segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Você Escreve, o Corey Publica #2

Obrigado a todos que enviaram e-mail com suas histórias, fiquem atentos ao blog que publicarei todas. Se você quer compartilhar sua história de vida, ou simplesmente escrever algo que outros queiram ler, mande seu depoimento para blogdocorey@gmail.com

A história de hoje é da Sô. Fico contente por existirem mulheres que acompanham nossas vidas aqui na blogosfera e levam suas vidas de maneira bem diferente que as outras mulheres.

Oi, eu sou a Sô, tenho 30 e poucos anos, atualmente moro em São Paulo, sou solteira convicta. Venho de uma família bem tradicional, onde todos fizeram faculdade e comigo não foi diferente, cursei uma universidade federal, passei num concurso público e com 20 e poucos anos já ganhava bastante dinheiro. Como toda menina, torrava horrores com roupas, bijuterias e outras tranqueiras, além disso comprei um carro, mas nunca entrei em dívidas. Uns 2 anos depois, me dei conta que meu trabalho era chato e que morreria naquela função. Pedi exoneração e arrumei um emprego num ramo da minha área de formação que eu julgava ser mais interessante. Viajava muito a trabalho e por causa disso vários conceitos começaram a mudar na minha vida. Por viajar muito, eu ficava muito tempo longe das minhas coisas e não podia carregar muita roupa. Numa dessas viagens (no Canadá) fiquei com um rapaz que me apresentou o conceito de simplicidade voluntária. Ele era publicitário e tinha um lema: morar apenas um ano por país. Pra isso ele fazia trabalhos de free lance e carregava todos os seus pertences em 1 mala média: tinha poucas peças de roupas e um computador. Percebi que não precisamos de muito pra viver e que 90% das coisas que possuímos são totalmente inúteis.
De volta ao Brasil, fiz uma faxina radical no meu quarto, doei praticamente todas as minhas roupas e quinquilharias, digitalizei todas as fotos, músicas e dvds. Dei muita risada com a quantidade de roupas que eu nunca havia usado, já que sempre fui adepta da calça jeans, camiseta e all star. Fiz as contas e vi que eu tinha uma boa quantia de dinheiro, suficiente pra me manter um bom tempo. Pedi demissão e caí no mundo com uma mochila. Durante 6 meses rodei o mundo, dormi em albergues, campings e casas de família, mas enjoei! Voltei pra São Paulo e com o pouco de dinheiro que me sobrou pretendo começar algum negócio  que não me prenda a um lugar. Fiz alguns trades que me deixaram contente, estou fazendo cursos e lendo muito sobre análise técnica, estou montando um modelo de negócios e pretendo virar operadora em breve. Se não der certo, arrumo outro emprego ou vou prestar concursos, simples assim.
Me considero uma mulher interessante e bonita (academia faz muito bem, viu meninas...), nunca gostei de relacionamentos sérios e depois que mudei meu estilo de vida isso ficou mais evidente. Sou solteira convicta, não tenho o menor problema em fazer sexo casual e Deus me livre de ter filhos! Agora vai um recadinho aos homens que comentam no blog do Pobretão: meninos, claro que mulher gosta de conforto, se sente atraída por homens bonitos e com corpo definido, mas ao contrário de vocês, nós priorizamos um bom papo, educação, cavalheirismo e sexo de qualidade. Pra isso você não precisa ter carro nem precisa ter tanquinho, mas precisa ter cérebro e aprender a fazer uma mulher feliz na cama.
Corey, muito obrigada por divulgar minha história. Bjus. Sô.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Metas de Ação

Sou preguiçoso! Sou aquele cara que tem preguiça de começar alguma coisa, por isso fico meses ou anos postergando alguma coisa e isso me deixa muito mal. Quando começo, tudo costuma correr bem e não paro no meio do caminho como a maioria das pessoas. Por exemplo: terminei todos os cursos que comecei, mas morro de preguiça de começar na academia... Quase sempre as coisas que começo a fazer, eu faço bem, da melhor maneira possível, mas sempre buscando o final delas, por exemplo, posso demorar 6 meses pra arrumar minha gaveta de cuecas, mas quando pego pra fazer, arrumo tudo extremamente bem organizado e só paro quando terminar e estiver do jeito que imaginei. Sou um cara que precisa de metas e essas metas são o meu melhor incentivo!

Com dinheiro não é diferente, quando eu era um endividado, não sosseguei enquanto não paguei o último real. Trabalhei feito um fdp durante mais de 3 anos focando no término dos meus carnês e prestações. Eu era obstinado em atingir minha meta e antes do previsto, consegui quitar tudo. Atualmente a vida financeira vai bem, faço bons aportes, procuro estudar sobre investimentos e estou conseguindo resultados muito bons, melhores até que o programado. O problema é que me faltam metas. Vou explicar.

Quando eu era endividado, trabalhava para quitar minhas dívidas de X reais, para isso eu deveria ganhar Y reais todos os meses e sabia que em Z meses minhas contas estaria quitadas. Pois bem, hoje eu trabalho, estudo e invisto visando a independência financeira, mas não sei o quanto preciso de dinheiro e nem quanto tempo deverei investir para bater minha meta. Isso acontece porque, como já comentei no blog, não consigo  saber quanto precisarei para me considerar independente financeiramente, isso envolve N variáveis que não estão ao meu alcance, então acabo ficando meio perdido, sem saber onde quero chegar.

A meta de 100k em dezembro seria uma maneira de mensurar meu progresso, mas de qualquer maneira não tenho uma meta principal, como muitos blogueiros possuem, então não tenho um horizonte pra me guiar no longo prazo. Preciso urgentemente definir, no papel, quais são minhas metas para independência financeira e também metas para desenvolvimento pessoal. Por exemplo, fazem 3 anos que estou querendo obter fluência em inglês, mas isso só fica na cabeça... A primeira meta já foi estipulada: foi estipular metas de ação para as seguintes questões:

1- Venderei a loja antecipadamente ou ficarei com ela mais algum tempo?
2- Qual a minha estratégia de aposentadoria ou semi-aposentadoria?
3- Quanto deverei ter na carteira de investimentos em dezembro de 2013/14/15?
4- O que devo fazer para melhorar o lado pessoal?
5- O que estou disposto a sacrificar em prol de aumentar os aportes?

Percebam que ainda não sei como definir a meta da bola de neve para a independência financeira, isso porque continuo sem saber o quanto será preciso, mas definirei uma estratégia de aposentadoria que me leve a essa definição posteriormente, mas estabelecer metas para os próximos 3 anos servirá para me ajudar definir melhor esse número. O prazo para essas definições será 30/09/2012.

Para cada meta, eu farei uma postagem explicando como cheguei no resultado, como poderei modifica-la durante o prazo de conclusão e como farei para conclui-la.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Imóvel Novo - Juntando o Útil ao Agradável

Em 16 de junho, no texto sobre Independência Financeira x Conforto, basicamente eu relatei o sofrimento que passo com vizinhos barulhentos e se vale a pena ou não abrir mão de conforto, sacrificando a saúde mental, em prol de aportar mais forte. Minha ideia no post é que não vale a pena nos privar de certos confortos, como o de morar num local tranquilo e agradável, para juntar dinheiro para a independência financeira.

"PRIORIZAR O CONFORTO: Abrir mão de uma parcela considerável dos meus aportes pra mudar de bairro, comprando um apê em outra região, de preferência no último andar de um prédio de 35 andares. Por outro lado poderia alugar meu atual apê que foi comprado antes do inflamento dos preços dos imóveis, o que, teoricamente me daria um bom retorno, e dessa forma, minimizaria o fato de ter uma grande quantia de dinheiro empatada num imóvel."

Essa era uma opção que poderia prejudicar meus investimentos mas me dar mais conforto, e consequentemente mais saúde. Tenho planos de mudança para outra região do país (litoral de São Paulo ou até mesmo o nordeste), mas por um bom tempo isso não acontecerá, então focar numa mudança aqui mesmo em São Paulo pode ser algo sensato.  Pensei então em comprar um imóvel novo para moradia. O valor pago nesse imóvel não estaria totalmente imobilizado para moradia, já que o apê onde atualmente resido, poderia ser alugado gerando fluxo de caixa. Andei pesquisando sobre imóveis em regiões que gosto, e conclui que comprar um apartamento pode ser um bom negócio por alguns fatores:

1- Ter um apartamento num local melhor, com características mais agradáveis ao gosto meu e da Bia, fugindo do barulho e de pessoas inconvenientes (pessoas mal educadas estão em todos os lugares, mas há maneiras de blindar um pouco essa questão: andar alto, local mais elitizado, etc).

2- Comprando uma apartamento na planta, posso decidir se usarei como moradia ou revenderei com lucro quando o mesmo estiver pronto, o tempo entre a comprar e entrega é suficiente para amadurecer a decisão a ser tomada;

3- Seria uma forma inteligente de investir parte do meu aporte e também o lucro da empresa, uma maneira de diversificação em algo seguro e que me atrai;

4- Os locais que tenho analisado ainda estão com preço razoável porque ainda não atingiram o limite de crescimento do bairro, portanto, a chance de valorização é ótima.

A ideia de comprar um apartamento antigo, reforma-lo e vende-lo é muito atraente, seria algo que me traria muita satisfação, mas caso eu opte por comprar um apartamento agora, será um "zero quilômetro" que a princípio atenda meus requisitos de moradia. Isso porque a ideia original é comprar, mudar para o novo e alugar o antigo. Se eu gostar da experiência, pode ser que adote a ideia original de comprar, reformar, vender ou alugar.

O que vocês acham sobre investir em imóveis físicos? Alguém faz algo assim?

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Socialização: Ainda dá tempo!!!

Desde o começo do blog, venho comentando sobre um problema que enfrento: a dificuldade de socialização. De uns anos pra cá, cada vez mais, tenho problemas de convivência em sociedade, não consigo me enturmar, não consigo conversar com as pessoas, não consigo fazer amizades, etc. Muito disso deve-se a minha timidez, que se agravou com o tempo, mas grande parte desse problema é devido a incompatibilidade de gostos e ideias.

Muitos blogueiros já relataram o mesmo, dizem que depois que começaram a buscar educação financeira acabaram sofrendo preconceito e dificuldade de conversar com outras pessoas sobre dinheiro. Isso também acontece comigo, mas de uma forma um pouco pior: não é só em relação a dinheiro que não consigo conversar, é sobre tudo. Não gosto de futebol, não gosto de músicas populares, não gosto de discutir religiões, não tenho filhos, não tenho patrão e nem consigo conversar sobre assuntos idiotas como se vai chover ou sair sol. Resumindo, sou extremamente chato e bicho do mato!

A tempos isso vem me incomodando e me deixando meio down, não acho a ausência de amigos uma qualidade, mas sim um grande defeito.  A ideia do "antes só do que mal acompanhado" é verdadeira, mas viver só não é legal. Não via muito jeito disso melhorar, afinal, o nível intelectual da população vai de mal a pior, mas um fato me deixou mais esperançoso.

Como já relatei, sou formado em uma profissão que me agrada bastante, mas que não exerci de maneira satisfatória, afinal durante a faculdade eu já era propriOtário da minha primeira loja. Essa semana rolou um reencontro do pessoal da faculdade. Fiquei meio indeciso, afinal mantive pouco contato com o pessoal desde que me formei a alguns anos atrás, mas acabei indo. Foi a melhor coisa que fiz nos últimos tempos, durante algumas horas convivi novamente com pessoas interessantes, inteligentes e com papo legal. Conheci pessoas novas (namorados, esposas dos colegas) e conversei sobre assuntos legais com pessoas que falam bom dia, usam plural e se atentam para concordância verbal e nominal. Isso porque eu nem bebi!!!

Fiquei contente por descobrir que ainda consigo me socializar e que o problema não está somente comigo, mas sim na sociedade onde estou atualmente inserido. Fico perdido e me isolo das pessoas porque não tenho nenhuma afinidade com elas, a partir da hora que consigo conversar com pessoas com perfil parecido com o meu, a coisa muda. Fiquei contente também por concluir que não estou emburrecendo, mas estagnado, o que já é uma vitória.

Tenho ainda mais motivos pra mudar radicalmente minha vida, afinal de pouco importa ter dinheiro e me sentir excluído e distante de pessoas que possam agregar algo na minha vida. São coisas pra se pensar...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sobre Política e Morar no Exterior

Odeio política! Simples assim... Tenho asco, nojo absoluto por qualquer político. Não suporto essa época eleitoral, com cavaletes mostrando rostos sorridentes e cheios de botox, carros de som com suas musiquinhas idiotas e cabos eleitorais sujando nossa cidade com panfletos. Infelizmente, tenho alguns colegas de infância que são candidatos, sorte que não tenho contato direto com eles, mas já os eliminei do Facebook. Na minha opinião toda e qualquer pessoa que tenta um cargo político não é uma pessoa confiável e honesta. Pessoas honestas, éticas e sérias JAMAIS se envolveriam com a sujeira que é a política no Brasil.

O problema é que odiar política me traz alguns efeitos colaterais. Sei que todo investidor que se preze deve acompanhar notícias políticas pra ficar por dentro do que está acontecendo no país, mas eu não consigo, já tentei, mas não há a menor condição de ler essas "novidades" que na realidade é sempre a mesma coisa: corrupção, caixa 2, mentiras e poker faces. Além disso, fico sem papo com as poucas pessoas que consigo manter uma conversa proveitosa e esse é uma coisa que me incomoda, me sinto mal, um alienado. Quase sempre o máximo que sei sobre determinada pauta política é o que ouço por cima nos jornais da tv.

Brasil


Não sou nem nunca fui patriota, uma pessoa que serve de advogado do país onde vive e só vê as coisas boas. Como vou amar um país nojento como o nosso? Tenho consciência que o Brasil tem muitas virtudes, mas os defeitos são muito pesados, o que desequilibra o "custo benefício".

Ao ler o depoimento do P.J. fiquei com uma coisa  na cabeça: ele diz que quer mudar para os EUA com a esposa. Conheci alguns países, mas sempre com olhar de turista, então não tenho muito o que concluir sobre essa decisão. Fui pesquisar a respeito e achei um blog (http://brasileirovivendonoseua.blogspot.com.br/), de um cara que foi para os EUA e não pretende voltar. Li praticamente tudo e concluí que somos alienados e acomodados demais com nossa situação. Sou preguiçoso e de maneira alguma vou falar em revoluções populares, manifestações, etc. Sou aquele cara que quando está incomodado, simplesmente vira as costas e vai embora. Se eu mudaria pra outro país? Não sei. Mas é algo pra se pensar. Viver num país mais justo e respeitador é algo no mínimo relevante.

Tenho alguns amigos morando no exterior e nenhum deles querem voltar. Nem mesmo uma amiga que mora na Espanha, segundo ela, mesmo com a crise barra pesada de lá, é um país melhor que o Brasil.

Alguém aqui já morou ou mora no exterior? Como foi? Sairia definitivamente do Brasil? Quais as motivações?

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Fundos Imobiliários - FAED11B - FVBI11B - FEXC11B

Continuando meus estudos sobre fundos imobiliários, defini alguns papéis que julguei interessante. Inicialmente fiquei receoso em investir em fundos de papel (recebíveis imobiliários) por julga-los mais distantes do conceito de investir em imóveis físicos, porém, ao parar e analisar friamente conclui que esse tipo de papel é bem interessante: boa rentabilidade atrelada a diversificação, então minha carteira terá esse tipo de ativo.

Já realizei a compra de 21 cotas do BCFF11B a R$ 123,00. Dessas 21, 15 foram compradas no mês passado usando a verba da minha carteira de estudos. A cotação subiu, caiu e hoje comprei mais 6 cotas pelo mesmo preço das primeiras, então decidi colocar tudo num bolo só e incluir na carteira principal.

Os ativos que estou de olho são:

FAED11B

Fundo Imobiliário cujo objetivo é a compra de imóveis comerciais e posterior locação à Faculdades Anhanguera através de contratos de longo prazo. O fundo não visa obter lucro em operações de compra e venda, mas sim na locação dos imóveis. O pagamento dos rendimentos acontece no 10º dia útil do mês e em julho foi de 0,753%.

Considero uma boa opção de fundo de tijolo, apesar de ter um único locatário. Ao meu ver faculdades são mais robustas que hospitais, por exemplo, e a Anhanguera tem crescido bastante com a compra de outras universidades como a Uniban. Além disso a marca está se consolidando e acredito num crescimento a longo prazo devido a carência de ensino superior, ainda mais voltado a classe C.

O problema é que o fundo está um pouco caro (R$ 149,00 em 13/08/2012), mas ainda não sei como avaliar essa questão de preço. Fundos de tijolo tendem a ter rentabilidade menor, mas considero que esse fundo está com uma rentabilidade legal num cenário favorável.

FVBI11B

Fundo VBI FL 4400. Esse é um fundo misto, que investe em recebíveis imobiliários e em imóveis comerciais, particularmente 50% do edifício localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 4400 em São Paulo. 

Conheço a região da localização desse prédio, é simplesmente o local mais procurado e ocupado por grandes empresas. A região (Itaim, Pinheiros e Vila Olímpia) tem demanda maior que oferta de escritórios e lajes comerciais, o que leva a bom retorno de aluguéis, além de baixíssima vacância. Os principais locatários desse prédio são os bancos Bic, Barclays e UBS além do estacionamento Netpark.

O fundo pagará 0,75% ao mês até 2014 (em cima da cota original de R$ 100,00; correto?), o pagamento é realizado no 5º dia útil. Considero uma boa opção pois o valor do aluguel tende a aumentar e além disso está num preço ainda razoável (R$ 111,20 em 13/08/2012).

FEXC11B

É um fundo de papel, investe em recebíveis imobiliários e outros ativos. Possui rentabilidade indexada ao IGPM, o que torna uma das poucas opções de investimentos atrelados a esse índice. É bastante diversificado. Possui excelente rentabilidade (1,38% em julho), mas possui volatilidade nos rendimentos.

Acredito que o valor ainda ainda esteja atrativo (R$ 126,00 em 14/08/2012) perante a rentabilidade dos últimos meses.

O que vocês acham desses papéis?

domingo, 12 de agosto de 2012

Você tem capacidade pra ser pai?

Hoje é dia dos pais, uma data que tem menos a ver com o sentimento paterno e mais com comércio. Sustento minha opinião que toda e qualquer data comemorativa existe somente para torrar dinheiro, é tudo consumismo! Claro que como comerciante, também me aproveito de algumas datas, mas isso é papo pra outro dia...

Hoje quero passar uma mensagem aos pais. Como vocês sabem, não terei filhos, então não tenho know how algum pra falar o que fazer ou não na criação de um filho, nem tenho saco pra tratar disso. Eu não sou pai, mas sou filho e aprendi muita coisa com meu pai, coisas boas, mas também muitas coisas ruins.

Meu pai foi um "bom pai", no geral não posso reclamar, acredito que ele fez o melhor que estava a seu alcance pra me criar, aos trancos e barrancos pagou meus estudos até o ensino médio e nunca tivemos dificuldades financeiras gravíssimas. Ele sempre foi "um cara legal", brincava comigo, me ensinou a dirigir, me ensinou a arte da negociação, nunca escondeu a situação financeira que passávamos, algo que me fez amadurecer e aprender que a vida financeira é algo possivelmente cheio de altos e baixos.

Minha reclamação vai para algo que todo pai tem obrigação de ensinar ao filho: ética e moral. Meu pai é uma pessoa, digamos... ... ... ... enrolada. Não, ele não é nenhum assassino, traficante ou algo pesado do tipo, mas também não serve de exemplo de honestidade e moralidade. O velho é o típico sexagenário que viveu a base dos nojentos jeitinhos brasileiros, propininhas, rolinhos, cambalachos, trocas de favores e outras coisas não muito certas. Se parar para pensar, o Brasil ainda é baseado nesse tipo de coisa, imaginem a 30 ou 40 anos atrás, na época da ditadura, hiperinflação e ausência de internet, fazer esse tipo de coisa era questão de sobrevivência pra alguém com pouca instrução. Falta de educação financeira a parte, acredito que boa parte dos problemas financeiros que o velho passou (e eu por tabela) foi devido a desonestidades. Sou da filosofia que tudo o que começa errado, termina errado.

O velho achava essas coisas naturais e jamais se preocupou de esconder de mim, aliás, eu sabia de tudo o que ele fazia, afinal, sempre andei colado a ele, era só ele pegar a chave do carro que eu saia correndo pra ir junto. Cresci aprendendo esse tipo de coisa e naturalmente repeti alguns desses cambalachos até perceber que as migalhas ganhas com sonegação fiscal, por exemplo, não rende, é um dinheiro que desaparece. Troca de favores é a pior coisa que existe, nada melhor que preto no branco, toma lá dá cá. É muito mais fácil andar com sua CNH em dia que tentar corromper o guarda, você dorme tranquilo sabendo que cobra um preço justo pelo serviço ou mercadoria que vende, etc.

Então, minha mensagem nesse dia dos pais é para você que é ou pensa em ser pai: tome cuidado com as coisas que você faz na frente do seu filho. Procure ser ético e ensinar isso a ele, não jogue lixo na rua nunca, principalmente na frente do garoto, ensine-o que corrupção não existe só em Brasília e que é feio levar vantagem em cima da desgraça alheia. Não esqueça que seu filho se espelhará em você por muitos anos, provavelmente até os 20 anos ou mais. Eu tive sorte por perceber as coisas erradas que meu pai indiretamente me ensinou antes dos 30, mas isso nem sempre pode acontecer. Antes de pôr mais um cidadão no mundo, analise se você tem essa capacidade, se você é uma pessoa boa, ética, honesta e justa. Se alguma dessas virtudes não for um traço da sua personalidade, pelo amor de Deus, Alá e Maomé: NÃO TENHA FILHOS!!! 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cursos da Bovespa

Alguém já fez os cursos oferecidos pela Bovespa?

http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/educacional/cursos/cursos.aspx?idioma=pt-br

Lembro-me que quando eu ainda era um endividado, tinha muita vontade de fazer esses cursos, mas acabei deixando passar e esqueci dessas opções. Vi que tem vários cursos gratuitos e outros com preço baixo. Será que vale a pena?

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Você Escreve, o Corey Publica #1

Essa ideia surgiu após receber um e-mail do P.J., de Santos - SP, ele queria compartilhar sua história, mas não queria fazer um blog só pra isso, perguntou se eu me importaria de publicar no blog. Achei a história dele muito interessante e fiz questão de divulgar. Se você quiser compartilhar sua experiência de vida, seja em relação a investimentos ou estilo de vida, envie seu texto para blogdocorey@gmail.com, aguarde a publicação então passe por aqui pra comentar, é como se um pedacinho do blog fosse seu.


Aí está a história do P.J.:


Olá Corey, acompanho seu blog e já fiz alguns comentários como anônimo. Meu nome é P.J., moro em Santos, tenho 40 anos, sou casado e assim como você não quero ter filhos. Me identifico bastante com suas postagens, fui empresário durante um longo período de tempo. Aos 22 anos comprei minha primeira padaria, essa decisão foi tomada por pressão da família, todos comerciantes, que achavam perda de tempo e dinheiro eu trabalhar de empregado, eles só pensavam em status. No começo sofri muito, com falta de capital de giro e principalmente pela carga enorme de trabalho, aquilo era desumano, trabalhar 18 horas por dia de segunda a segunda, sem folgas. Após um período de amadurecimento a empresa começou a dar lucro, bastante lucro. Eu chegava a tirar mais de 20 mil reais por mês, chegando a 30 mil em alguns meses. Nunca tive sonhos de consumo, sou um cara bem frugal e simples, e o excesso de dinheiro acabou comprando outra padaria. A carga de trabalho só aumentou já que essa segunda casa era 24h. Nesse meio de tempo casei, sofri um acidente potencialmente fatal e comecei a perceber que minha vida não tinha o menor sentido.
Eu trabalhava ininterruptamente, ganhava muito dinheiro, mas não tinha com o que gastar. Minha esposa também é uma pessoa simples, nunca foi consumista. Vivia esgotado fisicamente e me dei conta que nunca havia embarcado num avião e que a viagem mais longa que havia feito foi pra Aparecida. Não tinha cultura, afinal eu trabalhava com pessoas simples, muitas vezes marginalizadas e meus amigos todos eram comerciantes que levavam a mesma vida idiota que a minha. Sentia um abismo cultural entre minha esposa (advogada, pós graduada) e eu (comerciante burrão e chucro).  Passei no vestibular pra administração de empresas e adorei o ambiente acadêmico, adorei estudar, adquirir conhecimento, conviver com pessoas inteligentes e cultas. Paralelo a isso comecei a estudar inglês, guitarra e teologia. Acabei largando as padarias na mão de gerentes que me roubaram bastante, quando dei por mim, já estavam praticamente quebradas, mas por incrível que pareça eu gostei que isso aconteceu. Vendi as padarias, me livrei daquele inferno de trabalho escravo, funcionários ladrões, burocracia e tributação. Fui viajar, conheci o Brasil inteiro, Europa, Estados Unidos e Japão. Mudei de São Paulo pra Santos num apartamento bem pequeno, mas a beira mar. Vendi o carro, me livrei de um monte de coisas desnecessárias, rompi amizades e com parentes, arrumei outros amigos.
Sobraram 500 mil reais, após perder um pouco na bolsa, me dei conta que tenho total aversão ao risco, então investo somente em renda fixa. 5% ao ano são suficientes para manter meu padrão de vida sem depender da renda da esposa, então não preciso ter uma super rentabilidade. Acreditem, se você leva uma vida simples, a inflação não pesa tanto quanto dizem. Fazem 5 anos que eu não trabalho e por enquanto não senti a menor falta disso, leio bastante, assisto séries e filmes, pratico surf, malho, corro e ando de bicicleta na orla. Faço todas as atividades do lar: cozinho, lavo, passo faço faxina e... faço pão! A esposa trabalha num escritório a duas quadras do nosso apartamento, mas quero convence-la a largar o trabalho e compartilhar minha vida de vagabundo, agora nos Estados Unidos...
Meu objetivo com esse depoimento é falar que virar o jogo é possível e é saudável, que dinheiro é muito legal, mas há muito mais coisa na vida que trabalhar. Obrigado Corey por você ter cedido seu espaço pra minha história. Um abraço a todos. P.J. 
Obrigado você, P.J., por ter compartilhado sua experiência com a gente, espero que você passe pra comentar e continue assíduo na blogosfera. Pessoal, fiquem a vontade pra comentar e "conversar" com o P.J.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Atualização Mensal de Idéias - Agosto/2012

Profissional


Como programado, o faturamento da empresa não foi lá essas coisas em julho. Estava esperando uma queda, que não se confirmou, por fim houve empate com junho. Nada mal! Espero que em agosto pelo menos empate novamente, mas um aumento do faturamento seria bem vindo.

Novamente consegui tirar um pouco do dinheiro que investi na empresa e assim deverá ser até outubro, depois disso pretendo aliviar um pouco meu ritmo de trabalho, colocando funcionários de maneira a minimizar minha carga horária. Isso já está me trazendo problemas, já que está cada dia mais difícil arrumar gente pra trabalhar, mesmo sendo remunerada acima do mercado (como faço). Uma possível venda precoce da empresa também não está descartada.

Pessoal


Como disse no mês passado, estou com problemas pessoais que exigem tempo para serem resolvidos. Felizmente tudo está caminhando para um final feliz, e em breve tudo estará normalizado. Posso dizer que essa experiência que estou passando está me fazendo amadurecer muito. Infelizmente as vezes precisamos "tomar na cabeça" pra aprender as coisas. Quando tudo passar pretendo fazer um post falando de algumas coisas que fui obrigado a refletir. Posso antecipar que muita coisa vai mudar na minha vida!

Dinheiro

Refiz minhas planilhas, consegui organizar tudo, detalhar meus investimentos, etc. Confesso que estava mais bagunçado que o esperado. Embora eu não concorde muito com a planilha do sistema de cotas do AdP, passei a usa-la desde junho para padronizar com os demais blogueiros. Infelizmente a planilha de registro do investimentos do AdP não me serviu, mas fiz uma bem legal pra minha realidade.

Geral

Provavelmente divulgarei meu patrimônio somente até dezembro. Cada dia vejo que esse dado é irrelevante a real finalidade do blog que é discutir ideias e objetivos de vida. Além disso, sinto que minha identidade pode ser revelada, mais cedo ou mais tarde, então quando isso acontecer não quero que meu patrimônio fique visível. Dessa forma, acho que conseguirei me aprofundar nos detalhes de certas coisas que tenho vontade de discutir, contribuindo pra o aprendizado de todos que frequentam o blog.

A ideia de dar uma reviravolta na vida e mudar para uma cidade com qualidade de vida melhor que em sampa nunca esteve tão em evidência. O sonho de morar numa cidade praiana, quente, com gente agradável não me parece tão irreal, aliás, é algo bem palpável, mas somente realizável após obter pelo menos 50% de independência financeira.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Atualização Mensal – Julho/2012

Minha rentabilidade foi legal (0,96%). Sei que esse valor está um pouco inflado pelo cartão vermelho que  a ELPL4 recebeu da minha carteira de investimentos. Conforme comentei aqui, decidi manter essas ações pra estudo mas elimina-las da minha carteira. Conforme questionado pertinentemente pelo General, essa atitude não foi matematicamente correta com minha rentabilidade já que o que fiz foi praticamente vender as ações pra mim mesmo pelo preço que paguei, ou seja, absorvi totalmente o prejuízo com meu próprio dinheiro. A justificativa pra isso é ter uma visão real do valor do rendimento da minha carteira de investimento.

Essas ELPL4 foram destinadas a minha carteira de estudos, ou seja, separei uma grana pra fazer testes. Com esse dinheiro comprei uma merrequinha de BCFF11B e tem mais um pouco de dinheiro parado na corretora esperando minha vontade de fazer algum trade pra ver qualéquié. Daqui pra frente somente farei investimentos "de verdade" na carteira principal após fazer testes nessa carteira de estudos pra não ter que fazer trapaças comigo mesmo!

Como disse no mês passado, em julho efetuei a substituição do meu colchão de segurança. Meu colchão antigo estava na poupança velha e pra não mexer nele, resolvi transferi-lo para a carteira de investimentos, formando um novo colchão na poupança nova. Portanto a partir desse mês, a modalidade poupança estará presente no meu portfólio. Com isso meu aporte foi praticamente dobrado (R$ 16.993,98). Provavelmente em agosto farei mais um aporte na poupança, na realidade será outra substituição, de uma poupança antiga da Bia.

Além da carteira de investimentos e da carteira de estudos, tenho mais algum dinheiro sendo guardado na poupança. Esse dinheiro é proveniente do retorno do investimento na minha empresa. Como já comentei, ainda não sei o que fazer com essa grana, tentei negociar um desconto nas parcelas que ainda tenho que pagar ao antigo proprietário da empresa, mas ele não tem pressa pra receber!!! Não vou trocar de carro como cogitei nem tomar tudo de Blue Label, muito menos fumar de Cohiba. Só colocarei essa grana na carteira de investimentos quando a empresa estiver quitada. Provavelmente vou procurar algum CDB de resgate diário pra colocar essa grana, já que poderei precisar dela a qualquer momento.

Resumo da carteira em 01/08/2012:


Minha atualização profissional e pessoal sairá na Atualização Mensal de Ideias nos próximos dias.


Bom mês a todos!
Os comentários desse blog são moderados, ou seja, passam pelo meu controle antes de serem publicados. Esse é o motivo pelo qual seu comentário não aparecerá logo após você clicar em "Publicar", portanto não precisa postar 2 ou 3 vezes! Posso demorar, mas publicarei e responderei todos os comentários que não contenham trolagens, intrigas, propagandas e baixo nível.