8 anos de idade trabalhando com meu avô, precisei fazer um desvio que deu super certo, além de ganhar uma moral com os funcionários que ficaram impressionados por eu meter a mão na merda, literalmente)

Problema: pintura do apartamento onde morava
Detalhes: antes de entregar o apartamento para a imobiliária eu precisava pinta-lo, eu mesmo poderia fazer, mas estava na correria da mudança então contratei um pintor que foi 2 dias e sumiu, contratei um segundo que surpreendi cheirando cocaína na sala do apê.
Incompetência: "profissionais" sem o mínimo de profissionalismo que só sabem reclamar mas não são capazes de trabalhar de maneira correta.
Prejuízo: R$ 100 (só isso porque não dou dinheiro adiantado, esse é o prejuízo de material desperdiçado, Bia e eu resolvemos a pintura em 1 final de semana)

Problema: raiz de um dente inflamado
Detalhes: uma obturação quebrou, fui na dentista que somente reparou o dente, 3 dias depois amanheci com a cara no Quico de tão inchado. Fui em outro dentista que radiografou (o que primeira não fez) e constatou que era preciso tratar o canal.
Incompetência: a dentista além de deixar de ganhar num tratamento de canal perdeu um paciente porque foi relaxada em fazer o diagnóstico de qualquer jeito.
Prejuízo: R$ 200 (valor da primeira obturação)

Problema: funilaria mal feita
Detalhes: Bia deu uma ralada na lateral do carro, podia ter deixado do jeito que estava mas mandei consertar. Maldita hora! O funileiro conseguiu foder com a lateral, ficou mais torto e com diferença de cor. Paguei um segundo, de uma oficina TOP para arrumar (me dava nervoso de ver aquela porra torta e de cor diferente).
Incompetência: mais uma vez pessoas que se dizem profissionais mas só fazem merda
Prejuízo: R$ 700 (valor total, Bia pagou)

Vejam só, quase R$ 2.500 enfiados no ralo por incompetências de terceiros, sem contar a raiva. É impressionante a total falta de vontade das pessoas!!! Isso são só alguns exemplos, tenho outros que não posso contar por serem muito específicos, isso também sem contar a completa falta de educação das pessoas em seus locais de trabalho, a ausência de cordialidade, de bom humor... Ah! Sobre o Mc Donalds, qual a parte de "sem picles, por favor" é difícil de entender? Meu Deus, onde iremos parar?

sábado, 16 de agosto de 2014

Loja Nova?

Primeiramente gostaria de agradecer a todos que me deram força na minha última postagem, é nessas horas e pelo nível dos comentários que fico contente por continuar com o blog, mesmo que com menos postagens. Durante essa semana refleti muito sobre os comentários, acessei os links que me foram enviados (valeu Estagiário!) e conversei bastante com a Bia sobre nosso futuro.

Bem, uma das coisas que fiz essa semana foi visitar uma loja a venda. Um dos corretores que estão procurando oportunidades me ligou com o "negócio ideal", meio descrente fui olhar. Chegando lá levei um susto, a loja parece saída de um filme dos anos 70 de tão ultrapassada, além disso está com pouco estoque, o dono trabalha com menos funcionários que o necessário, abre tarde e fecha cedo e pude comprovar que o atendimento é um verdadeiro lixo. A região é movimentada, meio sofisticada, com concorrentes de peso e mesmo assim a loja está lá, aberta, funcionado "daquele jeito" a mais de 10 anos. Por quê? Não sei, mas minha aposta é porque a loja é boa, tem potencial e mesmo com tudo para abaixar as portas, continua lá, ao menos pagando as contas... Negócios assim não aparecem todos os dias, porém costumam ser bons.

Apesar dos pesares, as finanças estão aparentemente em dia, sem dívidas com fornecedores ou governamentais, o proprietário está com o saco cheio, por isso deixou a coisa chegar nesse ponto. A loja paga as próprias contas e as contas do proprietário (claro, tudo misturado!), possui uma certa fidelização de clientes mas que, com a falta de opções de mercadorias, estão minguando a cada dia. A sala comercial carece de uma grande reforma de alvenaria para adequação a normas (o cara já levou multas por causa disso e não se mexeu), elétrica, hidráulica (privada nem funciona), etc. Além disso é necessário uma reforma total da área de vendas além de estoque. Resumindo, é quase como partir do zero.

Vejam toda a sofisticação da nova loja
O problema? Como não poderia deixar de ser o grande problema é o preço. O proprietário é maluco, está pedindo simplesmente 3 vezes o que a loja efetivamente vale (sendo otimista). Isso é muito comum, o cara diz que em 1825 quando comprou a loja investiu 10 conto de réis pra comprar uma carroça e um casal de jumento pra fazer entregas e acha que isso tem algum valor hoje. Diz que investiu X reais em lâmpadas e que isso conta no preço; diz que comprou um frigobar para o escritório, uma cafeteira para os funcionários, etc. Esse tipo de "argumento" é muito comum e é algo difícil de tirar da cabeça do dono que entre outras coisas acredita ter uma loja informatizada por ter PCs rodando Windows 3.11 e uma impressora matricial; que fazer rampas de acesso a cadeirantes é frescura e que ar condicionado só serve pra deixar funcionário mais folgado.

Fiquei interessado, muito interessado mesmo. Pelo preço certo, encaro o desafio numa boa, tenho até condições de remanejar funcionários da loja atual porque as duas são próximas e já tenho uns 30% do estoque necessário. Pagando um preço dentro da realidade, tenho condições de fazer tudo o que é necessário a vista, sem contrair 1 real de dívida. Esse seria o cenário perfeito, poderia ficar alguns dias com a loja fechada sem esquentar a cabeça porque não teria dívidas para pagar. A loja tem potencial, tem tudo pra ter o dobro do faturamento da loja atual!

Aguardem cenas dos próximos capítulos...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Sobre Rotina, Tédio e Marasmo

Minha rotina em agosto de 2007:
  • Acordar as 6h
  • Abrir a loja as 7h
  • Almoço as 12h
  • Chegar na faculdade as 17h
  • Estudar até a aula começar
  • Assistir as aulas
  • Chegar em casa as 0h
  • Ir para a cama a 1h
  • Dívidas no auge, algumas centenas de milhares de reais
Minha rotina em agosto de 2014:
  •  Acordar qualquer hora entre 7 e 13h
  • Verificar como as coisas estão na loja via remota entre 7 e 23h
  • Almoçar qualquer hora entre 11 e 17h
  • Estudar inglês e praticar atividades físicas entre 7 e 2h
  • Ir ou não para a loja
  • Ler um livro, assistir TV a qualquer hora
  • Dívidas: nenhuma, pelo contrário, 1/4 de milhão investidos + apartamento, carro e loja pagos
Em 2007 eu dizia que minha rotina era um saco, cansativa e que meu sonho era não ter hora para acordar, hoje atingi esse objetivo. Estou feliz? Não, at all!!! Os soldados da IF podem me tacar pedra a vontade, o fato que essa semi-aposentadoria que estou vivendo é um saco! Claro que minha rotina de 2007 também era um saco, aliás, muito pior que a minha rotina de hoje, sem dúvidas; mas não ter uma rotina definida não é algo tão legal quanto parece num primeiro momento.

Fazem aproximadamente 1 ano e meio que estou nessa rotina, no começo tudo era muito legal, afinal eu tinha uma pilha de livros esperando leitura, 8 quilos de gordura esperando serem queimados e uma lista enorme de palavras em inglês esperando serem aprendidas, mas o tempo passou, a banha se foi, os livros foram lidos, o inglês melhora a cada dia, já assisti todos os filmes que tinha vontade (não foram muitos, não gosto muito de filmes, prefiro documentários), séries também... E agora? O que fazer? Tem horas que me bate um tédio desgraçado, uma vontade de fazer absolutamente nada, uma tristeza... tenho medo de entrar (ou já estar) num processo depressivo...

Sou jovem, me considero um cara interessado em aprender coisas e com uma boa carga de conhecimento em várias áreas (muita cultura inútil também, admito). Tenho a forte sensação que estou perdendo tempo precioso. Se em 2007 eu não tinha tempo para fazer as coisas que tinha vontade, em 2014 não tenho vontade de fazer coisas com o tempo que tenho. Como tudo na vida, acredito que a saída para isso é o equilíbrio, nem 8 nem 80, nem ser workaholic nem vagabundo. Por isso tenho nos últimos tempos tentado arrumar alguma coisa para me fazer ter uma rotina novamente e sair dessa onda de marasmo, acontece que não está fácil decidir o que fazer.

Minha cabeça é sempre um turbilhão de ideias, sabe aquela história que diz que cabeça vazia é a oficina do capeta? O contrário também é verdade, minha cabeça tá sempre ocupada com planos e mais planos que nunca são colocados em prática, acabo sempre como o cara que tem 3048457834784 canais de TV a cabo e assiste Globo. Muita opção e muito tempo disponível nem sempre é sinônimo de coisa boa.

Recentemente conversei via Skype com um amigo que está na China. O cara tirou um sabático, botou uma mochila nas costas e caiu no mundo. Ele disse que, claro, viajar é sempre bom, legal e se aprende muita coisa nova, mas que de uns meses pra cá (já faz quase 1 ano que ele começou esse mochilão) está sentindo falta de uma rotina e saudades do trabalho. Então acredito que esse sentimento não é exclusividade minha.

Bia tem uma rotina pré definida, tem hora pra entrar e sair do trabalho, hora para as aulas de dança que ela faz, hora para passear com cachorro... Mesmo não sendo a pessoa mais organizada do mundo, ela lida muito bem com isso, agora imagina eu que tenho quase uma síndrome de Sheldon Cooper, sou chato, metódico e adoro padronizações... Tenho algumas alternativas para mudar esse quadro de marasmo que tenho enfrentado e juro que estou tentando por em prática:

1- Comprar uma nova empresa: é uma coisa que gosto de fazer apesar dos problemas, ocuparia meu tempo e me traria um bom retorno financeiro. Quando comprei a loja atual a ideia era mante-la por 2 anos e vender, esse prazo já passou e continuo com a loja simplesmente porque a administração remota tem dado certo até agora, está cômodo, é quase uma renda passiva devido a pouquíssima carga de trabalho que tenho, porém não me sinto 100% seguro com esse modelo. Estou tentando comprar outra loja onde eu possa além de ganhar um dinheiro, me formatar para a aplicação do visto L1 americano. A ideia é casar a compra dessa nova loja com a venda da atual (tenho compradores da noite para o dia), acontece que está bem complicado achar algo que sirva aos meus propósitos.

2- Arrumar um emprego: O Pobretão pira! Se dentro de 60 dias eu não comprar uma outra loja, vou aceitar a proposta de emprego na minha área oferecida por um antigo colega de faculdade. Está decidido! Nesse caso aborto o plano do visto L1, trabalho 1 ano nesse emprego para ganhar experiência e ver "qualéquié" e começo a me formatar para o visto F1 (estudo), nesse caso o caminho migratório (imigratório?, emigratório?) seria: 1 ou 2 anos de estudo de inglês nos EUA + college no Canadá.

3- Chutar a porra toda pra cima e me mandar para os EUA: se eu não conseguir comprar outra loja e se detestar voltar a ser CLT esse é o plano C, o botão vermelho. Vendo a loja, arranco a Bia do emprego (ela gosta do emprego mas ao mesmo tempo não suporta mais o Brasil, tá pior que eu), faço as malas, boto o cachorro numa caixa de transporte e me mando para os EUA estudar inglês ainda esse ano! Uma vez lá vejo o que faço... Não gosto de fazer as coisas na loucura, mas as vezes sinto falta da adrenalina de arriscar mais mesmo sabendo que posso quebrar a cara. Trabalhar no pesado nos EUA seria no mínimo uma ótima experiência de vida. Se der errado por algum motivo, coloco o rabo entre as pernas, volto pro Brasil, arrumo um emprego e pronto! Essa é a ideia mais simples de se pôr em prática e a que a Bia mais tem vontade de fazer, ao contrário de mim ela gosta de fazer coisas sem muito planejamento, pra ver no que vai dar. Sinto inveja dessa qualidade.

Meu estilo de vida minimalista, frugal e childfree me dá uma grande liberdade de arriscar a fazer coisas novas, de ter mais facilidade para pagar o preço de uma decisão errada. A estabilidade financeira, a renda passiva considerável, a ausência de dívidas atrelado com uma vida barata me traz tranquilidade de saber que não vou passar sufoco em mudar minha vida radicalmente. Mesmo assim, com a faca e queijo nas mãos eu sou cagão e fico parado. Puta que pariu, preciso meter mais as caras, arriscar mais, usar o tempo, a saúde e a pouca idade ao meu favor!!! Juro que vou tentar tirar essas palavras da tela do computador e coloca-las em prática!




sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Atualização - Carteira - Julho/2014

Uma nuvem densa e negra está pairando sobre os céus do nosso Brasilsilsil... Não sei explicar, mas ando sentindo uma onda de negativismo e de coisas ruins... Pior que não vejo isso como exagero, teremos eleições, Argentina dando calote... Ando assustado!

Sabe aquela queda de faturamento não concretizada em junho? Então, ela veio agora! Tomei um chute no saco que não estava previsto, ouve uma queda acentuada nas vendas da loja, bem acima do esperado. O que me consola é saber que o mesmo aconteceu para meus vizinhos comerciantes e meus colegas de setor. Coisas de comércio... Já faz tempo que não arranco os cabelos (se bem que não os tenho) por causa disso, não adianta nada, só me estresso e perco saúde. Não tenho dívidas, prestações para pagar ou coisas do gênero. Se o faturamento cai, compro menos, os funcionários ganham menos então a coisa se ajeita sem muito trabalho.

Investimentos no piloto automático, nada de surgir um bom negócio para investir, enquanto isso fico com um bom montante parado na poupança. Fui visitar dois negócios a venda junto com um corretor, um era totalmente irrecuperável, o outro muito caro e não se encaixava bem no que preciso. Confesso que fiquei tentado por esse segundo, mas não estou a fim de fazer loucuras. Esse novo negócio muito provavelmente será meu trampolim para os Estados Unidos através do visto L1, portanto tem que ser algo que me enquadre dentro disso, mesmo se for menos lucrativo. Continuo procurando...

Tenho uma proposta de emprego para atuar na minha área de formação, embora não vá me servir para o propósito original (facilitar a emigração ao Canadá), estou tentado a aceitar por ter vontade de fazer algo diferente, ter uma experiência profissional diferente... Porém se eu aceitar, terei menos tempo para a loja e a possível compra de outro negócio. Complicado...

Estamos adorando o novo apartamento, o nível da vizinhança é outra coisa. Na maioria são casais sem filhos (não existem crianças nesse bairro, thanks God!), executivos engravatados que só ficam aqui durante a semana (um deles mora no Rio!) e muitos aposentados que deixaram seus mega-apês ou McHouses após o casamento dos filhos. Tenho conversado muito com os velhinhos e aprendido muito com eles, são tantas histórias...

Resumo da carteira em 31/07/2014:

segunda-feira, 21 de julho de 2014

A Falácia do Curso Superior no Brasil

Quem acompanha o blog sabe que tenho formação superior porém nunca exerci a profissão por estar sempre envolvido com empreendedorismo e que um dos meus planos para 2014 era arrumar um emprego na minha área de formação por 2 motivos: 1º finalmente trabalhar em algo que gosto e que tenho conhecimento técnico e 2º porque minha profissão é uma das requisitadas pelo governo canadense e ter experiência de trabalho poderia facilitar uma possível imigração para as terras nevadas do norte.

A loja está passando por uma calmaria: faturamento estabilizado, burocracias anuais resolvidas e quadro de funcionários estabilizado, então pensei que agora é o momento certo para colocar esse plano em ação. Antes de sair caçando um emprego (até consegui uma possível vaga com um colega de faculdade) resolvi pesquisar a respeito da validação do diploma no Canadá, afinal de contas não adianta nada ter a experiência se não conseguir me legalizar de maneira que possa exercer a profissão lá. Antes de começar a revirar sites "ponto ca" atrás de respostas eu já tinha uma boa noção da realidade: que muito provavelmente seria mais fácil refazer a faculdade que tentar validar o diploma, porém o buraco é mais em baixo...

Primeiramente fui pesquisar a grade curricular do meu curso nas faculdades canadenses. Isso é algo extremamente complexo de ser feito porque o ensino lá é completamente diferente do nosso no sentido de carga horária e maneira que você deve cumprir as matérias, mas pesquisa daqui, pesquisa de lá, consegui entender como funciona para a minha profissão. Fiquei extremamente assustado ao me dar conta que o mesmo curso que me dá um título de ensino superior aqui não é equivalente nem a um título técnico por lá! Só a carga horária é praticamente 3x maior que a brasileira, isso porque o curso não é generalista como o daqui, se fosse essa carga horária talvez seria umas 5x maior!!! Mais assustado ainda foi me dar conta que lá existem disciplinas que nunca nem ouvi falar ou ao menos foram coisas jogadas durante a minha faculdade. Agora entendo o porque do déficit de profissionais em certas áreas no Canadá: muitos cursos são extremamente complexos, demandam muito tempo para serem concluídos e principalmente, são muito caros! O orçamento para minha faculdade não fica por menos de CAD 60k, demanda os mesmos 4 anos que o curso brasileiro, mas lá é integral e há aulas de sábado. E tem que ser assim!

Fiquei muito chateado e, mais uma vez, me senti enganado pelo Brasil. Aqui na Banânia tudo é uma farsa! Tenho consciência que fiz uma Uniesquina de merda e que um colega que fez uma federal provavelmente é muito melhor preparado, mas fui dar uma olhada na grade das federais e a coisa não muda muito (é melhor, mas nem tanto). Aqui entra mais um absurdo: como que eu, que fiz uma Uniesquina de bosta posso ter o mesmo título do cara que fez uma federal fodona ou uma particular de 5k de mensalidade... Tá tudo errado!!!

Já comentei algumas vezes aqui no blog que ter curso superior não é garantia de sucesso e que muitas vezes chega a ser até burrice gastar dinheiro com isso. O filho de um amigo está todo contente porque passou no vestibular de uma Uni-merda pra Turismo... PQP! Que futuro esse moleque vai ter?! Para ter uma ideia, no Canadá nem existe faculdade de turismo, o que existe é meio que um curso técnico de 18 meses que não tem nada a ver com bacharelado como é aqui. As faculdades particulares brasileiras inventam uns cursos idiotas só para atrair estudante (ou seria cliente?) perdido no que fazer na vida. Do ponto de vista capitalista elas estão certíssimas, mas do ponto de vista ético tenho minhas dúvidas. Se você tiver um bom inglês, faça uma pesquisa similar, se seu título nem existir em outros países é provável que seu curso seja mais um inventado por Uni-merdas brasileiras pra arrancar dinheiro...

A grande falácia do curso superior no Brasil é você acreditar que, por ser bacharel em alguma coisa, é um profissional qualificado e preparado. Você pode até ser no meio dos seus, mas se olhar lá fora, você será somente um cara com um cursinho meia boca desqualificado para trabalhar em outro lugar que não seja seu país. Aí vem o discurso governamental que o número de pessoas com nível superior está aumentando e blá, blá, blá... mas isso está aumentando graças a cursos idiotas, de faculdades caça-níquel, com professores desmotivados. Na boa, vamos jogar limpo aqui: podemos resumir os cursos realmente úteis em: algumas engenharias, medicina e uma ou outra da área da saúde. De resto, são cursinhos que servem para encher salas de aulas, esvaziar bolsos, incentivar a indústria idiota de formaturas e que jamais trarão ganhos financeiros significativos ao formando.

O que vou fazer? Ainda não sei, mas talvez aceite a proposta do meu colega (tenho que esperar um pouco para isso se consolidar) por gostar da profissão e querer ter essa experiência pra minha vida, mas isso não será muito útil pensando no plano canadense. Quanto aos planos imigratórios, tudo está confuso na minha cabeça, mil ideias passam pela mente todos os dias, mas nenhuma delas é robusta o suficiente para por em prática... Complicado...

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Pergunta rápida...

Quantos de vocês nunca sofreram violência direta ou nunca tiveram um parente ou amigo direto que sofreram algum tipo de violência como um assalto ou mesmo um furto?

Por que dessa pergunta? Essa semana fiquei sabendo de 3 casos de violência com amigos e familiares. Comentei isso com minha professora de inglês, uma americana moradora do Oregon, que ficou bestificada e por alguns momentos pensou que eu estava fazendo uma brincadeira porque segundo ela falei com tanta naturalidade que não transmiti confiança. Então ela disse que não conhece nenhum caso de violência direta com familiares e amigos, e que os casos de violência mais próximos aconteceram com amigos de amigos ou amigos de parentes, ou seja, ela não conhece pessoas que tenham sofrido assalto, furto ou outro tipo de merda do gênero.

Parei pra pensar e me dei conta que tenho cerca de 30 casos diretos para relatar e que a minha naturalidade perante o crime é algo assustador, isso não está certo, não pode de maneira alguma acontecer. Quando um amigo é assaltado, perguntamos logo se fizeram alguma coisa com ele, quando dizem que não, veem as respostas clássicas: "graças a Deus", "dos males o menor", "vão-se os anéis, ficam os dedos", etc. Parem pra pensar: a gente simplesmente aceita o fato do crime como algo normal e ainda agradece por não ter acontecido nada com a pessoa, o que é totalmente compreensível, mas nenhum pouco justo!!!! Tá tudo errado...


terça-feira, 1 de julho de 2014

Atualização - Carteira - Junho/2014

Junho foi o mês que mudou o Brasil! Acabaram todos os escândalos de corrupção, a presidenta tornou-se a salvadora da pátria e tudo está lindo na terra da banana. Não ouço pessoas reclamando de absolutamente nada, finalmente atingimos a perfeição! Os hospitais funcionam, as escolas estão ótimas, a segurança então... nem se fala! Após mais de 500 anos o Brasil tinge a perfeição!!! Teria isso alguma coisa a ver com a copa do mundo? Não, acho que não, afinal não podemos misturar futebol (o santo Graal do brasileiro) com política.

Agora falando sério, percebi um fenômeno curioso em junho: as poucas pessoas mais esclarecidas com as quais tenho contato simplesmente esqueceram seus discursos moralistas e vestiram a camisa verde e amarela. Pararam as inteligentes discussões sobre política, situação do país e só sabem falar da bunda do Neymar (ou Kaká, sei lá...). É triste ver que o futebol, um esporte (dos mais sem graça, diga-se de passagem) possa ter uma influência tão grande na vida das pessoas. Claro que você não vai concordar comigo, afinal faço parte do grupo de 10 pessoas no Brasil que não gosta de futebol, rsrs! É amigos, cada vez tenho mais motivos pra me sentir na terra errada...

Bom, falando do que interessa (se é que alguém está interessado nisso), junho foi um mês atípico na loja, já estava esperando uma queda de 40% que por algum motivo não se concretizou, o faturamento caiu menos de 10%. Aqui, mais uma vez, temos um exemplo do quão bom é ser pessimista, me preparei para o pior e fiquei contente com o resultado que obtive. Por outro lado, também espero um julho abaixo da média devido a mudança das férias escolares, vamos ver...

Os investimentos continuam no piloto automático. Estou procurando um novo negócio pra investir, mas está muito difícil encontrar, talvez só no ano que vem.

Continuo com o jejum de internet e sem vontade de escrever para o blog. Cada dia mais o blog está tomando um rumo diferente, estou desviando o caminho da independência financeira para trilhar um novo caminho que ainda não sei qual será. Meus posts estão cada vez mais perdendo a relevância assim como o gasto de tempo com a blogosfera. Peço desculpas para os 2 ou 3 caras que acompanham meus posts me incentivando, o blog continuará no ar, mas as novas postagens não tem data pra sair. Também não sei quando pararei de divulgar o patrimônio, mas isso de fato acontecerá em breve. Como diria o maluco, prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, não entendo como pessoas conseguem passar anos e anos fazendo a mesma coisa, com os mesmos planos... Quem sabe um dia eu goste de futebol...

Resumo da carteira em 29/06/2014: ERRATA: VALOR DA CARTEIRA: R$ 236.154,79

sábado, 14 de junho de 2014

Jejum de Internet

Sumi, mas estou vivo! Decidi fazer jejum de internet, fiquei uma semana somente acessando e-mails, nada de blogs, nada de Youtube, nada de pesquisas na Wikipedia, nada... Decidi fazer essa experiência por achar que estava perdendo tempo demais com internet e que grande parte do "conhecimento" que adquiro na rede é totalmente desnecessário para meu dia-a-dia. Estava certo!

Desde que deletei meu Facebook ano passado tenho notado que coisas que julgamos totalmente necessárias nem sempre são assim. Nesse um ano sem Facebook percebi que continuo tendo contato com os mesmos amigos de sempre, que não tenho o menor interesse se Fulano está tomando Skol ou Budweiser, se fulana "partiu academia" ou se os Beagles foram ou não jogados na rua. O conteúdo de Facebook é totalmente desnecessário e digo mais, só serve para piorar a vida de uma pessoa porque você recebe um enxurrada de informação desencontrada, opiniões violentamente parciais, enfim, toda sorte de coisas que não agrega em nada. De vez em quando dou uma pescoçada quando a Bia está fuçando no seu (não consegui convence-la de abandonar Face/Insta/Twitter) e só vejo desgraça, denúncias redundantes de corrupção, fotos de gatos em situações engraçadas, etc. Não consigo ver valor nisso tudo.

Nessa última semana sem internet me dei conta que aquela curiosidade urgente como saber a divisão geográfica das Ilhas Virgens, nada mais é que curiosidade, não preciso ficar ansioso pra descobrir. Nos anos 90 esse tipo de curiosidade passava batido e se realmente persistisse eu teria que buscar na Barsa da escola ou escrever para a Superinteressante e rezar para ser respondido. Assistir aos vídeos dos Youtubers que moram nos EUA é divertido, mas me faz ficar com ainda mais raiva do Brasil, como não conseguirei fugir desse país tão cedo, preciso manter minha indignação dentro de limites que me permitam continuar vivendo aqui de maneira salubre. Não acompanhei meus feeds de notícias e isso não fez a menor diferença na minha vida.

Também não acompanhei a blogosfera, confesso que essa foi uma das partes mais difíceis, mas resisti. O contato com o pessoal daqui é muito legal, mas consegui ficar distante. Fiquei muito chateado ao voltar hoje e saber da notícia do alagamento da loja do BBB. Infelizmente esse é um dos vários desafios que um empreendedor tem que enfrentar, portanto pense 10x antes de criticar e invejar seu patrão por ele ter um Audi, só ele sabe o que teve que passar para andar com um carro bom ou folgar numa quinta feira.

Durante esse período de jejum de internet consegui ler um livro completo (hábito que eu tinha abandonado esse ano por achar que não tinha tempo) e estudei o dobro de inglês. Sai aqui no bairro, a pé, para andar sem destino (coisa que adoro fazer), encontrei uma padaria ótima com preços decentes, conheci um pessoal que pratica crossfit na praça (sim, eu sei, essa é a nova modinha da classe-média-alta, mas e daí, é legal pra caramba!), conversei em inglês com gringos perdidos, andei de bicicleta pela cidade enquanto a Galinha Pintadinha Claudia Leite cantava na abertura da copa, doei sangue, fui trabalhar de bicicleta duas vezes, passeei muito com o cachorro... Enfim, descobri que existe vida fora da tela de um laptop!!!

Não vou fazer isso pra sempre, foi uma experiência, mas com certeza investirei melhor meu tempo daqui pra frente. Não sei quando voltarei a postar aqui no blog porque estou sem ideias, aceito sugestões para posts, ok? Recomendo que todos passem por essa experiência de vez em quando, vale muito a pena!
Os comentários desse blog são moderados, ou seja, passam pelo meu controle antes de serem publicados. Esse é o motivo pelo qual seu comentário não aparecerá logo após você clicar em "Publicar", portanto não precisa postar 2 ou 3 vezes! Posso demorar, mas publicarei e responderei todos os comentários que não contenham trolagens, intrigas, propagandas e baixo nível.