quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

[Reflexões #1] Sobre Conforto e Preocupações com Dinheiro

No último Natal, visitei a casa de uma pessoa próxima, embora a amizade venha de muito tempo, a oportunidade de visitar a casa deles após o casamento só surgiu agora. São um casal de origem simples, que trabalham muito pra prosperar, já sofreram pra caramba com inúmeros problemas familiares que levaram a grandes prejuízos financeiros, mas agora estão estabilizados, com chances ainda maiores de ascensão profissional.

Moram numa casa confortável, com bastante espaço, comprada de maneira racional: 70% de entrada e o restante financiado em poucos meses com parcelas altas, mas dentro do orçamento deles. Pagaram um preço justo (dentro da realidade do mercado imobiliário atual) pelo que receberam. Possuem 2 carros, 1 quitado e outro financiado em poucas parcelas. Precisam de 2 carros? Provavelmente não, mas podem te-los. Quase não tem dívidas.

Ele está estabilizado no trabalho, faz o que gosta e ganha muito bem. Ela está numa fase de transição, mas se tudo correr bem logo estará ganhando uma boa grana. Possuem educação financeira? Não e sim. Não porque muito provavelmente eles não conhecem esse conceito e porque já gastaram muita grana com coisas desnecessárias e já se enfiaram em dívidas medonhas. Sim, porque bem ou mal aprenderam que dar o passo maior que a perna quase nunca dá certo, precisaram sofrer na pele mas aprenderam controlar as finanças.

Esse casal, de classe média, vive sem grandes preocupações em relação ao dinheiro, pelo que conversamos, percebi que eles usam somente uma regra (e talvez a mais importante) em relação ao dinheiro: gastar menos do que ganham. Fazem prestações? Sim, mas não loucuras impagáveis e sem necessidade. Acredito que eles não imaginem o conceito de independência financeira, que é possível parar de trabalhar, desde que se faça um bom planejamento e estude pra isso; mas pra eles (pelo menos pra ele) isso não faria muito sentido: o cara trabalha com algo que sonhou a vida toda e ainda por cima é bem remunerado por isso.

Quero chegar no seguinte ponto: será que a gente, que busca a independência financeira, não está na verdade sabotando nosso plano ao abrir mão de certos confortos, como uma boa casa, um carrinho legal, algumas viagens? Será que ao invés de buscar a IF amparando-se na frugalidade não seria melhor buscar uma colocação profissional mais agradável? Trabalhar com algo que de o mínimo de satisfação seria uma maneira de fazer 2 coisas ao mesmo tempo: viver melhor e buscar a IF com mais calma.

Não estou dizendo que vou abandonar meu plano, que vou torrar toda minha grana com uma BMW e gastarei a grana do aporte na churrascaria, mas conviver algumas horas com esse casal me fez parar pra pensar que talvez certas coisas que fazemos na busca da IF sejam exageradas. Outra coisa que contribui para essa reflexão é o fato do meu trabalho estar mais equilibrado: estou trabalhando menos, porém melhor, está sobrando tempo pra fazer outras coisas, enfim, meu sentimento em relação a empresa melhorou bastante.

E você? O que pensa a respeito?

82 comentários:

  1. Corey, isso vai de cada um. Sou funcionário público numa repartição chatinha, muitas vezes tediosa outras vezes atolada de serviço. Meu salário não é top. Quero aumentar meu salário, comprar bons ativos e parar de trabalhar uns 10 anos e viver de acordo com minhas ideias, fazer as coisas de que gosto.

    o seu caso é diferente, vc tem muito conhecimento sobre empreendorismo, li coisas aqui que nem sabia que existiam. Se vc conseguir trabalhar menos horas por dia, sem se preocupar, sem ser roubado por funcionários, então vc estará feito, vai poder curtir as suas coisas além da vida profissional.


    Será que não é possível "alugar" as lojas para alguém e viver uns 2 anos sabático? Se puder, aproveite.

    Mas, no meu caso, quero juntar grana e receber dividendos, proventos e aluguéis até morrer. Ganhar dinheiro com o homebroker é muito mais interessante para mim.


    Ass.:Crash

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    1. Olá Crash!

      Seu caso, a busca por uma remuneração melhor pode ser fundamental para conseguir atingir seus objetivos, por sorte, minha remuneração já é bem interessante (em vista da carga de trabalho), porém minha remuneração não é sustentável no longo prazo, por isso preciso focar na IF.

      O que vc diz de alugar existe sim, chama-se arrendar, é algo relativamente comum, mas que tem N problemas. Particularmente sou contra o arrendamento, prefiro vender a empresa, mesmo se for com pouca entrada.

      Abraço!

      Corey

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  2. Vou citar aqui uma frase do Sr. K:

    "Junte dinheiro; guarde uma parte substancial; gaste outra parte, afinal, tem-se que viver, e pronto, se morrer, morreu. A vida é curta, o mundo é bonito..." =P

    Brincadeiras a parte. Concordo com seu ponto de vista. Tem pessoa que fica focado na IF e não torra um centavo por um dia de prazer. Trabalha em um emprego lamentável e não tem o minimo de diversão. Uma hora pira o_0

    Eu gasto. E quando vou em restaurante, peço o mais caro pra me lembrar que se eu quiser continuar comendo bem, vou ter que continuar ralando pra manter um padrão.

    Não vou guardar meu dinheiro exclusivamente para o futuro. Se eu não viver agora, no futuro provavelmente lamentarei a péssima vida que tive.

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    1. Olá Aportador!

      Essa frase faz todo o sentido e é mais ou menos o que faço ou tento fazer na minha vida. Acho que nem 8 nem 80, devemos gastar um pouco, mas com responsabilidade. Um exemplo meu é a grana que gastarei com aluguel pra poder ter mais conforto e morar num local melhor.

      Essa de pedir a comida mais cara é uma boa, nunca pensei nisso, vou tentar essa técnica da próxima vez, rsrs!

      "Não vou guardar meu dinheiro exclusivamente para o futuro. Se eu não viver agora, no futuro provavelmente lamentarei a péssima vida que tive." - perfeito! Sendo que no futuro a saúde não será a mesma.

      Abração!

      Corey

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  3. Aportador, quem tem emprego chato ou coisa pior, quer fugir dele o mais rápido possível. Trata-se de sofrer agora para cortar o sofrimento no futuro. Vc já leu os posts do Zé Mobral? A ideia é economizar agora e ser bem recompensado no futuro.


    Mas quem tem salário acima de 8k, tranquilidade, luxos e prazeres certos, pode ficar tranquilo. A vida está muito melhor que a 80% dos outros trabalhadores, então não há motivo para se preocupar.

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    1. Vou dar uma checada nos posts dele. =]

      Infelizmente existe isso. A pessoa tem que se sujeitar ao pior para poder ter um futuro. Mas pq não ter o melhor dos dois?

      Tem um site que faz ilustrações baseadas em citações famosas, e essa aqui é uma muito boa, que se adéqua (apesar de para muitos ser ilusória, concordo):

      http://zenpencils.com/comic/98-alan-watts-what-if-money-was-no-object/

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    2. Entendo perfeitamente o Mobral e o Pobretão, não tiro a razão deles, provavelmente eu faria o mesmo, o que quero questionar é se não vale a pena desligar um pouco da IF pra buscar uma atividade onde possamos ter um mínimo de prazer em faze-la.

      O fato do cara ganhar 8k pode trazer mais problemas que vantagens, veja o próprio Mobral, que ganha pouquíssimo, mas devido a sua frugalidade é o que está mais próximo da IF dentre todos nós.

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  4. Quem passou e passa por dureza, quer se livrar do trabalho logo, logo. Não dá para adorar ficar em emprego meleca.

    Mas quem faz o que gosta nem se preocupa, nem precisa.

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    1. Sim, mas será que o cara do emprego meleca não consegue outro menos pior?

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  5. Bom dia Corey, essa sua pergunta é o trade-off da vida. Quando decidi montar meu blog (que está engatinhando) li muito material e confesso que fiquei chocado. Estou numa situação parecida com a de seus amigos: casal, carro quitado, pagando apartamento, contas dentro do orçamento. Cheguei a fazer duas viagens internacionais ano passado, tudo por conta de nosso atual estado de gravidez, que foi muito planejada e desejada. Comprei o carro dos meus sonhos (que não estou mais com ele), meus equipos, enfim curti (ou gastei) bastante.

    Para mim não tem nada mais deprimente que esses velhos com essas garotinhas e é essa imagem que me vem à cabeça quando leio os mais radicais. Coroa andando de Veloster é ridículo. O que quero dizer com isso? O tempo não volta, não adianta espernear. Depois o cidadão quer recuperar o tempo perdido, tanto em termos materiais quanto em experiência de vida e fica um bobão de 50 anos, pensando que tem 20. Com homem isso acontece muito!

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    1. "Depois o cidadão quer recuperar o tempo perdido, tanto em termos materiais quanto em experiência de vida e fica um bobão de 50 anos, pensando que tem 20." => pobretão

      haha

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    2. FF:

      Pelo que entendi todos seus gastos foram planejados e é justamente isso que quero falar, provavelmente seus gastos não prejudicaram sua vida, vc tem um carro legal, fez viagens e terá um filho, mas mesmo assim não está quebrado.

      As vezes ficamos bitolados com a IF e acabamos dos privando de experiências e coisas que queremos ter, lá no futuro provavelmente um gasto desse não faria tanta diferença.

      Tb não me agrada a ideia de ser um coroa querendo se achar molecão, acredito que pra tudo existem fases e devemos curtir cada fase pq ela não voltará mais. Por outro lado acho legal qd um cara chega aos 50 ou 60, assumindo a idade que tem mas com a saúde e o corpo em forma.

      Abração!

      Corey

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    3. Eu ri bastante aqui. Sou um cara de 50 e vejo que essa idéia de "velho" com meninas de 20 e poucos é sempre lembrada como se o cara fosse um idiota.
      Já fui casado e divorciei, desde então minha vida só melhorou, tanto psicologicamente quanto financeiramente. Com certeza vou sempre preferir 2 de 20 a uma de 40.
      Há dez anos comecei a correr por causa de uma dor no joelho e hoje corro uma maratona todo ano, fato que modificou minha vida e me deu energia suficiente pra curtir a vida.
      Com toda essa energia e uma grana razoável, vou mais é viver os sonhos que eu acalentei na juventude.

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    4. Amigo, vc pelo jeito é um cara de 50 anos mas com boa saúde, que se cuida, mas vc sabe melhor q ninguém q isso é minoria. Boa parte dos caras de 50 anos estão barrigudos, largados e até brochas!

      Não acho que com 50 anos o cara é velho, é muito possível chegar nessa idade bem jovem: corpo em forma, cabeça e dia...

      Abraço!

      Corey

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  6. Sua conclusão a respeito do seu casal de amigos foi perfeita.

    Mas o que funciona para eles não funciona para a maioria das pessoas/casais.

    Querer trabalhar no que gosta e ganhar bem todo mundo quer. MAS NEM TODO MUNDO CONSEGUE, POR MAIS QUE LUTE.

    90% dos blogueiros tem queixas a respeito do emprego atual, portanto os sacrifícios em busca da I.F. são válidos.

    Os mesmos 90%, se tivessem uma colocação profissional melhor, com salários altos e ambiente profissional tranquilo, provavelmente desistiriam ou adiariam os planos de I.F.

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    1. Rei:

      Vc tem razão, somente uma pequena parcela das pessoas consegue trabalhar com algo que gosta, mas daí a trabalhar em algo totalmente insuportável já são outros 500!!! Acho que sempre dá pra buscar uma colocação ao menos tolerável.

      Eu mesmo sou um que, por ter uma colocação tolerável, vou adiar a IF em prol de mais conforto no dia de hoje.

      Abraço!

      Corey

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  7. Corey... voce viu o meu relato não é? Eu fiz tudo errado e certo. Digo isso porque estava indo bem, me deixei levar por "da vida nao levo nada" e "fica tranquilo, que vamos dar conta de pagar"... não deu certo. vieram alguns furacoes na minha vida para os quais eu nao estava preparado.

    minha esposa (tive uma uniao estavel antes dela e nao conto como 'casamento', mas como 'cagamento') é pobre, eu sou pobre. Gostamos de coisas boas como qualquer um, mas por exemplo, nao nos enfiamos em dividas por celular caro, viagens, tv plasma, etc. vivemos uma vidinha simples, pois estamos apertadissimos, as vezes falta o basico (por exemplo, nao vamos com frequencia a cinema, algo que a agrada, e que é uma coisa relativamente barata) e não temos grandes ilusoes de morar em mansão e andar de bmw. so queremos ter dignidade, as contas pagas, geladeira cheia e um teto na cabeça. um carrinho bom e quitado e possibilidade de sair viajar de vez em quando. ontem mesmo tivemos uma conversa seria sobre nosso futuro financeiro (ja contei que ajudamos os pais dela tambem ne?) e tudo mais, tentando nos planejar para NAO TERMOS MAIS DIVIDAS. queremos quitar o carro, pagar os cartões e tudo mais e não entrar mais em roubadas.

    ja que temos a casa da sogra, defini com ela que assim que estiver empregado novamente (ainda estou desempregado...) começaremos nosso plano de pagar dividas e investir, devagar e sempre, em ações e TD. depois iremos ver como compraremos um imovel (com parte da grana guardada).

    a gente tem que se precaver muito mais do que curtir. alias, curtir é uma coisa muito subjetiva... ex. eu sou casado, para mim nao faz sentido balada, put@ria, mulheres etc, sair beber etc...

    os grandes prazeres da vida são simples, se voce for ver, nao demanda muita grana... um final de semana a dois por exemplo.. nao custa muito caro, voce curte a vida e ainda consegue economizar e investir. como dizem por ai, pra que roupa de marca se o melhor da vida se faz pelado??? kkkk

    não tem como ser feliz e ficar tranquilo com a cabeça cheia por causa de dividas. veja como viver feito louca a classe media. comprar compra comprar.. se endividar endividar endividar... cartoes e mais cartoes, consumismo sem freio, sem controle, sem necessidade.
    (continua)

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    1. quase todo milio/bilionario leva uma vida frugal, nao por sovinice. e isso que a classe media/pobre nao entende, no meu ponto de vista. olha so o Buffett. Eu tenho um pouco disso em mim. Ele gosta de comer hamburger e tomar coca-cola. Eu gosto de pão de queijo e café. Faz sentido ficarmos jantanndo no restaurante japones??? acho que nao! pois alem de nao gostar DAQUELA comida, ainda gastariamos a mais do que com nossos habitos baratos. carros. voce realmente precisa de uma ferrari ou um camaro amarelo? Eu nao... tem muita gente aqui na minha cidade que tem aquelas picaponas 4x4. e so anda no asfalto como eu. nao faz sentido pra mim ter um desses, mesmo que tivesse muita grana... e por ai vai.

      tudo sao escolhas e formas de ver a vida. tem gente que se nao fizer festa milionaria pro CACHORRO fica de tromba. enquanto isso tem gente comendo barro no haiti.

      a sustentabilidade de uma vida digna, sem dividas, com ativos, sem dores de cabeça, de modo a proporcionar uma qualidade boa (ex. trabalhar com menos stress, menos correria -- pq vc nao é "obrigado" a fechar 10 contratos pq seu cartao esta estourado, menos gastos desnecessarios, comida de qualidade em vez de lanches doidos e rapidos etc.) so é possivel com o devido controle.

      eu pessoalmente (particularmente) sou como ocrash acima disse: quando ganho dinheiro (especialmente no mercado...) sinto tesão, quando gasto ja nao tem tanta graça. minha diversão básica é atirar... gosto muito, seja de arma de fogo, de pressão, estilingue, arco e flecha, basta servir pra tacar alguma coisa em outra...rsrs o mais barato é o estilingue, 1 real de elastico, courinho de sapato velho, forquilha gratis de galho e munição é pedra do chão.. e é divertido pra caramba...

      quanto ao exagero, lembro-me do tio patinhas em seu manual, tinha um mandamento que era mais ou menos isso:

      se estiver rico, economize. se estiver pobre, economize mais ainda.

      ou seja: voce pode ter o bolo e come-lo, mas enquanto estiver na fase de capitalização tem que ser mais mão de ferro sim... depois pode dar uma relaxada de leve. de muito leve.

      abraço

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    2. Victor:

      O q vc e sua esposa querem é algo totalmente real e atingível, basta conseguirem acertar a situação em que se encontram atualmente. O segredo vc já sabe: não se enfiar em dívida inútil e ter as rédeas do dinheiro. Conhecemos um casal que é meio o oposto desse do exemplo do texto. Eles são classe média mas querem levar uma vida de classe alta e vivem o "da vida nao levo nada" muito a sério. Infelizmente sabemos que uma hora a coisa vai ficar muito feia pra eles.

      Já estive numa situação complicada (nem tanto quanto a sua) e meu sonho na época era mais ou menos a vida que tenho hoje. E hoje, estou satisfeito? Não... Mas sei onde tenho que mudar pra melhorar. O segredo é não aumentar (muito) a despesa conforme vamos melhorando de vida.

      Vc tem razão, curtir é relativo e muitas vezes não custa muito dinheiro, o que não podemos deixar de fazer é ter algum tipo de lazer, caso contrário ficaremso todos (mais) loucos.

      A frugalidade é uma das melhores aliadas, mas a linha entre bem e mal dela é muito tênue. Podemos cair na tentação da frugalidade extrema procurando antecipar nossos planos, mas tenho dúvidas se isso está certo. Tenho gostos simples e outros nem tanto. Não vejo a menor graça em restaurantes sofisticados, mas adoro uma churrascaria de vila; por outro lado, não abro mão deum um bom scotch, mas se não der pra comprar, passo muito bem sem tomar nenhum.

      Tem coisas que adoro gastar dinheiro, entre elas comida e viagens, mas roupas, por exemplo, detesto, rsrs!

      Abração!

      COrey

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  9. Quem ganha bem e tem trabalho bom, nem precisa saber de IF. Mas quem "tá" ganhando mal, deve batalhar, lutar pelo dinheiro ou encher o pote fim de semana e esperar a aposentadoria.


    Sempre vai haver diferenças de pensamento.

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  10. Na verdade a situação dele é clara, ele trabalha em algo que curte e ganha bem. Deve ter bons horários, establizado não tem preocupação.

    A maioria de nós é duramente explorado, ganha mal, tem vidas horríveis. Se sairmos gastando vamos acabar em algum momento demitidos (altas chances) e aí já viu, estamos na sarjeta. Nem casar ou ter namorada podemos pq não tem como sustentar.

    Se somos viciados em IF é por simplesmente odiarmos os nossos trabalhos. Só isso.

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    1. Pobreta, correr em busca de mais grana é correto, mas achar que o mundo é o inferno na Terra, que TODO mundo é malvado é complicado.

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    2. Pobretão:

      O trabalho dele é bem puxado, mas é algo que sempre quis fazer, por isso entendo o prazer que ele sente em trabalhar. Vc é um exemplo que detesta o trabalho (o que não critico), mas será que não há uma maneira de melhorar isso?

      Abraço!

      Corey

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  11. "Não existe trabalho ruim. Ruim é ter que trabalhar."
    .
    Quanto tempo vcs conseguem fazer a mesma coisa sem enjoar... Eu, pelo menos, depois de 5-7a já não aguento mais continuar fazendo a mesma coisa...
    .
    SErá que seu amigo não está de "lua-de-mel" com sua atividade? Quanto tempo mais ele deve levar pra ficar de saco cheio?

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    1. Faltou uma "?" depois do "enjoar".

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    2. Max, vc tocou num ponto interessante: o enjoo pelo trabalho. Nunca parei pra pensar, mas isso é exatamente o que sinto e acho q acontece o mesmo com muita gente.

      "SErá que seu amigo não está de "lua-de-mel" com sua atividade? Quanto tempo mais ele deve levar pra ficar de saco cheio?" - Boa pergunta! Acho q sim, ele está na lua de mel, mais cedo ou mais tarde os problemas prevalecerão e o tesão pelo trabalho acabará.

      Abraço!

      Corey

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  12. Entedo Corey,
    Já me pergunte várias vezzes se faz sentido alcançar a independência financeira.
    Meu caso por exemplo, trabalho em um emprego bom, nada cansativo, com excelente clima, que não paga um salário TOP, mas dá pra pagar as contas com um pouquinho de folga, e é um emprego estável.
    Se eu decidisse consumir sempre todo o meu salário, daria pra eu ter um carro e uma casa própria, e viver com mais conforto.
    Entretanto, este meu sonho de IF é um sonho que tenho desde criança. Vivi em uma família que me serviu de contra-exemplo, altamente endividada.
    E o momento atual é o mais desestimulante. Colocamos milhares de reais nos investimentos e algumas vezes recebemos rendimentos ou dividendos de 50 ou 100 reais. A maioria fica desestimulada com isso. Mas podemos pegar exemplos de pessoas que persistiram no longo prazo e hoje para ele dinnheiro não é problema. Se voltassem no tempo, fariam a mesma coisa.
    Futuramente eu quero viajar para outros lugares e ter uma vida muito confortável. E minha vida hoje não é tão frugal assim. Tenho um razoável conforto. Acho que o ideal é o equilíbrio.

    Abraços

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    1. Grande Adp!

      Acho q o seu é o melhor exemplo do q estou tentando passar. Seu trabalho é agradável, paga relativamente bem, vc vive confortavelmente e sem muita renuncia. Pra sua realidade, valeria a pena apertar de todos os lados buscando ganhar algum tempo lá na frente? Aposto q sua resposta é não.

      A IF é pra mim algo mágico, mas q pode se transformar num pesadelo, acredito que precisamos de uma atividade, ficar totalmente parado não é saudável. Então pq não buscar uma atividade mais equilibrada e ao mesmo tempo a IF?

      Abração e obrigado pela contribuição!

      COrey

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    2. Pois é ADP isso é uma questão importante, tem gente que tem empregos muito legais, estáveis, sem pressão, stress, com tarefas legais que não causam destruição mental.

      Ás vezes nesse caso vale a pena curtir a vida, ter uma reserva tal mas buscar conforto e experiências loucas.

      O problema é o cara vender a alma num emprego merda (como o meu) para poder curtir um pouco só. Aí é foda porque sua vida será pra sempre uma merda 90% do tempo com 10% de alegria.

      Eu ando pensando nisso que quem tem bom emprego não precsaria desse vício em IF.

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    3. Mas pobreta, não seria melhor tentar um emprego menos merda e aí dar uma relaxada?

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    4. Entendo Pobreta, mas este meu emprego atual não foi o meu primeiro emprego.
      Já tive um emprego do tipo que você falou: eu vendia a alma sem qualquer retorno. Ambiente de trabalho péssimo, Muita exploração. Falsidade, malandragens, injustiças, um querendo jogar os problemas nas costas dos outros. Os puxa-sacos se davam bem e os que realmente trabalhavam se davam mal. Chefes totalmente opressores. Ambiente sem recursos e com alta pressão.
      A maioria dos meus colgeas reclamavam, junto comigo. Mas a minoria fez o que eu fazia. Eu canalizava todo este lado negativo para me estimular a sair daquele lugar. Passei a estudar que nem um tarado para passar em um concurso público. Felizmente consegui e minha qualidade de vida mudou da água para o vinho. Todo dia quando acordo eu me lembro de como o meu antigo trabalho era ruim. Por isso na maioria das vezes estou de bom humor.
      Mas não adianta. Não sou de me acomodar e estou com planos de terminar a facul e partir para os salários de 5 dígitos. E meus aportes continuarão sendo feitos religiosamente.

      Abraços

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    5. AdP, seu relato é muito legal. Tenho sorte, nunca trabalhei num ambiente insuportável, mesmo qd era empregado. Claro, houveram algumas situações ruins, briguinhas com colegas, essas coisas, mas nada q tornasse o ambiente intolerável. Mesmo assim, cheguei a pedir transferência de unidade buscando mais sossego. Deu certo. Muitos colegas dessa época ainda estão na empresa, reclamando, mas não fazem nada pra mudar.

      Abraço!

      Corey

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  13. Corey,
    Interessante post, durante um longo período de minha vida (cerca de 8 anos) aportava cerca de 70% do meu salário, isso foi dos 27 aos 35, casei aos 32, não vivia , me privava de tudo, deixava tudo para o amanhã, embora tivesse um bom salário. Após 3 anos de casado minha esposa começou a reclamar de tanta pão durisse, nao havia, teatro, cinema, viagens, nada, apenas um super ape comprado a vista, um gorda conta bancaria e um carro popular, recebi uma intimação "ou muda limão sei não", depois de muito refletir, resolvi mudar, vieram viagens, passeios, conforto para minha vida, filhos. Meus aportes diminuíram, mas em razão de nossa disciplina( eu e minha esposa) cintunuanos a fazer aportes.
    Agora vivo de forma mais equilibrada, mais prazerosamente , até o caminho da IF ficou mais brando, menos sofrido. Quando lho para trás me arrependo, talvez tivesse um pouco mais pobre, mas acho que a jornada teria sidi mais feliz.
    Hoje tenho 44 anos e percebo que abri mão da coisa mais importante do tempo, de viver, isso eu nao consigo recuperar de jeito nenhum e vejo quanta coisa deixei de desfrutar para aproveitar no Futuro.
    Acho que é isso devemos buscar o equilíbrio, não vale superdimensionar apenas um aspecto da vida ,
    Saúde e paz
    Livreiro

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    1. Livreiro:

      Muito legal o seu relato, sinto-me mais confortável em saber que minhas ideias não são irreais e q tem muita chance de sucesso.

      Lembro-me do começo da minha vida de casado: apto financiado, 3 carros (isso mesmo, três!) financiados sem entrada, nada de cinema, balada; viagens então, nem pensar, eram sonhos distantes... Depois q comecei a me educar financeiramente, as dividas foram diminuindo e o lazer aumentando. Hoje conseguimos curtir bastante, mas ainda quero mais.

      Espero chegar na sua idade, ler novamente esse comentário e saber que fiz a coisa certa.

      Muito obrigado!

      Corey

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    2. Corey,
      O mais louvável foi você se questionar ainda jovem. Hoje entendo que deve sr curtir o caminho até a IF e não postergar todos os desejos até que a IF chegue. Entretanto, se alguém me falassevisso em minha fase de aporte total, chamaria de herege e própria queimá-lo na fogueira, era intransigente.

      Em relação aos outros comentários, reconheço que tenho um trabalho que gosto, não consome todo o meu tempo e sou bem remunerado, nessa situação talvez seja mais fácil aproveitar a vida e ainda guardar dinheiro.

      Devo esclarecer que trabalhar 4 ou 6 horas por dia, nunca foi meu sonho, eu considero razoável trabalhar 8 horas por dia e necessito ter uma atividade, não gosto do ócio, mas nào critico quem o curte, tenho um grande amigo que em razão de herança, nunca trabalhou e é extremamente feliz.

      Espero que encontre seu caminho para. IF é que seja feliz, não vejo mal algum em diminuir a velocidade rumo a IF e aproveitar mais a vida, foi isso que fiz, apenas gostaria de ter feito antes.

      Foi um prazer dividir minha experiência com você!

      Espero que te ajude em suas decisões.

      De nada!

      Livreiro

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    3. Esse relato foi um soco na minha cara, putz... Mas no seu caso o emprego é bom então realmente você exagerou na busca pela IF.

      Porém querer trabalhar 8 horas pordia e não 6... caramba amigo, que é isso..

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    4. Livreiro:

      Só fui me questionar pq passei por 2 situações de vida ou morte nos últimos anos, caso contrário, acho que estaria intransigente. É impressionante como só aprendemos as coisas certas após um grande choque emocional.

      Tenho certeza que eu ficaria louco sem alguma atividade, percebi isso durante um periodo sabático que fiz. Acredito que uma atividade que ocupe 2 ou 3 dias da semana seria perfeito pra mim.

      Obrigado pela força e contribuição, espero q vc volte sempre, é de pessoas sensatas como vc que precisamos.

      Abraço!

      COrey

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  14. Ótima postagem corey,

    Acho que o equilibrio entre gastar e poupar é semelhante a encontrar um preço correto para um produto.

    Falando em produto, preciso de alguns conselhos.

    Estou estudando um pouco sobre empreendedorismo e coisas do tipo, e gostaria de saber de você, já que é uma pessoa do ramo, quais informações eu devo ter antes de abrir uma empresa, indiferente do ramo de atuação ? O que acha estritamente importante, o que é bom saber, o que é opcional e o que é irrelevante analisar antes de se abrir um negócio ? Li muitos artigos do CEBRAE mas ele explica muito por cima as coisas e a maioria do que está escrito lá não me ajudou muito.

    Uta!

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    1. Estagiário:

      Cara, acho melhor eu fazer um post sobre esse assunto, pra ficar mais organizado. Vc tem pressa? Se tiver eu mando um e-mail pra vc com minha opinião, caso contrário, só não me deixe esquecer de fazer o post.

      A grosso modo, o Sebrae dá informações mais genéricas, porém importantes, posso falar sobre coisas mais específicas, mas mesmo assim não vai ficar muito especifico pq cada setor tem características bem peculiares. Vc está fando em montar, mas pq não comprar uma empresa em funcionamento? É mais prático...

      ABraço!

      Corey

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    2. Não tenho nenhum problema em esperar não Corey. Acho que até um post com este tema é muito interessante afinal você tem o know how suficiente para fazer um ótimo texto.

      Sobre comprar uma empresa, no meu caso fica difícil por causa do capital necessário para comprar uma, ainda mais se for uma empresa voltada para internet, como a que eu estou pensando.

      Apesar de ser voltada para internet, eu sei que muitas coisas podem ser aplicadas, afinal, indiferente da empresa ou ramo, o empreendedorismo é o mesmo, ou estou errado ?

      Uta!

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    3. Entendi, no seu caso a montagem é mais viável e acredito que não seja algo tão complicado de ser feito quanto uma loja de rua, por exemplo.

      Existem grandes diferenças entre ter um comércio, uma indústria ou uma empresa na internet, mas com certeza há muita coisa em comum. Vou bolar um texto bacana.

      ABração!

      Corey

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  15. Corey,
    sempre fui a favor de viver o hoje sem esquecer o amanhã, de que adianta viver gastando e chegar na velhice quebrado ou guardar cada migalha e chegar lá na frente doente e rico?
    Como dizem os budistas, o melhor caminho é o caminho do meio, um pouco de equilibrio na vida sempre é saudavel
    bjs

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    1. Ostra:

      Tenho amigos budistas q sempre falam isso, aliás, preciso ler alguma coisa sobre budismo, vc me recomenda algo?

      Abraço!

      Corey

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    2. Corey,
      inicie por aqui:
      http://www.saindodamatrix.com.br/archives/budismo/
      bjs

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  16. Parabens pelo texto.
    Concordo com tudo.
    Ter uma vida mais prazerosa torna o caminho muito mais feliz.

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  17. Pra mim parece claro que o caminho do meio 'e o caminho. O pulo do gato 'e que o caminho do meio pra quem ganha mal 'e a frugalidade enquanto o caminho do meio pra quem ganha bem pode ser desfrutar a vida adoidado. Por isso que aquela historia que nao importa o quanto se ganha mas o quanto se poupa pra mim 'e besteira. O cara que ganha bem pode aproveitar muito mais E aportar mais...

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    1. O caminho do meio sempre dá bons resultados em troca de um trabalho mediano, é isso q faço na empresa e é isso que quero sempre fazer em tudo.

      Abraço!

      Corey

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  18. É complicado eu fazer algum comentário, pois eu adotei o estilo de vida frugal.

    Amaldiçoo cartões de crédito e carros. Só uso carro e ônibus quando não tenho outra escolha (e olha que tem vezes que não tenho essa escolha e mesmo assim não uso... kkkkkkkkkkk)

    Eu andava 90 minutos para chegar até o trabalho. Pensava: economizo ônibus e academia. Era infeliz fazendo isso? Não, nem um pouco. Mas o que seria inaceitável (e até ridículo) eu andar esses 90 minutos reclamando e dizendo que eu era obrigado a fazer isso porque o mundo me odeia. Se eu quiser, eu posso pagar essa condução para ir e voltar.

    Um abraço!

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    1. Eike:

      EU tb sou frugal, mas tenho certos luxos. Por exemplo: não consigo comprar uma roupa que custe mais de 50 conto, acho um absurdo um teco de pano custar tanto, por outro lado pago 40 reais num charuto... Acho que cada um gosta de gastar com uma coisa.

      A frugalidade deve ajudar, não impor barreiras no nosso crescimento. Sou bem econômico, mas se percebo q certa economia está prejudicando minha vida, trato logo de investir uma grana e mudar.

      Abração!

      Corey

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    2. "acho um absurdo um teco de pano custar tanto"
      Eu estava até pensando em fazer uma postagem sobre estas coisas. Alguns preços não entram na minha cabeça. Por exemplo, o óculos de grau mais vagaba custa por baixo uns 120 reais. Tem gente que acha normal pagar 500, 600 reais em um óculos de grau. Eu não consigo entender porque dois pedaços de vidro com uma armação são tão caros. E muitos mal duram 3 anos. Claro que fazer um óculos desse deve ter a sua complexidade, mas acho que um micro-ondas, por exemplo, é muito mais complexo do que um óculos (e consegue ser mais barato).

      Abraços

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    3. kkk AdP aguarde meu post sobre 'mercado de luxo', após uma visita em um shopping AAA aqui em SP me animei a escrever e colocar algumas fotinhos dos preços nesse shopping rsrs, só terminar a serie sobre custos com filhos e vou escrever sobre esse mundo de aparencias :P

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    4. Concordo com vc Corey, tanto que em maio eu deixei de aportar em maio para comprar uma impressora nova e + algumas coisas.

      A frugalidade extrema é contraproducente. Tudo fica mais difícil e de menor qualidade.

      Não podemos esquecer do ditado "tempo é dinheiro"

      Um abraço!

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    5. Tem coisas que realmente não valem o que custam, por melhor que seja o material e tecnologia envolvida. Nesses casos acho burrice compra-los.

      Normalmente compro coisas de preço médio, nem tão baratos (e vagabundos), nem tão caros (de luxo). Sempre dá certo.

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  19. - achei bem legal este texto, eu penso de forma bem parecida:o acumulo dinheiro nao o fim da jornada mas um meio para torna-la bem mais facil;como ja disseram antes o equilibrio ainda e o melhor caminho.

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    1. Exato, pão duro, o acúmulo é o meio para facilitar a vida e esse processo não deve se tornar um martírio.

      Abraço!

      Corey

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  20. Caramba, Corey. Senti uma dor na alma ao ler seu penúltimo parágrafo. Às vezes me pego pensando sobre essa frugalidade extrema, o monte de coisa q estou deixando de fazer. Tem quatro anos que não viajo, não pego sol, estou branco como um zumbi. Esse seu post me fez repensar um pouco, nada de abandonar a minha filosofia... mas pegar um pouco mais leve, vou procurar algum lugar pra viajar nesse Carnaval.

    Obrigado pela postagem. O texto foi muito útil e tenho certeza que fez muita gente aqui refletir sobre seus atos.

    Abraço.

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    1. Mobral, vc sabe que tem todo o meu respeito e entendo sua frugalidade extrema, mas acho q pelo menos de vez em quando devemos parar e repensar nossas atitudes. Na MINHA opinião, ser frugal demais é sabotagem, não vejo como uma estratégia dessa ser eficaz no longo prazo, do ponto de vista financeiro pode ser (como o seu caso), mas e o emocional?

      Recomendo fortemente q vc faça uma viagem, é sempre bom resetar a cabeça e começar tudo de novo, com ideias novas.

      Espero ter ajudado.

      Abraço!

      Corey

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    2. Mobral, pegue metade do 13º e gaste com algum lazer. Seus proventos já são excelentes.

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  21. Corey,

    tudo na vida tem um equilíbrio.

    A primeira coisa para atingir uma IF é investir em vc mesmo: buscar melhores salários e fazendo algo que goste.

    O trabalhador padrão: acorda cedo, pega trânsito, tem atura chefe chato, trabalha 9-12 horas por dia, volta no trânsito e chega em casa só sobra tempo pra comer e dormir

    A maior parte do dia passa o trabalho. Se for fazendo algo que não goste é mto difícil de suportar.

    Fazendo algo q se goste, o trabalho é mto mais "suportável".

    E acho q por aki exageram mto nesse negócio de frugalidade. Isso mostra uma certa falta de planejamento financeiro. Não é necessário frugalidade absoluta. Faça o planejamento e guarde aquilo todo mês.

    Entrou dinheiro extra? Gaste! Faça uma viagem! Sei lá. O q importa é seguir o planejamento.

    Veja o caso do pobreta é emblemática a falta de planejamento dele.

    Ele tem 100k hoje e aporta 3.300. Mas vive reclamando q não tem dinheiro pra isso, dinheiro para aquilo, blá, blá, blá. Se ele conseguir juros reais de 0,70%am, ele levará em torno de 11-12 anos para atingir a meta de 1 milhão.

    Mas se ele aportar 500 reais a menos, com os quais ele poderia fazer muita coisa durante o mês, ele aportaria 2.800.

    E em qto tempo ele vai juntar 1 milhão? Em 12-13 anos.

    Ou seja, essa diferença de 500 reais hoje vai atrasar o planejamento dele em apenas UM ANO.

    O que vale mais à pena? Ficar 12 anos comendo pedra ou 13 anos comendo comida?

    Aí vai de cada um...

    []s!

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    1. É, pode ser pensando nesse lado. Talvez eu fique agoniado ou seja dor psicológica de diminuir o aporte ou medo do desemprego (meu emprego não é estável por isso meu desespero em aportar) além de eu não ser muito brilhante profissionalmente/academicamente.

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    2. dimarcinho:

      Vc tem razão, qd o trabalho é totalmente insuportável, jogamos no lixo mais da metada de nosso tempo e nossas vidas. O trabalho, por pior que seja, deve ser tolerável, caso contrário o cara pode ganhar muito dinheiro, mas perderá saúde, o que nem sempre pode ser comprado.

      As contas q vc fez ilustram exatamente o que quero dizer: em boa parte dos casos, 500 reais farão pouca diferença no longo prazo, então não vale a pena sacrifica-los.

      Pobreta:

      Vc tem medo do desemprego, eu tenho medo da concorrência e do governo. Não tem jeito, em todos os casos ganhar dinheiro tem riscos, mas temos que aprender a administra-los.

      ABraço a todos!

      Corey

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  22. Corey,

    Ótimo relato. É ótimo ver que existem pessoas que pensam como eu. Sou um adepto total do caminho do meio. Tenho inclusive definido brindes para caso eu alcance minhas metas financeiras. Não vejo o sentido em ter a frugalidade máxima a não ser que eu realmente não gostasse de trabalhar. Gosto de coisas boas e caras, mas me atenho rigidamente no meu padrão de vida. Os únicos valores que não abro mão no meu orçamento de 2013 são os meus aportes de aproximadamente 20% do meu salário, a prestação do meu apê (nessa conta entra a prestação em si, condomínio, luz, internet e cabo). O resto vou gastando na medida da vontade!

    FazP!

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    1. Fazendeiro:

      Todos nós gostamos de coisas boas, q quase sempre são caras, e isso não é um problema, quase sempre dá pra manter esses luxos, mas em quantidades e frequências moderadas.

      É legal saber q há pessoas compartilhando o mesmo pensamento que, o extremismo normalmente não é o certo.

      Abração!

      Corey

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  23. Corey,

    Dá uma lida neste artigo. Exatamente sobre o assunto. Eu não faria como o médico, mas acredito na filosofia.

    http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/cabeca-de-lider/2013/01/14/lider-bom-ganha-dinheiro-a-moda-antiga-trabalhando/

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    1. Cara, o Dr Macedo é um doido, isso pra mim não é nada saudável. É um exemplo de pessoa cuja coisa mais importante na vida é trabalhar, o que não faz o menor sentido pra mim.

      Porém, entendi o sentido do texto, que pra ganhar dinheiro é preciso trabalhar e ponto!

      Valeu pela colaboração!

      Corey

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  24. muito bom o post e os relatos!
    acho que equilíbrio é a chave mesmo.
    Em 2012 foquei totalmente em aportes e neste ano ja fiz um plano um pouco mais equilibrado, pois senti falta de algum lazer.
    Se eu tentar levar o plano na força ele não vai durar muito tempo.

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    1. Olá Guia!

      Já fiquei um bom período sem lazer e digo que isso é quase suicídio! Vc está certo, se forçar demais a barra, o plano não dará certo.

      ABração!

      Corey

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  25. Corey, ótimo post !

    Meus comentários:

    1) No início de acúmulo de formação de patrimônio (por ex, primeiros 100 mil reais), é preciso aportar de um modo mais intenso sim. Por quê? Porque sabemos do efeito dos juros compostos... no início temos que focar mais e, gradativamente, podermos relaxar um pouco na porcentagem do salário investido.

    2) Se de fato este cenário apocalíptico dos juros atuais permanecer, percebemos o quanto é difícil a independência financeira e simplesmente "parar de trabalhar". Aliás, calcule quanto do seu salário equivale em termos de patrimônio para se gerar juros reais. Tem gente que tem + de 1 milhão na sua própria força de trabalho. É muito difícil simplesmente parar de trabalhar, no máximo uma semi-aposentadoria é possível, ou tirar "anos sabáticos".

    3) É preciso não cair no conto do vigário de "aportar 90% para ficar rico". O foco de se reservar uma porcentagem X do seu salário para aportes é TER DINHEIRO PARA A VIDA TODA. Ter dinheiro sempre significa ter dinheiro para gastar no presente e no futuro.

    4) É preciso se colocar em "situação de riqueza". Isto é, assuma compromissos financeiros que te permitam ter bastante dinheiro sobrando para você não ficar engessado caso queira fazer alguma coisa diferente. Por ex, você pode morar num bairro de classe alta?! Prefira morar num de classe média e com esta diferença você poder fazer uma farra mensal no supermercado, ao invés de ficar economizando na marca da farofa (rs). Ou mesmo fazer viagens, ou gastar em festas, ou qualquer coisa que lhe agrade. Seja bastante frugal com aquilo que você não dá importância para gerar dinheiro para o que você realmente gosta.

    5) Sob um ponto de vista bem rígido: quando você tiver rendimentos reais do seu patrimônio que equivalham a aquilo que você gasta por mês, aí sim você pode ir aumentando aos poucos seu nível de gastos. Agora, isto é muito difícil de mensurar porque são os acontecimentos da vida que fazem você ter gastos maiores e não a sua planilha do Excel (risos). Mas aí voltamos ao item 4... procure tomar decisões que te ponham em liberdade financeira e não o contrário.

    6) Não fique com a cabeça muito bitolada com isto tudo. Defina uma porcentagem do seu salário para aportes e gaste o resto. Não importa com o quê vc vai gastar, se você estiver fazendo o seu dever de casa (aportes).

    Abraços, Renato C

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    1. Renato:

      Obrigado pela colaboração, deixe-me fazer alguns comentários sobre os seus:

      1- Sou a favor de dar um gás no começo, até pq o fator novidade ajuda, mas depois é quase obrigatório dar uma acalmada, ou o risco de ficar louco aumenta muito.

      2- A semi-aposentadoria é, na minha opinião, o melhor caminho. Não dá pra simplesmente coçar o saco todo dia o dia todo, precisamos de uma ocupação. Outra alternativa e como vc disse, tirar anos sabáticos alternados, mas isso não serve a todos.

      3- concordo, devemos ter dinheiro pra aportar, mas tb pra gastar;

      4- Não podemos ter tudo ao mesmo tempo, então abrir mão de algumas coisas em prol de outras é sempre bem vindo. Veja um exemplo: tenho um carro popular usado, poderia (e queria) ter um carro melhor, mas prefiro morar num local mais tranquilo (e mais caro).

      5- Acho q a armadilha do aumento de nível de gastos deve ser evitada ao máximo. O pior é q isso acontece sem a gente perceber, começa trocando produtos do mercado e qd vamos nos dar conta estamos usando roupas caras.

      Valeu!

      Corey

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  26. Este comentário foi removido pelo autor.

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  27. Boa noite Corey. Belo post!

    Já deve ter ouvido falar que a felicidade não está no final da jornada, não é mesmo? Na verdade, ela muitas vezes se confunde com o próprio caminho traçado. Teus amigos te deram prova disto.

    IF, portanto, não é pura e simplesmente ter dinheiro suficiente para deixar de trabalhar, mas ter tempo e recursos para realizar os mais diversos sonhos.

    Algumas pessoas conseguem, sem maiores sacrifícios, viajar todos os anos a lugares diferentes; ter hobbies caros; comer e beber bem, seja em casa ou fora dela; manter um sítio ou uma casa na praia para poder ir sempre que desejar... Tudo isto só com o dinheiro proveniente do seu trabalho. A meu ver, pessoas assim já alcançaram a sua IF.

    Já para grande parte do público dos blogs de finanças, eu incluído, não poder ter tudo isso só com o dinheiro proveniente do salário é algo a ser contornado com algum sacrifício. E ir conquistando estes objetivos aos poucos torna o percurso mais proveitoso, porque nos permitem uma melhora na nossa qualidade de vida.

    E é importante lembrarmo-nos disto sempre que possível, sob pena de perdermos o foco do principal: buscamos a IF porque almejamos melhor qualidade de vida, não porque ter dinheiro vai resolver todos os nossos problemas. Fosse simples assim e não existiriam ricos depressivos por ai hehe, abraço!

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    1. Pedrini:

      Todos nós gastaremos muito tempo na jornada rumo a IF, então temos obrigação de torna-la feliz, e pra isso é preciso investir um pouco de dinheiro.

      A IF vai sim melhorar a qualidade de vida, mas não podemos sacrificar demais essa qualidade até antingi-la.

      Grande abraço!

      Corey

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  28. Sou ateu mas gostei do comentário da Ostra sobre o budismo o meio caminho.
    Depois de perder muito dinheiro pagando juros pra banco, aprendi que temos que ter o equilíbrio, cheguei a viajar para o exterior com o negativo do banco, veja a que ponto. Uma hora pensei acho que está na hora de ganhar dinheiro com juros.
    Primeiro o foco foi economizar para ter o meu apartamento quitado, o medo do desemprego falou mais alto. Quitei e tirei um peso das costas, tive sorte de ter um bom salário, era para pagar em 8 anos paguei em 3,5 anos, dei uma boa entrada para ajudar e sempre que tinha uma grana no fgts eu amortizava as prestações, no meu caso deu certo.
    Depois pensei no carro, até posso ter um carro top, mas prefiro um médio que vai me levar ao mesmo lugar que um carro top. Isso já possibilita uma boa economia (seguro, manutenção ipva)
    O dinheiro que guardo durante o ano uma parte vai para uma futura independência financeira e outro para minhas viagens, atualmente faço uma viagem por ano, se pudesse faria duas, como trabalho com TI é impossível sair duas vezes por ano.
    Comecei a estudar o mercado financeiro, ações, fii, tesouro direto.
    Não curto baladas caras, prefiro ir num bom restaurante e tomar cerveja em boteco mesmo.
    Consegui o equilíbrio, não preciso ficar fazendo horas extras pra pagar contas, trabalho de seg a sex no horário comercial. Comecei a ter tempo para fazer esporte, achei um que dá prazer.
    Área de TI está cada dia pior, até gosto de programar/analisar, mas hoje estou envolvido com a parte fiscal (tributos, icms, iss) isso me tira do sério, vou trabalhar me arrastando.
    Então com uma boa reserva financeira acredito que posso escolher melhor em que trabalhar.

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    1. Olá amigo!

      Vejo que o seu exemplo se parece muito com minha vida e também com muita gente aqui nos blogs. Eu tb tinha dívidas e consumos fora do padrão, consegui eliminar tudo isso e virei a mesa.

      Tb tenho esse "vício" com viagens, tanto é que uma das coisas que encarecerão meu orçamento pós IF serão as viagens que com certeza aumentarão.

      Por estar no caminho do meio, assim como vc, tenho um carro mais simples que meus pares; não frequento lugares caríssimos e procuro economizar nas viagens. Na empresa procuro ter uma equipe "menos cobrada" porém mais unida. Tem dado muito certo.

      Valeu pela presença!

      Corey

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    2. Corey, Seu blog é bem enriquecedor assim como os outros indicados aqui no site. Estou aprendendo muito com eles.

      Sempre que possível continue a escrever, eu não tenho o "dom" da palavra para escrever, mas se o tivesse faria o mesmo.

      Hoje em dia até evito conversar com as pessoas sobre investimentos porque a maioria não entende e acham que é bobagem, e quando perguntam "vai viajar de novo??", eu digo "disciplina financeira"....rsrsr

      Acho que blogs como este nos ajudam e mostram que não somos únicos e que outras pessoas tem o mesmo pensamento.

      Todo o tempo somos "bombardeados" de tentações para entrarmos em dividas, recentemente estive visitando um casal de amigos que mudaram para um ultra-mega-super condomínio, eu até fiquei tentado em comprar um apto, mas pensei, "vai começar tudo de novo ter que ficar só em casa sem gastar pra ter condições de pagar a prestação, além de ter que trabalhar de sábado, hora-extra etc", chega, minha faze workaholic passou.

      Quero aproveitar a vida enquanto sou novo, porque depois de velho não dá, mal a gente vai conseguir entrar em um avião e bater perna por aí sozinho. Inclusive semana que vem embarco para o Chile, quero ficar longe de carnaval.

      Pelo menos este é o meu pensamento e respeito quem tem pensamento diferente mas a maioria não respeita nossa opinião e estilo de vida, acham que é bobagem este negocio de investimento, ações, fii, anotar os gastos, ter planilha etc.

      Mas sempre aparece um que de repente pergunta, "ei você ainda mexe com aquele negocio de ações?", poderia ser bem arrogante e dizer "não, se vira", mas como sou "bobo" acabo abrindo jogo...rsrsr

      A você Corey e aos amigos dos demais blogs, continuem a escrever, vocês estão de parabéns.

      Sucesso a todos.

      Abraços

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    3. Bem vindo ao clube, amigo, rsrs!!!

      Todos nós temos isso em comum: não conseguimos achar pessoas que falem a mesma língua na vida real. Esse é um dos motivos pelo qual os blogs só crescem em audiência.

      Passei por uma situação semelhante esse fds. Falamos pra minha sogra que vamos mudar de apto. Ela simplesmente não conseguiu entender como q vou largar nosso apto pago e ir morar de aluguel. Por fim, usei essa mesma frase q vc citou pra acabar o assunto: "disciplina financeira".

      Abração!

      Corey

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  29. Acho que a frugalidade extrema da maneira que o Pobretão defende não é a saída, por que em muitos casos a IF demora e só é atingida bem tarde, num momento em que não há mais tanta jovialidade para se fazer certas coisas.

    O processo de IF deve ser sim aproveitado e desfrutado, sem nunca esquecer o objetivo final, que é a liberdade. 15 anos de privações extremas aprisiona tanto ou mais que 35 ou 40 anos de trabalho e mais 30 de aposentadoria medíocre.

    A vida é uma busca constante por equilíbrio. E aí está a chave: equilíbrio.

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    1. empreendedorrico:

      Vc tem razão, não adianta perder a juventude sendo que nem sabemos se ficaremos velhos. O equilibrio é tudo.

      Abraço!

      Corey

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