segunda-feira, 18 de junho de 2018

O Apartamento Micado - Season Finale

Não se esqueça de deixar um tema para postagem no blog, use o post marcado ao lado >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Hoje vou dar um tempo nas postagens sobre Portugal, mudar completamente de assunto e falar um pouquinho sobre o meu imóvel micado, para entender melhor veja os links:

Inquilino saiu, imóvel meia boca, e agora?
Updates do Apartamento Micado

Mas se você não tiver paciência de ler, vou dar um resumão. Peguei um apartamento para facilitar um negócio porém esse imóvel era micado, planta ruim, localização meia boca, enfim, uma bosta. Logo que o peguei consegui aluga-lo muito bem, o que me deixou super feliz afinal era um excelente contrato, até que o inquilino saiu... O apartamento ficou vago durante uns meses até que aluguei por um valor somente razoável, dei graças a Deus porque ao menos parei de ter despesas de vacância.

Esse episódio serviu para me abrir os olhos e percebi que não tenho muito estômago para lidar com um dos principais problemas de quem tem imóveis de locação: a vacância. Até então não havia passado por isso, os outros aparatamentos que tenho estão todos alugados e quando um inquilino saiu, praticamente outro entrou no mesmo dia, pagando valores interessantes o que me proporciona um retorno muito bom. Isso me fez repensar a estratégia...

Bom, o apartamento estava alugado porém estava rolando o segundo principal problema de quem tem imóvel de locação: inadimplência. Não inadimplência propriamente dita, mas o inquilino estava pagando todos os meses com atraso. Mal sinal. Estava apenas Ok com a situação, não estava confortável, na verdade estava chateado por ter problemas frequentes com esse imóvel.

Durante a fase de vacância anunciei o imóvel para aluguel ou venda e como de costume vários corretores ligaram querendo trabalhar o bendito. Claro que deixei, sou das pessoas que não se importam em pagar comissão, assessorias, serviços... Acredito que certos trabalhos por mais simples que pareçam e por mais que você acredite ser capaz de fazer sozinho, serão muito melhor realizados por um profissional. Um desses corretores em especial, vou chama-lo de Pedro, demonstrou mais energia nesse trabalho, levou umas três pessoas para visitar porém acabou não dando certo, aluguei por conta própria e a coisa seguiu.

Então um belo de um dia estava eu na fila da padaria quando recebo uma mensagem de voz de Pedro, dizendo que tinha um cliente interessado na compra do apartamento e perguntando se ainda estava interessado em vende-lo. Disse que sim porém o imóvel estava alugado. Pedro se prontificou a fazer todo o trâmite, inclusive de negociar a visita com meu inquilino.

Resumindo a conversa: o apartamento foi vendido, amarguei um prejuízo de cerca de R$ 50.000,00 porém soquei a grana num CDB e estou feliz da vida. Tive prejuízo sim, mas tirei um peso enorme da minha cabeça, pelo menos agora sei que ao menos o dinheiro está rendendo um cadim nesse CDB. No fim das contas o tal apartamento foi um excelente negócio, nem tanto do ponto de vista financeiro e sim do ponto de vista de aprendizagem.

Na média durante o período que fiquei com ele me rendeu 0,5% o que é uma bosta porém é alguma coisa. Tomei no forevis com uma bela grana mas aprendi a ter mais cautela e não sair fazendo qualquer coisa pra facilitar um negócio. Nem tudo são flores na vida, as vezes ganhamos, as vezes perdemos, sou grato por ter ganho muito mais que perdido.

Não sou hipócrita para dizer que continuo apaixonado pelo investimento em imóveis físicos, ainda mais agora que estou fora do Brasil e qualquer problema desses será um tormento para resolver, tanto é que estou negociando a venda de um dos apartamentos para o próprio inquilino, se o negócio sair minha exposição à esse tipo de investimento desabará mais ainda, o que é muito bom.

Ainda não sei o que farei com esse dinheiro, por isso deixei num CDB diário. Algumas ideias são usar na compra de um apartamento para moradia aqui em Portugal (assunto para outro post), entrar como sócio investidor em algum negócio no Brasil (também outro post específico no futuro) ou tacar tudo no TD mesmo. Aceito sugestões.

É isso, esse é o capítulo final dessa novelinha, se bem que pode ocorrer um remake em breve quando eu disser no que usei o dinheiro. Abraço a todos, boa semana!

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Sugira um Tema

Esse post será fixo no blog, use os comentários para sugerir temas para os próximos posts.

Conforme for aceitando e escrevendo os temas, os comentários serão apagados para não poluir o post. Comentários fora do contexto "sugestões" também serão apagados.

Portugal: Legalização e o Porquê de Portugal

Passaporto rosso, la chiave del mondo
É impressionante o poder de certas coisas. Reza a lenda que em algum lugar do mundo existe um botão vermelho que se acionado provocaria o fim do mundo com uma grande explosão atômica. Uma camisinha, simples objeto de borracha e que custa alguns centavos (centavos no Brasil porque no resto do mundo camisinha é um trem caro pra cacete) pode literalmente salvar sua vida, seja prevenindo de pegar uma doença sinistra ou engravidando uma doida qualquer que irá sugar seus rins no tribunal. Um livrinho de capa vermelha emitido pelo governo da Itália é um desses objetos que possuem super poderes. Hoje vou falar um pouco sobre a saga da cidadania italiana.

Desde criança ouvi do meu pai e familiares que "somos descendentes de italiano", que "seu bisavô veio da Itália ainda criança". As frequentes discussões entre os familiares, os tios que não se falam à décadas, a gritaria e abraços chorosos nas poucas reuniões na casa do meu avô, o pão caseiro da minha avó... tudo isso eram sinais que confirmavam a ascendência. Quando a ideia de sair do Brasil começou a brotar na cabeça, a primeira coisa que fiz foi correr atrás da possibilidade de "tirar" a cidadania italiana, coisa que aparentemente me permitiria muita coisa. Naquele momento não sabia que na verdade não se "tira" cidadania italiana, se "reconhece", porque pelo princípio jus sanguinis que rege a cidadania italiana, todo filho de italiano é também italiano, só precisa comprovar isso. Então meu avô é italiano por ser filho do meu bisavô que efetivamente nasceu na Itália, meu pai o é por ser filho do meu avô e assim por diante... Também não sabia do poder que a cidadania italiana possui, mas aos poucos fui descobrindo. Além de morar legalmente em qualquer país da União Européia eu poderia ainda morar nos Estados Unidos através do visto de investidor E2 que requer um investimento relativamente baixo, se tivesse menos de 30 anos poderia morar na Austrália através de um visto de trabalho temporário, e por aí vai...

Não vou me estender muito no assunto cidadania porque há muito material na internet mas basicamente para se reconhecer a cidadania italiana é necessário reunir as certidões de nascimento/casamento/óbito que comprovem a ascendência, ou seja, tive que juntar as certidões desde as minhas até as do meu bisavô italiano. Depois disso há dois caminhos: você dá entrada no processo no consulado da Itália de sua jurisdição e espera pelo menos 10 anos ou vai à Itália, estabelece residência e abre o processo na prefeitura da cidade (comune) que está morando, nesse caso demora cerca de 6 meses.

A coleta das certidões foram relativamente fácil, fui nos cartórios, paguei e consegui todas as certidões brasileiras, tive sorte por saber onde meus antepassados viveram e fui direto à essas cidades. Não houve problema algum, impedimento algum, achei todas as certidões tranquilamente. Entretanto faltava apenas um "detalhe": a certidão de nascimento italiana do meu bisavô. Onde encontrar saporra?! A Itália é um país grande e as informações que tive na família sobre a origem do antenato (meu bisavô) eram desencontradas, diziam que ele era de diversas regiões, de norte a sul do país passando inclusive pela Sicília. A coisa travou aí, foi nessa época que eu estava pensando em ir para os EUA com L1 e acabei deixando isso de lado, até comentei aqui no blog que tinha direito à cidadania européia mas meu caso era um desses "impossíveis".

Realmente seria impossível, mas Bia um dia fuçando no Facebook achou uma comunidade sobre o assunto e acabou se deparando com uma pessoa que fazia busca de certidões na Itália. A pessoa cobrava 500 euros para usar a bola de cristal, achar a certidão e enviar ao Brasil.


Como costumo dizer, problema que pode ser resolvido com dinheiro não é problema. Paguei os 500tão e 2 meses depois a certidão estava na minha caixa do correio.

Agora eu tinha todos os papéis que precisava, mas a vida estava correndo, tocando os negócios e perdido no que fazer da vida, acabei deixando tudo dentro de uma pasta verde e vermelha numa gaveta. Tinha a certeza que iria correr atrás disso mas naquele momento não ia rolar. O tempo passou, acabei negociando um desconto na assessoria para o processo na Itália, consegui uma passagem baratíssima para Milão e fui fazer meu processo...

(nesse meio de tempo tive que tirar novas vias das certidões brasileiras, traduzir, apostilar, enfim, houve um grande processo, estou resumindo tudo aqui)

Cheguei na Itália, a assessoria cumpriu o que prometeu (ainda bem porque o máximo que sei em Italiano é contar até dez, sinistra, destra, va bene, prego, grazie, catzo e porca madonna), estabeleci minha residência, dei entrada nos papéis, assinei um monte de coisa que pediram, fiquei alguns dias turistando na Europa e voltei ao Brasil. Deixei uma procuração para a finalização do processo. Alguns meses depois o escritório me liga dizendo: Corey, você é cidadão italiano! O processo tinha acabado. Dei entrada no meu passaporte italiano no consulado de São Paulo, Bia e eu choramos de emoção ao receber o danado em casa, a gente sabia que aquele objeto mudaria nossas vidas.

O processo todo custou exatos R$ 17.221,62 dinheiro esse que considero um investimento.

E por que Portugal e não a Itália, Inglaterra ou outro país da Europa?

Simples. Itália era fora de cogitação porque nem Bia nem eu falamos italiano (sei que tenho obrigação moral de aprender italiano, mas esse é um compromisso que ainda estou em falta), até pensamos na Inglaterra porém teríamos problemas para entrar com o cachorro e além disso acredito que não teríamos a mesma qualidade de vida que temos aqui em Portugal, embora ainda não descartamos ir para lá antes do possível Brexit, o problema do cachorro (deve ter documentação européia para entrar no UK)  já foi resolvido.

Então na verdade a questão não é porquê de não termos escolhido outro país "mais desenvolvido" e sim os porquês de termos escolhido Portugal. A resposta clara e objetiva é uma só: QUALIDADE DE VIDA. A gente saiu do Brasil, daquela loucura e balburdia, e vir para Portugal é quase um sabático de tudo isso. Qualidade de vida se traduz por muitas coisas: baixo custo de vida, salários compatíveis com despesas, pouco trânsito, pouca poluição, muito verde, tranquilidade, silêncio, facilidade com idioma, etc. Até agora a decisão tem sido muito acertada. Portugal não é perfeito, tem problemas, nem tudo são flores, mas é um país equilibrado. Equilíbrio resume praticamente tudo nesse país.

Bom, é isso, agora já sabem como me legalizei e o motivo principal para ter escolhido Portugal. Nos vemos nos próximos capítulos.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Portugal, o Paraíso na Terra?

Daqui em diante escreverei bastante sobre a odisseia que é mudar de país, mas antes de mais nada decidi escrever esse post para deixar algumas coisas bem claras.

Quando você está em busca de informações para imigrar se depara com todo tipo de coisa, normalmente as informações sobre um mesmo tópico são completamente opostas e a tendência é que as pessoas tomem partido pelo lado otimista ou pelo lado pessimista, são raros os relatos equilibrados.

Exemplo 1: Emprego em Portugal.

Experiência do João: "não existe trabalho em Portugal, e quando você consegue será explorado pelo patrão, trabalhará 18 horas por dia pra fazer serviço braçal e sequer vai receber salário. Um advogado não ganha nem 1000 euros, médicos ganham 1500..."

Experiência da Maria: "há trabalho em todo lado, se você escorregar na frente de um restaurante consegue emprego ao menos de lava pratos, e o salário nem é tão ruim. Se você conciliar com outro trabalho consegue fácil tirar 1000 euros por mês".

Experiência do Corey: "após uma semana que chegamos em Portugal Bia já tinha 2 propostas de emprego, eu consegui proposta de emprego até do vendedor do meu carro, fiz 3 entrevistas e fui chamada para as 3, acabei escolhendo aquela que deixa os finais de semana livres."

Perceba que nesse caso João é o pessimista, Maria é otimista e o meu relato ficou mais para o otimista (sim, o relato é real, detalharei mais no futuro).

Exemplo 2: Custo de Vida em Portugal

Experiência do João: "impossível um casal viver com menos de 2 mil euros por mês, gasolina é muito cara, há pedágios até pra ir na esquina, carne bovina é um absurdo de caro, carros são caros, pago 900 euros de aluguel no meu T0 em Cascais, enfim, tudo é caro!"

Experiência da Maria: "nossa, é de graça viver em Portugal, com 100 euros você faz mercado para um casal e ainda consegue comer umas besteiras, meu marido e eu pagamos apenas 150 euros no aluguel de um quarto aqui no Algarve (com despesas incluídas), dá pra sobrar muito dinheiro.

Experiência do Corey: "não é tão barato viver em Portugal como muitos dizem, gasolina é cara, há pedágios em quase todas as rodovias, a carne bovina é mais cara (nem tanto) porém porco, peru e peixes são muito baratos e de qualidade. Moro numa cidade no interior, pago 400 euros num excelente T1 na zona nobre da cidade. Pra quem tem filhos e paga escola e plano de saúde no Brasil, aí sim aqui é praticamente de graça"

Agora fiquei para o lado pessimista do grupo porém percebam que ponderei o porquê disso (a carne é questão de hábitos de consumo, o aluguel é questão de região onde se escolhe para morar e o custo de vida geral é relativo ao padrão que a pessoa tinha no Brasil).

Vejam que tudo é questão de ponto de vista e não podemos usar nossa realidade como verdade absoluta. João provavelmente quer trabalhar na sua área, afinal tocou no assunto serviço braçal, mora em Cascais que é uma cidade praiana das mais caras do país, quer continuar comendo carne vermelha todos os dias, não está disposto à mudar hábitos.

Maria, por outro lado, parece deslumbrada e disposta à sacrifícios pra fazer a vida girar. Não se importa pelo tipo de trabalho que irá fazer, mora num quarto e provavelmente tem uma alimentação bem simples. Tudo ela vê pelo lado otimista da coisa.

E aí tem eu, que vou tentar de qualquer maneira ser o mais imparcial possível, elogiando quando necessário e descendo o cacete se for preciso. Não quero que o leitor pense que estou deslumbrado por agora ser europeu (!?) e também não quero que pensem que estou desdenhando do país que escolhi para viver. A verdade é uma só, não existe paraíso na terra, nenhum lugar é perfeito assim como nenhum lugar é um completo lixo, nem o Brasil. Vou passar  minhas experiências sempre contextualizando mas tenho certeza absoluta que muitos virão descer a lenha me acusando de ser puxa saco do Brasil/Portugal, se desdenhar o Brasil/Portugal, de ter esquerdado ou de ter endireitado. Enfim, sabemos como vai o nível de interpretação das pessoas e ao tratar de um assunto que exige mais de 2 neurônios para ser compreendido pode bugar o cérebro de muita gente que sairá vomitando merda nos comentários, é justamente isso que pretendo minimizar com esse post explicativo.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Imigrar para Portugal

No último capítulo da novela "Grande Projeto em Andamento", Corey revelou a decisão de imigrar para os EUA, veja hoje a reviravolta...

E aí amiguinhos, como estão? Passaram bem o fim de semana? Espero que sim! Sexta paramos a história da minha imigração no ponto de decisão sobre qual visto usar e para qual região dos EUA Bia e eu iríamos. E o escolhido foi...

INTERIOR DE PORTUGAL!!!

Sim amiguinhos, assim como uma boa novela mexicana dos anos 90, minha imigração teve uma grande reviravolta e tomou um rumo "surpreendente" (nem tanto, rs).

Pessoal pescou as dicas que dei no penúltimo post e peço desculpas por ter confundido a todos com a história dos EUA mas não é mentira, nós realmente iríamos nos mudar para os EUA, porém após muitas conversas, contas e pesquisas decidimos que os EUA não seria a melhor opção para nós, ao menos não nesse momento de nossas vidas. E aqui vai uma explicação resumida:

Em primeiro lugar temos a questão imigratória. Estou numa fase da vida onde não faz sentido fazer as coisas na orelhada e de maneira totalmente inconsequente (um pouco de loucura é saudável e necessário porém nem tanto). Logo ir para os EUA com visto de turista e ficar preso no país estaria fora de cogitação. Também não estamos com saco para encarar estudos e sacrifícios extremos, o que seria necessário para manter o visto de estudante, então essa opção também não seria interessante. O visto L1 então nem se fala, não quero arriscar todo meu patrimônio em uma só coisa que é totalmente incerta, nem pensar. Surgiu uma outra alternativa que não é de todo ruim porém também concluímos que agora não seria a hora (talvez num futuro), essa alternativa será detalhada num post futuro.

Ok, a vida de imigrante "fora de status" (qualquer um que trabalhe sem autorização de trabalho) não é tão ruim como alguns pregam, é plenamente possível trabalhar sem documentos ter uma vida tranquila porém cheguei à um ponto na vida onde isso me apela cada vez menos. Sem contar na trambicagem que isso provoca. Para trabalhar como Uber em Boston, por exemplo, você deve tirar sua carteira de motorista na Flórida (porque a de Massachusetts não é aceita pela plataforma), aí para você ter essa carteira deve estabelecer residência na Flórida, então você paga alguém pra fazer isso pra você, pega um avião, desce pra Miami e 500 dólares e 3 dias depois você tem sua DL da Flórida. Ou então você usa a conta de um outro motorista, pagando por isso, claro. Enfim, é muita trambicagem e cheguei à um ponto da vida que não tolero muito isso (por outro lado me arrependo de não ter sido mais trambiqueiro no Brasil, assunto para outro dia).

Não vou mentir, Bia e eu temos muita vontade de morar nos EUA e Portugal acabou sendo o plano B, a segunda opção mesmo, porém tudo está indo muito bem para nós, de tal maneira que até me envergonho de ter tratado Portugal como "quebra galho". A decisão de vir para Portugal foi totalmente racional dentro de um contexto totalmente emocional que é a mudança de país, o simples fato de conseguir legalização de maneira muito fácil já é mais de 50% do peso da decisão.

Vamos voltar um pouquinho e entender um pouco dos porquês que nos fizeram tomar a decisão de imigrar:


Como alguns devem se lembrar Bia e eu estávamos numa fase bem legal no Brasil: independência financeira conquistada, bons retornos de investimentos, eu estava trabalhando na minha área de formação, tendo uma rápida promoção de carreira e muito feliz com esse trabalho. Porém como contei tempos atrás não achava que o plano de imigrar estava morto, acreditava apenas que estava adormecido até chegar um momento mais oportuno, afinal estava tudo muito bom no Brasil e pensando bem não havia motivos pra tal mudança radical senão loucura mesmo, embora Bia não estava 100% contente com o trabalho como eu estava, chegamos numa situação bem confortável do ponto de vista não só financeiro mas também e principalmente em relação à nossas vidas pessoais. O momento oportuno parecia um tanto longe, até...
 
Bem amiguinhos, como todos nós sabemos a situação de segurança pública do Brasil passou do ponto de absurda, todos temos histórias tristes para contar de crimes bizarros em nossas famílias ou entre amigos. Infelizmente e mais uma vez isso aconteceu perto da gente, perdi uma pessoa meio que próxima numa situação grotesca. Foi algo muito pesado, nem tinha muito contato direto com a pessoa mas o fato é que me abati muito com essa perda. O momento oportuno de emigrar estava ali, não poderia ser o próximo, ao menos seria possível tirar o que já de mais precioso na minha vida daquele inferno, e assim Bia e eu decidimos finalmente pôr nossos planos em prática. Um monte de gente está fazendo loucura, saindo do Brasil de maneira fugida, com pouco dinheiro, indo sem documentos, somente com a esperança de conseguir algo melhor. Minha situação era extremamente mais confortável: dinheiro mais que suficiente, possibilidade de legalização, então não havia mais desculpas para continuar sofrendo as mazelas no Brasil.

O ser humano não aprende, em 2010 passei um puta sufoco (que nunca contei mais vou contar em breve) que me fez repensar toda minha vida e devido à isso consegui equilibrar minha vida e atingir a independência financeira poucos anos depois. Foi preciso passar por problemas de saúde relacionados à vida de empreendedor, quase infartar com 30 e poucos anos para criar vergonha na cara e parar com o “crime”. Mais uma vez foi preciso tomar um susto para enfim colocar um sonho em prática e mudar de vida... Ok, não sou tão sábio quanto gostaria de ser mas estou tentando melhorar a cada dia, pode ter demorado, mas está tudo muito caprichado.

Tenho muita, mas muita coisa mesmo pra contar sobre minha mudança para Portugal, farei algumas séries de posts para narrar a odisseia. Pretendo alternar os posts específicos sobre o assunto com outros mais genéricos para que o blog não vire um relato de viagem sem fim, porém mais uma vez repito que esse é um site pessoal e espelha minha vida, logo o assunto imigração será muito abordado daqui pra frente. Deixem nos comentários o que estão achando, grande abraço!

Observação off-topic: os comentários desse blog são moderados praticamente desde sempre. O objetivo da moderação é filtrar comentários agressivos e somente isso. Quem me acompanha sabe que mesmo comentários ofensivos são publicados. Não vejo problema em discutir, argumentar, discordar... só não aceito xingação barata e desnecessária, isso não é legal porque joga o nível da conversa para o fundo do poço. Se você escreveu um comentário "normal" e não foi publicado, basicamente duas coisas podem ter acontecido: o comentário bugou e sumiu (já aconteceu diversas vezes comigo) ou foi parar na caixa de spam. Se isso acontecer com você por favor me avise para que eu olhe na caixa de spam. Por favor, não pense que barrei um comentário seu pelo simples fato de não concordar com você, isso aqui simplesmente não acontece, ok? Esse aviso é para evitar constrangimentos como ocorreu recentemente com um leitor dizendo que barrei um comentário enquanto o mesmo estava no spam (não sabemos porque alguns comentários são considerados spam pelo Google).

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Imigrar para os Estados Unidos

Na última postagem contei que finalmente havia saído do Brasil e pedi para que os leitores desse suas opiniões e palpites sobre para onde me mudei. Engraçado que a esmagadora maioria das pessoas achou que me mudei pra Portugal...

Quem acompanha o blog sabe que tenho paixão pelos Estados Unidos, que já viajei muito nesse país, que me identifico com a cultura, e o modus operandi do americano. Desnecessário dizer as muitas vantagens que existem em morar nos EUA, mas as principais são a possibilidade real de fazer muito dinheiro desde que se trabalhe duro e a segurança (mesmo com os malucos de armas, os EUA ainda são um paraíso seguro em relação ao Brasil).

Ao tomar a decisão que realmente era a hora de sairmos do Brasil, ficamos entre várias alternativas de países para escolher. Como ainda não estamos na pegada de aposentados, temos independência financeira mas não temos vontade de parar de trabalhar, decidimos que os EUA seria a melhor alternativa, afinal juntaríamos a vontade de morar nesse país com a possibilidade de trabalhar e ganhar dinheiro. Além disso eu finalmente teria a chance de ficar fluente no inglês e colocaríamos Bia fora da zona de conforto obrigando-a a aprender inglês na marra (o que seria muito bom). Decidido isso teríamos algumas alternativas do ponto de vista imigratório e de papelada:

a) Visto L1: embora não tenha mais empresas no Brasil, haveria a possibilidade de fazer um bem bolado com as pessoas que compraram minhas lojas para que elas me enviassem para os EUA com o visto L1, inclusive consultei empresas especializadas que me afirmaram ser possível. Problema: investir quase 1 milhão de reais nessa empreitada não é pra qualquer um e total falta de vontade de empreender, ainda mais sob pressão. Desisti.

b) Visto de estudante: fazer o que grande parte da classe média faz. Aplicar para um visto de estudos de inglês e uma vez estando no país conciliar trabalho e estudo. É caro porque precisa bancar a escola e deve-se necessariamente comparecer às aulas. Ficamos na dúvida se teríamos saco pra isso.

c) Ir como turista: a última alternativa é sem dúvidas a mais simples e barata, afinal já temos visto de turismo e então era só cair pra dentro e tocar vida. Expirado o prazo de turismo aplicaríamos para o visto de estudante e deu. A grande desvantagem é ficar impossibilitado de sair do país mesmo após a obtenção do visto de estudante.

Além de decidir de qual maneira viajaríamos outra decisão importante seria para qual região seria melhor mudar. Os EUA é enorme porém há algumas regiões que se destacam e que decidimos considerar:

1- Flórida: clima agradável, praias lindas, Orlando que é uma das cidades que Bia e eu mais gostamos no mundo... Enfim, a Flórida é o estado americano que está no nosso coração. O custo de vida é relativamente baixo e existe grandes chances de emprego para imigrantes.

2- Boston area: Massachusetts é um estado frio pra caralho, tem cidades caidinhas, custo de vida alto pra porra porém oferece um excelente plano de saúde para imigrantes, oportunidades de emprego não faltam e a comunidade brasileira é fortíssima (não adianta, falem o que for, quem ajuda brasileiro recém chegado é sempre brasileiro).

3- Indiana: esquecido por muitos, consideramos Indiana por termos amigos por lá que poderiam dar uma imensa força em nossa chegada, sem contar o custo de vida irrisório quando comparado com Boston. e a possibilidade de viver num estado mais "americanizado" (TM Carlinhos Troll).

4- Las Vegas area: região para onde muitos americanos e imigrantes já estabelecidos no país estão se mudando. Custo de vida baixo, proximidade com a costa oeste e grande quantidade de empregos. É uma região em forte desenvolvimento. Calor do inferno no verão, frio do caralho no inverno.

Após muito planejar, colocar números no papel, conversar com pessoas que moram nas diversas regiões dos EUA, pagar consultorias, decidimos por...

PARA, PARA, PARA... Segunda feira vocês saberão... Enquanto isso, deixem seus palpites: com qual visto e para qual região nos mudamos?

Bom fim de semana à todos!

quarta-feira, 6 de junho de 2018

O “Grande Projeto em Andamento”

Olá malta, como vão? O dia chegou, hoje é o dia de revelar que porra estou fazendo da vida (que chamei de grande projeto) e que estou escondendo à meses.

Foi engraçado ler os comentários e as suposições que em um dos últimos posts: Corey voltou à empreender, Corey virou viado, Corey mudou de setor... 

O Viver de Construção questionou:

“Vem ai o canal do Corey?
O novo site do Corey?
A franquia do Corey?
Corey desempregado?
Corey empreendendo novamente?”

Ele acertou que eu teria um site mas não disse que o site afundaria como o Titanic na primeira viagem. Desempregado? Estava, mas não estou mais.
Um Anônimo comentou:

“Anônimo23 de março de 2018 06:30
Será que podemos esperar deste projeto algo tão bem detalhado quanto o empreendimento do frugal simple ou estamos aguardando e ficaremos decepcionados com a completa falta de detalhes??? Espero que não! Que valha a espera e tenhamos mais um bom compartilhamento de conhecimento na finansfera!
Abraço”

Esse brother também chutou pra dentro, meu projeto será extremamente detalhado aqui, quero fazer um negócio legal.

Outro Anônimo quebrou a cara:

Anônimo31 de março de 2018 11:56

“Não sei porque perder tempo com esse tipo de post. Vc nunca deu detalhes sobre o trabalho, as lojas, formação que tem e várias outras coisas. O máximo que vai sair desse projeto aí são informações vagas e sem nenhum detalhe, como sempre. Vc tá dando um tiro no pé, já que tá criando expectativa nos leitores e eles vão ficar decepcionados por que, no fim das contas, nada significativo vai ser dito.”

Não chapa, aí que você se engana, daqui pra frente a coisa será muito mais esmiuçada, são informações que podem não ser úteis pra todo mundo mas não deixam de ser informações relevantes.

Sem mais delongas: CRIEI VERGONHA NA CARA E SAÍ DO BRASIL. Já fazem alguns meses que estou a morar no exterior.

Sim amigos, após anos e anos de planejamento, finalmente O Cachorro, Bia e Eu enfiamos toda nossa vida em 4 malas e nos metemos num  A330 idoso rumo à uma vida nova num país velho.


Para quem por várias vezes me chamou de frouxo por ficar só enrolando e nunca sair do Brasil tenho somente uma coisa para dizer: Obrigado! Agradeço muito à essas pessoas que acabaram por me incentivar e colocar em prática esse projeto. Tenho plena consciência que posterguei muito tempo essa decisão e embora a maioria dos motivos desse atraso terem sido por minha culpa, houveram outros de força maior que infelizmente não posso citar.

Pretendo esmiuçar todo meu planejamento para essa mudança, para isso criarei uma série no blog. Infelizmente meu blog vai se tornar pouco interessante para aqueles que não possuem a menor vontade de ler sobre o assunto imigração e como é a vida no estrangeiro, mas esse espaço vai se tornar cada dia que passa um local mais e mais pessoal, onde vou dividir minhas experiências pessoais, portanto nada mais lógico que ele se torne repleto de posts sobre minha nova vida na gringa. Quero deixar bem claro que esse não é um blog sobre investimentos e sim um blog pessoal que trata, entre outras coisas, de investimentos, ok?

Algum palpite para qual país me mudei? (está fácil pra caramba, o texto tem várias mensagens não tão subliminares assim).
Os comentários desse blog são moderados, ou seja, passam pelo meu controle antes de serem publicados. Esse é o motivo pelo qual seu comentário não aparecerá logo após você clicar em "Publicar", portanto não precisa postar 2 ou 3 vezes! Posso demorar, mas publicarei e responderei todos os comentários que não contenham trolagens, intrigas, propagandas e baixo nível.