terça-feira, 23 de outubro de 2012

[Off] Filhos e Felicidade

Hoje voltarei ao polêmico tema FILHOS, como todos sabem, Bia e eu somos um casal childfree, ou seja, que optou por não ter filhos. Pra entender melhor, recomento as seguintes leituras:

http://coreyinvestidor.blogspot.com.br/2012/03/off-filho-voce-realmente-precisa.html
http://coreyinvestidor.blogspot.com.br/2012/06/off-filhos-to-fora-por-clarion.html
http://coreyinvestidor.blogspot.com.br/2012/08/voce-tem-capacidade-pra-ser-pai.html

Essa semana saiu uma matéria muito interessante na revista Época falando sobre "as verdades" da maternidade. Serve de reflexão, para todos que pretendem ter filhos e também para fazer analogias com outras situações de nossas vidas. Nem sempre aquilo que parece perfeito com os outros pode ser para você, nem tudo aquilo que é bom para alguém também será para você.

Segue a matéria:

Filhos e Felicidade


Por que a discussão realista sobre os problemas da paternidade causa tanto desconforto – e como ela pode ensinar os casais a sofrer menos

NATHALIA ZIEMKIEWICZ, COM FLÁVIA YURI


É 1 hora da madrugada. Um choro estridente desperta a ex-judoca olímpica Danielle Zangrando, de 33 anos. Desde que levou Lara do hospital para casa, as mamadas a cada três horas impedem o sono de antes. Ela pula da cama e oferece à filha o peito. Depois, troca a décima fralda daquele dia, embala a bebê no colo, caminha com ela em busca de uma posição que a faça parar de chorar. O choro prossegue. Daniele tenta bolsa de água quente e gotinhas de remédio. Nada de o berreiro cessar. Duas horas depois, mãe e filha formam um coro: Danielle também cai em prantos, desesperada. É a primeira cólica de Lara, com 20 dias de vida. O pai, Maurício Sanches, funcionário público de 48 anos, se sente impotente. Está frustrado e desconta a frustração na mulher: “Você comeu algo que fez mal a ela?”. A partir de então, Danielle se privará também do chocolate. Já desistira do sono, da liberdade, do trabalho como comentarista de esporte. Na manhã seguinte, ainda exausta da maratona noturna, retomará a mesma rotina, logo cedo: amamentar, dar banho, trocar fralda, botar para dormir. “Ninguém sabe de verdade como é esse universo até entrar nele”, diz Danielle. Hoje, Lara está com 2 anos. As noites não são tão duras quanto costumavam ser. Mas Danielle e Sanches ainda dizem que ter filhos é uma missão muito mais difícil do que eles haviam imaginado.
Capa da edição 753 de ÉPOCA – Filhos e felicidade (Foto: ÉPOCA)
Eis um problema: a paternidade, que deveria ser o momento mais feliz da vida dos casais – de acordo com tudo o que aprendemos –, na verdade nem sempre é assim. Ou, melhor dizendo, não é nada disso. Para boa parte dos pais e (sobretudo) das mães, filhos pequenos são sinônimo de cansaço, estresse, isolamento social e – não tenhamos medo das palavras – um certo grau de infelicidade. Ninguém fala disso abertamente. É feio. As pessoas têm medo de se queixar e parecer desnaturadas. O máximo que se ouve são referências ambíguas e cheias de altruísmo aos percalços da maternidade, como no chavão: “Ser mãe é padecer no Paraíso”. Muitas que passaram pelo padecimento não se lembram de ter visto o Paraíso e, mesmo assim, realimentam a mística. Costumam falar apenas do amor incondicional que nasce com os filhos e das alegrias únicas que se podem extrair do convívio com eles. A depressão, as rachaduras na intimidade do casal, as dificuldades com a carreira e o dinheiro curto – disso não se fala fora do círculo mais íntimo e, mesmo nele, se fala com cuidado. É tabu expor a própria tristeza numa situação que deveria ser idílica.
 A boa notícia para os pais espremidos entre a insatisfação e a impossibilidade de discuti-la é que começa a surgir um movimento que defende uma visão mais realista sobre os impacto dos filhos na vida dos casais. Seus adeptos ainda não marcham nas ruas com cartazes contra a hipocrisia da maternidade como um conto de fadas. Mas exigem, ao menos, o direito de falar publicamente e com franqueza sobre as dificuldades da situação, sem ser julgados como maus pais ou más mães por se atrever a desabafar. Por meio de livros e, sobretudo, com a ajuda da internet, eles começam a falar claramente sobre os momentos de angústia, tédio e frustração que costumam acompanhar a criação dos filhos. Nas palavras da americana Selena Giampa, uma bibliotecária de 35 anos, dona do blog Because Motherhood Sucks (A maternidade enche...), “a maternidade está cheia de momentos de pura felicidade e amor. Mas tudo o que acontece entre esses momentos é horrível. Amo ser mãe, de verdade. Mas tenho de dizer a vocês que, assim como qualquer outro emprego, muitas vezes eu tenho vontade de pedir as contas”. Com uma notável diferença: ninguém pode se demitir do emprego de mãe ou de pai. Ele é vitalício.
O melhor exemplo dessa nova maternidade é o livro Why have kids (Por que ter filhos), sem previsão de lançamento no Brasil, escrito pela jornalista americana Jessica Valenti, de 34 anos. Durante a gravidez de sua primeira e única filha, Jessica teve um aumento perigoso de pressão arterial. Layla nasceu prematura, pesando menos de 1 quilo. Passou oito semanas na incubadora do hospital. Ao longo dos 56 dias em que viu a filha sofrer dezenas de procedimentos invasivos, Jessica refletiu sobre como idealizara a experiência de ser mãe. Seu livro parte daí para criticar a cobrança pela maternidade perfeita, uma espécie de pano de fundo imaginário contra o qual as mães de verdade comparam suas imensas dificuldades e seus inconfessáveis sentimentos negativos. “Não falar sobre a parte ruim da maternidade só aumenta o drama dos pais e as expectativas irrealistas de quem ainda não é”, disse Jessica a ÉPOCA.

77 comentários:

  1. Corey, estava pensando na sua situação. Vcs em conjunto decidem não ter filhos.

    Aí vcs precisam fazer uma tese de doutorado para justificar isso para a sociedade?

    A sociedade não precisa concordar com vcs, mas precisa respeitar.

    Tudo bem que eu só vivo no meu quadrado... (kkk) mas as pessoas precisam urgentemente parar de viver a vida dos outros.

    Um abraço!

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    1. Olá Eike!

      É bem por aí mesmo... mas a gente não faz mais isso. O que dá mais certo é passar imagem de infanticidas em potencial, aí as pessoas nem questionam nossa opção, rsrs!

      No começo, quando a gente falava que não queria ter filhos, as pessoas só faltavam nos apedrejar, mas o tempo foi passando e hoje em dia a maioria dos amigos e parentes nos entende e nos respeita.

      Abraço!

      Corey

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  2. Há muito tempo já decobri que essa não é minha vocação. O fator financeiro é o de menos e com 7 bilhões de pessoas minha procriação é completamente desnecessária. O difícil vai ser achar uma companheira childfree. Missão (quase) impossível.

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    1. Olá IM!

      Eu sempre digo isso, o fator financeiro é o menor motivo, sou da opinião que todo problema que pode ser resolvido com dinheiro não é um problema. Não quero ter filhos por N motivos, entre eles o que vc disse: da super população.

      Eu tive muita sorte, a Bia é mais childfree que eu, rsrs!

      Abraço!

      Corey

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  3. Interessante... Eu também pensava muito sobre o tema até que veio a minha vez. De fato é muito trabalhosos, nossas vidas mudam muito, nos privamos de muitas coisas e vivemos em função da criança. Entretanto tem algumas pequenas coisas que fazem tudo valer a pena.
    Entendo como é essa pressão da sociedade e todos pra se ter filhos. Isso é um pé no saco e se vc está mesmo decidido a não ter então vai ter qeu aprender a lidar com isso.

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    1. Olá Refém do Sistema!

      Acredito que tudo na vida tem o lado bom e o ruim. O legal desse texto da Época é que toca num assunto extremamente delicado. A grande maioria dos pais só comenta o lado bom de ter filhos, o lado ruim ninguém comenta.

      Abraço!

      Corey

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  4. ai ai ai já ouço o som das pedras voando... rsrs

    Eu sempre deixo claro que a opção de ter filhos não é p qualquer um, em alguns casos abala a estrutura exatamente como o descrito no texto, mas uma coisa é certa, adultos bem resolvidos, casal unido e calmo normalmente resultará em uma criança tranquila, mas mesmo assim há momentos difíceis.

    Por aqui foram os 3 primeiros meses, baby chorava das 6h as 23h, só acalmava amarradinha no meu colo, então foram 3 meses acomodada no canguru, mas esse período foi o suficiente p eu ter certeza que só queria ela :P

    Ambos precisam trabalhar em conjunto, se dedicar a criança e o resultado acaba sendo positivo e a maioria dos problemas q os casais encontram após os filhos são minimizados, posso dizer que passados os 3 primeiros meses não passamos por nada disso descrito no texto, assim como minha pequena nunca comandou o som da casa, a tv ou nossas vidas, romantismo e união continuam a existir como sempre, até melhor, mas saídas a noite, passeios a 2, esquece, isso não existe mesmo!

    Agora minha pequena começa a entrar na adolescência, as dificuldades são outras, sinto que paciência e união são ainda mais necessários, que os choros dos primeiros meses não são nada demais e mais do que nunca digo: não é para qualquer casal!
    bjs

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    1. Oi Corey e Ostra.
      Não vou atirar pedras pois também tenho um baby (1 ano e meio) e concordo com tudo o que a Ostra disse. A experiência de ter um filho é uma das mais extraordinárias que uma pessoa pode ter.
      Porém, não é para qualquer um. A maior parte das pessoas realmente não será feliz com a paternidade pois é preciso abrir mão de muita coisa. Acho que o casal deve estar muito bem e com maturidade suficiente. Só um lar tranqüilo é capaz de criar uma criança feliz.
      O que me dá uma raiva desgraçada são esses casais desequilibrados com seus filhos mal educados e malucos, que insistem a todo momento que todos a sua volta também devem ter filhos. Na verdade está na cara que seu relacionamento está uma merda, que sua vida financeira está um caos e que seus filhos têm vários parafusos faltando na cabeça.
      Tenho casais de amigos que quando eu era solteiro, me enchiam o saco para me casar. Quando me casei continuaram me enchendo o saco para ter filhos (a encheção era ainda maior). Esses "amigos" na verdade ficam me chamando para a água gelada em que estavam. Quando se separarem, provavelmente irão me encher o saco para me separar.
      Concluindo o desabafo (peço desculpas), respeito sua decisão mas acho uma pena se vcs não tiverem filhos, pois acho que vc tem muita coisa boa para passar para eles.
      Abraço

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    2. Olá Ostra!

      Vc tem razão, um filho de casal bem resolvido e unido terá muito mais chance de sucesso que a grande maioria nascida em lares desestruturados, sem contar que o preparo para criação trará muito mais tranquilidade aos pais.

      Não consigo aceitar a tese pregada pela maioria das pessoas que é possível criar uma criança numa casa onde os pais estão ausentes. Não vejo trabalho mais sério e exigente que a criação de um filho, portanto não vejo como uma criança ter uma educação decente se ao menos um dos pais não der decicação total.

      O que mais vemos são crianças super mimadas e que podem tudo. Os pais permitem esse tipo de coisa pq é uma forma de compensar a ausência no dia a dia do filho, mas acabam criando pequenos monstros (isso pra ser educado).

      Ronin:

      Por não estar disposto a abrir mão de várias coisas é que optei por não ter filhos, e tenho certeza que se todo mundo parasse pra pensar, menos gente iria ser pai/mãe. Lares tranquilos é o que menos vemos por ai, sem contar a péssima influência da sociedade.

      Esse exemplo da piscina gelada é perfeito! Tem gente que justifica os erros cometidos usando outras pessoas que fizeram o mesmo como exemplo, por isso tomam essa atitude. São incapazes de admitir o próprio erro.

      A realidade é que cada um ve a felicidade de uma maneira diferente e cabe a cada um levar a vida do jeito que lhe for melhor.

      Abraço a todos!

      Corey

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  5. Na verdade, a mulher estraga o casamento quando tem filho pois ela larga o marido que vira de vez um provedor inútil. Enquanto a mulher sofre de cansaço, o homem sofre de falta de dinheiro e falta de atenção e conexão emocional (e sexo).

    Outra coisa, nós damos muitos cuidados para os filhos de hj exagerados. No passado as mães tinham 12 filhos. Fez 3 anos, se vira, fica jogado nas galinhas mesmo com os irmãos e vamo que vamo. Mas hoje em dia não, cada passo da criança tem que ter a mãe e pai.

    Outra coisa, os pais não batem mais nas crianças. Fez merda? Porrada na criança. Pronto. Faz ela sossegar e calar a boca na marra. Era assim no passado e a humanidade está aí. Hoje em dia as crianças fazem o que querem, 100% do tempo sendo paparicadas, enxeção de saco, os pais não conseguem deixar a criança se virar pra nada.

    Filhos = destr

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    3. Pobreta:

      Exageros a parte, vc tem muita razão. Pode parecer algo fútil, mas a necessidade de sexo do homem é muito maior que a mulher, junte abstinência, mulher com corpo pós parto e comprometida com filho e terá uma excelente receita para início de relacionamentos extra conjugais.

      Hoje os filhos são mimados e super protegidos pq os pais sentem culpa pela ausência no lar e pelo consumismo que "obriga" todas as crianças fazerem cursos de inglês/balé/judô/natação/academia...

      Eu apanhei pra caramba e levei muito castigo na infância, e tenho certeza que esse tipo de atitude dos meus pais me ajudou muito. Até o bulling que hj em dia é visto como crime muitas vezes fazia bem a formação das pessoas (sem exageros, claro).

      Abraço!

      Corey

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    4. Corey,

      algo que não entendo q vc´s escrevem:
      "necessidade de sexo do homem é muito maior que a mulher"
      ou a mulherada q vc´s andam saindo é muito enjoada, ou sou um alien, enfim...

      "junte abstinência, mulher com corpo pós parto e comprometida com filho e terá uma excelente receita para início de relacionamentos extra conjugais"

      No pós parto realmente há abstinencia, mas são 30 dias e usando a imaginação dá para aliviar um pouco a vontade. O maior problema dos casais com filhos é a falta de tempo e disposição para o sexo, mas novamente entramos no ponto de disciplinar e ensinar a criança desde os primeiros dias de vida.

      Tenho amigas (e amigos) que achavam um absurdo eu começar a preparar minha pequena p dormir as 19h e não deixa-la sair do quarto de forma alguma depois desse horário, deu trabalho? obvio! Mas aos poucos ela aprendeu que essa era a hora de dormir e até hj dorme as 19:30h, com isso é uma criança calma, eu estou descansada a noite, acordo disposta e a vida a 2 vai muito bem, obrigada rsrs

      Maioria das pessoas que me criticava (e muito) por isso, deixavam os filhos dormirem a hora que bem entendessem, 23h e a criança saltitando pela casa, claro que a mãe ficava acabada de cansaço e sem disposição p qualquer coisa né? Vida a dois inexistente, maridos nervosos com a falta de sexo, mulheres frustradas e não percebem onde está o erro.

      Inclusive uma amiga minha que questionava minha rigidez no horário ia dormir a 1h da manhã COM a filha na cama, que vida de casal é essa? Conclusão, qdo a filha estava com 1ano e 1/2 ela descobriu que o marido estava de caso com outra mulher... pq será?

      Da trabalho ensinar, dá trabalho disciplinar, deixar correr solto de qq jeito é muito mais fácil, mas aí tem q arcar com as consequências, uma delas é o afastamento do casal por causa de filhos sem regras.
      bjs

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    5. Ostra:

      Digo isso pelo que vejo e leio por aí... No geral a mulherada tem menos desejo sexual que os homens. Até nisso tenho sorte, pq a Bia e eu somos equivalentes, rsrs!

      Vc e a baby são exceções!!! Pode ter certeza que a grande maioria dos casos não é assim, não existe disciplina e o que disse sobre abstinência e disposição é praticamente regra. Ouço cada história...

      Esse negócio de filho dormir na cama com os pais é de cair o cu da bunda, não me conformo com isso!!!!

      Corey

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  6. Isso é muito mais complexo.

    Eu considero o modo de vida atual no ocidente inóspito para crianças. Sociedades altamente competitivas apenas uma ou duas crianças podem condenar seus pais ao fracasso. Não critico o fato das mulheres estarem no mercado de trabalho, acho até justo, mas o fato é que quando elas precisavam apenas se preocupar com a criação dos filhos e cuidados com a casa era muito mais fácil nesse sentido. Criar filhos é super tranquilo se só tiver isso pra fazer na vida.
    As pessoas hoje que conseguem seguir evoluindo e vencendo em suas vidas mesmo com filhos podem observar contam com suportes familiares na maioria dos casos avos bem estruturados que ajudam os pais em momentos fundamentais, aquela coisa de você ter alguém a disposição em qualquer emergência, ou simplesmente que fique com a criança quando os pais tiverem algum compromisso social ou simplesmente queiram sair e serem um casal novamente, terem folga dos filhos pra por em dia sua ligação emocional e sexualidade. Mas do jeito que esta caminhando, os mais capazes não tendo filhos e quando tendo fazendo como esse cara tendo lá para os 50 quando já podia ter um filho adulto e novo padrão de filho único na classe média alta brasileira e ocidental deixando a cargo dos pobres e desestruturados reproduzirem daqui pra frente vamos ver mais e mais nossa cultura e sociedade se nivelando por baixo, mais e mais a renda concentrada, classe média tradicional diminuída e imigração de países não ocidentais para paliar a falta de mão obra produtiva como já acontece na Europa com todos os problemas que isso traz... Alguém vê alguma saída pra isso??? Eu não. Quem diz que não tem filhos e que sua reprodução não fará falta no mundo, no mundo pode ser verdade, mas para o Brasil não, ou vocês acham que colocar um indiano, africano ou árabe no lugar dos seus filhos no Brasil será a mesma coisa??? Outros dizem a mas países como Estados Unidos e Brasil foram formados por imigrantes, mas 90% dos imigrantes viam de lugares culturalmente iguais ao dos povos que já viviam no lugar eram contado a dedos. Por exemplo, se pesquisarem vão ver que o Brasil deu tanta preferência pra italianos porque eles eram católicos apostólico romanos, tinham língua e modo de vida parecidíssimos obviamente porque Portugal a partir de uma colônia romana. Pra não esticar muito isso que o Corey diz é padrão veladamente na maioria das pessoas e casais que não tem filhos por acidente, acabam tendo um o homem bem pra lá dos 40 e a mulher na faixa dos 35 só pra cumprir um padrão social mesmo, quem vive no meio da classe média sabe que é assim e isso é insustentável. Antes que me perguntem eu também não me sacrificaria tendo vários filhos nesse modo de vida atual, mas a conta virá. Sr. Foda Low Cost.

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    1. Olá FLC!

      Entendo o que vc quer dizer: qd a mãe se dedica integralmente a criação do filho, a chance desse ser uma pessoa legal é multiplicada. É o que eu disse pra Ostra: criar um filho é a tarefa mais complexa que existe, portanto não há motivo pra alguém fazer isso nas horas vagas, com dedicação parcial.

      Esse suporte familiar, na minha opinião, é algo extremamente nocivo, pra todos: para a criança, para os avós, para os país...

      Isso q vc disse sobre o padrão do filho único e de cada vez mais pessoas optarem por ter filho tarde ou não te-los é algo racional. As pessoas mais instruídas, com maior capacidade intelectual possuem melhores condições de analisar o que é melhor para suas vidas e a tendência de seguir a sociedade acaba diminuindo. Paradoxalmente é o que vc disse, justamente esse perfil seria o mais bem preparado para ter filhos, acontecendo um nivelamento por baixo.

      Na minha opinião, o principal problema está na marginalização. Não vou entrar em detalhes da minha opinião pois podem me cha mar de nazista, mas enquanto existir essa porra de funk, com menininhas favelizadas dando pra kct, embuxando de traficantes ou em orgias, o Brasil jamais irá melhorar.

      Entre mão de obra estrangeira, mas com vontade de crescimento e mão de obra favelizada nacional (amparada em seguro desemprego e bolsa família) eu fico com a primeira opção. Seria ótimo se o Brasil fosse invadido por estrangeiros querendo trabalhar, quem sabe assim o povão faria alguma coisa tb.

      Abraço!

      Corey

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    2. FLC, admiro seus comentários no blog do PObreta, sou um dos que mais torce para que vc tenha um blog. Quase sempre sigo suas palavras.

      No entanto, tenho de discordar desse comentário. Estou preocupado com minhas contas, com meus aportes. Não estou a fim de me sacrificar pelo país e pelos políticos ladrões, sei disso pois já trabalhei na saúde e na educação e vi os absurdos que rolam. O governo me obriga a pagar imposto e ainda me obriga a declarar. Não sinto vontade de me ferrar por causa da civilização ocidental.

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    3. Na história da humanidade a classe média nunca teve poder para nada. Ou um casal decide não ter filhos e aportar para ganhar dividendos e viver dignamente ou vai jogar mais pobres lascados no mundo.

      Sem construir capital não há chance de melhora. Infelizmente filhos destroem capital.


      Acho que os nossos políticos vão se dar bem se colocarmos mais gente para ser explorada por eles.

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    4. [Estou preocupado com minhas contas, com meus aportes. Não estou a fim de me sacrificar pelo país e pelos políticos ladrões, sei disso pois já trabalhei na saúde e na educação e vi os absurdos que rolam. O governo me obriga a pagar imposto e ainda me obriga a declarar. Não sinto vontade de me ferrar por causa da civilização ocidental.]2

      Concordo!!! Mas se eu tivesse vontade de ter filhos, faria mesmo assim! Acontece que eu não tenho a menor vontade, muito menos vocação...

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    5. Olá anônimo se você reparar bem no final eu digo justamente que também não me sacrificaria, acho que ninguém faria isso, no meu caso é um filho só. Estou só filosofando sobre tendências, usando como exemplo a velha Europa que já esta bem adiantada nisso. Quanto ao blog é bem complicado pra mim, pois tenho um emprego e estou trabalhando freneticamente em um negocio próprio, nas minhas férias do trabalho CLT acho conseguirei fazer. Corey esse é um problema que não vamos ver talvez só já na velhice vejamos, mas quando você diz que ''venham os estrangeiros'' acho que você não entendeu o conceito, se você um dia ficar um tempo na Europa vai perceber que seu problema com vizinhos funkeiros barulhento não é nada perto de viver cercado por estrangeiros de cultura diferente que insistem continuar com seu estilo de vida, na sua porta, você se sente estrangeiro na sua casa. Imagina a metade de seu bairro sendo muçulmano você tendo que aguentar eles rezando alto quatro vezes ao dia e os caras achando que podem mexer com a sua mulher e tratá-la como puta porque ela usa saia e blusinha e não anda toda coberta como as deles. Imagina se já é foda a convivência com minoria dos favelados que são bandidos como é a convivência com somalís que já viram tudo quanto é tipo de barbaridades na Somália e acham que não tem nada a perder na vida... É isso que nos espera. Quando a cultura de favela que infelizmente esta se popularizando e se tornando a standard no Brasil. Isso que eu chamo de nivelamento cultural por baixo. O funk vai além de ser musicas depravadas, é algo que envolve toda uma cultura no sentido de estilo de vida. Envolve a venda de uma cultura de promiscuidade, bandidagem, álcool e dogras, violência e ostentação sem limites em contraposição desvalorizando a cultura ocidental de valorização do trabalho, estudo, educação, poupança, inovação emprendorismo, civilidade, igualdade, e relacionamentos estáveis da família do bem estar social. Antes essa cultura ''funkeira das favelas'' estava restrito aos morros cariocas e em menor grau as favelas paulistas. Depois vimos essa cultura invadir todo o Rio de Janeiro, que é o centro da mídia e tentou propagandear para o Brasil todo e não vinha dando muito certo. Até o surgimento do fenômeno do funkenejo, parece que arrumaram um jeito de tornar pop essa cultura. Hoje mesmo nas regiões que eram culturalmente bem desenvolvidas como no sul e interior de SP já vemos favelizações e violencia que lembra o Rio de Janeiro, a grande São Paulo nem se fala, temos até o nosso próprio CV. O nordeste que era pobre, mas tranquilo, agora é menos pobre porem mais violento, no norte e centroeste rasgaram a constituição voltaram a era dos coronéis, matam até missionários estrangeiros. É o nivelamento por baixo do Brasil. Hoje Curitiba e cidades grandes do sul que eram consideradas perto do primeiro mundo, hoje não podem nem rir mais do resto do Brasil porque em Curitiba por exemplo eles tem até UPP no estilo do Rio. São Paulo que era considerado a terra do trabalho esta cheio de pequenos estelionatários nas perifas que passam o dia inteiro escutando funk, cheirando e bebando vivendo de clonar cartão dando golpes por celular... e assim vai. Sr Foda Low Cost.

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    6. FLC:

      Entendi o que vc quis dizer e concordo, se as pessoas conscientes tivessem amis filhos e o povão tivesse menos, com certeza teríamos um futuro melhor, mas os mais capacitados tem menos filhos justamente por verem que o futuro é sombrio.

      O que vc disse sobre os problemas de convivência cultural é meio extremo, mas já sofremos com isso (eu pelo menos sofro) com brasileiros mesmo. Como vc mesmo disse, a cultura da favelização está chegando a níveis alarmantes e não consigo aceitar nem conviver com esse tipo de coisa. Sou bixo do mato, tenho sérios problemas de convivência e isso só está piorando.

      Infelizmente a falta de educação e cidadania só irá piorar e esse é um dos motivos que não vejo sentido por mais alguém no mundo. Pra conseguir escapar um pouco disso é necessário dinheiro: bancar uma boa escola, morar num lugar elitizado, etc. Isso para minimizar, pois sabemos que o que é ruim está em todo lugar.

      vc tem razão na sua descrição do Brasil, estamos numa terra sem dono, onde o que fode mais ainda é a cultura do próprio brasileiro. Qd digo isso muitos me apedrejam mas o fato é que o "pior do Brasil é o brasileiro", com seus jeitinhos e lei de gerson.

      Valeu pela contribuição no debate.

      Abraço!

      Corey

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  7. Olá Corey,

    Realmente esse tema é polemico mas foi muito bem abordado! Eu tenho dois filhos e só recomendo se realmente o casal quiser muito ter filhos. Eles tem que pensar e repensar mil vezes com a cabeça e não com o coração! Para quem realemnte gosta muito ( não adianta gostar só um pouco ) de crianças, está disposto a abrir mão temporariamente de lazer, vida social e tempo para qualquer outra coisa, inclusive para dormir. Vale muito a pena, é uma experiencia incrivel poder acompanhar o desenvolvimento da criança, ensinar coisas do dia a dia e ve-la evoluir e desenvolver. Pretendo ter mais, se os investimentos evoluirem de acordo... rs

    Abraço!

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    1. Olá Danilo!

      Vc disse uma coisa muito certa: o simples fato de um casal não gostar de criança (ou gostar pouco) já é motivo suficiente pra jamais engravidar. Filhos são crianças por pelo menos 10 anos! É tempo demais! Esse é um dos meus motivos: não tenho a menor paciência com criança.

      Abraço!

      Corey

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    2. Corey,

      Isso nao tem nada de certo.
      Conheço muitas pessoas que nao gostam de crianças e amam seus filhos. Filho é completamente diferente de "crianças".
      Na minha opniao vc tem vontade porem tem um medo danado de ter filho!

      Abs
      Ricardo

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    3. Como assim? Seu filho nasceu adulto? Vc é o pai do Macunaima?

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    4. Cada dia aprendo mais uma: "Filho é completamente diferente de "crianças"." - essa é uma das coisas mais estúpidas que eu já ouvi!!

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    5. Caro Corey,

      Tb aprendo a cada dia!
      O q disse e q vc nao entendeu, é q a paciencia e o amor q temos por qualquer crisnça é infinitamente menor fo q a q temos com nossos filhos. Isso te parece estupido pq vc nao tem conhecimento pratico do tema.
      Gostar de crianças de forma generica e pra quem trabalha com isso, acredito nao se aplicar a necessidade para te-los.

      Abs
      Ricardo

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    6. Então me explica como uma pessoa, como eu, que não tolera criança pode pensar em ter filhos. Todo filho é uma criança ao menos durante 10 anos!

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    7. Corey,

      Nao defendo q ninguem q nao queira tenha filhos. Mas acredito q essa escolha sua se deve muito da experiencia q vc teve e tem com seus pais. Pra quem é responsavel, como vc parece ser, é natural ter medo. Pq a responsabilidade é muito grande. As certezas sao pequenas. Mas assim como nas finanças, existem condutas q reduzem o risco das coisas darem errado. O q posso dizer é q pra mim, o desafio vale muito. E o saldo é muito positivo.

      Abs
      Ricardo

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    8. Claro que se deve da experiência com meus pais! É por isso mesmo que não quero ter filhos. Não tenho medo, só não tenho vontade!

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    9. Isso é fato. O que ele quer dizer não é porque não se gosta de criança você não vai gostar do seu filho. Eu também nunca nunca gostei muito de criança, mas com o meu é completamente diferente. O que eu não tolero nos outros, nele eu tenho toda paciência do mundo. Cara deve ser algum instinto natural pra proteger as crias de ataque dos pais e quem não tem isso deve ter algum um desvio das características humanas. Outros já tem esse instinto exacerbado achando que tudo que seu filho faz é lindo.

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    10. "quem não tem isso deve ter algum um desvio das características humanas" - rsrsrsrs!!!!!!!!!

      Agora tenho certeza que sou um ET!!!!!!!!!!!!!!!!

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  8. Um casal de pobretões ou classe média iludidos que tem filho assina atestado de burrice. Crianças são um passivo desgraçado...

    Somente os milionários deveriam ter permissão para ter filhos.

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    1. Eu falaria: "somente pessoas equilibradas psicologicamente e financeiramente e com família estruturada deveriam ter filhos"

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    2. Infelizmente seus pais nao pensam assim!

      Ricardo

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    3. Parideiro detected!!!

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    4. Parideiro e Sonhador detected. Ele acha que todos devem crescer e se multiplicar. Há pessoas que não raciocinam...

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    5. "Infelizmente seus pais nao pensam assim!" - essa é velha...

      Isso é muito simples: se meus pais pensassem assim, eu não existiria, então qual diferença isso iria fazer?

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    6. Caro Corey,

      A velha resposta nao foi pra vc.
      Foi para o anonimo q acha q a conta bancaria deve ser o unico determinante de se ter ou nao filhos.
      Com relaçao a sua virtual inexistencia, acredito nao ser possivel avaliar

      Abs
      Ricardo

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  9. Corey, seu post foi fantástico.

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  10. Em qualquer país do mundo, quando as pobretonas começam a estudar o número de nascimentos cai. Elas veem que a vida não é mole para quem não tem grana.

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    1. Mas por aqui as pobretonas querem cada vez ter mais filhos pra aproveitar o bolsa família...

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    2. Tá diminuindo, Corey. Alguns babacas do IBGE estão falando sobre o envelhecimento do país. Pois o governo quer um monte de pobres fudidos que aceitem ser explorados. E mesmo em bairros pobres já se encontra mulheres que casam e não querem filhos, é pouco comparado com Europa, mas já está incomodando o governo.

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    3. Na boa, esse negócio de envelhecimento pode até estar acontecendo, mas na prática, vejo muita, mas muita criança mesmo, principalmente na periferia.

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    4. Não é verdade. O número de filhos por mulher cai ano a ano e o efeito do bolsa família foi desprezível. A queda de filhos por mulher é tão relacionado à urbanização quanto à educação.

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    5. Isso na teoria, nos números, nos jornais, e na prática? Minha empresa é beneficiada indiretamente pelo bolsa família, mas o fato é que o povão está cada vez mais vagabundo.

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  11. Realmente ter filho não é pra qualquer um não. A sociedade pressiona os casaias a terem pelo menos 1 filho. O casal que fica muito tempo sem ter filhos passa a ser a fofoca do bairro, kkkkk.

    Tema polêmico, mas entendo você, Corey. Às vezes me dá vontade de não ter filhos, mas às vezes eu quero uma espécie de pupilo para ensinar as coisas da vida.

    Abraços

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    1. Olá AdP!

      Mas um pupilo não precisa ser um filho, além disso, quem garante que seu filho te escutará e vai querer aprender com vc? Acho muito mais eficiente ajudar uma criança ou jovem que tem vontade de aprender.

      Valeu pela visita!

      Corey

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    2. Entendo, mas na minha opinião não é a mesma coisa.

      Abraços

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    3. Claro que não é a mesma coisa, eu respeito isso, mas o que pretendi dizer é que esse tipo de coisa não precisa necessariamente ser com um filho e que mesmo tendo um filhos, não há garantias que ele será seu pupilo.

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    4. Sim, entendi seu ponto de vista e você tem razão.

      Abraços

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  12. Corey,

    Respeito sua opinião.
    Mas a minha é que eu quero viver isto.
    Quero ter essa experiência de vida. Mesmo com as coisas ruins que foram citadas na reportagem. Pq acho que há muitas coisas boas tb.
    E ainda acho que mesmo nós sendo Racionais, somos animais e biologicamente isto faz parte do nosso ciclo da vida.

    Financeiramente e matematicamente é muito melhor não tê-los. Mas eu irei ter pelo menos um. Pq não gosto de ser extremático e nem "perder" experiências de vida.

    abs!

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    1. Olá ID!

      Tb respeito quem quer ter filhos, desde que o faça com muita consciência e preparo.

      Esse lance de ciclo de vida não entra na minha cabeça, se fosse assim não existiriam homossexuais, filho não mataria pai, pai não mataria filho, não existiriam vegetarianos e todas as pessoas nascidas com síndromes ou deficiências seriam mortas. Somos animais racionais, temos controle sobre nossas vontades, portanto não há nada de errado em optar por não ter filhos ou transar com pessoas do mesmo sexo.

      Abração!

      Corey

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    2. O papel da biologia na consciência/vontade dá um debate incrivelmente divertido...
      .
      A consciência é uma parte relativamente nova na evolução, inclusive posterior à mente... Desprezar os efeitos da biologia na vontade/mente humana é ingênuo.
      .
      Há 2 séculos, Schoppenhouer já advogava que a vontade controla a mente e não vice-versa...
      .
      Quanto ao homossexualismo, é muito comum no mundo animal e é estimulado pela superpopulação em "colonias" de ratos, assim como a violência.... Quanto maior o numero de indivíduos na colonia ou menor o espaço, maior é a violência e o homossexualismo nos roedores.

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    3. E daí?
      Isso apenas demonstra que analisar qualquer coisa sem ter conhecimento de biologia e evolução é ingênuo. Assim como um filósofo dos dias de hoje não se interessar por neurociência ou poder ver os resultados de ressonâncias magnéticas quando alguém é exposto a um teste moral.
      Não consegui entender o que ser vegetariano tem a ver com a nossa biologia ou evolução? Teria se fôssemos carnívoros e não onívoros.
      O que um filho matar o pai tem a ver com negar a evolução?
      Deveria ler o clássico "o gene egoísta" para entender um pouco mais sobre reprodução e evolução e não ficar apenas no achismo.
      O melhor comentário foi do FLC, muito pertinente e elaborado. Isso de ter filhos, ou não ter filhos é um senso comum, não há nada de novo, nem de argumentos interessantes e novos nisso. O ponto de vista dele foi preciso.
      Comparar de uma alguma forma vizinhos barulhentos com o problema seríssimo de convívio cultura que existe na Europa é insano, mas isso pode ser fruto de desconhecimento.
      São tantos temas misturados e mal comentados que fica até difícil tecer um comentário.
      Favelização do Brasil, o processo é justamente o contrário, senão não ia haver ascenção da classe média é um boom imobiliário.
      Povo dependente de bolsa família? Esse programa de transferência de renda condicionada é modelo para vários outros programas parecidos, inclusive nos EUA.
      É muita simplificação, até mesmo em blogs sobre finanças.

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    4. Max, não precisa se disfarçar de anônimo... Tudo bem, esse seu discurso intelectualóide é lindo, mas o que tem a ver com a minha decisão de não querer ter filhos? Parece que vc quer mudar a opinião dos outros...

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    5. Não fui eu não ...
      Não tem coisa que mais odeio do que explicar o que eu acabei de escrever...
      Não faço mais isso não...
      Abraços

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  13. Corey,

    Para descontrair um pouco
    http://www.youtube.com/watch?v=A7C0qlGAQN0
    Essa aqui vai para você e a Bia.

    Veja o que vocês irão perder. Hahahahahaha...

    Uta!

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    1. Ótimo... eu abro mão de lidar com danos cerebrais, rsrs!!!

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    2. Estagiário, rolei de rir kkkk
      acho que tenho sorte com a minha pequena :P
      mas o final, q ele diz q os pais nunca sorriem me lembrou uma coisa que ela me disse outro dia, que eu sou uma mãe que está sempre sorrindo, que as mães dos amigos dela não são assim, são sempre bravas e velhas, não entendi bem o q ela queria dizer mas achei tão lindoooo
      mas depois observei as mães na porta da escola e comecei a entender, estão sempre descabeladas, enrugadas, mal vestidas e com uma cara que meudeusdoceu dá medo!
      :P

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    3. Tb vejo isso, a maioria dos pais que conheço (principalmente as mães) vivem de mal humor, com cara fechada e com o bico que o cara do vídeo fez. Isso sem contar o envelhecimento.

      Ostra, acontece que vc faz a coisa certa: se dedica totalmente a criação da baby e não apenas nas "horas vagas" como a maioria das mães faz. É a mesma coisa de querer tocar uma padaria como atividade secundária. Não dou 1 ano pro cara que tentar fazer isso envelhecer uns 10 anos e pior, não fará da maneira correta.

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    4. Corey,

      http://youtu.be/HcLJm1GqiHg?t=29m45s
      Caso queira ver o resto da conversa do Bill Corsby sobre seus filhos, ai está !

      Acredito que existem pessoas e pessoas. Acho que se vocês não querem ter um filho, ótimo! Isso não faz vocês melhores ou piores do que as pessoas que tem. Não vejo o fim do mundo em pessoas que não querem ter um filho, idem o inverso.

      Ostra,
      Concordo com você. Normalmente as mães que vão buscar seus filhos são a visão de uma pessoa que tem três trabalhos, o do dinheiro, o da casa e o da criança. Pessoas que não querem ter esses três trabalhos e tem, são pessoas assim. Minha mãe sempre teve os três trabalhos, mas era difícil vê-la brava.

      Acho que ser pai e mãe não é pra todo mundo.

      Uta!

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    5. gente, pior que essas mães não trabalham fora e ainda tem empregada para ajudar em casa...
      não tem muita lógica, ou ter filhos acaba com o humor de algumas pessoas ou eu sou palhaça mesmo kkkkk

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    6. Ostra, vc não é palhaça, acontece que vc não é desse planeta, rsrs!

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  14. Olá Corey!

    Texto interessante e apavorante, rs. Sou o neto mais velho de toda a família, mesmo sendo novo, portanto convivi muito com crianças de várias personalidades e idades.
    Quero ter um único filho e ai já entram os palpiteiros de plantão dizendo que a criança será mimada e que filho único fica chato e blá blá, penso que a forma como criamos a criança é como definirá em grande parte sua personalidade. A parte financeira me preocupa só que mais ainda é se realmente tenho jeito para cuidar dessa pequena vida até se desenvolver, gosto bastante de crianças e confesso que penso mais nisso do que minha namorada, o que é bom porque ela não fica pressionando e falando disso toda hora.
    Essa é uma experiência que eu gostaria muito de ter, dá medo imaginar mas é algo que já refleti bastante. Sua escolha e da Bia têm de ser respeitada e não devem dar satisfação para ninguém porque as pessoas nunca estão satisfeitas, se você não quiser ter então já usam os argumentos prontos para te convencer a ter, se quer ter um tentam te convencer a ter a casa cheia de filhos, agora se quer ter muitos falam pra você repensar um pouco em ter menos filhos. A sociedade é um verdadeiro saco e cada pessoa vai defender seu argumento!

    Abraços

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    1. GI,
      isso de filho unico ser mimado é relativo. A tendencia realmente é super proteger, querer dar de tudo p a criança, se for mais de 1 filho isso se dilui um pouco, mas depende muito dos pais e da forma que educam o filho.

      Não vou falar da minha filha pois seria muita corujisse kkkk mas... ela não é mimada :P Conheço alguns filhos únicos que tb não são (e outros q são demais), mas tenho um sobrinho que foi absurdamente mimado e super protegido e era o 3º filho! Foi mimado por ser o único filho homem e tb o ultimo filho, alguns pais acabam agradando mais o ultimo justamente pela sensação de que 'agora acabou'.
      bj

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    2. Ostra fico contente em saber que sua forma de pensar é igual a minha, espero que minha filha ou filho seja tão esperto quanto a Baby, rs. Mas ainda tenho muitos anos para me programar! :)

      Bjs

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    3. Nada a ver esse negócio de filho único mimado... eu sou filho único e nunca fui mimado, muito pelo contrário. Minha mãe é uma pessoa que nunca teve muito talento pra maternidade, mas se hj ainda é difícil descobrir isso, imaginem a 30 anos atrás. Paradoxalmente, o fato dela não ser uma mãe coruja acabou sendo ótimo pra minha criação, pois nunca fui super protegido, portanto não fui mimado. Ainda bem que ela não me mimou...

      General:

      "A parte financeira me preocupa só que mais ainda é se realmente tenho jeito para cuidar dessa pequena vida até se desenvolver" - aqui que está o perigo!!! Dinheiro, bem ou mal, é fácil de arrumar, agora talento pra criar uma criança são outros 500!!!

      Eu sempre repito que problemas que podem ser resolvidos com dinheiro não são problemas...

      Abraço!

      Corey

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  15. Nossa sociedade segue padrões impostos pela Igreja Católica, pelo glorioso Governo e pela Rede Globo. Infelizmente não se vê pensamento independente e bom senso por aí. Um exemplo disso é a "obrigação" que algumas mulheres sentem em ter filhos. Uma pobretona com filho se sente superior a uma mulher rica sem pestinhas, digo crianças. Isso é absurdo.


    Acho que todos aqui sabem como é duro defender um realzinho sequer. A cada dia temos obstáculos a superar.Então não dá para imaginar que teremos sucesso com mais um obstácuo econômico que pode virar um viciado, um cachaceiro, uma vagaba, marmita de pleiba como diz o grande Pobreta.

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    1. Pensamento nu, cru e verdadeiro...

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    2. A influência biológica/social nestes quesitos é muito maior que a eclesiástica ou midiática isoladamente...

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    3. Max, a tv e a Igreja são culpadas de muita coisa errada neste país ao dar um viés emocional, "bonzinho" ou religioso para problemas reais.Um exemplo foi uma reportagem da Globo, com números do CFM, que afirmava ser cada vez menor o nº de pediatras no país. Pois cada vez menos médicos querem apanhar de pais malucos, já trabalhei em hospital e sei que acontece de médicas entrarem na porrada por causa de crianças.No final da matéria, a Rede dos Bobos mostra que AINDA há m pediatras bonzinhos que se sacrificam pelas crianças pobrinhas. Ou seja, uma mãe pobre e burrona vai achar que no final os bons sentimentos vão garantir a presença de um pediatra muito simpático para atender ao filho dessa desgraçada às 3 da manhã de um domingo.


      Além deste exemplo, há muitos exemplos em que as reportagens e as novelas incentivam as pessoas a agirem como retardadas.

      Estamos num país dominado pela Globo pois o povo não tem educação pois os governantes pagam salário de fome aos professores. Logo não dá para esperar livre arbítrio de um povo em que 70 % da população é analfabeta funcional.

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    4. Anônimo, ele deve ter lido na veja...

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