sábado, 29 de dezembro de 2012

Finalmente Férias!!!

O momento mais esperado do ano chegou! Minhas férias estão batendo na porta, é hora de descansar, ficar sem fazer a barba, tomar um scotch as 9 da manhã e gastar algum dinheiro.

Programei algumas postagens pro blog não encher de aranhas. A atualização da carteira sairá normalmente dia 1/1/13 com os valores de ontem. Provavelmente ficarei off line todo esse tempo, mas passem por aqui, comentem, fiquem a vontade. Só não vão, como diria a Dona Ostra, sujar minha sala.

Bom ano novo e nos vemos em 2013!

Abraço a todos!

Corey

Por motivo de férias demorarei pra responder os comentários, mas por favor, comentem. Os comentários são o combustível do blogueiro!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012

Como diria Chacrinha: "nada se cria, tudo se copia", então vamos a minha retrospectiva 2012:

Investimentos

Até 2011 eu era um dos milhões de endividados do Brasil, comecei 2012 zerado, sem 1 real, mas também sem dívidas. Minha estratégia inicial, se é que posso chamar de estratégia, era aportar alto na renda fixa, até me familiarizar com outras modalidades. E assim foi, comecei com os CDBs e Tesouro. Veio a onda dos blogs, criei o meu, conheci muita gente legal, adquiri muito conhecimento. Tentei ações, não curti muito, vi que preciso estudar muito antes de me aventurar por essas bandas (coisa que ainda não criei vergonha na cara pra fazer). Descobri o que talvez seja a estratégia ideal pra minha realidade: gerar fluxo de caixa, nessa onda os Fundos Imobiliários se encaixaram muito bem. Vejo que meu conhecimento sobre investimentos atual está anos luz a frente de janeiro, mas muito, muito longe de ser o ideal.


Vida Profissional

Comecei muito bem, no período sabático, vagabundando e curtindo uma premiere da independência financeira. Fiquei na dúvida entre sossegar, arrumar um emprego tranquilo e comprar outra empresa, visando ganhar dinheiro na venda dela. Fiquei com a segunda opção, o começo foi muito ruim, afinal ficar 1 ano sem trabalhar e voltar a rotina de empreendedor, encarando 78984875231 problemas diariamente não é fácil. Superei essa primeira fase e vi a empresa crescer 50%. Não faço o que gosto, mas ganho dinheiro.

Vida Pessoal

Aceito doações!
Em termos pessoais 2012 não foi o melhor ano da minha vida. Tudo ia bem até que em junho recebi uma bomba: doença muito grave, gravíssima bem grave (já disse grave?) na família. O diagnóstico foi falso, foi tudo um grande susto, e que susto. Essa fato fez minha vida se arrastar durante 2 meses, fiquei deprimido, minha cabeça deu um nó, quase fiquei (mais) louco. Ainda estou me recuperando, mas tirei algumas lições como que a vida é mesmo muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância (tá, eu sei, isso é brega...) e que todo problema que pode ser resolvido com dinheiro não é um problema. Tomei bons whiskies e fumei bons cubanos.


Não parei no hospital nenhuma vez, tomei somente uma injeção e alguns comprimidos pra dor de coluna, então considero o ano muito bom em termos de saúde, rsrs! Perdi alguns quilos despretensiosamente, mas não fiz nenhuma atividade física constante a não ser vir trabalhar de bicicleta alguns dias.


Família

A convivência familiar não foi das melhores. Nunca fui um cara muito apegado a família, mas esse ano a coisa piorou. Tive algumas decepções e percebi que alguns familiares não são tão legais quanto parecem ser e pior, durante quase 30 anos me serviram de exemplo, moldando meu caráter. Cada dia mais me dou conta que minha família sou eu, Bia e o cachorro.

Nem parece que Bia e eu estamos juntos a tanto tempo, cada dia que passa estamos mais unidos, mais cúmplices, mais amigos. A paixão nunca esfriou, muito pelo contrário, tá cada dia melhor. Passamos tanta coisa juntos, boas e ruins, amadurecemos muito nesse 2012. Carecemos de tranquilidade, sossego e paz pra melhorar ainda mais nossas vidas.

Resumão

Financeiramente falando 2012 foi o melhor ano da minha vida, mas um dos mais conturbados nos outros aspectos. Sem demagogia, eu preferia menos dinheiro e mais tranquilidade.

O que espero pra 2013? Que meus planos de investimento deem certo, que minhas metas sejam atingidas, mas principalmente que o geral seja mais equilibrado, sem altos e baixos. Quero mais sossego, menos encheção de saco e aporrinhações.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

[Off] Papo furado de Natal

Como bom alienígena perdido no planeta Terra, sou um cara que não liga para datas comemorativas, Natal não é diferente, acho essa época um festival de gastar dinheiro a toa... mas dane-se o que penso não importa. Fuçando na internet achei o seguinte texto, que tem muito a ver comigo:

Papo Furado de Natal

Pré Natal

A amabilidade que não existe no ano todo incomoda, não é natural, todo mundo forçando um sorriso e desejando boas festas ou "feliz natal".
O lado bom é que você pode falar coisas como:
  • Eu sou judeu cara;
  • Meu pai morreu no natal.... :(
  • Eu só comemopro Kwanza!
Outra coisa do pré natal que incomoda é as perguntas da conversa fiada como:
  • Onde vai passar o natal? (Se a resposta dessa pergunta vai mudar algo na sua vida eu até teria gosto em responder, mas como você provavelmente não vai ir lá matar meus entes queridos/dar pra mim/me trazer presentes eu não deveria responder!)
  • O que comprou pro seus pais?(Novamente o que eu comprei ou se comprei não muda nada na sua vida)
  • O que você pediu pro papai noel ?
  • Vai viajar no natal? (Principalmente quando você já é um viking de 35 anos e te perguntam sobre pedidos para o papai noel)
  • Vai passar o natal com a família/carcaju de estimação/amigo imaginário andrógeno?
No natal

A maioria das pessoas passa o natal forçadamente com a família e tem que aguentar coisas como:
  • O primo pequeno perguntando a cada 2.5 segundos já é meia noite?
  • A tia carola falando sobre Jesus e como ngm lembra de jesus.
  • O tio bebâdo justificando a bebedeira porque no natal tudo pode (E fazendo a piada do pavê. MALDITO PAVÊ)
  • Os parentes que você nunca vê falando como vc cresceu ou perguntando como anda o jardim de infância (mesmo você já estando no terceiro pós doutorado)
Pós Natal
  • E ae como foi de natal?
  • O que você ganhou?
  • O que você deu de natal?
E qualquer pergunta do pré natal com o tempo verbal no passado.
TODO O TEMPO O que mais me incomoda, o que mais me enxe de ódio é o papo furado que as pessoas falam o tempo todo durante essa epóca como:
  • Como o ano passo rápido né?(NÃO! ele NÃO passou rápido ele passou a exatos 1 segundo/segundo!)
  • Esse ano a cidade tá mais(menos) decorada né? (Tirando quando as pessoas colocaram a exata decoração e ninguém se mudou da cidade SIM a cidade vai estar decorada com algum grau de diferença do ano anterior)
  • Nossa 201X já tá aí?nem vi o tempo passar...

Bom, deixando o mal humor e a chatisse de lado, desejo BOM NATAL  a todos e que vocês curtam a data da maneira que mais gostam, seja reunidos com a família, dormindo, ou numa lan house 24h do centrão de Sampa!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O Trabalho da Bia e Reflexões sobre o Mercado de Trabalho

Até o começo de 2012, Bia, minha esposa, não tinha conseguido uma colocação profissional legal, trabalhou durante muito tempo numa atividade desgastante, porém relativamente bem remunerada, cansou da profissão e decidiu cursar uma faculdade para mudar o rumo da vida profissional (como milhares de brasileiros fazem). Nessa época eramos muito jovens, nossas opiniões e decisões recebiam grande influência de outras pessoas, todos incentivaram para que ela cursasse o que tinha vontade.

Prestou vestibular numa Uni-esquina da vida (eu também fiz Uni-esquina) para um curso que aparentemente era legal. Checar mercado de trabalho? Pesquisar opiniões de profissionais formados? Verificar média salarial? Claro que não! Pra quê? O importante é "fazer aquilo que gosta"...

Uma vez dentro da universidade ela percebeu que o curso era chato e que não gostava tanto assim. A colocação profissional além de difícil era mal remunerada... Não desistiu e se formou. Durante algum tempo continuou trabalhando na velha profissão, afinal nós eramos um casal de endividados que havia declarado guerra aos boletos, carnês e financiamentos. Dinheiro era prioridade e o trabalho dela bancou nossas despesas pessoais durante um bom período, enquanto isso 100% do que eu ganhava era para adiantar prestações.

As dívidas acabaram, vendi a empresa, tirei um período sabático e ela abandonou o antigo trabalho. Vagabundamos juntos alguns meses (melhor fase de nossas vidas), eu comprei outra empresa e ela foi atrás de um trabalho legal. Conseguiu, não na área de formação, mas em algo que dava prazer e remunerava muito bem, mas como não existe almoço grátis logo os problemas começaram e por um motivo que infelizmente não posso detalhar, hoje o trabalho dela está se tornando inviável. 2013 começará e novamente Bia encontra-se num dilema profissional, com quase 30 e sem uma definição do que fazer da vida.

O objetivo dessa postagem é alertar as pessoas para algumas coisas que simplesmente não vemos ou fingimos não ver:

1º - Faculdade, pós graduação e demais cursos não são garantia de empregabilidade;
2º - Cursar uma faculdade porque acha legal é uma das maiores furadas que uma pessoa pode cometer, investir uma boa grana, 4 ou 5 anos da vida e depois se dar conta que o curso não era tão legal, que é difícil pra burro arrumar um bom emprego, que é mal remunerado ou tudo junto é de doer...
3º - As vezes é melhor investir a grana da faculdade em algo que dê retorno financeiro rápido, depois de ganhar dinheiro, estude o que tiver vontade;
4º - Se for estudar focando melhorar de vida certifique-se que a futura profissão é melhor que a atual, bem remunerada e de empregabilidade razoável.

Já toquei nesse assunto logo no começo do blog e fui mal compreendido. Não estou dizendo que faculdade é desnecessário e que devemos estudar somente aquilo que pode dar dinheiro, abrindo mão das vontades pessoais. É praticamente impossível concluir uma faculdade onde não se tenha afinidade, mas pra primeira graduação, acho mais necessário focar em algo que te faça ganhar dinheiro rapidamente após a conclusão.

Veja um exemplo: Maria nasceu numa família humilde, cursou colégio público, começou a trabalhar na adolescência, tinha o sonho de se formar médica. Prestou vestibulares em universidades federais. Não passou, infelizmente o ensino medíocre que recebeu durante toda a vida e o fato de ter que trabalhar não foi o suficiente pra desbancar os candidatos vindos das escolas particulares e com tempo de sobra pra estudar. Maria não desistiu, inconscientemente traçou uma estratégia vencedora. Fez um curso técnico de enfermagem, arrumou um emprego na área, prestou vestibular numa universidade particular mediana para Enfermagem. Se formou, como já estava na área foi fácil arrumar um bom emprego, pouco tempo depois já era Enfermeira chefe de um grande hospital. Trabalhou durante algum tempo em 2 empregos, viveu de maneira frugal, acumulou uma boa grana na poupança. Entrou no processo seletivo para medicina numa das melhores universidades particulares, usou sua poupança pra bancar seu sonho. Antes dos 35, Dra. Maria se forma médica.

Acredito que se fosse possível voltar atrás, muita gente pensaria melhor sobre qual curso fazer e faria um planejamento mais racional, mas infelizmente a maioria de nós entrou na faculdade muito jovem e inexperiente. Não sou a melhor pessoa pra dizer isso, mas acho que todo pai e mãe tem obrigação de ao menos mostrar um planejamento profissional para os filhos. Não digo impedir o moleque de cursar Música ou a menina de cursar Moda, mas quem sabe orienta-los a se dedicar a uma atividade profissional que remunere legal pra depois fazer aquilo que realmente gosta; não só para ganhar dinheiro, mas principalmente pra ganhar tempo. É triste ver pessoas na faixa dos 30 anos ainda batendo cabeça com trabalho.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Planejando 2013 - O Orçamento

Logo no começo do blog, fiz uma postagem falando sobre as despesas de casa (veja aqui), lembro que na ocasião um monte de gente acho minhas despesas muito baixas enquanto outros acharam muito altas... isso só prova a diversidade de público que acompanha os blogs de finanças.

Meu orçamento para 2013 será basicamente um ajuste do 2012 acrescentando o valor de moradia, que será utilizado para pagar meu aluguel. Espero que os números sejam suficientes e que para 2014 seja necessário somente um ajuste pela inflação. É a partir desse orçamento que estou fazendo as simulações para independência financeira, então espero que não ocorram alterações muito radicais.

Basicamente meu orçamento fica assim:


As linhas em verde são as despesas efetivamente mensais, ou seja, aquilo que tenho pra pagar todos os meses, as linhas em amarelo são referentes a provisão, ou seja, um dinheiro que separo mensalmente para pagar despesas que não ocorrem necessariamente todo mês. Durante 2012, a Bia (minha esposa) arcou com entre 20 e 70% das despesas mensais, a partir de 2013 a parte dela será de 30% pelo simples motivo que ela ganha menos que eu.

O campo moradia inclui aluguel, condomínio e IPTU.

Despesas pessoais do dia-a-dia são por conta de cada um, meu gasto gira entre 200 e 500 reais, dependendo o número de dias que almoço no restaurante (na maioria das vezes eu levo marmita). A Bia gasta um pouco mais, não por ser uma mulher-padrão-consumista-de-sapatos, e sim por gastar com cursos e tratamentos de beleza, mas não chega a ser uma fortuna.

Organização

A organização do dinheiro continuará a mesma. Todo último dia do mês, Bia e eu nos sentamos e dividimos o dinheiro (em espécie) em 3 envelopes:

1- Despesas do dia-a-dia: mercado, combustível e lazer
2- Contas de consumo: moradia, plano de saúde, internet, tv a cabo, luz e gás
3- Provisão: veterinário, manutenção, viagens e impostos

O envelope 1 fica em casa, a medida que precisamos pegamos o dinheiro dele e gastamos, guardando os comprovantes num espeto para papéis, todo mês eu somo esses valores e tabelo no excel. O objetivo é monitorar onde estamos gastando. O envelope 2 é depositado na conta corrente conjunta onde mantemos a maioria das contas em débito automático ou pagamos pelo internet banking. O envelope 3 é depositado na poupança conjunta vinculada a conta corrente. Todo fim de mês o saldo que sobrar na conta corrente é transferido para a poupança.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Planejando 2013 - Metas de Fluxo de Caixa e Patrimônio

Hoje vou falar sobre os valores das minhas metas financeiras para 2013.

Como já comentei por aqui, em 2013 sairei do meu imóvel próprio, quitado e mudarei para outro, um pouco maior e num local mais tranquilo. Esse fato impactará muito meu orçamento, mas por outro lado, facilitará minha meta de proventos mensais, pode parecer estranho num primeiro momento, mas vou explicar:

O plano é alugar meu apê, não usarei esse valor para abater do aluguel do que vou morar. Vou investir essa grana e considera-la como renda passiva, somando aos dividendos dos FIIs e também aos rendimentos da poupança*. O aluguel que pagarei na minha futura moradia será uma despesa colocada no orçamento 2013 e é a partir desse orçamento que calcularei minha taxa de riqueza (parâmetro que começarei a controlar ano que vem). Na prática eu aumentarei minha renda passiva mensal mas também aumentarei as despesas.

A conta dos proventos mensais fica assim:

aluguel dos fundos imobiliários
                    +
aluguel do meu apartamento
                    +
rendimento da poupança
                    +
cupons de juros do tesouro direto

* Os críticos da poupança que me perdoem, mas os rendimentos dessa modalidade são mais uma maneira de gerar fluxo de caixa: são creditados mensalmente e melhor ainda, são reinvestidos automaticamente.

Estou considerando que o primeiro aluguel do meu apê será recebido em abril, dei uma margem de 3 meses para que eu possa alugar um imóvel, me mudar, colocar o meu para locação e aluga-lo. Já tenho um possível inquilino em vista, mas mesmo se não der certo com ele, acredito que não terei grandes dificuldades de alugar o apê. Para cálculo das metas, considerei um valor mínimo de aluguel, caso eu decida loca-lo mobiliado, acredito que esse valor subirá alguns reais.

Pretendo chegar em dezembro/2013 com taxa de riqueza 0,4. Essa taxa de riqueza não será calculada a partir do patrimônio e sim sobre o valor dos proventos mensais. Tenho consciência que essa não será uma meta muito simples de ser batida, porém não impossível. Alguns proventos, como os cupons do tesouro direto são semestrais, então usarei como parâmetro o valor anual de proventos que pretendo receber no período. Os dados mensais servirão apenas para acompanhamento do desempenho.

Patrimônio

Pretendo terminar 2013 com 1/4 de milhão de reais, para isso continuarei aportando forte. Fui questionado pertinentemente se eu não estabeleci uma meta muito fácil para 2012, afinal consegui bate-la com muita antecedência e terminarei o ano com quase 50% a mais. Acontece que quando estabeleci essa meta, não tinha muita ideia do que aconteceria durante 2012, acabei comprando a empresa o que me ajudou a aumentar os aportes. As metas para 2013 são mais pesadas, principalmente a de proventos.

Durante 2013 pretendo aportar praticamente 100% em fundos imobiliários, focando os proventos. Caso eu consiga bater essa meta com antecedência, pretendo diversificar e investir em outra modalidade visando ganho de capital.

Alguns fatores que podem mudar todo meu planejamento:

- Compra de uma segunda loja: não descarto completamente a compra de uma segunda loja, venho conversando com alguns amigos e a possibilidade de uma parceria é bem real. Não vou forçar a barra, se algum negócio bom aparecer, estarei disposto a conversar. Nesse caso, os aportes ficarão limitados ou até poderão não acontecer;

- Investir em uma empresa como sócio-investidor. Tenho uma proposta, mas sem nada concreto, de entrar numa sociedade como sócio investidor. Caso eu assuma esse compromisso, terei um bom retorno, a custo de sacrificar meus aportes;

- Reviravolta em relação a minha moradia: a decisão de mudar é bem real, mas se mudarmos de ideia, uma boa grana sobrará mensalmente;

- Problemas no trabalho da Bia: minha esposa está passando por alguns problemas profissionais que poderão dar uma complicada na nossa vida financeira, ela tem um bom colchão de segurança, mas mesmo assim as coisas podem se complicar um pouco.

- Fatores alheios a minha vontade: se tem uma coisa que descobri nesse primeiro ano de investidor é que boa parte do que planejamos não acontece devido a fatores que foge a nosso controle.

Resumo das minhas metas de proventos e investimentos para 2013.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Desfazendo Polêmicas e Mal Entendidos


Na última postagem tentei explicar o por quê da minha estratégia para 2013 ser focada na busca de fluxo de caixa (aumentar os proventos), fui criticado, tentaram me alertar para ago que nem sei o que é, como se eu estivesse fazendo all-in em TOYB3 ou fosse investir ad-eternum em fundos imobiliários. Hoje pretendo esclarecer alguns pontos que possam ter ficado mal colocados. Agradeço a todos que quiseram me ajudar, mas gostaria de esclarecer alguns pontos que ficaram mal entendidos.

Sobre o investimento em Fundos Imobiliários

Entendo o investimento em FII como ele é na verdade: investimento em imóveis visando obter renda através do recebimento de aluguéis. Não invisto nessa modalidade pensando em ganhar dinheiro em cima da valorização da cota, o foco são os proventos.

Digamos que eu não fosse adepto dos FIIs e preferisse comprar um imóvel físico para locação. Quanto custa, por exemplo, um apartamento facilmente locável em São Paulo? Entre 150 e 300k é possível comprar um apê de 1 dormitório na região central da cidade. O aluguel desse imóvel gira entre 0,4 e 0,8%, ou seja, um retorno excepcional tratando-se de aluguel de apartamento. Pois bem, o mínimo de dinheiro que eu deveria ter esse tipo de imóvel no meu portfólio seria 150k. Os riscos estão relacionados a vacância, manutenção do imóvel, possível desvalorização devido a alguma obra doidona da prefeitura, etc.

Voltando aos FIIs, hoje tenho em torno de 50k alocados nessa modalidade, caso eu opte por aportar mais 100k, chegarei ao valor mínimo que seria necessário para comprar 1 apartamento e aluga-lo, porém nesse meio tempo, venho recebendo aluguel do valor investido mensalmente e não tenho que me preocupar com assuntos administrativos. É como se eu conseguisse comprar um pedaço do apartamento por mês e recebesse aluguel desses pedaços, hoje posso dizer que tenho um banheiro e meia cozinha alugados, rsrs! Os riscos existem, claro, mas o que não tem riscos?

Considero 400k um valor máximo para manter em FIIs, isso seria equivalente a 2 apartamentos, o que não é tanta concentração numa única modalidade para quem deseja ter o mínimo o dobro desse valor. Alguém deve estar querendo me questionar dizendo que devemos diversificar independente do tamanho do patrimônio. Eu respondo: na minha opinião a diversificação é importante, mas não pode prejudicar o investidor, impedindo-o de investir em algo que julgue mais interessante só para cumprir cotas de % de alocação. Em outras palavras, a diversificação pode ficar para um segundo momento.

Sobre o foco no fluxo de caixa

Como já comentei aqui, o prazo para que eu consiga ao menos a semi-aposentadoria é pequeno. Em 2 anos, pretendo ter renda passiva suficiente ao menos para bancar as despesas mais básicas de casa. É principalmente por esse motivo que meu foco é receber proventos mensalmente. Atualmente pretendo buscar isso com foco nos FIIs por se tratarem da melhor alternativa para essa finalidade no atual momento. Não acredito que essa modalidade é isenta de risco, que será ótima para sempre e que descobri algo incrível, apenas invisto naquilo que acredito ser melhor para minha realidade em determinado momento, dentro do meu conhecimento.

Sobre a "inutilidade" da rentabilidade

Eu jamais disse que a rentabilidade da carteira não é importante, eu jamais disse que não me preocupo com ela e que não procurarei aumenta-la. O que eu disse é o seguinte:

Rentabilidade É SIM importante, mas pra MINHA estratégia atual, ou seja, para o ano de 2013 é SECUNDÁRIA, ou seja, não será o principal parâmetro que buscarei. Em 2014 pode ser diferente...

Eu me preocupo SIM com a rentabilidade, tanto é que citei o ranking do General como um fator que me fez acordar para o acompanhamento desse parâmetro.

Empreendedorismo x Retorno

Na postagem anterior, usei como exemplo o fato de considerar pouco 5% de retorno de uma empresa do varejo. Muitos se espantaram e questionaram como posso achar 5% pouco. 5% é um retorno fantástico pra renda passiva. Imaginem um FII ou ou CDB que pague 5% ao mês... esse é o sonho de consumo de todos nós.

Agora, transferindo esse retorno para uma loja ou franquia de qualquer coisa, por exemplo: digamos que você comprou uma cafeteria por 100k, trabalha nela apenas 44 horas por semana (estou sendo otimista) e obtém no fim do mês 5k de lucro. Você continua achando 5% muito? Veja bem, você investiu cem mil reais, trabalhou o mês todo, aturou funcionário, cliente chato, fiscalização, pagou impostos indecentes e no final obteve cinco mil reais de lucro. Na minha opinião é melhor ter um emprego ganhando isso sem ter que investir 1 real, com a vantagem de poder pedir as contas a qualquer momento.

NÃO SIGA QUALQUER COISA QUE FOR DITA NESSE BLOG, AS POSTAGENS APENAS REPRESENTAM A OPINIÃO DO AUTOR E OS COMENTÁRIOS REPRESENTAM A OPINIÃO DE CADA UM QUE COMENTA. ESTUDE E TOME SUAS PRÓPRIAS DECISÕES DE INVESTIMENTO.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Planejando 2013 - Fluxo de Caixa ou Rentabilidade?

Tenho pensado muito nas variáveis que utilizamos para determinar nosso progresso rumo a Independência Financeira: valor do patrimônio, rentabilidade, fluxo de caixa... Muitos já tocaram nesse assunto, entre eles o Eike, o Dividendos e o Dimarcinho, mas quero dar minha contribuição.

Comecei a investir a menos de 1 ano, até então eu era um dos milhões de endividados desse país, e nesse pouco tempo, já aprendi certas coisas que julgo importante para o sucesso do meu plano. No começo, meu foco era unicamente o ganho consistente de capital, por isso acabei optando por opções "seguras", mas pouco rentáveis como CDBs.

Depois, principalmente após a criação do Ranking de Rentabilidade do General, acabei me dando conta que aumentar a rentabilidade é fundamental pra antecipar a tão sonhada IF ou ao menos para proteger nosso patrimônio da inflação, e que riscos controlados são saudáveis. Acabei estudando os fundos imobiliários e investindo neles, apesar dos riscos.

Ultimamente estou percebendo que a principal variável que o investidor que sonha com a IF deve buscar não é nem o aumento constante do tamanho da carteira, nem o aumento da rentabilidade, mas sim a promoção de um fluxo de caixa consistente. Os proventos pingando na conta mensalmente é que sustentarão a vida do investidor. Claro que o aumento da carteira atrelado a investimentos que tragam ganho de capital é sempre bem vindo, mas pra quem deseja viver de renda, isso é secundário. O principal deve ser o recebimento periódico de dinheiro proveniente dos investimentos. Obviamente um fator puxa o outro: se você tem um bom fluxo de caixa, provavelmente é porque investiu em uma modalidade interessante que terá grandes chances de valorização.

Seu Manoel se preocupa em comprar mais e mais casas e se
elas estão locadas, não no quanto elas valem.
O pessoal mais velho sabe disso muito bem, o Seu Manoel da padaria, dono de 50484304 casas de aluguel pouco se preocupa com o tamanho do seu patrimônio, o que importa pra ele é o quanto de aluguel ele recebe. Acho que devemos adotar uma postura semelhante. A simplicidade é sempre um caminho melhor.

Claro, que quando Seu Manuel montou a padaria, sua preocupação era aumentar o faturamento, assim como no começo da jornada, é natural que o investidor queira turbinar o rendimento da carteira, nesse caso, o fluxo de caixa é irrelevante. Minha realidade é um pouco diferente, tenho a facilidade de fazer bons aportes e meus prazos são relativamente curtos, por isso posso me dar ao luxo de "pular" essa etapa.

Muito já se discutiu sobre dissolver patrimônio para gerar caixa, se dividendos existem realmente ou não, que é melhor um investimento que renda mais mesmo não gerando caixa, etc. Não vou entrar nesse assunto porque não chegaremos a conclusão alguma. A MINHA estratégia é não precisar vender patrimônio para obter renda, os ativos devem gerar a renda que precisarei após a IF, até lá, todo provento será reinvestido. Por que dessa estratégia? Porque ela é simples, não demanda muito tempo de estudo e acompanhamento diário, basta comprar bons ativos e monitora-los periodicamente.

Na próxima postagem falarei das metas de fluxo de caixa e como farei para alcança-las.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A Saga dos Vizinhos Barulhentos - Definindo o que Fazer

Para pegar o fio da meada dessa história recomendo a leitura do seguinte post:

http://coreyinvestidor.blogspot.com.br/2012/11/imovel-ape-ou-casa-comprar-ou-alugar.html

Continuando a minha saga de ideias para fugir dos vizinhos filhos da puta barulhentos, Bia e eu definimos que em janeiro buscaremos um apê para alugar dentro de nossas exigências: andar alto, longe de áreas de lazer, unidade na ponta do prédio, com uma piscininha e uma academia, num bairro um pouco melhor. Andei pesquisando e vi que imóveis como esses são locados aqui em São Paulo por cerca de 0,3 a 0,5% do valor de mercado, portanto considero um excelente negócio.

A escolha por apartamento ao invés de casa se dá pela segurança, possibilidade de alugar um imóvel não muito grande (somos minimalistas) e mais perto do nosso trabalho além do valor menor de aluguel. As casas que serviriam para nossa realidade possuem aluguel altíssimo (e são enormes) ou são muito longe do nosso trabalho, portanto são inviáveis. Sabemos que esse negócio de barulho é loteria, mas iremos arriscar, tentando minimizar o risco de problemas com uma escolha mais acertiva (com os fatores que citei acima), além disso se der azar é só esperar acabar o contrato ou na pior das hipóteses pagar a multa e se mudar.

Considerei as seguintes vantagens do aluguel na minha análise:

- Mobilidade em caso de problemas semelhantes ao que estou tendo no meu imóvel próprio;
- Possibilidade de não empatar dinheiro na compra de outro imóvel;
- Possibilidade de morar num imóvel de nível superior ao que eu estaria disposto a comprar (empatar 400 conto num apê não desce na minha garganta);
- Não precisar abrir mão do meu plano de independência financeira.

Os fatos ruins são:

- Deixar meu apê, reformado e formatado para nossa necessidade;
- Abrir mão de personalizações no imóvel novo;
- Necessidade de ter o mínimo de móveis necessários e em tamanho reduzido que permita uma mudança mais fácil. Isso não chega a ser um problema, muito pelo contrário, mas não deixa de ser um desconforto porque hoje temos tudo o que precisamos.
- Não ter certeza de até quando moraremos em determinado endereço.
- Encarar mais trânsito e possível necessidade de mais um veículo.

Observamos também algumas vantagens em relação a mudar de endereço (independente de alugar ou comprar):

- Possibilidade de fazer uma limpeza geral em nossas coisas, com direito a uma super "sessão desapego";
- Diminuir ainda mais a quantidade de coisas que temos;
- Possibilidade de renovarvárias coisas de casa: tv. geladeira, lavadora, panelas...
- Ter um recomeço, trazendo de volta alguns prazeres de quando casamos, etc.

Colocando na balança, concluímos que alugar será uma opção melhor, mas temos consciência que esse é um caminho sem volta, uma vez que sairmos do nosso apê será praticamente impossível voltarmos pra lá, afinal vamos morar num ambiente melhor o que com certeza nos deixará mal acostumado. O aumento das despesas fixas será alto e irreversível, o que me exigirá mais tempo para alcançar a independência financeira. Esse aumento das despesas não diz respeito somente ao valor do aluguel em si, mas também a outras despesas que aparecerão: condomínio mais caro, mais gasto com locomoção, aumento da minha inflação pessoal (os aluguéis são corrigidos pelos índices oficiais, o que puxará meu índice pessoal pra cima), aumento dos gastos do dia-a-dia (bairro mais caro), etc.

Frugalidade é importante, mas bem estar e conforto é muito mais. A partir da hora que uma atitude frugal está te prejudicando, é hora de revê-la. No meu caso, a opção de morar num bairro mais "povão" e num apê mais simples buscando economizar uma grana está prejudicando meu bem estar, então não me resta outra opção a não ser buscar uma melhora através de uma mudança de endereço.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Vencimento de LCI e Aumento dos FIIs

No último dia 3 uma LCI minha venceu, a estratégia inicial era reinvestir essa grana em outra LCI juntamente com mais uma que vence dia 17. Mudei de ideia, como meu foco de agora em diante é fluxo de caixa, já comprei mais cotinhas do FEXC11B com essa verba. Quando a outra vencer, farei o mesmo, mas agora quero buscar mais 2 fundos para investir.

Até agora possuo apenas 5 fundos, sendo 2 de papel e 3 de tijolo, vim aumentando a posição principalmente do BCFF11B, FEXC11B e VLOL11 nos últimos meses seguindo o critério de comprar aquele que estivesse com a menor cotação no dia da compra. Gostei dessa estratégia e pretendo continuar com ela. Exceto pelo WPLZ11B, estou contente com meus papéis, mas agora pretendo colocar mais 2 papéis na carteira, dando preferência para fundos de tijolo.

Analisei alguns fundos e cheguei nas seguintes siglas:


HTMX11B – Fundo Hotel Maxinvest

Esse é um fundo bem interessante que tenho acompanhado desde que comecei a me interessar por FII. Basicamente é um fundo de imóveis relacionados a hotéis, incluindo flats. Acredito que esse é um setor muito deficiente no Brasil e pra chover no molhado, a copa do mundo e olimpíadas melhoram mais ainda as oportunidades do setor. A distribuição dos proventos está em torno de 0,9 a 1%. Tenho muita simpatia pelo setor hoteleiro.


XPGA11 – XP GAIA

Fundo de papel, semelhante aos BCFF11B e FEXC11B. Tem obtido resultados consistentes com proventos na ordem de 0,8%. É minha opção de fundo no papel no momento, mas somente entrarei se não encontrar um fundo de tijolo atraente.


FVBI11B – FII VBI FL 4440

Esse é um fundo pelo qual simpatizo bastante, o imóvel alvo é um edifício que fica na Faria Lima em São Paulo, um dos locais mais procurados pelas grandes empresas. Ele pagará R$ 0,75 por cota até 2014. Com a cotação na faixa dos R$ 110,00 eu ainda encaro, mais que isso não. Acredito num possível aumento dos aluguéis desse prédio, mas isso é só aposta...

Peço que os amigos comentem sobre esses fundos e me citem outros que acharem interessante, lembrando que quero ao menos um fundo de tijolo. Obrigado!


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Atualização Mensal de Ideias - Dezembro/2012

Profissional:

Novembro teve o maior e mais absurdo feriado da história. Não sou contra feriados, mas se você contar, verá que novembro teve apenas 17 dias úteis e apenas 2 semanas-padrão completas. Isso é praticamente 50% do mês perdido. Mesmo assim o faturamento da empresa foi razoável, acima do projetado, não tenho o que reclamar... Dezembro tende a ser um pouco melhor que a média, ano passado o antigo proprietário faturou muito bem, vamos ver como me saio nesse ano.

Pessoal:

Definitivamente 2012 não está sendo um bom ano pra minha vida pessoal. Tenho muita sorte de ter a esposa que tenho, companheira e sempre me levantando (em todos os sentidos, rsrs!), ter dinheiro, ver a vida financeira prosperando, etc. Porém, tem muita coisa confusa na minha cabeça, ando muito preguiçoso, sem me importar com coisas importantes e dando muito valor a besteiras. Como disse, precisei pegar 3 dias pra organizar minha vida (inclusive essa postagem) porque posterguei tanta coisa que acabou saindo do controle. Uma das minhas metas para 2013 (sim, uma meta bem genérica e com grandes chances de ser ignorada) é ser mais organizado. A falta de organização e a velha mania de procrastinar me deixam com raiva de mim mesmo!!!

Fiz duas pequenas viagens em Novembro. Uma foi ruim e a outra foi mais ou menos... Acho que o motivo disso nem foi a viagem propriamente dita e sim fatores individuais meus e da Bia. Acho que nosso nível de estresse e intolerância está mais elevado do que imaginamos.

Bia está passando por problemas no trabalho, infelizmente fatores alheios a vontade dela estão inviabilizando sua ocupação. Provavelmente terá que buscar outra coisa, fato esse que a está deixando extremamente preocupada e estressada, o que ajuda a agravar nosso "saco-cheismo".

Dinheiro:

Dezembro é um mês importante para definirmos nossa estratégia de investimentos para o ano seguinte. Isso é algo que está tomando bastante espaço na minha cabeça e farei diversas postagens a esse respeito no decorrer do mês. Vejo que a estratégia que montei dezembro de 2011 passou por muitas modificações, mas no final o resultado foi melhor que o esperado, pretendo repetir a dose em 2013.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Atualização Mensal - Novembro/2012

Em novembro aportei novamente R$ 9.000,00; provavelmente esse valor se manterá nos próximos meses, a não ser que eu fique doido e cometa alguma loucura. Esse valor foi totalmente destinado a FIIs (VLOL11 e BCFF11B) e uma coisa que me chamou atenção (e me deixou feliz) foi o valor total dessas compras: R$ 9.272,00; ou seja, maior que o valor do aporte, essa diferença é fruto dos proventos dos FIIs, pode parecer pouco, mas permitiu um investimento 3% maior, o que a longo prazo com certeza fará diferença.

Sem querer comprei minhas cotas desse mês num dia de sangria, não foi nada planejado, não busco timing, mas acabou dando certo, dessa maneira, consegui reduzir o preço médio das cotas. Minha rentabilidade foi de 0,33%, mais uma vez eu digo: a rentabilidade não me parece um fator muito relevante para a estratégia que estou montando, que é buscar fluxo de caixa. Os aluguéis dos FIIs me renderam 0,78%. Estou incomodado com o WPLZ11B. Comprei sabendo do término do período de aluguel garantido, mas não pensei que os proventos cairiam tanto, esse mês eles pagaram apenas 0,32%. Alguém aí quer compra-lo?

Não fiz nenhum aporte na RF, mas em dezembro vence uma LCI que pretendo mandar pro tesouro, mas isso ainda não está definido. Como já disse, pretendo ter uma quantia com certa liquidez para aproveitar algum negócio que possa aparecer.

Ainda não defini se continuarei divulgando os valores no próximo ano, estou propenso a continuar, até porque o tamanho da carteira é previsível já que pretendo manter os aportes mais ou menos como estão. Estou escrevendo uma postagem sobre minha estratégia de investimentos para 2013, pretendo publica-la no decorrer do mês juntamente com o orçamento 2013.

O valor dos proventos do mês incluem um merrequinha que recebi da NTNF, em janeiro mais grana do TD entrará na conta...

Resumo da carteira em 01/12/2012:



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Pausa para Organização!

Chega! Não posso mais fazer isso!
Bom dia! Tenho lido bastante coisa sobre técnicas de organização, em breve compartilharei com vocês um pouco desse conhecimento, o que pode nos ajudar no dia a dia.

Em várias dessas leituras encontrei uma técnica que resolvi chamar de "guerra contra a procrastinação" que nada mais é que fazer uma lista das tarefas que temos pendente e ataca-la de maneira a resolver absolutamente tudo o que temos que fazer de uma vez por todas. Começarei essa guerra hoje, tenho muita coisa pendente aqui na empresa e preciso resolve-las, portanto ficarei off provavelmente até o fim da semana. Retornarei com a atualização mensal no sábado.

Bom resto de semana a todos!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O Mito do Capital de Giro

Bom dia amigos, fiquei off line alguns dias, fruto de uma oportunidade de "férias" (sim, porque viajar 2 dias é férias para qualquer empreendedor) que surgiu repentinamente. Como é bom lembrar dos tempos de período sabático... Semana que vem terei mais alguns dias de vagabundagem, rsrs!

Como disse na última postagem, hoje tratarei de um assunto obrigatório no mundo do empreendedorismo, o capital de giro. O conceito de capital de giro segundo a Wikipédia é:
"Capital de Giro ou Ativo Corrente, em inglês Working Capital, é um recurso de rápida renovação (dinheiro, créditos, estoques, etc.) que representa a liquidez da operação disponível para a entidade (negócio, organização ou outra entidade qualquer, incluindo entidades públicas).É uma importante ferramenta para tomada de decisões, pois se refere ao ciclo operacional de uma empresa, englobando desde a aquisição de matéria-prima até a venda e o recebimento dos produtos vendidos.Assim como o ativo fixo como plantas e equipamentos, o capital de giro é considerado uma parte do capital operacional."
Eu resumo capital de giro como: "a grana que deverá entrar na empresa num determinado período de tempo (normalmente 1 mês)", seguindo esse meu conceito de boteco, capital de giro nada mais é que o faturamento de 1 mês que teoricamente o empresário deve ter em caixa diariamente. A unanimidade dos textos que tratam de empreendedorismo, incluindo o badalado Sebrae, coloca o capital de giro praticamente como a chave do sucesso ou fracasso de uma empresa, porém, o buraco é mais em baixo...

Não estou desmerecendo a importância nem a necessidade de manter uma quantia de dinheiro suficiente para manter a operação da empresa num determinado período te tempo, minha intenção é desmistificar a obrigatoriedade disso. O capital de giro é fundamental em diversas situações:

1- Empresa em fase de consolidação: você montou uma loja, leva certo tempo para que o faturamento cresça e estabilize, durante esse período você deverá ter dinheiro suficiente para bancar a operação. Jamais podemos esquecer de contabilizar esse capital de giro como investimento na empresa. Um erro muito comum que vejo sempre nos causos por aí é o empresário montar uma mega estrutura, com baita estoque e "esquecer" do capital de giro. O resultado a gente já conhece, um cara desses vai engrossar os não sei quantos porcentos de empresas que fecham no primeiro ano.

2- Comércios sazonais: se você tem uma sorveteria em Pirituba, com certeza seu faturamento em agosto será uma fração do que entra no caixa em janeiro, mas os custos provavelmente são bem semelhantes. Nesse caso ter capital de giro é fundamental pra sobreviver, mas essa provisão deve vir dos meses das vacas gordas, não necessariamente do bolso do empresário.

3- Indústria: não tenho experiência nesse setor, mas se você é industrial provavelmente terá meses de alta produção, outros de muita venda e baixa produção, enfim, mil cenários possíveis. Ter grana pra manter um caixa saudável é fundamental.

Devem existir mais alguns casos onde a necessidade de capital de giro é fundamental, mas dentro da minha realidade e experiência (a de comerciante tradicional) essa necessidade é praticamente nula. Veja o seguinte exemplo:

Seu Japa é dono da quitanda do Bairro X, ele vende frutas, verduras e legumes comprados diariamente no Ceasa. As formas de pagamento aceitas pelo Seu Japa são dinheiro, cartão de débito e crédito. Seu Japa sabe que a rentabilidade bruta média da quitanda é de 50%, ou seja, pra cada real que vende, é preciso comprar R$ 0,50 de mercadoria. Do R$ 0,50 de lucro é necessário pagar as despesas fixas (água, luz, telefone, aluguel, contador...) e o que sobrar é lucro.

Aproximadamente 70% do faturamento do Seu Japa é dinheiro e o restante em cartões. Toda noite ao fechar o caixa, Seu Japa separa 50% do faturamento do dia (em dinheiro) para gastar com mercadorias no dia seguinte no Ceasa. Os recebimentos dos cartões ficam acumulando na conta corrente e são usados para pagar as contas de consumo, funcionários e aluguel do salão da quitanda. No último dia do mês, Seu Japa transfere todo o dinheiro que sobrou na conta da quitanda para sua conta pessoal e pega toda o dinheiro em espécie que sobrou e leva para casa. Esse é seu lucro.

Vejam que o exemplo acima, embora simplista, é extremamente real. Praticamente todo comércio tem um fluxo de faturamento homogêneo e todo dia entra e sai dinheiro. Então não há a menor necessidade de manter em caixa uma grande quantia de dinheiro só para falar que tem capital de giro. Claro, que dependendo do setor e de características individuais, há períodos do mês em que a saída de dinheiro é maior que a entrada, mas pra isso basta um planejamento simples pra contornar. Educação financeira vai bem em qualquer lugar!

Uma estratégia que utilizo para pagar despesas altas da empresa, como prestação e aluguel, é dividir o valor da despesa pelos dias de trabalho e provisionar diariamente essa quantia. No dia do pagamento, a grana tá lá, prontinha pra cumprir as obrigações.

Como vocês podem ver, a mídia acaba por foder atrapalhar a cabeça de quem deseja empreender com conceitos muitas vezes complexos e deturpados. Acredito que isso aconteça com qualquer modalidade de investimento e quem está aprofundado consegue visualizar esse tipo de erro melhor que aquele que está de fora. Um outro absurdo que leio muito é "o pequeno empresário tem pouco acesso a crédito e isso acaba inviabilizando muitos negócios". Pqp! Começar um negócio com dinheiro de terceiros é quase sempre dar tiro no pé, além disso é muito fácil obter crédito (desde que você faça por merecer). Mas isso é tema pra um outro post...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sobre Antecipação de Recebíveis e Capital de Giro

Segunda feira, emenda do maior feriado de todos os tempos, 9 da manhã. Acabo de chegar na empresa, o telefone toca:

Eu: Loja do Corey, bom dia!

Atendente: Bom dia, meu nome é Fulana da "Operadora de Cartões X", por favor o responsável pelo setor financeiro...

Eu: (pensamento: já sei, ela vai me oferecer antecipação de recebíveis) Sou eu mesmo.

Atendente: Tudo bem Sr. Corey? Informo que por motivos de segurança essa ligação está sendo gravada... o motivo do meu contato é oferecer uma extraordinária proposta para a empresa do Sr...

Eu: Ahhh...

Atendente: Sabemos que a época de feriados é ruim para o comércio do Sr, já que ocorre uma queda nas vendas, então hoje ofereço uma condição imperdível de antecipação de recebíveis...

Eu: Obrigado, não tenho interesse!

Atendente: Mas Sr. Corey, hoje a Operadora X oferece para o Sr. antecipação de R$ Y das suas vendas a crédito com o custo de apenas 8% e crédito em conta na quarta feira pela manhã. O Sr. não tem duplicatas para pagar na quarta feira?

Eu: Não!

Atendente: O Sr. não tem o adiantamento de salário dos funcionários no dia 20 para acertar?

Eu: Sim, tenho.

Atendente: Pois então, o Sr. não precisa de uma ajuda de capital de giro para cobrir essa despesa?

Eu: (pensamento: agora vou disparar a falar e vou quebrar todos os argumentos de uma só vez). O pagamento de funcionários ocorre periodicamente, o valor e as datas são totalmente previsíveis, então não há motivo para que eu me desespere em busca de dinheiro para cobrir essa despesa da minha empresa, basta que eu me programe para fazer esses pagamentos. Os boletos de pagamento de mercadoria também chegam periodicamente, eu tenho controle total de quanto posso pagar diariamente, então os boletos chegam na loja e imediatamente eu faço o pagamento via internet banking ou dou uma corrida na agência bancária mais próxima e realizo o pagamento em dinheiro, sabe como é, dinheiro na mão é vendaval, algum engraçadinho pode tentar arranca-lo de mim, então eu pago o que tenho que pagar na primeira oportunidade. Todos os dias eu realizo vendas no cartão de crédito, mas todos os dias eu recebo vendas anteriores, então dá na mesma vender no crédito ou no débito, todos os dias eu terei dinheiro em conta, portanto não vejo a menor necessidade de adiantar recebíveis...

Atendente: (cortando minha fala) Obrigado Sr. Corey tenha um bom dia...

A antecipação de recebíveis é um dos motivos pelos quais os micro-empresários abominam vender no cartão de crédito, grande parte deles fazem a chamada "antecipação automática", ou seja, as operadoras de cartão embutem essa "vantagem" no pacote de serviços da empresa. Dessa forma, para cada venda feita no crédito o empresário recebe na média 10% a menos (2 a 4% de taxa operacional + 7 a 8% de taxa de antecipação).

Outra coisa repetida a torto e direito por aí é a necessidade de capital de giro, como se isso fosse a coisa mais importante que um empresário precisa, eu acredito que isso é besteira, desde que o cara tenha as contas na mão. Eu, por exemplo, costumo ter praticamente nenhum dinheiro na conta da empresa ou em espécie, mas isso é papo pra outro dia...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Acumular ou Gerar Caixa?

Durante minha última postagem (sobre o orçamento 2013), o nosso amigo Investido Defensivo fez uma contestação extremamente pertinente:
"Sobre a sua estratégia de fluxo de caixa, ando pensando que fluxo de caixa seria após o período de acumulação. E para acumular, o melhor seria arriscar em ações mesmo, ao invés de FIIs. FIIs são para fluxo de caixa mesmo."
Pra quem não sabe, minha estratégia para atingir a Independência Financeira é focada em geração de fluxo de caixa, ou seja, ter dinheiro proveniente da rentabilidade dos investimentos caindo em conta periodicamente. O plano é aumentar mês a mês essa quantia até que consiga manter minhas despesas pessoais somente com esse dinheiro.

O ID defende a tese que o fluxo de caixa é importante somente após o período de acumulação, ou seja, após a carteira de investimentos ter tamanho suficiente para que os proventos sejam utilizados para manutenção das despesas, ou mais claramente, após o investidor atingir a sonhada independência financeira. Esse pensamento está correto, o investidor não deve consumir os proventos e sim reinvesti-los de maneira a aumentar mais rapidamente o tamanho da carteira, então não faz muito sentido buscar investimentos que proporcionem fluxo de caixa se esses serão reinvestidos, parece ser mais certo buscar investimentos que proporcionem maior rentabilidade, mesmo que não gerem fluxo de caixa.

Então por que raios você foca no fluxo de caixa se ainda não chegou lá?

Essa é a pergunta que vocês devem estar querendo me fazer. Os motivos para que eu foque em obter fluxo de caixa em detrimento de aumento da carteira são vários:

1- Meu prazo para obter a independência financeira, ou mais precisamente a semi-aposentadoria, é relativamente curto, 4 ou 5 anos é pouco tempo para se esperar um desempenho excepcional na bolsa, por exemplo.

2- Falta de conhecimento: não é segredo pra ninguém que o conhecimento que tenho sobre ações não é suficiente para que eu entre e faça as coisas com certeza absoluta que não estou fazendo cagada ou agindo impulsivamente. Além disso não tenho saco paciência pra aprender.

3- Aporte alto: felizmente tenho um bom poder de aporte, pelo menos grande o suficiente para que eu deixe o fator crescimento da carteira um pouco de lado. Se meu poder de aporte fosse pequeno, com certeza eu me viraria nos 30 pra ver cada real render o máximo possível, mesmo que fosse necessário assumir riscos maiores.

4- Investimento em imóveis demandam um bom dinheiro. Trato os FIIs como eles realmente são: IMÓVEIS. Aqui em São Paulo, você não compra uma quitinete, visando obter renda com aluguel, por menos de 100 mil reais, então não vejo sentido manter uma pequena parcela do patrimônio em FIIs se eles nada mais são que uma forma de investir em imóveis.

5- Psicológico: esse é um fator muito importante. Me sinto bem em ver o valor dos rendimentos subirem mês a mês, percebo claramente que cada mês estou mais próximo do objetivo de todos nós: parar de trabalhar ou trabalhar não somente pelo dinheiro. Fica mais fácil mensurar o desempenho.

Uma dúvida que pode surgir é porque focar unicamente em FII e excluir as empresas boas pagadoras de dividendos do plano. Isso acontece porque os FIIs são mais previsíveis e possuem mecânica mais fácil de entender (pelo menos pra minha cabeça) que as ações. Véi na boa, ando lendo tanta coisa extremamente técnica (e de qualidade) sobre ações na blogosfera que cada dia que passa tenho mais receio de entrar nesse mundo. Não descarto esse tipo de balanceamento, mas por enquanto vou surfando na boa onda dos FIIs.

Claro que eu sei os riscos envolvidos no investimento em FIIs, mas para minha realidade, são riscos que estou disposto a assumir. Meu maior medo não é que as cotações despenquem, e sim que o nosso querido governo invente algum jeito de foder prejudicar a rentabilidade dos fundos, como tributação ou outro tipo de controle.

Seu horizonte de IF é distante? Não consegue aportar muito? Estude, assuma riscos e trate de aumentar sua rentabilidade e ver sua carteira crescer. Pra isso recomendo fortemente o acompanhamento do blog do Zé Mobral, um excelente exemplo que com disciplina, estudos e risco controlado é possível vencer, mesmo com aportes baixos.

ID, obrigado por questionar, acabei fazendo uma auto análise dos meus motivos e conclui que estou no rumo certo para conquistar meus objetivos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Orçamento 2013 - Você já fez o seu?

Estamos em novembro! Os super mercados estão repletos de panetones, a 25 de março está repleta de papais noéis, a Coca-Coca de 3 litros já está disponível e eu já estou com a cabeça em 2013. Hoje comecei a esboçar meu orçamento para o ano que vem. O objetivo é ir fazendo modificações até chegar no definitivo no mês que vem.

Usei a planilha de expectativa de gastos de 2012, fiz um ajuste porco da inflação e aumentei algumas cotas. Por exemplo, a cota de lazer que era de R$ 800,00 foi para R$ 1600,00. Não estipulei cota para o possível aluguel, mas se for necessário ele será acrescentado ao orçamento. Caso eu continue divulgando o patrimônio, também divulgarei meu orçamento definitivo pra 2013. Se esse orçamento rodar direitinho durante o ano, pretendo somente ajusta-lo pela inflação para 2014.

Provavelmente diminuirei o tamanho do meu colchão de segurança, de 6 meses para 2 ou 3. Estou mais estabilizado, então não vejo necessidade de manter um colchão tão grande. O foco dos investimentos em 2013 continuará sendo fluxo de caixa. Como eu já disse por aqui, pretendo terminar 2013 com taxa de riqueza em 0,4; ou seja, que os proventos recebidos mensalmente sejam capazes de pagar 40% das despesas fixas de casa. Se tudo continuar como o planejado, todo janeiro essa taxa sofrerá um ajuste para baixo, referente a inflação do ano anterior, então uma taxa de riqueza igual a 1 não quer dizer independência financeira...

Comentei algumas vezes que não ligo muito para a inflação, pelo menos não para os índices divulgados. Meus gastos não sobem pela taxa oficial, para minha sorte, eles sobem mais por vontade minha que por aumentos de preços. De qualquer forma, considerar a inflação oficial é uma maneira de me resguardar com certa folga, da inflação pessoal (impossível de ser calculada).

O objetivo é ter o maior controle possível sobre as despesas do dia-a-dia, sabendo para onde vai cada real gasto. Em 2013 pretendo seguir a risca algo que não fiz esse ano: o provisionamento para impostos, taxas e seguros. A princípio eu pagaria essas despesas com a rentabilidade de uma LCI que vence em dezembro, mas já mudei meus planos, farei mensalmente um depósito na poupança com esse objetivo. Nessa poupança também serão direcionados os valores que não são usados todo mês como viagens, manutenção do carro e veterinário.

Também defini metas de aporte e metas de recebimento de dividendos, acredito que em 2013 as coisas fluirão de maneira mais uniforme, afinal, eu terei uma certa experiência como investidor (2012 foi o primeiro ano). Pretendo não fazer cagadas coisas erradas que venham a prejudicar meus investimentos nem minha vida pessoal. Tenho esperança que 2013 será mais equilibrado, menos estressante e mais saudável que 2012.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Atualização Mensal de Ideias - Novembro/2012

Profissional:

O faturamento da empresa em outubro foi inferior ao esperado, esse é um dos motivos pelo qual sempre digo que um aspirante a empreendedor deve pensar muito bem se tem saco pra aguentar os problemas de ser "dono do próprio negócio". Novembro começou bem melhor, vamos ver o que acontecerá, não vou fazer previsões. Decidi, ao menos por enquanto, não investir na empresa, vou esperar a virada de ano e ponderar se valer´a pena ou não. Enquanto isso, meu foco continua sendo os investimentos para independência financeira.

Pessoal:

Continuo numa fase confusa, tudo o que penso e que tenho vontade de fazer acaba esbarrando em alguma confusão e o plano fica parado. Meus vizinhos barulhentos continuam me incomodando, Bia e eu chegamos a visitar alguns imóveis pra alugar, mas infelizmente não decidimos nada. Fizemos uma busca,  selecionamos 8 imóveis, descobrimos que 3 se tratavam do mesmo apê, 2 não era nada do que pensávamos, 1 o dono está viajando e não conseguimos visitar, 1 desistimos porque era andar baixo e o outro não gostamos muito... Sou um cara que acredita na "fluidez" das coisas, ou seja, quando algo deve acontecer, acontecerá da maneira mais tranquila e fácil possível, e isso não está acontecendo, então acredito que não é para a gente mudar, pelo menos não por enquanto.

Minha insônia melhorou um pouco, acredito que estou num nível elevado de estresse, preciso dar um jeito nisso: já programei duas viagens para novembro. Bia e eu conversamos muito e concluímos que devemos viajar mais, sair mais para baladas, fazer mais passeios em museus e parques, etc. Também preciso começar uma atividade física, mas isso será postergado para janeiro.

Dinheiro:

Continuarei investindo com foco em fluxo de caixa, utilizando os fundos imobiliários para tal finalidade, pretendo aumentar meus proventos recebidos em pelo menos R$ 50,00 ao mês. Além disso, sempre aportarei um pouco no tesouro. Esse mês preciso começar a pensar no orçamento para 2013, afinal dezembro é um mês corrido e mais curto (devido a viagem). Pretendo estabelecer um orçamento rígido, porém com folga, quero ter controle absoluto do que gasto em 2013. 

Geral:

Continuo empolgado pela viagem do Reveillon, mas estou ainda mais ansioso pra uma pequena viagem que farei ainda esse mês. Parece besteira, mas esse ano viajei pouco, então qualquer escapada de final de semana tem sabor de uma viagem a Paris.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Imóvel - Apê ou Casa? Comprar ou Alugar?

Preciso da ajuda de vocês pra solucionar um grande problema que estou enfrentando ultimamente, já comentei aqui e aqui que minha vizinhança é barulhenta, que não tenho paz dentro do meu apê: vizinhos ficam com conversinhas, andam de salto alto, arrastam móveis... enfim, sofro todas as modalidades possíveis de barulhos que podem ocorrer num condomínio residencial. A coisa está chegando num ponto que fico preocupado com a hora de dormir: nunca sei se conseguirei ter uma noite completa de sono ou serei acordado pelo salto alto da vizinha...

Estou disposto a gastar dinheiro para resolver meu problema, pensei em fazer um baita isolamento acústico no apê, mas andei pesquisando e vi que barulhos como salto e móveis arrastados não são possíveis de serem isolados, portanto só me resta uma alternativa: mudança. Nesse caso eu buscaria uma das seguintes opções de imóveis:

1- Apartamento com construção mais robusta em andar alto (bem alto).
Meu apartamento é extremamente simples, de construção pouco caprichada, o que deixa passar muito mais barulho, além disso fica num andar baixo.

2- Casa.
Sou acostumado com apartamento, até prefiro por N motivos, mas estou cogitando a hipótese de morar em casa, para fugir pelo menos dos barulhos internos, já que os barulhos aéreos (do exterior) podem ser isolados com janelas anti-ruídos.

Uma vez escolhido o imóvel, tenho as seguintes opções de "pagamento":

a- Alugar meu apê e alugar outro imóvel.
Essa seria a alternativa mais simples e rápida. O custo (aluguel pago menos aluguel recebido) seria de aproximadamente R$ 1.000,00 (incluso condomínio). O prolongamento no prazo para atingir a independência financeira seria de aproximadamente 2 anos, afinal essa diferença entraria nas despesas fixas. As principais desvantagens são ter que pagar aluguel ad-aeternum, e o fato de não conseguir ter um "lar doce lar" do jeito que queremos. As vantagens é a mobilidade em caso de problemas ou de alguma mudança radical de vida.

b- Alugar meu apê e comprar outro imóvel pronto.
Alternativa mais complexa porém mais "legal". Digo legal no sentido de ter um imóvel próprio, formatado as necessidades pessoais. O prolongamento no prazo para atingir a independência financeira seria de aproximadamente 3 a 4 anos. A principal desvantagem é achar o "imóvel ideal" e ter certeza que ele será isento de problemas graves e que cumprirá nossos requisitos pra sempre.

c- Alugar meu apê e comprar outro imóvel na planta.
A principal vantagem é poder comprar um apê no último andar (nada de vizinhos arrastando móveis na minha cabeça), com preço mais atraente e fluxo de pagamento facilitado. A desvantagem é a demora para sair do barulho (pelo menos 36 meses) e os riscos inerentes de se comprar um imóvel na planta.

Caso eu opte por comprar, terei necessariamente que encarar um financiamento, mesmo que depois me livre dele no curto prazo. Não me sinto bem com dívidas, então acredito que isso iria me preocupar e causar outros tipos de problemas.

Optando por apartamento corro o risco de ter problemas semelhantes, a não ser no caso de último andar. Se for casa, posso me ferrar com a abertura de uma igreja evangélica ou balada na vizinhança. Já pensei em mudar para Marte, mas demoraria muito tempo no trânsito...

Peço a opinião de vocês, contem suas experiências individuais, digam qual opção vocês escolheriam no meu lugar e ajudem a melhorar minha qualidade de vida! Desde já agradeço a todos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Atualização Mensal - Outubro/2012

Desisti, ao menos por enquanto, de fazer investimentos na empresa, portanto, consegui aportar uma boa quantia (R$ 9.000,00) e isso deverá continuar pelos próximos meses. Investi cerca de 3k no tesouro (NTNB) e o restante em FIIs. Cancelei minha reserva do TRX Edifícios Corporativos devido as mudanças de última hora que esse fundo teve: adiamento do dia da liquidação, problemas na negociação de imóveis, o que me demonstrou certa falta de profissionalismo. Acabei dividindo meu aporte entre o BCFF11B, VLOL11 e FEXC11B.

Obtive um fluxo de caixa interessante (R$ 213,98) proveniente dos aluguéis dos FIIs. Pretendo aumentar minha participação nessa modalidade de maneira a aumentar meu recebimento de aluguéis em 50 reais por mês. Minha rentabilidade (-0,64%) foi afetada pela caída das cotações dos FIIs. Pode parecer estranho, mas estou contente por isso, se as cotações dos fundos continuassem subindo, dificultaria o aumento das posições. O objetivo dos FIIs é geração de fluxo de caixa, então não me importa uma possível perda de patrimônio, o que conta mesmo é se os fundos continuarão salubres.

Ao mesmo tempo, continuarei fazendo aportes na renda fixa, principalmente no Tesouro, de maneira a acumular uma quantia que possa ser usada em alguma oportunidade de negócio: compra de algum imóvel, compra de outra empresa, enfim, quero ter um dinheiro com certa liquidez que me permita aproveitar alguma oportunidade que julgar interessante.

Me sinto confortável por manter o foco nos FIIs, por enquanto não vejo vantagem em aportar em ações, afinal meu objetivo é gerar fluxo de caixa. Sei que mais cedo ou mais tarde os FIIs não estarão tão interessantes como hoje, mas por enquanto vou aproveitando essa boa fase.

O valor dos FIIs da tabela já está computando as cotas da subscrição do BCFF11B que ainda não aparecem no HB.

Resumo da carteira em 01/11/2012:



Fiz os cálculos com pressa, General, se estiver errado, por favor me avise, ok? Até o fim de semana passarei no blog de todos. Bons investimentos!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Promoção Mirae

ATENÇÃO: ISSO NÃO É UMA PROPAGANDA, NÃO ESTOU GANHANDO NADA PARA FAZER ESSA DIVULGAÇÃO.

A corretora Mirae está com uma promoção interessante: 2 meses de corretagem grátis pra novas contas, depois paga R$ 2,90 (valor padrão). Acho uma boa opção pra quem está buscando uma corretora, a Mirae tem um bom atendimento, o chat é bem rápido, estou com eles a uns 4 meses e até agora não tenho nada a reclamar.

Link para a promoção: http://corretora.miraeasset.com.br/global/bz/po/jsp/common/menu.jsp?menuid=online&show_menu2=online|aviso&mainLink=Y&notice_number=152


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

[Off] - Desabafo

Bom dia! Mal começo a ler as atualizações dos colegas blogueiros e me deparo com a notícia da possível morte do Lord, lá no Blog do Eike. Confesso que fiquei bem preocupado pela possibilidade dessa notícia ser real. Não costumo acreditar nesse tipo de coisa, mas acho que o Eike jamais falaria isso se não fizesse sentido, além do mais a Ostra também confirmou que isso pode ser real. O Lord tinha comentado que iria fechar o blog por falta de tempo, ele estava se dedicando a algum tipo de negócio on-line, então estava acreditando que essa sumida era por esse motivo, aliás, no dia 19 passei por lá e perguntei se ele "estava vivo", putz, fico constrangido por isso. Se isso realmente for verdade, espero que ele esteja melhor agora e que a família tenha bastante força para superar.

Hoje logo cedo, abri o Facebook e fiquei impressionado com a quantidade de gente indignada pela vitória do PT (Fernando Haddad) para a prefeitura de São Paulo. Como já comentei por aqui, sou totalmente neutro quando se trata de política. Acredito que toda e qualquer pessoa que tenta um cargo político não é digna de confiança e absolutamente todos os partidos são exatamente a mesma merda coisa. Achei muito engraçado os pseudo-direitistas indignados pela vitória do Haddad, como se o outro candidato, o Serra fosse um Deus encarnado.

Minha própria posição política não é o melhor exemplo de equilíbrio, mas daí a criticar ferrenhamente um extremo ou outro é fanatismo, coisa que não deveria existir entre pessoas "letradas" que teoricamente possuem bom poder de discernimento em relação a grande massa. É óbvio que o PT e seu mensalão não é o melhor exemplo de honestidade, mas também não podemos tapar o sol com a peneira e achar que o PSDB e suas siglas variantes fizeram um trabalho excepcional na prefeitura de São Paulo.

A internet e sua liberdade de expressão acaba criando situações constrangedoras e inúteis, fico com vergonha alheia dos meus amigos que defendem, no Facebook,  unilateralmente uma posição, seja política ou não, sem parar pra pensar no quanto isso é inútil e vexatório. Se o assunto é futebol, ainda vai, pois ainda acredito que esse é um esporte e que esportes são maneiras de entretenimento, mas defender ferrenhamente uma posição política, ou ter atitudes demagógicas e politicamente corretas é ridículo.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

[Off] Filhos e Felicidade

Hoje voltarei ao polêmico tema FILHOS, como todos sabem, Bia e eu somos um casal childfree, ou seja, que optou por não ter filhos. Pra entender melhor, recomento as seguintes leituras:

http://coreyinvestidor.blogspot.com.br/2012/03/off-filho-voce-realmente-precisa.html
http://coreyinvestidor.blogspot.com.br/2012/06/off-filhos-to-fora-por-clarion.html
http://coreyinvestidor.blogspot.com.br/2012/08/voce-tem-capacidade-pra-ser-pai.html

Essa semana saiu uma matéria muito interessante na revista Época falando sobre "as verdades" da maternidade. Serve de reflexão, para todos que pretendem ter filhos e também para fazer analogias com outras situações de nossas vidas. Nem sempre aquilo que parece perfeito com os outros pode ser para você, nem tudo aquilo que é bom para alguém também será para você.

Segue a matéria:

Filhos e Felicidade


Por que a discussão realista sobre os problemas da paternidade causa tanto desconforto – e como ela pode ensinar os casais a sofrer menos

NATHALIA ZIEMKIEWICZ, COM FLÁVIA YURI


É 1 hora da madrugada. Um choro estridente desperta a ex-judoca olímpica Danielle Zangrando, de 33 anos. Desde que levou Lara do hospital para casa, as mamadas a cada três horas impedem o sono de antes. Ela pula da cama e oferece à filha o peito. Depois, troca a décima fralda daquele dia, embala a bebê no colo, caminha com ela em busca de uma posição que a faça parar de chorar. O choro prossegue. Daniele tenta bolsa de água quente e gotinhas de remédio. Nada de o berreiro cessar. Duas horas depois, mãe e filha formam um coro: Danielle também cai em prantos, desesperada. É a primeira cólica de Lara, com 20 dias de vida. O pai, Maurício Sanches, funcionário público de 48 anos, se sente impotente. Está frustrado e desconta a frustração na mulher: “Você comeu algo que fez mal a ela?”. A partir de então, Danielle se privará também do chocolate. Já desistira do sono, da liberdade, do trabalho como comentarista de esporte. Na manhã seguinte, ainda exausta da maratona noturna, retomará a mesma rotina, logo cedo: amamentar, dar banho, trocar fralda, botar para dormir. “Ninguém sabe de verdade como é esse universo até entrar nele”, diz Danielle. Hoje, Lara está com 2 anos. As noites não são tão duras quanto costumavam ser. Mas Danielle e Sanches ainda dizem que ter filhos é uma missão muito mais difícil do que eles haviam imaginado.
Capa da edição 753 de ÉPOCA – Filhos e felicidade (Foto: ÉPOCA)
Eis um problema: a paternidade, que deveria ser o momento mais feliz da vida dos casais – de acordo com tudo o que aprendemos –, na verdade nem sempre é assim. Ou, melhor dizendo, não é nada disso. Para boa parte dos pais e (sobretudo) das mães, filhos pequenos são sinônimo de cansaço, estresse, isolamento social e – não tenhamos medo das palavras – um certo grau de infelicidade. Ninguém fala disso abertamente. É feio. As pessoas têm medo de se queixar e parecer desnaturadas. O máximo que se ouve são referências ambíguas e cheias de altruísmo aos percalços da maternidade, como no chavão: “Ser mãe é padecer no Paraíso”. Muitas que passaram pelo padecimento não se lembram de ter visto o Paraíso e, mesmo assim, realimentam a mística. Costumam falar apenas do amor incondicional que nasce com os filhos e das alegrias únicas que se podem extrair do convívio com eles. A depressão, as rachaduras na intimidade do casal, as dificuldades com a carreira e o dinheiro curto – disso não se fala fora do círculo mais íntimo e, mesmo nele, se fala com cuidado. É tabu expor a própria tristeza numa situação que deveria ser idílica.
 A boa notícia para os pais espremidos entre a insatisfação e a impossibilidade de discuti-la é que começa a surgir um movimento que defende uma visão mais realista sobre os impacto dos filhos na vida dos casais. Seus adeptos ainda não marcham nas ruas com cartazes contra a hipocrisia da maternidade como um conto de fadas. Mas exigem, ao menos, o direito de falar publicamente e com franqueza sobre as dificuldades da situação, sem ser julgados como maus pais ou más mães por se atrever a desabafar. Por meio de livros e, sobretudo, com a ajuda da internet, eles começam a falar claramente sobre os momentos de angústia, tédio e frustração que costumam acompanhar a criação dos filhos. Nas palavras da americana Selena Giampa, uma bibliotecária de 35 anos, dona do blog Because Motherhood Sucks (A maternidade enche...), “a maternidade está cheia de momentos de pura felicidade e amor. Mas tudo o que acontece entre esses momentos é horrível. Amo ser mãe, de verdade. Mas tenho de dizer a vocês que, assim como qualquer outro emprego, muitas vezes eu tenho vontade de pedir as contas”. Com uma notável diferença: ninguém pode se demitir do emprego de mãe ou de pai. Ele é vitalício.
O melhor exemplo dessa nova maternidade é o livro Why have kids (Por que ter filhos), sem previsão de lançamento no Brasil, escrito pela jornalista americana Jessica Valenti, de 34 anos. Durante a gravidez de sua primeira e única filha, Jessica teve um aumento perigoso de pressão arterial. Layla nasceu prematura, pesando menos de 1 quilo. Passou oito semanas na incubadora do hospital. Ao longo dos 56 dias em que viu a filha sofrer dezenas de procedimentos invasivos, Jessica refletiu sobre como idealizara a experiência de ser mãe. Seu livro parte daí para criticar a cobrança pela maternidade perfeita, uma espécie de pano de fundo imaginário contra o qual as mães de verdade comparam suas imensas dificuldades e seus inconfessáveis sentimentos negativos. “Não falar sobre a parte ruim da maternidade só aumenta o drama dos pais e as expectativas irrealistas de quem ainda não é”, disse Jessica a ÉPOCA.
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